Fogo Eterno

Entradas etiquetadas como ‘Garrincha’

Velha enquete, nova enquete

22 21UTC 04pmTue, 21 Apr 2009 22:09:04 +0000ç2009, 2008 · 2 Comentários

Pessoal,
sei que a enquete anterior quase criou teia de aranha de tanto tempo que ficou à disposição dos fiéis frequentadores do FogoEterno. Mas, antes tarde do que nunca. Eis o resultado.
A pergunta, para quem não lembra mais, era – “qual o jogador do Botafogo que você mais idolatra?”.

Com 30% dos votos, venceu a opção que mais nos orgulha, por ser o retrato de uma trajetória gloriosa: “impossível escolher… o Botafogo tem ídolos demais!”. É, meus caros, digam o que quiserem, a flapress e seu comandante RMP podem espernear, mas ainda não inventaram nenhum Beltrame capaz de roubar a nossa história.

Na segunda colocação, com 24% de escolhas,ficou Mané Garrincha – ou seja, nosso eterno camisa 7 foi o vencedor da enquete. Nilton Santos (que contou com o meu voto, por toda a sua conduta irretocável dentro e fora de campo) teve 21% da votação.

Bem mais atrás, mas à frente de grandes nomes do passado, ficou Túlio Maravilha, com 12% dos sufrágios virtuais – certamente, a geração campeã brasileira em 1995 deve ter contribuído para esse percentual. Fechando a lista dos mais votados, empatados, Jairzinho e Dodô, com 4%.

Agora, para entrar de vez no clima da decisão do estadual, uma nova pergunta já pode ser respondida pelos leitores do FogoEterno.

Para vocês, quem é o maior destaque alvinegro no Carioca 2009 até agora? Desconfio que a eleição ficará concentrada entre dois nomes. E também desconfio que muita gente vai deixar para votar após os dois jogos da decisão…

Categorias: Histórias Gloriosas
Etiquetado: , , ,

André Luis na cabeça! E, agora, uma pergunta difícil…

22 27UTC 03amFri, 27 Mar 2009 01:23:30 +0000ç2009, 2008 · 6 Comentários

Que a truculenta tenente Lúcia Helena da PM pernambucana não nos leia, muito menos o árbitro do jogo contra o Estudiantes no Engenhão pela Sul-Americana do ano passado…mas, entre os leitores do FogoEterno, quem mandou bem foi o André Luis!

 andreluiz

Na enquete encerrada nessa quinta-feira, nosso ex-zagueiro, atualmente sem clube, venceu com 30% dos votos. A pergunta era em relação ao elenco de 2008: qual dos jogadores do ano passado seria um bom reforço para 2009? A vitória de A.Luis, na minha avaliação, não se deve apenas às (nada excepcionais) virtudes do zagueiro, mas também ao fato de que o torcedor alvinegro não é cego e percebeu, logo nas primeiras partidas da Taça Guanabara, que o sistema defensivo é o principal problema do Botafogo 2009.

Na segunda colocação, uma demonstração de confiança no novo elenco (ou melhor, de desconfiança e de desilusão no elenco anterior…), com 20% de votos para a opção “Não,obrigado”. Ou seja, nada de antigos fantasmas para assombrar General Severiano – basta os que já temos…

Em terceiro lugar, o jogador diferenciado, “para o bem e para o mal”: sim, Lúcio Flávio! Também debito parte desses votos à dificuldade que o atual time demonstra na armação de jogadas e  na condução da bola do meio até o ataque.

Pelo mesmo critério, além da disposição e da raça inexistentes no jogador citado anteriormente, entendo a colocação de Carlos Alberto em quarto lugar, com 10% dos sufrágios.

Na sequência, ficaram Renato Silva (9%), Túlio (7%) e Diguinho (6%). Jorge Henrique teve 1% de votos e Wellington Paulista, zero. Ou seja, o ataque não parece ser problema para os nossos leitores – ou é o menor dos problemas, o que tendo a concordar.

Enfim, quero deixar registrada a lembrança do eleitor solitário que sentiu falta da dupla de pesos-pesados Zárate e Escalada, e sapecou um voto para os argentinos!

Bom, obrigado a todos que participaram da votação e agora, conforme prometido, uma enquete para abalar as estruturas de General Severiano.

Qual é o jogador do Botafogo que você mais idolatra?

Pergunta “fácil”, não? Percebam a sutileza – a ideia não é eleger o maior ídolo da história do Botafogo, mas o jogador que você mais gosta, que você mais admira, que você idolatra incondicionalmente, enfim, aquele com o qual você mais se identifica. E, graças a São Carlito Rocha, no caso do Botafogo, um clube que REALMENTE tem MUITOS ídolos por possuir uma GLORIOSA HISTÓRIA, essa escolha é particularmente difícil. Se fosse em outros times, acho que nem haveria opções na enquete…

Valendo!

Categorias: Páginas Alvinegras · Uncategorized
Etiquetado: , , , , , ,

As crônicas do Pereirão: A estréia de Mané

22 09UTC 09pmTue, 09 Sep 2008 16:47:32 +0000ç2008, 2008 · Deixe um comentário

Garrincha, Gualicho e o cavalo paraguaio
C.Pereira

Era domingo, 19 de julho de 1953. Um domingo como outro qualquer e eu, adolescente, ouvido pregado no rádio Phillips holandês que meu pai zelava, como um santo no altar, numa mesinha no canto da sala de estar da modesta casa de bairro. Em meio às descargas comuns às tardes de domingo, as ondas curtas de 31 metros da Rádio Nacional do Rio de Janeiro transmitiam mais uma rodada do campeonato carioca.
O jogo principal era disputado no recém-inaugurado estádio do Maracanã, onde há exatamente três anos, a seleção brasileira perdeu para o Uruguai, numa das maiores tragédias esportivas da história deste país – como gosta de dizer o nosso presidente. Ali, o flamengo, líder do certame, jogava contra o Olaria e as emissoras davam destaque à partida, apenas informando o andamento dos outros jogos, principalmente quando havia gols.
No acanhado estádio do Bonsucesso, na rua Teixeira de Castro, o Botafogo jogava contra o time da casa e, mal das pernas, quase no final do primeiro tempo, perdia por 1x 0, quando o juiz marcou penalty a favor do alvinegro. Nilton Santos, zagueiro e capitão do time foi ao técnico (me parece que era Gentil Cardoso ou Zezé Moreira, não lembro bem) e recebeu orientação para Dino ou Vinicius (os dois astros do ataque e artilheiros do time) bater a penalidade. Os dois se recusaram e, de repente, um estreante, um moleque de pernas tortas, vindo de Pau Grande, no interior do Rio, jogando com a camisa sete, pegou a bola e a pôs na marca do penalty. Chutou sem olhar para o goleiro e empatou a partida.
No segundo tempo, aquele desconhecido fez diabruras com a bola, metendo-a onde queria, inclusive por debaixo das pernas dos defensores adversários. Marcou mais dois gols e deu passes preciosos para Dino (1) e Vinicius (2) completarem a goleada – 6 x 3 para o Botafogo.
 O locutor que acompanhava o jogo interrompeu a transmissão do Maracanã algumas vezes para informar que um tal de “Gualicho” ou Garrincha, estreante, estava comendo a bola e se constituía na sensação da partida. Acho que foi Luiz Mendes, ainda hoje comentarista da rádio Globo.
Assim foi a estréia de Garrincha no Botafogo, clube pelo qual jogou mais 12 anos e pelo qual se tornou campeão carioca e chegou à seleção brasileira, sagrando-se campeão do mundo na Copa de 1958, quando foi um dos destaques  daquele time que ainda tinha Didi, Vavá, Zagalo e o inigualável Nilton Santos – entre outros, feito que repetiu na Copa do Chile, em 1962 quando, em virtude da contusão de Pelé, jogou quase sozinho pela linha inteira.
Por que Gualicho? Porque Gualicho era o nome de um cavalo castanho argentino que fez furor correndo nas pistas do Hipódromo da Gávea do Rio e Cidade Jardim, de São Paulo. Ganhou as principais corridas de que participou, inclusive o Grande Prêmio Brasil de 1953. Não saía em primeiro, mas ia ultrapassando seus concorrentes e, no final, às vezes por uma cabeça, outras vezes quase pela língua de fora, chegava em primeiro e, por isso, se transformou num grande vencedor.
Quanto ao cavalo paraguaio, essa é a história do oposto. Era um cavalo, cujo nome ninguém decorou, que tinha a característica de sempre sair entre os primeiros e chegar, invariavelmente, entre os últimos.
Como a história normalmente registra somente os vencedores, ele ficou sem nome, mas criou e ainda faz persistir a lenda do cavalo paraguaio, epíteto aplicado a qualquer concorrente que começa com tudo e acaba sem nada.
Por falar nisso, quem é o cavalo paraguaio do campeonato brasileiro deste ano?
O Náutico é um bom palpite, mas tem outros – como o flamengo, por exemplo…

C. Pereira é jornalista e alvinegro, não necessariamente nessa ordem, e está próximo de completar 70 anos de dedicação ao Botafog…

Categorias: Histórias Gloriosas
Etiquetado: , , ,

Separados pela geografia: Em SP, o Botafogo é…

22 31UTC 05pmSat, 31 May 2008 19:49:00 +0000ç2008, 2008 · 7 Comentários

                        

Depois de Sporting (Portugal) e Arsenal (Inglaterra), voltamos ao Brasil para encontrar o correspondente alvinegro. E esse foi fácil, não?

Até mesmo por exclusão:

flamengo = corinthians (timão, mengão, nassão e outras semelhanças encontráveis no Código Penal)

vasco = Palmeiras (time dos imigrantes portugueses-rj e italianos-sp, vascôoooo = porcôooo, são januário = parque antártica, etc)

fluminense = São Paulo (tricolor, pó-de-arroz, aristocracia, pose mesmo na lama, bambis, etc)

Botafogo = Santos (Garrincha = Pelé, cores alvinegras, orgulho do passado, times com tradição ofensiva e toque de bola refinado, os dois times brasileiros mais conhecidos na Europa, o maior clássico dos anos 60, etc)

Pena que, por conta da decisão de 1995, nossos co-irmãos tenham tanta mágoa do Botafogo. O que também é uma característica botafoguense…

Ou seja, se o Cuca for mesmo para a Vila Belmiro, não vai se sentir um peixe fora d`água.

Ah, e a segunda foto do post é de um grande fotógrafo-amigo, amigo-fotógrafo, o bacana Cláudio Versiani, que, mesmo atleticano, fez a seguinte legenda ao postá-la em seu blog, o Pictura Pixel:

Em 1997 eu tive o privilégio de fotografar estes dois monstros do futebol. Botafogo e Santos, os dois maiores times da história do futebol brasileiro…”

Eu assino embaixo, bacana!

Até porque o Nilton é Santos desde o nascimento. E o Nascimento ao lado dele, um tal de Edson Arantes, é a maior Estrela da história do futebol… 

Acréscimo: Como ficou comprovado pelos sisudos comentários dos santistas que visitaram esse blog botafoguense e não perceberam que essa seção do Fogo Eterno é apenas uma brincadeira, a dor-de-cotovelo pela derrota em 1995 ainda não passou. 

Superem esse trauma, rapaziada! Chororô de uma década é um pouquinho demais, não? Um conselho: guardem aquela faixa de protesto que volta e meia aparece na Vila Belmiro, é meio patética essa reclamação fora-do-tempo – parece que o Santos só olha para o passado, não enxerga nada no presente nem no futuro. Olha que de chororô nós entendemos bem… E, mesmo sob o protesto de vocês, continuarei torcendo pelo Santos quando o time estiver em campo contra outros grandes paulistas, beleza? Abraço alvinegro.

Categorias: separados pela geografia
Etiquetado: , , , , , , , ,

À espera da feijoada e dos pastéis de bacalhau…

22 24UTC 05amSat, 24 May 2008 00:30:34 +0000ç2008, 2008 · Deixe um comentário

Enquanto espero a feijoada…

Discuto com amigos, entre uma Heineken bem gelada e uns pastéis de bacalhau, o jogo de amanhã contra o freguês vasco. Mais uma vez aposto minhas fichas no bom desempenho de Carlos Alberto.

Lamento apenas não termos juvenis à altura para colocarmos em jogo. Isso é ruim. Não podemos ficar à mercê de procuradores que, a qualquer momento, tiram nossos craques do time.

Ah! Comprei uma camisa na qual Garrincha dribla mais um joão.

Viva Garrincha!!!

Vieira

Categorias: vieira!
Etiquetado: , , ,

Páginas Alvinegras – Estrela Solitária

22 01UTC 05pmThu, 01 May 2008 19:18:34 +0000ç2008, 2008 · Deixe um comentário

                                   

“O Campeonato Carioca de 1961 ia mesmo começar e Paulo Amaral armara um senhor ataque no Botafogo: Garrincha, Didi, Amoroso, Amarildo e Zagalo.

Com ele, a torcida botafoguense ingressou numa longa temporada no nirvana. Os adversários iam sendo derrubados um a um. Já no fim do primeiro turno, quando o Botafogo livrou de uma diferença de seis pontos sobre a concorrência, a torcida passou a estender faixas no Maracanã com a frase `Nunca foi tão fácil ser campeão´- e ainda havia meio campeonato pela frente. Cada jogo era uma festa.

Botafoguenses há muito incógnitos ou dados como mortos saíram de suas tocas. As arquibancadas do Maracanã tornaram-se um ponto de encontro. General Severiano passou a ser freqüentado como se fosse o Country Club. E, domingo após domingo, a torcida saboreou a proximidade do título.

O Botafogo atravessou invicto 22 jogos e, por uma dessas coisas que só aconteciam com ele, foi ser campeão na única partida em que perdeu: para o américa, por 2 x 1, na antepenúltima rodada (…). Duas rodadas de antecedência – nas quais ainda derrotaria o flamengo e o vasco, para salgar a terra já arrasada.

Aquele campeonato marcaria o início da epopéia do Botafogo como o time da moda, que dominaria o Rio pelos anos seguintes e condenaria os seus adversários a um amargo inferno astral. E com um estilo que lhe seria bem característico: misturando futebol, literatura e café-society. Artistas, intelectuais, grã-finos e políticos, todo mundo de repente era Botafogo.

O Botafogo não cabia mais no Maracanã”

Trecho (cuidadosamente selecionado, dada a ocasião) de Estrela Solitária – Um Brasileiro Chamado Garrincha (Companhia das Letras, 1995) , a definitiva biografia do Mané, assinada por Ruy Castro. Ah, o autor, por incrível que possa parecer, é rubro-negro.

 

Categorias: Páginas Alvinegras
Etiquetado: , , , ,

Páginas alvinegras – O nosso Buster Keaton

22 26UTC 04pmSat, 26 Apr 2008 21:28:37 +0000ç2008, 2008 · Deixe um comentário

“Quando cheguei ao Brasil pela primeira vez, as conversas com amigos, conhecidos e estranhos inevitavelmente acabavam em futebo. A primeira vez que escutei menção a Garrincha, ouvi alguém dizer que tinha sido o melhor jogador que o Brasil havia produzido. E Pelé? Perplexo, e suspeitando que estavam me dando uma volta, comecei a perguntar a todo mundo quem eles achavam o melhor jogador brasileiro da história. A resposta, invariavelmente, era Garrincha (…).”

“Um dos aspectos mais notáveis na leitura de livros e artigos sobre a vida de Garrincha é que praticamente não há entrevistas com ele. Raramente expressava uma opinião. Aparece como homem sem voz própria. Nesse sentido, era como um astro do cinema mudo. Vendo novamente as poucas filmagens dele, você realmente se lembra de Buster Keaton. Para começar, as imagens são em preto-e-branco e, na passagem do filme para a tevê, ligeiramente aceleradas. Garrincha dá suas arrancadas, balançando o corpo num jeito quase de comédia. É bem cômica a maneira pela qual repete o mesmo movimento várias vezes – como uma criança determinada que nunca aprende (…).

“Se os brasileiros põem Pelé sobre um pedestal, não o amam do mesmo modo que amam Garrincha. É mais do que fato de as figuras trágicas têm maior apelo. Mas é também porque Pelé simboliza a vitória. Garrincha simboliza jogar pelo prazer do jogo. E o Brasil não é um país de vencedores. É um país de gente que gosta de se divertir”

Trechos do livro Futebol: O Brasil em campo (Jorge Zahar editora, 2002), do perspicaz jornalista inglês Alex Bellos, correspondente dos jornais ingleses Guardian e Observer, que morou quatro anos no Brasil.

A descrição de Bellos para o episódio da queda do alambrado em São Januário, na final do Brasileirão de 2000 entre vasco e São Caetano (especialmente por conta do comportamento tresloucado de Eurico Miranda),  é um primor de ironia.

 

 

Categorias: Páginas Alvinegras
Etiquetado: ,

Páginas Alvinegras – Eduardo Galeano

22 18UTC 04amFri, 18 Apr 2008 11:05:17 +0000ç2008, 2008 · Deixe um comentário

                                    

 

Garrincha

Nunca houve um ponta-direita como ele (…). Foi o homem que deu mais alegria em toda a história do futebol. Quando ele estava lá, o campo era um picadeiro de circo; a bola, um bicho amestrado; a partida, um convite à festa. Garrincha não deixava que lhe tomassem a bola, menino defendendo sua mascote, e a bola e ele faziam diabruras que matavam as pessoas de riso: ele saltava sobre ela, ela pulava sobre ele, ela se escondia, ele escapava, ela o expulsava, ela o perseguia. No caminho, os adversários trombavam entre si, enredavam nas próprias pernas, mareavam, caíam sentados.

Garrincha exercia suas picardias de malandro na lateral do campo, no lado direito, longe do centro: criado nos subúrbios, jogava nos subúrbios. Jogava para um time chamado Botafogo, e esse era ele: o Botafogo que incendiava os estádios, louco por cachaça e por tudo que ardesse, o que fugia das concentrações, pulando pela janela, porque dos terrenos baldios longínquos o chamava alguma bola que pedia para ser jogada, alguma música que exigia ser dançada, alguma mulher que queria ser beijada (…)”

 

Trecho do livro Futebol ao sol e à sombra, coletânea de textos curtos do escritor uruguaio Eduardo Galeano. Da parte que mais nos interessa, há também comentários sobre gols de Didi, Nilton Santos e Jairzinho, além de reflexões inspiradas sobre o esporte em capítulos como “A bola como bandeira” e “O pecado de perder”.   

O Fogo Eterno leu e recomenda a leitura, ainda mais porque há uma edição de bolso da L&PM com preço acessível (R$ 16,00) e bem fácil de carregar: dá até para levar para o estádio.

Afinal de contas, como já definiu um sábio alvinegro, o Botafogo é o time da massa… da massa cinzenta!

 

 

Categorias: Páginas Alvinegras · Uncategorized
Etiquetado: , , , ,