
Acima, dois responsáveis pela vitória… e um intruso que adora aparecer na foto do gol. Precisa incluir os nomes?
Tempos atrás, escrevi por aqui que só os Jotas poderiam salvar o Botafogo. Me referia, à época, à visão de jogo do então integrado Jônatas, ao então recém-chegado Jefferson e às faltas cobradas pelo então goleador Juninho.
Acontece que um outro Jota ainda não estava na minha contabilidade – porque não tinha chegado ao clube.
Trata-se de Jobson, que, quando foi contratado, recebeu a descrença dos torcedores alvinegros de todo o país, ressabiados pelos dois Jeans que tinham passado por General Severiano – Jean Carioca e Jean Coral.
Mas a gente alertou aqui, no Fogo Eterno, que o Jobson, apesar de um grande entusiasta da naite, era bom de bola – sabia partir pra cima do adversário e tinha poder de definição.
E ele comprovou isso logo no início do segundo tempo, quando, após receber um belo cruzamento do André Lima, fez um gol que o Victor Simões e o Reinaldo não conseguem há umas dez rodadas. Detalhe: salvo engano, a finalização do Jobson foi o primeiro chute do Botafogo que chegou no gol de Arley. O “Rei”, como o site oficial do Botafogo chamou Reinaldo, não fez nada ao longo de 45 minutos – totalmente fora de forma, suas tentativas de correr atrás do adversário são constrangedoras. Aliás, na primeira etapa o grande destaque novamente foi a segurança e tranquilidade de Jefferson. Não fosse por ele, o placar tinha sido modificado no Serra Dourada.
Mas aí a estrela do Estevam brilhou, quando ele colocou o Jobson no lugar do Rei-nada.
Com um a mais, o Botafogo enfim jogou com inteligência, explorando o contra-ataque. Nesse momento, além de Jobson, cresceu na partida o André Lima, sempre com ótima visão de jogo. E o vazamento no lado esquerdo que havia na primeira etapa, com Diego improvisado e tomando drible a torto e a direito, foi enfim corrigido.
O Botafogo chegou ao 2 x 0 novamente graças ao Jobson, que fez cruzamento certeiro e deu no pé do Victor Simões – só assim para este fazer, e olha que o chute saiu fraco – o Arley é que aceitou, por baixo das pernas.
Faltava o André Lima guardar o seu – e fez em um golaço, com um drible desconcertante e uma conclusão precisa.

E o Goiás só escapou de uma goleada histórica por culpa de, respectivamente, Victor Simões (conseguiu perder o gol, na pequena área, sem goleiro!) e Lúcio Flávio (a nota destoante do time, ainda mais agora que nem pênalti acerta mais).
Mesmo com os erros individuais citados, o Botafogo não se descontrolou e fez enfim o certo: rodou a bola para gastar o tempo. E assim conquistou uma vitória surpreendemente tranquila, mas incontestável. Soberana.
Agora, se vamos tentar nos salvar com os Jotas, está na hora de reintegrar o Jonatas. Ele tem vaga nesse time.
Ah, e aquela faixa “somos goianos – o maior clube do mundo!!!” kkkkkkkk…
Ah, e o Zé Carlos errando chute e pedindo desculpas aos companheiros do Goiás? kkkkkk….
Não sei na casa de vocês, mas aqui em Brasília rolou um delicioso e suculento empadão goiano na hora da janta…
Vamos às notas do Botafogo (graças a Deus, o OgofatoB não foi para Goiânia…):
Jefferson - Segurança,ótima colocação e tranquilidade. A melhor contratação depois de Maicosuel. Nota 8
Alessandro - Nem foi tão mal dessa vez. Nota 5
Juninho – Discreto. Mas não ganha uma pelo alto. Nota 5
Wellington – O melhor da zaga. Nota 6
Diego – Perdido no primeiro tempo, foi o ponto mais vulnerável da defesa. Ficou mais atento na segunda etapa. Nota 4
Léo Silva – Quase inútil, mas ainda assim melhor do que o seu substituto, Fahel (nota 4). Nota 5
Guerreiro - Apenas um vacilo nos 90 minutos – no mais, um monstro. Nota 7
Lúcio Flávio – A peça que destoa. Hesita na hora de concluir – e agora perder pênalti é demais, não? Nota 3
Reinaldo – Nulo, disperso, inofensivo – fora de jogo. Nota 2
Jobson – Estreia eletrizante: gol, passe para gol, velocidade e ofensividade. Nota 8
Victor Simões – Um gol feito, um gol perdido de forma bisonha. E os impedimentos, meu Deus, alguém explica para ele a regra do impedimento?Nota 5
André Lima – Ótima atuação: fez gol, sofreu pênalti, deu passe preciso para o primeiro gol… dá para continuar assim? Nota 7,5
Estevam Soares – Acertou na proposta de escalação ofensiva em vez de congestionar o meio com cabeças de bagre. E acertou ainda mais no intervalo. Nota 7
Foto 1: Adalberto Marques/Lancenet
Foto 2: Ueslei Marcelino/Lancenet