Fogo Eterno

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Botafogo 2009: De volta para o futuro

22 04UTC 05amMon, 04 May 2009 10:04:38 +0000ç2009, 2008 · 2 Comentários

idolotorcida

A segunda-feira será mais longa do que outras, mas ela acabará.

E, ao fim da ressaca, chegará a hora de voltar a se concentrar no que realmente importa: o futuro do Botafogo.

Talvez, nesse sentido, a prematura desclassificação da Copa do Brasil tenha um lado positivo – sim, porque seria natural que, mais uma vez, nós atrelássemos as duas competições do primeiro semestre. “Perdemos o Estadual, mas vamos ganhar uma vaga na Libertadores ao sermos campeões na Copa do Brasil!” seria o pensamento da consolação momentânea e, posteriormente, novamente tingido de tragédia.

Não é hora para isso.

Até porque, reconheçamos de uma vez por todas, não temos no momento um time preparado para disputar um mata-mata, ainda mais com cobrança de pênaltis…

É hora de se cuidar e de refletir sobre o que temos e o que realmente queremos.

Vamos nos deslumbrar com eventuais conquistas de campeonatos estaduais e nos abater diante de derrotas, algumas delas só explicáveis por conta de fatores extra-campo?

É muito pouco, não?

Não acho esse o movimento mais correto.

Depois de um início de década terrível, quando o Botafogo caiu para a segundona e chegou perto de fechar as portas diante de tantas dívidas, entramos numa fase de crescimento sustentável – de torcida, de repercussão, de disputa de títulos.

Mas é preciso ir além disso e voltar a se preocupar não com a hegemonia de rivais no território carioca, mas com algo bem mais importante: o futuro do Botafogo.

Tá, mas o que nós torcedores podemos fazer?

Exigir que a diretoria acione o badalado fundo de investimentos para que a prioridade zero seja a manutenção de Maicosuel ao menos até o fim da temporada, se vocês querem um exemplo. E, obviamente, contratem reforços capazes de nos fazerem brigar por uma vaga na Libertadores ao longo do Brasileirão.

E, já que o presidente e o resto da diretoria gostam tanto do trabalho de Ney Franco, exigir ao menos a mudança da mentalidade da nossa comissão técnica – o Botafogo não é time retranqueiro, e cada vez mais acho que perdemos a final do Estadual na decisão da Taça Rio por essa postura defensiva e tacanha, incompatível com a grandeza do nosso time.

Mas essas são ações de curto prazo.

É preciso mais do que isso. Pensar grande, pensar para frente.

Exigir da diretoria ações efetivas para integrar o Engenhão definitivamente ao cotidiano da torcida alvinegra que mora no Rio.

Promover mudanças no plano-torcedor para que botafoguenses de todo o Brasil possam contribuir e possam se beneficiar concretamente de sua contribuição, para citar outro exemplo.

Cobrar e torcer, torcer e cobrar. Esse é o nosso papel.

À diretoria recém-chegada, lembrá-la do tamanho de sua responsabilidade.

Chegou a hora de enterrar 2007, o ano que insiste em não acabar. Dar um tempo no sentimento de injustiçados e, do Estadual de 2009, guardar apenas os inesperados (lembrem-se do início de janeiro…) momentos gloriosos (a conquista da Taça Guanabara, 4×0 no vasco, a reação contra os urubus no segundo jogo da decisão) como exemplos de superação.

É preciso pensar grande e, como bem lembra o Vieira, insistir no fortalecimento da nacionalização da marca Botafogo.

Somos um time brasileiro, não um time carioca.

torcidaengenhao

Temos estádio, temos torcida e temos história.

Por esses três fatores, temos agora é que olhar para frente.

Apostar no futuro do Botafogo.

O nosso futuro.

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A lista da vergonha

22 10UTC 04pmFri, 10 Apr 2009 16:46:37 +0000ç2009, 2008 · Deixe um comentário

Na edição de sexta-feira do Lance, o jornal carioca abre espaço de uma página inteira para enumerar as razões pelas quais o torcedor do Botafogo deve ir nesse sábado à semifinal da Taça Rio contra o vasco.

Entre os pontos citados, está o fato de o jogo ser no Maracanã e não no Engenhão, que vem a ser o estádio do… Botafogo.

Quase dois anos depois de conseguir o direito de usufruir do mais moderno estádio do Brasil, e por duas décadas,  o Botafogo não conseguiu fazer seu torcedor se sentir à vontade em sua nova casa.

O nome disso não é comodismo; é  incompetência administrativa. Da velha e da nova direção.

No mais, por outros motivos citados, e pelas crônicas deficiências do time, desconfio que a proporção nas arquibancadas será de 7, até 8 vascaínos para 2, no máximo 3 botafoguenses.

Já entraremos em campo perdendo de goleada.

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Geração Engenhão: O início

22 09UTC 02pmMon, 09 Feb 2009 23:42:16 +0000ç2009, 2008 · 2 Comentários

botanoengenhao

Alô, pessoal do site oficial - vamos caprichar na foto… essa é de lascar!

A diretoria do Botafogo lançou nessa segunda-feira “Um Estádio em plena forma”, um pacote de ações para o Engenhão, incluindo nesse kit algumas  novidades concretas e outras promessas para os próximos anos.

Iniciativas simpáticas, como o acesso liberado aos camarotes para os craques do passado, foram anunciadas pelo presidente, Maurício Assumpção, na presença de ídolos como Jairzinho e (vá lá…) Leandro Guerreiro, do prefeito do Rio, Eduardo Paes, e do subsecretário da Casa Civil da Prefeitura… Ricardo Rotemberg (sim, ele mesmo, o cara que contratou o Zárate e o Escalada no mesmo ano!). 

De tudo o que foi falado, quero destacar por aqui uma ideia que ainda é embrionária, mas que bate direitinho com um post do FogoEterno do ano passado: o da necessidade de investimento na formação da chamada Geração Engenhão.

Basicamente, eu dizia que, para a torcida alvinegra crescer exponencialmente no Rio e fincar raízes definitivas em Engenho de Dentro, era necessário fazer um trabalho de boa vizinhança, trazendo para o convívio alvinegro as milhares de crianças que moram ao redor do nosso estádio.

Pois bem: a diretoria anunciou que iniciará o projeto Estrela Solidária (belo nome!), com ações de cunho social voltadas para as comunidades vizinhas. E, claro, as crianças terão atenção especial nesse projeto.

Taí uma forma eficiente e simpática de estimular o surgimento de novos torcedores, que poderão ir a pé ao Engenhão e acompanhar os jogos do Botafogo de forma rotineira.

rio-de-janeiro-15-a-20-de-outubro-de-2008-161  

Só assim, com o Engenhão definitivamente consolidado como ponto de encontro obrigatório dos botafoguenses, poderemos utilizar o nosso estádio com a dimensão que ele é capaz de oferecer. Ainda mais agora quando a diretoria revelou que a arena será personalizada com as cores alvinegras ainda este ano.

Mãos à obra, rapaziada!

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Reinaldo fora da estreia

22 22UTC 01pmThu, 22 Jan 2009 15:38:44 +0000ç2009, 2008 · 1 Comentário

reinaldo1

Vocês não acham que foi olho gordo do Zárate?

Agora, fora de brincadeira, gostaria de “parabenizar” o responsável pela decisão de manter o jogo-treino contra o Olaria, mesmo debaixo de um pé d`água que desabou no Rio de Janeiro na tarde da última quarta-feira.

 O que o Botafogo ganhou com a realização dessa pelada submarina? Um desfalque. Começaremos no Carioca sem o único jogador confiável do pacote 2009, o candidato à estrela solitária da temporada.

Eis a primeira bola fora da comissão técnica  – e o campeonato nem começou.

Gênios!

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Bebeto na ESPN: o que ele (não) disse

22 27UTC 11pmThu, 27 Nov 2008 22:23:55 +0000ç2008, 2008 · Deixe um comentário

                             botabebeto

Nessa quinta-feira, na hora do almoço, enquanto ocorria a eleição de seu sucessor em General Severiano, o presidente do Botafogo estava participando de programa na ESPN Brasil, em São Paulo.

Bebeto dizia estar levando a prestação de contas da sua gestão, que será publicada no site do clube em breve, e também um calhamaço de documentos para mostrar a forma que o Botafogo participou, e ganhou, a licitação para administrar o Engenhão.  

Ficou no estúdio, à disposição dos comentaristas da emissora, acionado para todo e qualquer assunto. Foi convidado até a palpitar sobre a idoneidade do ex-presidente dos urubus, Edmundo Santos Silva – gastou uns três minutos para dizer que não tinha o que falar sobre o ex-cartola.

Aliás, como o Bebeto é prolixo, não? Quando começa a falar sobre um assunto, se estende em demasia. Quer dar as explicações nos mínimos detalhes, levando os seus entrevistadores à loucura, especialmente na televisão, onde o tempo vale ouro.  Resultado: acaba sempre interrompido e frustrado por não ter 12 horas para falar.

Além da prolixidade, eis a análise do FogoEterno do que disse (e, importante, o que não disse) o nosso futuro ex-presidente:

1. O QUE ELE DISSE

Sem Engenhão, não há salvação: Bebeto garantiu que o estádio é a única forma de o Botafogo se tornar um time viável, com fontes de renda que garantam a sobrevivÊncia e a sustentabilidade do clube. Afirmou que fez contratos válidos até o início de 2009, para que o próximo presidente fique à vontade para renegociá-los. Mas não disse o porquê de ter conseguido resultados tão, digamos, modestos no aproveitamento do estádio.

* Mala branca, tudo bem: Após ouvir a declaração de Leandro Guerreiro que seria bom receber uma grana de outro time para ganhar do figueirense, o presidente alvinegro lavou as mãos e indicou o caminho das pedras. Depois de destacar o caráter ilibado do Guerreiro e expor a divergência entre o Cuca e o departamento médico no ano passado que comprometeram a temporada de 2008 do volante, afirmou que não tem como condená-lo pela atitude de aceitar o in$$entivo. E disse que isso deve acontecer por meio dos procuradores dos jogadores, não passará pela presidência nem pela comissão técnica.

2. O que ele NÃO disse:

* Bebeto não deu satisfações sobre previsão de pagamento dos salários atrasados, apenas limitou-se a culpar novamente a crise internacional.

* Não fez qualquer comentário aprofundado sobre as eleições no Botafogo, nem mesmo daquele jeitão protocolar que compete ao presidente do clube. Pior: não desejou nem “boa-sorte” ao novo presidente, sequer citou o seu nome.

* Não revelou o que vai fazer depois de encerrado o mandato. Mas não negou a possibilidade de aceitar o convite para trabalhar no atlético-mg: pelo contrário, destacou sua amizade com o novo presidente do galo. O que o FogoEterno acha? Que o Bebeto estará em Belo Horizonte já nos primeiros dias de janeiro.

3.E o que ele disse e que NÃO precisava ter dito:

* Para Bebeto, foi pênalti do zagueiro do Cruzeiro no urubu Diego Tardelli. Mesmo que todo mundo da mesa da ESPN tenha discordado dele e que as imagens da emissora, em câmera exclusiva,  insistissem em desmenti-lo.

Moral da história: Em uma entrevista longa como essa, a paixão do Bebeto pelo Botafogo e o seu senso de honestidade saltam aos olhos.  E a sua intransigência também.

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OVNI no Engenhão: Quem deveria ser abduzido?

22 24UTC 10pmFri, 24 Oct 2008 15:06:08 +0000ç2008, 2008 · 2 Comentários

Enquanto a próxima crise não vem, um teste para relaxar:

Quando a próxima nave espacial desembarcar em nosso estádio, quem deve ser o primeiro passageiro?

A) A língua do Montenegro

B) As filosofadas-de-boteco do Ney Franco

C) Triguinho, Fábio, Felício, Gil (opção cancelada: trata-se de um disco voador, não de uma lotação)

D) A torcida e o time do flamengo no dia do clássico

E) O procurador do Diguinho, que parece estar negociando o Zidane com o Real Madrid

F) Todas as alternativas acima

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CBF = Como Beneficiar Framenguistas

22 16UTC 09pmTue, 16 Sep 2008 21:37:47 +0000ç2008, 2008 · 3 Comentários

Parece que a CBF bateu pé e exigiu que o clássico Botafogo x framengo seja realizado no Maracanã.

Ora, ora, ora, vejam só…

Botafogo x vascaindo foi disputado no Engenhão. Sem problemas.

Botafogo x fluzinho foi disputado no Engenhão. Sem tumultos.

Brasil x Bolívia foi disputado no Engenhão. Sem confusões (e sem público, mas a culpa não é nossa…)

Mas eis que…

O que muda no jogo que mereceu a interferência direta da CBF? A presença da torcida burro-negra, claro. E, ao decidir que o framengo não pode ir como visitante ao Engenhão, a CBF não só assume oficialmente que são maiores os riscos de confusão quando os urubus estão em campo e nas arquibancadas.

Também passa um atestado cabal de incompetência. Se uma torcida que contém elementos de alto nível de periculosidade não pode freqüentar o estádio mais moderno da América Latina, então muda-se o estádio em vez de desenvolver mecanismos de segurança capazes de coibir a ação dos baderneiros? Francamente!

Poucas vezes vi uma decisão tão escancaradamente parcial a favor de um clube. No caso, adivinhem qual? O que é SEMPRE beneficiado pela arbitragem e pela cartolagem…

Por isso que, para mim, o significado da sigla CBF é outro:

Confederação Brasileira de Futebol = Como Beneficiar o flamengo

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Da série “Bem-vindos ao Engenhão…”

22 10UTC 09pmWed, 10 Sep 2008 22:37:24 +0000ç2008, 2008 · 3 Comentários

                            

Torcedores brasileiros se confraternizam no estádio mais moderno da América Latina, à espera da pelada Brasil x Bolívia. E o que há em comum entre as figuras da foto? Torcem por times que têm estádio, claro! Os que não têm ficam de fora, comendo carniça… 

Aliás, pelo primeiro tempo da partida, uma certeza: Adriano Felício tem vaga nesse meio-de-campo. Barra Diego e Ronaldinho Gaúcho, fácil, fácil. E já conhece bem o gramado…

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Afinal, o Engenhão é nosso?

22 09UTC 09pmTue, 09 Sep 2008 20:55:40 +0000ç2008, 2008 · 5 Comentários

Trecho de notícia sobre a preparação do Engenhão para o jogo Brasil x Bolívia dessa quarta-feira.

“Até o símbolo do Botafogo, dono do estádio, foi retirado de trás dos gols”

Gostaria que alguém me respondesse:

1. Quando o Brasil joga no Morumbi, os símbolos do São Paulo são retirados da parte externa do clube?

 2. Quem manda no Engenhão, o Botafogo ou a CBF?

3. Está previsto no contrato de arrendamento que a CBF tem direito a retirar os símbolos do clube vencedor da licitação toda vez que lhe interessar? O Botafogo é obrigado, por alguma cláusula, a ceder o estádio para o Brasil e deixá-lo ser remodelado ao bel prazer? Ganha algum dinheiro com isso?

4. O Botafogo deve algum tipo de favor à CBF para aceitar passivamente essa despersonalização do estádio, retirando toda e qualquer (e olha que não são muitas…) referência ao Botafogo logo no dia de maior visibilidade que o Engenhão terá, inclusive internacionalmente?

5. O estádio é realmente nosso nos próximos 20 anos ou só estamos cuidando da manutenção para que ele não se torne um elefante branco?

Com a palavra, a diretoria alvinegra.

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Botafogo 1 x 0 Palmeiras: De Pai Para Filho

22 10UTC 08pmSun, 10 Aug 2008 19:30:47 +0000ç2008, 2008 · 5 Comentários

                

Uma vitória de gente grande. Daquelas que fazem a diferença. E fazem a alegria de pais e filhos alvinegros.

 

Engano quem pensa que não alterou nada na tabela – pelo contrário, uma derrota ou um empate nos deixaria atolados na zona intermediária, pois quase todos os concorrentes pela vaga na Libertadores venceram: só que a maioria deles conseguiu três pontos contra adversários mais fáceis (framengo em cima do atrético, São Paulo em cima do Goiás, por exemplo, Vitória em cima do vasco) do que o rival do Botafogo nesse domingo no Engenhão. Que, por sinal, é um dos que brigam pela vaga… 

O time demonstrou novamente consistência e pouca vulnerabilidade. A única grande chance do Palmeiras, ainda no primeiro tempo, no único vacilo da zaga alvinegra, foi neutralizada em cima da hora pelo Thiaguinho, que desarmou Alex Mineiro na hora do chute de forma precisa: se fosse basquete, o locutor teria gritado: “Um toco sensacional!”.   

Thiaguinho em dia de Lebron James…

Mas, além desse lance e de uma ótima intervenção de Castillo no segundo tempo, o Palmeiras nada criou de perigoso. Valdivia, o mago, fez a mágica do sumiço; graças à marcação implacável de Diguinho e Túlio, não teve liberdade para brincar de feiticeiro. Alex Mineiro, também, pouco ameaçou, sempre vigiado pelos zagueiros.

                      

A rigor, o Palmeiras só equilibrou as ações entre os 10 e os 30 minutos do segundo tempo, quando Diego Souza entrou e aprontou algumas jogadas. Logo, porém, também foi neutralizado e, na sequência, Zé Carlos ganhou de Jorge Henrique um cruzamento raçudo, que resultou no gol que definiu o placar. Um presente de pai pra filho, pra ficar no espírito desse domingo.

Voltando ao primeiro tempo, o Botafogo não sentiu tanto a falta de Carlos Alberto, mas sim do Wellington Paulista, do Zárate ou qualquer outro centroavante capaz de definir o lance. Porque, assim como fez contra o Atlético-PR, o time criou muito, mas fez pouco. No lance mais claro, JH deixou Gil na cara do Gol e, novamente, o Gil perdeu o gol depois de demorar séculos para tirar do goleiro. Mérito do Marcos? Nem tanto. Um centroavante razoável teria balançado as redes.

As melhores chances nos 90 minutos foram alvinegras, especialmente por conta da movimentação incansável de Jorge Henrique e dos avanços de Thiaguinho. Ele correu de um lado para o outro, inverteu posicionamento, tomou pancada; enfim, fez tudo o que o Gil ficou devendo.

Ou seja: Gil, com a 9, não dá. A camisa dele tem que ter sempre o número 1 na frente – mas não vale a 10 nem a 11. Tem que ser 14, 15, 16… banco de reserva nele.

Mesmo com o desfalque logo nos primeiros minutos de Leandro Guerreiro, substituído pelo lamentável Zé Carlos (não, o gol não vai me fazer aliviar a análise do péssimo desempenho dele, dessa vez perdendo até nos lances de força física), o sistema defensivo encaixou: ainda que sem brilhantismo, Túlio e Diguinho estavam sempre ajudando os laterais e os zagueiros a marcar em cima os atacantes palmeirenses. E a união da solidez defensiva com a consistência do ritmo de ataque foi premiada aos 35 minutos.

Em resumo: mesmo com desfalques importantes, e dessa vez sem recursos no banco de reservas, o Botafogo voltou a jogar bem e conseguir a vitória.

Assim eles jogaram:

Castillo - Uma defesa dificílima no segundo tempo e outras boas intervenções. Sempre ligado. Nota 7

Thiaguinho – Grande atuação no primeiro tempo. No segundo, caiu de ritmo, mas mesmo assim é titular absoluto e, junto com JH e Túlio, um dos responsáveis diretos pelo volume de produção do time. Nota 8 Saiu contundido e foi substituído por Lucas Silva, que ainda não mostrou nada contra nem a favor para merecer nota.

Renato Silva – Enfrentou o ataque mais perigoso do campeonato e não tomou conhecimento dos caras. Muito bem, e, hoje, sem ressalvas. Nota 8

André Luiz – Uma única falha no primeiro tempo, sanada pelo Thiaguinho, mas no resto uma atuação impecável. Parou de bater e tem se posicionado com mais eficiência. Nota 8,5

Triguinho – O feijão-com-arroz que ele é capaz de fazer. Melhorou no segundo tempo. Nota 7

Leandro Guerreiro – Sentiu a virilha e foi substituído logo no início. Sem nota. Entrou Zé Carlos, que, no caso desse domingo, é o caso de usar o clichê: o gol e nada mais. Nota 4

Diguinho - Muito bem, mesmo sem o brilho de jogos anteriores. Nota 7,5

Túlio – Começou mal, mas logo se recuperou. Cresceu na segunda etapa até cansar. Nota 7

Lúcio Flávio – Errou escanteio e uma cobrança de falta, mas fez bem o seu papel. Não fugiu do jogo e comandou a distribuição de bolas ao longo dos 90 minutos. Dá equilíbrio ao time. Nota 7,5

Jorge Henrique – O nome do jogo (pronto, antecipei a escolha do Herói…). Movimentação incrível, como em 2007, e uma jogada de pura raça para o cruzamento que resultou no cabeceio de Zé Carlos. Nota 9

Gil – O anti-nome do jogo. Assim como contra o atlético-pr, demonstrou displicência e falta de condicionamento físico, pecados mortais para um atacante. Não acerta um passe, fica impedido, é facilmente desarmado, sem contar o gol que perdeu. Com a camisa 9 não dá. Nota 2 Foi substituído por Fábio que, segundo Caio Ribeiro, “é mais artilheiro” do que Gil: a revelação do comentarista me provocou uma gargalhada que aliviou a tensão quando ainda estava 0 x 0. Nota 4

Ney Franco – Sob o seu comando, o Botafogo demonstra maior solidez defensiva (mais um jogo sem tomar gols) e inteligência na marcação. E ataca sem ficar desprotegido, o que é um grande mérito. Nota 8

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Castelo esburacado: fala, Vieira!

22 24UTC 07pmThu, 24 Jul 2008 23:04:22 +0000ç2008, 2008 · 2 Comentários

                      

Que gramado é esse?

Sim, eu sei que o Botafogo ainda não engrenou e continua errando passes a uma distância de centímetros. Mas a coitada da bola não está rolando no Engenhão, o nosso castelo. Parece que tem cupins na grama sofrida e descuidada. Parece também que contratamos diversos morrinhos artilheiros para fazer o que o Wellington Paulista e o Jorge Henrique não fazem com frequência.

Ah! Continuo confiando no Ney Franco: pelo menos atitude ele tem.

Vieira

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Elogio à loucura

22 15UTC 07pmTue, 15 Jul 2008 17:41:31 +0000ç2008, 2008 · 1 Comentário

             

A disposição do grupo Loucos Pelo Botafogo é de arrepiar.

Pintar por conta própria os muros do Engenhão com as cores e o escudo alvinegro, como mostra a foto acima publicada no blog MCRocha, representa uma demonstração coletiva de amor pelo clube como poucas vezes testemunhei.

Parabéns, loucos!

 

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Botafogo 2 x 0 Grêmio: Vontade de Vencer

22 06UTC 07pmSun, 06 Jul 2008 21:22:11 +0000ç2008, 2008 · 2 Comentários

                            

E não é que o entusiasmo do Pereirão, ainda que discreto, tinha razão de ser?

Não pude ver a partida integralmente com atenção merecida, por isso fico devendo as notas para cada jogador e a eleição do Herói de Cada Jogo. Mas, do que vi, gostei bastante.

Especialmente daquilo que faltou nos jogos anteriores: vontade de vencer. Dentro de casa, o time tem obrigação de fazer o que o Botafogo fez nesse domingo – tomar a iniciativa e sufocar o oponente. Vale lembrar, o time fez isso no primeiro tempo contra a Portuguesa, mas a bola não quis entrar. E, hoje, me pareceu mais organizado, mais perigoso, com jogadas rápidas que lembraram os bons tempos de 2007 e início de 2008.

Do que vi, gostei da segurança da zaga, da disposição de Alessandro para apoiar, da raça do Túlio, da visão de jogo do Lúcio Flávio (o corta-luz para o Alessandro foi genial), e da disposição do Wellington Paulista - uma pena o goleiro gremista ter evitado o terceiro gol alvinegro: seria um golaço, pois a jogada inteira de contra-ataque foi sensacional. 

E a pergunta que não quer calar, vai em caixa alta, porque se trata de um grito, não de uma indagação: POR QUE VOCÊS NÃO JOGARAM ASSIM DESDE O INÍCIO DO BRASILEIRÃO, PQP?

Será que tanta disposição tem alguma relação com a ausência da estrela Carlos Alberto ( Salário bem maior do que todos do elenco, futebol por enquanto do mesmo nível) ou com a promessa da diretoria de pagar os salários atrasados nessa segunda-feira?

O tempo trará a resposta.

E não percam, nas próximas horas, o especial 7/7/7: Nunca Fomos Tão Felizes. Sim, também será sobre um certo 2 x 0 alvinegro…   

E, para completar, a observação final do Pereirão:

“O Botafogo ganhou bem, o fluzinho e o vasco perderam. De noite vou dormir feliz…”

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O perigo do Engenhão esvaziado (parte II)

22 15UTC 06pmSun, 15 Jun 2008 20:44:20 +0000ç2008, 2008 · 1 Comentário

                                   

 

Abaixo, comentário do internauta Daniel Mezzavilla no blog do Movimento Carlito Rocha, que merece destaque, pois, a meu ver, trata de forma pertinente um problema muito mais urgente do que a infrutífera e pueril discussão sobre a saída de Lúcio Flávio do time titular (pra entrar quem? Abedi? Felício? Zé Carlos? Por favor…):

“Em relação a torcida comparecer ao Engenhão, acho que a diretoria está fazendo tudo (ou quase tudo) errado. O Botafogo está querendo “elitizar” a torcida sem ao menos ter uma torcida regular em estádio.

Primeiro teria que se criar a cultura de ir ao estádio, com programas mais chamativos do sócio-torcedor, minha sugestão é de um valor barato (10 Reais) que dá o direito à meia entrada em todos os jogos. Os ingressos não podem ser muito caros(R$5 e R$15 a meia) e a torcida organizada tem que permanecer no setor leste, pois é esse que aparece na TV, essa é nossa imagem.

Como a diretoria não quer dar privilégios as TO, poderia patrocinar a festa (sem dar dinheiro, ela mesma comprando os materiais), repito, essa é a nossa imagem para o resto do Brasil e nossos torcedores, ter a imagem de uma bela torcia e que canta músicas chama o torcedor pro estádio e ajuda a crescer a torcida.

O telão do Engenhão deveria passar vídeos de nossa história, que é riquíssima! No final da partida, as camisas dos jogadores, ao invés de ser trocadas com o outro time, poderiam ser autografadas e sorteadas, usando o número do ingresso do torcedor, o torcedor passaria no dia seguinte em GS e as pegaria.

Ah, e claro o programa de sócio-torcedor, daria a real preferência na hora da compra do ingresso (vendendo antes ou com vários guichês exclusivos), isso evitaria que nossa torcida ficasse menor em clássicos com o flamengo. Com o tempo, o sócio-torcedor ficaria mais caro, dando uma receita maior ao Botafogo. ”

O Fogo Eterno assina embaixo.

Acorda, diretoria!

 

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Botafogo 2 x 1 Coritiba: De volta ao começo

22 08UTC 06pmSun, 08 Jun 2008 21:40:24 +0000ç2008, 2008 · 4 Comentários

                           

Se você não quiser perder tempo, eis o resumo do significado da partida desse domingo: desde aquela vitória em cima do Sport no mesmo Engenhão no ano passado, quando as portas do rebaixamento começaram a se abrir, nunca a conquista de três pontos dentro de casa foi tão importante para o Botafogo.

Agora, o mesmo raciocínio, em versão ampliada.

O importante são os três pontos, certo?  No caso de hoje, certo. Pois qualquer outro resultado dentro de casa, contra um Coritiba sem seis titulares, seria desastroso. Detonaria uma crise logo no início do trabalho do Geninho. Começaria todo papo de “instabilidade emocional”, “necessidade de superação”, etc. Agora não, está tudo zerado. O Botafogo fez a sua obrigação, e isso é incontestável. E assim, iniciou nesse domingo, efetivamente, a sua participação no Campeonato Brasileiro.

Mas para conseguir esses três pontos, meu amigo…

Claro que a parada poderia ter sido resolvida logo nos 45 minutos iniciais. Enfim, um bom primeiro tempo alvinegro! O Botafogo teve maior volume de jogo, criou chances concretas, contou com as subidas de Túlio e Diguinho, a presença sempre perigosa de Carlos Alberto, Lúcio Flávio bem mais atuante. E, mais importante, não deixou o Coritiba jogar: o esquema com três volantes funcionou a contento. Laterais postados em suas posições também deram maior solidez ao esquema defensivo da equipe. A única chance do adversário foi concedida pelo próprio Botafogo, quando Renan bateu roupa e Túlio salvou no rebote. Mas o Botafogo demonstrou superioridade e tranqüilidade, só que deveria ter liqüidado a fatura.

Aí, veio o segundo tempo.

O Botafogo estava jogando no contra-ataque, com relativa segurança.

E Edson resolveu complicar a partida – só para renovar a necessidade de ter Ferrero no time. O pênalti que fez veio exatamente por seu maior defeito: a lentidão. Foi facilmente batido pelo atacante do Coritiba e, sem recursos, cometeu a falta dentro da área.

O jogo mudou a partir da penalidade, com o Coritiba partindo para cima, ainda que sem muito perigo. Pior: o Botafogo passou a atacar de forma desordenada, com Fábio no velho cai-cai e Wellington Paulista se esforçando ao máximo, mas pouco produzindo.

Mas foi graças ao esforço de WP, que inventou uma bicicleta e o zagueirão meteu a mão na bola, que conseguimos, aos 41 minutos, o pênalti salvador, novamente cobrado com precisão pelo Lucio Flávio.

E aí só deu tempo para o juiz fazer lambança e expulsar injustamente o Carlos Alberto.

Como eles jogaram?

Renan – Bateu roupa em falta no primeiro tempo e andou vacilando na saída de gol. Melhorou na segunda etapa e quase catou o pênalti. Toda vez que vejo Marcos Leandro no banco me dá arrepios. Nota 6

Alessandro – Discreto, mais preso à marcação, desempenhou o papel com eficiência. Nota 5

Renato Silva – Boas antecipações, alguns vacilos, enfim, aquilo de sempre.  Nota 5

Edson - Razoável no primeiro tempo, mas é lento e não tem a menor condição de enfrentar atacantes rápidos e habilidosos. Falhou em lance capital. Ferrero, Ferrero, Ferrero. Nota 3

Luciano Almeida – Para quem ficou tanto tempo inativo, uma volta acima das expectativas. Vedou o buraco que havia na lateral esquerda, mas ainda está um pouco fora de ritmo. Foi esperto no lateral que rendeu o primeiro gol alvinegro. Nota 6 Foi substituído por Zé Carlos, que, aplicado e sem a obrigação de criar, não comprometeu e mereceu os aplausos que recebeu. É isso o que ele é: opção no banco de reservas. Nota 6

Leandro Guerreiro – Fez a função de primeiro volante e, assim, liberou Túlio e Diguinho para o apoio. Mas nós sabemos que ainda pode melhorar muito. Nota 5,5

Túlio - Errou um passe bobo no início, e temi pelo pior: mais uma partida constrangedora. Que nada. Correu muito, apareceu diversas vezes no ataque, participou o tempo inteiro. Não espalhem, mas desconfio que ele está voltando à forma. Nota 6,5 Foi substituído por Fábio, que, claro, não fez nada, além de cair e tomar cartão amarelo por simulação. Nota 2

Diguinho – Liberado pela presença do Guerreiro, pôde participar das armações das jogadas ofensivas. Precisa caprichar mais nas finalizações e perceber que, antes de tentar o arremate, vale a pena tentar o passe para um companheiro melhor colocado. Nota 7

Lúcio Flávio – Um bom primeiro tempo, com movimentação e o vislumbre de uma bela parceria com Carlos Alberto nas próximas partidas. Parece mais à vontade no esquema de Geninho. Continuou bem na segunda etapa. Impressiona a regularidade na cobrança dos pênaltis. A turma da corneta deveria calcular quantos pontos e classificações o Botafogo conseguiu graças às cobranças certeiras do maestro. Nota 7,5

Carlos Alberto – O nome do jogo. A garra que imprime a cada lance é tudo o que o Botafogo precisa nesse momento. Comandou as ações no primeiro tempo e foi premiado ao fazer um gol com um chute seco e rasteiro. Desapareceu na segunda etapa. Tem que tomar cuidado: os árbitros e a imprensa estão de marcação cerrada em cima dele. A expulsão foi um exagero. Nota 8

Wellington Paulista – Muita movimentação, poucas chances. Se não tem sido decisivo (perdeu um gol de cabeça na mais bela jogada do time, no segundo tempo), pelo menos não desiste nunca. E, por não desistir, conseguiu no finalzinho o pênalti que definiu os três pontos – num jogo como esse, não é pouco. Nota 5,5

Thiaguinho - Entrou no lugar de Renato Silva, cometeu um vacilo mas depois se recuperou e demonstrou vigor. Nota 6 

 

Geninho - Acertou ao apostar em um esquema de maior proteção à zaga, mas deve lembrar que o adversário pouco perigo ofereceu, ainda mais quando desfalcado de seus jogadores mais perigosos (Keirrison e Pedro Ken). Terá trabalho para encaixar Jorge Henrique no time titular. Se Túlio recuperar a forma, essa formação com os três volantes e Carlos Alberto mais à frente, merece ser testada novamente. Errou ao escalar Edson e sequer relacionar Ferrero. Mas, quando da saída de Renato Silva, acertou ao colocar Thiaguinho e não o outro bonde, Bruno Costa. Nota 6

 

 

  

 

Renan

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