Fogo Eterno

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Santos 2 x 2 Botafogo: Euforia seguida de frustração – bem no estilo de Cuca

22 13UTC 07pmSun, 13 Jul 2008 20:07:01 +0000ç2008, 2008 · 2 Comentários

                                           

Vai ser difícil arrumar nesse campeonato uma chance mais fácil de faturar três pontos fora de casa.

E o que o Botafogo fez com essa oportunidade?

Jogou pela janela. Mas teve que se esforçar muito para conseguir seu objetivo.

Pois, logo quando abriu 2 x 0 antes dos 30 minutos do primeiro tempo, uma série de erros individuais grotescos alvinegros - no ataque e na defesa – só não foram aproveitados para o empate adversário ainda na etapa inicial porque o adversário é de uma incompetência atroz.

(Aliás, não tenho nada com isso, mas, pelo primeiro tempo que o Santos fez, o Alexis Stival poderia ter sido demitido no intervalo – o time que ele comanda demonstrou uma completa desorganização tática e técnica: é um bando, não um time de futebol)

A zaga alvinegra, mais uma vez, totalmente perdida. André Luiz e Renato Silva, lamentáveis; Castillo, inseguro, soltando bolas fáceis. Mas os volantes ainda deram conta do recado, tapando os rombos deixados por conta de roubadas de bola quase infantis. Quando eles caíram de produção, no segundo tempo, o time ficou totalmente exposto e bastou entrar um centroavante um pouquinho mais habilidoso do que o bonde Lima (que perdeu um gol inacreditável no primeiro tempo) para o Santos obter o empate. E, se tivesse cinco minutos, teria conseguido virar o jogo.

Mas o empate veio por méritos deles? Claro que não! Novamente, por incompetência nossa.

A começar pela invencionice de Ney Franco, depois de cogitar o ZAGUEIRO Ferrero e o MEIA Lucas Silva para o lugar de Zé Carlos, optar pelo CENTROAVANTE Vanderlei (!!) quando o time perdia de 2 x 1 e o Cuca deve ter orientado os seus (in)subordinados a avançar pelos lados. O nosso novo treinador, ao tentar um inexplicável ”nó tático” com a entrada de Vanderley, errou feio e não enxergou o óbvio: naquele momento, a urgência era a necessidade de maior marcação nas laterais.

Também contribuíram para o empate-com-sabor-de-derrota a incapacidade do Jorge Henrique de definir mesmo quando tem chances excelentes, o Renato Silva, com erro incrível de marcação no primeiro gol, o bandeirinha (que validou o gol em impedimento, apesar da ressalva de ser um lance difícilimo), a falta de fôlego de Túlio, Diguinho e Zé Carlos, mais a inutilidade que foi a presença em campo de Lúcio Flávio.

O que de bom houve nessa partida? A boa atuação dos volantes no primeiro tempo, quando o time jogou de forma inteligente ao explorar as lambanças do adversário (e não foram poucas), a velocidade do Jorge Henrique, e, acima de tudo, o rendimento do Wellington Paulista: fez um golaço (a la Dodô), deixou JH na cara do gol, e só cometeu a primeira falta aos 10 minutos do segundo tempo.

No final, tristemente para nós, o rendimento alvinegro foi a cara do Botafogo de Cuca: euforia no início, frustração no final. Tal e qual o duelo contra o Ney Franco na final do Campeonato Carioca de 2007.

Assim eles jogaram:

Castillo – Algumas boas antecipações, mas falhas ridículas. Não transmite mais a mesma segurança do início do ano. Irregularidade é o mais grave problema de um goleiro. Nota 4

Renato Silva - Mal, muito mal. Erro bisonho de posicionamento no primeiro gol do Santos. Conseguiu, assim, ajudar a pagar sua eterna dívida de gratidão com o Cuca: amigo é pra essas coisas. Nota 3

André Luiz - Também muito mal. Só não foi mais envolvido porque o ataque do Santos é de uma inoperância incrível. Precisaria ter ao seu lado um zagueiro de seleção para compensar as suas falhas, o que, obviamente, não é o caso de Renato Silva. Nota 3

Triguinho – Não comprometeu na marcação e ainda apoiou com algum perigo. Nota 5

Thiaguinho - Melhoria considerável em relação ao jogo contra o Vitória. Lançamento primoroso para WP no segundo gol alvinegro. Merece ser testado no time titular. Nota 7. Foi substituído por Túlio Souza que, apesar de mais uma proeza (tomou cartão amarelo dois minutos depois de entrar), pelo menos não errou passes. Mas o time caiu muito de rendimento e permitiu a chegada do Santos depois de sua entrada. Nota 5

Túlio - Muito bem no primeiro tempo. Cansou na segunda etapa e não deu conta da marcação, como mostra o replay do segundo gol. Nota 5,5

Diguinho – Praticamente no mesmo nível de Túlio, um pouco melhor nos desarmes – só que quase sempre seguidos de passes errados. Nota 6

Lúcio Flávio – Um problema sério. Esse era o jogo para assumir a responsabilidade, após o 2 x0, e comandar os contra-ataques ou reter a posse de bola no campo adversário. Não fez uma coisa nem outra; aliás, não fez coisa nenhuma.  Nota 2

Zé Carlos – Um golaço de falta, maior segurança na parte defensiva, mas erros de passe de fazer o torcedor arrancar os cabelos. Perdeu duas chances de definir o jogo. Nota 5 Foi substituído por Vanderlei que, claro, não fez nada a não ser um gesto típico de pelada ao errar um chute na grande área, na linha a-bola-me-enganou. Quando o Brasiliense vai levá-lo? Nota 2 

Jorge Henrique – Não dá para ter no time titular um atacante que não sabe finalizar – e não falo apenas do incrível gol perdido cara-a-cara com Fábio Costa, mas também do ridículo corta-luz quase dentro da pequena área (!) para Zé Carlos, quando a opção óbvia era empurrar a bola pra dentro das redes. Mas tem aparecido mais na partida, parece menos chinelinho, menos cai-cai. Nota 5

Wellington Paulista – O nome do jogo. Além do golaço, correu muito, deixou dois na cara do gol e lutou até o fim. Foi vítima de uma entrada criminosa, ignorada pelo árbitro, mas parece que os dias de má fase estão chegando ao fim. Nota 8 Acabou substituído por Alexsandro, que fez apenas uma jogada de algum talento e soube catimbar no último minuto da partida, impedindo a reposição rápida do goleiro do Santos. Nota 3

Ney Franco – O time teve competência e sorte no primeiro tempo, mas, além de não acertar o posicionamento da zaga, errou feio ao colocar Vanderlei no lugar de. Precisa ser mais humilde e menos deslumbrado – no intervalo, estava tirando onda, dizendo que o time tinha obedecido às mudanças que fizera: acabou de chegar e já quer sentar na janelinha. Nota 4

Pra finalizar, foi delírio meu ou havia uma faixa “Santos, Campeão Brasileiro de 1995″ na arquibancada da Vila Belmiro? Esse é o chororô mais longo da história…

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Vitória 5 x 2 Botafogo: Amargo regresso

22 09UTC 07pmWed, 09 Jul 2008 23:38:05 +0000ç2008, 2008 · 7 Comentários

 

                              

Depois de lembranças gloriosas do Botafogo 2007, estamos de volta ao Botafogo 2008, que não consegue nem empatar, quanto mais ganhar uma partida fora de casa…

Amargo regresso à realidade.

Agora, vamos tentar identificar os culpados pelo maior vexame alvinegro no Brasileirão até agora.

Não vou culpar o Geninho pelo pênalti  cometido pelo Ferrero no início do jogo (o segundo foi fora da área) e pelo fato de o zagueiro argentino ter ganho o primeiro lance da partida aos 39 minutos do segundo tempo.

Mas vou culpar o Geninho por ter desarmado o que deu certo na partida anterior e entrado com o esquema de três zagueiros, sendo que um deles estava parado há quase dois meses.

Não vou culpar o Geninho pelos erros de passes sucessivos de Diguinho, Zé Carlos, Thiaguinho, Wellington Paulista, até do Castillo.

Mas vou culpar o Geninho por não ter exigido mudança da postura do time no vestiário.

Não vou culpar o Geninho pela diretoria do Botafogo não ter contratado um lateral-direito reserva, e o improvisado Thiaguinho ter feito, por isso, a sua pior partida com a camisa alvinegra.

Mas vou culpar o Geninho por não enxergar a completa inoperância de seus dois volantes, que deixaram a zaga, lenta e totalmente envolvida pela rapidez dos atacantes adversários, totalmente a descoberto.

Não vou culpar o Geninho pelo fato de o Vitória ter sido beneficiado pela ausência de Túlio (que falta ele fez hoje!) e por alguns lances de sorte, como o quinto gol, que matou qualquer chance de reação no segundo tempo, coroando a eficácia do clichê do dia-em-que-tudo-dá-certo. 

Mas vou culpar o Geninho por permitir que o grupo que ele treina não consiga sair da pressão do adversário, quando este ganha por quatro gols de diferença e, aos 20 minutos do segundo tempo, ainda pressiona a saída de bola alvinegra.

Não vou culpar o Geninho pelo fato de o Castillo, não só pelos erros de posicionamento em dois gols mas pela falta de timing e da bisonhice da bola largada na pequena área (salva pelo André Luiz), ter lembrado os piores momentos dos goleiros alvinegros de 2007.

Mas vou culpar o Geninho pela incapacidade de alterar o esquema tático da equipe logo no primeiro tempo, com a entrada de outros jogadores para sanear os rombos deixados para o adversário. Lembram quando o Cuca tirou o Túlio Souza aos 20 minutos do primeiro tempo da final do Carioca e vedou o vazamento no qual o Juan estava deitando e rolando?

Eis, portanto, a grande diferença dos dois treinadores. E, por isso, o time dirigido pelo Cuca, salvo engano, jamais tomou cinco gols numa partida.

Em Salvador, o Geninho assistiu passivamente mais uma derrocada alvinegra, desenhada aos 20 minutos do primeiro tempo – como em Porto Alegre, contra o Inter. O que Geninho fez no intervalo? Cobrou “a diminuição dos espaços”, segundo Lúcio Flávio (sempre lúcido nas entrevistas). O Cuca ao menos teria um plano B. Com Geninho, não temos nem Plano A, visto que o time que ganhou do Grêmio é, basicamente, o mesmo deixado pelo técnico anterior.

Como eles (não) jogaram?

Castillo – Muito mal. Achei que ele conseguiu repetir a proeza de Max em 2007 contra o Náutico e, na segunda cobrança, tomar um frango de pênalti. Pior: deu seguidas mostras de não ser confiável. Nota 2

Alessandro se machucou logo no início. Thiaguinho entrou, improvisado, deixou espaço, permitiu contra-ataques e ainda errou mais passes do que em todas as suas partidas anteriores. Nota 3

Renato Silva - O menos péssimo da zaga. Nota 3

André Luís – Técnica a gente já sabe que ele não tem. Fora de ritmo, lento, sem posicionamento. Nota 2

Ferrero - Totalmente perdido, facilmente envolvido, pesado, enfim, em uma palavra: atarantado. Fez dois pênaltis em 45 minutos, façanha que nem Alex, Scheidt, Asprilla e Rafael Marques conquistaram. Não sabe jogar no esquema de três zagueiros. Nota 1

Leandro Guerreiro – Não cometeu falhas gritantes como os colegas, mas também não executou sua função primordial, de proteger a zaga. Nota 4

Diguinho – A pior partida do ano. Preocupante: vem caindo de produção. Nota 4 CORREÇÃO E ACRÉSCIMO: Foi substituído por Lucas Silva, que praticamente não tocou na bola. Sem nota 

Triguinho entrou no lugar de André Luis, e, mesmo com maior segurança na marcação, também gastou sua cota de erros de passes. Nota 5

 Lúcio Flávio – Muito melhor na entrevista do que em campo. Se continuar excelente apenas nos pênaltis, pode migrar para o futebol americano: ganhará uma nota preta como kicker. Nota 3

Zé Carlos – Nulo, errou passes bisonhos. Nota 3

Jorge Henrique – Cavou um pênalti com inteligência e depois sumiu. Só voltou ao Barradão na metade do segundo tempo, quando armou jogadas perigosas, inclusive a do gol do Wellington. Nota 6

Wellington Paulista – Fez o gol, ok, acabou o jejum, uma alma saiu do purgatório. Mas não dá também para jogar bem, cometer menos faltas no ataque, baixar os braços, etc, etc, etc? Hoje o primeiro tempo foi lamentável. Nota 4

Geninho - Como diria o poeta candango: ele é isso aí que você está vendo, mesmo que você não esteja vendo nada.  Nota 1

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Botafogo 2 x 0 Grêmio: Vontade de Vencer

22 06UTC 07pmSun, 06 Jul 2008 21:22:11 +0000ç2008, 2008 · 2 Comentários

                            

E não é que o entusiasmo do Pereirão, ainda que discreto, tinha razão de ser?

Não pude ver a partida integralmente com atenção merecida, por isso fico devendo as notas para cada jogador e a eleição do Herói de Cada Jogo. Mas, do que vi, gostei bastante.

Especialmente daquilo que faltou nos jogos anteriores: vontade de vencer. Dentro de casa, o time tem obrigação de fazer o que o Botafogo fez nesse domingo – tomar a iniciativa e sufocar o oponente. Vale lembrar, o time fez isso no primeiro tempo contra a Portuguesa, mas a bola não quis entrar. E, hoje, me pareceu mais organizado, mais perigoso, com jogadas rápidas que lembraram os bons tempos de 2007 e início de 2008.

Do que vi, gostei da segurança da zaga, da disposição de Alessandro para apoiar, da raça do Túlio, da visão de jogo do Lúcio Flávio (o corta-luz para o Alessandro foi genial), e da disposição do Wellington Paulista - uma pena o goleiro gremista ter evitado o terceiro gol alvinegro: seria um golaço, pois a jogada inteira de contra-ataque foi sensacional. 

E a pergunta que não quer calar, vai em caixa alta, porque se trata de um grito, não de uma indagação: POR QUE VOCÊS NÃO JOGARAM ASSIM DESDE O INÍCIO DO BRASILEIRÃO, PQP?

Será que tanta disposição tem alguma relação com a ausência da estrela Carlos Alberto ( Salário bem maior do que todos do elenco, futebol por enquanto do mesmo nível) ou com a promessa da diretoria de pagar os salários atrasados nessa segunda-feira?

O tempo trará a resposta.

E não percam, nas próximas horas, o especial 7/7/7: Nunca Fomos Tão Felizes. Sim, também será sobre um certo 2 x 0 alvinegro…   

E, para completar, a observação final do Pereirão:

“O Botafogo ganhou bem, o fluzinho e o vasco perderam. De noite vou dormir feliz…”

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O discreto entusiasmo do Pereirão

22 05UTC 07pmSat, 05 Jul 2008 20:25:05 +0000ç2008, 2008 · Deixe um comentário

O Grêmio sempre se deu bem jogando contra o Botafogo no Rio de Janeiro, desde muito tempo, é comum os gaúchos ganharem de nós no Rio.

Mas algo me diz que vamos começar nesse domingo a tão aguardada reação – olhe que vai ser o pior ataque (o nosso) contra a defesa menos vazada, o que já faz imaginar um 0 x 0.

Por falar em zero, esse número está rondando o nosso ataque há quatro jogos – contra o Cruzeiro, náutico (com minúsculas, claro), Portuguesa e fluminense. 

TÁ NA HORA DE MUDAR!

Do Pereirão

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fluminense 0 x 0 Botafogo: A hora do desencanto

22 29UTC 06pmSun, 29 Jun 2008 21:23:00 +0000ç2008, 2008 · 4 Comentários

                        

Quando o goleiro é o melhor em campo, e ele só fez duas intervenções em 90 minutos, é hora de acionar o alarme.

Mas de que adianta disparar o aviso de emergência? Quem irá nos socorrer? Olhem para o banco de reservas, o que vocês vêem ali? Nesse momento, como diriam os Titãs, só o acaso pode nos proteger.

A fase é de total desencanto: sem poder de reação, sem poder de decisão, sem raça, sem nada que desperte um mínimo de confiança no torcedor. Porque o único fato positivo do jogo desse domingo no Maracanã contra os RESERVAS do fluzinho foi não ter tomado gol. Mas isso se deveu quase que exclusivamente ao desinteresse do adversário na partida do que a méritos alvinegros. Tanto que, quando pressionaram um pouco (só um pouco) no primeiro tempo, eles criaram chances mais claras do que o bando botafoguense.

Sim, meus amigos: Ao contrário do bom primeiro tempo contra a Portuguesa (viram como é possível piorar?), dessa vez o Botafogo pediu para perder. Um bando desordenado, sem capacidade de criar nem de marcar. Se Geninhozinho pediu para o time chegar ao gol com as jogadas dos laterais, eles devem ter perdido essa parte da preleção. Pois Triguinho e Alessandro, que já não são tudo isso, hoje estavam abaixo da linha que separa os medianos dos medíocres.

E a “dupla de criação” formada por Lúcio Flávio e Carlos Alberto? Fizeram um autêntico rodízio: um sumiu no primeiro tempo, o outro nos 45 minutos finais. Assim, a gente não sentiu saudade dos dois ao mesmo tempo, o que demonstra a inteligência e eficiência dos dois “cérebros” do time.

E a “dupla ofensiva” formada por Wellington Paulista e Vanderlei? Além de lutarem com a bola e serem facilmente marcados,  poucas vezes tive o desprazer de ver dois jogadores atuando no mesmo setor de campo sem demonstrar NENHUMA sintonia. Pelo contrário: chegaram a trombar algumas vezes. Parece que nunca treinaram juntos.

A bem da verdade, entre os 20 minutos e 30 do segundo tempo, o time conseguiu criar algumas jogadas perigosas. Mas, depois com as entradas de Túlio Souza e Fábio, o que já estava péssimo conseguiu piorar.  Porque, além de tudo, com a saída de Alessandro, a ala direita virou uma avenida e o time desandou a disparar passes errados, muitos bisonhos, armando perigosíssimos contra-ataques para o tricolor. E o fluzinho só não ganhou a partida por uma questão de minutos.

Difícil é ter que concordar com o Renato Gaúcho quando ele afirmou após a partida: “Hoje o Botafogo ganhou um ponto”.

E antes que as cornetas mirem apenas uma pessoa, quero deixar bem claro o que penso.

Não, a culpa de mais uma péssima partida não é só do Geninho – que, ao menos, fez uma leitura lúcida no final e disse que “muitos jogadores estiveram muito abaixo das expectativas”, mas minimizou ao dizer que “Deu um apagão geral, hoje não foi um bom dia”. Não, Geninho, foi um PÉSSIMO dia. Mas que culpa ele tem se Carlos Alberto não acertou nada, se o Wellington consegue piorar a cada jogo e se o Túlio Souza se revelou um engodo, pois o que jogou até agora pelo Botafogo não é digno nem da série C? 

Por isso, a partir de agora, as minhas expectativas mudaram. Campeão, Libertadores? Não me façam rir porque será um sorriso amargo, ainda mais quando lembramos de nossa posição na tabela no ano passado.

Com esse time e esse técnico, cada ponto conquistado daqui pra frente será um milagre – ainda mais quando se enxerga os próximos confrontos previstos na tabela. E se o Botafogo se sustentar fora da zona de rebaixamento até agosto, ganha tempo para fazer uma total transfusão de sangue para o returno.

Só assim, escaparemos ao final do campeonato do destino traçado pela música dos Titãs citada no início desse comentário: Epitáfio.

Como eles jogaram?

Castillo – Duas ótimas intervenções no primeiro tempo, salvou o time da derrota. No segundo tempo, só assistiu a partida. Deveria ser o capitão do time. Nota 7

Alessandro – Já deve estar negociado com a Grécia, pois voltou a ser o lateral nulo no apoio e dessa vez sem vibração. Nota 4 Foi substituído por Túlio Souza que, em menos de 2 minutos, deu um passe bisonho e uma entrada violenta punida com cartão amarelo. Depois, mais uma série de passes errados. Não quero nem saber quanto o Botafogo gastou com o passe desse rapaz para não ficar com mais raiva: dinheiro jogado fora. Nota 1

Renato Silva - Seguro e ligado no jogo, fez boas antecipações. Deu uma vacilada no final, quando o time caiu bruscamente de rendimento. Nota 6

Ferrero – Um pouco lento, ao menos demonstrou raça nas divididas e não dá vexame quando tem a bola nos pés e tenta arriscar passes ofensivos. Remendou os buracos deixados pelo meio-de-campo. Foi injustamente expulso no finalzinho da partida, ao matar um lance que poderia ter resultado no gol tricolor. Nota 6,5

Triguinho - Burocrático, sem capacidade ofensiva, ainda perdeu um gol por distração. Quando quem estava jogando bem começa a comprometer é que a coisa está ficando preta. Nota 3

Leandro Guerreiro – Muito mal no primeiro tempo, deixou os zagueiros perigosamente expostos. Até melhorou um pouco na segunda etapa, mas uma sucessão de falhas transmitiu novamente falta de confiança e de capacidade. Tem que ser um dos primeiros a entrar na fila da transfusão de sangue. Será que só joga com o Cuca? Nota 3 

Túlio – Fazia uma partida razoável, participando das jogadas ofensivas e buscando o jogo, quando sentiu contusão. Nota 5 Foi substituído aos 35 minutos por Vanderlei, que, dessa vez, teve bastante tempo para mostrar que NÃO é opção ofensiva para o Botafogo: basta lembrar que, após um cruzamento na entrada da grande área, ele conseguiu cabecear de ombro (???) e depois pedir desculpas aos colegas. Nota 2 

Diguinho - O rendimento do único volante que estava mantendo padrão de jogo começa a cair. Os passes errados no segundo tempo foram preocupantes. Nota 4

Lúcio Flávio - Demorei para reconhecer o óbvio, mas hoje você me convenceu: Não dá mais para te defender, Lúcio. Você não consegue ganhar uma jogada no mano-a-mano, nem do reserva do Fluminense, que te desarmou facilmente no segundo tempo. E só aparece atrás da bola na hora que o juiz marca uma falta.  Nota 2

Carlos Alberto -  Fez duas boas jogadas pelas laterais, e só. Dessa vez, nem vontade demonstrou. Muito, muito pouco para quem ganha R$ 300 mil, é elogiado pelo Mourinho e sonha em voltar ao futebol europeu.  A pior partida pelo Botafogo. Nota 2

Wellington Paulista – Não está só de mal com o gol, mas também de mal com a bola. Desarmado facilmente, cruzamentos inúteis, nenhuma conclusão durante quase 80 minutos em campo. Desajeitado, fica em impedimento uma centena de vezes e ainda atrapalha algumas possibilidades de ataque. Parece o garoto que só joga a pelada porque é o dono do campo. Nota 1. Foi substituído por Fábio, que fez uma boa jogada e também protagonizou um dos lances mais ridículos da partida, quando agarrou a bola, à espera da marcação de falta, e o juiz marcou mão. Nota 1

Geninho - Após uma semana de treinamentos e sem desfalques (só Jorge Henrique, que de há muito não é indispensável), não há justificativas para que seu time tenha piorado em relação à partida contra a Portuguesa e desandado por completo. Só não foi facilmente derrotado pelas circunstâncias do adversário. Parece não ter capacidade para comandar nenhum tipo de reação. Mas, repito, não é o único culpado, e sim quem o escolheu. O Botafogo precisa, nesse momento, de um técnico enérgico e minimamente competente – não é o caso do atual treinador. Nota 3

 

 

 

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A fórmula do fracasso

22 25UTC 06pmWed, 25 Jun 2008 23:50:09 +0000ç2008, 2008 · 3 Comentários

                       

Os pontos perdidos pelo Botafogo no Brasileirão 2008 têm vários motivos, mas chamo a atenção para dois deles.

1) Gols sofridos no início das partidas

2) Ausência de poder de reação

Senão, vejamos:

Botafogo 1 x 1 Vasco: O time conseguiu a proeza de tomar um gol de escanteio aos 53 segundos de jogo, no cúmulo da desatenção. E só conseguiu empatar, com um pênalti duvidoso, aos 40 minutos da segunda etapa. Ou seja: 85 minutos para fazer um gol.

Náutico 3 x 0 Botafogo: Claro que foi um jogo atípico por conta da atuação truculenta da PM pernambucana, mas o time tomou o primeiro gol logo aos 12 minutos, bem antes da entrada em campo de Dona Lúcia Helena, Olhos-de-Ódio e outros policiais despreparados.

Internacional 2 x 1 Botafogo: O primeiro gol colorado saiu aos 6 minutos. E o segundo, onze minutos depois. Com menos de 20 minutos do primeiro tempo, dois gols de desvantagem. Convenhamos que isso muda qualquer estratégia previamente traçada. Só conseguimos descontar nos acréscimos, com Alessandro comemorando como se tivesse ganho a Taça Rio.

Botafogo 0 x 1 Portuguesa (foto): No único ataque de um adversário que entrou para não perder, aos 11minutos, saiu o gol, nascido em arremesso de lateral (!) que gera um cruzamento e o atacante luso é marcado solitariamente por Túlio – e a culpa não pode ser atribuída apenas ao volante, particularmente acho muito mais grave a displicência da zaga. Três pontos perdidos dentro de casa.

Ora, além da óbvia falta de atenção no início da partida, impressiona o fato de, no segundo tempo, não haver nenhum tipo de alteração tática nem técnica que possibilite uma reação. Tudo bem, o banco não tem opções, mas me parece cristalino que, se a estratégia não funcionou nos minutos iniciais, é preciso mexer. Mudança de atitude dentro e fora de campo – mas isso não vem acontecendo, daí vêm os resultados adversos. E, sinceramente, o sonolento Geninho não parece a pessoa mais indicada para comandar essa reação. Muito menos Lúcio Flávio; talvez só o Carlos Alberto.

Um time limitado, desatento e sem poder de reação sempre será um time à beira do precipício. No gramado e na tabela.

 

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Conversa de repartição

22 23UTC 06pmMon, 23 Jun 2008 17:53:09 +0000ç2008, 2008 · Deixe um comentário

Vieira: Na crônica do jogo, você esqueceu de dar a nota para o Geninho!

Pereira: É verdade, eu nem lembrei que ele estava lá. Aliás, nem lembrei que tinha um técnico no banco do Botafogo. O cara fica quieto durante o jogo, não faz nada, é o treinador do tanto-faz. Tinha obrigação de ter acertado o time para continuar pressionando no segundo tempo, mas nem isso elel conseguiu…

Vieira: Geninho é um treinador aposentado ainda em atividade. Tô pegando fama de chato, mas para ser técnico do Botafogo tem que ter um algo a mais. Ele não tem, vive de um título que ganhou com o Atlético-PR há uns dez anos, e só.

Pereira: Pois é, ele também me dá a impressão que, quando está de folga no domingão, fica cochilando no sofá em vez de observar os adversários. Envolvimento zero. Aí realmente dá saudade do Cuca.

Vieira: E agora esse papo do Carlos Alberto ir embora…

Pereira: É, mas ele não jogou nada no sábado, Vieira.

Vieira: Sim, mas é o único jogador de verdade que a gente tem! Eu acho que devia começar tudo de novo. E com tudo novo. O estádio não é novo? Então, monta um time novo, com gente com garra, que chegue disposta a brigar. E, claro, com um técnico novo também: novo nas idéias, não só de idade. Se é para brigar apenas pra escapar do rebaixamento, vamos brigar com garra, sem cai-cai, com vontade.

Pereira: Se é essa a nossa única pretensão, você tem toda razão.

 

  

 

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Obrigado, Stival

22 22UTC 06pmSun, 22 Jun 2008 20:30:14 +0000ç2008, 2008 · 2 Comentários

O Botafogo só escapou de entrar na zona de rebaixamento por conta da surpreendente derrota do Santos para o Goiás em plena Vila Belmiro: 4 x 0.

Aliás, salvo engano, o Botafogo de Cuca jamais perdeu por uma diferença de quatro gols.

Claro que não era essa a intenção, mas, mesmo à distância, o treinador continua a ajudar o Botafogo.

 Valeu, Stival!

E melhor sorte daqui pra frente.

Pra você e pra gente.

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Botafogo 0 x 1 Portuguesa: A casa caiu

22 21UTC 06pmSat, 21 Jun 2008 20:58:54 +0000ç2008, 2008 · 1 Comentário

                            

Já tinha escrito aqui: o Botafogo perde com facilidade fora de casa e ganha com dificuldade dentro de casa. Um dia a casa iria cair.

Caiu nesse sábado.

Basta lembrar das vitórias pelo Brasileirão: o 2 x 0 em cima do Sport, mas o rubro-negro teve gol mal anulado e perdeu chances claríssimas de gol quando o placar ainda não tinha sido inaugurado. E o 2 x 1 no Coritiba, com gol de pênalti aos 40min do segundo tempo.

Hoje não teve apito amigo nem pênalti salvador. Então, veio a derrota. 

Porque, como já demonstrara contra o Inter, o Botafogo tem contrariado os dois princípios para construir uma vitória. Atenção, então, para o aviso a ser fixado na concentração em GS:

1. NÃO TOMAR GOL

2. FAZER GOL

Enquanto as regras do futebol não forem alteradas, de nada adiantará ter maior posse de jogo, maior número de jogadas aéreas, de finalizações, etc, se as duas regras acima forem desrespeitadas.

De nada adianta fazer um bom primeiro tempo, como fez hoje no Engenhão, com a eficiente utilização dos laterais (especialmente Alessandro), jogadas perigosas criadas por Lúcio Flávio,  ter maior volume de jogo se as pessoas responsáveis por colocar a bola para dentro (sim, é com você, Wellington) não desempenham seu trabalho com o mínimo de eficiência.

O Botafogo deu uma interminável demonstração de incompetência. Especialmente no segundo tempo.

Porque, se a pressão tivesse continuado no mesmo ritmo dos 45 minutos iniciais, é óbvio que pelo menos o time teria conseguido ao menos um empate.

Mas, por culpa da inapetência do técnico e de um banco de qualidade zero (como destacou o Alex Escobar, quando Vanderlei e Fábio são as opções, a coisa é preocupante), o jogo decaiu de vez e o time foi se apagando, apagando até sumir de vez.

A situação se torna cada vez mais preocupante. Até porque Carlos Alberto, pela primeira vez, jogou mal, muito mal: fominha todos sabemos que ele é, mas nesse sábado seu futebol foi improdutivo. Como foi também o do Jorge Henrique, muito mais ligado na hora de reclamar dos salários atrasados.

Só duas boas contratações (eu lembro da frase do Montenegro no Arena Alvinegra - ”O Botafogo precisa de um meia e de um atacante fora de série”)  podem colocar novamente o time nos eixos.

Repito: o time fez um bom primeiro tempo, talvez o melhor em todo o Brasileirão, por conta da volta dos laterais e das chances criadas. Mas a ausência do homem-gol derrubou todo o esforço dos 45 minutos.

Castillo - Não acho que tenha falhado no gol, mas como foi a única bola que foi em sua direção, bem que poderia ter se antecipado no lance. Nota 5

Alessandro - Muito bem no primeiro tempo, apoiando com eficiência e perigo, já que não tinha quem marcar. Depois, se perdeu. Nota 6

Renato Silva – Discreto, não teve trabalho. Nota 5

Ferrero – Bom retorno, apesar de alguns lances violentos. Poderia ter arriscado mais a saída de bola, que o diferencia dos outros zagueiros. Nota 6

Triguinho - Bem no início, depois foi sumindo. Sentiu cãibras no final. Nota 5

Leandro Guerreiro - Um dos três piores do time. Nas poucas vezes que teve que marcar, perdeu os lances e teve que apelar para faltas. Não tem condições de enfrentar atacante perigosos e rápidos no mano-a-mano. Nota 3

Túlio – Razoável, não comprometeu na marcação e apoiou com algum perigo. Ainda pode fazer muito mais. Nota 5 Acertadamente, já que não havia quem marcar, foi substituído por Vanderlei, que não fez a diferença que se espera de um centroavante - Nota 4

Lúcio Flávio - Muito bem no primeiro tempo. Criou as chances, fez boas inversões de bola e os lançamentos que se cobra dele. Enfim, atuou com maior objetividade. Mas exagerou nas tentativas das jogadas ensaiadas e cansou muito cedo. Pra variar, sumiu na segunda etapa. O time não pode ser refém, na criação, de um único jogador. Nota 6,5

Carlos Alberto - A pior atuação com a camisa alvinegra. Começam a aparecer os problemas que já levaram outros torcedores à loucura: necessidade do último toque antes do chute, excesso de firulas, reclamações excessivas. Se não conseguir superar a zaga da Portuguesa, vai superar quem? Nota 4,5

Jorge Henrique - Tinha obrigação de ter criado mais alternativas de gol. Não conseguiu e ainda se omitiu da partida. Atuação ridícula. Nota 2

Wellington Paulista - Dessa vez, teve chances claras de definição. Um centroavante não pode perder a chance que lhe foi oferecida após enfiada de bola de Lúcio Flávio. Nem, sozinho, cabecear e permitir a defesa do goleiro. Lamentável. Nota 2 Foi substituído por Fábio, que, pra variar, não fez nada e dessa vez não conseguiu nem cavar faltas. Nota 3

 

 

 

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O perigo do Engenhão esvaziado (parte II)

22 15UTC 06pmSun, 15 Jun 2008 20:44:20 +0000ç2008, 2008 · 1 Comentário

                                   

 

Abaixo, comentário do internauta Daniel Mezzavilla no blog do Movimento Carlito Rocha, que merece destaque, pois, a meu ver, trata de forma pertinente um problema muito mais urgente do que a infrutífera e pueril discussão sobre a saída de Lúcio Flávio do time titular (pra entrar quem? Abedi? Felício? Zé Carlos? Por favor…):

“Em relação a torcida comparecer ao Engenhão, acho que a diretoria está fazendo tudo (ou quase tudo) errado. O Botafogo está querendo “elitizar” a torcida sem ao menos ter uma torcida regular em estádio.

Primeiro teria que se criar a cultura de ir ao estádio, com programas mais chamativos do sócio-torcedor, minha sugestão é de um valor barato (10 Reais) que dá o direito à meia entrada em todos os jogos. Os ingressos não podem ser muito caros(R$5 e R$15 a meia) e a torcida organizada tem que permanecer no setor leste, pois é esse que aparece na TV, essa é nossa imagem.

Como a diretoria não quer dar privilégios as TO, poderia patrocinar a festa (sem dar dinheiro, ela mesma comprando os materiais), repito, essa é a nossa imagem para o resto do Brasil e nossos torcedores, ter a imagem de uma bela torcia e que canta músicas chama o torcedor pro estádio e ajuda a crescer a torcida.

O telão do Engenhão deveria passar vídeos de nossa história, que é riquíssima! No final da partida, as camisas dos jogadores, ao invés de ser trocadas com o outro time, poderiam ser autografadas e sorteadas, usando o número do ingresso do torcedor, o torcedor passaria no dia seguinte em GS e as pegaria.

Ah, e claro o programa de sócio-torcedor, daria a real preferência na hora da compra do ingresso (vendendo antes ou com vários guichês exclusivos), isso evitaria que nossa torcida ficasse menor em clássicos com o flamengo. Com o tempo, o sócio-torcedor ficaria mais caro, dando uma receita maior ao Botafogo. ”

O Fogo Eterno assina embaixo.

Acorda, diretoria!

 

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Inter 2 x 1 Botafogo: A morte em 20 minutos

22 14UTC 06pmSat, 14 Jun 2008 19:16:42 +0000ç2008, 2008 · 2 Comentários

                              

 

Quando o Inter marcou o segundo gol aos 20 minutos, já sabia que a fatura estava liqüidada. Pois a partida se decidiu exatamente nesse tempo: duas chances aproveitadas pelo dono da casa, três chances desperdiçadas pelo visitante.

Não adianta ficar ensebando em frente da área, meus caros alvinegros. Futebol é bola na rede.

Sinceramente, o primeiro gol nem me incomodou tanto, até porque era previsível, pelos espaços concedidos ao adversário. Além de ter sido um daqueles chutes que o cara acerta uma vez na vida, o Botafogo até então demonstrava equilíbrio nas ações, chegando com facilidade à área do adversário, mas sem concluir (e esse acabou sendo o grande pecado do time no Beira-Rio).

Aí veio o segundo gol: uma lambança coletiva, que começa num lance descompromissado na lateral que deveria ter morrido ali, culmina num chute grotesco do Leandro Guerreiro em cima do Túlio (onde já se viu cortar uma bola pra dentro da área e à meia-altura?) e na falha do Renan em ficar de pernas abertas e assim permitir que a bola passasse pelo único lugar disponível para o atacante colorado.

E, pronto, jogo definido. Longos e tediosos 75 minutos se arrastaram que eu só assisti pelo masoquismo inerente ao torcedor alvinegro. 

Porque a melhor chance da partida foi concedida pelo Inter, no final do primeiro tempo, quando teve um jogador expulso. O Botafogo, portanto, teria 45 minutos com um jogador a mais – e ainda um intervalo para o técnico orientar seus jogadores a encontrar a melhor forma de explorar essa vantagem.

Quá, quá, quá… 

Os primeiros 20 minutos do segundo tempo, exatamente o tempo que seria necessário para buscar o resultado adverso, foram ridículos. No momento que o time deveria exercer pressão por conta da vantagem numérica, não conseguiu sequer chegar perto da área. E esse problema, meu caro Geninhozinho, vai direto para a sua conta. 

Como bem lembrou o Pereirão durante a transmissão, o nosso novo-velho treinador é retranqueiro, não sabe se aproveitar da fragilidade do adversário para impor o ritmo da partida. E isso ficou exemplarmente demonstrado nessa falta de apetite para colocar o time no ataque. Com as jogadas concentradas nos pés de Alessandro, a incompetência de Eduardo e Wellington Paulista para se livrar de marcações individuais, e dependendo dos lançamentos longos de Renato Silva e Edson, não dava mesmo para ser feliz nessa tarde de sábado no Beira-Rio.

Depois, a partir dos 30 minutos, até que o time conseguiu fazer alguma coisa. Houve um pênalti claro não-marcado, o Renan deles fez uma defesa sensacional que o nosso Renan ficou devendo (numa cabeçada fulminante do Edson) e o gol saiu apenas no último minuto. Tarde demais.

E olha que o Inter estava desfalcado de Nilmar, Alex e do recém-negociado Fernandão. Mas o Botafogo não fez por onde nem para empatar.

Sim, o time sentiu muito a ausência de Carlos Alberto, de Triguinho e de Ferrero. Mas sentiu ainda mais a falta de Lúcio Flávio, Wellington e Vanderlei no período crucial da partida.  E, acima de tudo, a ausência no banco de reservas de um técnico minimamente competente para ler o jogo e ao menos tentar reverter o resultado.

E, sinceramente, o que mais preocupa no momento é o fato de o Botafogo estar sendo derrotado com facilidade fora de casa e vencendo com dificuldade dentro de casa.

E lá vamos nós, na próxima rodada contra a Portuguesa, para mais um jogo com o Engenhão vazio e pressão total em cima do Botafogo…

Vamos, sem muito entusiasmo por conta das repetições em relação a jogos anteriores, às notas para cada jogador.

Renan – Falhou feio no segundo gol, depois não teve trabalho. Nota 4

Alessandro – Jogou a la Joilson, sem a habilidade do são-paulino. Embolou o meio-de-campo, foi fominha e ignorou três ultrapassagens de Túlio no primeiro tempo, errou passes e descuidou da marcação. Se 90% das bolas passarão pelos seus pés, precisamos de um lateral com qualidade técnica para se aproveitar dessa condição. Ah, fez o gol. Nota 3

Edson – Limitado, lento, ainda perdeu um gol de cabeça. Tentou armar lançamentos e foi ridículo. Só de ver o Ferrero no banco dá uma revolta danada. Nota 3

Renato Silva – Um pouco melhor na antecipação, mas muito fraco. A zaga do Botafogo voltou a ser a peneira de 2007. Nota 4

Zé Carlos – Jogou menos de 15 minutos, tempo suficiente para, assim como no jogo contra o Corinthians no Morumbi, hesitar (tremer) na hora de concluir dentro da área e desperdiçar a chance do empate. E, pior, com o novo penteado, ficou parecendo o Obina. Nota 2 Foi substituído por Eduardo que apoiou, mas, de novo, perdeu bolas fáceis ao ser facilmente desarmado  e possibilitou pelo menos dois perigosos contra-ataques do Inter. Nota 3 Foi substituído por Fábio, que cavou a falta do golzinho de honra. Não é nada, não é nada, não é nada mesmo. Sem nota

Leandro Guerreiro – Muito ruim no primeiro tempo. A rebatida em cima do Túlio, que permitiu a jogada do segundo gol colorado, é uma triste síntese da sua má fase. Nota 2

Túlio – A única notícia boa da tarde. Obviamente, ainda não é o mesmo de 2007, mas depois do fundo do poço, parece estar em curva ascendente. Marcou bem, apareceu diversas vezes para apoiar, mas quase não foi acionado por Alessandro e Lúcio Flávio. E demonstrou que está mais confiante no primeiro tempo ao fazer uma bela jogada que resultou num ótimo chute – salvo engano, a primeira bola que ele acertou no gol nos últimos 90 dias. Está na hora de voltar a gritar com seus companheiros. Só ele e Carlos Alberto terão moral para tirar o time do lamaçal. Nota 6

Diguinho - Alguns bons desarmes, pouca eficiência no apoio e grande número de faltas. Nota 5 Foi substituído para evitar expulsão por Túlio Souza, que melhorou um pouco (errou um chute bisonho, acertou outro no travessão), mas, descalibrado, parece um bonequinho que ganhou corda demais. Registro para a sua cara de insatisfação por entrar no segundo tempo. Nota 4

Lúcio Flávio – Não consegue mais fazer gols de falta, e tem errado até na cobrança de escanteios. Mais uma vez, não chamou para si a responsabilidade de armar as jogadas. Se o tal do Vanderlei entrou pra fazer gol de cabeça, o maestro tinha que ter colocado ao menos uma bola com açúcar para a conclusão do novato – não conseguiu. Resolveu jogar aos 30 minutos do segundo tempo quando, obviamente, era tarde demais. Nota 3

Wellington Paulista – É duro constatar, mas a chama se apagou. Tem que ir numa benzedeira, num pai-de-santo, num centro espírita, fazer qualquer coisa para tirar o encosto e receber de volta o Wellington Paulista que jogou o Carioca. Nota 1

Vanderlei - Tudo bem que a bola não chegou até ele, mas impressionou a falta de mobilidade. Com 1,89m, conseguiu a façanha de permanecer invisível ao longo de toda a partida. Pelo menos a foto do alto serve como prova que ele entrou em campo. Nota 1

Geninho – Preguiçoso e previsível, dois dos maiores defeitos de um treinador. E, pior, não demonstrava qualquer vibração ao longo da partida, nem mesmo para dar esporro. Parecia desinteressado - para quem estava acostumado com Cuca ligado o tempo inteiro na partida, é uma cachoeira de água gelada na cabeça do pobre torcedor alvinegro. Nota 2

 

 

 

 

 

 

 

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Botafogo 2 x 1 Coritiba: De volta ao começo

22 08UTC 06pmSun, 08 Jun 2008 21:40:24 +0000ç2008, 2008 · 4 Comentários

                           

Se você não quiser perder tempo, eis o resumo do significado da partida desse domingo: desde aquela vitória em cima do Sport no mesmo Engenhão no ano passado, quando as portas do rebaixamento começaram a se abrir, nunca a conquista de três pontos dentro de casa foi tão importante para o Botafogo.

Agora, o mesmo raciocínio, em versão ampliada.

O importante são os três pontos, certo?  No caso de hoje, certo. Pois qualquer outro resultado dentro de casa, contra um Coritiba sem seis titulares, seria desastroso. Detonaria uma crise logo no início do trabalho do Geninho. Começaria todo papo de “instabilidade emocional”, “necessidade de superação”, etc. Agora não, está tudo zerado. O Botafogo fez a sua obrigação, e isso é incontestável. E assim, iniciou nesse domingo, efetivamente, a sua participação no Campeonato Brasileiro.

Mas para conseguir esses três pontos, meu amigo…

Claro que a parada poderia ter sido resolvida logo nos 45 minutos iniciais. Enfim, um bom primeiro tempo alvinegro! O Botafogo teve maior volume de jogo, criou chances concretas, contou com as subidas de Túlio e Diguinho, a presença sempre perigosa de Carlos Alberto, Lúcio Flávio bem mais atuante. E, mais importante, não deixou o Coritiba jogar: o esquema com três volantes funcionou a contento. Laterais postados em suas posições também deram maior solidez ao esquema defensivo da equipe. A única chance do adversário foi concedida pelo próprio Botafogo, quando Renan bateu roupa e Túlio salvou no rebote. Mas o Botafogo demonstrou superioridade e tranqüilidade, só que deveria ter liqüidado a fatura.

Aí, veio o segundo tempo.

O Botafogo estava jogando no contra-ataque, com relativa segurança.

E Edson resolveu complicar a partida – só para renovar a necessidade de ter Ferrero no time. O pênalti que fez veio exatamente por seu maior defeito: a lentidão. Foi facilmente batido pelo atacante do Coritiba e, sem recursos, cometeu a falta dentro da área.

O jogo mudou a partir da penalidade, com o Coritiba partindo para cima, ainda que sem muito perigo. Pior: o Botafogo passou a atacar de forma desordenada, com Fábio no velho cai-cai e Wellington Paulista se esforçando ao máximo, mas pouco produzindo.

Mas foi graças ao esforço de WP, que inventou uma bicicleta e o zagueirão meteu a mão na bola, que conseguimos, aos 41 minutos, o pênalti salvador, novamente cobrado com precisão pelo Lucio Flávio.

E aí só deu tempo para o juiz fazer lambança e expulsar injustamente o Carlos Alberto.

Como eles jogaram?

Renan – Bateu roupa em falta no primeiro tempo e andou vacilando na saída de gol. Melhorou na segunda etapa e quase catou o pênalti. Toda vez que vejo Marcos Leandro no banco me dá arrepios. Nota 6

Alessandro – Discreto, mais preso à marcação, desempenhou o papel com eficiência. Nota 5

Renato Silva – Boas antecipações, alguns vacilos, enfim, aquilo de sempre.  Nota 5

Edson - Razoável no primeiro tempo, mas é lento e não tem a menor condição de enfrentar atacantes rápidos e habilidosos. Falhou em lance capital. Ferrero, Ferrero, Ferrero. Nota 3

Luciano Almeida – Para quem ficou tanto tempo inativo, uma volta acima das expectativas. Vedou o buraco que havia na lateral esquerda, mas ainda está um pouco fora de ritmo. Foi esperto no lateral que rendeu o primeiro gol alvinegro. Nota 6 Foi substituído por Zé Carlos, que, aplicado e sem a obrigação de criar, não comprometeu e mereceu os aplausos que recebeu. É isso o que ele é: opção no banco de reservas. Nota 6

Leandro Guerreiro – Fez a função de primeiro volante e, assim, liberou Túlio e Diguinho para o apoio. Mas nós sabemos que ainda pode melhorar muito. Nota 5,5

Túlio - Errou um passe bobo no início, e temi pelo pior: mais uma partida constrangedora. Que nada. Correu muito, apareceu diversas vezes no ataque, participou o tempo inteiro. Não espalhem, mas desconfio que ele está voltando à forma. Nota 6,5 Foi substituído por Fábio, que, claro, não fez nada, além de cair e tomar cartão amarelo por simulação. Nota 2

Diguinho – Liberado pela presença do Guerreiro, pôde participar das armações das jogadas ofensivas. Precisa caprichar mais nas finalizações e perceber que, antes de tentar o arremate, vale a pena tentar o passe para um companheiro melhor colocado. Nota 7

Lúcio Flávio – Um bom primeiro tempo, com movimentação e o vislumbre de uma bela parceria com Carlos Alberto nas próximas partidas. Parece mais à vontade no esquema de Geninho. Continuou bem na segunda etapa. Impressiona a regularidade na cobrança dos pênaltis. A turma da corneta deveria calcular quantos pontos e classificações o Botafogo conseguiu graças às cobranças certeiras do maestro. Nota 7,5

Carlos Alberto – O nome do jogo. A garra que imprime a cada lance é tudo o que o Botafogo precisa nesse momento. Comandou as ações no primeiro tempo e foi premiado ao fazer um gol com um chute seco e rasteiro. Desapareceu na segunda etapa. Tem que tomar cuidado: os árbitros e a imprensa estão de marcação cerrada em cima dele. A expulsão foi um exagero. Nota 8

Wellington Paulista – Muita movimentação, poucas chances. Se não tem sido decisivo (perdeu um gol de cabeça na mais bela jogada do time, no segundo tempo), pelo menos não desiste nunca. E, por não desistir, conseguiu no finalzinho o pênalti que definiu os três pontos – num jogo como esse, não é pouco. Nota 5,5

Thiaguinho - Entrou no lugar de Renato Silva, cometeu um vacilo mas depois se recuperou e demonstrou vigor. Nota 6 

 

Geninho - Acertou ao apostar em um esquema de maior proteção à zaga, mas deve lembrar que o adversário pouco perigo ofereceu, ainda mais quando desfalcado de seus jogadores mais perigosos (Keirrison e Pedro Ken). Terá trabalho para encaixar Jorge Henrique no time titular. Se Túlio recuperar a forma, essa formação com os três volantes e Carlos Alberto mais à frente, merece ser testada novamente. Errou ao escalar Edson e sequer relacionar Ferrero. Mas, quando da saída de Renato Silva, acertou ao colocar Thiaguinho e não o outro bonde, Bruno Costa. Nota 6

 

 

  

 

Renan

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Agora, 24 horas depois…

22 30UTC 05amFri, 30 May 2008 01:25:10 +0000ç2008, 2008 · Deixe um comentário

Agora com a cabeça mais fria, algumas considerações sobre o jogo que desmoronou o sonho alvinegro, com comentários sobre o desempenho de algumas peças que temos para o Brasileirão:

* Túlio Souza, enfim, fez uma boa partida pelo Botafogo. Tem melhorado nas últimas partidas. Mas o chute, meu deus, ele não consegue acertar um chute no gol. Parece que poderá corresponder à expectativa depositada. Merece ser testado em sua posição original. 

* No primeiro tempo, Fábio exerceu com eficiência a tarefa que lhe foi confiada pelo finado Cuca quando resolveu apostar em três atacantes. Eis um caso a ser estudado: um centroavante que sabe jogar melhor defensivamente, prendendo o jogo e recebendo faltas, do que no ataque.

* Wellington Paulista foi a grande decepção alvinegra da Copa do Brasil. Ontem, de novo, não acertou uma jogada sequer. Chutes, dribles… Nada, nada, nada. Eis o caso mais preocupante do atual elenco.

* Pelo gol de falta que tomou e pela incompetência de ao menos acertar o canto do batedor em cinco pênaltis, o Castillo, no momento, briga pela posição com Renan. E, por isso, se Lopes não se recuperar, é preciso contratar logo um terceiro goleiro para brigar com os dois.

* Jorge Henrique até prendeu bem a bola no ataque, mas a força ofensiva parece ter sumido. É banco.

* Lúcio Flávio precisa sair da letargia: atualmente, parece um ex-jogador em atividade. Especialmente no segundo tempo, tinha obrigação de procurar a bola e retê-la no campo corintiano. Mas, novamente, sumiu. Parece se sentir muito mais à vontade como comentarista e porta-voz do que na função de meia habilidoso e diferenciado que é (ou foi). Mas ainda quero vê-lo jogando algumas partidas com Carlos Alberto para o veredito final.

* Bruno Costa é um equívoco, uma cuquice de tamanho maior. Não precisamos de genéricos do Asprilla, como bem definiu o Vieira.

* É inaceitável que Triguinho não tenha sido recuperado pelo departamento médico a tempo de disputar os dois jogos contra o Corinthians.

* E, por último, pelo gol que perdeu e teria garantido a classificação, adeus à esperança: apesar de igualmente alvinegro, Alexsandro não é André Lima, que não desperdiçava as pouquíssimas chances que apareciam quando ele entrava em campo, faltando 15, 20 minutos para o encerramento da partida.

 

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Botafogo 1 x 1 vasco: Zé Carlos x Carlos Alberto

22 25UTC 05pmSun, 25 May 2008 22:04:50 +0000ç2008, 2008 · 1 Comentário

Aos 30 minutos do primeiro tempo do clássico contra o vasco, Carlos Alberto (foto) tentou subir para cabecear no meio-de-campo e foi abalroado por Zé Carlos, que o tirou da jogada.

Poucos lances podem sintetizar com tanta precisão o atual momento do Botafogo. Alguns jogadores, muito poucos,  tentam jogar futebol; mas esbarram na mediocridade técnica e/ou na má fase dos companheiros, em maior número dentro de campo.  Como futebol ainda é um jogo coletivo, fica difícil…

Diz a variação do ditado que, de onde menos se espera, é de lá que não sairá nada. Cuca certamente desconhece essa frase; caso contrário, jamais escalaria Abedi como titular, muito menos como meia ofensivo, no lugar do Lúcio Flávio. Foi assim que, novamente, o meio-de-campo não existiu.

Carlos Alberto tentava jogar mas ninguém tinha nível ou disposição para acompanhá-lo: quando colocou Fábio na cara do gol, o centroavante mostrou pela enésima vez que não sabe chutar. Sem jogadas pelas laterais nem triangulações (quantas vezes já escrevi isso nas últimas semanas?), o primeiro tempo foi uma lástima. A desvantagem só não foi maior porque os reservas do vasco preferiram segurar o 1 x 0, gol no primeiro minuto que nasceu, vale lembrar, de um passe errado de Zé Carlos.

No segundo tempo, Cuca começou a corrigir a escalação desastrada e pelo menos soube enxergar a partida e tirar os três piores em campo: Abedi, Túlio e Zé Carlos. Entraram J.Henrique, LFlávio e Alexandro. Carlos Alberto, enfim, tinha com quem conversar e, reforçado pelo apoio de Tiaguinho, o Botafogo passou a dominar a partida por inteiro, com volume de jogo que tinha obrigação de mostrar desde o primeiro minuto.

Na base do abafa, Fábio cavou um pênalti duvidoso e Lúcio Flávio bateu com frieza. Ficou nisso: o resultado mais justo seria 0 x 0, por tudo o que NÃO demonstraram as duas equipes.

Eis as notas:

Renan – Não foi acionado. Chegou atrasado em cobrança de falta que bateu na trave. Nota 6

Alessandro – Sumido no primeiro tempo, apareceu para apoiar na segunda etapa, mas embolou o jogo. Nota 5

Renato Silva – Erro na marcação do ataque do vasco no primeiro tempo. Ainda perdeu um gol inadmissível quando o placar ainda era desfavora´vel. Ou seja: de vez em quando a gente tenta se enganar, mas ele sempre nos lembra que é o Renato Silva. Nota 3

Bruno Costa – Lento, inseguro, facilmente envolvido, ainda correu risco de ser expulso. É esse o zagueiro que barrou o Ferrero? Francamente, Cuca. Nota 2

Zé Carlos – Não dá mais. Sua presença em campo é um desrespeito ao torcedor e ao futebol. Nota 1 Alexandro entrou em seu lugar e demonstrou presença dentro da área. Mas, infelizmente, está muito longe de ser o novo André Lima. Nota 5 mesmo sem

Túlio – Já vinha jogando mal, mas hoje fez a sua pior partida com a camisa do Botafogo. Errou lances inadmissíveis para um profissional. Pelo que representa para o clube, merecerá post em separado. Nota Zero Foi substituído por LFlávio, que foi diretamente responsável pelas jogadas criadas no segundo tempo e bateu pênalti com categoria. Nota 6

Diguinho – Sem a mesma eficiência do início da temporada, ainda arriscou chutes bisonhos. Nota 5 

Thiaguinho – A camisa lhe caiu bem. Joga sempre com seriedade, e ainda apoiou no segundo tempo. Nota 6

Abedi - Também não dá mais. Jamais poderia ter desperdiçado uma chance como a concedida por Cuca ao ser titular num clássico. Agora, chega de boas ações. Nota 2 Jorge Henrique entrou no seu lugar e, mesmo sem se empenhar por completo, ajudou a reter a bola no ataque. Nota 5

Carlos Alberto – Tentou até o fim. Sabe reter a bola, criar jogadas perigosas, briga o tempo inteiro e não cansou como contra o Cruzeiro. Com a má fase dos companheiros, o esquema tem que ser direcionado para ele. Nota 7,5

Fábio – Não sabe chutar, o que torna difícil a sua sobrevivência na profissão de centroavante. Mais atrapalha do que ajuda, como quando ficou na frente de um chute de Carlos Alberto. Cavou um pênalti e o juiz embarcou. Nota 4

Cuca – Uma escalação descabida (Abedi com a 10?) e totalmente questionável, parcialmente corrigina no interval. Se JH e LF poderiam jogar 45 minutos, por que não colocá-los logo no início da partida, para fazer o resultado logo no primeiro tempo? Dado preocupante: antes ganhava com folga dos titulares do vasco, agora seu time padece para empatar com os reservas do mesmo clube. Nota 4

Acréscimo: Muito mais sagaz do que este escriba, o Pereirinha definiu bem a nova camisa alvinegra: “De longe, parece que eles estão jogando com uma camisa preta e um colete branco por cima. Não dá para ver as listras!” E acrescento: o resultado ficou perigosamente próximo de ser confundido com camisas do Atlético-MG e Santos. Como as previsões se confirmaram, eu reafirmo: aguardarei o modelo 2009.

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Olha o Eduardo aí, gente!

22 10UTC 05pmSat, 10 May 2008 18:03:50 +0000ç2008, 2008 · Deixe um comentário

                                      

O zagueiro baiano Eduardo, que começará como titular amanhã contra o Sport, contou nesse sábado que, na verdade, prefere jogar mais à frente, como ala ou meia-esquerda.

“Comecei como meia-esquerda nas divisões, estou voltando à posição. Gosto mais de atacar e marcar gols”, revelou, contando que fará a função de Zé Carlos.

Ou seja: o Botafogo pagou por um zagueiro mas, na verdade, levou um meia-esquerda.

E depois dizem que o futebol não é uma caixinha de surpresas…

 Independente da posição, contudo, Eduardo “Kinder” também se destaca pela modéstia:

“Rendi bem em todas as posições que joguei, tenho essa facilidade”.

Vai ser marrento assim lá na Praia da Pituba…

 

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