Fogo Eterno

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Um livro para Juninho, Guerreiro e Lúcio Flávio

22 26UTC 10pmMon, 26 Oct 2009 17:41:51 +0000ç2009, 2008 · 5 Comentários

postman

A tradução do livro aí de cima é algo como  ”O Carteiro sempre toca duas vezes” . É uma história de suspense bolada por um ótimo escritor, James M. Cain, e foi adaptada duas vezes para o cinema. Chegou às telas como ”O Destino Bate à sua porta”.

O que importa aqui, porém, é pegar a frase original do título para refletir um pouco do que representam Lúcio Flávio, Juninho e Leandro Guerreiro para o Botafogo.

Os três, é forçoso lembrar, participaram de lances cruciais em duas das três decisões contra o flamengo – me refiro às que foram decididas nas penalidades.

Na primeira, de 2007 (do fatídico Beltrami no apito), Lúcio Flávio foi o primeiro cobrador pois Dodô acabara de ser expulso.

LF bateu à meia-altura, no canto direito de Bruno, que adivinhou o canto e nem se esforçou muito pois a bola ficou entre o meio e a trave.

Na sequência do alvinegro, foi a vez de Juninho desperdiçar – dessa vez Bruno contou com a sorte, pois espalmou e a bola bateu na trave antes de sair.

Resultado: como o flamengo tinha convertido suas duas primeiras penalidades, a tarefa de reverter ficou praticamente impossível – ainda mais com o Max no gol…

Aí veio o Túlio ( 0 x 2 no placar…) e pegou a bola. Olhou para Bruno pouco antes de bater e jogou no canto oposto. Um chute seco, rasteiro, nem tão forte assim, mas o suficiente.

Túlio observa, enfim, o que os outros dois não tiveram competência de sacar: que o Bruno, nove entre dez vezes, indica CLARAMENTE qual é o canto que escolhe POUCO ANTES da cobrança. Ou seja, o goleiro urubu se adianta e se joga – com a boa envergadura, quase sempre consegue tapar um canto inteiro.

(Naquela primeira decisão, o Luciano Almeida também converteu, mas de forma saudavelmente irresponsável, dando um chutão no meio do gol, como o Bruno já tinha caído, não pôde voltar)

Pois bem, agora retornemos a 2009.

Vamos primeiro relembrar a segunda decisão por pênaltis – que, ironicamente, acaba no mesmo placar: 4 x 2.

Quem foram os dois alvinegros que conseguiram suplantar Bruno? Léo Silva (primeiro cobrador!) e Gabriel. Como conseguiram? Observando o canto que o goleiro se projeta – e empurrando a bola na outra direção.

Quem perdeu as cobranças? Logo eles, dois expoentes do time de 2007: Leandro Guerreiro (que entrega o canto ao bater à meia-altura no lado que Bruno já estava) e Juninho – que, ao contrário de 2007, resolveu bater no meio do gol. Só que mandou à meia-altura e Bruno afastou a bola com um dos pés.

Agora, enfim, chegamos ao último domingo.

Pênalti é, antes de tudo, uma batalha mental.

Lúcio Flávio deve ter pensado: na primeira decisão, bati no canto direito e o Bruno pegou. Agora, vou fazer o contrário – mandar no canto esquerdo e aí ele não pega.

Bruno antecipou a previsibilidade do raciocínio de nosso camisa 10 e se jogou, ANTES da cobrança, para o canto esquerdo.

Só que o LF simplesmente NÃO OLHOU para o goleiro rubro-negro. Tivesse vislumbrado ao menos o vulto caindo para um dos lados, teria tempo o suficiente para empurrar a bola para as redes no canto oposto que Bruno tinha escolhido.

Resultado: mais uma vitória do flamengo, graças a mais uma vitória particular de Bruno contra um de nossos principais jogadores.

Enfim, retorno ao título desse post para dizer que são raras as vezes que o carteiro (o sr.Destino) bate duas vezes na mesma porta – e nas mesmíssimas circunstâncias.

Se você não aproveitou a primeira, tem que pensar no que fez de errado. E, claro, se a segunda chance aparecer, ela não pode ser desperdiçada.

Leandro Guerreiro, Juninho e Lúcio Flávio foram agraciados com a segunda chance – de ser campeões, no caso dos dois primeiros; de converter um pênalti decisivo, no caso dos dois últimos. E a oportunidade, fato raríssimo, apareceu contra o mesmo adversário, e em circunstâncias extremamente parecidas.

Os três falharam novamente.

E, dessa vez, os três cometeram erros cruciais em uma só partida:  Juninho e Guerreiro, ao não conseguir impedir o gol de Adriano (escudados ainda por um titubeante Wellington, numa espécie de vingança tardia e sacana do Ney Franco, que o indicou); Lúcio Flávio, ao perder o pênalti.

Numa rápida comparação, Maurício só teve uma chance em 1989 – contra o mesmo adversário, e com a bola em movimento, num lance bem mais difícil. Ele não desperdiçou.

Túlio Maravilha teve duas chances em duas das partidas da decisão de 1995 – guardou as duas no fundo das redes.

Eis a diferença dos que nasceram para brilhar e dos que nasceram para se apagar.

E eu não quero mais torcer para quem tem medo de ganhar simplesmente porque tem um medo muito maior de perder.

Não adianta mais tentar se iludir – e olha que faço um mea culpa e admito que sou um dos mais facilmente enganáveis.

Mas a verdade é que o espírito derrotista dos jogadores Juninho, Lúcio Flávio e Leandro Guerreiro faz mal ao Botafogo.

Os três são fracos – tecnicamente (Guerreiro, nem tanto, vale ressalva) e psicologicamente.

Eles não têm mais condições emocionais de vestir a nossa camisa – não são dignos de ter a estrela no peito. 

Fazem mal ao time e fazem mal à torcida.

Que eles sigam seus rumos em 2010.  Longe de General Severiano, que não pode ser lugar de gente que fraqueja em decisões.

ondeosfracos

Caso contrário, até, em caso de desastre no fim do ano, a campanha de volta para a Série A em 2010 será um pesadelo – pois eles correm o risco de ganhar uma terceira chance e novamente desperdiçá-la. Isso sem contar os inevitáveis clássicos e eventuais decisões no Estadual.

E que o destino não nos engane novamente e coloque dessa vez em nosso rumo jogadores capazes de conquistar, dentro de campo, a condição de líderes. Jogadores fortes.

Não precisa nem ser craque nem amar a nossa camisa; basta ter uma imensa vontade de ganhar.

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Agora eu fiquei tranquilo…

22 21UTC 09pmMon, 21 Sep 2009 22:55:32 +0000ç2009, 2008 · 3 Comentários

leandroguerreiro

- O Botafogo não vai estar na Série B em 2010. Nós confiamos no nosso trabalho e vamos fazer de tudo para sair desta situação o mais rápido possível.

Leandro Guerreiro, demonstrando confiança inabalável. Segundo o volante, o mesmo que considerou o empate contra o Santos “um bom resultado”, o Botafogo só precisa de uma sequência “de duas ou três vitórias” para se afastar de vez do perigo.

Perguntinha que não quer calar: essa sequência de “duas ou três vitórias” ainda virá em 2009 ou eles vão guardar para nos iludir no primeiro turno do carioca de 2010?

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Agora é com vocês

22 25UTC 04pmSat, 25 Apr 2009 20:43:31 +0000ç2009, 2008 · 1 Comentário

maicos2

reinaldo21

vsimoes1

juninleandro

Bom trabalho pra vocês.

Boa sorte pra gente.

Bom domingo para todos.

E uma boa vitória para nós.

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O que vocês acham dessa foto, hein?

22 17UTC 04pmFri, 17 Apr 2009 19:30:52 +0000ç2009, 2008 · 3 Comentários

fogofla

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Botafogo 3 x 0 resende: Eu me rendo

22 01UTC 03pmSun, 01 Mar 2009 21:30:08 +0000ç2009, 2008 · 6 Comentários

        campeaobota

Quando acabou o jogo, o Pereirinha se aproximou e, com um sorriso radiante, me lembrou:

- Tá vendo, o Ney respondeu à sua pergunta. Ele sabe atacar!

Eu ainda não estou convencido, mas sei de uma coisa: a estrela do Ney brilha nos momentos decisivos.  E, se ele está conosco e faz a nossa estrela se destacar ainda mais, não posso ficar contra o inventor do ferrolho mineiro.

Porque nesse domingo o Ney acertou em parte da escalação, ao manter o esquema de três zagueiros e tirar um dos volantes. Mas, na teoria, errou ao insistir no Lucazzzilva que, nos primeiros 45 minutos, foi espectador privilegiado da linda festa da torcida alvinegra – de dentro de campo, fica mais fácil assistir ao espetáculo. Pena que tem que jogar também.

E quando o Lucazzzilva caminhava para receber uma imensa vaia ao ser substituído, a estrela do Ney brilhou. E a enfiada precisa do Juninho encontrou o mexican boy livre de marcação – o cara acordou, e como se craque fosse, fez um golaço, digno de apoiadores de passos largos e elegantes, como Sócrates e Giovanni (aquele do Santos). Para mim, este gol, mais a defesaça do Renan minutos antes numa cabeçada à queima-roupa, resultado de uma falha clamorosa de marcação da zaga (alô, Juninho! Foi nas suas costas, capitão!) definiram o resultado da partida logo no início do segundo tempo.

E a primeira etapa, como é que foi?

Bem, foi de sentir muita saudade do Victor Simões. Pois, com um finalizador eficiente, a gente já teria definido o resultado antes de virar para o intervalo. O Reinaldo perdeu um gol ao deixar a bola passar pelo meio das pernas, após uma jogada incrível do Maicosuel – aliás, o nosso camisa 10 foi o grande destaque individual da partida, jogando de forma destemida e, ainda que abusando da individualidade em alguns lances, fazendo a diferença.

Como deve ser, sempre, um camisa 10 do Botafogo – sim, Lúcio Flávio, essa mensagem é para você, meu caro ex-capitão.

 Com três zagueiros e uma atuação simplesmente MONSTRUOSA do Leandro Guerreiro (pronto, já deixei escapar minha outra nota dez…) nos desarmes, sem deixar os ligeirinhos do Resende se criar no campo alvinegro, o Botafogo sobrou em campo.

Fez a coisa certa. Mostrou sua superioridade técnica e tática, deixando o Resende perdido em sua pequenez.

Na segunda etapa, após o golaço do Lucazzzilva e da defesaça do Renan, as coisas se acalmaram. As substituições do Ney foram acertadas – e as entradas do Jean Carioca (sempre perigoso) e Léo Silva (muito seguro, e finalizando com perigo) garantiram com tranquilidade o resultado final.

Enfim, não temos apenas a Taça Guanabara 2009. Temos um time a caminho, que, com a contratação de um lateral-esquerdo de ofício (talvez até dois), mais um goleiro para reserva do Renan (sinceramente, acho que o Castillo não tem mais condições de barrar o Jovem Obama), pode dar caldo ao longo do ano.

Para quem não tinha sequer onze titulares no início do ano, é hora de comemorar.

E, sem medo de ser feliz nem de ser contraditório, eu abro meu coração e declaro:

- Parabéns, Ney Franco. Parabéns, presidente Maurício Assumpção. Parabéns a todos os jogadores. E, acima de tudo, parabéns torcida alvinegra, pela belíssima e inesquecível festa no Maracanã.

 

Assim eles se tornaram campeões da Taça Guanabara 2009:

Renan – Uma defesa dificílima numa cabeçada à queima-roupa em momento crucial do jogo. Nota 8

Alessandro – Apoiou com mais eficiência durante toda a partida. Mas é burrinho, burrinho… Nota 7

Thiaguinho – Não tem nem cacoete de lateral, mas tem compensado com disposição. Nota 6

Emerson – Não comprometeu de novo, o que é sempre um elogio. Nota 6

Juninho – Uma partida bem esquisita de nosso capitão: boas antecipações, deu o passe preciso para o Lucazzilva, mas falhou feio na marcação na grande chance do Resende e ainda errou de forma bisonha todos os chutes. Nota 6,5

Wellington – Sobriedade e tranquilidade, virtudes raras para um zagueiro tão jovem. Nota 7

Leandro Guerreiro – Uma partida irretocável, do nível de suas melhores atuações em 2007. Como sobrevivente dos anos anteriores, ele merecia mais do que ninguém levantar essa Taça. Nota DEZ

Fahel – Chama atenção a sua capacidade de deslocamento, mesmo quando atua de forma mais discreta, como nesse domingo. Nota 8

Maicosuel – Ele sabe usar a camisa 10. Ele recebe a nota DEZ.

Lucazzilva – O seu despertar, com um golaço, é daquelas histórias que só o futebol pode proporcionar. Pelo gol, nota 10, pelos 45 minutos, nota 1. Nota final: 5,5

Reinaldo – Um gol de oportunismo, outros chutes descalibrados, chances incríveis perdidas, tudo isso no primeiro tempo. Foi mais eficiente para o time na segunda etapa. Nota 8

Wellington Júnior – O garoto precisa amadurecer. Nota 2

Léo Silva – Ótima participação, mesmo com pouco tempo de jogo. Nota 7

Jean Carioca – Apesar de erro em finalização cara-a-cara, é um jogador que precisa ganhar mais chances, pois é rápido e objetivo: procura sempre o gol. Nota 7

Ney Franco – Como você fez o Botafogo ganhar, com sobras e méritos, a Taça Guanabara, eu me rendo. E ainda vou ter que ouvir suas músicas, Ney, já estou preparando os meus tímpanos… Nota 8

Camisa do Resende – Fala sério, quem foi o estudante da sétima série que pegou o estoque de tinta guache da sala da professora de Artes para pintar aquela maravilha estampada na frente da camisa do time? Parecia trabalho de gincana escolar! Nota ZERO.

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Bebeto na ESPN: o que ele (não) disse

22 27UTC 11pmThu, 27 Nov 2008 22:23:55 +0000ç2008, 2008 · Deixe um comentário

                             botabebeto

Nessa quinta-feira, na hora do almoço, enquanto ocorria a eleição de seu sucessor em General Severiano, o presidente do Botafogo estava participando de programa na ESPN Brasil, em São Paulo.

Bebeto dizia estar levando a prestação de contas da sua gestão, que será publicada no site do clube em breve, e também um calhamaço de documentos para mostrar a forma que o Botafogo participou, e ganhou, a licitação para administrar o Engenhão.  

Ficou no estúdio, à disposição dos comentaristas da emissora, acionado para todo e qualquer assunto. Foi convidado até a palpitar sobre a idoneidade do ex-presidente dos urubus, Edmundo Santos Silva – gastou uns três minutos para dizer que não tinha o que falar sobre o ex-cartola.

Aliás, como o Bebeto é prolixo, não? Quando começa a falar sobre um assunto, se estende em demasia. Quer dar as explicações nos mínimos detalhes, levando os seus entrevistadores à loucura, especialmente na televisão, onde o tempo vale ouro.  Resultado: acaba sempre interrompido e frustrado por não ter 12 horas para falar.

Além da prolixidade, eis a análise do FogoEterno do que disse (e, importante, o que não disse) o nosso futuro ex-presidente:

1. O QUE ELE DISSE

Sem Engenhão, não há salvação: Bebeto garantiu que o estádio é a única forma de o Botafogo se tornar um time viável, com fontes de renda que garantam a sobrevivÊncia e a sustentabilidade do clube. Afirmou que fez contratos válidos até o início de 2009, para que o próximo presidente fique à vontade para renegociá-los. Mas não disse o porquê de ter conseguido resultados tão, digamos, modestos no aproveitamento do estádio.

* Mala branca, tudo bem: Após ouvir a declaração de Leandro Guerreiro que seria bom receber uma grana de outro time para ganhar do figueirense, o presidente alvinegro lavou as mãos e indicou o caminho das pedras. Depois de destacar o caráter ilibado do Guerreiro e expor a divergência entre o Cuca e o departamento médico no ano passado que comprometeram a temporada de 2008 do volante, afirmou que não tem como condená-lo pela atitude de aceitar o in$$entivo. E disse que isso deve acontecer por meio dos procuradores dos jogadores, não passará pela presidência nem pela comissão técnica.

2. O que ele NÃO disse:

* Bebeto não deu satisfações sobre previsão de pagamento dos salários atrasados, apenas limitou-se a culpar novamente a crise internacional.

* Não fez qualquer comentário aprofundado sobre as eleições no Botafogo, nem mesmo daquele jeitão protocolar que compete ao presidente do clube. Pior: não desejou nem “boa-sorte” ao novo presidente, sequer citou o seu nome.

* Não revelou o que vai fazer depois de encerrado o mandato. Mas não negou a possibilidade de aceitar o convite para trabalhar no atlético-mg: pelo contrário, destacou sua amizade com o novo presidente do galo. O que o FogoEterno acha? Que o Bebeto estará em Belo Horizonte já nos primeiros dias de janeiro.

3.E o que ele disse e que NÃO precisava ter dito:

* Para Bebeto, foi pênalti do zagueiro do Cruzeiro no urubu Diego Tardelli. Mesmo que todo mundo da mesa da ESPN tenha discordado dele e que as imagens da emissora, em câmera exclusiva,  insistissem em desmenti-lo.

Moral da história: Em uma entrevista longa como essa, a paixão do Bebeto pelo Botafogo e o seu senso de honestidade saltam aos olhos.  E a sua intransigência também.

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Complexo de vira-lata: um desabafo

22 30UTC 10pmThu, 30 Oct 2008 18:38:46 +0000ç2008, 2008 · 1 Comentário

                                    

De Leandro Guerreiro, ao voltar para o segundo tempo do jogo contra o Engenhão na fatídica noite dessa quarta-feira:

- O time do São Paulo tem enorme qualidade…

De Leandro Guerreiro, depois da derrota para o Estudiantes, ainda na Argentina:

- O Verón é um craque, é impossível marcá-lo durante 90 minutos.

Apenas dois exemplos recentes, vindos de um mesmo jogador, de como o Botafogo ainda se apequena nas partidas decisivas. Os próprios jogadores assumem posição de inferioridade e demonstram isso dentro e fora de campo.

Ainda mais quando respaldados pelas atitudes do presidente do clube. Tomemos o caso dessa quarta-feira como exemplo: em vez de “costurar por dentro” e arrancar uma punição exemplar ao árbitro (apenas para que outros tenham medo, no futuro, de cometer falhas tão graves), assume posição de torcedor e sai de sua posição de presidente para gritar na orelha do bandeirinha, um ato inócuo e, falemos a verdade, patético. 

Complexo de vira-lata, eis o grande desafio a ser vencido pela próxima diretoria.

Os elogios do Rogério Ceni ao Renan, no final da partida, também são exemplo disso. As palavras de incentivo (“é um grande goleiro, poucos têm a qualidade de reposição de bola que ele tem, falhou mas isso acontece”) parecem sinceras, mas na verdade estabelecem de forma clara uma posição de superioridade do adversário em relação ao time alvinegro.

E não há nada pior do que entrar em uma competição, mesmo com uma bela história e tradições até maiores do que os supostos grandes times, sendo tratado como café-com-leite.

Inclusive, involuntariamente, pelos seus próprios dirigentes e jogadores.

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Ipatinga 0 x 3 Botafogo: Herói em cada jogo

22 27UTC 10amMon, 27 Oct 2008 00:27:36 +0000ç2008, 2008 · 2 Comentários

Depois de longo e tenebroso inverno (não que a gente não quisesse, mas as performances sofríveis não permitiram), eis o retorno da escolha do Herói em Cada Jogo, sempre após uma vitória alvinegra testemunhada pelo FogoEterno.

Pelo golaço que abriu a porteira (imaginem se a gente vira para o intervalo em 0 x 0 naquele calor de três da tarde, a 50graus à sombra…) e pela boa partida, Leandro Guerreiro ganha o nosso MotoRádio virtual.

Que ele continue se recuperando e acertando o pé na direção do gol - porque, se depender do ataque, o Botafogo continuará no jejum por muito mais tempo…

E, na quarta-feira contra o São Paulo, sem Carlos Alberto nem Lúcio Flávio, os volantes terão que trabalhar dobrado – no ataque e na defesa – para garantir um bom resultado.

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O Retorno do Guerreiro – qual deles?

22 02UTC 08pmSat, 02 Aug 2008 13:06:03 +0000ç2008, 2008 · 2 Comentários

Com os desfalques provocados por contusões e suspensões pelo terceiro cartão amarelo, o Botafogo que entrará em campo nesse domingo contra o Atlético-PR será um time bem diferente do que vem atuando pelo Brasileirão.

Mais defensivo, sem centroavante, terá que confiar na chegada de Túlio e Lúcio Flávio para as jogadas criadas por Jorge Henrique e Gil pelas pontas.

Chama atenção a decisão de Ney Franco de jogar com três volantes e, assim, escalar Leandro Guerreiro como o primeiro homem de contenção.

Será uma ótima oportunidade para a torcida alvinegra tirar a dúvida. Afinal, qual o Guerreiro que entrará em campo nesse domingo? O que fez uma temporada impecável em 2007 e garantiu, praticamente sozinho no fim do campeonato e jogando no sacrifício, os poucos resultados positivos do Botafogo nas últimas partidas do ano passado? Ou o jogador nada confiável que jogou o Carioca e a Copa do Brasil, errando o timing da antecipação e sendo facilmente desarmado pelo adversário?

Amanhã começaremos a saber a resposta.

Ah, e aos amigos botafoguenses que porventura se desbancarão para Curitiba. Não deixem de visitar o Bar Botafogo, reduto alvinegro na capital paranaense. Quem sabe uma chegada lá depois da vitória, hein?

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Sem LF, com LG

22 16UTC 04pmWed, 16 Apr 2008 14:11:22 +0000ç2008, 2008 · Deixe um comentário

 

A anunciada volta de Leandro Guerreiro ao time titular, hoje contra a Portuguesa, é uma ótima notícia.

O tempo passa e nos faz esquecer muita coisa. Mas não me sai da cabeça que, não fosse o esforço de nosso volante além do que o próprio corpo permitia no fim do ano passado, o Botafogo poderia ter passado por sérios apuros e caminhado perigosamente próximo do precipício. 

Enquantos muitos jogadores demonstravam incompetência e displicência (às vezes, ambas as coisas), Leandro Guerreiro segurou a barra. Um exemplo de dedicação que não pode ser ignorado. No fim, com os erros consecutivos da trinca Renato Silva-Juninho-Alex, era o nosso zagueiro mais eficiente. O único que dava para confiar.

Pensar, para o Brasileirão, em um meio-campo com Lúcio Flávio na criação e os três volantes, ainda mais com a ótima fase de Diguinho, é uma hipótese que não pode ser descartada. Ainda mais porque Túlio e Diguinho têm qualidade para atuar um pouco mais à frente.

E a outra opção é a que começa a ser testada hoje. 

Desconfio que essa formação que vai hoje a campo no Canindé, com LG fixo à frente dos zagueiros, e Túlio e Diguinho mais liberados para apoiar e distribuir a bola, já representa uma prévia do que o Cuca pode utilizar no Brasileirão.

Porque o Lúcio Flávio, já dá para perceber, não dará conta de jogar todas as partidas da temporada. 

E Leandro Guerreiro, plenamente recuperado, não poderá sair do time.

 

foto: Paulo Wrencher/Lancenet

 

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