Fogo Eterno

Entradas etiquetadas como ‘náutico’

E o PM Olhos-de-Ódio, não vai no Mais Você?

22 06UTC 06pmFri, 06 Jun 2008 20:06:38 +0000ç2008, 2008 · 2 Comentários

Graças ao Botafogo, a aflitiva tenente Lúcia Helena, da PM pernambucana, ganhou seus 15 minutos de fama nacional.

E posando de freira no bordel.

Foi capa (com direito a foto posada em frente ao quartel!) nos jornais pernambucanos, deu entrevistas a torto e a direito, cavou até participação no programa Mais Você, da Ana Maria Brega, para protestar contra a “discriminação” que está sendo vítima por ter resolvido brincar de prendo-e-arrebento com o André Luis.

Ok, agora vamos ao jornalismo.

A imprensa, tão célere em fabricar celebridade, está devendo até agora um perfil completo do PM da Tropa de Choque que claramente ameaça Diguinho, apontando com olhos de ódio, cassetete na mão (Freud explica) e vociferando: “Você está f…!”.

Essa ameaça passou quase que totalmente em branco. Foi registrada por alguns comentaristas no dia seguinte e depois ficou por isso mesmo. A própria diretoria alvinegra não requisitou as imagens e denunciou o oficial por coação e abuso de autoridade – essa é a prova mais evidente.

Pois bem: ainda dá tempo. Depois de tudo sobre a doce-e-zelosa Lúcia Helena, a torcida alvinegra agora quer um perfil completo do Olhos-de-Ódio.

Ele também tem direito aos 15 minutos de fama.

Devidamente acompanhado de leitura labial para que o Brasil inteiro tome conhecimento da declaração de amor que ele fez para Diguinho dentro de campo.

 

Categorias: Brasileirão 2008
Etiquetado: , , , , , , ,

Interdição dos Aflitos? Sou contra!

22 05UTC 06pmThu, 05 Jun 2008 14:37:05 +0000ç2008, 2008 · 1 Comentário

O STJD decidiu nessa quinta-feira pela interdição preventiva dos Aflitos. É o certo, decisão juridicamente incontestável, mas, falando como torcedor…

O que o Botafogo ganha com isso?

Quem se deu bem foram os próximos clubes grandes que jogarão contra o Náutico. O mandante (de campo e da PM) agora não mais poderá usufruir das vantagens de ter um campo de várzea como sede de jogos na Série A do Brasileirão. 

E o primeiro beneficiado será o vasco, já na semana que vem. Está livre, portanto, da fúria da torcida e do descontrole da PM pernambucana. Entenderam agora o porquê da demonstração de solidariedade do Eurico ao Bebeto logo após o tumulto dos Aflitos?   

Sou a favor da anulação da partida. Com os pontos concedidos automaticamente ao Botafogo ou a realização de um novo jogo, com portões fechados, em Recife, mas em outro campo.

Se essa solução inexiste nas leis esportivas, então todo mundo tem que jogar naquele estádio-espelunca. Com a óbvia ressalva em relação à atuação da PM.

“Vou festejar, vou festejar, o teu sofrer…” do Náutico???? É muito pouco, não?

 

Categorias: Brasileirão 2008
Etiquetado: , , , ,

Ainda o chororô corintiano

22 04UTC 06amWed, 04 Jun 2008 01:31:00 +0000ç2008, 2008 · 3 Comentários

Ao contrário da ampla divulgação das imagens em que os jogadores corintianos debochavam do Botafogo em festinha íntima no vestiário do Morumbi e cantavam a paródia do Ninguém Cala, passou meio escondida a notícia que o meia Douglas pediu desculpas “pelo exagero nas comemorações”.

“Fomos infelizes, estávamos muito alegres e exageramos”, disse o meia.

Da minha parte, Douglas, aceito as desculpas, mas com uma ressalva.

Como você não estava entre os debochadores porque não estava em campo – já tinha participado da Copa do Brasil pelo São Caetano – quem deveria ter tido a iniciativa era o Dentinho, Lulinha ou algum outro jogadorzinho do timãozinho.

Enquanto um deles não se pronunciar, o Sistema Operacional Praguejante (SOP) continuará ativado e voltado para o Parque São Jorge. Vejam o que aconteceu com Lulinha, atingido por um portão (?!) no Pacaembu…

Mas, brincadeiras à parte, essa retratação do Douglas me fez lembrar de uma coisa que tenho pensado toda vez que torcidas adversárias – agora até de times de outros estados –  começam a entoar a musiquinha do “Ninguém cala esse chororô”.

Como é uma idéia muito polêmica, vou pensar um pouco mais antes de trazê-la para o debate com outros alvinegros. Desconfio que a proposta provocará reações inflamadas, especialmente de nós que temos nos irritado tanto com essa paródia.

E por falar nos amigos alvinegros, aproveito para agradecer a todos que têm aparecido por aqui, esporadicamente ou frequentemente, para ler e comentar – por algum insondável motivo ainda não detectado, não consigo responder no mesmo post. Mas já estou resolvendo esse problema.

Vocês devem ter visto que até torcedores de Curíntia e do Náutico andaram freqüentando e comentando no Fogo Eterno. E os comentários foram publicados, de forma democrática, apesar de obviamente o titular deste blog não concordar com (quase nada) do que foi escrito.

Já sobre os comentários do Rodrigo, Fábio, Rui, Egberto e tantos outros, eu não tenho nem o que dizer: apenas assinar embaixo.

Valeu, gente!

Categorias: fora de campo
Etiquetado: , , ,

Náutico 3 x 0 Botafogo: Bola fora, PCV

22 02UTC 06pmMon, 02 Jun 2008 18:35:52 +0000ç2008, 2008 · 2 Comentários

                 

 

Antes de mais nada, a ressalva:

Admiro o Paulo César Vasconcellos, comentarista do SporTV. É um dos raros que conseguem sair da obviedade e trazer algum tipo de reflexão pertinente sobre os jogos. Ao contrário da maioria, merece o meu respeito.

Mas, talvez pelo fato de ser botafoguense, ontem o PCV derrapou feio ao fazer média quando comentou as agressões sofridas pelo Botafogo nos Aflitos.

Foi quando ele afirmou, após condenar a truculência policial, que o Náutico não tem nada a ver com a história e que o tumulto não influenciou no resultado final pois o clube pernambucano já estava melhor na partida.

Não é verdade, PCV.

Pois até a expulsão de André Luis o Botafogo tinha perdido duas chances claras de gol (a maior delas, com Wellington Paulista, que simplesmente errou o timing da cabeceada, sozinho dentro da área) e o juiz havia ignorado dois pênaltis a nosso favor.

Já o Náutico tinha aproveitado o vacilo da zaga para abrir o marcador e arriscou um ou outro chute. E só.

Ou seja, o jogo estava, no mínimo, equilibrado até o lance da expulsão, aos 30 minutos do primeiro tempo. Expulsão que, diga-se de passagem, foi acintosamente cavada pelo Ruy – o replay mostra, com clareza, que André Luis toca a bola e nem encosta no ex-jogador alvinegro (que parece ter um imenso prazer em fazer o Botafogo se dar mal, daí o capricho na encenação).

E qualquer comentarista sabe que a expulsão de um zagueiro acarreta em sensível desvantagem quando se joga no esquema utilizado na partida de ontem pelo Botafogo. 

E, a maior falha da linha de raciocínio do Paulo César: como é que um time pode voltar a jogar futebol com tranqüilidade, focar na partida e equilibrar as ações, quando a polícia já disparou spray de pimenta contra os jogadores e sabendo que um companheiro e o presidente do seu clube estão presos?

Então, meu caro PCV, a expulsão e a agressão influíram decisivamente no resultado da partida, sim.

Por isso, a decisão mais correta seria a anulação da partida e a remarcação do jogo para o mesmo estádio-espelunca, só que dessa vez com portões fechados.

Porque a interdição dos Aflitos daqui pra frente só beneficiará alguns dos adversários do Botafogo na briga por uma vaga na Sul-Americana ou Libertadores. Além de tudo, ainda vamos facilitar a vida de quem for a Recife a partir de agora…

Categorias: Brasileirão 2008
Etiquetado: , , , , , , , ,

Náutico 3 x 0 Botafogo: Essa Estrela Tem História

22 02UTC 06amMon, 02 Jun 2008 00:11:18 +0000ç2008, 2008 · 1 Comentário

 

Sabe o que, para mim, foi mais chocante nisso tudo?

Foi o desrespeito ao Botafogo.

Porque a estrela que está no peito de André Luis tem história.

É o símbolo maior de um clube com milhões de torcedores.

Jamais pode ser tratada da forma que foi no estádio dos Aflitos. Vítima da truculência policial, foi parar na delegacia.

Mais do que punição, é caso de procurar os meios legais para exigir do Náutico e da Polícia uma milionária indenização por ressarcimento dos danos morais causados à imagem da instituição Botafogo pela truculenta, despreparada e covarde polícia pernambucana.

Processo neles! 

E, depois de tomada a providência administrativa, é hora de confinar o problema onde ele deve permanecer a partir de agora: a esfera penal.

Porque, dentro de campo, o momento é de tensão e de atenção.

Não podemos cometer novamente o erro de 2007 e misturar as estações.

Já temos problemas demais dentro de campo e no banco de reservas.

Agora, cabe a diretoria ter essa consciência das nossas limitações e tomar providências.

E cabe à torcida apoiar o time incondicionalmente nas próximas rodadas.

E chega de desrespeito.

A estrela que estava no peito do André Luis quando ele foi parar na delegacia é a mesma estrela que está gravada no coração de milhões de brasileiros de diferentes gerações. Do Bebeto de Freitas, do pai do Carlos Alberto, do filho do Edmundo, do André Lima, do Túlio Lustosa, do Donizeti, do Josimar, do Maurício, da Sonja, do Mendonça, do Paulo César Caju, do Jairzinho, do João Saldanha, do Didi, do Garrincha, do Nilton Santos, do Heleno de Freitas.

Essa estrela tem história.

Uma linda e gloriosa história.

Merece respeito.

E são os que a têm no coração, ou ganham para defendê-la, devem impor esse respeito.

 

Categorias: Botafogo 2008
Etiquetado: , , , , , ,

Náutico 3 x 0 Botafogo: Polícia para quem precisa

22 01UTC 06pmSun, 01 Jun 2008 19:44:20 +0000ç2008, 2008 · 6 Comentários

O que há de errado com a foto acima?

Eu respondo: A presença do escudo do Botafogo em uma cena tão lamentável.

Caso de polícia.

Mas não de uma polícia descontrolada, invasiva, truculenta, de atuação inaceitável dentro e fora de campo.

Essa polícia precisa de polícia.

E o André Luiz precisa de psicólogo. Desde o início do jogo estava descontrolado. A expulsão era apenas questão de tempo. E digamos que esse não era o melhor momento do Botafogo para um jogador entrar em campo nesse estado. Até o Túlio pedia calma para o zagueiro.

Sobre o jogo, nem dá vontade de comentar muito. Apenas novamente constatar que o Botafogo tem terríveis dificuldades de enfrentar pressão em estádios pequenos contra times pequenos e torcidas sedentas de sangue. Foi assim contra o próprio Náutico no ano passado, foi assim contra o River em Bacabal (MA) e agora aconteceu de novo.

Mas por que isso acontece?

Porque o meio-de-campo não atua com inteligência. Não cadencia a partida, não sabe explorar a distância curta para tramar jogadas rápidas, que envolvam a defesa adversária. Novamente, Carlos Alberto tentou e Lúcio Flávio se omitiu – é incrível como o maestro parece sempre estar onde a bola não está, parece menino fugindo do professor na hora da chamada oral na sala de aula.

Dizer que Leandro Guerreiro continua sem condições de jogo e os gols do Náutico surgiram de falhas de marcação e de combate (ok, foi falta no terceiro gol, mas ele jamais poderia ter sido superado com tanta facilidade) é chover no molhado.

Dizer que a zaga alvinegra, desde a saída de Ferrero, demonstra erros primários de posicionamento, como no primeiro gol do adversário, também não é novidade.

E que Wellington Paulista mais uma vez passou em brancas nuvens também não acrescenta nada.

O time precisa de sangue novo, porque mais uma vez facilita a vida do adversário por conta de uma incômoda presença a rondar quase todas as partidas desde o ano passado: o desequilíbrio emocional.

É hora de Carlos Alberto assumir o papel de líder do time. E outros dois ou três jogadores com o perfil de CA, brigadores e talentosos (não apenas brigões como A. Luiz) têm que chegar para mudar a característica de jogo.

E é preciso acabar com a postura de “O Mundo contra o Botafogo”. Dar aos fatos as dimensões que eles têm, mas sem também deixar de reconhecer os nossos erros dentro de campo.

Isso não nos levará a nada, a não ser a uma incômoda posição na tabela do Brasileirão.

 

 

Categorias: Uncategorized
Etiquetado: , , , , ,