Fogo Eterno

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Seus problemas acabaram, Juninho!

22 07UTC 04pmTue, 07 Apr 2009 23:18:19 +0000ç2009, 2008 · 2 Comentários

anoes

Mais uma vez disposto a surpreender Ney Franco e aplicar um nó tático no colega alvinegro, Dorival Júnior optou por escalar um vasco inteiramente diferente para o próximo sábado. Em vez de medalhões como o espalhafatoso Carlos Alberto, a opção é por um time bem discreto, com sutil mudança no uniforme (com a troca do preto pelo verde) a ser envergado por um autêntico exército de formiguinhas, capazes de praticar um futebol pé-no-chão, sem insistir nas chamadas bolas altas.

Na foto, o técnico cruzmaltino faz a última preleção antes do clássico. Para completar o escrete dos gigantes da colina, ele conta com a volta do brioso Madson, que estava no Santos e retorna apenas para esta grande partida. E, claro, com o oportunismo do marrento Baixinho, que tentará pela 37a vez contra o Botafogo, chegar ao milésimo gol.

Quem respirou aliviado com a novidade vascaína foi o zagueiro botafoguense Juninho, que desabafou:

- Enfim, poderei enfrentar os atacantes adversários de igual para igual!

O goleiro Castillo, na fase final da recuperação de lesão na língua por ter falado demais ao reivindicar a condição de titular, também comemorou:

- Tranquillo, tranquillo! La garantia, ahora, soy yo!

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Nova enquete- Castillo ou Renan?

22 18UTC 03pmWed, 18 Mar 2009 15:32:43 +0000ç2009, 2008 · 7 Comentários

A enquete dos laterais carecas pernas-de-pau iria continuar mais alguns dias no blog, mas foi ultrapassada pela polêmica lançada pelo uruguaio Castillo, reinvindicando a vaga de titular assim que se recuperar da contusão.

Como o assunto pegou fogo aqui e em outros blogs, como o do Movimento Carlito Rocha, então vamos atender à sugestão do Branco e mandar, de primeira, à queima-roupa:

Castillo ou Renan?

Mandem ver!

Daqui a pouco eu comento essa polêmica e também o resultado da enquete anterior.

E, em respeito ao Botafogo, aqui no FogoEterno você NÃO lerá nenhuma linha sobre a “polêmica do broche”.

Nessa armadilha da flapress, e da vaidade de cartolas, eu não caio.

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Cala a boca, Castillo!

22 18UTC 03amWed, 18 Mar 2009 01:46:33 +0000ç2009, 2008 · 6 Comentários

Nosso arqueiro uruguaio, na fase final de recuperação da cirurgia no joelho e de volta aos treinos, resolveu abrir a boca para dizer que é um goleiro de seleção e não vai aceitar a reserva quando estiver pronto para jogar.

- Sou mais experiente, e isso tem de ser respeitado. Renan tem feito bons jogos e supriu muito bem a minha ausência, mas ainda tem que ganhar experiência.  

Só gostaria de lembrar que, infelizmente, o Castillo demonstrou muito empenho, raça, marra, apego, blá-blá-blá, mas não fez ao longo de 2008 nenhuma exibição digna de um goleiro de Seleção, com defesas realmente inesquecíveis. Nem demonstrou a regularidade que o Renan começa a ostentar, graças a sequência de partidas.

Pelo contrário: quando precisamos de verdade do Castillo (curíntia na semifinal da Copa do Brasil, para citar o exemplo que mais me irrita até hoje), ele falhou feio. Então, hombre, enquanto não recuperar total condição de jogo e crescer uns 10cm, bem que você poderia ficar de boca fechada, não?

É uma pena que a única pessoa que ache o Castillo tão bom assim seja o próprio Castillo.

Ou estou exagerando???

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Castillo ou Renan? Os dois!

22 08UTC 09amMon, 08 Sep 2008 03:36:33 +0000ç2008, 2008 · 9 Comentários

Estava distraído nesse domingo, com a tevê sintonizada na reprise de Colômbia 0 x 1 Uruguay, quando o locutor me deu um susto ao berrar:

“DEFESA ESPETACULAR DE CASTILLO, GOLEIRO DO BOTAFOGO!”

Confesso que a primeira palavra a me chamar atenção na frase foi exatamente a última – aliás, sou só eu ou vocês também têm tímpanos sempre sintonizados na palavra “Botafogo” e são capazes de escutá-la mesmo em uma conversa de pé-de-ouvido a quilômetros de distância? É o tal do ouvido absoluto. Ou melhor, ouvido absolutamente alvinegro…

Mas voltando ao assunto deste post:

Ao ouvir o grito do locutor, além do orgulho besta de saber que o goleiro titular de tradicionalíssima seleção mundial tem General Severiano como local de trabalho e seu uniforme inclui uma estrela no peito, também revi a defesa do Castillo. Realmente, espetacular. E tive a certeza que o Renan, por inexperiência, não teria se antecipado e feito a leitura precisa da jogada, como fez o uruguaio.

Assim como no sábado, ao ver o goleiro reserva armar uma ponte do tamanho da Rio-Niterói e afastar com a ponta dos dedos um chute perigosíssimo do Coritiba, pensei com os meus botões: “Essa o Castillo não pegava…”

Os dois tiveram partidas dificílimas no fim de semana. E os dois atuaram muito bem.

Então, concluí: a titularidade no gol do Botafogo, para usar um termo da moda, está em boas mãos.

Castillo ou Renan, cada um com suas virtudes; cada um com seus problemas. Como todos os profissionais desse planeta, diga-se de passagem. Não podem jogar juntos, certo? Então, confiemos até o fim do ano em um deles: por mim, continuaremos com aquele que é mais experiente. 

E o mais importante, nada de cornetar nenhum dos dois em eventuais falhas.

Então, da próxima vez que me perguntarem:

- Castillo ou Renan?

Responderei sem hesitar:

- Os dois!

E vou pedir para que o curioso não prossiga com o interrogatório. Já pensou na próxima pergunta?

- Fábio ou Zárate?

Essa, sim, é um problema!

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A falha de Castillo

22 04UTC 09amThu, 04 Sep 2008 01:12:41 +0000ç2008, 2008 · 4 Comentários

                            

Prometo que este será o último post sobre o jogo do sábado passado.

Mas a semana sem Botafogo (tem futebol, mas isso pouco me interessa, a não ser pelas oscilações mulambentas na tabela, se é que vocês me entendem) me fez lembrar um fato que me irritou sobremaneira no frustrante empate contra o náutico.

Primeiro, um esclarecimento. Ao contrário de parte da torcida alvinegra, não acho que Castillo tenha falhado no gol dos timbus pernambucanos. Como já disse, a responsabilidade daquele lance é da zaga.

Castillo falhou feio, sim, naquele jogo. Mas não naquele lance.

Ao abandonar o gol botafoguense para tentar fazer um gol de cabeça no finzinho da partida, ele foi duplamente irresponsável.

1) O jogo não estava perdido, estávamos ganhando um ponto (ou melhor, perdendo dois…). Óbvio: um é melhor do que zero.

2) Um cruzamento desviado ou uma bola roubada pelo náutico, um contra-ataque certeiro e pronto: teríamos não só uma derrota dentro de casa, mas um lance daqueles vexatórios que ficam sendo mostrados até a exaustão na tevê. E, pior, implodiria a confiança no nosso goleiro que, como já disse, é excelente nas jogadas rasteiras, preciso na antecipação, mas irregular nas bolas aéreas. 

Como qualquer criança é capaz de enxergar, o Castillo não tem estatura para sair de sua área e tentar uma cabeçada aos 47 do segundo tempo. Se é para alguém subir ali, que subam os dois zagueiros. Ou aluguem um guindaste para erguer o Zárate (ok, sem novas piadas). Jamais o nosso goleiro, que, para usar um eufemismo, não se trata de um sujeito verticalmente privilegiado.

Se ainda fosse o Renan…

Claro que o lance do Castillo é uma atitude forte, mostra comprometimento, vontade de vencer, fibra uruguaia, impressiona a torcida, etc, etc.

Mas o tiro poderia ter saído pela culatra. E sem necessidade.

Cuida da tua área, Castillo!

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Cruzeiro 1 x 0 Botafogo: Perda de tempo

22 17UTC 05pmSat, 17 May 2008 22:15:49 +0000ç2008, 2008 · Deixe um comentário

                      

Pronto, voltei.

Mas o desânimo não foi embora.

Não há muito o que falar dessa derrota, a não ser que foi uma dupla perda: de tempo para quem assistiu e  de três pontos para quem jogou.

Sem padrão de jogo, o Botafogo foi facilmente envolvido pelo Cruzeiro logo nos primeiros minutos. Eles estavam a 80 km/h, nós não conseguíamos engatar nem segunda marcha. Quem conseguir lembrar de uma jogada perigosa criada pelo time na primeira etapa leva para casa a camisa do Eduardo – está sequinha, o rapaz não suou nada durante a partida.

Túlio Souza, pior em campo, relembrou sem que ninguém pedisse o primeiro tempo na final contra o flamengo: deixou o setor direito completamente aberto. E foi assim, quando Renato Silva foi tentar corrigir a falha de posicionamento do ala e tomou por baixo das canetas, que nasceu o pênalti bobo cometido pelo Leandro Guerreiro (havia outros três jogadores alvinegros perto da bola e Castillo já fechava o ângulo para o atacante adversário): Cruzeiro 1 x 0.

E o primeiro tempo só não acabou de forma vexatória porque Castillo fez três ótimas defesas, uma delas bem difícil, de puro reflexo. O resto do time não produziu nada de relevante. Carlos Alberto bem que tentou; nos primeiros minutos, chamou para si a responsabilidade e demonstrou disposição. Depois foi se apagando até ser substituído.

Com a defesa batendo cabeça e Ferrero, lento, perdendo todas na corrida, restava ao meio-de-campo reter a bola na intermediária. Que nada. Não havia jogadas pelo meio, ninguém acionava Wellington Paulista, perdidinho no meio dos zagueiros. O único chute perigoso veio do zagueiro argentino, a bola passou por cima. E quando o elemento-surpresa do ataque se chama Renato Silva, é porque a coisa está feia. Não vi a estatística, mas desconfio que o Cruzeiro deve ter tido uns 70% de posse de bola – o Botafogo sequer conseguia trocar quatro passes.

No segundo tempo, Cuca colocou Bruno Costa no lugar de Edson e Lúcio Flávio no lugar de Ferrero. Depois, Túlio Souza foi justamente expulso após novamente chegar atrasado e desferir um carrinho desleal. Cuca teve que mexer de novo: Abedi substituiu Carlos Alberto, afundando o time de vez.

Enfim, um jogo para ser esquecido. Mesmo assim, vamos às notas:

 Castillo – Não fosse por ele, seria goleada. Mais uma vez, demonstrou a virtude que faltava aos goleiros alvinegros: sabe “ler” o lance e fecha o ângulo, saindo nos pés do adversário sem cometer pênalti. Lembram o que o Júlio Chester fez contra o mesmo Cruzeiro no ano passado? Nota 8

Túlio Souza – Tinha avançado duas casas para ganhar minha confiança, agora voltou ao estágio inicial. E o pior: tem se revelado um jogador violento, que corre o risco de ser expulso a cada partida – como foi hoje. A maior decepção do ano até agora. Nota Zero

Renato Silva – Voltou a ser o Renato Silva de 2007: perde-e-ganha na defesa (hoje mais perdeu do que ganhou, como na jogada que resultou no pênalti), atabalhoado no apoio. Ainda teve a marra de dar uma de Romário e reclamar que o Ferrero, quando chutou para fora a única chance real alvinegra na partida, não cruzou a bola para ele. Menos, RS, menos. Nota 4

Ferrero – Lento e fora de ritmo, deixou por duas vezes o Cruzeiro chegar na cara de Castillo. Mas, com dois ou três passes, tentou ligação direta com o ataque, nos lembrando que essa é uma arma há tempos desativada no Botafogo. Nota 4 Foi substituído no intervalo por Lúcio Flávio, que, impecavelmente arrumado, camisa pra dentro do calção, assim permaneceu por 45 minutos. Nota 4

Edson – Entrou em campo? Nota 2 Foi substituído por Bruno Costa, que ao menos se antecipa e tenta participar da partida. Nota 4

Leandro Guerreiro – Mesmo na sua posição original, está longe de ser o jogador de 2007. O pênalti desnecessário que cometeu, infelizmente, foi a prova da má fase. Nota 4

Diguinho - Esforçado no primeiro tempo, ainda tentou armar alguma coisa. Voltou a errar passes fáceis. Ainda não repetiu no Brasileirão nem na Copa do Brasil as atuações do Carioca. Nota 5

Tiaguinho - Boa movimentação, marcação forte, quase sempre eficiente, apesar da evidente limitação técnica. O negócio dele é destruir: é o volante-volante. No segundo tempo, caiu de produção. Pode fazer sombra para Túlio. Nota 5

Eduardo – Só foi notado em campo por conta da cor das chuteiras: amarelas, em tom berrante. Outra grande decepção do pacote de contratações de 2008. Nota 1

Carlos Alberto – Em dois minutos, demonstrou mais técnica e visão de jogo do que Adriano Felício em 365 dias. Estava afim de jogar – mas não tinha companheiros à altura. Ainda no primeiro tempo, porém, abusou das jogadas individuais sem produtividade, o que nos fez lembrar este que é seu principal problema. No segundo tempo, desistiu de vez e foi substituído. Nota 6. Foi substituído por Abedi, que armou um contra-ataque perigoso para o Cruzeiro, chutou duas bolas horrorosas e provou novamente que não tem condições de ser jogador do Botafogo. Nota 2

Wellington Paulista - Isolado, não produziu nada de relevante. Nas raras vezes que pegou na bola, não acertou nada, foi facilmente desarmado por uma zaga que está longe de ser brilhante. Pior: tem jogado mais com os braços (faz faltas adoidado) do que com as pernas. Nota 4

Cuca – O time não demonstrou o mínimo padrão de jogo, não teve meio-de-campo, não produziu nenhuma jogada perigosa, teve jogadores (Eduardo, Edson) fugindo da bola e ele ainda elogiou a equipe pela “aplicação”. Seria melhor o silêncio. Nota 3

Foto:Lancenet

 

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Precisamos de um goleiro – Fala, Vieira!

22 17UTC 04pmThu, 17 Apr 2008 16:17:41 +0000ç2008, 2008 · Deixe um comentário

Sou chato mesmo. Ao assistir o jogo contra a Lusa, voltei a temer pelo nosso futuro nos próximos jogos. Castillo aparenta sofrer da “síndrome do boneco do posto de gasolina”, o mesmo mal que se abateu sobre aquele jovem “goalkeeper” Júlio César. Quem não se lembra do camisa 1 se estabanar todo só com a presença da bola na pequena área ou nos chutes de longa distância?

Pois é, o uruguaio anda vacilando. Se a defesa der uma bobeira e o chute adversário sair rumo ao gol, é um deus-nos-acuda. O cara solta bolas bobas, deixa os zagueiros e a torcida com o coração na mão. Parece que o nosso treinador de goleiro foi dono de posto de gasolina. Sou chato mesmo….

Vieira

 

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