Fogo Eterno

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Stival, agora em versão grená

22 13UTC 08pmWed, 13 Aug 2008 19:20:42 +0000ç2008, 2008 · 3 Comentários

Me perguntam o que achei da ida do Alexis Stival para o fluzinho.

Sinceramente, nem me provocou tanta raiva quanto achei que iria despertar. Claro, por conta, da boa fase que vive o Botafogo no momento – imaginem se a gente continuasse se arrastando em campo, despencando na tabela e carregando o Geninho nas costas, aí desconfio que a reação seria diferente.

Óbvio que não serei hipócrita de desejar boa sorte ao Stival como sinceramente fiz quando ele anunciou que iria para o Santos. E acho que, na verdade, ele precisaria de um tempo de reflexão para ver como pode melhorar como técnico, especialmente do ponto de vista psicológico. Mas, isso é com ele, não tem mais nada a ver com o Botafogo.

Gosto do Cuca que treinou o Botafogo em 2007. Já o de 2008, me incomodava até quando não comemorou a conquista da Taça Rio, em momento de extravasar alegria.   

Mas já que topou o canto da sereia balofa do Horcades e se fantasiar de grená, que siga o seu rumo.

E não resisto a uma piada infame, para ler em voz alta, não na frente das crianças, bem apropriada ao mais florido dos times brasileiros:

“O fluminense quer com o cuca ir para a série B…”

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Lição de profissionalismo

22 14UTC 07pmMon, 14 Jul 2008 18:43:35 +0000ç2008, 2008 · Deixe um comentário

Não tem a ver com o Botafogo, mas a cena descrita abaixo ilustra bem o nível de compromisso dos jogadores com seus clubes – e, por tabela, com a torcida.

Um amigo alvinegro cruzou com Thiago Neves na fila de embarque do aeroporto do Galeão, por volta de 21h do último sábado, de malas prontas para ir a Curitiba, 50 minutos depois do encerramento do jogo flu x vitória.

Depois de pedir autógrafo para o filho de amigo tricolor, perguntou:

- Jogou hoje, Thiago?

- Joguei, mas combinei com o Renato de sair mais cedo, porque não podia perder o vôo.

Moral da história: desconfiem sempre das alterações táticas de seus treinadores, independente do clube. Às vezes, o jogador já combinou com o chefe de sair mais cedo do trabalho e a torcida ali, acreditando, que o cara ficou revoltado com a substituição…

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O que só os botafoguenses lembramos

22 03UTC 07pmThu, 03 Jul 2008 23:50:03 +0000ç2008, 2008 · 1 Comentário

Confesso que, por alguns instantes, me incomodou nessa quinta-feira ficar do mesmo lado que os flamenguistas na vibração com o Maracanazo tricolor.

Esse negócio de lamber os beiços com carniça alheia é especialidade rubro-negra.

Mas a satisfação com a derrocada de Renato Gaúcho, Dodô & Cia. voltou rapidinho.

Bastou acionar a tecla Rewind na memória e relembrar como o fluzinho conseguiu ano passado a vaga na Libertadores: numa decisão da Copa do Brasil contra o Figueirense. Decisão que nós fomos impedidos de disputar, graças às intervenções cirúrgicas e galináceas do casal Ana Paula-Júlio César.

Foi lá atrás, por conta de uma tragédia alvinegra bem diante de sua torcida, que se abriu a possibilidade do início do ciclo de crescimento tricolor. Nessa quarta, mais de um ano depois, o ciclo se fechou de forma trágica – e no mesmo estádio em que ele começou, vale lembrar.  

A torcida do fluminense, pela segunda vez em 2008, viu uma taça no gramado do Maracanã e não pôde ver seus jogadores erguê-la. A primeira foi a Taça Rio, lembram? Pois é…

Aqui se faz, aqui se paga.

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O castigo vem a Cevallos: A visão do Pereirão

22 03UTC 07pmThu, 03 Jul 2008 16:50:25 +0000ç2008, 2008 · 1 Comentário

João Saldanha costumava usar um provérbio antigo para justificar certos castigos merecidos, sobretudo por quem se arrogava o direito de prepotência e auto-suficiência extremas. É o caso do Renato Gaúcho , técnico (?) do fluminense que já se comparava a Deus e acho que já pensava até em substituir o outro técnico (?) Dunga, na Seleção.

O provérbio é conhecido: “O castigo anda a cavalo”, ou seja, qualquer hora ele vai chegar.
E chegou pro flu, assim como chegou para o curíntia de Mané Menezes, este inclusive sem direito a perder nos pênaltis.

Agora, a coisa está zerada: o fla perdeu de 3×0 para um americazinho do México, o curintias perdeu pro Sport, o vasco idem. E,  para completar, o flu entregou a taça à LDU.
Em resumo, quem zombou do Fogão, entrou pelo cano e lá vai ficar durante muito tempo…
E   possibilidade que previ há mais de dois meses – Renato, o gaúcho, de repente sai do céu e desce direto pros infernos. E, se não tiver cuidado, leva o clube para segundona.

E eu acho é pouco, até porque ninguém do Rio pode tirar casquinha do Fogo – sem se queimar.
E’ isso aí – como, também, diria o inesquecível João Saldanha.

Saudações alvinegras retemperadas, ao menos, com o insucesso dos outros.

Do Pereirão

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Men$agem Pra Você, Dodô

22 03UTC 07amThu, 03 Jul 2008 03:17:16 +0000ç2008, 2008 · 4 Comentários

Caro Dodô:

O seu sonho de ser campeão da Libertadores acabou.

E da pior forma possível: nem o pênalti você conseguiu bater na decisão. Isso já tinha acontecido em 2007, quando o Beltrami também te impediu de ser um dos cobradores do seu time, na final do Estadual, lembra? Só que, diferente de agora, naquele ano havia uma torcida apaixonada para ficar do seu lado, para se revoltar junto, pois sabia que a expulsão tinha sido injusta, desonesta, parcial. Essa mesma torcida te apoiou em outros momentos tão ou mais difíceis, como no até hoje mal-explicado caso do doping.

Em 2007, Dodô, você recebia apoio e carinho incondicional. Você era a Estrela Solitária.

Mas você quis ir embora e, revelando $úbito intere$$e pela cami$a do fluminen$e, abandonou o barco alvinegro antes mesmo do fim do Brasileirão.

Queria ganhar uma Libertadores. E, veja só, como tudo acabou…Mais do que Renato Gaúcho, Washington ou outro perdedor das bandas grenás, você virou o Vilão da vez. Se indispôs com o treinador e consolidou na mídia e entre os torcedores a fama de fominha, que só pensa no próprio brilho, não no time.

Sim, é certo que você teve dois ou três lampejos durante a competição, mas foram típicos de uma estrela cadente. Para quem imaginava ganhar a camisa 9 e inscrever seu nome na história tricolor, não deve ser nada fácil se conformar em assistir boa parte da competição do banco de reservas. Não ser adorado, não ser idolatrado, não ser nada além de um jogador para compor elenco.

E, pior, agora não dá mais para evitar a divulgação do resultado do julgamento do doping, convenientemente adiado até o fim da Libertadores.

Periga você assistir ao Brasileiro não mais no banco de reservas, mas no banco da praça, suspenso, carreira encerrada de forma melancólica, no ostracismo. 

Mas, sabe o que é pior, Dodô? Você não perdeu apenas a Libertadores. Em seis meses, você perdeu o respeito de duas torcidas. E, de uma delas, justamente a mais gloriosa, você ganhou uma vaia ensurdecedora, histórica, daqueles que sempre te deram a mão e foram pagos com a sua traição. 

Essa é a sua façanha, meu caro: Cada vez menos estrela, cada vez mais solitário.

Parabéns pela inédita conquista. Você fez por merecê-la.

Aproveite bem o $uce$$o que lhe resta.

P.S: Para ilustrar esse comentário, procurei uma foto sua na decisão da Libertadores dessa quarta-feira no Maracanã. Não encontrei; parece que ninguém se interessou em publicar.

Vou dizer isso de uma forma mais clara, não vá se magoar: Dodô, você não apareceu nem na foto dos perdedores.

 

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E se o Geninho fosse demitido…

22 30UTC 06pmMon, 30 Jun 2008 22:52:29 +0000ç2008, 2008 · 3 Comentários

                                          

Por que não o Parreira, hein?

Voltou para o Rio, vai passar um tempo vivendo de brisa na capital carioca.

Seria uma escolha polêmica, certamente. Mas Parreira tem o perfil do técnico que o Botafogo precisa nesse momento.

Em primeiro lugar, experiência para lidar com um time sob pressão. E outros atributos: garantia de preparação física adequada, aplicação tática, seriedade, disciplina. Rigor e conhecimento do ofício.

E sem a histeria e a antipatia de um treinador, tipo, Leão.

“Ah, ele é tricolor de coração…”

Não por isso. Túlio tem sangue alvinegro e o lado torcedor dele só o tem prejudicado nos momentos decisivos.

Além disso, todo mundo tem defeitos – e, tenham certeza, que esse é muito menor do que os do Geninho - que, na boa, nem parece gostar muito de futebol: parece aquele cunhado que dá um palpite sobre a partida quando passa em frente à tevê e depois some pra comprar cerveja. Ou para tirar um cochilo.

Acréscimo da madrugada: No Bem Amigos Tricolores, o Parreira falou que pretende ficar até o resto do ano sem trabalhar, no dolce far niente. Mas que depois aceitaria ser diretor técnico de um clube – e, claro, dará preferência a times cariocas. Desapaixonadamente falando (eu sei que é difícil, Rodrigo!), é um nome a ser ao menos considerado para comandar uma reestruturação total em 2009.

 

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fluminense 0 x 0 Botafogo: A hora do desencanto

22 29UTC 06pmSun, 29 Jun 2008 21:23:00 +0000ç2008, 2008 · 4 Comentários

                        

Quando o goleiro é o melhor em campo, e ele só fez duas intervenções em 90 minutos, é hora de acionar o alarme.

Mas de que adianta disparar o aviso de emergência? Quem irá nos socorrer? Olhem para o banco de reservas, o que vocês vêem ali? Nesse momento, como diriam os Titãs, só o acaso pode nos proteger.

A fase é de total desencanto: sem poder de reação, sem poder de decisão, sem raça, sem nada que desperte um mínimo de confiança no torcedor. Porque o único fato positivo do jogo desse domingo no Maracanã contra os RESERVAS do fluzinho foi não ter tomado gol. Mas isso se deveu quase que exclusivamente ao desinteresse do adversário na partida do que a méritos alvinegros. Tanto que, quando pressionaram um pouco (só um pouco) no primeiro tempo, eles criaram chances mais claras do que o bando botafoguense.

Sim, meus amigos: Ao contrário do bom primeiro tempo contra a Portuguesa (viram como é possível piorar?), dessa vez o Botafogo pediu para perder. Um bando desordenado, sem capacidade de criar nem de marcar. Se Geninhozinho pediu para o time chegar ao gol com as jogadas dos laterais, eles devem ter perdido essa parte da preleção. Pois Triguinho e Alessandro, que já não são tudo isso, hoje estavam abaixo da linha que separa os medianos dos medíocres.

E a “dupla de criação” formada por Lúcio Flávio e Carlos Alberto? Fizeram um autêntico rodízio: um sumiu no primeiro tempo, o outro nos 45 minutos finais. Assim, a gente não sentiu saudade dos dois ao mesmo tempo, o que demonstra a inteligência e eficiência dos dois “cérebros” do time.

E a “dupla ofensiva” formada por Wellington Paulista e Vanderlei? Além de lutarem com a bola e serem facilmente marcados,  poucas vezes tive o desprazer de ver dois jogadores atuando no mesmo setor de campo sem demonstrar NENHUMA sintonia. Pelo contrário: chegaram a trombar algumas vezes. Parece que nunca treinaram juntos.

A bem da verdade, entre os 20 minutos e 30 do segundo tempo, o time conseguiu criar algumas jogadas perigosas. Mas, depois com as entradas de Túlio Souza e Fábio, o que já estava péssimo conseguiu piorar.  Porque, além de tudo, com a saída de Alessandro, a ala direita virou uma avenida e o time desandou a disparar passes errados, muitos bisonhos, armando perigosíssimos contra-ataques para o tricolor. E o fluzinho só não ganhou a partida por uma questão de minutos.

Difícil é ter que concordar com o Renato Gaúcho quando ele afirmou após a partida: “Hoje o Botafogo ganhou um ponto”.

E antes que as cornetas mirem apenas uma pessoa, quero deixar bem claro o que penso.

Não, a culpa de mais uma péssima partida não é só do Geninho – que, ao menos, fez uma leitura lúcida no final e disse que “muitos jogadores estiveram muito abaixo das expectativas”, mas minimizou ao dizer que “Deu um apagão geral, hoje não foi um bom dia”. Não, Geninho, foi um PÉSSIMO dia. Mas que culpa ele tem se Carlos Alberto não acertou nada, se o Wellington consegue piorar a cada jogo e se o Túlio Souza se revelou um engodo, pois o que jogou até agora pelo Botafogo não é digno nem da série C? 

Por isso, a partir de agora, as minhas expectativas mudaram. Campeão, Libertadores? Não me façam rir porque será um sorriso amargo, ainda mais quando lembramos de nossa posição na tabela no ano passado.

Com esse time e esse técnico, cada ponto conquistado daqui pra frente será um milagre – ainda mais quando se enxerga os próximos confrontos previstos na tabela. E se o Botafogo se sustentar fora da zona de rebaixamento até agosto, ganha tempo para fazer uma total transfusão de sangue para o returno.

Só assim, escaparemos ao final do campeonato do destino traçado pela música dos Titãs citada no início desse comentário: Epitáfio.

Como eles jogaram?

Castillo – Duas ótimas intervenções no primeiro tempo, salvou o time da derrota. No segundo tempo, só assistiu a partida. Deveria ser o capitão do time. Nota 7

Alessandro – Já deve estar negociado com a Grécia, pois voltou a ser o lateral nulo no apoio e dessa vez sem vibração. Nota 4 Foi substituído por Túlio Souza que, em menos de 2 minutos, deu um passe bisonho e uma entrada violenta punida com cartão amarelo. Depois, mais uma série de passes errados. Não quero nem saber quanto o Botafogo gastou com o passe desse rapaz para não ficar com mais raiva: dinheiro jogado fora. Nota 1

Renato Silva - Seguro e ligado no jogo, fez boas antecipações. Deu uma vacilada no final, quando o time caiu bruscamente de rendimento. Nota 6

Ferrero – Um pouco lento, ao menos demonstrou raça nas divididas e não dá vexame quando tem a bola nos pés e tenta arriscar passes ofensivos. Remendou os buracos deixados pelo meio-de-campo. Foi injustamente expulso no finalzinho da partida, ao matar um lance que poderia ter resultado no gol tricolor. Nota 6,5

Triguinho - Burocrático, sem capacidade ofensiva, ainda perdeu um gol por distração. Quando quem estava jogando bem começa a comprometer é que a coisa está ficando preta. Nota 3

Leandro Guerreiro – Muito mal no primeiro tempo, deixou os zagueiros perigosamente expostos. Até melhorou um pouco na segunda etapa, mas uma sucessão de falhas transmitiu novamente falta de confiança e de capacidade. Tem que ser um dos primeiros a entrar na fila da transfusão de sangue. Será que só joga com o Cuca? Nota 3 

Túlio – Fazia uma partida razoável, participando das jogadas ofensivas e buscando o jogo, quando sentiu contusão. Nota 5 Foi substituído aos 35 minutos por Vanderlei, que, dessa vez, teve bastante tempo para mostrar que NÃO é opção ofensiva para o Botafogo: basta lembrar que, após um cruzamento na entrada da grande área, ele conseguiu cabecear de ombro (???) e depois pedir desculpas aos colegas. Nota 2 

Diguinho - O rendimento do único volante que estava mantendo padrão de jogo começa a cair. Os passes errados no segundo tempo foram preocupantes. Nota 4

Lúcio Flávio - Demorei para reconhecer o óbvio, mas hoje você me convenceu: Não dá mais para te defender, Lúcio. Você não consegue ganhar uma jogada no mano-a-mano, nem do reserva do Fluminense, que te desarmou facilmente no segundo tempo. E só aparece atrás da bola na hora que o juiz marca uma falta.  Nota 2

Carlos Alberto -  Fez duas boas jogadas pelas laterais, e só. Dessa vez, nem vontade demonstrou. Muito, muito pouco para quem ganha R$ 300 mil, é elogiado pelo Mourinho e sonha em voltar ao futebol europeu.  A pior partida pelo Botafogo. Nota 2

Wellington Paulista – Não está só de mal com o gol, mas também de mal com a bola. Desarmado facilmente, cruzamentos inúteis, nenhuma conclusão durante quase 80 minutos em campo. Desajeitado, fica em impedimento uma centena de vezes e ainda atrapalha algumas possibilidades de ataque. Parece o garoto que só joga a pelada porque é o dono do campo. Nota 1. Foi substituído por Fábio, que fez uma boa jogada e também protagonizou um dos lances mais ridículos da partida, quando agarrou a bola, à espera da marcação de falta, e o juiz marcou mão. Nota 1

Geninho - Após uma semana de treinamentos e sem desfalques (só Jorge Henrique, que de há muito não é indispensável), não há justificativas para que seu time tenha piorado em relação à partida contra a Portuguesa e desandado por completo. Só não foi facilmente derrotado pelas circunstâncias do adversário. Parece não ter capacidade para comandar nenhum tipo de reação. Mas, repito, não é o único culpado, e sim quem o escolheu. O Botafogo precisa, nesse momento, de um técnico enérgico e minimamente competente – não é o caso do atual treinador. Nota 3

 

 

 

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Boa, Stival!

22 12UTC 06pmThu, 12 Jun 2008 23:12:08 +0000ç2008, 2008 · 1 Comentário

Primeiro, foi o Cuca, técnico do Botafogo, que obteve em 2008 duas vitórias inesquecíveis em cima do fluzinho – disparado, os melhores momentos alvinegros no ano.

Agora o Alexis Stival, treinador do Santos, deixa o Renato Gaúcho com cara de tacho em pleno Maracanã, ao arrancar um empate no último minuto.  E, assim, mantém a invencibilidade em cima do botador de banca.

Boa, Stival!

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Euforia, sonho e revolta

22 11UTC 06amWed, 11 Jun 2008 10:30:42 +0000ç2008, 2008 · 1 Comentário

De qual clube estamos falando?

1. O time lidera, de forma isolada, o Brasileirão e a torcida já sonha com o título que não vê há muitos anos.

2. O time consegue vitórias empolgantes e, mesmo sem não ter ganho nenhum título, faz a torcida entrar em estado de euforia tão grande que já começa a cantar que “não é mole, não, esse time é melhor que a Seleção”.

3. O time fica revoltado com a influência da arbitragem no resultado de uma partida. A diretoria convoca a torcida para protestar em frente à sede da CBF. E se queixa de perseguição por parte do quadro de juízes da entidade, enumerando exemplos de lances em que o time foi prejudicado.

                                                                             ****

As respostas corretas, claro, são framengo, fluzinho e vasco. Mas só se as perguntas se restringirem à atual temporada.

Porque, voltando no tempo em apenas um ano, o Botafogo seria a resposta certa para todas as alternativas.

O Botafogo 2007 concentrou os três picos emocionais vividos por seus adversários cariocas em 2008. E, menos de um mês depois, ainda veio o episódio do doping de Dodô e, menos de dois meses depois, o vexame contra o River Plate.

Não foi pouco; foi intensidade demais para um só clube.

Uma combinação única de euforia, revolta, sonho e frustração que merecia ser analisada a fundo para que jamais aconteça novamente – ou não com tanta intensidade, a ponto de desestruturar o time na reta final da competição mais importante do ano.

E, pior, ainda nem começamos a estudar a lição para tentar aprender alguma coisa do momento mais marcante da história recente do Botafogo.

 

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Fogo amigo – Dodôis pitacos sobre a Libertadores

22 05UTC 06pmThu, 05 Jun 2008 18:38:01 +0000ç2008, 2008 · 4 Comentários

1. Se o Botafogo ganhou do fluzinho três vezes esse ano e os grenás ganharam do time de Palermo, Riquelme & Cia., então podemos concluir que o Botafogo é muito melhor que o Boca, certo?

2. Nunca antes na história do esporte uma sentença de julgamento de doping demorou tanto para ser anunciada. O julgamento de Dodô foi no início de maio, e até agora, nada de veredito! E, atentem para a coincidência, a demora tem beneficiado sobremaneira o time do João Havelange – o réu pôde disputar até as semifinais da mais importante competição do ano.  Daí a cara feia do “artilheiro dos gols bonitos e bolsos cheios” até na hora de comemorar o gol que fez: ele sabe que sua carreira está em contagem regressiva.

 E, pra finalizar, um registro, ainda na série Dodô-de-cotovelo: os três gols do fluzinho foram marcados pelas três contratações milionárias que o clube fez para a temporada 2008.

Fica a lição para a diretoria alvinegra.

No futebol, dinheiro não traz felicidade. Manda buscar.

Inclusive nos times adversários.

 

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Histórias Gloriosas – As Crônicas do Pereirão (VII): Gol de bicicleta de Paulo Valentim!

22 06UTC 05amTue, 06 May 2008 00:49:38 +0000ç2008, 2008 · Deixe um comentário

C.Pereira

Depois de mais um insucesso alvinegro diante do flamengo (vai embora, Joel, por favor!), cabe-me repor alguma energia nos torcedores do Fogão, preparando-os para os futuros embates – a começar pelos difíceis jogos contra o Atlético-MG pela Copa do Brasil.

E nada melhor nesta hora para esfriar a cuca (sem trocadilho) do que recordar o grande jogo de dezembro de 1957, contra o fluminense, decidindo o campeonato carioca. À época, a vitória contava dois pontos e o tricolor estava na frente do Botafogo, com um pontinho a mais, ou seja jogava por um empate para levar a Taça.

O campeonato era disputado em pontos corridos e os dois times faziam campanhas admiráveis: o Botafogo, por exemplo só perdera duas vezes, uma para o flu e outra para o vasco e empatara duas vezes com o flamengo. O resto, o time vencera a todos de goleada.  Mas, para ser campeão,  precisava vencer, a qualquer custo, o flu que era treinado por Sylvio Pirilo e tinha jogadores de alto quilate como o goleiro Castilho, o zagueiro Pinheiro e o dianteiro Valdo.

O técnico alvinegro era João Saldanha que, naquele memorável jogo, quase na véspera de Natal (foi na tarde de 22 de dezembro), armou um time ofensivo e depositou todas suas fichas na impetuosidade e na raça do centro-avante Paulo Valentim, nascido em Barra do Piraí que Saldanha trouxera do Atlético-MG para tentar quebrar o jejum de títulos do Botafogo que já durava 9 anos. 

A partida, disputada no Maracanã diante de 90 mil espectadores, teve como árbitro Alberto da Gama Malcher e apresentou um resultado surpreendente – a goleada histórica de 6×2 para o Botafogo com Paulo Valentim assinalando 5 dos seis gols, cabendo a Garrincha completar o marcador. O mais importante e que ficou gravado definitivamente na história do clube e do jogador foi o extraordinário gol de bicicleta que ele marcou, me parece, o quinto, gol que foi passado e repassado várias vezes no Canal 100, de Carlinhos Niemeyer que exibia nos cinemas lances das principais partidas de futebol do país. O time campeão era formado por  Adalberto,  Thomé e Nilton Santos; Beto, Pampolini e Didi;  Garrincha,  Edson, Paulo Valentim  e Quarentinha.
Aquele era um tempo em que o Botafogo jogava para frente e ganhava quase tudo. E Paulo Valentim que, depois se transferiu para o Boca Juniors da Argentina onde também virou ídolo, teve também outro lance que o destacou na história esportiva do Brasil. Assim como acontecera com Heleno de Freitas, outro craque botafoguense de intenso destaque, Paulinho Valentim era namorador e boêmio e nessa sua faceta de vida conheceu e se casou com Hilda Furacão que era, na época, tida como mulher de “vida fácil”, em Belo Horizonte.
Dizem que, na hora do casório, o Padre exortou Hilda a mudar o seu comportamento e só não foi esmurrado por Paulo Valentim por oportuna intervenção de João Saldanha que, amigo e técnico do noivo, era padrinho da cerimônia. 
Essa é, em resumo, a trajetória de Paulo Valentim um dos maiores jogadores do Botafogo de Futebol e Regatas que nos dias de hoje para ganhar algum campeonato está precisando de nomes desse mesmo naipe…

Além de pai e avô exemplar, C.Pereira é jornalista e alvinegro, não necessariamente nessa ordem

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Botafogo campeão: um estranho no ninho

22 21UTC 04amMon, 21 Apr 2008 10:00:13 +0000ç2008, 2008 · Deixe um comentário

Início do ano. A mídia “especializada” carrega nos elogios a fla e flu, deixando Botafogo e vasco em segundo plano. Tricolores e rubro-negros são considerados os grandes favoritos à conquista dos dois turnos, qualquer outro resultado seria zebra.

Um desses comentaristas, integrante da turma que eu chamo de “semeadores do óbvio”, chegou a cravar:

“flu e fla fortes. Botafogo e vasco fracos”

Pois é, a previsão em relação aos cruz-maltinos se confirmou, e de forma inapelável.

Mas eles erraram feio em relação ao Fogão.

O ”fraco” Botafogo chegou à final da Taça GB, e perdeu o jogo no último minuto, com dois jogadores a menos.

O “fraco” Botafogo também tem o melhor ataque, a melhor defesa e o artilheiro da competição.

E o “fraco” Botafogo aplicou a terceira vitória consecutiva no “forte” fluminense, conquistando o título da Taça Rio.

Para essa turma do pitaco remunerado, o Botafogo é um estranho no ninho. Claro que o discurso, de forma assaz conveniente, foi mudando ao longo das semanas, valorizando o “toque de bola envolvente”, “o jogo coletivo” e outros clichês relativos ao time alvinegro. Mas o que fica é o que foi dito, lá no início.

Torço, agora, para que eles apontem o framengo como favorito ao título.

 

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Botafogo campeão: Instante Inesquecível

22 21UTC 04amMon, 21 Apr 2008 00:36:37 +0000ç2008, 2008 · 1 Comentário

Foi aos 10 minutos do segundo tempo.

A tevê mostrava a torcida alvinegra esmagando os grenás, graças à combinação das camisas agitadas e o berro, a plenos pulmões, do sensacional grito de guerra.

“Fogo, olê, olê, olê, olê, olê, olê…”

Eis que, por alguns segundos, aparece Cuca, estrela no peito. Ele olha para as arquibancadas e deixa escapar um sorriso de intensa cumplicidade. Está visivelmente emocionado com o entusiasmo da torcida.

40 minutos depois, Taça Rio conquistada, o técnico tem o seu nome gritado pela torcida alvinegra.

“Olê, olê, olá, Cuca, Cuca…”.

A cada jogo, o Cuca é mais botafoguense.

E a cada jogo, nós somos mais Cuca.

 

 

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Botafogo 3 x 0 fluzinho: No campo e no banco

22 20UTC 04pmSun, 20 Apr 2008 21:58:18 +0000ç2008, 2008 · 2 Comentários

Na semifinal da Taça GB, eles estavam com os três tenores. Perderam.

Na fase classificatória da Taça Rio, eles estavam com os reservas. Perderam.

Mesmo assim, Renato Gaúcho, do alto de seu salto-agulha, falou que o resultado seria diferente quando os dois times se encontrassem na final.

Pois bem, Botafogo e fluminense se enfrentaram na final da Taça Rio. Dessa vez, eles foram claramente beneficiados pela arbitragem ao longo de toda a partida e ainda tiveram um pênalti e um jogador a mais no segundo tempo.

E perderam pela terceira vez consecutiva.

Cuca 3 x 0 Renato Gaúcho. Isso apenas em 2008. 

Que timeco esse do fluminense, hein? Do campo ao banco.

É o time dos três Ms: Milionário, Mascarado e Medíocre.

Como costuma dizer o amigo Rodrigo, do Cantinho Botafoguense, “Unimed FC: nada pode ser menor!”.

E eu assino embaixo.

  

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Botafogo 1 x 0 fluminense: Herói em cada jogo

22 20UTC 04pmSun, 20 Apr 2008 18:55:37 +0000ç2008, 2008 · 1 Comentário

 

Jamais pensei que escreveria isso, e logo numa decisão, mas não poderia ser outra a escolha.

Apesar de mais uma partida monstruosa do Diguinho, da segurança de Castillo, da superação de Alessandro, não dá para fugir de um nome.

O Herói do Jogo é… RENATO SILVA!

Tudo bem que ele enrolou-se de forma atabalhoada com o Washington, e o juiz marcou pênalti. Fora esse lance, anulou o centroavante grandalhão: ganhou todas, por cima e por baixo. E foi premiado com um gol de raça no final.

 Mas, por questão de justiça, Renato, me faça um favor: divida o seu prêmio com o Cuca, o único que acreditou na sua reabilitação.

Na vida, poucos têm a chance de dar a volta por cima. Você teve. E duas vezes: a primeira, quando foi dispensado pelo fluminense, de forma covarde, como um cachorro. A segunda, quando foi rejeitado pela própria torcida, devido à péssima fase que atravessava, com falhas seguidas e lamentáveis em praticamente todos os jogos.

Mas o Cuca acreditou. E nosso técnico, mais uma vez, tinha razão.

Parabéns, Renato Silva. A sua explosão de alegria, congelada na foto acima, já é uma das imagens inesquecíveis do Botafogo de 2008.

Parabéns, Cuca.

Foto: André Durão/site Globoesporte

 

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