Jogo II: Bota 1 x 3 fla – Diferença de qualidade

Triste ironia…

O frangaço tomado pelo Bruno no primeiro tempo foi fundamental para a reação rubro-negra.

Pois, mais uma vez, o flamengo venceu graças às opções disponíveis no banco de reservas, acionadas no intervalo por conta da desvantagem no placar. Venceu por ter à disposição jogadores com “qualidade de definição”, como sintetizou Cuca. E pela desatenção mortal no lance que tinha sido alertado por Lúcio Flávio no intervalo da partida. “Agora temos que tomar cuidado com a bola parada”. Dito e feito.

No primeiro tempo, o Botafogo jogou bem. A defesa se mostrou segura, apesar da evidente inadaptação de Leandro Guerreiro à posição – foi por ali que Marcinho se criou e Ibson perdeu um gol incrível. Lúcio Flávio e Jorge Henrique procuravam jogo o tempo todo, mas faltava o último toque para Wellington Paulista, novamente bem marcado. Mas, para sair campeão em jogo assim, dada a diferença do nível das duas equipes, era preciso muito mais: era necessário, por exemplo, que Túlio e Diguinho também estivessem especialmente inspirados. E, dessa vez, nenhum dos dois (especialmente o primeiro) fez uma partidaça, daquelas que levam ao título. Muito pelo contrário: o primeiro dos volantes a ser substituído deveria ter sido Túlio, visivelmente intranqüilo. 

(Não vou falar da atuação de Zé Carlos porque o desnível técnico dele em relação aos outros titulares fica evidente a cada erro de passe e cruzamentos. Já começo a questionar, num time devidamente reforçado, a necessidade de tê-lo no elenco)

Um dos clichês dos Semeadores do Óbvio é: “O time tomou um gol quando não poderia tomar!”. Nesse caso, a máxima pode ser aplicada. Porque, se o Botafogo segura a vantagem por 10, 15 minutos do segundo tempo, o desespero tomaria conta das hostes rubro-negras. Mas, como o gol saiu logo no início…

 O título alvinegro foi perdido quando Obina, num levantamento na área após falta desnecessária de Diguinho, conseguiu uma cabeceada no meio de 32 alvinegros, entre eles Leandro Guerreiro, numa gritante falha de marcação. O Botafogo perdeu duas vezes: não só ficou novamente em desvantagem para o título mas teria que partir para cima do adversário. Ou seja: quem entrou no segundo tempo todo preparado para jogar no contra-ataque teve que, novamente, buscar o marcador e, com isso, deixar flancos abertos – risco mortal diante de um time com jogadores leves e de alta qualidade técnica, como Tardelli e Marcinho. Foi esse o momento que fez diferença a “qualidade da definição” mencionada por Cuca.

Porque, do nosso lado, para reverter a desvantagem, tudo o que tínhamos oferecer era: “Fábio tocou para Felício, que tentou devolver para Fábio… corta a defesa rubro-negra”. Não é nada, não é nada; não é nada, mesmo. E a expulsão acertada de Renato Silva, por conta dos espaços deixados para o contra-ataque adversário, somente acelerou o desequilíbrio do time. Aí Jorge Henrique e Wellington sumiram por completo e não havia muito mais o que fazer, a não ser esperar o fim da partida. Enfim: saber perder.

“Nós chegamos no limite máximo”, afirmou Cuca, após a derrota. Ele tem razão. E foi na base da superação, por exemplo, que tiramos o favorito fluzinho das finais do Campeonato. Mas a superação não ganha todos os jogos. É preciso reforços.

Bola pra frente – fomos além do que se esperava no início do campeonato. Somos a segunda força do Rio, fato que não merece ser desprezado. Em breve, com um time reforçado, poderemos ser campeões.  

Quinta-feira, estarei novamente torcendo pelo Botafogo. E você?

   

 

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3 Respostas para “Jogo II: Bota 1 x 3 fla – Diferença de qualidade

  1. Não deu.
    Mas foi uma final bacana. Digna de grandes jogos.
    Sem provocações aqui, porque é sua casa. Espaço seu.
    Amanhã, no entanto…
    😉
    Abraço, companheiro!

  2. Marcelo, só acho que este “reforçado” precisa ser revisto pela diretoria alvinegra. E nem falo isso no calor da derrota. Seria o mesmo, se tivéssemos conquistado o título: Não podemos nos contentar (sempre) com atletas de Boavista, Resende e/ou reservas (Abedi, Marcelinho e agora o interesse no Gil e Maicoussuel, que nem sei escrever o nome…) dos outros…
    Bola pra frente!
    Abs e SA!!!

  3. Marcelo, penso que estamos os dois, em geral, afinados pela mesma bitola. Leia a minha nova coluna “Obrigado, Botafogo!” no Arena Alvinegra.

    SAUDAÇÕES BOTAFOGUENSES

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