Fogo Eterno

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Que venham outros do mesmo naipe…

22 15UTC 01pmThu, 15 Jan 2009 23:57:52 +0000ç2009, 2008 · 2 Comentários

Para conhecer do que o Maicossuel é capaz, vejam este golaço que ele fez, ainda pelo Cruzeiro, contra o Palmeiras em 2007:

http://www.youtube.com/watch?v=d2EdfzN1uX8

No vídeo, o tento do nosso novo camisa 10 foi eleito o segundo mais bonito do Brasileirão 2007.
De quebra, podem aproveitar pra matar as saudades dos golaços do Dodô (em cima do Juventude), Leandro Guerreiro (no vascozinho) e, especialmente, o do Túlio contra o Cruzeiro, já no Engenhão, pra mim o gol mais bonito do ano.
Dos dez mais bonitos, emplacamos três…

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7/7/07: Nunca Fomos Tão InFelizes (7) – O Jogo dos 7 erros de 2007

22 09UTC 07pmWed, 09 Jul 2008 12:53:25 +0000ç2008, 2008 · 3 Comentários

                                

Bom, depois daquele glorioso 7/7/07, o Botafogo entrou num período intenso de turbulência que até hoje ainda não terminou. Pior: alguns dos problemas do ano passado contaminaram a temporada de 2008 – ou alguém ainda tem dúvida que o chororô da Taça Guanabara estava impregnado da frustração acumulada no ano passado?

Vamos a sete fatos que contribuíram para a nossa derrocada a partir daquela data – vale lembrar, que após derrotar o Atlético-PR, o Botafogo continuava líder isolado do Brasileirão. Os números até hoje impressionam: 24 pontos conquistados em 10 partidas; 7 vitórias, 3 empates e nenhuma derrota - o melhor início de Campeonato Brasileiro da era dos pontos corridos.

1. O doping de Dodô, a absolvição de Dodô, a escalação de Dodô mesmo depois de ele anunciar que não continuaria no Botafogo; enfim a dododependência – inclusive da torcida

2. A venda de André Lima

3. A punição a Zé Roberto e a reintegração de Zé Roberto

4. A confiança irracional numa zaga de vidro

5. A expulsão e a suspensão de Túlio, o homem que protegia a zaga de vidro

6. A contratação de Marcos Leandro, reserva do Paraná, para estrear como goleiro titular do Botafogo… e logo contra o São Paulo, no jogo mais importante do primeiro turno do campeonato

7. O hiperdimensionamento da desclassificação para o River Plate (foto), com a saída de Cuca, o piti do Montenegro e a contratação equivocada de Mário Sérgio – os nove pontos perdidos nos custaram a vaga da Libertadores

Vocês lembram de mais algum fato tristemente marcante?

Duro aprendizado – já aprendemos algumas lições; outras, infelizmente, ainda não.

Isto posto, chega de saudade e, mesmo sem taaaaaaaaaaaanto entusiasmo, estamos de volta a 2008!

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7/7/07: Nunca Fomos Tão Felizes (6) – Carrossel de imagens

22 08UTC 07pmTue, 08 Jul 2008 20:27:59 +0000ç2008, 2008 · 2 Comentários

 

Ok, a montagem ficou tosca, mas fica o registro: sete imagens de três dias de festa na capital.

Acredito que as fotos são meio auto-explicativas, então dispensarei as legendas. Só vou lembrar que, na primeira foto lá do alto, a trinca gloriosa Maurício-Paulo César Caju-Jairzinho dá autógrafos na mesma loja que foi literalmente invadida pela torcida botafoguense quando lá estiveram André Lima, Alex, Juninho, Lúcio Flávio, o prata-da-casa Túlio e outros jogadores, cena já descrita pelo Snoopy.

Ah, e em 2007, vejam só, a polícia local entrava em campo para proteger os zagueiros do Botafogo (vejam o Juninho, saindo de campo escoltado), não para bater neles e prendê-los…

As fotos são de acervo pessoal, do fotógrafo Paulo de Araújo e (comemoração e treino) da Revista Botafogo.

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7/7/07: Nunca Fomos Tão Felizes (5) – Uma participação muito especial: O relato do Snoopy

22 08UTC 07pmTue, 08 Jul 2008 13:16:38 +0000ç2008, 2008 · 3 Comentários

                                         

INTENSO BOTAFOGO…ANTES DA TEMPESTADE

Por Fábio Snoopy, especial para o Fogo Eterno

Sem medo, afirmo categoricamente que a acachapante vitória de 4 x 0 sobre o Vasco da Gama foi a melhor partida do Botafogo em 2007. Raríssimas vezes eu vi, em um clássico estadual, uma equipe demonstrar tamanho volume de jogo, fazendo com que um placar desse tamanho ficasse pequeno.

 
E, por ironia do destino, foi ali que começou a derrocada do time do Cuca. Afinal, o artilheiro dos golaços, autor de dois naquela partida, foi escolhido para fazer o exame antidoping depois do jogo.
Mas o que tudo isso tem a ver com o jogo contra o Atlético/PR, ocorrido quase um mês depois, em Brasília, no Mané Garrincha, no dia 07/07/07? É que foi naquela semana, em que os botafoguenses da Capital Federal pareciam viver um sonho, que o desastroso resultado do exame veio à tona, trazendo a todos uma história até hoje muito mal contada e que fez estragos para o Botafogo. A diretoria, comissão técnica e os jogadores souberam do resultado antes do jogo. Nós, torcedores, não. Talvez porque precisávamos viver aquele sonho sem que nada o interrompesse.
Naquela semana, eu vivi ainda mais intensamente o Botafogo, graças à interdição do Maracanã por causa do Pan. E com 39º de febre, no inverno seco do Centro-Oeste, viajei quase 200 km de Brasília pra Goiânia, na quarta-feira, dia 04/07/07, para ver o difícil jogo contra o Goiás, então vice-líder da competição.
Mesmo sendo, nos últimos anos, freguês do alviverde naquele estádio, não saí tão satisfeito assim com o empate em 1 x 1, pois jogamos melhor e fomos prejudicados com a má atuação da arbitragem, que nos obrigou a jogar com um a menos boa parte do jogo, após a absurda expulsão do zagueiro Alex.
No dia seguinte, na quinta-feira, aquele grupo de jogadores que nos fizeram ter certeza de que ficariam tão eternizados quanto os heróis de 95 foi muito bem recebido na Capital. Antes do primeiro, e único, treino aberto ao público, na sexta-feira, no Mané Garrincha, a correria era por ingressos. Em Taguatinga, onde moro, foi o primeiro lugar em que eles acabaram. Então saí mais cedo para assistir o treino e tentar garantir o meu lá no estádio.
Um pouco antes, logo depois do almoço, resolvi passar na 308 Sul, onde fica a FogãoShop, pois era sabido que alguns jogadores iriam pra lá distribuir autógrafos. Quando cheguei, pensei que o carnaval tivesse mudado de data e que a quadra estivesse interditada para o famoso Pacotão, um bloco carnavalesco tradicional aqui em Brasília.  Com a rua lotada e o trânsito fechado, desisti e fui direto pro estádio.
Lá, consegui garantir meu ingresso e fui ver o treino.
Outra loucura.
Se não me engano, quase cinco mil pessoas estiveram lá, eufóricas. Nitidamente, uma torcida carente, que não se segurou e invadiu o gramado, tamanha era a empolgação. Lá, eu vi até sessão de ensaios de um casal de noivos (foto). E vi também um artilheiro com uma precisão incrível no treinamento de finalização. Mal sabia eu que uma tempestade estaria por vir, provocada por uma tal de femproporex.
No dia do jogo, a ansiedade era grande.
Já no estádio, o reencontro com um velho amigo de infância me fez ouvir uma frase que eu já tinha ouvido bastante depois da perda do Campeonato Carioca e da Copa do Brasil: “algo bom está guardado pra nós ainda neste ano”.
A atuação impecável que o Botafogo apresentou naquela partida, diante de 25.000 torcedores, me fazia ter ainda mais certeza disso. Leandro Guerreiro me deixava boquiaberto com impressionante regularidade;  Jorge Henrique voava a cada jogo; o Chefão comandava o meio com muita raça; para Juninho, sempre preciso nos combates, parecia não haver distância quando ele balançou a trave do meio da rua. Zé Roberto, que vinha muito mal, fez linda jogada na linha de fundo, moldurada com um genial corta-luz de Dodô, e exposta na galeria de arte com a conclusão perfeita de Lúcio Flávio.
Parecia uma orquestra sinfônica, ou um carrossel, como eu vi o PVC falar.
Para fazer pirar ainda mais a minha cabeça sonhadora, Dodô deixou o aniversariante do dia Joílson na boa pra fechar o placar. Mas como não é fácil a vida de um botafoguense, em uma rádio local, após o jogo, voltando do Mané, eu ouvi do técnico Cuca algo que não me tiraria a paz: “infelizmente, algo de ruim está prestes a aparecer para todos e que eu ainda não tenho autorização para contar”.
Imaginei que ele e/ou vários jogadores estivessem de saída, seduzidos pelas propostas do mercado externo. Antes, fosse…

Poucas horas depois, o site oficial do Botafogo anunciava o doping do nosso artilheiro, o camisa 7.
A camisa 7, que foi de Túlio Maravilha.
A camisa 7, que foi de Maurício.
A camisa 7, que foi de Mané Garrincha.
Tudo isso, no dia 07/07/07.

 

Não sei quanto a vocês, mas eu fiquei imensamente feliz com a participação especial do Fábio aqui no Fogo Eterno. Que texto sensacional, com riqueza de detalhes e emoção na medida certa! Valeu, Snoopy!

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7/7/07: Nunca Fomos Tão Felizes (4) – Botafogo 2007, no traço alvinegro do artista J.Pereirinha

22 08UTC 07amTue, 08 Jul 2008 03:29:49 +0000ç2008, 2008 · 2 Comentários

 

Chamo atenção para a expressão melancólica do Cuca, os meiões do Dodô, a latinha em frente ao Zé Roberto e ao galináceo passeando defronte ao Júlio César… 

O artista em questão, J.Pereirinha, nasceu em 1996. Ele espera que, ao contrário do pai, possa ver o Botafogo campeão brasileiro antes de completar 30 anos…

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7/7/07: Nunca Fomos Tão Felizes (2) – As 7 frases

22 07UTC 07pmMon, 07 Jul 2008 23:22:59 +0000ç2008, 2008 · 1 Comentário

                                       

“Além de ter o melhor centroavante do futebol brasileiro do momento, o Botafogo tem um técnico ousado, que tenta sair da mesmice e fazer algo diferente. O que o Botafogo de Cuca tem feito guarda similaridade com o estilo de jogar do Barcelona de dois anos atrás. É um futebol de pressão, que marca na frente o tempo todo. Quando o time está bem organizado, todo mundo cresce. É o único time que eu faço questão de assistir. É muito bom ver o Botafogo jogar”

                                                                        Tostão

“A torcida gosta não é porque eu sou bonito. Até porque não me acho bonito. Às vezes, sou simpático. É, porque, em 76 jogos, perdemos 13. Por isso que a torcida gosta. Agora, no dia que eu perder bastante, eles não vão gostar mais. No futebol, a gente só é bom quando ganha”

                                                                      Cuca

“Dizem que eu não tenho o algo mais. Por que perdeu no pênalti faltou algo mais? Por que a bandeirinha anula dois gols legítimos, falta algo mais? Não consigo decifrar que enigma é esse do algo mais”

                                                                      Cuca

“Enchi o saco do Bebeto para trazer um dos jogos para Brasília. Garanti que teria pelo menos 35 mil pessoas. Se não lotar, vou tomar uma bronca. Que a torcida brasiliense faça todo o time do Botafogo se sentir em casa aqui, como eu me sinto”

                                                                        Túlio (na foto de Paulo de Araújo, em sessão de autógrafos na loja FogãoShop). Túlio é brasiliense e morou na capital até os 17 anos

“Nunca vendemos tanta camisa em tão pouco tempo. Este ano, o torcedor botafoguense está em felicidade constante por causa da regularidade e da qualidade do time. E temos que aproveitar o bom momento: eu, que sempre trabalhei na dificuldade, agora estou em céu de brigadeiro”

                                                               Jefferson Mello, diretor de marketing alvinegro

“Sou um cara tranqüilo. A única coisa que me tira do sério são juízes mal-intencionados”

                                                                               Dodô, na última entrevista antes do anúncio do doping

Agora eu vou para casa e não vou ligar nem a televisão pra ver a Seleção Brasileira jogar. Porque senão vou ficar ruim das idéias”

                                  Torcedor, anônimo e etílico, na saída do Mané Garrincha

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Não percam!

22 05UTC 07pmSat, 05 Jul 2008 16:46:29 +0000ç2008, 2008 · Deixe um comentário

Segunda-feira, aqui no Fogo Eterno, confiram o especial “7/7/07: Nunca Fomos Tão Felizes“.

Ora, o que aconteceu de tão marcante nessa data cabalística? A resposta, daqui a 48 horas, com direito a convidados especiais de todas as gerações alvinegras…

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Euforia, sonho e revolta

22 11UTC 06amWed, 11 Jun 2008 10:30:42 +0000ç2008, 2008 · 1 Comentário

De qual clube estamos falando?

1. O time lidera, de forma isolada, o Brasileirão e a torcida já sonha com o título que não vê há muitos anos.

2. O time consegue vitórias empolgantes e, mesmo sem não ter ganho nenhum título, faz a torcida entrar em estado de euforia tão grande que já começa a cantar que “não é mole, não, esse time é melhor que a Seleção”.

3. O time fica revoltado com a influência da arbitragem no resultado de uma partida. A diretoria convoca a torcida para protestar em frente à sede da CBF. E se queixa de perseguição por parte do quadro de juízes da entidade, enumerando exemplos de lances em que o time foi prejudicado.

                                                                             ****

As respostas corretas, claro, são framengo, fluzinho e vasco. Mas só se as perguntas se restringirem à atual temporada.

Porque, voltando no tempo em apenas um ano, o Botafogo seria a resposta certa para todas as alternativas.

O Botafogo 2007 concentrou os três picos emocionais vividos por seus adversários cariocas em 2008. E, menos de um mês depois, ainda veio o episódio do doping de Dodô e, menos de dois meses depois, o vexame contra o River Plate.

Não foi pouco; foi intensidade demais para um só clube.

Uma combinação única de euforia, revolta, sonho e frustração que merecia ser analisada a fundo para que jamais aconteça novamente – ou não com tanta intensidade, a ponto de desestruturar o time na reta final da competição mais importante do ano.

E, pior, ainda nem começamos a estudar a lição para tentar aprender alguma coisa do momento mais marcante da história recente do Botafogo.

 

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