Fogo Eterno

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A estratégia do covarde – Fala, Vieira!

22 19UTC 08pmTue, 19 Aug 2008 16:52:32 +0000ç2008, 2008 · Deixe um comentário

Peço licença para aproveitar este espaço alvinegro para lançar uma campanha contra todos os treinadores covardes do mundo. Contra a Argentina, o Dunga nos deu uma lição: a de como perder e ser covarde. Você pode dizer que ele não teve tempo para treinar, não teve os jogadores que precisava, etc. Não importa. Ele é mostrou sua incompetência e fraqueza (como treinador) ao não dar atitude ao time, ou seja, a clássica frase “combater um bom combate”.

Já estou farto de treinadores, que possuem um elenco razoável, preferirem a retranca, o jogo medíocre. Ney Franco é um exemplo de um maestro moderno, pragmático, mas que dá liberdade de criação e valoriza as características dos seus comandados (sempre em favor do conjunto). Ele não está sozinho, há uma estirpe de treinadores com esse perfil desde Telê Santana. Xô! Para aquele covarde que enche o meio-campo de volantes tristes e torce para sair um golzinho a seu favor. Xô!

Vieira

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Histórias Gloriosas – As crônicas do Pereirão

22 23UTC 06pmMon, 23 Jun 2008 22:48:48 +0000ç2008, 2008 · Deixe um comentário

A Copa da Suécia: O grande porre de 1958

 C. Pereira

Já se foram 50 anos,  mas lembro bem como foi a  saga de 1958 quando a seleção brasileira ganhou a Copa do Mundo pela primeira vez. Ficou acertado que, naquele  mês de junho,  iríamos ouvir os jogos do Brasil no casarão dos Lyra, numa das mais antigas avenidas de João Pessoa. E assim foi feito durante a Copa, cujos jogos eram acompanhados pelo rádio pois ,  à época,  por aqui  ainda não havia televisão.
Em todos os jogos, o ritual era o mesmo. Primeiro, uma passada no Ponto de Cem Réis, o principal ponto de encontro da cidade,  onde alguns alto-falantes pendurados em postes de altura mediana, distribuíam o som da rádio Bandeirantes de São Paulo que transmitia diretamente da Suécia, na voz inconfundível do grande locutor Edson Leite, aquele que ficou famoso com o bordão “Placar na Suécia”. A multidão, ouvidos exigentes, se comprimia no democrático quadrilátero,  livre para todas as manifestações – religiosa, política, esportiva. Uma espécie de Hyde Park paraibano onde todos podiam falar mal de todos… 
 A transmissão chegava com muitos defeitos. Era uma sucessão de ruídos, de engasgos e de interrupções, para os quais a torcida não estava nem aí. Ninguém arredava pé; copos de cerveja na mão, muitas bandeiras brasileiras tremulando e bonés em  verde amarelo criavam um cenário festivo, juntando uma maré de gente que só se via igual nos comícios dos candidatos a Governador.
Somente o nosso grupo dos oito saía antes de começar a partida, porque o projeto montado para a Copa não podia nem devia ser interrompido. Tínhamos a obrigação de ouvir o jogo final na mesma casa, mantendo os mesmos ingredientes (comidinhas, bebidas e se possível a mesma roupa) dos jogos anteriores. E assim foi, de repente estávamos rumando para a General Osório, onde a dona da casa nos esperava na porta, ansiosa, temendo que quebrássemos a corrente, construída a partir do primeiro jogo, quando a seleção brasileira ganhou bem da Áustria, por 3×0, com um  dos gols marcados pelo inigualável Nilton Santos, do Fogão – é claro!
Chegamos, nos abancamos na sala, diante de um rádio Phillips holandês, bem sintonizado na rádio Bandeirantes, nas ondas curtas de 31 metros, numa operação comandada pelo dono da casa  que entendia do assunto. E, para minha surpresa, houve uma proposta que foi aceita por todos: a cada gol do Brasil, os homens teriam de tomar um copo  cheio de bate-bate (caipirinha, para os sulistas) de maracujá, cabendo às mulheres (se quisessem) um copinho daqueles de servir licor. Diga-se, de passagem, que o bate-bate fora preparado com bastante carinho:  dois baldes de cachaça de cabeça, mel de abelha e suco de maracujá, a fruta apanhada no quintal de casa.
O pacto foi firmado e, como os mais velhos  recordam, o Brasil ganhou de 5×2 e, assim, foram pelo menos cinco copos cheios de bate-bate goela abaixo. O que representou um passo decisivo para uma semi-embriaguez que me acompanhou depois do jogo e durante  aquela tarde em que me incorporei a um bloco de sujos formado no caminho de casa. De rua em rua, de parada em parada e de mais outros goles, cheguei em casa (não sei como) e acordei, depois das dez da noite, embaixo de um chuveiro de água gelada, a minha mãe gritando para me chamar de volta à vida e, aos brados, dizer que aquilo acabava com a minha saúde.
No dia seguinte, depois de uma noite muito mal dormida, cheia de dor-de-cabeça e arrependimento, me prometi que jamais tomaria um porre igual àquele. Nem que a seleção ganhasse outra Copa do Mundo – o que aconteceria quatro anos depois, mas isso já é outra história…
Hoje, quando a seleção disputa partidas como essas últimas, contra a Venezuela, Paraguai e Argentina,  garanto que não consegui tomar sequer uma simples taça de vinho tinto – que, como dizem os entendidos, também é bom para o coração. 
 É meus amigos, a coisa mudou – para muito pior…

C.Pereira é jornalista e alvinegro, não necessariamente nessa ordem. E, como todos nós, ficou revoltado com a atuação do Botafogo no sábado – especialmente no segundo tempo. Ainda mais porque tinha acabado de assistir um jogaço na Eurocopa e o contraste ficou evidente…

                                                                    

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Sempre pode piorar…

22 19UTC 06pmThu, 19 Jun 2008 20:45:47 +0000ç2008, 2008 · 1 Comentário

Imaginem: e se, no lugar do Geninho, fosse o Dunga?

Vieira

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Vieira detona o Submarino Amarelo!

22 19UTC 06pmThu, 19 Jun 2008 16:12:42 +0000ç2008, 2008 · 1 Comentário

 
Coisa feia.
Foram 11 pessoas jurídicas contra a Argentina. Ninguém cobra de ninguém. “Tá loco, meu? Quer baixar minha cotação no mercado europeu? E os meus empreendimentos?”
É assim a reação dos “craques” amarelos quando um deles ensaia uma cobrança dentro do campo.
Engraçado também foi os amarelos reclamarem da torcida, porque ela aplaudiu Messi. Ora, ora.. Foi o único que jogou bola, que deu espetáulo… Os nosso amarelos, principalmente o Robinho e o Diego, só faltaram jogar com o celular na orelha, tamanho o descaso.
Vieira

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Porque o Botafogo é maior do que o Brasil

22 19UTC 06amThu, 19 Jun 2008 10:58:19 +0000ç2008, 2008 · 3 Comentários

                                

 

Que pelada esse Brasil x Argentina, hein?

Do lado canarinho, um bando de jogadores desinteressados, no máximo medianos, orientados (?) por um aprendiz de treinador, pateticamente incompetente.

Do lado argentino, apenas um cara queria jogar bola: Messi. E foi justamente aplaudido pela torcida mineira, o que provocou indignação em alguns jogadores brasileiros - numa explícita demonstração de dor-de-cotovelo.

Depois o pessoal reclama quando o torcedor diz que torce mais pelo seu clube do que pela seleção de seu país. Quase sempre, a turma dos reclamões engrossa, de quatro em quatro anos, a maior torcida brasileira, muito maior do que a do framengo-quando-ganha: É a Brasil-em-copa-do-mundo. Aí é um furor coletivo, um transe consumista, uma idiotia generalizada. E muita gente faturando por trás desse surto de nacionalismo. E essa torcida sazonal, de fitinha verde-amarela na cabeça, ainda se acha no direito de criticar o torcedor de verdade que ousa desafinar o coro dos contentes:

“Ah, você não é ser patriota, o Brasil tem que estar acima de tudo, blá-blá-blá…”

O problema, meus caros ufanistas de plantão, é que a Seleção Brasileira há tempos não rima com paixão. E por diversos fatores: o fato de os jogadores terem perdido o contato com o país e se isolado por completo de suas origens, a decisão da CBF de vender TODOS os amistosos internacionais e levá-los para longe do território nacional, os critérios escusos que determinam convocações e exclusões, o longuíssimo tempo entre um jogo e outro em competições oficiais (como as Eliminatórias) no Brasil, etc, etc, etc.

Sem contar os fatores extra-campo que não vou nem levantar porque aqui não é o espaço. Basta ver o que aconteceu semana passada no Rio, quando as Forças Armadas entregaram três caras para os traficantes, dizendo: “Temos um brinquedinho pra vocês”.  Fatos que não despertam o menor orgulho no cidadão.

Paixão tem que ser vivenciada: diariamente ou no máximo semanalmente. Ou a cada jogo, a cada gol. Tem que ser cultivada,  tem que ser sofrida, tem que ser intensa, tem que ser maior do que a vida. E nada disso entra em campo quando lá estão os mercenários canarinhos.

Para mim, o Botafogo representa o que o Brasil deveria representar – e já representou, de 1950 a 1982, com três conquistas sensacionais nesse intervalo.

Com todos os problemas que enfrenta e já enfrentou, o meu clube consegue provocar o sentimento que o meu país deveria despertar em seus cidadãos.

E, vamos falar sério, essa musiquinha do “Sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor…” também não ajuda. É de lascar, não? 

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História nada gloriosa: As crônicas do Pereirão

22 17UTC 06amTue, 17 Jun 2008 00:08:17 +0000ç2008, 2008 · Deixe um comentário

Jornada sem glória (da seleção)

C.Pereira
      Meus amigos – como dizia o saudoso João Saldanha, há muito tempo eu não via a seleção brasileira jogar tão mal, ser tão desrespeitada e só causar revolta nos torcedores brasileiros. Não é apenas pelo resultado (normal) diante do fraco time do Paraguai (qualquer time da elite da atual Eurocopa lhe dá uma boa sova!), mas principalmente pela forma como jogou o time que ostenta o pomposo título de pentacampeão mundial.

      Uma seleção medíocre em todos os sentidos – sem salvação pra ninguém. A começar (e se Deus quiser terminar logo) com o técnico (?) Dunga que está muito mais para desenho animado de Branca de Neve e os sete anões do que para treinador de um selecionado brasileiro.

      Um time medroso, com três (ou quatro?) volantes de marcação, que não conseguiu, num chatíssimo e arrastado primeiro tempo, dar sequer um chute a gol. Uma equipe sem personalidade, sem orientação tática – enfim um desastre, aliás, uma tragédia anunciada. Jogadores como Josué, Mineiro e Gilberto Silva são atletas que nunca chegarão a ser craques – mesmo que Dunga queira que eles sejam e, para isso, recorra até a promessa a São Judas Tadeu, aquele das causas impossíveis…

      Um time amalucado no segundo tempo, mudando da água para o vinho (este de péssima safra, já meio avinagrado!). Com dois centroavantes a baterem cabeça, como se altura e peso fossem atributos de bom jogador de futebol (  isso é coisa para halterofilista do interior), a seleçãozinha conseguiu dar dois chutes a gol, por Anderson, de fora da área. Aliás, o Paraguai esteve muito mais perto do terceiro gol do que o timinho de Dunga fazer o chamado tento de honra! E olhe que o time local estava com dez homens desde o começo do segundo tempo.

      Enfim, uma seleção que envergonhou craques (estes sim) como Nilton Santos (deve ter ficado irritado!), Pelé, Amarildo, Zagalo, Gerson, Jairzinho, Zico, Rivaldo, Romário, Sócrates, Falcão, Paulo César – para citar apenas alguns que graças a Deus estão bem vivos para contar a história de jornadas gloriosas de uma seleção que empolgava, emocionava e fazia chorar os brasileiros, de felicidade e orgulho.

      O choro agora é de revolta e é de tristeza – afinal, estamos jogando fora um dos maiores patrimônios já construídos neste país: a figura emblemática da seleção brasileira de futebol, aquela conhecida como seleção-canarinho que, a propósito, não tem nada a ver com  o timeco que jogou domingo em Assunção.

      E as coisas tendem a piorar, pois nem mesmo uma retumbante vitória (?) diante da também fraca seleção da Argentina, fará de Mineiros, Josués e similares craques de futebol. E, muito menos, Dunga técnico de seleção brasileira – este sim o maior blefe dos últimos tempos no futebol pentacampeão do mundo.

      Chega de tanta asneira – como dizia o saudoso João Saldanha…

      P.S. Tem outro time medroso no pedaço. E é pena que seja o meu (o nosso) Botafogo que, fora de casa, não consegue tirar ponto de ninguém…

 

C.Pereira é jornalista e alvinegro, não necessariamente nessa ordem.

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Nilton Santos, 83 anos – Uma Vida Gloriosa

22 16UTC 05pmFri, 16 May 2008 15:23:06 +0000ç2008, 2008 · 1 Comentário

 

Parabéns, Nilton Santos, pelos 83 anos.

Poucos podem dizer, ao fim da jornada, que tiveram uma vida realmente Gloriosa.

Você é um deles.

Você é um de nós.

Você é o Botafogo.

Sua estrela nunca se apagará.

 

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Palavra de Túlio

22 22UTC 03pmSat, 22 Mar 2008 17:59:15 +0000ç2008, 2008 · 1 Comentário

tuliolustosa.jpg

Mal começou, o site Arena Alvinegra já se destaca pela alta qualidade das entrevistas exclusivas. A mais recente, com Wellington Paulista, contém um furo de reportagem de dar inveja em muito jornalista especializado: a revelação, com detalhes, do tratamento racista dispensado na Espanha ao Wellington Paulista. Vale a pena ler, bem como a anterior, com Túlio. Com desenvoltura e convicção raras, nosso volante desmonta a idéia que jogador não pensa em nada além de futebol e demonstra uma consciência exemplar dos rumos da profissão no Brasil. Selecionei o trecho abaixo, mas há outros igualmente contundentes e reveladores: 

 ” Todo mundo fala que o futebol é um meio de integração, de inclusão, mas no Brasil eu acho que não. É o contrário. Claro, o futebol vai ser sempre muito bom como uma coisa paralela da educação. Sempre. Mas hoje, aqui no Brasil, o futebol faz o contrário. Ele tira o jovem da escola e ilude esse jovem com a possibilidade de se tornar um craque, um jogador que vai ter dinheiro, carro importado, essas coisas todas. E é uma minoria. Nem se fala, no futebol é menos de 5% que ganha um salário decente. É tudo ilusão (…).  Se existe um futuro certo, é através do estudo. Pelo futebol não vai ter“.

Túlio, no Arena Alvinegra 

(foto: Globo Esporte)

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