Fogo Eterno

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Em busca da única tríplice coroa possível

22 30UTC 10amFri, 30 Oct 2009 00:22:37 +0000ç2009, 2008 · 6 Comentários

Quarta-feira passada, enfim, o Botafogo (que não consegue vencer o Cuca) conseguiu bater um time dirigido por um recente ex-treinador: Geninho, aquele que, em seus tempos nada gloriosos, mandava seus auxiliares iniciarem o treino e fugia para cantina de General Severiano para devorar um Chicabon.

Domingo, contra o Inter, será a vez do ciclotímico Mário Sérgio, aquele que conseguiu perder três partidas seguidas e pediu demissão dizendo que não recebeu o que tinha sido prometido pela diretoria  – e abriu espaço para a volta de Cuca, ainda em 2007, em um dos lances mais surreais e desconcertantes daquele ano inesquecível (para o bem e para o mal).

E, mais à frente, será a vez de as criaturas que momentaneamente vestem a camisa alvinegra enfrentarem seu criador, Ney Franco, aquele que prometeu brigar pelo título e nos deixou na beira do caos e ainda congestionados pelos bondes que ele atracou no Engenhão.

Bem que, nas próximas rodadas, o Estevam Soares poderia nos presentear com a tríplice coroa: três vitórias em cima dos três ex-treinadores. E, para completar, mais três pontos fora de casa em cima de seu ex-time, o Barueri. Esses seriam os doze pontos que poderiam nos livrar de vez da ameaça de rebaixamento.

Sonhar é possível… pelo menos até a tarde de domingo.

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Retrospectiva 2008 (2): As piores contratações

22 14UTC 11amFri, 14 Nov 2008 00:24:31 +0000ç2008, 2008 · 4 Comentários

                  escalada1

1 – Escalada

O rotundo atacante argentino foi o primeiro sinal inequívoco da política amadora e desastrada dos colaboradores na hora de fazer contratações. E o primeiro grande vexame: um centroavante com pelo menos 20 kg acima do peso ideal para um atleta. E nós ainda tentamos incentivar o cara, mas lembram do gol feito que ele perdeu contra um timeco no Carioca? Meu Deus…logo caiu na galhofa e virou Tonelada, X-Salada, entre outros apelidos, alguns impublicáveis porque há crianças que freqüentam este blog. 

2 – Vanderlei

Um bonde que o Geninho fez questão de trazer “para resolver o problema da falta de gols”. Tentou duas cabeçadas e dois chutes, não acertou nada. Nesse eu não acreditei, até mesmo por conta de quem o tinha indicado.

3 – Triguinho

Jamais poderia ter sido titular durante a temporada inteira. Sua displicência, burrice e violência, com um monte de “faltinhas” cometidas bem perto da área em seguidas partidas, nos custaram pontos importantíssimos. Minha maior fonte de irritação nos dois últimos meses.

4 – Zé Carlos

Esse enganou direitinho no Carioca, com alguns golaços logo no início do ano. Mas depois, dolorosamente, percebemos que ele morre de medo da bola e vice-versa. Sem contar as expulsões ridículas, por entradas violentas e desnecessárias. E o erro crucial ao desperdiçar o pênalti contra o curíntia, que nos tirou da final da Copa do Brasil. E a irritante mania de jogar rindo e pedindo desculpas a cada bobagem cometida (e que não são poucas)? Até hoje não sei qual é a posição que joga esse bem-articulado rapaz (ele costuma dar ótimas entrevistas ao sair de campo) - mas sei todas nas quais ele NÃO joga.

5 – Geninho

Precisa de explicações? Só a humilhação que nos fez passar no Barradão, na goleada do Vitória, já seria suficiente para incluí-lo nessa lista. Foi o Mário Sérgio de 2008.

Menções (des)onrosas: Marcelinho, Gil, Zárate (investimento caro e, por enquanto, sem retorno efetivo), Emerson e Fábio. 

Pessoal, vai ficar difícil atualizar nos próximos dias por conta de uma viagem familiar deveras importante (o Pereirão chega aos 70 anos nesse sábado!), que também me impedirá de assistir à pelada, ops, ao jogo Goiás x Botafogo, direto de Itumbiara. A partir da noite de domingo ou no máximo da manhã de segunda-feira, o blog volta a ser atualizado. Mas não se acanhem, mandem também as suas listinhas com as piores contratações do ano. Guardem munição, porém, para outra lista: a das cinco decepções alvinegras de 2008. Ok, ok, eu sei que são muito mais do que cinco…

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Vieira e Ney: Rolou sintonia!

22 17UTC 07amThu, 17 Jul 2008 11:31:53 +0000ç2008, 2008 · 2 Comentários

 
IMPRESSÃO ALVINEGRA

Pode ser cisma de torcedor, mas nunca fui com a cara do Geninho comandando o Glorioso. Parecia que ele não estava nem aí. Certamente o Fogão sangraria alguns preciosos pontos por mais rodadas.

Agora com Ney Franco, sinto diferente e pressinto bons momentos para nosso time. É arrojado e quer mostrar serviço (só espero que não seja vítima de alguns dirigentes e/ou empresários que insistem em colocar jogador-afilhado para atuar em detrimento de quem está bem nos treinos).

Liberdade para Ney Franco!!!!

Vieira

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Não é hora de democracia alvinegra

22 10UTC 07pmThu, 10 Jul 2008 23:55:31 +0000ç2008, 2008 · 1 Comentário

Eu iria deixar passar batido, mas uma revelação de Túlio no SporTV na última terça-feira me deixou com (mais) um pé atrás em relação ao atual estado das coisas no Botafogo.

O volante contou que, consumada a saída de Cuca, Bebeto reuniu os jogadores e informou os nomes dos candidatos a substituto.

Fez mais: perguntou qual daqueles nomes era o preferido da galera. E eles responderam: Geninho.

Bebeto disse amém. Foi feita a vontade do grupo e sacramentada a escolha do novo técnico alvinegro.

Um mês depois, deu no que deu…

A pergunta que não quer calar: será que esse grupo de jogadores está tão por cima da carne seca a ponto de interferir diretamente na escolha de seu chefe imediato? Eles merecem esse tipo de consideração?

Alguns dos nomes cogitados dão calafrios. Torço para que a escolha recaia sobre um profissional inteligente, de perfil renovado, enérgico, capaz de cobrar de forma dura, mas que se dedique a cada partida como fazia o atual treinador do Santos (não, não quero o Cuca de volta… ainda não).

Como definiu bem o Pereirão, o Botafogo precisa nesse momento de um Bernardinho. O nome dos sonhos seria o Autuori, mas o time parece não ter mais cacife para bancar o técnico que o próprio Botafogo projetou em 1995.

Sei que não há mais tempo para errar de forma tão grave na escolha do técnico: uma segunda lambança pode ser fatal. 

E só espero que esse protótipo de democracia alvinegra, modelo inovador de gestão compartilhada, não seja novamente utilizado na escolha do sucessor do Geninho.

Porque o elenco alvinegro precisa mostrar muita competência dentro de campo antes de começar a decidir o que acontece fora dele.

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Lá vem o sol…

22 04UTC 07pmFri, 04 Jul 2008 23:24:12 +0000ç2008, 2008 · 1 Comentário

                       

 
 O adeus de Abedi, Bruno Costa e Adriano Felício, a provável chegada de um centroavante argentino (Zárate),  Jorge Henrique (foto) fazendo dois (!) gols no coletivo…

Parece que, mesmo tímidos, bons ventos sopram em General Severiano. O próprio Geninho, agora bancando o meteorologista, garantiu: “não tem chuva que dure o tempo inteiro, uma hora o tempo muda”.

 Só não ponho a regularização inesperada de Lucas Silva nessa conta porque ninguém, a não ser os que acompanham atentamente a segunda divisão do futebol mexicano, conhece o futebol desse rapaz. Que, pelo que li, tem uma bela história de vida – foi ajudante de pedreiro, teve que se superar depois de ser abandonado no México, etc. Mas futebol, que é bom… terá que nos convencer dentro de campo.

Agora, a pergunta que não quer calar: se tivesse a garantia que Geninho seria demitido em caso de nova derrota, você torceria contra o Botafogo no próximo domingo e deixaria o time sob risco de mais chuvas e trovoadas?

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Cabe mais gente nessa barca

22 01UTC 07pmTue, 01 Jul 2008 22:13:17 +0000ç2008, 2008 · 1 Comentário

                      

 

De manhã, foi Bruno Costa, devolvido ao Boavista.

À tarde, Marcelinho e Adriano InFelício, que vão em excursão para a Europa e por lá devem ficar.

Enfim, a barca alvinegra zarpou.

Mas ainda cabe mais gente, é só olhar direitinho.

A começar pela paquidérmica comissão técnica.

O único risco é o excesso de peso.

Olhem com atenção a imagem acima, do cartaz do filme do Fellini.

Aquele rinoceronte azul, com ar de perdidão, não pareceu familiar?

Pois é…  

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E se o Geninho fosse demitido…

22 30UTC 06pmMon, 30 Jun 2008 22:52:29 +0000ç2008, 2008 · 3 Comentários

                                          

Por que não o Parreira, hein?

Voltou para o Rio, vai passar um tempo vivendo de brisa na capital carioca.

Seria uma escolha polêmica, certamente. Mas Parreira tem o perfil do técnico que o Botafogo precisa nesse momento.

Em primeiro lugar, experiência para lidar com um time sob pressão. E outros atributos: garantia de preparação física adequada, aplicação tática, seriedade, disciplina. Rigor e conhecimento do ofício.

E sem a histeria e a antipatia de um treinador, tipo, Leão.

“Ah, ele é tricolor de coração…”

Não por isso. Túlio tem sangue alvinegro e o lado torcedor dele só o tem prejudicado nos momentos decisivos.

Além disso, todo mundo tem defeitos – e, tenham certeza, que esse é muito menor do que os do Geninho - que, na boa, nem parece gostar muito de futebol: parece aquele cunhado que dá um palpite sobre a partida quando passa em frente à tevê e depois some pra comprar cerveja. Ou para tirar um cochilo.

Acréscimo da madrugada: No Bem Amigos Tricolores, o Parreira falou que pretende ficar até o resto do ano sem trabalhar, no dolce far niente. Mas que depois aceitaria ser diretor técnico de um clube – e, claro, dará preferência a times cariocas. Desapaixonadamente falando (eu sei que é difícil, Rodrigo!), é um nome a ser ao menos considerado para comandar uma reestruturação total em 2009.

 

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Conversa de repartição

22 23UTC 06pmMon, 23 Jun 2008 17:53:09 +0000ç2008, 2008 · Deixe um comentário

Vieira: Na crônica do jogo, você esqueceu de dar a nota para o Geninho!

Pereira: É verdade, eu nem lembrei que ele estava lá. Aliás, nem lembrei que tinha um técnico no banco do Botafogo. O cara fica quieto durante o jogo, não faz nada, é o treinador do tanto-faz. Tinha obrigação de ter acertado o time para continuar pressionando no segundo tempo, mas nem isso elel conseguiu…

Vieira: Geninho é um treinador aposentado ainda em atividade. Tô pegando fama de chato, mas para ser técnico do Botafogo tem que ter um algo a mais. Ele não tem, vive de um título que ganhou com o Atlético-PR há uns dez anos, e só.

Pereira: Pois é, ele também me dá a impressão que, quando está de folga no domingão, fica cochilando no sofá em vez de observar os adversários. Envolvimento zero. Aí realmente dá saudade do Cuca.

Vieira: E agora esse papo do Carlos Alberto ir embora…

Pereira: É, mas ele não jogou nada no sábado, Vieira.

Vieira: Sim, mas é o único jogador de verdade que a gente tem! Eu acho que devia começar tudo de novo. E com tudo novo. O estádio não é novo? Então, monta um time novo, com gente com garra, que chegue disposta a brigar. E, claro, com um técnico novo também: novo nas idéias, não só de idade. Se é para brigar apenas pra escapar do rebaixamento, vamos brigar com garra, sem cai-cai, com vontade.

Pereira: Se é essa a nossa única pretensão, você tem toda razão.

 

  

 

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Quem não tem Messi…

22 19UTC 06pmThu, 19 Jun 2008 23:24:43 +0000ç2008, 2008 · 1 Comentário

                            

Parece que Geninhozinho confirmará a volta de Ferrero, o xerife argentino, para o jogo de sábado. 

Conforme prometido, se El Zaguero estiver entre os titulares contra a Portuguesa, o treinador alvinegro voltará a ser chamado aqui no Fogo Eterno de Geninho.

Caso conquiste uma vaga na Libertadores, poderemos qualificá-lo de Gênio.

Mas, se for campeão… aí será Geniozão!

Apesar de sabermos que será apenas uma rima, jamais uma solução…

P.S: Ainda por falar em Argentina: O Pereirão notou bem – o Brasil começou perdendo já no Hino Nacional, quando a interpretação emocionada da cantora portenha deu de dez na baianidade desafinada de Gal Costa. Gal, por sinal, deve ser tia-avó do Bruno Costa, que desafina pra valer na zaga alvinegra…

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Precisa-se de treinador: fala, Vieira!

22 16UTC 06pmMon, 16 Jun 2008 16:54:36 +0000ç2008, 2008 · 1 Comentário

Sou chato mesmo…

Antes, o Botafogo era um time de cabeças de bagre com esquema tático. Fazia gol com jogadas ensaiadas em faltas, escanteios, etc. Hoje, continua sendo um time de cabeças de bagre, mas sem um padrão de jogo. Ou melhor, com um padrão de segunda divisão.
Você pode dizer: “Mas com o Cuca, a coisa estava feia também”. Não tenho procuração para defender o Cuca, acho que o cilho dele no Glorioso passou.
Mas precisamos de um treinador arrojado; se não temos dinheiro para contratar jogadores de qualidade, como o Carlos Alberto (desde que estreou não decepcionou – ainda), urge a escolha de um treinador moderno, como é a proposta do Botafogo para o futuro. A Argentina está bem ali, cheia de técnicos estudiosos…

Outra coisa: Temos que “ensinar” os atletas profissionais do Botafogo a acertar passes, a bater faltas, escanteios, linha de impedimento… Um Mobral para esses caras que ganham acima das R$ 30 mil. Ou então multá-los a cada passe errado, a cada escanteio jogado lá na outra bandeira de corner. Muitos desses “profissionais” vão acabar devendo ao Fogão.

Perguntar não ofende: “Cadê o Wellington Paulista?”

Vieira

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Fala, Vieira! BotaGalo, nem pensar…

22 13UTC 06pmFri, 13 Jun 2008 15:01:41 +0000ç2008, 2008 · 2 Comentários

 Sou chato mesmo…

Não é ser vidente, não é pegar no pé gratuitamente…

Não tenho nada contra o Geninho (nem a favor), mas NÃO QUERO VER O BOTAFOGO jogando como o atlético mineiro!!!!!!!!!!!!!!!

Do Vieira

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Já pra área, Vanderlei!

22 12UTC 06pmThu, 12 Jun 2008 23:07:06 +0000ç2008, 2008 · 1 Comentário

                      

Em conversa com o Aguiar, colega da repartição que sabe das coisas do futebol de Brasília, ele lembrou a temporada do Vanderlei em 2006, quando o novo centroavante alvinegro fez 21 gols pelo Gama e acabou o ano como artilheiro da Série B. Eis o que diz o Aguiar sobre o cara que, mal chegou, já virou titular, graças à confiança irrestrita do Geninhozinho (se conseguir três vitórias e/ou colocar Ferrero no time principal, ele aqui será chamado de Geninho).

“Por conta da paralisação da Copa do Mundo, o Vanderlei demorou muito para engrenar. Mas, quando pegou ritmo, começou a marcar gols, muitos gols. O forte dele é a presença dentro de área, especialmente no cabeceio. É um homem de referência”

Como o Geninhozinho já anunciou que o Wellington Paulista deve se movimentar de um lado para o outro, tal e qual um pára-brisa (a definição não é minha, mas do treinador alvinegro), o Vanderlei deve ficar enfiado dentro da área, à espera de um cruzamento ou de um vacilo dos zagueiros.

Será que o Vanderlei vai engrenar antes das Olimpíadas ou antes da Copa do Mundo de 2010?

Bom, só sei de uma coisa. Se ele cabecear com os olhos abertos, já terá mais chances de balançar as redes do que o Wellington – sempre de olhos fechados, como observou o Vieira.

 

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O ultrapassado Geninho: Fala, Vieira!

22 10UTC 06pmTue, 10 Jun 2008 16:36:23 +0000ç2008, 2008 · 1 Comentário

Sou chato mesmo…

Não agüento, passo mal, xingo a mãe de todo mundo. É um desastre anunciado ver o Botafogo jogando tão mal. Não pense, caro botafoguense, que o Geninho manterá o ritmo de crescimento do Glorioso dos últimos anos. É um treinador ul-tra-pas-sa-do.

Nada pessoal, mas não merecemos voltar ao passado. Sermos aquele timinho de segunda, que erra passes de três metros e tem medo de partir para cima com jogadas ensaiadas, com consciência. Ou seja, um time grande.

Lamentável a performance alvinegra contra o Coritiba. O Wellington Paulista chegou perto do gol só aos 35 minutos do segundo tempo, com uma cabeçada de olho fechado: ridículo. A bola demorou a chegar e , quando chegou, ele fez besteira (a única luz em 90 minutos foi a bicicleta do pênalti). Com Geninho, caminhamos para um precipício. Um time moderno precisa de um treinador moderno.

Os jogadores não sabem bater escanteio, não sabem se posicionar na grande área, se escondem da bola, que tristeza. O lado positivo no jogo de domingo foi ver a vontade e a qualidade de Carlos Alberto. Este sim, sabe o valor do manto alvinegro. Um craque, até nos defeitos.

Vieira

 
 

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Botafogo 2 x 1 Coritiba: De volta ao começo

22 08UTC 06pmSun, 08 Jun 2008 21:40:24 +0000ç2008, 2008 · 4 Comentários

                           

Se você não quiser perder tempo, eis o resumo do significado da partida desse domingo: desde aquela vitória em cima do Sport no mesmo Engenhão no ano passado, quando as portas do rebaixamento começaram a se abrir, nunca a conquista de três pontos dentro de casa foi tão importante para o Botafogo.

Agora, o mesmo raciocínio, em versão ampliada.

O importante são os três pontos, certo?  No caso de hoje, certo. Pois qualquer outro resultado dentro de casa, contra um Coritiba sem seis titulares, seria desastroso. Detonaria uma crise logo no início do trabalho do Geninho. Começaria todo papo de “instabilidade emocional”, “necessidade de superação”, etc. Agora não, está tudo zerado. O Botafogo fez a sua obrigação, e isso é incontestável. E assim, iniciou nesse domingo, efetivamente, a sua participação no Campeonato Brasileiro.

Mas para conseguir esses três pontos, meu amigo…

Claro que a parada poderia ter sido resolvida logo nos 45 minutos iniciais. Enfim, um bom primeiro tempo alvinegro! O Botafogo teve maior volume de jogo, criou chances concretas, contou com as subidas de Túlio e Diguinho, a presença sempre perigosa de Carlos Alberto, Lúcio Flávio bem mais atuante. E, mais importante, não deixou o Coritiba jogar: o esquema com três volantes funcionou a contento. Laterais postados em suas posições também deram maior solidez ao esquema defensivo da equipe. A única chance do adversário foi concedida pelo próprio Botafogo, quando Renan bateu roupa e Túlio salvou no rebote. Mas o Botafogo demonstrou superioridade e tranqüilidade, só que deveria ter liqüidado a fatura.

Aí, veio o segundo tempo.

O Botafogo estava jogando no contra-ataque, com relativa segurança.

E Edson resolveu complicar a partida – só para renovar a necessidade de ter Ferrero no time. O pênalti que fez veio exatamente por seu maior defeito: a lentidão. Foi facilmente batido pelo atacante do Coritiba e, sem recursos, cometeu a falta dentro da área.

O jogo mudou a partir da penalidade, com o Coritiba partindo para cima, ainda que sem muito perigo. Pior: o Botafogo passou a atacar de forma desordenada, com Fábio no velho cai-cai e Wellington Paulista se esforçando ao máximo, mas pouco produzindo.

Mas foi graças ao esforço de WP, que inventou uma bicicleta e o zagueirão meteu a mão na bola, que conseguimos, aos 41 minutos, o pênalti salvador, novamente cobrado com precisão pelo Lucio Flávio.

E aí só deu tempo para o juiz fazer lambança e expulsar injustamente o Carlos Alberto.

Como eles jogaram?

Renan – Bateu roupa em falta no primeiro tempo e andou vacilando na saída de gol. Melhorou na segunda etapa e quase catou o pênalti. Toda vez que vejo Marcos Leandro no banco me dá arrepios. Nota 6

Alessandro – Discreto, mais preso à marcação, desempenhou o papel com eficiência. Nota 5

Renato Silva – Boas antecipações, alguns vacilos, enfim, aquilo de sempre.  Nota 5

Edson - Razoável no primeiro tempo, mas é lento e não tem a menor condição de enfrentar atacantes rápidos e habilidosos. Falhou em lance capital. Ferrero, Ferrero, Ferrero. Nota 3

Luciano Almeida – Para quem ficou tanto tempo inativo, uma volta acima das expectativas. Vedou o buraco que havia na lateral esquerda, mas ainda está um pouco fora de ritmo. Foi esperto no lateral que rendeu o primeiro gol alvinegro. Nota 6 Foi substituído por Zé Carlos, que, aplicado e sem a obrigação de criar, não comprometeu e mereceu os aplausos que recebeu. É isso o que ele é: opção no banco de reservas. Nota 6

Leandro Guerreiro – Fez a função de primeiro volante e, assim, liberou Túlio e Diguinho para o apoio. Mas nós sabemos que ainda pode melhorar muito. Nota 5,5

Túlio - Errou um passe bobo no início, e temi pelo pior: mais uma partida constrangedora. Que nada. Correu muito, apareceu diversas vezes no ataque, participou o tempo inteiro. Não espalhem, mas desconfio que ele está voltando à forma. Nota 6,5 Foi substituído por Fábio, que, claro, não fez nada, além de cair e tomar cartão amarelo por simulação. Nota 2

Diguinho – Liberado pela presença do Guerreiro, pôde participar das armações das jogadas ofensivas. Precisa caprichar mais nas finalizações e perceber que, antes de tentar o arremate, vale a pena tentar o passe para um companheiro melhor colocado. Nota 7

Lúcio Flávio – Um bom primeiro tempo, com movimentação e o vislumbre de uma bela parceria com Carlos Alberto nas próximas partidas. Parece mais à vontade no esquema de Geninho. Continuou bem na segunda etapa. Impressiona a regularidade na cobrança dos pênaltis. A turma da corneta deveria calcular quantos pontos e classificações o Botafogo conseguiu graças às cobranças certeiras do maestro. Nota 7,5

Carlos Alberto – O nome do jogo. A garra que imprime a cada lance é tudo o que o Botafogo precisa nesse momento. Comandou as ações no primeiro tempo e foi premiado ao fazer um gol com um chute seco e rasteiro. Desapareceu na segunda etapa. Tem que tomar cuidado: os árbitros e a imprensa estão de marcação cerrada em cima dele. A expulsão foi um exagero. Nota 8

Wellington Paulista – Muita movimentação, poucas chances. Se não tem sido decisivo (perdeu um gol de cabeça na mais bela jogada do time, no segundo tempo), pelo menos não desiste nunca. E, por não desistir, conseguiu no finalzinho o pênalti que definiu os três pontos – num jogo como esse, não é pouco. Nota 5,5

Thiaguinho - Entrou no lugar de Renato Silva, cometeu um vacilo mas depois se recuperou e demonstrou vigor. Nota 6 

 

Geninho - Acertou ao apostar em um esquema de maior proteção à zaga, mas deve lembrar que o adversário pouco perigo ofereceu, ainda mais quando desfalcado de seus jogadores mais perigosos (Keirrison e Pedro Ken). Terá trabalho para encaixar Jorge Henrique no time titular. Se Túlio recuperar a forma, essa formação com os três volantes e Carlos Alberto mais à frente, merece ser testada novamente. Errou ao escalar Edson e sequer relacionar Ferrero. Mas, quando da saída de Renato Silva, acertou ao colocar Thiaguinho e não o outro bonde, Bruno Costa. Nota 6

 

 

  

 

Renan

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Uma prancheta para Geninho

22 04UTC 06pmWed, 04 Jun 2008 23:07:26 +0000ç2008, 2008 · 3 Comentários

                                             

A prancheta aí de cima foi feita pelo PVC, do Lance e da ESPN, no início do ano, ainda na Taça Guanabara.

Contém o melhor Botafogo de 2008 até agora.

Por alguns motivos.

Ainda podíamos contar com Jorge Henrique e Wellington Paulista em forma, Triguinho não tinha se contundido, Zé Carlos não tinha se revelado um grande engandor…

Foi com esse time que fizemos o melhor jogo do ano, quando vencemos o fluzinho na semifinal da Taça GB, sem dar espaço para o adversário.

O mais importante dessa prancheta, Geninho, está na zaga: é a presença de Ferrero no time titular.

Como André Luiz deverá ser suspenso por uns 3.784 dias, eis a dupla de zagueiros que deve permanecer em campo nas próximas rodadas do Brasileirão: Ferrero – Renato Silva.

Mas logo no primeiro coletivo, você, a exemplo de Cuca, também preferiu Bruno Costa, o genérico do Asprilla que é capaz de barrar um zagueiro altamente técnico, com ótima saída de bola e poder de antecipação como o hermano argentino.

Faz isso não, Geninho. Vai no que é certo.

Entre Leandro Guerreiro e Túlio, os dois bem abaixo do que podem render, fique com o Túlio.

Copia a prancheta acima: a única mudança a ser feita é apagar o nome “Zé” antes do Carlos e acrescentar um “Alberto”. E, claro, fazer as substituições necessárias, como Renan no lugar do Castillo.

Simples, assim.

Não complica, Geninho.

 

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