Fogo Eterno

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Uma carta para um craque

22 05UTC 05amTue, 05 May 2009 01:25:55 +0000ç2009, 2008 · 10 Comentários

craque

 

Caro Maicosuel Reginaldo de Matos:
Você não foi apenas o artilheiro e o craque do campeonato, como foi confirmado oficialmente na noite de segunda-feira.

Você não fez apenas um golaço em cima do vasco, abrindo a porteira para uma goleada que silenciou parte do maracanã e o apresentou a todos que até então não o conheciam e se perguntavam, mesmo durante o campeonato: “Maicosuel, quem é Maicosuel?” E, naquele momento, os que fingiam desconhecê-lo passaram a respeitá-lo e a temê-lo.

Você não foi apenas o destaque do Botafogo no campeonato para os frequentadores do FogoEterno, com mais de 70% dos votos em nossa enquete.

Você foi muito mais.

Você foi o autor do grande momento do campeonato de 2009: o drible desavergonhado, desconcertante, ousado, irreverente, sublime em cima de juan.

Naquele momento, todos nós – mesmo os que nunca assistiram com os próprios olhos – voltamos no tempo. E lembramos de um Mané chamado Garrincha que entortava uns manés chamados…joão, juan, john, tanto faz.

Ali você fez a estrela brilhar mais alto. Você foi destemido. Você desmoralizou nosso maior adversário. Você lavou a nossa alma.

E foi naquele momento que nós, súditos alvinegros, te coroamos o Senhor da Bola: Sir Michael Swell.

Foi naquele momento também que o futebol carioca voltou a ser notícia nacional – não pela violência, não pela bagunça, pelas brigas de torcidas, pelos erros de arbitragem ou pelos acordos espúrios nos bastidores sombrios da federação.

Mas sim pelo fato de você ter dado a chance de os brasileiros acompanharem um duelo entre os que sabem jogar bola e os que só sabem jogar quando as cartas estão previamente marcadas e que perdem a cabeça quando alguém ousa confrontá-los na base do talento. 

O duelo da arte contra a barbárie.

Não, meus caros, nem os gols contras do Emerson nem um exército de soldados rasos nem a tibieza de Ney Franco serão suficientes para apagar das nossas retinas aquele e outros inesquecíveis momentos protagonizados por Maicosuel no Campeonato Carioca de 2009, do primeiro jogo (dois gols!) até sua última participação.

É o que carregaremos de melhor.

Por conta de nosso passado glorioso, Maicosuel, a gente aprendeu a ter um olhar diferenciado sobre o futebol: nós, alvinegros, valorizamos cada momento luminoso, cada instante iluminado proporcionado pelos nossos jogadores. Daí a nossa extrema irritação e contrariedade quando o nosso time joga de forma retrancada, medíocre, indigna de nossa camisa.

Mas você nos redimiu ao protagonizar lances como aquele em pleno Maracanã, o templo do futebol mundial.

Um pronto retorno para você, Sir Michael.

Não demore! Precisamos do seu talento e de seu destemor para novas e difíceis batalhas.

Para encerrar, tomo a liberdade de recriar alguns dos versos  do poeta alvinegro Vinicius de Moraes, tão belos quanto os seus gols e seus dribles, para comentar a sua provável (e talvez iminente) ida para o exterior:

Sabemos que a sua passagem pelo Botafogo, Maicosuel, não será imortal posto que é chama.

Mas que seja infinitamente gloriosa enquanto dure.

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Botafogo 2009: De volta para o futuro

22 04UTC 05amMon, 04 May 2009 10:04:38 +0000ç2009, 2008 · 2 Comentários

idolotorcida

A segunda-feira será mais longa do que outras, mas ela acabará.

E, ao fim da ressaca, chegará a hora de voltar a se concentrar no que realmente importa: o futuro do Botafogo.

Talvez, nesse sentido, a prematura desclassificação da Copa do Brasil tenha um lado positivo – sim, porque seria natural que, mais uma vez, nós atrelássemos as duas competições do primeiro semestre. “Perdemos o Estadual, mas vamos ganhar uma vaga na Libertadores ao sermos campeões na Copa do Brasil!” seria o pensamento da consolação momentânea e, posteriormente, novamente tingido de tragédia.

Não é hora para isso.

Até porque, reconheçamos de uma vez por todas, não temos no momento um time preparado para disputar um mata-mata, ainda mais com cobrança de pênaltis…

É hora de se cuidar e de refletir sobre o que temos e o que realmente queremos.

Vamos nos deslumbrar com eventuais conquistas de campeonatos estaduais e nos abater diante de derrotas, algumas delas só explicáveis por conta de fatores extra-campo?

É muito pouco, não?

Não acho esse o movimento mais correto.

Depois de um início de década terrível, quando o Botafogo caiu para a segundona e chegou perto de fechar as portas diante de tantas dívidas, entramos numa fase de crescimento sustentável – de torcida, de repercussão, de disputa de títulos.

Mas é preciso ir além disso e voltar a se preocupar não com a hegemonia de rivais no território carioca, mas com algo bem mais importante: o futuro do Botafogo.

Tá, mas o que nós torcedores podemos fazer?

Exigir que a diretoria acione o badalado fundo de investimentos para que a prioridade zero seja a manutenção de Maicosuel ao menos até o fim da temporada, se vocês querem um exemplo. E, obviamente, contratem reforços capazes de nos fazerem brigar por uma vaga na Libertadores ao longo do Brasileirão.

E, já que o presidente e o resto da diretoria gostam tanto do trabalho de Ney Franco, exigir ao menos a mudança da mentalidade da nossa comissão técnica – o Botafogo não é time retranqueiro, e cada vez mais acho que perdemos a final do Estadual na decisão da Taça Rio por essa postura defensiva e tacanha, incompatível com a grandeza do nosso time.

Mas essas são ações de curto prazo.

É preciso mais do que isso. Pensar grande, pensar para frente.

Exigir da diretoria ações efetivas para integrar o Engenhão definitivamente ao cotidiano da torcida alvinegra que mora no Rio.

Promover mudanças no plano-torcedor para que botafoguenses de todo o Brasil possam contribuir e possam se beneficiar concretamente de sua contribuição, para citar outro exemplo.

Cobrar e torcer, torcer e cobrar. Esse é o nosso papel.

À diretoria recém-chegada, lembrá-la do tamanho de sua responsabilidade.

Chegou a hora de enterrar 2007, o ano que insiste em não acabar. Dar um tempo no sentimento de injustiçados e, do Estadual de 2009, guardar apenas os inesperados (lembrem-se do início de janeiro…) momentos gloriosos (a conquista da Taça Guanabara, 4×0 no vasco, a reação contra os urubus no segundo jogo da decisão) como exemplos de superação.

É preciso pensar grande e, como bem lembra o Vieira, insistir no fortalecimento da nacionalização da marca Botafogo.

Somos um time brasileiro, não um time carioca.

torcidaengenhao

Temos estádio, temos torcida e temos história.

Por esses três fatores, temos agora é que olhar para frente.

Apostar no futuro do Botafogo.

O nosso futuro.

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Botafogo no Carioca 2009: Balanço geral

22 02UTC 05amSat, 02 May 2009 01:10:23 +0000ç2009, 2008 · 3 Comentários

fogofogo

O Campeonato Carioca 2009 termina no domingo e, como as reações serão extremadas para o bem ou (toc, toc, toc) para o mal, convém deixar alguns pontos já registrados, de olho no Brasileirão que se avizinha – sim, meus amigos, logo logo teremos os duelos Alessandro x D´Alessandro, Emerson x Ronaldo, Juninho x Keirrison, entre outros motivos para suar frio e nos trazer de volta à realidade.

E, por enquanto, o que temos?

O primeiro, e o mais importante, lembrando que, como estamos em véspera de decisão, não convém se estender nos pontos negativos que todos já conhecemos muito bem:

* Saldo positivo – Lembram do fim do ano, quando não havia nem onze jogadores no elenco depois da debandada generalizada por conta do atraso dos salários e outros fatores extra-campo? Pois é, o Botafogo teve um time que, mesmo com todas as deficiências que já cansamos de falar, conseguiu pela quarta vez consecutiva chegar à final do estadual, derrotando dois rivais diretos (grenás, lusos) em partidas decisivas nas semifinais da competição. Para quem era uma incógnita, apontado em janeiro como a “quarta força” do Rio, não é pouco.

* Austeridade com eficiência  - Ponto para a nova diretoria e para a comissão técnica: o time, mesmo limitadíssimo, rendeu muito gastando pouco. Comparem a folha salarial do adversário de domingo com a nossa: todos os titulares, mais quase todos os reservas dos urubus têm salários superiores a R$ 100 mil. No Botafogo, salvo engano, Reinaldo é o único que ultrapassa esse valor. Claro que isso acarreta na contratação de um monte de  jogadores sem condições de vestir a camisa alvinegra (Emerson, e não apenas pelo gol contra da Taça Rio, é um deles, sem contar nulidades como Jean Carioca, Lucazzilva, etc), e há absurdos, como a péssima forma física de Renato após TRÊS meses de treinamento e o estranhíssimo caso Teco (o cara não jogou uma partida ainda) mas, na média, as contratações renderam mais do que o esperado… para o Carioca.

* Um time raçudo e sem ranço dos anos anteriores - Sim, o time é limitado (e faremos um post em separado na semana que vem com a avaliação do trabalho do Ney Franco), mas não podemos nos queixar de falta de empenho. Pelo contrário: em outras circunstâncias, como em 2008, tomar um gol do maior adversário ainda no primeiro tempo seria senha para desestabilização emocional e abertura da porteira. O Botafogo desse ano, não; virou o jogo ainda no primeiro tempo e só não ganhou a partida pela dupla contusão de seus atacantes e pelo erro crasso do Ney em colocar na partida um jogador sem condições de atuar profissionalmente. O Botafogo 2009 é diferente do Botafogo 2008 – e isso faz bem ao time e à torcida.

Ataque eficiente e solidário - Essa, sem dúvida, foi a grande surpresa positiva. Ninguém esperava que o trio Maicosuel – Victor Simões – Reinaldo se encaixasse tão rapidamente, e (aparentemente) sem estrelismo. Se Dodô fazia questão de brilhar praticamente sozinho em 2007, e em 2008 nosso “poderio ofensivo” se limitava a Wellington Paulista-Jorge Henrique-Fábio Fabuloso, o cenário é bem diferente em 2009.

* Craque do campeonato, ídolo a caminho – Se a diretoria trabalhar direitinho e a bruxa não andar à solta novamente, Sir Michael Swell tem tudo para ser um dos grandes destaques do Brasileirão. No Carioca, fez gol logo no primeiro jogo, garantindo a vitória no último minuto da partida (lembram?). Mais: fez chover em pelo menos dois clássicos, contra o vasco no 4 x 0 e no último domingo. É o fator de desequilíbrio do time, nossa esperança de sonhar com algo melhor do que apenas mais uma participação na Sul-Americana.

Melhor jogo até agora: Botafogo 4 x 0 vasco, semifinal da Taça Rio. Um jogo para rever e gravar.

Pior jogo: Botafogo 0 x 1 flamengo, final da Taça Rio. Por tudo o que já sabemos.

Então, meus caros, não se iludam com o resultado de domingo. Se formos campeões, vamos até achar que o Alessandro não é tão ruim assim, e que o Emerson, coitado, merece uma chance. Se perdermos o jogo, nem vamos lembrar que entramos sem o nosso único craque em campo: vamos xingar o Reinaldo    (atualizado no sábado – ele também não joga a decisão) e o Victor Simões de mulambentos, mandar o Ney Franco para a beira do caos, etc.

Agora, encerrada a racionalização, vamos para o fim de semana mais importante do primeiro semestre do ano.

- Vai na bola, Thiaguinho! Acerta o pé, Victor! Sai do gol, Renan! PQP, Alessandro!  Que é isso, seu juiz? Cadê você, Fahel? Sai daí, Emerson! Foi pênalti, ladrão! Capricha, Juninho! Isso, Guerreiro, sem falta, na bola!  Vamos ganhar, Fôgoooo!!!   

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O primeiro vencedor de 2009

22 28UTC 04pmTue, 28 Apr 2009 23:37:40 +0000ç2009, 2008 · 5 Comentários

maike1

Tava demorando…

A Traffic já se aproveitou da projeção nacional alcançada por Sir Michael Swell, especialmente após a publicidade gratuita concedida pelo chilique de Juanita, para “revelar” que clubes da França, Alemanha e Rússia querem levar o craque alvinegro na abertura da próxima janela do mercado europeu.

Tem maior cara de notícia plantada para aumentar pressão por reajuste imediato de salário.

Mas, e se for verdade?

Se vier proposta concreta, meus caros, eu sou a favor que o badalado “fundo de investimentos”,  tão divulgado no início da administração Maurício Assumpção, reveja seus planos.

Em vez de investir em outro Jean Coral, faça uma proposta de gente grande para Michael e seus empresários.

Na seguinte linha: ele renova com o Botafogo até o fim de 2010, fatura uma bolada em luvas, tem reajuste de salário e ainda descola uns contratos publicitários por fora. E, só depois de pelo menos duas temporadas inteiras com a camisa 10 alvinegra, segue para a Europa.

           maike2

Porque, desde a saída de Dodô, o Botafogo precisa de um ídolo.

Nem Reinaldo nem Victor Simões, ambos já caminhando para o fim de carreira, parecem capazes de assumir esse papel. Renan ainda é muito jovem, está em formação. E é mais fácil trabalhar a imagem de um cara capaz de decidir uma partida na base do talento, do drible desconcertante, do resgate do futebol-arte, que parte para cima do adversário com destemor e levantar a torcida.

Maicosuel é ídolo de vender camisa. Dezenas, centenas de camisas.

Espero que a diretoria alvinegra tenha percebido que, independente do resultado de domingo, o campeonato já tem um vencedor. Maicosuel será eleito o craque do Carioca 2009 por larga vantagem.

E  o interesse só tende a aumentar no Brasileirão.

Todos vão querer, por exemplo, dar uma olhadela em um novo confronto juanita chiliquenta x Sir Michael.

Em menos de seis meses, Maicosuel pulou de jogador encostado no Palmeiras para ser visto como craque.

Por isso, insisto: o investimento mais seguro que o Botafogo pode fazer nesse momento para o Brasileirão e para 2010 já está em General Severiano.

Abre o olho, Assumpção!

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Agora é com vocês

22 25UTC 04pmSat, 25 Apr 2009 20:43:31 +0000ç2009, 2008 · 1 Comentário

maicos2

reinaldo21

vsimoes1

juninleandro

Bom trabalho pra vocês.

Boa sorte pra gente.

Bom domingo para todos.

E uma boa vitória para nós.

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Resende 0 x 4 Botafogo: Acabou a brincadeira

22 05UTC 04pmSun, 05 Apr 2009 19:01:09 +0000ç2009, 2008 · 4 Comentários

mike

O último coletivo-apronto do ano, realizado na tarde desse domingo em Edson Passos, foi marcado pela tranqüilidade, com os gols saindo na hora certa.

Em nenhum momento, o Resende chegou a ameaçar o Botafogo, e, além da evidente queda de rendimento do finalista da Taça Guanabara ao longo da Taça Rio, para mim ficou claro que a zaga, sem Juninho, passa muito mais segurança do que com o nosso capitão.

Sim, meus amigos, estou afirmando que, nesse momento, o Juninho está um nível abaixo de todos os outros zagueiros. Inclusive do Teco, que ainda não estreou. Inclusive do Emerson.

Para facilitar o entendimento do Ney, fiz um esqueminha para ser copiado na lousa da sala de preleção de nosso treinador:

Zagas do Botafogo: Emerson e Wellington > Juninho e Wellington > Juninho e Emerson.

E a ironia é que a mais vulnerável dessas formações é a que está sendo escalada como titular. Se Ney Franco não tiver coragem de mudar, tomaremos mais um passeio do vasco na semifinal.

Sobre isso a gente comenta com mais detalhes ao longo da semana. Por enquanto, podemos destacar na última partida o crescimento de produção do trio Maicosuel – Reinaldo – Victor Simões, responsável pelos três primeiros gols e por 80% dos tentos alvinegros na temporada.

São eles que fazem a diferença, e, se São Carlito Rocha permitir, continuarão fazendo ao longo do ano.

A formação inicial com Gabriel e Alessandro, Thiaguinho e Leandro Guerreiro no meio, vinha bem  na partida – nosso lateral-esquerdo deu belas arrancadas, apoiou com segurança e estava desequilibrando até sentir uma contusão e ser substituído por Baptista. Aí, já com 1×0 de vantagem graças a uma bela jogada do VS concluída com segurança e tranqüilidade pelo Reinaldo (imaginem se fosse o Wellington Paulista na mesma situação?), o Botafogo diminuiu o ritmo até o intervalo. Fahel, sumido, só foi visto em um replay que mostrou pênalti não marcado a nosso favor.

No segundo tempo, um gol logo no início matou a partida, que virou apenas uma questão de tentativa (bem-sucedida, no caso do terceiro gol, do Maicosuel) e erro (Alessandro e Baptista, num duelo particular de quem chuta com maior grau de incompetência); ou de tentativa-e-erro juntos, a exemplo do quarto gol, do esforçado Jean Carioca.

No mais, acabou a brincadeira em 2009. Os próximos jogos do Botafogo, pela Copa do Brasil e pelo Estadual, serão decisivos e o time não pode mais se permitir momentos de displicência, como em algumas partidas da Taça Rio. Qualquer descuido será fatal, ainda mais se o Juninho estiver posando de xerife no meio da zaga.

E, para não dizer que não falei da estrela, com a vitória do Friburguense nesse domingo, o Botafogo estaria fora das finais se o Túlio não tivesse iluminado a sua trajetória no Botafogo na quinta-feira.

Ah, e sobre os confrontos, apenas um lembrete: um dos favoritos destacados e badalados pela imprensa especializada, no início do campeonato, não chegará sequer à final da Taça Rio.

Vamos às atuações:

Renan – Duas defesaças, se recuperando dos vacilos do último jogo. Nota 7,5

Alessandro – Louco para marcar um gol, tentou quatro ou cinco chutes – apenas um chegou na mão do goleiro. No primeiro deles, de sem-pulo dentro da pequena área, conseguiu a façanha de meter a bola na lateral. Mais uma façanha do pior jogador da temporada. Nota 4

Wellington – Discreto e seguro, marcou com eficiência. Nota 6

Emerson – Discreto e feijão-com-arroz, não chamou atenção, o que já é um avanço. Nota 5

Leandro Guerreiro – Mais uma série de oportunas antecipações. Nota 7

Gabriel – Estava bem, jogando com desenvoltura, até sentir contusão. Nota 7 Baptista entrou no seu lugar, com deslocamento do Thiaguinho novamente para a lateral. Nota 5

Thiaguinho – No meio, alternou bons e maus momentos – tem confiado demais em sua propalada habilidade em vez de tentar prosseguir a jogada com rapidez. Nota 6 Foi substituído por Túlio, que já demonstra maior segurança depois do gol da redenção contra o Madureira e fez boas jogadas, sempre procurando o gol – em uma delas, foi violentamente atingido por trás, provocando a expulsão de um adversário. Nota 6

Maicosuel – Faz a diferença e faz gols. É o cara que pode desequilibrar. O destaque da temporada. Nota 8 Para não tomar terceiro cartão, deu lugar a Jean Carioca, que fez um gol sai-nhaca importante para o rapaz. Nota 6 

Reinaldo – Com maior entrosamento, rende mais. Frieza e categoria no gol. Nota 7

Victor Simões – Um gol de oportunismo e dois chutes perigosos, mas sua grande jogada foi o passe para o Reinaldo no primeiro gol. Nota 7,5

Ney Franco – Na base da sorte (inclusive no caso dos jogadores suspensos, caso de Juninho), o time se recuperou nos dois últimos jogos da Taça Rio. Resta saber se terá algum coelho da cartola para surpreender o Dorival Júnior no clássico do próximo fim de semana. Nota 5

Gramado do estádio – Por que o Engenhão não pode ser assim? Nota DEZ.

foto: Lancenet

 

  

 

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Botafogo 3 x 0 resende: Eu me rendo

22 01UTC 03pmSun, 01 Mar 2009 21:30:08 +0000ç2009, 2008 · 6 Comentários

        campeaobota

Quando acabou o jogo, o Pereirinha se aproximou e, com um sorriso radiante, me lembrou:

- Tá vendo, o Ney respondeu à sua pergunta. Ele sabe atacar!

Eu ainda não estou convencido, mas sei de uma coisa: a estrela do Ney brilha nos momentos decisivos.  E, se ele está conosco e faz a nossa estrela se destacar ainda mais, não posso ficar contra o inventor do ferrolho mineiro.

Porque nesse domingo o Ney acertou em parte da escalação, ao manter o esquema de três zagueiros e tirar um dos volantes. Mas, na teoria, errou ao insistir no Lucazzzilva que, nos primeiros 45 minutos, foi espectador privilegiado da linda festa da torcida alvinegra – de dentro de campo, fica mais fácil assistir ao espetáculo. Pena que tem que jogar também.

E quando o Lucazzzilva caminhava para receber uma imensa vaia ao ser substituído, a estrela do Ney brilhou. E a enfiada precisa do Juninho encontrou o mexican boy livre de marcação – o cara acordou, e como se craque fosse, fez um golaço, digno de apoiadores de passos largos e elegantes, como Sócrates e Giovanni (aquele do Santos). Para mim, este gol, mais a defesaça do Renan minutos antes numa cabeçada à queima-roupa, resultado de uma falha clamorosa de marcação da zaga (alô, Juninho! Foi nas suas costas, capitão!) definiram o resultado da partida logo no início do segundo tempo.

E a primeira etapa, como é que foi?

Bem, foi de sentir muita saudade do Victor Simões. Pois, com um finalizador eficiente, a gente já teria definido o resultado antes de virar para o intervalo. O Reinaldo perdeu um gol ao deixar a bola passar pelo meio das pernas, após uma jogada incrível do Maicosuel – aliás, o nosso camisa 10 foi o grande destaque individual da partida, jogando de forma destemida e, ainda que abusando da individualidade em alguns lances, fazendo a diferença.

Como deve ser, sempre, um camisa 10 do Botafogo – sim, Lúcio Flávio, essa mensagem é para você, meu caro ex-capitão.

 Com três zagueiros e uma atuação simplesmente MONSTRUOSA do Leandro Guerreiro (pronto, já deixei escapar minha outra nota dez…) nos desarmes, sem deixar os ligeirinhos do Resende se criar no campo alvinegro, o Botafogo sobrou em campo.

Fez a coisa certa. Mostrou sua superioridade técnica e tática, deixando o Resende perdido em sua pequenez.

Na segunda etapa, após o golaço do Lucazzzilva e da defesaça do Renan, as coisas se acalmaram. As substituições do Ney foram acertadas – e as entradas do Jean Carioca (sempre perigoso) e Léo Silva (muito seguro, e finalizando com perigo) garantiram com tranquilidade o resultado final.

Enfim, não temos apenas a Taça Guanabara 2009. Temos um time a caminho, que, com a contratação de um lateral-esquerdo de ofício (talvez até dois), mais um goleiro para reserva do Renan (sinceramente, acho que o Castillo não tem mais condições de barrar o Jovem Obama), pode dar caldo ao longo do ano.

Para quem não tinha sequer onze titulares no início do ano, é hora de comemorar.

E, sem medo de ser feliz nem de ser contraditório, eu abro meu coração e declaro:

- Parabéns, Ney Franco. Parabéns, presidente Maurício Assumpção. Parabéns a todos os jogadores. E, acima de tudo, parabéns torcida alvinegra, pela belíssima e inesquecível festa no Maracanã.

 

Assim eles se tornaram campeões da Taça Guanabara 2009:

Renan – Uma defesa dificílima numa cabeçada à queima-roupa em momento crucial do jogo. Nota 8

Alessandro – Apoiou com mais eficiência durante toda a partida. Mas é burrinho, burrinho… Nota 7

Thiaguinho – Não tem nem cacoete de lateral, mas tem compensado com disposição. Nota 6

Emerson – Não comprometeu de novo, o que é sempre um elogio. Nota 6

Juninho – Uma partida bem esquisita de nosso capitão: boas antecipações, deu o passe preciso para o Lucazzilva, mas falhou feio na marcação na grande chance do Resende e ainda errou de forma bisonha todos os chutes. Nota 6,5

Wellington – Sobriedade e tranquilidade, virtudes raras para um zagueiro tão jovem. Nota 7

Leandro Guerreiro – Uma partida irretocável, do nível de suas melhores atuações em 2007. Como sobrevivente dos anos anteriores, ele merecia mais do que ninguém levantar essa Taça. Nota DEZ

Fahel – Chama atenção a sua capacidade de deslocamento, mesmo quando atua de forma mais discreta, como nesse domingo. Nota 8

Maicosuel – Ele sabe usar a camisa 10. Ele recebe a nota DEZ.

Lucazzilva – O seu despertar, com um golaço, é daquelas histórias que só o futebol pode proporcionar. Pelo gol, nota 10, pelos 45 minutos, nota 1. Nota final: 5,5

Reinaldo – Um gol de oportunismo, outros chutes descalibrados, chances incríveis perdidas, tudo isso no primeiro tempo. Foi mais eficiente para o time na segunda etapa. Nota 8

Wellington Júnior – O garoto precisa amadurecer. Nota 2

Léo Silva – Ótima participação, mesmo com pouco tempo de jogo. Nota 7

Jean Carioca – Apesar de erro em finalização cara-a-cara, é um jogador que precisa ganhar mais chances, pois é rápido e objetivo: procura sempre o gol. Nota 7

Ney Franco – Como você fez o Botafogo ganhar, com sobras e méritos, a Taça Guanabara, eu me rendo. E ainda vou ter que ouvir suas músicas, Ney, já estou preparando os meus tímpanos… Nota 8

Camisa do Resende – Fala sério, quem foi o estudante da sétima série que pegou o estoque de tinta guache da sala da professora de Artes para pintar aquela maravilha estampada na frente da camisa do time? Parecia trabalho de gincana escolar! Nota ZERO.

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Friburguense 1 x 5 Botafogo: Mané Maicosuel

22 12UTC 02pmThu, 12 Feb 2009 23:40:11 +0000ç2009, 2008 · 10 Comentários

maicosuel

Do que eu vi, foi assim:

quando Maicosuel apareceu, o Botafogo dominou.

quando Maicosuel brilhou, o Botafogo encantou – e goleou.

quando Maicosuel perdeu a cabeça, o Botafogo perdeu o brilho. E se apagou.

Todos os outros jogadores foram coadjuvantes nessa quinta-feira, inclusive o eficiente Reinaldo e o surpreendente Fahel. Alguns até tentaram, novamente, roubar as atenções como os vilões da noite – e o Emerson se empenhou especialmente na tarefa de nos irritar, com outra atuação bisonha, cheia de lances patéticos, como no gol do adversário.

Os defeitos do Botafogo continuam os mesmos – são graves, gravíssimos. Até pertinho do final do primeiro tempo, era o Thiaguinho quem tentava armar as jogadas e a defesa tomava um passeio dos atacantes da Friburguense.
Mas aí o Maicosuel acordou e fez a melhor exibição individual de um jogador alvinegro em 2009 – além da astúcia no pênalti e do golaço na segunda etapa, o mais bonito da temporada até agora, ainda entregou um tento de mão-beijada para o Reinaldo marcar.

Mais importante: jogou para frente, para cima do adversário, com velocidade, objetividade e malícia.
Entortando os joões como se fosse Mané.
E também deu uma de mané, agora no mau sentido, ao ser expulso após se envolver num pueril empurra-empurra. Claro que o juiz exagerou, mas ele podia ter ficado quietinho, no canto dele.

Porque, na mesma hora, todo torcedor alvinegro pensou:

- PQP, a gente queria você domingo entortando o Fábio Luciano e o Angelim no Maracanã, como é que você faz uma coisa dessas com a gente?

Fico devendo as notas individuais. Mas só quero dizer que o Lucas Silva jogou fora, novamente, a sua chance de brilhar, mesmo quando a partida já estava definida. Não fez nada, nada, nada.

E, no domingo, a gente terá que ir de Lucas Silva e não de Maicosuel.

Mas ele volta na semifinal…e domingo tem Victor Simões!

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