Fogo Eterno

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fluminense 0 x 0 Botafogo: A hora do desencanto

22 29UTC 06pmSun, 29 Jun 2008 21:23:00 +0000ç2008, 2008 · 4 Comentários

                        

Quando o goleiro é o melhor em campo, e ele só fez duas intervenções em 90 minutos, é hora de acionar o alarme.

Mas de que adianta disparar o aviso de emergência? Quem irá nos socorrer? Olhem para o banco de reservas, o que vocês vêem ali? Nesse momento, como diriam os Titãs, só o acaso pode nos proteger.

A fase é de total desencanto: sem poder de reação, sem poder de decisão, sem raça, sem nada que desperte um mínimo de confiança no torcedor. Porque o único fato positivo do jogo desse domingo no Maracanã contra os RESERVAS do fluzinho foi não ter tomado gol. Mas isso se deveu quase que exclusivamente ao desinteresse do adversário na partida do que a méritos alvinegros. Tanto que, quando pressionaram um pouco (só um pouco) no primeiro tempo, eles criaram chances mais claras do que o bando botafoguense.

Sim, meus amigos: Ao contrário do bom primeiro tempo contra a Portuguesa (viram como é possível piorar?), dessa vez o Botafogo pediu para perder. Um bando desordenado, sem capacidade de criar nem de marcar. Se Geninhozinho pediu para o time chegar ao gol com as jogadas dos laterais, eles devem ter perdido essa parte da preleção. Pois Triguinho e Alessandro, que já não são tudo isso, hoje estavam abaixo da linha que separa os medianos dos medíocres.

E a “dupla de criação” formada por Lúcio Flávio e Carlos Alberto? Fizeram um autêntico rodízio: um sumiu no primeiro tempo, o outro nos 45 minutos finais. Assim, a gente não sentiu saudade dos dois ao mesmo tempo, o que demonstra a inteligência e eficiência dos dois “cérebros” do time.

E a “dupla ofensiva” formada por Wellington Paulista e Vanderlei? Além de lutarem com a bola e serem facilmente marcados,  poucas vezes tive o desprazer de ver dois jogadores atuando no mesmo setor de campo sem demonstrar NENHUMA sintonia. Pelo contrário: chegaram a trombar algumas vezes. Parece que nunca treinaram juntos.

A bem da verdade, entre os 20 minutos e 30 do segundo tempo, o time conseguiu criar algumas jogadas perigosas. Mas, depois com as entradas de Túlio Souza e Fábio, o que já estava péssimo conseguiu piorar.  Porque, além de tudo, com a saída de Alessandro, a ala direita virou uma avenida e o time desandou a disparar passes errados, muitos bisonhos, armando perigosíssimos contra-ataques para o tricolor. E o fluzinho só não ganhou a partida por uma questão de minutos.

Difícil é ter que concordar com o Renato Gaúcho quando ele afirmou após a partida: “Hoje o Botafogo ganhou um ponto”.

E antes que as cornetas mirem apenas uma pessoa, quero deixar bem claro o que penso.

Não, a culpa de mais uma péssima partida não é só do Geninho – que, ao menos, fez uma leitura lúcida no final e disse que “muitos jogadores estiveram muito abaixo das expectativas”, mas minimizou ao dizer que “Deu um apagão geral, hoje não foi um bom dia”. Não, Geninho, foi um PÉSSIMO dia. Mas que culpa ele tem se Carlos Alberto não acertou nada, se o Wellington consegue piorar a cada jogo e se o Túlio Souza se revelou um engodo, pois o que jogou até agora pelo Botafogo não é digno nem da série C? 

Por isso, a partir de agora, as minhas expectativas mudaram. Campeão, Libertadores? Não me façam rir porque será um sorriso amargo, ainda mais quando lembramos de nossa posição na tabela no ano passado.

Com esse time e esse técnico, cada ponto conquistado daqui pra frente será um milagre – ainda mais quando se enxerga os próximos confrontos previstos na tabela. E se o Botafogo se sustentar fora da zona de rebaixamento até agosto, ganha tempo para fazer uma total transfusão de sangue para o returno.

Só assim, escaparemos ao final do campeonato do destino traçado pela música dos Titãs citada no início desse comentário: Epitáfio.

Como eles jogaram?

Castillo – Duas ótimas intervenções no primeiro tempo, salvou o time da derrota. No segundo tempo, só assistiu a partida. Deveria ser o capitão do time. Nota 7

Alessandro – Já deve estar negociado com a Grécia, pois voltou a ser o lateral nulo no apoio e dessa vez sem vibração. Nota 4 Foi substituído por Túlio Souza que, em menos de 2 minutos, deu um passe bisonho e uma entrada violenta punida com cartão amarelo. Depois, mais uma série de passes errados. Não quero nem saber quanto o Botafogo gastou com o passe desse rapaz para não ficar com mais raiva: dinheiro jogado fora. Nota 1

Renato Silva - Seguro e ligado no jogo, fez boas antecipações. Deu uma vacilada no final, quando o time caiu bruscamente de rendimento. Nota 6

Ferrero – Um pouco lento, ao menos demonstrou raça nas divididas e não dá vexame quando tem a bola nos pés e tenta arriscar passes ofensivos. Remendou os buracos deixados pelo meio-de-campo. Foi injustamente expulso no finalzinho da partida, ao matar um lance que poderia ter resultado no gol tricolor. Nota 6,5

Triguinho - Burocrático, sem capacidade ofensiva, ainda perdeu um gol por distração. Quando quem estava jogando bem começa a comprometer é que a coisa está ficando preta. Nota 3

Leandro Guerreiro – Muito mal no primeiro tempo, deixou os zagueiros perigosamente expostos. Até melhorou um pouco na segunda etapa, mas uma sucessão de falhas transmitiu novamente falta de confiança e de capacidade. Tem que ser um dos primeiros a entrar na fila da transfusão de sangue. Será que só joga com o Cuca? Nota 3 

Túlio – Fazia uma partida razoável, participando das jogadas ofensivas e buscando o jogo, quando sentiu contusão. Nota 5 Foi substituído aos 35 minutos por Vanderlei, que, dessa vez, teve bastante tempo para mostrar que NÃO é opção ofensiva para o Botafogo: basta lembrar que, após um cruzamento na entrada da grande área, ele conseguiu cabecear de ombro (???) e depois pedir desculpas aos colegas. Nota 2 

Diguinho - O rendimento do único volante que estava mantendo padrão de jogo começa a cair. Os passes errados no segundo tempo foram preocupantes. Nota 4

Lúcio Flávio - Demorei para reconhecer o óbvio, mas hoje você me convenceu: Não dá mais para te defender, Lúcio. Você não consegue ganhar uma jogada no mano-a-mano, nem do reserva do Fluminense, que te desarmou facilmente no segundo tempo. E só aparece atrás da bola na hora que o juiz marca uma falta.  Nota 2

Carlos Alberto -  Fez duas boas jogadas pelas laterais, e só. Dessa vez, nem vontade demonstrou. Muito, muito pouco para quem ganha R$ 300 mil, é elogiado pelo Mourinho e sonha em voltar ao futebol europeu.  A pior partida pelo Botafogo. Nota 2

Wellington Paulista – Não está só de mal com o gol, mas também de mal com a bola. Desarmado facilmente, cruzamentos inúteis, nenhuma conclusão durante quase 80 minutos em campo. Desajeitado, fica em impedimento uma centena de vezes e ainda atrapalha algumas possibilidades de ataque. Parece o garoto que só joga a pelada porque é o dono do campo. Nota 1. Foi substituído por Fábio, que fez uma boa jogada e também protagonizou um dos lances mais ridículos da partida, quando agarrou a bola, à espera da marcação de falta, e o juiz marcou mão. Nota 1

Geninho - Após uma semana de treinamentos e sem desfalques (só Jorge Henrique, que de há muito não é indispensável), não há justificativas para que seu time tenha piorado em relação à partida contra a Portuguesa e desandado por completo. Só não foi facilmente derrotado pelas circunstâncias do adversário. Parece não ter capacidade para comandar nenhum tipo de reação. Mas, repito, não é o único culpado, e sim quem o escolheu. O Botafogo precisa, nesse momento, de um técnico enérgico e minimamente competente – não é o caso do atual treinador. Nota 3

 

 

 

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A fórmula do fracasso

22 25UTC 06pmWed, 25 Jun 2008 23:50:09 +0000ç2008, 2008 · 3 Comentários

                       

Os pontos perdidos pelo Botafogo no Brasileirão 2008 têm vários motivos, mas chamo a atenção para dois deles.

1) Gols sofridos no início das partidas

2) Ausência de poder de reação

Senão, vejamos:

Botafogo 1 x 1 Vasco: O time conseguiu a proeza de tomar um gol de escanteio aos 53 segundos de jogo, no cúmulo da desatenção. E só conseguiu empatar, com um pênalti duvidoso, aos 40 minutos da segunda etapa. Ou seja: 85 minutos para fazer um gol.

Náutico 3 x 0 Botafogo: Claro que foi um jogo atípico por conta da atuação truculenta da PM pernambucana, mas o time tomou o primeiro gol logo aos 12 minutos, bem antes da entrada em campo de Dona Lúcia Helena, Olhos-de-Ódio e outros policiais despreparados.

Internacional 2 x 1 Botafogo: O primeiro gol colorado saiu aos 6 minutos. E o segundo, onze minutos depois. Com menos de 20 minutos do primeiro tempo, dois gols de desvantagem. Convenhamos que isso muda qualquer estratégia previamente traçada. Só conseguimos descontar nos acréscimos, com Alessandro comemorando como se tivesse ganho a Taça Rio.

Botafogo 0 x 1 Portuguesa (foto): No único ataque de um adversário que entrou para não perder, aos 11minutos, saiu o gol, nascido em arremesso de lateral (!) que gera um cruzamento e o atacante luso é marcado solitariamente por Túlio – e a culpa não pode ser atribuída apenas ao volante, particularmente acho muito mais grave a displicência da zaga. Três pontos perdidos dentro de casa.

Ora, além da óbvia falta de atenção no início da partida, impressiona o fato de, no segundo tempo, não haver nenhum tipo de alteração tática nem técnica que possibilite uma reação. Tudo bem, o banco não tem opções, mas me parece cristalino que, se a estratégia não funcionou nos minutos iniciais, é preciso mexer. Mudança de atitude dentro e fora de campo – mas isso não vem acontecendo, daí vêm os resultados adversos. E, sinceramente, o sonolento Geninho não parece a pessoa mais indicada para comandar essa reação. Muito menos Lúcio Flávio; talvez só o Carlos Alberto.

Um time limitado, desatento e sem poder de reação sempre será um time à beira do precipício. No gramado e na tabela.

 

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Histórias Gloriosas – As Crônicas do Pereirão: O Melhor Botafogo de Todos os Tempos (IV e final)

22 03UTC 06pmTue, 03 Jun 2008 15:51:28 +0000ç2008, 2008 · Deixe um comentário

O campeão brasileiro de 1995
C. Pereira


 Os meus filhos (botafoguenses, é claro) já tiveram a felicidade de ver o seu time de coração ser campeão brasileiro. Esse sucesso ainda não pôde ser compartilhado pelos netos, em sua maioria nascidos depois de 1995 – mas, com fé em Deus e muitas promessas, quem sabe não acontecerá  nos próximos anos?
Na semana em que narro a saga de 95, as coisas pra nós, alvinegros, parecem cada vez mais difíceis – o time está mal, perdeu o técnico, parece sem força para reagir aos últimos insucessos. Falta-lhe um nome, um grande nome que comande a equipe, que lhe imponha respeito – assim como foi com Heleno de Freitas, Nilton Santos, Garrincha, Didi, Amarildo, Zagalo, Gerson e tantos outros craques (na acepção da palavra!)
 Nesta hora de lamentações, portanto, é melhor  falar  do primeiro e até agora único título de campeão brasileiro. Foi uma jornada realmente gloriosa, num tempo em que o campeonato ainda era disputado em dois turnos que classificavam oito equipes para as finais. E aí começava o terrível mata-mata que, ao final, apontava o campeão, o vice e os outros dois indicados para a Libertadores.
 O Botafogo armou um bom time. Tinha um técnico, até aquele momento semi-desconhecido, Paulo Autuori, que deu forma a um elenco, sabidamente limitado mas com dois ou três jogadores que pontificavam em suas posições e que, mercê do seu bom futebol, chegaram à seleção brasileira. Caso de Wilson Gotardo e Gonçalves na defesa e do incrível Túlio, no ataque – este, de longe, o maior destaque do time e um dos jogadores mais lembrados na história recente do clube.
Na data inesquecível de 17 de dezembro, em jornada memorável, no estádio do Pacaembu lotado, ao empatar em 1×1 com o Santos, a quem vencera no primeiro jogo, no Maracanã por 2×1, o Botafogo se sagrou campeão brasileiro.
 O gol do empate glorioso foi marcado  (só podia ser!) por Túlio “Maravilha” – epíteto que ele próprio se outorgou. O time do último jogo, que jogou quase todo o campeonato tinha Wagner, Wilson Goiano, Wilson Gotardo, Gonçalves e André Silva; Leandro, Jamir, Beto (esse mesmo que está jogando(?) no vasco) e Sérgio Manoel (ainda em atividade); Donizete Pantera e Túlio Maravilha. E esse passou a ser, sem dúvida, um dos melhores times que o Botafogo já teve em sua história.
Assisti ao jogo pela televisão, na minha casa da praia e neste dia, não me cansei de ouvir os gritos de Galvão Bueno, fazendo coro com a torcida alvinegra de todo o Brasil:
 - É campeão, é campeão!…
Terminada partida, a cidade vestiu-se de preto e branco e a festa rolou na orla marítima com carreatas, buzinaços, muito suor e cerveja, o que demonstrou que o Glorioso tem aqui, em João Pessoa, uma das maiores torcidas da Paraíba.
E, naquela tarde-noite inesquecível, eu tomei um porre de alegria e felicidade…
 Para terminar esta série, que tal pensar numa seleção do Botafogo de todos os tempos? Aí vai uma sugestão de time formado por onze craques (de verdade) que vi atuar com a camisa do Glorioso:
Manga, Carlos Alberto Torres, Brito, Leônidas e Nilton Santos; Didi e Gerson; Garrincha, Jairzinho, Amarildo e Paulo César Caju.

Esse time ganharia o campeonato brasileiro de pés nas costas e venceria a seleção de qualquer país!

Por essa e por outras, é que é preciso ter mais respeito por um clube que tem história e cuja gloriosa camiseta  tem uma estrela no peito que faz inveja a muita gente…

C.Pereira é jornalista e alvinegro, não necessariamente nessa ordem

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Botafogo 1 x 1 vasco: Zé Carlos x Carlos Alberto

22 25UTC 05pmSun, 25 May 2008 22:04:50 +0000ç2008, 2008 · 1 Comentário

Aos 30 minutos do primeiro tempo do clássico contra o vasco, Carlos Alberto (foto) tentou subir para cabecear no meio-de-campo e foi abalroado por Zé Carlos, que o tirou da jogada.

Poucos lances podem sintetizar com tanta precisão o atual momento do Botafogo. Alguns jogadores, muito poucos,  tentam jogar futebol; mas esbarram na mediocridade técnica e/ou na má fase dos companheiros, em maior número dentro de campo.  Como futebol ainda é um jogo coletivo, fica difícil…

Diz a variação do ditado que, de onde menos se espera, é de lá que não sairá nada. Cuca certamente desconhece essa frase; caso contrário, jamais escalaria Abedi como titular, muito menos como meia ofensivo, no lugar do Lúcio Flávio. Foi assim que, novamente, o meio-de-campo não existiu.

Carlos Alberto tentava jogar mas ninguém tinha nível ou disposição para acompanhá-lo: quando colocou Fábio na cara do gol, o centroavante mostrou pela enésima vez que não sabe chutar. Sem jogadas pelas laterais nem triangulações (quantas vezes já escrevi isso nas últimas semanas?), o primeiro tempo foi uma lástima. A desvantagem só não foi maior porque os reservas do vasco preferiram segurar o 1 x 0, gol no primeiro minuto que nasceu, vale lembrar, de um passe errado de Zé Carlos.

No segundo tempo, Cuca começou a corrigir a escalação desastrada e pelo menos soube enxergar a partida e tirar os três piores em campo: Abedi, Túlio e Zé Carlos. Entraram J.Henrique, LFlávio e Alexandro. Carlos Alberto, enfim, tinha com quem conversar e, reforçado pelo apoio de Tiaguinho, o Botafogo passou a dominar a partida por inteiro, com volume de jogo que tinha obrigação de mostrar desde o primeiro minuto.

Na base do abafa, Fábio cavou um pênalti duvidoso e Lúcio Flávio bateu com frieza. Ficou nisso: o resultado mais justo seria 0 x 0, por tudo o que NÃO demonstraram as duas equipes.

Eis as notas:

Renan – Não foi acionado. Chegou atrasado em cobrança de falta que bateu na trave. Nota 6

Alessandro – Sumido no primeiro tempo, apareceu para apoiar na segunda etapa, mas embolou o jogo. Nota 5

Renato Silva – Erro na marcação do ataque do vasco no primeiro tempo. Ainda perdeu um gol inadmissível quando o placar ainda era desfavora´vel. Ou seja: de vez em quando a gente tenta se enganar, mas ele sempre nos lembra que é o Renato Silva. Nota 3

Bruno Costa – Lento, inseguro, facilmente envolvido, ainda correu risco de ser expulso. É esse o zagueiro que barrou o Ferrero? Francamente, Cuca. Nota 2

Zé Carlos – Não dá mais. Sua presença em campo é um desrespeito ao torcedor e ao futebol. Nota 1 Alexandro entrou em seu lugar e demonstrou presença dentro da área. Mas, infelizmente, está muito longe de ser o novo André Lima. Nota 5 mesmo sem

Túlio – Já vinha jogando mal, mas hoje fez a sua pior partida com a camisa do Botafogo. Errou lances inadmissíveis para um profissional. Pelo que representa para o clube, merecerá post em separado. Nota Zero Foi substituído por LFlávio, que foi diretamente responsável pelas jogadas criadas no segundo tempo e bateu pênalti com categoria. Nota 6

Diguinho – Sem a mesma eficiência do início da temporada, ainda arriscou chutes bisonhos. Nota 5 

Thiaguinho – A camisa lhe caiu bem. Joga sempre com seriedade, e ainda apoiou no segundo tempo. Nota 6

Abedi - Também não dá mais. Jamais poderia ter desperdiçado uma chance como a concedida por Cuca ao ser titular num clássico. Agora, chega de boas ações. Nota 2 Jorge Henrique entrou no seu lugar e, mesmo sem se empenhar por completo, ajudou a reter a bola no ataque. Nota 5

Carlos Alberto – Tentou até o fim. Sabe reter a bola, criar jogadas perigosas, briga o tempo inteiro e não cansou como contra o Cruzeiro. Com a má fase dos companheiros, o esquema tem que ser direcionado para ele. Nota 7,5

Fábio – Não sabe chutar, o que torna difícil a sua sobrevivência na profissão de centroavante. Mais atrapalha do que ajuda, como quando ficou na frente de um chute de Carlos Alberto. Cavou um pênalti e o juiz embarcou. Nota 4

Cuca – Uma escalação descabida (Abedi com a 10?) e totalmente questionável, parcialmente corrigina no interval. Se JH e LF poderiam jogar 45 minutos, por que não colocá-los logo no início da partida, para fazer o resultado logo no primeiro tempo? Dado preocupante: antes ganhava com folga dos titulares do vasco, agora seu time padece para empatar com os reservas do mesmo clube. Nota 4

Acréscimo: Muito mais sagaz do que este escriba, o Pereirinha definiu bem a nova camisa alvinegra: “De longe, parece que eles estão jogando com uma camisa preta e um colete branco por cima. Não dá para ver as listras!” E acrescento: o resultado ficou perigosamente próximo de ser confundido com camisas do Atlético-MG e Santos. Como as previsões se confirmaram, eu reafirmo: aguardarei o modelo 2009.

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Bota 0 x 1 vasco: primeiro tempo

22 25UTC 05pmSun, 25 May 2008 19:05:31 +0000ç2008, 2008 · Deixe um comentário

Por enquanto, apenas um registro.

Pela quarta vez consecutiva, Brasileirão ou Copa do Brasil, o Botafogo faz um primeiro tempo horroroso.

O que era exceção virou rotina.

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Cruzeiro 1 x 0 Botafogo: Perda de tempo

22 17UTC 05pmSat, 17 May 2008 22:15:49 +0000ç2008, 2008 · Deixe um comentário

                      

Pronto, voltei.

Mas o desânimo não foi embora.

Não há muito o que falar dessa derrota, a não ser que foi uma dupla perda: de tempo para quem assistiu e  de três pontos para quem jogou.

Sem padrão de jogo, o Botafogo foi facilmente envolvido pelo Cruzeiro logo nos primeiros minutos. Eles estavam a 80 km/h, nós não conseguíamos engatar nem segunda marcha. Quem conseguir lembrar de uma jogada perigosa criada pelo time na primeira etapa leva para casa a camisa do Eduardo – está sequinha, o rapaz não suou nada durante a partida.

Túlio Souza, pior em campo, relembrou sem que ninguém pedisse o primeiro tempo na final contra o flamengo: deixou o setor direito completamente aberto. E foi assim, quando Renato Silva foi tentar corrigir a falha de posicionamento do ala e tomou por baixo das canetas, que nasceu o pênalti bobo cometido pelo Leandro Guerreiro (havia outros três jogadores alvinegros perto da bola e Castillo já fechava o ângulo para o atacante adversário): Cruzeiro 1 x 0.

E o primeiro tempo só não acabou de forma vexatória porque Castillo fez três ótimas defesas, uma delas bem difícil, de puro reflexo. O resto do time não produziu nada de relevante. Carlos Alberto bem que tentou; nos primeiros minutos, chamou para si a responsabilidade e demonstrou disposição. Depois foi se apagando até ser substituído.

Com a defesa batendo cabeça e Ferrero, lento, perdendo todas na corrida, restava ao meio-de-campo reter a bola na intermediária. Que nada. Não havia jogadas pelo meio, ninguém acionava Wellington Paulista, perdidinho no meio dos zagueiros. O único chute perigoso veio do zagueiro argentino, a bola passou por cima. E quando o elemento-surpresa do ataque se chama Renato Silva, é porque a coisa está feia. Não vi a estatística, mas desconfio que o Cruzeiro deve ter tido uns 70% de posse de bola – o Botafogo sequer conseguia trocar quatro passes.

No segundo tempo, Cuca colocou Bruno Costa no lugar de Edson e Lúcio Flávio no lugar de Ferrero. Depois, Túlio Souza foi justamente expulso após novamente chegar atrasado e desferir um carrinho desleal. Cuca teve que mexer de novo: Abedi substituiu Carlos Alberto, afundando o time de vez.

Enfim, um jogo para ser esquecido. Mesmo assim, vamos às notas:

 Castillo – Não fosse por ele, seria goleada. Mais uma vez, demonstrou a virtude que faltava aos goleiros alvinegros: sabe “ler” o lance e fecha o ângulo, saindo nos pés do adversário sem cometer pênalti. Lembram o que o Júlio Chester fez contra o mesmo Cruzeiro no ano passado? Nota 8

Túlio Souza – Tinha avançado duas casas para ganhar minha confiança, agora voltou ao estágio inicial. E o pior: tem se revelado um jogador violento, que corre o risco de ser expulso a cada partida – como foi hoje. A maior decepção do ano até agora. Nota Zero

Renato Silva – Voltou a ser o Renato Silva de 2007: perde-e-ganha na defesa (hoje mais perdeu do que ganhou, como na jogada que resultou no pênalti), atabalhoado no apoio. Ainda teve a marra de dar uma de Romário e reclamar que o Ferrero, quando chutou para fora a única chance real alvinegra na partida, não cruzou a bola para ele. Menos, RS, menos. Nota 4

Ferrero – Lento e fora de ritmo, deixou por duas vezes o Cruzeiro chegar na cara de Castillo. Mas, com dois ou três passes, tentou ligação direta com o ataque, nos lembrando que essa é uma arma há tempos desativada no Botafogo. Nota 4 Foi substituído no intervalo por Lúcio Flávio, que, impecavelmente arrumado, camisa pra dentro do calção, assim permaneceu por 45 minutos. Nota 4

Edson – Entrou em campo? Nota 2 Foi substituído por Bruno Costa, que ao menos se antecipa e tenta participar da partida. Nota 4

Leandro Guerreiro – Mesmo na sua posição original, está longe de ser o jogador de 2007. O pênalti desnecessário que cometeu, infelizmente, foi a prova da má fase. Nota 4

Diguinho - Esforçado no primeiro tempo, ainda tentou armar alguma coisa. Voltou a errar passes fáceis. Ainda não repetiu no Brasileirão nem na Copa do Brasil as atuações do Carioca. Nota 5

Tiaguinho - Boa movimentação, marcação forte, quase sempre eficiente, apesar da evidente limitação técnica. O negócio dele é destruir: é o volante-volante. No segundo tempo, caiu de produção. Pode fazer sombra para Túlio. Nota 5

Eduardo – Só foi notado em campo por conta da cor das chuteiras: amarelas, em tom berrante. Outra grande decepção do pacote de contratações de 2008. Nota 1

Carlos Alberto – Em dois minutos, demonstrou mais técnica e visão de jogo do que Adriano Felício em 365 dias. Estava afim de jogar – mas não tinha companheiros à altura. Ainda no primeiro tempo, porém, abusou das jogadas individuais sem produtividade, o que nos fez lembrar este que é seu principal problema. No segundo tempo, desistiu de vez e foi substituído. Nota 6. Foi substituído por Abedi, que armou um contra-ataque perigoso para o Cruzeiro, chutou duas bolas horrorosas e provou novamente que não tem condições de ser jogador do Botafogo. Nota 2

Wellington Paulista - Isolado, não produziu nada de relevante. Nas raras vezes que pegou na bola, não acertou nada, foi facilmente desarmado por uma zaga que está longe de ser brilhante. Pior: tem jogado mais com os braços (faz faltas adoidado) do que com as pernas. Nota 4

Cuca – O time não demonstrou o mínimo padrão de jogo, não teve meio-de-campo, não produziu nenhuma jogada perigosa, teve jogadores (Eduardo, Edson) fugindo da bola e ele ainda elogiou a equipe pela “aplicação”. Seria melhor o silêncio. Nota 3

Foto:Lancenet

 

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Fogo 2 x 0 Sport: Herói em cada jogo

22 11UTC 05pmSun, 11 May 2008 21:57:15 +0000ç2008, 2008 · Deixe um comentário

Diguinho entrou no segundo tempo e, mais uma vez, correspondeu com ótimas roubadas de bola e bom senso de colocação. E foi num desses desarmes que surpreendeu o jogador pernambucano e, rapidamente, tabelou com Jorge Henrique, ficando de cara para a meta adversária. Teve calma para driblar o goleiro e tocar para as redes.

Aliás, a jogada do segundo e decisivo gol teve a participação dos dois melhores em campo. Mas, como Diguinho está com mais moral aqui no Fogo Eterno por conta do impecável Campeonato Carioca, ele fica com o radinho de pilha que a gente destina ao melhor em campo (sempre que o Botafogo ganha, é claro, e fazia três partidas que o prêmio não era entregue a nenhum alvinegro…).

 Foto:GloboEsporte

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Fogo 2 x 0 Sport: Fala, Vieira!

22 11UTC 05pmSun, 11 May 2008 19:06:48 +0000ç2008, 2008 · 1 Comentário

O duelo de Jorge Henry e Carlinhos Ballack

Sou chato mesmo…

É claro que comemorei a vitória do Botafogo contra o time do “Carlinhos Ballack”. Por sinal, um timinho. Mas não jogamos nada. Erros de passe, meio-campo sem qualquer criatividade e um Fábio ridículo transformaram o jogo numa preguiça só.

O único que jogou alguma coisa parecida com futebol foi o Jorge Henry. Gostei da defesa e do Renan (mas não sei se foi devido à incompetência do Sport), mas detestei e xinguei o Cuca quando ele insistiu em colocar o Adriano Felíclio, o Elzo do Bota, em campo. Esse rapaz não serve nem para jogar no torneio interno aqui da repartição.

De resto… Três pontinhos no bolso!

Vieira

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Fogo 2 x 0 Sport: O primeiro reforço

22 11UTC 05pmSun, 11 May 2008 18:58:29 +0000ç2008, 2008 · Deixe um comentário

Uma luz se acende no meio da escuridão no Engenhão: parece que Jorge Henrique está voltando a jogar bola. Se realmente entrar em forma, será o primeiro reforço importante do Botafogo para o Brasileirão 2008.

Foi graças à ressurreição de Jorge que o Botafogo conseguiu uma vitória importante na estréia. O placar de 2 x 0 é dos mais enganosos, até porque o Sport teve um gol legítimo anulado quando a vantagem ainda era mínima. Mas, em um longo campeonato de pontos corridos, conseguir o máximo de vitórias dentro de casa fará a diferença na tabela.

O primeiro gol nasceu quando o time pernambucano tinha o domínio da partida, e perdido pelo menos duas chances concretas de abrir o placar. Graças a uma bela jogada individual do neo-meia Eduardo, o zagueiro convertido,  a bola sobrou fácil para JH – detalhe: esse é o tipo de gol que ele costuma perder, e dessa vez meteu nas redes. Não é pouco, para quem anda em péssima fase.

Sem qualquer criatividade no meio-de-campo, novamente sentindo a ausência de Lúcio Flávio para distribuir a bola, o Botafogo era um amontoado de jogadores esforçados, mas limitados, inclusive se esbarrando ao tentar encontrar posicionamento. Mas o gol trouxe equilíbrio ao time, que passou ao jogar com inteligência, no contra-ataque, até o fim do primeiro tempo.

No segundo tempo, porém…

Mais sufoco! Sem posse de bola, o time recuou e aceitou a pressão do Sport. Até que a luz acabou no Engenhão e o time aproveitou o inesperado intervalo para se reorganizar. Cuca, enfim, acertou uma substituição ao colocar Diguinho em campo na hora certa. Além de melhorar a marcação, o nosso melhor volante em atividade ainda foi esperto ao roubar a bola e, na tabela, driblar o goleiro e ser premiado com um belo gol, que liqüidou a partida.  

No mais, Renan demonstrou insegurança e erros de posicionamento mas ainda tem crédito de sobra, pois se aproveita da estatura para isolar bolas perigosas. Os três zagueiros andaram batendo cabeça, Alessando novamente apenas discreto, Leandro Guerreiro lento e previsível, Túlio Souza em ascensão mas ainda cometendo erros irritantes, Fábio em mais um dia de Fábio (algumas chances, nenhum gol), Alexandro demonstrando vontade e disparando um chute perigoso, e Felício desnecessariamente em campo, apenas para aumentar a improdutividade do meio-de-campo.

O que importa são os três pontos, certo? Certo. Mas é igualmente importante aprender com as falhas cometidas que deixaram a defesa desguarnecida pelo segundo jogo consecutivo. Se liga, Cuca!

foto:Lancenet

 

 

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Competição nova, cara nova

22 10UTC 05pmSat, 10 May 2008 17:31:24 +0000ç2008, 2008 · Deixe um comentário

Ainda estamos em obras e sem todos os reforços necessários, mas a estréia do Botafogo no Brasileirão é o pretexto para apresentar o uniforme 2008 do Fogo Eterno e deixar registrado o agradecimento sincero a todos que passaram por aqui desde os primeiros dias. Um “valeu” especial para o Vieira e aos amigos-e-blogueiros Rodrigo, Snoopy, Mestre Rui, Egberto, turma do Arena Alvinegra, Ezaú e outros que porventura posso ter esquecido e colaboram não só com os comentários, mas com sugestões para nossas seções.

E vamos ao Brasileirão!

 

Categorias: Brasileirão 2008
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