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Renato não é ídolo. Ainda não

Renato foi apresentado nessa terça-feira em bela festa organizada pelo marketing alvinegro – indiscutivelmente, por sinal, o grande marco da administração Assumpção. A ideia de fazer Gerson entregar a camisa 8 ao nosso novo reforço foi bem sacada e conferiu maior visibilidade à chegada do reforço mais valorizado do ano.

Pelos lamúrios de muitos santistas via twitter, fica claro que Renato conseguiu status de ídolo durante sua passagem pela Vila Belmiro, onde foi campeão brasileiro. E não duvido nada que o presidente do Santos tenha realmente tentado atravessar a contratação ontem no aeroporto, como foi divulgado pelo Lancenet!.

Um pouco intimidado durante a festa, Renato deixou claro em entrevista que joga como segundo volante – foi assim no Santos e no Sevilla – e que pensa em ser aproveitado nessa função também no Glorioso. Faz sentido. Só que, por conta do fim da temporada europeia, ele deve estar no bagaço da laranja – daí o fato das férias nos próximos dias, ainda que pareçam inoportunas: é necessidade, não privilégio.

Tá tudo muito bom, tá tudo muito bem, Renato efetivamente é uma grande aquisição. Mas, que nenhum adversário nos ouça, achei a festa um pouco over, como se, mais do que a chegada de um bom jogador, estivéssemos também comemorando a capacidade de contratar um reforço que, convenhamos, não chega a ser uma estrela internacional – nem mesmo nacional.

Se o fato representar o início de um novo ciclo de contratações do mesmo porte, ok para a festa. Mas não dá para esperar que a chegada dem Renato enlouqueça milhares de torcedores ou desperte corridas às lojas para garantir a camisa do jogador – até mesmo por conta do perfil aparentemente introvertido do contratado.

De toda forma, se, ao final do ano, ele tiver sido mais útil para o time do que para o marketing, o investimento já terá valido a pena.

Por enquanto, Renato só é ídolo dos alvinegros praianos. Mas torço para que isso seja apenas uma questão de tempo.

Que Renato é esse?

Está prevista para a próxima semana a apresentação oficial de Renato, por enquanto o maior reforço do Botafogo no ano.
No Sevilla, saiu com status de ídolo. Capitão do time, ganhou despedida em alto estilo, com mensagem do presidente, homenagem no site, etc etc.

Ele só poderá estrear a partir do dia 20, decidiu a CBF ao antecipar a janela de transferências. Até lá, continuará a expectativa em torno do desempenho do jogador – confesso que não lembro de nenhuma atuação dele no Sevilla, apesar de ter marcado 42 gols no time espanhol, número alto em se tratando de um segundo volante.

Então, prevalecerá ainda por um bom tempo a ansiedade em descobrir: como jogará o Renato? Como ele vai encaixar no time? Qual será exatamente a sua função? Será uma espécie de maestro, ditando o ritmo do time, como ajudava a fazer nos tempos do Santos 2002? Imagino que uma de suas grandes contribuições estará na qualidade do passe, o que pode ser extremamente útil para acionar jogadores rápidos como Maicosuel e Elkeson e se aproximar do ataque – justo um dos pontos fracos da equipe. Mas ele terá prioritamente funções defensivas? Confesso que não faço ideia – e peço ajuda aos amigos alvinegros que porventura acompanharam a carreira do jogador no futebol espanhol. Mas, de toda forma, não deixa de ser promissor saber que poderemos contar com um jogador do nível dele para a temporada.

Esboço de um time razoável

Com o anúncio da contratação do zagueiro Danny Moraes, do Inter, enfim se vislumbra um time ao menos razoável para a disputa da Taça Rio.  Eis o motivo:

Jancarlos > Alessandro

Danny Moraes > Antonio Carlos/Wellington

Sandro Silva > Fahel

Mas ainda falta um meia de qualidade. E, claro, falta atravessar o purgatório na próxima quarta-feira – ir para o paraíso com uma vitória em cima do rival, ou novamente arder de raiva com mais uma derrota.

Preparem os seus espíritos.

Separados no nascimento

Até o mesmo idioma eles falam…

Botafogo 2010. Mesmas caras, mesmos erros

Dois filmes foram exibidos na madrugada de domingo para segunda-feira na televisão. Um se chamava “Madrugada dos mortos”, o outro era “Grandes esperanças”.

Graças ao Jobson e ao Jefferson, ganhamos do Palmeiras e pudemos assistir o segundo filme.

Pena que as “Grandes Esperanças” não duraram nem 24 horas.

Pois as notícias que chegam de General Severiano são desanimadoras (a não ser a provável saída do Juninho para o futebol coreano ou russo: vá com Deus, meu filho). E digo que são frustrantes não pelos fatos em si, mas por denunciarem que a postura da diretoria não será diferente para o ano que vem. A começar pela manutenção do diretor de futebol, André Silva, porque “merece trabalhar numa situação melhor”, disse o presidente Assumpção.

Está errado, presidente.

Exatamente por ter trabalhado mal em situação adversa, inclusive por ter laços de amizade com alguns jogadores e ser muito passional por conta do envolvimento intenso, André Silva deveria deixar o cargo para exercer a sua paixão de torcedor – e sem ser cobrado por isso. Lugar de torcedor é na arquibancada: não no campo, muito menos no contato direto com os jogadores. A eficácia do trabalho do gremista Rodrigo Caetano à frente do vasco mostrou isso. Para se fazer cobrança é preciso experiência, distanciamento profissionalismo. Pelo que já li e ouvi, o emotivo André não tem esse perfil.

Pior é saber que há uma indecisão sobre a renovação com Estevam Soares. Parece que a proposta da diretoria foi de um contrato apenas até o fim do Estadual.

Errou de novo, presidente.

Confiança é que nem virgindade: não há como relativizar. Ou se confia no atual técnico e deixa ele montar um time para toda a temporada (que terá como ponto alto a Série A do Brasileirão), e que utilize o Estadual como preparação e não como objetivo final, ou demite o cara e contrata outro que a diretoria acha capaz de exercer a função. Simples, assim.

Inclusive a proposta chega a ser humilhante quando comparada com outros treinadores – ora, se o Ney Franco, que rebaixou o Coritiba, teve direito a contrato de um ano, porque o Estevam, que montou o time do Barueri, merece menos consideração?

No mais, o primeiro reforço oficialmente confirmado é o Léo Guerreiro, do Botafogo-DF. Já o vi jogar algumas vezes ao lado do Túlio (veja a foto acima) – Léo Guerreiro é esforçado, voluntarioso, chuta forte… mas nada demais. Digamos que é melhor do que o Jean Coral e pior do que o André Lima. E aí, se animaram com a descrição?

Botafogo 2010 = Mais do Mesmo.

PS: Cruzem os dedos – parece que vem aí uma notícia boa: o vasco está interessado no Reinaldo…

Sobre Jobson, o novo reforço

jobs

O atacante Jobson, o novo reforço do Botafogo, pode ser um ilustre desconhecido para o resto do Brasil.

Não para quem acompanha o futebol do Distrito Federal – ele foi uma das raras revelações que o Brasiliense produziu nos últimos anos. Estava no futebol coreano, onde não se adaptou e voltou para o Brasil.

Jovem (21 anos), tem uma vantagem: é impetuoso e habilidoso. Costuma partir para cima de seus oponentes, tentando o drible e visando o gol – na linha Zé Roberto 2007.  Importante: foi o o artilheiro do clube candango na Série B do ano passado – sete gols.

Problema: temperamento difícil, cabeça avoada e adepto de farras etílicas.. também na linha Zé Roberto 2007. Em outubro do ano passado, foi acusado de ter chegado bebum ao treinamento e por isso multado em 20% dos salários. Também resolveu rever a família em Conceição do Araguaia (PA) sem avisar à comissão técnica: simplesmente pegou o carro e sumiu, faltando novamente aos treinamentos. Ah, bateu de frente com a estrela do Brasiliense, Iranildo, e brigou também com amigos do Dimba. Mas, para seu treinador na época, Reinaldo Gueldini, Jobson “é um menino que tem que ser ajudado”…

Então, pra quem não tem quase nada, pode ser uma boa aposta – mais promissora, por exemplo, do que Ricardinho e Jean Coral juntos (sei, sei, sei: isso não é um elogio…). Mas convém não criar grandes expectativas, por conta desse histórico recente de turbulências.

Post revisto e ampliado na madrugada de terça para quarta

Que São Carlito Rocha te ouça, Ricardo!

Trago para a área de posts um comentário do Ricardo, torcedor do Criciúma, sobre o Jean Coral, o novo reforço alvinegro. Espero que ele esteja coberto de razão…

“Olá galera, sou torcedor do Criciúma, time de onde surgiu o Jean Coral!  Ótimo atacante, se vcs gostam do Victor Simões.. ele vai ser o Garrincha aí.. Falo isso, pq vi o Jean Coral no Criciúma, e o V. Simoes no figayra.. esperem pra ver!!”

Volto a torcer para que o Jean Coral arrebente, mas… Garrincha???!!! Menos, Ricardo, menos.

Aproveito para comentar que, na minha opinião, a contratação desse jovem atacante já representa uma tentativa de evitar que a força ofensiva do time, o único fato incontestável desse início do ano, se desmanche em pleno Brasileirão.

Desconfio até que a diretoria deve saber que, caso continuem se destacando e chamando atenção da mídia e por conta da baixa multa rescisória, Maicosuel e/ou Victor Simões não permanecerão até o fim do ano em General Severiano…