
A segunda-feira será mais longa do que outras, mas ela acabará.
E, ao fim da ressaca, chegará a hora de voltar a se concentrar no que realmente importa: o futuro do Botafogo.
Talvez, nesse sentido, a prematura desclassificação da Copa do Brasil tenha um lado positivo – sim, porque seria natural que, mais uma vez, nós atrelássemos as duas competições do primeiro semestre. “Perdemos o Estadual, mas vamos ganhar uma vaga na Libertadores ao sermos campeões na Copa do Brasil!” seria o pensamento da consolação momentânea e, posteriormente, novamente tingido de tragédia.
Não é hora para isso.
Até porque, reconheçamos de uma vez por todas, não temos no momento um time preparado para disputar um mata-mata, ainda mais com cobrança de pênaltis…
É hora de se cuidar e de refletir sobre o que temos e o que realmente queremos.
Vamos nos deslumbrar com eventuais conquistas de campeonatos estaduais e nos abater diante de derrotas, algumas delas só explicáveis por conta de fatores extra-campo?
É muito pouco, não?
Não acho esse o movimento mais correto.
Depois de um início de década terrível, quando o Botafogo caiu para a segundona e chegou perto de fechar as portas diante de tantas dívidas, entramos numa fase de crescimento sustentável – de torcida, de repercussão, de disputa de títulos.
Mas é preciso ir além disso e voltar a se preocupar não com a hegemonia de rivais no território carioca, mas com algo bem mais importante: o futuro do Botafogo.
Tá, mas o que nós torcedores podemos fazer?
Exigir que a diretoria acione o badalado fundo de investimentos para que a prioridade zero seja a manutenção de Maicosuel ao menos até o fim da temporada, se vocês querem um exemplo. E, obviamente, contratem reforços capazes de nos fazerem brigar por uma vaga na Libertadores ao longo do Brasileirão.
E, já que o presidente e o resto da diretoria gostam tanto do trabalho de Ney Franco, exigir ao menos a mudança da mentalidade da nossa comissão técnica – o Botafogo não é time retranqueiro, e cada vez mais acho que perdemos a final do Estadual na decisão da Taça Rio por essa postura defensiva e tacanha, incompatível com a grandeza do nosso time.
Mas essas são ações de curto prazo.
É preciso mais do que isso. Pensar grande, pensar para frente.
Exigir da diretoria ações efetivas para integrar o Engenhão definitivamente ao cotidiano da torcida alvinegra que mora no Rio.
Promover mudanças no plano-torcedor para que botafoguenses de todo o Brasil possam contribuir e possam se beneficiar concretamente de sua contribuição, para citar outro exemplo.
Cobrar e torcer, torcer e cobrar. Esse é o nosso papel.
À diretoria recém-chegada, lembrá-la do tamanho de sua responsabilidade.
Chegou a hora de enterrar 2007, o ano que insiste em não acabar. Dar um tempo no sentimento de injustiçados e, do Estadual de 2009, guardar apenas os inesperados (lembrem-se do início de janeiro…) momentos gloriosos (a conquista da Taça Guanabara, 4×0 no vasco, a reação contra os urubus no segundo jogo da decisão) como exemplos de superação.
É preciso pensar grande e, como bem lembra o Vieira, insistir no fortalecimento da nacionalização da marca Botafogo.
Somos um time brasileiro, não um time carioca.

Temos estádio, temos torcida e temos história.
Por esses três fatores, temos agora é que olhar para frente.
Apostar no futuro do Botafogo.
O nosso futuro.











