Fogo Eterno

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Atlético-MG 1 x 1 Botafogo: Um esboço de time

22 05UTC 07pmSun, 05 Jul 2009 19:01:07 +0000ç2009, 2008 · 3 Comentários

botafogoatletico

Dessa vez o treinamento da semana não foi inteiramente desperdiçado.

Pois a mão que apedreja tem que ser a mesma que, quando necessário, é cedida à palmatória. E, com as duas juntas, eu reconheço que o Botafogo de Ney Franco demonstrou evolução tática em relação ao desastre da partida anterior.

No Mineirão, o time de Ney soube congestionar o meio-de-campo e simplesmente anular o poder ofensivo do Galo.

E só não ganhou o jogo por limitações técnicas previsíveis e uma imprevisível – falo sobre ela mais à frente.

No 3-6-1, o Botafogo teve mais posse de bola quase durante toda a partida. Leandro Guerreiro e Thiaguinho se destacaram nas antecipações e Batista, mesmo um pouco inferior aos seus colegas, correu como um louco – o que significa que, se o Ney tiver enxergado o mesmo jogo, o Fahel perdeu em definitivo o seu lugar no time.

Mesmo com o Mineirão lotado, o Atlético-MG pouco produziu. Aliás, esse time é exageradamente badalado – o Galo ciscou, ciscou, ciscou e só fez uma boa jogada coletiva: justamente a do primeiro gol (falha de marcação de Juninho e Emerson dentro da área). Não vai demorar muito para começar a despencar na tabela e ficar ali na zona da Sul-Americana.

Do lado do Botafogo, muita disposição da maioria e pouca qualidade. O gol nasceu de bola parada, mais uma bela cobrança de nosso kicker, Juninho. E poderíamos ter feito o segundo ainda no primeiro tempo, em uma bela triangulação de Renato (não, ele não foi tão ridículo como nas outras partidas) e Alessandro – que o nosso ala desperdiçou cara a cara com o goleiro, evidenciando novamente a sua falta de qualidade técnica.

O primeiro tempo acabou 1 x 1.

Na segunda etapa, Renato foi liberado mais cedo para a noitada em BH e substituído por Toni. Começamos a perder força no meio. O jogo ficou mais perigoso quando Jean Coral deu lugar a Laio – porque, e essa foi uma boa surpresa, o Coral brigou muito lá na frente, fazendo faltas no lugar certo e atravancando a saída de bola atleticana – nesse sentido, atuou com eficiência como o nosso primeiro volante. (Sobre sua função de atacante, bem, é claro que ele não fez nada).

Já o Laio não produziu nada. Pelo contrário: quando foi para o mano a mano, demonstrou tibieza e hesitação, sendo facilmente desarmado.

Foi no terço final do segundo tempo que o Botafogo correu mais riscos, mas aí se destacaram o Castillo (bom retorno), Guerreiro e Juninho (boas antecipações).

Mas, então, dava para ter ganho a partida?

Sim, eu respondo. E com convicção.

E por que não ganhamos?

Ora, a resposta é fácil. Porque jogamos sem um camisa 10.

Lúcio Flávio não entrou em campo.

Em um sistema 3-6-1, é óbvio que o time vai depender como nunca de alguém que seja criativo e rápido na armação de bolas, visão de jogo e de eficiência no último passe, aquele que deixa um companheiro melhor colocado na cara do gol.

Ao longo de 90 minutos, o Lúcio Flávio não fez nenhuma das três coisas.

Exemplo de sua nulidade: mais da metade de segundo tempo, início de contra-ataque botafoguense, bola no pé do camisa 10. Ele, em vez de partir em arrancada, recua a pelota.

Lúcio Flávio foge do jogo.

Novidade!!! Gritariam o Hilário Muylaert, o Fábio “Snoopy”, o Thiago Pinheiro do MCR e outros botafoguenses que sempre criticaram o LF.

Sim, eu concordo. Mas ele conseguiu estar ainda mais ausente do que em 2007 e 2008 – agora nem falta o LF faz mais questão de bater: deixou uma cobrança que era ao seu feitio para o Juninho arriscar.

Então, se o time tivesse um pouco mais de capacidade de definição (não precisa ser um craque, talvez o André Lima já resolva) e de agressividade no meio-de–campo, teria ganho a partida do “líder do Brasileirão” nesse domingo – como quase aconteceu no último lance, quando Alessandro concluiu contra-ataque e a bola estava em direção ao gol quando o zagueiro atleticano apareceu para afastar.

Agora, contra o Avaí, a obrigação é de ganhar. Porque de nada adianta uma discreta melhora quando se está na ponta de baixo da tabela. A recuperação tem que ser a passos largos – e o time, volto a insistir, tem que ser reforçado com urgência.

Vamos às atuações:

Castillo - Poderia ao menos ter pulado no gol atleticano, mas fez um segundo tempo consistente, nos salvando em pelo menos dois ataques, um deles numa saída dificílima, aos pés do Tardelli. Bom retorno. Nota 7,5

 Alessandro – Alguns vacilos de marcação, menos passes errados e duas chances desperdiçadas. Nota 5

Emerson – Mal na jogada do gol atleticano, se recuperou na segunda etapa. Nota 5

Juninho – Boa partida. Mais uma vez, seu chute foi a nossa salvação. Nota 6,5

Eduardo – Um dos responsáveis pelo sumiço do (re)Tardelli. Precisa caprichar mais nos cruzamentos. Nota 6

Thiaguinho – Afobado no início, compensou com roubadas de bola e velocidade. Precisa parar com o cai-cai. Nota 6

Leandro Guerreiro – Grande partida por cima e por baixo. Ainda tentou armar o time, já que o LF sumiu. Nota 8

Batista – Muita seriedade, mas sem brilho. Mesmo assim, infinitamente superior ao Fahel. Nota 6

Renato – Para quem nunca jogou nada com a camisa do Botafogo, até que participou da partida, especialmente no primeiro tempo, com deslocamenos laterais e tentativas de tabela. Depois cansou. Nota 5 Deu lugar a Tony, que fez uma boa jogada na linha de fundo e nada mais. Nota 4

Lúcio Flávio – A nota destoante. Não armou, não atacou, não definiu, não existiu. Nota 1 (pelas chuteiras azul-piscina, bem bacanas)

Jean Coral – Uma surpresa pelo poder de marcação, daí a sua importância tática. Mas, como atacante, é uma nulidade. Nota 5,5 Foi substituído por Laio, decepcionante. Nota 3

Ney Franco – Enfim, apresentou um esboço de time. De time pequeno, retranqueiro, limitadíssimo, incapaz de grandes voos. Mas, depois do desastre contra o Goiás, não dá pra deixar de notar uma evolução. Nota 5

Uniforme do Botafogo – A camisa branca ficou show de bola: aliás, o conjunto inteiro, valorizado pelos meiões cinza, foi de encher os olhos – pena que alguns jogadores não merecem usá-lo. Nota 10

 

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Jean Coral: quem é que vai pagar por isso?

22 11UTC 06amThu, 11 Jun 2009 01:19:19 +0000ç2009, 2008 · 4 Comentários

jeancocoral

Como é que o primeiro reforço contratado para o Botafogo pelo badalado fundo de investimentos não consegue mais sequer ser relacionado para o banco de reservas?

Como é que este mesmo jogador, investimento tão valioso, assina um contrato de CINCO anos com o Glorioso e não tem cacife nem para brigar por uma vaga de titular?

Quem é o responsável por sua indicação?

Quem deve ser cobrado por uma contratação tão pífia?

Quem é que vai pagar pelo prejuízo?

Porque uma coisa é não levar muita fé no Tony, que chegou do Boavista, e tem contrato somente até o fim do ano – não dá para esperar dele mais do que uma versão piorada do Fábio Fabuloso de 2008.

Mas o tal Coral conseguiu ser barrado pelo Tony! E era para ser o primeiro grande investimento, para se valorizar e depois ser revendido a preço de ouro, gerando lucro para os investidores e para o clube. Ora, se nem no banco o rapaz tem capacidade de ficar, é claro que estamos diante de um caso clássico de lesa-patrimônio, certo?

O fato é que, com o chinelinho eterno do Reinaldo e a má fase do Victor Simões, o Botafogo precisa urgentemente de novas opções no ataque.

E nenhuma das duas contratações para o Brasileirão deu mostras até agora de serem capazes de resolver nossos problemas. Muito pelo contrário.

Por enquanto, Tony e Jean Coral só são titulares absolutos em um tipo de ataque: de nervos.

Os nossos nervos, claro.

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Um ataque de nervos

22 26UTC 05amTue, 26 May 2009 00:36:23 +0000ç2009, 2008 · 5 Comentários

Qual dos três atacantes do Botafogo demonstrou, nas três partidas pelo Brasileirão, menos recursos técnicos? Jean Coral, Tony ou Victor Simões?

Confesso que ainda estou na dúvida. Foram tantos lances ruins e erros primários – posicionamento, por exemplo – que ainda não consegui eleger o pior deles.

Estou louco ou, no caso dos dois “reforços”, deu para perceber em duas partidas que são jogadores no máximo esforçados, para usar um eufemismo?

Alguém lembra de alguma sequência de jogadas (não vale lances fortuitos, tipo tentativa de bicicleta ou chutes fraquinhos) capazes de transmitir à torcida um mínimo de esperança?

Por enquanto, Tony e Jean Coral estão ali, correndo na mesma raia do Fábio Fabuloso – que, ao menos, às vezes jogava bem como pivô e cavava umas faltinhas.

Esses dois novatos, nem isso.

E pensar que o tal Coral foi a primeira contratação do badalado fundo de investimentos, a promessa mais reluzente da candidatura do Maurício Assumpção à presidência do Botafogo…

Enquanto isso, o Reinaldo, com uma lesão inexplicável, continua sem previsão de volta aos gramados.

Será que ele disputa o returno?

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Frankly, Mr. Franco

22 08UTC 05amFri, 08 May 2009 00:55:54 +0000ç2009, 2008 · 4 Comentários

Bacana saber que o Ney Franco resolveu barrar o Emerson e o Léo Silva no time titular do Botafogo, que estreia domingo no Brasileirão.

Só não é bacana saber que ele poderia ter feito isso muito antes, não?

Francamente, Ney Franco!

Porque nós perdemos a classificação para a Copa do Brasil não nos pênaltis no Engenhão, mas ao tomar DOIS gols do Americano no primeiro jogo, em Campos – essencialmente por conta da fragilidade do sistema defensivo.

Porque nós perdemos a Taça Rio por conta da extrema fragilidade técnica do Emerson, e o gol contra só coroou esse fato.

Wellington já deveria ter sido efetivado entre os titulares há muito mais tempo.

Quanto ao Léo Silva, tenho minhas dúvidas se era ele mesmo quem deveria sair ou o Fahel. Notem bem: na minha opinião, os dois são indignos de usar a belíssima camisa alvinegra 2009. Mas, já que não há outra opção e a política de contratações (se é que haverá alguma) será de manter os pés no chão, então eu ficaria com o Léo Silva entre os titulares. Ou tentaria o Batista. O Fahel tem que jogar muito mais para garantir sua vaga, o que não vem acontecendo desde a Taça Guanabara.

Mas essa é apenas mais uma incoerência do senhor Ney Franco: não dá para entender, por exemplo, os seus critérios de substituição, ainda mais em jogos decisivos.

Na briga pela vaga da CdoBrasil no Engenhão, ele inventa e põe Jean Coral em campo – o cara, que deve ter participado de dois coletivos, claro, não fez nada.

No primeiro jogo da decisão, ele sapeca o ridículo Renato – e o Botafogo joga com dez homens quase todo o segundo tempo.

E, no segundo jogo da decisão estadual, ele manda a campo o menino Rodrigo Dantas, que JAMAIS havia disputado uma partida profissional. Não foi mal, mas também não mudou muita coisa na partida e não conseguiu criar jogadas para o gol da virada.

Confesso que me esforço, mas não entendo. E também não entendo como ninguém da diretoria não percebe essa sucessão de estultices cometidas pelo nosso treinador.

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Que São Carlito Rocha te ouça, Ricardo!

22 06UTC 04pmMon, 06 Apr 2009 16:44:01 +0000ç2009, 2008 · 2 Comentários

Trago para a área de posts um comentário do Ricardo, torcedor do Criciúma, sobre o Jean Coral, o novo reforço alvinegro. Espero que ele esteja coberto de razão…

“Olá galera, sou torcedor do Criciúma, time de onde surgiu o Jean Coral!  Ótimo atacante, se vcs gostam do Victor Simões.. ele vai ser o Garrincha aí.. Falo isso, pq vi o Jean Coral no Criciúma, e o V. Simoes no figayra.. esperem pra ver!!”

Volto a torcer para que o Jean Coral arrebente, mas… Garrincha???!!! Menos, Ricardo, menos.

Aproveito para comentar que, na minha opinião, a contratação desse jovem atacante já representa uma tentativa de evitar que a força ofensiva do time, o único fato incontestável desse início do ano, se desmanche em pleno Brasileirão.

Desconfio até que a diretoria deve saber que, caso continuem se destacando e chamando atenção da mídia e por conta da baixa multa rescisória, Maicosuel e/ou Victor Simões não permanecerão até o fim do ano em General Severiano…

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Ê, ô, ê, ô, Jean Coral é o terror!!!

22 02UTC 04amThu, 02 Apr 2009 01:17:06 +0000ç2009, 2008 · 24 Comentários

O badalado fundo de investimentos que está sendo montado para reforçar o Botafogo já prepara o desembarque de sua primeira atração.

E o escolhido é…

jcoral

Jean Coral!

Sim, ele mesmo, o craque que despontou no Criciúma e encantou o Brasil com seu futebol rasteiro e sinuoso.

Ué, vocês não lembravam dele?

Jean Coral destacou-se tanto no futebol brasileiro que foi negociado para Portugal, onde jogou pelo Vitória de Guimarães, adquirido pela bagatela de 400 mil euros. Além-mar, teve uma performance, digamos, discreta.

Não marcou nenhum gol, jogando apenas 91 minutos em nove partidas. Mas sem essa de cobrar gols de um atacante: mui provavelmente, trata-se de um centroavante moderno, que prescinde da obrigação de fazer gols para se dedicar a outras atividades dentro de campo como a marcação do zagueiro adversário - é um “atacante tático”.

Anote, então, no seu caderninho o nome da fera: Jean Coral, o primeiro grande investimento da nova fase de captação de reforços do alvinegro.

 Atenção – essa notícia, infelizmente, não foi uma brincadeira de primeiro de abril. E o fato de o atacante ter jogado apenas 91 minutos durante toda a sua temporada lusa só aumenta a desconfiança com a notícia de sua contratação.

Ao chegar em Portugal, ele destacou como seus pontos fortes a “velocidade e o posicionamento dentro da área”.

Prometeu ajudar o Vitória de Guimarães a “ganhar muitos títulos” e contribuir “com muitos gols”.

Ia ficar até 2011, permaneceu menos de um ano.

E agora, parece que vai ser repatriado pelo Botafogo.

Seja o que Deus quiser.

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