Fogo Eterno

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Em busca da única tríplice coroa possível

22 30UTC 10amFri, 30 Oct 2009 00:22:37 +0000ç2009, 2008 · 6 Comentários

Quarta-feira passada, enfim, o Botafogo (que não consegue vencer o Cuca) conseguiu bater um time dirigido por um recente ex-treinador: Geninho, aquele que, em seus tempos nada gloriosos, mandava seus auxiliares iniciarem o treino e fugia para cantina de General Severiano para devorar um Chicabon.

Domingo, contra o Inter, será a vez do ciclotímico Mário Sérgio, aquele que conseguiu perder três partidas seguidas e pediu demissão dizendo que não recebeu o que tinha sido prometido pela diretoria  – e abriu espaço para a volta de Cuca, ainda em 2007, em um dos lances mais surreais e desconcertantes daquele ano inesquecível (para o bem e para o mal).

E, mais à frente, será a vez de as criaturas que momentaneamente vestem a camisa alvinegra enfrentarem seu criador, Ney Franco, aquele que prometeu brigar pelo título e nos deixou na beira do caos e ainda congestionados pelos bondes que ele atracou no Engenhão.

Bem que, nas próximas rodadas, o Estevam Soares poderia nos presentear com a tríplice coroa: três vitórias em cima dos três ex-treinadores. E, para completar, mais três pontos fora de casa em cima de seu ex-time, o Barueri. Esses seriam os doze pontos que poderiam nos livrar de vez da ameaça de rebaixamento.

Sonhar é possível… pelo menos até a tarde de domingo.

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Troca-troca à vista

22 12UTC 06pmFri, 12 Jun 2009 19:12:24 +0000ç2009, 2008 · 6 Comentários

Não se surpreendam se, em casos de derrota ou empate do Botafogo diante do Santos no Engenhão,  e de derrota do flamengo diante do Coritiba no Couto Pereira, os técnicos dos respectivos times mudem de endereço já a partir de segunda-feira.

Ney Franco, de volta à Gávea.

Alexis Stival, de volta a General Severiano.

O que vocês acham, hein?

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1 x 0, 1 x 0, 1 x 1: Um é pouco, rapaziada

22 25UTC 08pmMon, 25 Aug 2008 22:43:53 +0000ç2008, 2008 · 2 Comentários

Há algo em comum entre as vitórias em cima do Cruzeiro e do Palmeiras e o empate desse domingo contra o vasco.

O Botafogo dominou amplamente o adversário. Empurrou-o para as cordas. Mas não teve forças para o nocaute – e, com o placar magro, o time se expõe a um resultado adverso, mesmo com esmagadora superioridade.

Falta poder de finalização.

E isso não se deve apenas a ausência gritante de um cara capaz de empurrar as bolas para as redes, a ausência de um goleador – Wellington é segundo atacante, não se pode cobrar dele uma eficiência que ele não tem (por isso ele mesmo ficou surpreso com o desempenho no Carioca…). Mas também da ineficiência de Lúcio Flávio e Carlos Alberto para, numa jogada diferenciada, matar a partida. O problema atinge especialmente o nosso capitão - porque o segundo, ao menos, tem chute forte, diretamente responsável pelo gol no clássico desse domingo. Já o LF, mesmo quando aparecem chances claras, sempre tenta um toque a mais ou distribui petelecos – pelo menos tem acertado as cobranças de pênalti, o que já nos salvou de grandes encrencas, vale lembrar.

Se o Zárate não tiver a mínima capacidade de definir e o time não recuperar a capacidade de converter chances em gols, o Botafogo não poderá sonhar com nada além de uma briga pela posição que ocupa atualmente.   

Porque o time tem produção muito maior do que o placar acaba refletindo (sendo o jogo contra o Sport a exceção que confirma a regra). Essa característica da Era Cuca, infelizmente, o Ney Franco ainda não conseguiu mudar.

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Stival, agora em versão grená

22 13UTC 08pmWed, 13 Aug 2008 19:20:42 +0000ç2008, 2008 · 3 Comentários

Me perguntam o que achei da ida do Alexis Stival para o fluzinho.

Sinceramente, nem me provocou tanta raiva quanto achei que iria despertar. Claro, por conta, da boa fase que vive o Botafogo no momento – imaginem se a gente continuasse se arrastando em campo, despencando na tabela e carregando o Geninho nas costas, aí desconfio que a reação seria diferente.

Óbvio que não serei hipócrita de desejar boa sorte ao Stival como sinceramente fiz quando ele anunciou que iria para o Santos. E acho que, na verdade, ele precisaria de um tempo de reflexão para ver como pode melhorar como técnico, especialmente do ponto de vista psicológico. Mas, isso é com ele, não tem mais nada a ver com o Botafogo.

Gosto do Cuca que treinou o Botafogo em 2007. Já o de 2008, me incomodava até quando não comemorou a conquista da Taça Rio, em momento de extravasar alegria.   

Mas já que topou o canto da sereia balofa do Horcades e se fantasiar de grená, que siga o seu rumo.

E não resisto a uma piada infame, para ler em voz alta, não na frente das crianças, bem apropriada ao mais florido dos times brasileiros:

“O fluminense quer com o cuca ir para a série B…”

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Fogo amigo – Notícias de ex-alvinegros

22 25UTC 07pmFri, 25 Jul 2008 18:20:11 +0000ç2008, 2008 · Deixe um comentário

Na noite de quinta-feira, pelo Grêmio, Reinaldo marcou três vezes: salvo engano, fez mais gols do que na temporada inteira do ano passado pelo Botafogo. E olha que ele entrou no segundo tempo…

Juninho, em rara oportunidade como titular na zaga do São Paulo voltou a falhar feio contra o Inter na quarta-feira. A torcida tricolor, louca de fúria, pede a sua imediata dispensa.

Cuca conseguiu a proeza de saltar da panela de pressão para a caldeira do inferno.

E a divulgação do resultado do julgamento do Dodô, hein? Era pra junho, se estendeu para pós-Eurocopa… será que ficou para depois das Olimpíadas? Estranho, muito estranho…

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Caio fora? Cuca na mira

22 14UTC 07pmMon, 14 Jul 2008 17:53:33 +0000ç2008, 2008 · Deixe um comentário

Amigos rubro-negros já avisaram: caso seja consumada a saída de Caio Júnior, o flamengo partirá com armas e bagagens para a Vila Belmiro.

Querem Cuca na Gávea o mais rápido possível.

De preferência, já a partir do próximo domingo.

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Santos 2 x 2 Botafogo: Euforia seguida de frustração – bem no estilo de Cuca

22 13UTC 07pmSun, 13 Jul 2008 20:07:01 +0000ç2008, 2008 · 2 Comentários

                                           

Vai ser difícil arrumar nesse campeonato uma chance mais fácil de faturar três pontos fora de casa.

E o que o Botafogo fez com essa oportunidade?

Jogou pela janela. Mas teve que se esforçar muito para conseguir seu objetivo.

Pois, logo quando abriu 2 x 0 antes dos 30 minutos do primeiro tempo, uma série de erros individuais grotescos alvinegros - no ataque e na defesa – só não foram aproveitados para o empate adversário ainda na etapa inicial porque o adversário é de uma incompetência atroz.

(Aliás, não tenho nada com isso, mas, pelo primeiro tempo que o Santos fez, o Alexis Stival poderia ter sido demitido no intervalo – o time que ele comanda demonstrou uma completa desorganização tática e técnica: é um bando, não um time de futebol)

A zaga alvinegra, mais uma vez, totalmente perdida. André Luiz e Renato Silva, lamentáveis; Castillo, inseguro, soltando bolas fáceis. Mas os volantes ainda deram conta do recado, tapando os rombos deixados por conta de roubadas de bola quase infantis. Quando eles caíram de produção, no segundo tempo, o time ficou totalmente exposto e bastou entrar um centroavante um pouquinho mais habilidoso do que o bonde Lima (que perdeu um gol inacreditável no primeiro tempo) para o Santos obter o empate. E, se tivesse cinco minutos, teria conseguido virar o jogo.

Mas o empate veio por méritos deles? Claro que não! Novamente, por incompetência nossa.

A começar pela invencionice de Ney Franco, depois de cogitar o ZAGUEIRO Ferrero e o MEIA Lucas Silva para o lugar de Zé Carlos, optar pelo CENTROAVANTE Vanderlei (!!) quando o time perdia de 2 x 1 e o Cuca deve ter orientado os seus (in)subordinados a avançar pelos lados. O nosso novo treinador, ao tentar um inexplicável ”nó tático” com a entrada de Vanderley, errou feio e não enxergou o óbvio: naquele momento, a urgência era a necessidade de maior marcação nas laterais.

Também contribuíram para o empate-com-sabor-de-derrota a incapacidade do Jorge Henrique de definir mesmo quando tem chances excelentes, o Renato Silva, com erro incrível de marcação no primeiro gol, o bandeirinha (que validou o gol em impedimento, apesar da ressalva de ser um lance difícilimo), a falta de fôlego de Túlio, Diguinho e Zé Carlos, mais a inutilidade que foi a presença em campo de Lúcio Flávio.

O que de bom houve nessa partida? A boa atuação dos volantes no primeiro tempo, quando o time jogou de forma inteligente ao explorar as lambanças do adversário (e não foram poucas), a velocidade do Jorge Henrique, e, acima de tudo, o rendimento do Wellington Paulista: fez um golaço (a la Dodô), deixou JH na cara do gol, e só cometeu a primeira falta aos 10 minutos do segundo tempo.

No final, tristemente para nós, o rendimento alvinegro foi a cara do Botafogo de Cuca: euforia no início, frustração no final. Tal e qual o duelo contra o Ney Franco na final do Campeonato Carioca de 2007.

Assim eles jogaram:

Castillo – Algumas boas antecipações, mas falhas ridículas. Não transmite mais a mesma segurança do início do ano. Irregularidade é o mais grave problema de um goleiro. Nota 4

Renato Silva - Mal, muito mal. Erro bisonho de posicionamento no primeiro gol do Santos. Conseguiu, assim, ajudar a pagar sua eterna dívida de gratidão com o Cuca: amigo é pra essas coisas. Nota 3

André Luiz - Também muito mal. Só não foi mais envolvido porque o ataque do Santos é de uma inoperância incrível. Precisaria ter ao seu lado um zagueiro de seleção para compensar as suas falhas, o que, obviamente, não é o caso de Renato Silva. Nota 3

Triguinho – Não comprometeu na marcação e ainda apoiou com algum perigo. Nota 5

Thiaguinho - Melhoria considerável em relação ao jogo contra o Vitória. Lançamento primoroso para WP no segundo gol alvinegro. Merece ser testado no time titular. Nota 7. Foi substituído por Túlio Souza que, apesar de mais uma proeza (tomou cartão amarelo dois minutos depois de entrar), pelo menos não errou passes. Mas o time caiu muito de rendimento e permitiu a chegada do Santos depois de sua entrada. Nota 5

Túlio - Muito bem no primeiro tempo. Cansou na segunda etapa e não deu conta da marcação, como mostra o replay do segundo gol. Nota 5,5

Diguinho – Praticamente no mesmo nível de Túlio, um pouco melhor nos desarmes – só que quase sempre seguidos de passes errados. Nota 6

Lúcio Flávio – Um problema sério. Esse era o jogo para assumir a responsabilidade, após o 2 x0, e comandar os contra-ataques ou reter a posse de bola no campo adversário. Não fez uma coisa nem outra; aliás, não fez coisa nenhuma.  Nota 2

Zé Carlos – Um golaço de falta, maior segurança na parte defensiva, mas erros de passe de fazer o torcedor arrancar os cabelos. Perdeu duas chances de definir o jogo. Nota 5 Foi substituído por Vanderlei que, claro, não fez nada a não ser um gesto típico de pelada ao errar um chute na grande área, na linha a-bola-me-enganou. Quando o Brasiliense vai levá-lo? Nota 2 

Jorge Henrique – Não dá para ter no time titular um atacante que não sabe finalizar – e não falo apenas do incrível gol perdido cara-a-cara com Fábio Costa, mas também do ridículo corta-luz quase dentro da pequena área (!) para Zé Carlos, quando a opção óbvia era empurrar a bola pra dentro das redes. Mas tem aparecido mais na partida, parece menos chinelinho, menos cai-cai. Nota 5

Wellington Paulista – O nome do jogo. Além do golaço, correu muito, deixou dois na cara do gol e lutou até o fim. Foi vítima de uma entrada criminosa, ignorada pelo árbitro, mas parece que os dias de má fase estão chegando ao fim. Nota 8 Acabou substituído por Alexsandro, que fez apenas uma jogada de algum talento e soube catimbar no último minuto da partida, impedindo a reposição rápida do goleiro do Santos. Nota 3

Ney Franco – O time teve competência e sorte no primeiro tempo, mas, além de não acertar o posicionamento da zaga, errou feio ao colocar Vanderlei no lugar de. Precisa ser mais humilde e menos deslumbrado – no intervalo, estava tirando onda, dizendo que o time tinha obedecido às mudanças que fizera: acabou de chegar e já quer sentar na janelinha. Nota 4

Pra finalizar, foi delírio meu ou havia uma faixa “Santos, Campeão Brasileiro de 1995″ na arquibancada da Vila Belmiro? Esse é o chororô mais longo da história…

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Não é hora de democracia alvinegra

22 10UTC 07pmThu, 10 Jul 2008 23:55:31 +0000ç2008, 2008 · 1 Comentário

Eu iria deixar passar batido, mas uma revelação de Túlio no SporTV na última terça-feira me deixou com (mais) um pé atrás em relação ao atual estado das coisas no Botafogo.

O volante contou que, consumada a saída de Cuca, Bebeto reuniu os jogadores e informou os nomes dos candidatos a substituto.

Fez mais: perguntou qual daqueles nomes era o preferido da galera. E eles responderam: Geninho.

Bebeto disse amém. Foi feita a vontade do grupo e sacramentada a escolha do novo técnico alvinegro.

Um mês depois, deu no que deu…

A pergunta que não quer calar: será que esse grupo de jogadores está tão por cima da carne seca a ponto de interferir diretamente na escolha de seu chefe imediato? Eles merecem esse tipo de consideração?

Alguns dos nomes cogitados dão calafrios. Torço para que a escolha recaia sobre um profissional inteligente, de perfil renovado, enérgico, capaz de cobrar de forma dura, mas que se dedique a cada partida como fazia o atual treinador do Santos (não, não quero o Cuca de volta… ainda não).

Como definiu bem o Pereirão, o Botafogo precisa nesse momento de um Bernardinho. O nome dos sonhos seria o Autuori, mas o time parece não ter mais cacife para bancar o técnico que o próprio Botafogo projetou em 1995.

Sei que não há mais tempo para errar de forma tão grave na escolha do técnico: uma segunda lambança pode ser fatal. 

E só espero que esse protótipo de democracia alvinegra, modelo inovador de gestão compartilhada, não seja novamente utilizado na escolha do sucessor do Geninho.

Porque o elenco alvinegro precisa mostrar muita competência dentro de campo antes de começar a decidir o que acontece fora dele.

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7/7/07: Nunca Fomos Tão InFelizes (7) – O Jogo dos 7 erros de 2007

22 09UTC 07pmWed, 09 Jul 2008 12:53:25 +0000ç2008, 2008 · 3 Comentários

                                

Bom, depois daquele glorioso 7/7/07, o Botafogo entrou num período intenso de turbulência que até hoje ainda não terminou. Pior: alguns dos problemas do ano passado contaminaram a temporada de 2008 – ou alguém ainda tem dúvida que o chororô da Taça Guanabara estava impregnado da frustração acumulada no ano passado?

Vamos a sete fatos que contribuíram para a nossa derrocada a partir daquela data – vale lembrar, que após derrotar o Atlético-PR, o Botafogo continuava líder isolado do Brasileirão. Os números até hoje impressionam: 24 pontos conquistados em 10 partidas; 7 vitórias, 3 empates e nenhuma derrota - o melhor início de Campeonato Brasileiro da era dos pontos corridos.

1. O doping de Dodô, a absolvição de Dodô, a escalação de Dodô mesmo depois de ele anunciar que não continuaria no Botafogo; enfim a dododependência – inclusive da torcida

2. A venda de André Lima

3. A punição a Zé Roberto e a reintegração de Zé Roberto

4. A confiança irracional numa zaga de vidro

5. A expulsão e a suspensão de Túlio, o homem que protegia a zaga de vidro

6. A contratação de Marcos Leandro, reserva do Paraná, para estrear como goleiro titular do Botafogo… e logo contra o São Paulo, no jogo mais importante do primeiro turno do campeonato

7. O hiperdimensionamento da desclassificação para o River Plate (foto), com a saída de Cuca, o piti do Montenegro e a contratação equivocada de Mário Sérgio – os nove pontos perdidos nos custaram a vaga da Libertadores

Vocês lembram de mais algum fato tristemente marcante?

Duro aprendizado – já aprendemos algumas lições; outras, infelizmente, ainda não.

Isto posto, chega de saudade e, mesmo sem taaaaaaaaaaaanto entusiasmo, estamos de volta a 2008!

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7/7/07: Nunca Fomos Tão Felizes (2) – As 7 frases

22 07UTC 07pmMon, 07 Jul 2008 23:22:59 +0000ç2008, 2008 · 1 Comentário

                                       

“Além de ter o melhor centroavante do futebol brasileiro do momento, o Botafogo tem um técnico ousado, que tenta sair da mesmice e fazer algo diferente. O que o Botafogo de Cuca tem feito guarda similaridade com o estilo de jogar do Barcelona de dois anos atrás. É um futebol de pressão, que marca na frente o tempo todo. Quando o time está bem organizado, todo mundo cresce. É o único time que eu faço questão de assistir. É muito bom ver o Botafogo jogar”

                                                                        Tostão

“A torcida gosta não é porque eu sou bonito. Até porque não me acho bonito. Às vezes, sou simpático. É, porque, em 76 jogos, perdemos 13. Por isso que a torcida gosta. Agora, no dia que eu perder bastante, eles não vão gostar mais. No futebol, a gente só é bom quando ganha”

                                                                      Cuca

“Dizem que eu não tenho o algo mais. Por que perdeu no pênalti faltou algo mais? Por que a bandeirinha anula dois gols legítimos, falta algo mais? Não consigo decifrar que enigma é esse do algo mais”

                                                                      Cuca

“Enchi o saco do Bebeto para trazer um dos jogos para Brasília. Garanti que teria pelo menos 35 mil pessoas. Se não lotar, vou tomar uma bronca. Que a torcida brasiliense faça todo o time do Botafogo se sentir em casa aqui, como eu me sinto”

                                                                        Túlio (na foto de Paulo de Araújo, em sessão de autógrafos na loja FogãoShop). Túlio é brasiliense e morou na capital até os 17 anos

“Nunca vendemos tanta camisa em tão pouco tempo. Este ano, o torcedor botafoguense está em felicidade constante por causa da regularidade e da qualidade do time. E temos que aproveitar o bom momento: eu, que sempre trabalhei na dificuldade, agora estou em céu de brigadeiro”

                                                               Jefferson Mello, diretor de marketing alvinegro

“Sou um cara tranqüilo. A única coisa que me tira do sério são juízes mal-intencionados”

                                                                               Dodô, na última entrevista antes do anúncio do doping

Agora eu vou para casa e não vou ligar nem a televisão pra ver a Seleção Brasileira jogar. Porque senão vou ficar ruim das idéias”

                                  Torcedor, anônimo e etílico, na saída do Mané Garrincha

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7/7/07: Nunca fomos tão felizes (I)

22 07UTC 07pmMon, 07 Jul 2008 19:59:31 +0000ç2008, 2008 · 2 Comentários

                        

                                             Esse nosso amor

“Não é mole, não… O Botafogo é melhor que a Seleção…”

Foi com esse grito na garganta, e um sorriso no rosto, que a torcida alvinegra de Brasília deixou o Mané Garrincha há exatamente um ano, no dia 7 de julho de 2007, após a vitória de 2 x 0 em cima do rubro-negro Atlético-PR. Poucos minutos depois, o céu fechou e até hoje reluta em abrir novamente.

É para lembrar esse momento mágico, última dose cavalar de euforia e confiança antes da apreensão (primeiro com a divulgação do doping do Dodô, depois a suspensão de nosso centroavante, a punição ao Zé Roberto e outros fatos desestabilizadores que foram se sucedendo de forma impressionante) e queda (na tabela e no respeito do torcedor, especialmente após a tragédia em Buenos Aires), que o Fogo Eterno (e seus convidados especiais!) lembrará, em sete posts, daquelas horas de felicidade e alegria compartilhada por milhares de alvinegros do Centro-Oeste e de todo o país.

Me arrisco a dizer que, no século 21, nunca fomos tão felizes como naqueles dias do início de julho – do treino aberto até a hora do jogo. Porque o que o Botafogo representava estava muito além da conquista de um título estadual ou da vitória em cima de um rival. Era muito mais do que isso- uma identificação incondicional de jogadores, técnico, diretoria e torcida, como poucas vezes aconteceu na história recente do futebol brasileiro. “O Botafogo está parecendo a Seleção Brasileira de 1982″, falou Júnior, o Capacete.

Quando nós ocupamos o topo.

Quando nós encantamos o Brasil. 

Quando não havia chororô.

Quando a mais bela música de torcida não tinha virado alvo de chacota das torcidas adversárias.

Quando nós acreditamos que a palavra Botafogo, poderia, enfim, voltar a ser sinônimo de felicidade.

Quando éramos nós contra o mundo, não imaginávamos que havia inimigos internos.

Quando ninguém calava esse nosso amor.

A viagem começa agora e irá até a próxima quarta-feira, quando voltaremos a falar do Botafogo 2008, quem sabe sobre a vitória em cima de outro rubro-negro!

P.S: A foto está tremida, mas achei que ela combina com as nossas lembranças. As próximas imagens virão com maior definição, prometo.

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Conversa de repartição

22 23UTC 06pmMon, 23 Jun 2008 17:53:09 +0000ç2008, 2008 · Deixe um comentário

Vieira: Na crônica do jogo, você esqueceu de dar a nota para o Geninho!

Pereira: É verdade, eu nem lembrei que ele estava lá. Aliás, nem lembrei que tinha um técnico no banco do Botafogo. O cara fica quieto durante o jogo, não faz nada, é o treinador do tanto-faz. Tinha obrigação de ter acertado o time para continuar pressionando no segundo tempo, mas nem isso elel conseguiu…

Vieira: Geninho é um treinador aposentado ainda em atividade. Tô pegando fama de chato, mas para ser técnico do Botafogo tem que ter um algo a mais. Ele não tem, vive de um título que ganhou com o Atlético-PR há uns dez anos, e só.

Pereira: Pois é, ele também me dá a impressão que, quando está de folga no domingão, fica cochilando no sofá em vez de observar os adversários. Envolvimento zero. Aí realmente dá saudade do Cuca.

Vieira: E agora esse papo do Carlos Alberto ir embora…

Pereira: É, mas ele não jogou nada no sábado, Vieira.

Vieira: Sim, mas é o único jogador de verdade que a gente tem! Eu acho que devia começar tudo de novo. E com tudo novo. O estádio não é novo? Então, monta um time novo, com gente com garra, que chegue disposta a brigar. E, claro, com um técnico novo também: novo nas idéias, não só de idade. Se é para brigar apenas pra escapar do rebaixamento, vamos brigar com garra, sem cai-cai, com vontade.

Pereira: Se é essa a nossa única pretensão, você tem toda razão.

 

  

 

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Obrigado, Stival

22 22UTC 06pmSun, 22 Jun 2008 20:30:14 +0000ç2008, 2008 · 2 Comentários

O Botafogo só escapou de entrar na zona de rebaixamento por conta da surpreendente derrota do Santos para o Goiás em plena Vila Belmiro: 4 x 0.

Aliás, salvo engano, o Botafogo de Cuca jamais perdeu por uma diferença de quatro gols.

Claro que não era essa a intenção, mas, mesmo à distância, o treinador continua a ajudar o Botafogo.

 Valeu, Stival!

E melhor sorte daqui pra frente.

Pra você e pra gente.

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Fogo amigo – O adeus de Cucalic

22 20UTC 06pmFri, 20 Jun 2008 22:15:27 +0000ç2008, 2008 · 1 Comentário

                              

                           “Essa derrota vai doer pelo resto da minha vida”

A frase é de Slaven Bilic, técnico da Croácia, após a incrível eliminação de sua seleção graças a um gol nos acréscimos da prorrogação (os caras já foram moralmente derrotados para as penalidades), dois minutos depois de marcar o gol que garantiria uma vaga na semifinal da Eurocopa.

Foi só eu que achei que o gente-boa Bilic, que apareceu vibrando alucinadamente com os jogadores na hora do gol e depois os consolando quando eles caíram em prantos com a desclassificação, lembrou o Cuca?

E não se esqueçam: nesse sábado, na preliminar de Botafogo x Portuguesa, tem Holanda x Rússia!

Oranje neles!

 

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Boa, Stival!

22 12UTC 06pmThu, 12 Jun 2008 23:12:08 +0000ç2008, 2008 · 1 Comentário

Primeiro, foi o Cuca, técnico do Botafogo, que obteve em 2008 duas vitórias inesquecíveis em cima do fluzinho – disparado, os melhores momentos alvinegros no ano.

Agora o Alexis Stival, treinador do Santos, deixa o Renato Gaúcho com cara de tacho em pleno Maracanã, ao arrancar um empate no último minuto.  E, assim, mantém a invencibilidade em cima do botador de banca.

Boa, Stival!

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