Fogo Eterno

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Parabéns, Renan

22 18UTC 05pmMon, 18 May 2009 12:45:31 +0000ç2009, 2008 · 1 Comentário

ronnierenan

Se na hora de criticar a gente desce o malho, não custa nada também elogiar.

Renan, que hoje completa 20 anos, teve uma atuação de gente grande ontem contra o Corinthians.

As duas saídas nos pés dos adversários, um deles ninguém menos do que o Fenômeno, foram precisas: sem falta, catou a bola com tranquilidade de veterano, em lances que outros goleiros ou fariam pênaltis ou seriam facilmente driblados.

Parabéns, Renan.

Foto: Gazetapress

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Reinaldo tem razão: vaia, não!

22 27UTC 03pmFri, 27 Mar 2009 23:57:00 +0000ç2009, 2008 · 3 Comentários

Reinaldo abriu o verbo nessa sexta-feira e se queixou do comportamento da torcida na última quarta-feira no Engenhão.

Além de lamentar o baixo comparecimento do torcedor (“todo mundo fica chateado, é difícil jogar assim com pouca torcida, só com vaia”), Reinaldo também criticou as vaias disparadas contra o Renan após o primeiro gol do Americano.

Pior: afirmou que o time “perdeu a confiança” pela falta de apoio da torcida.

Sobre a questão do Renan, o Maicosuel também já tinha saído em defesa do goleiro, dizendo que os apupos foram injustos.

E, quer saber? Os dois têm razão. Ainda que o Renan tenha falhado (a bola desviou na barreira, mas dava tempo de ele recuperar), qual o sentido de vaiar o jogador mais regular da equipe? Encher de intranquilidade o nosso goleiro que, todos sabemos, ainda está em formação? E quem vai entrar no lugar dele, se o Castillo ainda não está totalmente recuperado? O recém-chegado Flávio, reserva da Cabofriense, que só o Ney Franco conhece? 

Vaiar o Alessandro ou o Emerson, em qualquer das jogadas bisonhentas protagonizadas por estes jogadores, é uma atitude das mais corretas. Significa: “nós não concordamos com a escolha desse jogador para vestir a camisa do Botafogo: mandem esses caras embora ou, no máximo, os deixem no banco”.

Agora, vaiar o Renan… francamente! Além da injustiça em relação ao excelente início de temporada, significa também jogar contra o patrimônio – pois, daqui a um ou dois anos, nosso bem mais valioso para fazer caixa será exatamente o goleiro, que poderá ser negociado para um clube europeu por um valor bem alto. 

E isso porque o time é campeão da Taça Guanabara, hein?

Imagine se nem tivesse obtido classificação para as semifinais, como já aconteceu com outros clubes do Rio…

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Não que eu queira influenciar a enquete, mas…

22 19UTC 03pmThu, 19 Mar 2009 16:22:12 +0000ç2009, 2008 · Deixe um comentário

renaneteens

Trecho da notícia “Nasce um ídolo”, do site oficial do Botafogo:

“(…) Com todos os jogadores da categoria de base presentes, logo que ele pisou no estádio em Niterói, Renan foi cercado por mais de 30 crianças, que pediam autógrafos e ficavam ao lado do ídolo para tirar uma foto e registrar o momento.

Com mais calma, Renan contou suas experiência para os jovens valores alvinegros e respondeu algumas perguntas deles. Afinal de contas, o goleiro é o único titular do atual time formado nas divisões de base, ficando como um espelho para os mais novos.

- Eu já estive aí, como vocês. Realmente são muitas dificuldades que passamos, temos que abrir mão de muita coisa, mas vale a pena. Não imaginava estar aqui tão cedo, falando para ex-companheiros meus de juvenil e juniores. É muito gratificante.

Ele lembrou ainda de tudo que passou para consolidar sua carreira:

- Eu saía de casa às 5 horas da manhã e só chegava lá para as sete. Eu ia para o colégio e depois direto para o treino. Muitas vezes, não dava tempo de almoçar e eu levava aquele sanduíche amassado na mochila.

A íntegra da notícia você pode ler aqui:

http://www.botafogonocoracao.com.br/BfrInterna.asp?idn=3387&idarea

Imaginem a felicidade dessa nova geração de goleiros de ter a chance de conversar e tirar fotos com seu ídolo?

Pena que, em vez de concentrar atenções na repercussão da ótima iniciativa da nova diretoria de levar um dos grandes nomes do elenco alvinegro para dar seu depoimento aos garotos botafoguenses,  teve gente mais preocupada nos destinos de um broche que só fez ressuscitar as rusgas em público de Bebeto e Montenegro, como se ainda estívessemos em 2007.

Em tempo: nesse sentido, de dar exemplo e trabalhar o potencial de formação de novas gerações, o Castillo também é nota 10. Minhas restrições a ele são “apenas” em relação ao seu desempenho dentro de campo. Assim como Renan, parece ser também um ótimo cara.

Foto: Site oficial do Botafogo

 

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Nova enquete- Castillo ou Renan?

22 18UTC 03pmWed, 18 Mar 2009 15:32:43 +0000ç2009, 2008 · 7 Comentários

A enquete dos laterais carecas pernas-de-pau iria continuar mais alguns dias no blog, mas foi ultrapassada pela polêmica lançada pelo uruguaio Castillo, reinvindicando a vaga de titular assim que se recuperar da contusão.

Como o assunto pegou fogo aqui e em outros blogs, como o do Movimento Carlito Rocha, então vamos atender à sugestão do Branco e mandar, de primeira, à queima-roupa:

Castillo ou Renan?

Mandem ver!

Daqui a pouco eu comento essa polêmica e também o resultado da enquete anterior.

E, em respeito ao Botafogo, aqui no FogoEterno você NÃO lerá nenhuma linha sobre a “polêmica do broche”.

Nessa armadilha da flapress, e da vaidade de cartolas, eu não caio.

Categorias: Botafogo 2009
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Cala a boca, Castillo!

22 18UTC 03amWed, 18 Mar 2009 01:46:33 +0000ç2009, 2008 · 6 Comentários

Nosso arqueiro uruguaio, na fase final de recuperação da cirurgia no joelho e de volta aos treinos, resolveu abrir a boca para dizer que é um goleiro de seleção e não vai aceitar a reserva quando estiver pronto para jogar.

- Sou mais experiente, e isso tem de ser respeitado. Renan tem feito bons jogos e supriu muito bem a minha ausência, mas ainda tem que ganhar experiência.  

Só gostaria de lembrar que, infelizmente, o Castillo demonstrou muito empenho, raça, marra, apego, blá-blá-blá, mas não fez ao longo de 2008 nenhuma exibição digna de um goleiro de Seleção, com defesas realmente inesquecíveis. Nem demonstrou a regularidade que o Renan começa a ostentar, graças a sequência de partidas.

Pelo contrário: quando precisamos de verdade do Castillo (curíntia na semifinal da Copa do Brasil, para citar o exemplo que mais me irrita até hoje), ele falhou feio. Então, hombre, enquanto não recuperar total condição de jogo e crescer uns 10cm, bem que você poderia ficar de boca fechada, não?

É uma pena que a única pessoa que ache o Castillo tão bom assim seja o próprio Castillo.

Ou estou exagerando???

Categorias: Botafogo 2009
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Mais humildade, Renan

22 06UTC 02pmFri, 06 Feb 2009 20:49:58 +0000ç2009, 2008 · 1 Comentário

 

Renan afirmou que não falhou no gol do Volta Redonda.

- O que houve foi uma falha coletiva, justificou.

Mais ou menos, né, Renan? Se o erro na cobrança de falta foi coletivo, a falha inclui, obviamente, o goleiro, o único que pode usar as mãos na jogada. 

E, independente do fato de a bola ter passado por 47 jogadores, o arqueiro botafoguense calculou mal o bote ao socar o ar, em uma cena lamentável. 

Acho que o Renan já foi mais humilde. E isso fazia bem ao nosso goleiro.

Tudo que não precisamos é de um goleiro inexperiente, mas cheio de marra.

Tipo Júlio César 2007, lembram?

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O risco e a solução

22 20UTC 01pmTue, 20 Jan 2009 15:50:05 +0000ç2009, 2008 · 3 Comentários

lopes1

Liberar o Lopes (foto) para procurar outro clube, às vésperas do início do campeonato e com Castillo ainda lesionado pelo menos até março, é uma decisão, no mínimo, imprudente por parte da nova diretoria de futebol do Botafogo.

Pois, (toc, toc, toc…), se algo acontecer ao Renan no primeiro turno do Carioca, quem fica com a número 1 alvinegra? O tal do Milton Raphael, com nome de cantor de churrascaria? Ou vão desconvocar o Luís Guilherme, que salvo engano tem 17 anos e está na Seleção Brasileira de sua categoria?

Ah, mas o Ney tem a solução e parece que já sugeriu a contratação de um goleiro que ele conhece bem porque trabalharam juntos no, surpresa!, Ipatinga…

A ipatinguização alvinegra continua a todo vapor.

Mas, como o FogoEterno  não quer saber só de problemas mas de soluções, já resolvemos esse impasse. E a solução está em General Severiano (ou deveria estar…), ou melhor, escondida em Buenos Aires:

 -  Zárate!

É só ele ficar parado embaixo das traves que o espaço ocupado pelo centroavante argentino já diminui bastante a chance de a bola entrar…

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Complexo de vira-lata: um desabafo

22 30UTC 10pmThu, 30 Oct 2008 18:38:46 +0000ç2008, 2008 · 1 Comentário

                                    

De Leandro Guerreiro, ao voltar para o segundo tempo do jogo contra o Engenhão na fatídica noite dessa quarta-feira:

- O time do São Paulo tem enorme qualidade…

De Leandro Guerreiro, depois da derrota para o Estudiantes, ainda na Argentina:

- O Verón é um craque, é impossível marcá-lo durante 90 minutos.

Apenas dois exemplos recentes, vindos de um mesmo jogador, de como o Botafogo ainda se apequena nas partidas decisivas. Os próprios jogadores assumem posição de inferioridade e demonstram isso dentro e fora de campo.

Ainda mais quando respaldados pelas atitudes do presidente do clube. Tomemos o caso dessa quarta-feira como exemplo: em vez de “costurar por dentro” e arrancar uma punição exemplar ao árbitro (apenas para que outros tenham medo, no futuro, de cometer falhas tão graves), assume posição de torcedor e sai de sua posição de presidente para gritar na orelha do bandeirinha, um ato inócuo e, falemos a verdade, patético. 

Complexo de vira-lata, eis o grande desafio a ser vencido pela próxima diretoria.

Os elogios do Rogério Ceni ao Renan, no final da partida, também são exemplo disso. As palavras de incentivo (“é um grande goleiro, poucos têm a qualidade de reposição de bola que ele tem, falhou mas isso acontece”) parecem sinceras, mas na verdade estabelecem de forma clara uma posição de superioridade do adversário em relação ao time alvinegro.

E não há nada pior do que entrar em uma competição, mesmo com uma bela história e tradições até maiores do que os supostos grandes times, sendo tratado como café-com-leite.

Inclusive, involuntariamente, pelos seus próprios dirigentes e jogadores.

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Botafogo 1 x 2 São Paulo: A culpa é do Ney

22 30UTC 10amThu, 30 Oct 2008 00:14:07 +0000ç2008, 2008 · 5 Comentários

                         

O destino pode ser caprichosamente cruel.

Quem diria que, no final de 2008, o Botafogo perderia um jogo importante pelos mesmos fatores que derrubaram o time em 2007:

- Falha grosseira do goleiro

- Erro grosseiro da arbitragem

- Vulnerabilidade defensiva no contra-ataque

- Descontrole emocional (sim, essa é para você, Bebeto)

Somados a esses três itens, o principal deles, mas que infelizmente ficará encoberto pelos problemas mais visíveis do jogo e que renderão dias de discussão desgastante e inútil: a incompetência do técnico do time na hora de escalar os onze titulares.

E é sobre isso que prefiro falar por aqui: o maior responsável pela derrota do Botafogo para o São Paulo chama-se Ney Franco.

Escalar três zagueiros e três volantes para jogar em casa, quando o time precisava da vitória, é de uma sandice inominável. E, além desses seis, ainda entregar a camisa 10 para Zé Carlos representa uma piada sem-graça, amarga.

Porque o Botafogo, com essa escalação, já entrou derrotado.  Confiar todo o “poder de ofensividade” a Wellington Paulista e Jorge Henrique chega a ser um crime de lesa-torcedor.

Se eu tivesse ido ao Engenhão,  pediria o dinheiro de volta assim que a escalação foi divulgada.

Resultado dessa covardia defensiva? Um passeio do time tricolor, com domínio total do meio-de-campo e o Botafogo pressionado, encolhido, assistindo de forma atabalhoada e perplexa, o desfile dos bambis: São Paulo Fashion Week em pleno Engenhão.

Ao perceber a linha de três zagueiros, o tricolor paulista alugou o meio-de-campo e desandou a chutar de fora da área, com Hernanes e Jorge Wagner – este último acertou um tiro no canto, que o Renan conseguiu salvar na ponta dos dedos, talvez a sua defesa mais difícil com a camisa alvinegra.

E o Botafogo? Sem ninguém para armar e nem acertar três passes consecutivos, o time só escapou da derrota parcial por um milagre. Apenas aos 31 minutos, o time conseguiu encadear quatro passes certos no ataque… e Alessandro escorregar e cair sentado, diante de seu marcador. Esse lance foi o retrato do primeiro tempo.

Jogadas perigosas? Só dois chutes desgovernados do Zé Carlos e um ataque aos 40 minutos, graças ao primeiro passe certo do Camisa 10, que resultou em escanteio.

E o que o Ney Franco achou dos primeiros 45 minutos? Ele gostou! “O jogo está equilibrado, as duas equipes estão jogando bem”, disse o nosso treinador. Fiquei com mais pena ainda de quem pagou ingresso.

Começa a segunda etapa e o Ney continua com o mesmo time, apesar da incrível dificuldade do Edson e do Leandro Guerreiro em conter o veloz ataque do time paulista. Somente aos 10 minutos, Ney Franco resolveu agir e fez duas mudanças: Fábio no lugar de Zé Carlos; Luciano Almeida substituindo Edson. O time melhorou instantaneamente e já tinha maior domínio quando…

Não, não vou culpar o Renan pela falha na reposição de bola que gerou o primeiro gol do São Paulo. Claro que foi o erro típico de um goleiro inexperiente, que está amadurecendo em público, passando por testes de fogo a cada partida. Mas, francamente, vocês acham que o Castillo teria resistido ao bombardeio são-paulino do início do jogo? Claro que não!

É uma falha terrível, mas que ficará como lição para o jovem goleiro alvinegro. É uma cicatriz a ser carregada – e lembrada, de tempos em tempos, para que ele não cometa mais esse erro.

(E não podemos também tirar o mérito do são-paulino Jean, que se aproveitou da falha e fez um golaço, num chute de rara categoria e precisão)

Na base da raça, e chegando ao ataque pela primeira vez com quatro jogadores, o Botafogo conseguiu empatar graças á esperteza do Wellington Paulista, após uma trombada de Fábio com Rogério Ceni. O time novamente dominava o jogo quando cometeu outra falha por displicência: Diguinho perdeu a bola, Leandro Guerreiro saiu correndo feito desesperado, mas a cena já estava escrita desde o início, com um gol de Hernanes.

Duas falhas individuais, dois gols do São Paulo.

A entrada de Lucas Silva deu maior volume e mobilidade ao time. Jorge Henrique passou a se movimentar com mais perigo e os ataques eram feitos em bloco – como deveria ter sido, desde o início. Foi assim que o Botafogo chegou ao gol de empate, erradamente anulado pelo bandeirinha, que enxergou um corta-luz no chute de Lucas. Okay, o Wellington levantou o pé, mas DEPOIS que a bola passou por ele – e nem próxima ao centroavante a bola passou. Um erro crasso, talvez o maior já sofrido pelo Botafogo dentro de seu estádio. E uma nova cicatriz na nossa pele.

Ao meu ver, porém, isso não justifica a atitude do Bebeto de ir até o campo e, totalmente descontrolado e aos berros, xingar o bandeirinha. Porque invadir o próprio estádio é um ato desesperado que desperta, imediatamente, a antipatia da mídia e não resolve absolutamente nada. Se o Bebeto precisa desabafar, que o faça em seu camarote ou no vestiário – jamais dentro de campo.

 A verdade, meus caros, é que, sem Carlos Alberto nem Lúcio Flávio, e um treinador que não dá chance de verdade aos seus reservas, as chances do Botafogo nessa partida eram bem reduzidas.  E o empate, que teria sido obtido com o gol anulado, não faria grandes diferenças para a classificação.

Vamos à Sul-Americana 2008 e 2009. É o que nos resta torcer.

E que o G-4 siga assim, com esses integrantes, até o final da competição.

Como eles atuaram?

Renan – Ótimo primeiro tempo, falha terrível na segunda etapa. Nota 5

Alessandro – Lerdo e sem poder ofensivo. Nota 4

Renato Silva – Esforçou-se, mas sem muito foco. Nota 4

André Luis – O melhor da zaga, ainda quase fez um golaço de falta. Nota 6

Edson – Lento e mal posicionado. Três zagueiros para quê? Nota 3 Deu lugar a Luciano Almeida, que não acrescentou quase nada. Nota 4

Túlio – O melhor volante no primeiro tempo. Só não conseguiu apoiar com eficiÊncia de outrora. Nota 5 Foi substituído por Lucas Silva, que deu velocidade e fez o gol anulado. Nota 6

Leandro Guerreiro – Voltou a ser o LG de 2008. Pena. Nota 4

Diguinho – Uma das piores atuações do ano. Nota 4,5

Zé Carlos – Camisa 10, a que já foi do Mendonça? Que heresia. Nota 3 Saiu para a entrada de Fábio, que soube fazer o jogo de centroavante que WP não conseguiu em todo o primeiro tempo e participou do primeiro gol. Nota 6

Jorge Henrique – Primeiro tempo simplesmente lamentável e irritante. Quando o time passou a ter atacantes, melhorou – tarde demais. Nota 4

Wellington Paulista – Nulo no primeiro tempo, bem na segunda etapa. Raça premiada com o gol. Nota 5

Ney Franco - Não culpem o Renan nem o bandeirinha: ele é o responsável pela derrota. Nota 1

Bebeto de Freitas – Poderia ter encerrado o seu mandato poupando a torcida de mais uma demonstração pública de descontrole emocional, que acaba contaminando os jogadores e ofuscando as principais deficiências do grupo e da comissão técnica que contratou. Nota Zero

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Castillo ou Renan? Os dois!

22 08UTC 09amMon, 08 Sep 2008 03:36:33 +0000ç2008, 2008 · 9 Comentários

Estava distraído nesse domingo, com a tevê sintonizada na reprise de Colômbia 0 x 1 Uruguay, quando o locutor me deu um susto ao berrar:

“DEFESA ESPETACULAR DE CASTILLO, GOLEIRO DO BOTAFOGO!”

Confesso que a primeira palavra a me chamar atenção na frase foi exatamente a última – aliás, sou só eu ou vocês também têm tímpanos sempre sintonizados na palavra “Botafogo” e são capazes de escutá-la mesmo em uma conversa de pé-de-ouvido a quilômetros de distância? É o tal do ouvido absoluto. Ou melhor, ouvido absolutamente alvinegro…

Mas voltando ao assunto deste post:

Ao ouvir o grito do locutor, além do orgulho besta de saber que o goleiro titular de tradicionalíssima seleção mundial tem General Severiano como local de trabalho e seu uniforme inclui uma estrela no peito, também revi a defesa do Castillo. Realmente, espetacular. E tive a certeza que o Renan, por inexperiência, não teria se antecipado e feito a leitura precisa da jogada, como fez o uruguaio.

Assim como no sábado, ao ver o goleiro reserva armar uma ponte do tamanho da Rio-Niterói e afastar com a ponta dos dedos um chute perigosíssimo do Coritiba, pensei com os meus botões: “Essa o Castillo não pegava…”

Os dois tiveram partidas dificílimas no fim de semana. E os dois atuaram muito bem.

Então, concluí: a titularidade no gol do Botafogo, para usar um termo da moda, está em boas mãos.

Castillo ou Renan, cada um com suas virtudes; cada um com seus problemas. Como todos os profissionais desse planeta, diga-se de passagem. Não podem jogar juntos, certo? Então, confiemos até o fim do ano em um deles: por mim, continuaremos com aquele que é mais experiente. 

E o mais importante, nada de cornetar nenhum dos dois em eventuais falhas.

Então, da próxima vez que me perguntarem:

- Castillo ou Renan?

Responderei sem hesitar:

- Os dois!

E vou pedir para que o curioso não prossiga com o interrogatório. Já pensou na próxima pergunta?

- Fábio ou Zárate?

Essa, sim, é um problema!

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