Fogo Eterno

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Em busca da única tríplice coroa possível

22 30UTC 10amFri, 30 Oct 2009 00:22:37 +0000ç2009, 2008 · 6 Comentários

Quarta-feira passada, enfim, o Botafogo (que não consegue vencer o Cuca) conseguiu bater um time dirigido por um recente ex-treinador: Geninho, aquele que, em seus tempos nada gloriosos, mandava seus auxiliares iniciarem o treino e fugia para cantina de General Severiano para devorar um Chicabon.

Domingo, contra o Inter, será a vez do ciclotímico Mário Sérgio, aquele que conseguiu perder três partidas seguidas e pediu demissão dizendo que não recebeu o que tinha sido prometido pela diretoria  – e abriu espaço para a volta de Cuca, ainda em 2007, em um dos lances mais surreais e desconcertantes daquele ano inesquecível (para o bem e para o mal).

E, mais à frente, será a vez de as criaturas que momentaneamente vestem a camisa alvinegra enfrentarem seu criador, Ney Franco, aquele que prometeu brigar pelo título e nos deixou na beira do caos e ainda congestionados pelos bondes que ele atracou no Engenhão.

Bem que, nas próximas rodadas, o Estevam Soares poderia nos presentear com a tríplice coroa: três vitórias em cima dos três ex-treinadores. E, para completar, mais três pontos fora de casa em cima de seu ex-time, o Barueri. Esses seriam os doze pontos que poderiam nos livrar de vez da ameaça de rebaixamento.

Sonhar é possível… pelo menos até a tarde de domingo.

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Let´s twist again, Estevam!

22 29UTC 08amSat, 29 Aug 2009 02:25:17 +0000ç2009, 2008 · 3 Comentários

estevamadrian

Apesar de parecer o Ratinho, o nosso treinador tem mesmo é um jeitão de Jerry Adriani, não?

jerryadriaestevamjerry

Pena que, por enquanto, graças a Fahel e sua turma desafinada e descerebrada, a gente continua dançando no mesmo ritmo do Ney Franco: Na beira do caos, na beira do caos, piração total…

No mais, quem sabe o Túlio não mostra nesse domingo o seu espírito de torcedor botafoguense e derruba o André Lima na área pra gente ganhar com gol de pênalti, cobrado pelo Lúcio Flávio, o melhor jogador do Botafogo das últimas partidas? Mas tem que ser um pênalti escandaloso, senão não tem o menor perigo de o juiz marcar…

tuliolustosa

Ajuda a gente, Túlio! Como diria o Geninho ao Hélio dos Anjos na maior cara-de-pau depois da vitória do náutico em cima do Goiás, “a gente precisava mais dos três pontos do que vocês…”

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Troca-troca no Engenhão: uma sugestão

22 31UTC 07pmFri, 31 Jul 2009 22:33:34 +0000ç2009, 2008 · 4 Comentários

Por que o Ney Franco não aproveita sua experiência com times sem tradição e volta para Barueri na delegação do time que enfrentará o Botafogo no sábado?

Por que o Estevam Soares não assume no lugar do Ney e faz o que a diretoria quer, de iniciar o planejamento para 2010, mas já dando um jeito no atual elenco, com as mudanças necessárias e a imposição de uma voz de comando?

Técnico bom, meus caros, é o que obtém bons resultados com um time de mediano para fraco. É o que tem conseguido o Estevam no Barueri – ele já tinha feito um bom trabalho na Portuguesa no ano passado.

Não adianta se iludir: na administração Assumpção, não veremos Muricy, Mano Menezes ou qualquer outro treinador de primeira linha em General Severiano.

O pensamento é bem modesto – do ponto de vista financeiro e também de ambição.

Então, que ao menos tenhamos um técnico capaz de montar um time limitado, mas aguerrido, que não entregue jogos ganhos e saiba administrar egos de jogadores nada brilhantes.

Nem um desses técnicos da moda – Mancini, Sérgio Guedes, Caio Júnior – tem esse perfil. Muito menos o Cuca, claro.

Então, para 2010, minha sugestão é Estevam Soares no comando do Glorioso. Mas se quiser começar na segunda-feira, tá ótimo.

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Agosto é mês de maratona

22 28UTC 07amTue, 28 Jul 2009 00:57:09 +0000ç2009, 2008 · 2 Comentários

O campeonato entrou em fase crucial: onde os fracos não têm vez e vão ficando pelo caminho, sem tempo para grandes debates nem reflexões – são dois jogos por semana.

Se o Botafogo quiser afastar em definitivo o fantasma do rebaixamento, tem que fazer a lição de agosto: pontuar fora de casa e vencer no Engenhão. Sempre.

Porque, meus caros, a luta lá de baixo vai ser encarniçada esse ano – pelo visto, não vai pintar um América-RN ou Ipatinga, que já estavam rebaixados desde as primeiras rodadas.  Quem deveria já estar por lá, tipo Avaí e Barueri, acumulou pontuação suficiente para sonhar com algo melhor no fim do ano.

E, sinceramente, não acredito que o Cruzeiro vá permanecer muito tempo lá embaixo também. Então, além de um Santo André a caminho, sobram apenas fluminense, atlético-PR, náutico e o nosso próximo rival, o Coritiba. 

Pelo menos dois deles têm estádios-alçapões e torcidas fanáticas, que podem fazer diferença nas rodadas finais.

Então, melhor afastar logo agora essas assombrações antes de começar a malfadada e emocionalmente arriscada Sul-Americana.

Porque, não sei se vocês lembram, foi há dois anos, na Sul-Americana, que nossos sonhos ruíram de vez.

Ainda em agosto, quando só estávamos no Brasileirão, até mesmo a derrota em casa para o São Paulo, no Maraca, não derrubou nossa moral – tomamos um 2 x 0 mas aos 45 minutos estávamos ainda cantando o “Ninguém cala”. Porque a gente ainda acreditava naquele time, naquele técnico, naquela diretoria e naquele grupo de jogadores.

Depois do Monumental, caiu tudo. A moral, a confiança, a certeza do campeonato… e da forma mais humilhante possível quando, na boa, ser eliminado pelo River Plate não era nenhum bicho de sete cabeças. O problema foi a forma cruel e humilhante como tudo aconteceu.

Para mim, mais até do que as derrotas garfadas para o flamengo, aquele foi o momento mais duro de 2007 até agora: quando os heróis (que nem eram tão heróis assim…) viraram vilões.

Então, antes do início de setembro, quando começa novamente o mata-mata da Sul-Americana que é sempre um teste para cardíaco, eu gostaria de ter um pouco de tranquilidade na tabela e assistir a mais algumas partidas convincentes do time do Ney Franco no Brasileirão.

De preferência, sem Fahel, Léo Silva e Emerson dentro de campo. E com  Reinaldo e Jônatas em forma, ameaçando as vagas dos atuais titulares.

Estou pedindo demais?

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Assumpção: “Dodô está nos planos”

22 06UTC 07pmMon, 06 Jul 2009 17:11:02 +0000ç2009, 2008 · 9 Comentários

“Dodô, em todas as passagens pelo Botafogo, sempre foi muito bem. A saída dele, na gestão anterior, não foi bem resolvida com a torcida. Mas é um jogador de qualidade, que sabe fazer gol, e está nos planos. Já vibrei muito, da arquibancada, com os gols dele pelo Botafogo…”

Eis um trecho de entrevista com o presidente Maurício Assumpção, publicada na edição de segunda-feira no Correio Braziliense. Outras declarações do Assumpção que me chamaram atenção:

LÚCIO FLÁVIO

“Lúcio Flávio dá qualidade de toque de bola, cadência de jogo e posse de bola que poucos jogadores têm. E é isso que o Ney está tentando aproveitar, montando um esquema para tirar o que ele tem de melhor”

JUNINHO

“Se você me mostrar no Brasileiro um jogador que bata falta melhor que o Juninho, dou minha mão à palmatória. Hoje não existe fenômeno jogando aqui. Nem o Ronaldo é unanimidade. Então, temos de usar o Juninho”

VENDA DE MAICOSUEL

“O dinheiro do Maicosuel foi usado para pagar dívidas e já acabou”

REFORÇOS

“ Vamos usar o fundo de investimento para trazer possivelmente dois atacantes”

SITUAÇÃO NO BRASILEIRÃO

“Não vejo o Botafogo pior do que ninguém. Ainda não há motivo de pânico, apenas de alerta. Estamos a três pontos do meio da tabela”

AMEAÇA DE REBAIXAMENTO

“A gente não cogita. Eu garanto que o Botafogo não vai ser rebaixado”

Eis as palavras do presidente do Botafogo, Maurício Assumpção, no início de julho de 2009. Vamos ver o que acontece até o fim do ano.

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Atlético-MG 1 x 1 Botafogo: Um esboço de time

22 05UTC 07pmSun, 05 Jul 2009 19:01:07 +0000ç2009, 2008 · 3 Comentários

botafogoatletico

Dessa vez o treinamento da semana não foi inteiramente desperdiçado.

Pois a mão que apedreja tem que ser a mesma que, quando necessário, é cedida à palmatória. E, com as duas juntas, eu reconheço que o Botafogo de Ney Franco demonstrou evolução tática em relação ao desastre da partida anterior.

No Mineirão, o time de Ney soube congestionar o meio-de-campo e simplesmente anular o poder ofensivo do Galo.

E só não ganhou o jogo por limitações técnicas previsíveis e uma imprevisível – falo sobre ela mais à frente.

No 3-6-1, o Botafogo teve mais posse de bola quase durante toda a partida. Leandro Guerreiro e Thiaguinho se destacaram nas antecipações e Batista, mesmo um pouco inferior aos seus colegas, correu como um louco – o que significa que, se o Ney tiver enxergado o mesmo jogo, o Fahel perdeu em definitivo o seu lugar no time.

Mesmo com o Mineirão lotado, o Atlético-MG pouco produziu. Aliás, esse time é exageradamente badalado – o Galo ciscou, ciscou, ciscou e só fez uma boa jogada coletiva: justamente a do primeiro gol (falha de marcação de Juninho e Emerson dentro da área). Não vai demorar muito para começar a despencar na tabela e ficar ali na zona da Sul-Americana.

Do lado do Botafogo, muita disposição da maioria e pouca qualidade. O gol nasceu de bola parada, mais uma bela cobrança de nosso kicker, Juninho. E poderíamos ter feito o segundo ainda no primeiro tempo, em uma bela triangulação de Renato (não, ele não foi tão ridículo como nas outras partidas) e Alessandro – que o nosso ala desperdiçou cara a cara com o goleiro, evidenciando novamente a sua falta de qualidade técnica.

O primeiro tempo acabou 1 x 1.

Na segunda etapa, Renato foi liberado mais cedo para a noitada em BH e substituído por Toni. Começamos a perder força no meio. O jogo ficou mais perigoso quando Jean Coral deu lugar a Laio – porque, e essa foi uma boa surpresa, o Coral brigou muito lá na frente, fazendo faltas no lugar certo e atravancando a saída de bola atleticana – nesse sentido, atuou com eficiência como o nosso primeiro volante. (Sobre sua função de atacante, bem, é claro que ele não fez nada).

Já o Laio não produziu nada. Pelo contrário: quando foi para o mano a mano, demonstrou tibieza e hesitação, sendo facilmente desarmado.

Foi no terço final do segundo tempo que o Botafogo correu mais riscos, mas aí se destacaram o Castillo (bom retorno), Guerreiro e Juninho (boas antecipações).

Mas, então, dava para ter ganho a partida?

Sim, eu respondo. E com convicção.

E por que não ganhamos?

Ora, a resposta é fácil. Porque jogamos sem um camisa 10.

Lúcio Flávio não entrou em campo.

Em um sistema 3-6-1, é óbvio que o time vai depender como nunca de alguém que seja criativo e rápido na armação de bolas, visão de jogo e de eficiência no último passe, aquele que deixa um companheiro melhor colocado na cara do gol.

Ao longo de 90 minutos, o Lúcio Flávio não fez nenhuma das três coisas.

Exemplo de sua nulidade: mais da metade de segundo tempo, início de contra-ataque botafoguense, bola no pé do camisa 10. Ele, em vez de partir em arrancada, recua a pelota.

Lúcio Flávio foge do jogo.

Novidade!!! Gritariam o Hilário Muylaert, o Fábio “Snoopy”, o Thiago Pinheiro do MCR e outros botafoguenses que sempre criticaram o LF.

Sim, eu concordo. Mas ele conseguiu estar ainda mais ausente do que em 2007 e 2008 – agora nem falta o LF faz mais questão de bater: deixou uma cobrança que era ao seu feitio para o Juninho arriscar.

Então, se o time tivesse um pouco mais de capacidade de definição (não precisa ser um craque, talvez o André Lima já resolva) e de agressividade no meio-de–campo, teria ganho a partida do “líder do Brasileirão” nesse domingo – como quase aconteceu no último lance, quando Alessandro concluiu contra-ataque e a bola estava em direção ao gol quando o zagueiro atleticano apareceu para afastar.

Agora, contra o Avaí, a obrigação é de ganhar. Porque de nada adianta uma discreta melhora quando se está na ponta de baixo da tabela. A recuperação tem que ser a passos largos – e o time, volto a insistir, tem que ser reforçado com urgência.

Vamos às atuações:

Castillo - Poderia ao menos ter pulado no gol atleticano, mas fez um segundo tempo consistente, nos salvando em pelo menos dois ataques, um deles numa saída dificílima, aos pés do Tardelli. Bom retorno. Nota 7,5

 Alessandro – Alguns vacilos de marcação, menos passes errados e duas chances desperdiçadas. Nota 5

Emerson – Mal na jogada do gol atleticano, se recuperou na segunda etapa. Nota 5

Juninho – Boa partida. Mais uma vez, seu chute foi a nossa salvação. Nota 6,5

Eduardo – Um dos responsáveis pelo sumiço do (re)Tardelli. Precisa caprichar mais nos cruzamentos. Nota 6

Thiaguinho – Afobado no início, compensou com roubadas de bola e velocidade. Precisa parar com o cai-cai. Nota 6

Leandro Guerreiro – Grande partida por cima e por baixo. Ainda tentou armar o time, já que o LF sumiu. Nota 8

Batista – Muita seriedade, mas sem brilho. Mesmo assim, infinitamente superior ao Fahel. Nota 6

Renato – Para quem nunca jogou nada com a camisa do Botafogo, até que participou da partida, especialmente no primeiro tempo, com deslocamenos laterais e tentativas de tabela. Depois cansou. Nota 5 Deu lugar a Tony, que fez uma boa jogada na linha de fundo e nada mais. Nota 4

Lúcio Flávio – A nota destoante. Não armou, não atacou, não definiu, não existiu. Nota 1 (pelas chuteiras azul-piscina, bem bacanas)

Jean Coral – Uma surpresa pelo poder de marcação, daí a sua importância tática. Mas, como atacante, é uma nulidade. Nota 5,5 Foi substituído por Laio, decepcionante. Nota 3

Ney Franco – Enfim, apresentou um esboço de time. De time pequeno, retranqueiro, limitadíssimo, incapaz de grandes voos. Mas, depois do desastre contra o Goiás, não dá pra deixar de notar uma evolução. Nota 5

Uniforme do Botafogo – A camisa branca ficou show de bola: aliás, o conjunto inteiro, valorizado pelos meiões cinza, foi de encher os olhos – pena que alguns jogadores não merecem usá-lo. Nota 10

 

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Ney fala, eu comento

22 04UTC 07amSat, 04 Jul 2009 01:11:37 +0000ç2009, 2008 · 5 Comentários

Palavra de Ney:  “O problema não sou eu, não é o treinador”

Meu comentário: Ney, o problema é você, sim, meu caro. Por um motivo elementar: apesar de ter tido meses e meses para treinar, você não conseguiu armar um time com o grupo que você indicou – nem um esquema tático minimamente eficiente você conseguiu implantar. Eu chamaria isso de um exemplo lapidar de incompetência gerencial.  Que, em qualquer empresa, seria motivo para demissão. Ora, se o gerente indicou sua equipe de funcionários e formulou a estratégia de negócio mas não consegue resultados, quem deve ser responsabilizado e dispensado antes que a empresa afunde de vez?

                                                      ****

Palavra de Ney: “Meu trabalho no Botafogo é mais amplo do que comandar o time principal. Estamos desenvolvendo um projeto nas categorias de base e o Maurício (Assumpção) sabe disso”

Meu comentário: Isto sim, é uma ameaça – ele não só faz questão de nos levar para a Série B, mas ainda quer permanecer para concluir o processo de ipatiguinzação nos transformando num time do tamanho do futebol do Fahel. Detalhe revelador da frase: a intimidade demonstrada pelo treinador ao chamar o presidente do clube, o seu chefe, pelo primeiro nome. Sinal de cumplicidade e de falta de profissionalismo.

                                                              ****

Palavra de Ney: “Torcedores do Botafogo me dão força, dizem que estão comigo, e de outros clubes do Rio torcem para que um dia eu dirija seus respectivos times…”

Meu comentário: Ney, meu querido, você precisa apurar os ouvidos – os botafoguenses que te encontram na rua certamente querem é te dar uma forca pra você usar como achar melhor, jamais “uma força” – a não ser que seja de 3mil volts, sem sola de borracha. E quanto aos torcedores dos outros clubes, releve-os: os cariocas são sempre irreverentes, humoristas natos. Adoram fazer pegadinhas com gente de fora. E, cá entre nós, não é momento de você querer tirar onda, certo?

                                                             ***

Palavra de Ney: “Não quero ser um treinador de muitos times no currículo, e sim ficar marcado por desenvolver projetos importantes

Meu comentário: Aqui o treinador se mostra um mestre na arte do ilusionismo. Nessa frase, por exemplo, o mais revelador é o que foi dito logo no início. Ney, no íntimo, sabe que não terá condições de ter muitos times no currículo porque será um fracasso atrás do outro. Então ele resolve bancar o gerente e formular a teoria que seu trabalho, para ser desenvolvido, tem que ser a longo prazo. Caia na real, Ney e aprenda a montar um time. Se você quer desenvolver projetos, procure estágio em um escritório de arquitetura. Mas deixe o Botafogo em paz.

                                                         ***

Meu comentário final: É, meus caros. A situação é grave – o Ney tem o dom de iludir e, com seu papo manso, conquistou a diretoria: virou chapa do amigão “Maurício” e de toda a turma que comanda General Severiano. Vamos nos preparar para o pior – e não só para 2009.

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Não tenho nada a ver com isso, mas…

22 16UTC 06amTue, 16 Jun 2009 00:57:43 +0000ç2009, 2008 · 6 Comentários

Toda essa crise rubro-negra,  descontados os problemas de indisciplina e outras coisas típicas lá da gávea, só traz à tona novamente um fato que nós já conhecemos desde 2007:  o Alexis Stival tem dificuldades terríveis para armar uma defesa realmente consistente.

tanto é que, no seu atual clube, Cuca só conseguiu se garantir enquanto jogou a dupla fábio luciano – angelim, já completamente entrosada antes de ele assumir por lá.

 depois que o (esperto, saiu antes do fim da Copa do Brasil…) fábio luciano se aposentou, a casa desmoronou e o Cuca não conseguiu reerguê-la. (e torceremos para que ele não consiga, certo?)

os sistemas defensivos continuam sendo o principal problema dos times do Stival.

ainda mais quando joga com dois laterais que pouco ou nada marcam, deixando imensos buracos nas laterais - remember Joílson 2007.

aliás, salvo engano, desde o desastre monumental de buenos aires do Botafogo contra o River, um time dirigido pelo cuca não tomava mais de três gols numa partida.

 como, no caso do mengãozinho, tudo é superlativo, eles fizeram questão de bater nosso recorde negativo e caíram de cinco no Couto Pereira.

O mesmo estádio onde, ano passado, o Botafogo arrancou uma vitória gloriosa diante do mesmo Coritiba, com um golaço do Thiaguinho e uma partidaça do Lúcio Flávio. Que saudades!

                                                ****

Voltando a General Severiano, vocês não acham que a comemoração da vitória em cima do Santos não está muito exagerada, não?

 Até o Juninho falou que está mais tranquilo depois dos três pontos conquistados.

Pois eu é que não estou tranquilo em saber que ele voltará como titular logo depois da partida mais consistente do Botafogo no Brasileirão: e contra o Vitória, lá no Barradão – nossas recordações desse jogo no ano passado não são das mais agradáveis (pô, mas pelo menos o Geninho foi embora!).

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Troca-troca à vista

22 12UTC 06pmFri, 12 Jun 2009 19:12:24 +0000ç2009, 2008 · 6 Comentários

Não se surpreendam se, em casos de derrota ou empate do Botafogo diante do Santos no Engenhão,  e de derrota do flamengo diante do Coritiba no Couto Pereira, os técnicos dos respectivos times mudem de endereço já a partir de segunda-feira.

Ney Franco, de volta à Gávea.

Alexis Stival, de volta a General Severiano.

O que vocês acham, hein?

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Uma barca para Guantanamo: A sugestão do Vieira!

22 08UTC 06pmMon, 08 Jun 2009 18:35:49 +0000ç2009, 2008 · 4 Comentários

MUITA CALMA NESTA HORA
 
 
Tô calmo: 1, 2, 3 …

Mas até quando o Botafogo vai jogar com a mediocridade estampada no lugar da estrela solitária?

Esse Alessandro tem de ser mandado, junto com o Ney “dentro do caos” Franco, para Guantánamo para sentir na pele o que o torcedor do Glorioso vem passando.

Na mesma barca deveriam ir também o nosso presidentinho, que a cada vez parace um mamulengo nas mãos de “forças ocultas”. É um time sem luta, sem brio… Se pode até dizer que eles estão cansados depois de um desgastante e estafante Campeonato Carioca.

Mas lhe respondo: SE NÃO QUER SER PROFISSIONAL, vá vender laranja nos sinais de trânsito; vá vigiar carro na porta de shopping (e olhe lá), pois essas profissões requerem coragem e determinação.

Tô calmo…
 

Vieira

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Fahel +Franco + Flávio = Fracasso

22 07UTC 06pmSun, 07 Jun 2009 21:29:14 +0000ç2009, 2008 · 7 Comentários

fahelflu

Fahel erra passes de três metros. Fahel não consegue dar sequência a uma jogada. Fahel não marca. Fahel não cria. Fahel não finaliza. Fahel faz faltas primárias. Fahel só leva perigo ao adversário com a cabeça e com o peito, jamais com os pés.  Fahel é incompatível com o futebol profissional.

Fahel é o camisa 8 do Botafogo. E Fahel é insubstituível – permaneceu em campo por 93 minutos na derrota alvinegra para o fluminense.

L.Flávio não corre. L.Flávio não se apresenta para a partida. L.Flávio não acerta mais cobranças de falta. L.Flávio não leva perigo mais nem nos escanteios. L.Flávio não consegue dar um chute forte, mesmo quando está em frente ao goleiro, quase dentro da grande área. L.Flávio é inofensivo.

L.Flávio é o camisa 10 do Botafogo. E L. Flávio foi a aposta da diretoria para substituir Maicosuel.

N. Franco não consegue fazer o time render, mesmo tendo uma semana para trabalhar. N.Franco insiste com os mesmos jogadores na defesa e no meio-de-campo, entre eles o seu querido Fahel e o ressuscitado Emerson. N.Franco acha que o Botafogo jogou bem do ponto de vista defensivo, mas faltou finalizar bem – ou seja, a culpa é só dos jogadores. N.Franco mexeu no time pela primeira vez aos 30 minutos do segundo tempo, quando tirou Thiaguinho para colocar outro de seus favoritos, Léo Silva. N.Franco mexeu no time pela segunda vez para trocar o inoperante Tony pelo jovem Laio. N. Franco mexeu no time pela terceira vez nos acréscimos, para colocar o jovem Júnior no lugar de Alessandro. N.Franco é o responsável pela contratação desse bando de jogadores sem a menor condição de disputar a Série A do Brasileirão.

N. Franco é o técnico do Botafogo. N.Franco tem total confiança da diretoria do Botafogo.

Fahel + L.Flávio + N.Franco = Fracasso.

Os jogadores saíram de campo dizendo que é “preciso trabalhar mais”. Não, meus caros – boa parte de vocês não precisam mais trabalhar; já mostraram “tudo” o que podem fazer. Têm é que ficar desempregados. A diretoria é que deveria trabalhar e tomar a providência necessária – remontar o grupo para a disputa do segundo turno, a começar pela comissão técnica.

Mas a diretoria alvinegra confia no Ney Franco. Certamente, já deve pensar nele como comandante da campanha de volta à Série A em 2010.

Não, meus caros, não perderei meu tempo nem o de vocês com uma análise dessa pelada horrorosa que foi o clássico de domingo no Maracanã. Uma partida marcada pelas dezenas de erros bisonhos de passe, e que foi decidida pelo único jogador que tinha bola para fazer alguma coisa produtiva. Porque o resto, tirando o nosso goleiro e o Eduardo, é de uma mediocridade atroz.

Vamos às atuações:

Renan – Salvou o time pelo menos três vezes. Não teve culpa no gol. Nota 6

Alessandro – O de sempre: nada. Nota Um Deu lugar a Júnior, que nem teve tempo de tomar chuva. Sem nota

Juninho – Agora nem chute acerta mais. Nota 3

Emerson - Não comprometeu e até surpreendeu com algumas antecipações… até perder o último lance para o Fred – nem pênalti conseguiu fazer. Incrível: ele sempre participa do lance do gol do adversário – por que será, hein? Nota 4

Thiaguinho – Alguns desarmes, muitos passes errados. Cada vez mais consolida o perfil de peladeiro. Nota 3 Deu lugar a Léo Silva, que conseguiu errar dois chutes e três passes de forma ridícula. Nota 2

Guerreiro – Muito discreto, já jogou com mais eficiência em outras partidas. Nota 4

Eduardo – Disparado, o melhor em campo. Quase todas as jogadas ofensivas perigosas passaram pelos seus pés – do passe à finalização. Mas, salvo engano, foi dele o vacilo de ficar parado e dar condições para Fred entrar livre e marcar o único gol da partida.  Nota 7

Lúcio Flávio – Que decepção: nulo, omisso, apático. Mas, ao sair de campo, deu uma entrevista lúcida, articulada e ponderada. Nota 1

Victor Simões – Ele tenta muito, se esforça, mas não tem catxigoria para decidir – é tosco demais. Sem Maicosuel e Reinaldo, o rendimento caiu assustadoramente. Nota 3

Tony – Teve uma chance claríssima e jogou pela fora. No mais, só irritação Sério: hoje deu saudades do Fábio Fabuloso – que, ao menos cavava algumas faltinhas e sabia jogar de pivô. Nota 1 Deu lugar ao Laio, que não teve tempo de fazer nada.

Ney Franco – Perdido: treina a semana inteira, sem jogo na quarta e quinta, e não consegue fazer o time render – e ainda demora séculos para fazer alterações. E, enquanto ele e seus pupilos estiverem em General Severiano, nós também. Nota ZERO

 Parreira e o time do flu – Não tenho nada a ver com isso, mas, pela grana que eles despejam mensalmente nas laranjeiras, o time grená é uma decepção total. Thiago Neves não fez nada (aliás, nunca faz contra o Botafogo), idem Conca. E não há padrão de jogo, muito menos variações táticas – é um bando. O que torna a derrota desse domingo ainda mais irritante.

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Quando o silêncio deveria bastar

22 15UTC 05pmFri, 15 May 2009 22:08:09 +0000ç2009, 2008 · 2 Comentários

Ney Franco, depois de ser ridicularizado por Mano Menezes por dizer que tinha informações que o coríntia viria com “força máxima” para o jogo de domingo, continua tendo acessos de incontinência verbal.

Abaixo, mais duas pérolas do treinador alvinegro:

Sobre a escalação de Rodrigo Dantas entre os titulares:

- Aqui no Brasil, a cada três meses surge um grande jogador. Há pouco, a fala era sobre Neymar, Taison… Quem sabe o Rodrigo não seja o grande destaque do Brasileiro?

Sobre a provável volta de Lúcio Flávio:

 - Ele tem o perfil do clube, conhece bem o Botafogo. Não precisa necessariamente ser jovem, e sim ter talento…

Rodrigo Dantas, o novo Neymar?

Lúcio Flávio tem o perfil do Botafogo? De qual Botafogo?

Fala sério, Ney!

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Frankly, Mr. Franco

22 08UTC 05amFri, 08 May 2009 00:55:54 +0000ç2009, 2008 · 4 Comentários

Bacana saber que o Ney Franco resolveu barrar o Emerson e o Léo Silva no time titular do Botafogo, que estreia domingo no Brasileirão.

Só não é bacana saber que ele poderia ter feito isso muito antes, não?

Francamente, Ney Franco!

Porque nós perdemos a classificação para a Copa do Brasil não nos pênaltis no Engenhão, mas ao tomar DOIS gols do Americano no primeiro jogo, em Campos – essencialmente por conta da fragilidade do sistema defensivo.

Porque nós perdemos a Taça Rio por conta da extrema fragilidade técnica do Emerson, e o gol contra só coroou esse fato.

Wellington já deveria ter sido efetivado entre os titulares há muito mais tempo.

Quanto ao Léo Silva, tenho minhas dúvidas se era ele mesmo quem deveria sair ou o Fahel. Notem bem: na minha opinião, os dois são indignos de usar a belíssima camisa alvinegra 2009. Mas, já que não há outra opção e a política de contratações (se é que haverá alguma) será de manter os pés no chão, então eu ficaria com o Léo Silva entre os titulares. Ou tentaria o Batista. O Fahel tem que jogar muito mais para garantir sua vaga, o que não vem acontecendo desde a Taça Guanabara.

Mas essa é apenas mais uma incoerência do senhor Ney Franco: não dá para entender, por exemplo, os seus critérios de substituição, ainda mais em jogos decisivos.

Na briga pela vaga da CdoBrasil no Engenhão, ele inventa e põe Jean Coral em campo – o cara, que deve ter participado de dois coletivos, claro, não fez nada.

No primeiro jogo da decisão, ele sapeca o ridículo Renato – e o Botafogo joga com dez homens quase todo o segundo tempo.

E, no segundo jogo da decisão estadual, ele manda a campo o menino Rodrigo Dantas, que JAMAIS havia disputado uma partida profissional. Não foi mal, mas também não mudou muita coisa na partida e não conseguiu criar jogadas para o gol da virada.

Confesso que me esforço, mas não entendo. E também não entendo como ninguém da diretoria não percebe essa sucessão de estultices cometidas pelo nosso treinador.

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A feijoada do Vieira

22 25UTC 04pmSat, 25 Apr 2009 13:27:34 +0000ç2009, 2008 · Deixe um comentário

Enquanto traço uma feijoada, vou comentando a semana do Botafogo com amigos.

O assunto principal é o treino secreto feito por Ney Franco. Rezo para que ele tenha ensaiado jogadas ofensivas e tenha dito ao Alessandro para ficar quietinho na lateral direita e não se achar o Carlos Alberto Torres.

E que o Emerson se restrinja à sua mediocridade e faça o feijão com arroz.
 
Pedi mais uma cerveja e destaquei meu otimismo. É como o meu amigo Sérgio disse: se o juiz não complicar e o Fogão jogar pelo menos metade da goleada contra o Vasco, a gente vence essa primeira partida com folga.

O que não pode é fazer um a zero e recuar covardemente. Teremos chances de matar o jogo e partir para o segundo jogo com folga. Quem viver, verá…

Vieira

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Um ato de coragem

22 07UTC 04amTue, 07 Apr 2009 01:20:10 +0000ç2009, 2008 · 5 Comentários

junin1

Um dos momentos que o Ney Franco ganhou pontos comigo em sua irregular trajetória com o Botafogo no Brasileirão do ano passado aconteceu em um clássico, salvo engano, contra o flamengo.

O técnico alvinegro, mesmo recém-chegado ao clube, ousou colocar o capitão do time no banco, por “opção tática”.

Deu certo.

Lúcio Flávio entrou no intervalo e, com disposição poucas vezes vista ao longo da temporada, fez um ótimo segundo tempo.

Pois bem, Ney, chegou a hora de repetir o gesto extremo.

Está na hora de, novamente, barrar o capitão do time.

Claro que é preciso coragem para deixar no banco um jogador tão querido pela torcida, que parece ser boa-gente, gentil, amigo da diretoria, maior salário do clube, que voltou a General Severiano para ganhar menos do que recebia no Morumbi, etc etc etc.

Mas a verdade é que, ao contrário de seus companheiros na mesma posição, Juninho não conseguiu evoluir esse ano. Pelo contrário: parece fora de forma, facilmente batido por atacantes adversários quando a jogada é na base do mano-a-mano.

Até o Emerson está menos ostensivamente frágil do que o nosso capitão.

Juninho é a mina – e é em cima dele que o Dorival Júnior vai mandar o Carlos Alberto, Pimpão, Elton e outros atacantes vascaínos.

Não se trata de uma barração definitiva – muito pelo contrário. Obviamente que o Juninho, em forma, tem maiores qualidades técnicas do que o Emerson e poderá ser muito útil no Brasileirão.

Mas ele precisa de um tempo afastado, inclusive para treinar cobranças de falta, sua antiga especialidade.

Ney, cometa um ato de ousadia: já que ainda não temos Teco, escale o que há de melhor (digo, menos pior…) e repita o time que ganhou do Resende no domingo passado, com Fahel fazendo a função de terceiro-zagueiro e Leandro Guerreiro em sua real posição.

Não vou nem mais falar do Alessandro, pois já escrevi aqui que este rapaz esforçado jamais poderia voltar a vestir a camisa alvinegra depois do que fez – e do que deixou de fazer – ao longo de todo o campeonato.

Meu apelo é outro, e bem específico.

Deixe Juninho no banco, Ney. Pelo menos no jogo contra o vasco.

Assim, ficará mais fácil ser campeão.

Coragem, Ney Franco!

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