Já tinha escrito aqui: o Botafogo perde com facilidade fora de casa e ganha com dificuldade dentro de casa. Um dia a casa iria cair.
Caiu nesse sábado.
Basta lembrar das vitórias pelo Brasileirão: o 2 x 0 em cima do Sport, mas o rubro-negro teve gol mal anulado e perdeu chances claríssimas de gol quando o placar ainda não tinha sido inaugurado. E o 2 x 1 no Coritiba, com gol de pênalti aos 40min do segundo tempo.
Hoje não teve apito amigo nem pênalti salvador. Então, veio a derrota.
Porque, como já demonstrara contra o Inter, o Botafogo tem contrariado os dois princípios para construir uma vitória. Atenção, então, para o aviso a ser fixado na concentração em GS:
1. NÃO TOMAR GOL
2. FAZER GOL
Enquanto as regras do futebol não forem alteradas, de nada adiantará ter maior posse de jogo, maior número de jogadas aéreas, de finalizações, etc, se as duas regras acima forem desrespeitadas.
De nada adianta fazer um bom primeiro tempo, como fez hoje no Engenhão, com a eficiente utilização dos laterais (especialmente Alessandro), jogadas perigosas criadas por Lúcio Flávio, ter maior volume de jogo se as pessoas responsáveis por colocar a bola para dentro (sim, é com você, Wellington) não desempenham seu trabalho com o mínimo de eficiência.
O Botafogo deu uma interminável demonstração de incompetência. Especialmente no segundo tempo.
Porque, se a pressão tivesse continuado no mesmo ritmo dos 45 minutos iniciais, é óbvio que pelo menos o time teria conseguido ao menos um empate.
Mas, por culpa da inapetência do técnico e de um banco de qualidade zero (como destacou o Alex Escobar, quando Vanderlei e Fábio são as opções, a coisa é preocupante), o jogo decaiu de vez e o time foi se apagando, apagando até sumir de vez.
A situação se torna cada vez mais preocupante. Até porque Carlos Alberto, pela primeira vez, jogou mal, muito mal: fominha todos sabemos que ele é, mas nesse sábado seu futebol foi improdutivo. Como foi também o do Jorge Henrique, muito mais ligado na hora de reclamar dos salários atrasados.
Só duas boas contratações (eu lembro da frase do Montenegro no Arena Alvinegra - ”O Botafogo precisa de um meia e de um atacante fora de série”) podem colocar novamente o time nos eixos.
Repito: o time fez um bom primeiro tempo, talvez o melhor em todo o Brasileirão, por conta da volta dos laterais e das chances criadas. Mas a ausência do homem-gol derrubou todo o esforço dos 45 minutos.
Castillo - Não acho que tenha falhado no gol, mas como foi a única bola que foi em sua direção, bem que poderia ter se antecipado no lance. Nota 5
Alessandro - Muito bem no primeiro tempo, apoiando com eficiência e perigo, já que não tinha quem marcar. Depois, se perdeu. Nota 6
Renato Silva – Discreto, não teve trabalho. Nota 5
Ferrero – Bom retorno, apesar de alguns lances violentos. Poderia ter arriscado mais a saída de bola, que o diferencia dos outros zagueiros. Nota 6
Triguinho - Bem no início, depois foi sumindo. Sentiu cãibras no final. Nota 5
Leandro Guerreiro - Um dos três piores do time. Nas poucas vezes que teve que marcar, perdeu os lances e teve que apelar para faltas. Não tem condições de enfrentar atacante perigosos e rápidos no mano-a-mano. Nota 3
Túlio – Razoável, não comprometeu na marcação e apoiou com algum perigo. Ainda pode fazer muito mais. Nota 5 Acertadamente, já que não havia quem marcar, foi substituído por Vanderlei, que não fez a diferença que se espera de um centroavante - Nota 4
Lúcio Flávio - Muito bem no primeiro tempo. Criou as chances, fez boas inversões de bola e os lançamentos que se cobra dele. Enfim, atuou com maior objetividade. Mas exagerou nas tentativas das jogadas ensaiadas e cansou muito cedo. Pra variar, sumiu na segunda etapa. O time não pode ser refém, na criação, de um único jogador. Nota 6,5
Carlos Alberto - A pior atuação com a camisa alvinegra. Começam a aparecer os problemas que já levaram outros torcedores à loucura: necessidade do último toque antes do chute, excesso de firulas, reclamações excessivas. Se não conseguir superar a zaga da Portuguesa, vai superar quem? Nota 4,5
Jorge Henrique - Tinha obrigação de ter criado mais alternativas de gol. Não conseguiu e ainda se omitiu da partida. Atuação ridícula. Nota 2
Wellington Paulista - Dessa vez, teve chances claras de definição. Um centroavante não pode perder a chance que lhe foi oferecida após enfiada de bola de Lúcio Flávio. Nem, sozinho, cabecear e permitir a defesa do goleiro. Lamentável. Nota 2 Foi substituído por Fábio, que, pra variar, não fez nada e dessa vez não conseguiu nem cavar faltas. Nota 3




