Fogo Eterno

Entradas do Novembro 2009

Reinaldo 100%. Vocês acreditam?

22 30UTC 11pmMon, 30 Nov 2009 23:58:46 +0000ç2009, 2008 · 5 Comentários

Reinaldo treinou sem dores e estará 100% no jogo de domingo, diz o noticiário alvinegro.

Caso o fato acima ocorra, será motivo de festa e foguetório. Pois tornar-se-á a primeira vez no ano que o centroavante alvinegro, “a maior contratação do futebol carioca em 2009″ segundo a mídia no início de 2009, estará em plena forma.

Eterno descrente, prefiro apostar minhas últimas fichas na movimentação do Jobson, numa falta bem cobrada pelo Juninho e nas defesas do Jefferson. Acho que a salvação passa pelos pés e mãos dos Três Jotas, como já disse aqui em outra hora.

Reinaldo, em que pese um ou outro gol importante (mas não decisivo), se mostrou uma completa decepção. Rei-Nada.

Mas quem sabe ele entra em forma para o Estadual de 2010? Ou, se não der tempo porque está muito em cima, ele não treina em separado e se prepara para disputar o Carioca de 2011?

 

 

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Atlético-PR 2 x 0 Time de 2009. Agora é oficial: Chegamos à beira do caos

22 29UTC 11pmSun, 29 Nov 2009 18:02:09 +0000ç2009, 2008 · 11 Comentários

No início do segundo tempo, Estevam Soares trocou o inoperante Ricardinho por Jônatas. No lance seguinte, o reserva errou passe e armou contra-ataque para o Atlético-Pr. Ainda nesse período da partida, Alessandro fez a sua primeira jogada individual ofensiva e driblou um adversário. Victor Simões ficou no seu caminho, obstruiu a passagem do lateral alvinegro e permitiu que Bruno Costa (aquele indicado pelo Cuca em 2008) ganhasse na corrida e chegasse perto da área de Jefferson. Poucos instantes depois, o Atlético-PR fez o segundo gol da partida e liquidou a partida.

Alguém lembrou da partida contra o Barueri? Eu lembrei.

 Porque o Botafogo, que já não tinha jogado quase nada na primeira etapa (só teve a bola na trave na cabeçada de Fahel e nada mais), entrou no segundo tempo como se estivesse ganhando por 5 x 0. Inoperante, inofensivo, irritante. Desinteressado.

Lúcio Flávio errava passes de meio metro. Renato, deslocado para o ataque, sumiu de vez. E Victor Simões, bem, ele fez o de sempre: errou passes, errou chutes, errou cabeceios. Errou tudo, enfim. Perguntei aqui no Fogo Eterno quem marcaria os gols fora de casa, com a ausência de Jobson e Juninho. Aconteceu o previsível: O Botafogo só teve alguma chance nas bolas paradas. Nenhuma triangulação, nenhuma jogada individual, nada, nada, nada.

 O que a gente não esperava era a partida lamentável do Leandro Guerreiro. O único que demonstrava regularidade entre os volantes teve uma tarde desastrosa – falhou no primeiro gol e ainda cometeu uma série de bobagens. Parecia possuído pelo espírito de Fahel.

(Por falar em Fahel, mais uma vez ele quase teve um gol marcado e mais uma vez fez um pênalti bobo, dessa vez ignorado pela arbitragem. Ou seja, manteve o seu desempenho ao longo da temporada)

Um time sem capacidade de dominar o meio de campo, sem periculosidade ofensiva e frágil defensivamente não pode sonhar com muita coisa na casa do adversário.

Pior: de novo, sem brio, sem luta nos momentos cruciais da partida. Comentário de um jovem espectador alvinegro, do alto de seus 13 anos: “esse Atlético não joga nada, e a gente consegue ser pior do que eles”. Sim, meus caros. Porque o time paranaense continua sendo tão frágil como o que eu vi em Brasília, em julho de 2007, com o mesmo Antonio Lopes no banco. A diferença está na queda brutal de qualidade dos jogadores que vestem a camisa alvinegra. Naquela partida, vencemos por 2 x 0 e poderíamos ter feito mais.

Nesse domingo, perdemos por 2 x 0 e poderíamos ter perdido de muito mais. Ainda ouvimos gritos de “olé, olé”.

Me permitam deixar para comentar ao longo da semana a partida contra o Palmeiras.

Talvez com a perspectiva da volta do Jobson e do Juninho minhas esperanças consigam ultrapassar o limite do zero, onde elas se encontram nesse momento.

 Só dependemos de uma vitória simples em cima do Palmeiras… só?

Na tarde desse domingo, só vibrei em dois momentos: com dois gols do Cruzeiro, um deles do Wellington Paulista. É isso o que o Botafogo 2009 reservou a seus torcedores na penúltima rodada do campeonato.

Obrigado, diretoria alvinegra, por esse elenco montado para uma das mais patéticas temporadas de nossa história.

Ah, o Reinaldo (sim, ele entrou no segundo tempo e não fez nada, alguma surpresa?)  prometeu “tudo ou nada” no domingo. Pelo que ele produziu nesse ano, dá para desconfiar qual é a resposta mais provável, certo?

Por último, uma certeza, que vai em negrito, com destaque: Quem perdeu  o jogo em Curitiba, como para o Barueri e tantos outros desempenhos ridículos em 2009, não foi o Glorioso. Foi  o time de Maurício Assumpção, André Silva, Anderson Barros (valeu pela lembrança, Ana Elisa!), Ney Franco, Estevam Soares, Victor Simões, Fahel, Leandro Guerreiro, Lúcio Flávio, Alessandro (o “presidente”), Reinaldo (“a maior contratação do futebol carioca de 2009″), Juninho (o “capitão”)… esse time não é o Botafogo.

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Sem os artilheiros na casa do adversário

22 27UTC 11amFri, 27 Nov 2009 11:32:41 +0000ç2009, 2008 · 5 Comentários

Sem Jobson nem Juninho. E os dois foram fundamentais nas duas últimas vitórias fora de casa, contra o Goiás e contra o Inter. Aliás, contra o Avaí também foi graças ao capitão que o alvinegro trouxe três pontos na bagagem. André Lima, outro que marcou na condição de visitante, também está fora de combate.

O Botafogo precisa da vitória no domingo, certo? Até o empate nos deixará refém dos outros na última rodada.

Então a quem será confiada a missão de marcar ao menos um golzinho na Arena da Baixada? Renato? Victor Simões? Lúcio Flávio? Ricardinho? Alessandro?

O jogo, com as duas suspensões, ficou ainda mais complicado.

Sobre a ausência do Reinaldo, nada a acrescentar. Ele nos deixou na mão ao longo de toda a temporada e não seria agora que nos surpreenderia com a redescoberta do instinto de artilheiro. Trata-se do centroavante mais inoperante do ano.

 

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Luis Estevão sobre Jobson: Ok, começa o leilão

22 24UTC 11amTue, 24 Nov 2009 11:48:48 +0000ç2009, 2008 · 9 Comentários

“Acredito que em breve vamos ter novidades, mas não com o Botafogo. Outros clubes fizeram propostas concretas e a qualquer momento podemos fechar. Não acredito que Jobson continue no Botafogo, as chances são pequenas”.

Foi o que declarou o dono do Brasiliense (e do passe de Jobson), o ex-senador Luiz Estevão, aquele que todo mundo em Brasília conhece muito bem…

Conhecendo a ficha corrida, ops, o histórico do “dirigente”, a declaração não podia ser mais coerente.

Dá até para imaginar a cena: a cada golaço do Jobson no Engenhão em cima do líder do campeonato, Luis Estevão esfregava as mãos, pegava a calculadora e disparava telefonemas para empresários.

Então, torcida alvinegra, é bom se preparar: em dezembro, o Jobson deve pintar em outro clube.

E sua passagem pelo Botafogo, como foi a de Maicosuel, terá sido meteórica.

Clube-vitrine para empresários? Sim, meus amigos, eis a situação alvinegra do momento…

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Qualidade importa mais que quantidade

22 23UTC 11pmMon, 23 Nov 2009 18:43:02 +0000ç2009, 2008 · 6 Comentários

Das coisas mais legais de manter um blog não é o altíssimo salário que recebemos (ué,  vocês não sabiam? Ganho o dobro do que o Reinaldo e o Lúcio Flávio juntos, e trabalho muito mais…) para escrever sete dias por semana, inclusive nos feriados.

Não, o mais bacana não é o contracheque imaginário.

Bom mesmo, o que renova nosso ânimo, é a troca de informações, opiniões e sentimentos entre torcedores alvinegros de todo o Brasil, quiçá do mundo.

A cada post, fazemos novos amigos. E só lamento o fato de não ter tempo de me estender nos comentários e prolongar o debate, sempre instigante.

Além dos comparsas que acompanham o blog desde o início (Rodrigo, Snoopy, Ruy, Fernando Gonzaga, Danilo, entre muitos outros) e mantém os seus próprios endereços alvinegros, é muito legal descobrir botafoguenses de todas as gerações, de todo o país.

Caso do Rafael Santos, de Duque de Caxias (RJ), que ganhou a promoção da camisa autografada pelo Espinosa e mandou uma mensagem de agradecimento que emocionou a mim e ao Pereirão. 

Confiram um trecho: “ Quanto à camisa, Pereirão: pode ter certeza que vou guardá-la com mais dignidade do que alguns de nossos jogadores que vestem a gloriosa camisa. Sou botafoguense de alma, colecionador de nossas coisas e não irei me desfazer dela por nada…”

Outros que participaram da promoção também entraram no clima e um deles, o Andr3, pegou uma frase do comentário sobre o jogo contra o São Paulo para fazer uma montagem  que reproduzo acima e só não indico como papel de parede porque deixar essas cores por muito tempo, em casa ou no trabalho, atrai coisas ruins.

Valeu, rapaziada! Ninguém cala esse nosso amor…

E vocês são tão boa-gente que nem me cobraram por eu ter escrito, ao menos duas vezes em post anteriores, que o Jobson não sabia finalizar…

 

 

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Botafogo 3 x 2 Jason: Notas sobre a vitória

22 22UTC 11pmSun, 22 Nov 2009 22:20:05 +0000ç2009, 2008 · 8 Comentários

* Poucas vezes em sua história o Botafogo foi tão menosprezado como na semana anterior a essa partida disputada no Engenhão (Stadium Rio é coisa de paulista). A mídia paulista e carioca solenemente ignorou o fato de haver outros dois times em campo nesse domingo além de São Paulo e flamengo: Botafogo e Goiás. O jornal carioca O Globo chegou a escrever, na primeira página, o seguinte título: “Fla joga hoje no Engenhão e no Maracanã”. Deu no que deu…

* Por outro lado, a ducha de água gelada vem com uma olhada atenta na tabela: a vitória desse domingo foi heroica, dramática, emocionante, eletrizante – ao lado do passeio no Galo mineiro, o momento mais empolgante no Brasileirão. Mas continuamos a dois pontos do caos… e o flu não para de vencer. Pior: na próxima rodada os grenás têm um compromisso teoricamente bem mais fácil do que o nosso, contra o decadente Vitória, no Maracanã. Se eles ganharem e a gente empatar, pimba! Estamos na zona e a nossa última partida é contra o Palmeiras, quando tudo pode acontecer.

* Bem, mas falemos um pouco mais sobre a partida: a última vez que um jogador alvinegro resolveu, sozinho, um jogo tinha sido o Maicosuel contra o vasco, no Carioca. O que o Jobson fez nesse domingo no Engenhão foi uma façanha: ok, ele perdeu um gol feito, mas fez dois golaços  – e não subestimemos a participação dele no segundo gol alvinegro – Renato só encostou para as redes.

* Além do J de Jobson, outro Jota também teve seu momento de brilho: Jefferson fez uma defesa sensacional, com a mão trocada, ainda no primeiro tempo.

 * Vitória sensacional, ok, mas não dá para fechar os olhos para o fato de a defesa ter vacilado em momentos cruciais: Juninho e Wellington perderam bolas em momentos decisivos. E tomar gol iniciado em lateral, como na segunda vez que o São Paulo balançou as redes, é simplesmente ridículo.

* Lúcio Flávio fez uma primeira etapa muito boa, depois sua perda de fôlego foi lamentável. Novamente se omitiu na hora de concluir e ainda perdeu no pique quando tinha a bola dominada.

* Pior que ele, contudo, foi Reinaldo: 45 minutos de enganação. Victor Simões, quem diria, foi bem mais útil na segunda etapa, mesmo sem conseguir completar uma tabela.

* Renato não foi tão bem, nem foi tão mal. Idem Diego e Fahel. Já o Alessandro… bem, o Alessandro fez o primeiro desarme aos 35 minutos do segundo tempo.

* Sobre o “inimigo”: Impressiona a capacidade de finalização do Hernanes, mesmo com pouco espaço.

* Que bom que o Renato Silva voltou a ser o Renato Silva da primeira temporada no alvinegro! Valeu, Renato!

* Bandeirão do Friederich não se compara a bandeirão do Garrincha, certo?

* Salvo engano, foi a primeira vez no ano que o Botafogo fez uma revirada. Ou seja: tomou o 2 x 1 e fez o 3 x 2.

* Duas bolas na trave alvinegra, com Jefferson já batido? É, acho que os tambores da nassão realmente tocaram a nosso favor… mas eles gastaram todo o estoque no Engenhão, esqueceram de levar para o Maraca.

* Não seria feita, enfim, justiça se o último time a ser rebaixado fosse o Coritiba do estrategista cognitivo Ney Franco?

* 22/11/09: O dia em que os rubro-negros lotaram o Maracanã para vibrar com os gols do Botafogo… e somente com os gols do Botafogo.

* E, para fechar o domingão, a Ana Paula de Oliveira ainda foi eliminada de “A Fazenda 2″ com 61% dos votos! Vai bandeirar na várzea…

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Resultado da Promoção do Pereirão

22 22UTC 11pmSun, 22 Nov 2009 21:21:26 +0000ç2009, 2008 · 4 Comentários

Bem, agora que a adrenalina baixou um pouco (sensacional o comentário pós-jogo do Luís Celso – “estou vivo. Ou melhor eu e o Botafogo estamos vivos!”), vamos ao resultado da promoção que sorteou uma camisa (seminova, sempre vale a pena frisar) autografada pelo Espinosa, técnico campeão estadual de 1989:

Como disse em post anterior, das opções formuladas pelo Pereirão, a que se concretizou foi a primeira alternativa disponível. 

A) Botafogo e flu têm resultados iguais: ganham, perdem ou empatam. A situação, portanto, permanece como está – 2 pontos de vantagem para o Botafogo

Eis os que apontaram essa opção, por ordem de participação. Com nome em negrito, os que acertaram que haveria vitórias cariocas nas duas partidas:

Andr3 : botafogo 1×0 sp, flu 2×0 spt

Rafael de Almeida Santos: Botafogo 2×1 São Paulo; Sport 1×3 Florminense

Amaro:  Botafogo 1×1 São Paulo; Sport 1×1 Fluminense

Thadeu: Botafogo empata com sp, 2 X2; flu empata com sport, 1×1

Camila: Botafogo 2 x 1 São Paulo; Sport 0 X 2 Fluminense

Rafael Cunha : Bota 2×3 São Paulo;  Sport 3×2 Fluminense

Rafaela Duarte: Botafogo 2 x 1 São Paulo; Sport 1 x 3 Fluminense

**********************************************************
Bem, como foram quatro os que chegaram mais perto porque acertaram também que haveria vitórias cariocas nas duas partidas, a comissão julgadora (o Pereirão e eu) decidimos sortear a camisa entre esses quatro:  Andr3, Rafael de Oliveira Santos, Camila e Rafaela Duarte.
Os tambores rufaram, os papeizinhos foram preparados com os nomes dos acertadores, a Pereirinha sorteou e o vencedor foi…
RAFAEL DE ALMEIDA SANTOS!
Caro Rafael, manda um email para
com o seu endereço completo que o Pereirão vai enviar a camisa pra você. 
Você tem cinco dias para entrar em contato com a gente – e te peço para, quando a camisa chegar, fazer uma foto com ela pra gente mostrar o desfecho da promoção pé-quente do Pereirão!
 

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Botafogo 3 x 2 Jason: Uma questão de fé

22 22UTC 11pmSun, 22 Nov 2009 19:31:47 +0000ç2009, 2008 · 4 Comentários

Crônica do Pereirão – Edição extra

 É uma questão de fé

    Aqui, na esquina, pertinho de onde moro, tem um barzinho que, aos domingos e quartas-feiras, passa num telão os jogos do campeonato brasileiro. E é um permanente sofrimento para quem não torce pelo flamengo, porque, na sua quase totalidade, os assistentes pertencem à torcida rubro-negra.

   Muitas vezes  já sofri e bastante com as gritarias e urros de flamenguistas que extravasam do seu contentamento quando o seu time ganha – e ultimamente isso tem ocorrido com freqüência.

   Neste domingo, me cerquei de cuidados especiais para fugir à algazarra que se prenunciava para a hora do jogo do fla contra o Goiás, pois sabia de antemão que todas as mesas estavam ocupadas desde cedo por barulhentos jovens (homens e mulheres) – todos com camisas preta e vermelha –  que disputavam os melhores lugares para ver o jogo.

   Na hora do jogo do Botafogo contra o São Paulo, resolvi – como sempre faço – me isolar do mundo. Peguei um filme, cujo título era bem a propósito –“ Uma questão de fé”, me tranquei no quarto, botei no DVD, fechei a porta e a janela e me deixei enlevar pela película. Tudo isso, com a mente voltada para o jogo do Botafogo, cujo resultado eu só queria saber no final.

   Acontece que, a rubro-negrada desta vez funcionou a favor. Uníssona, em gritos e berros, me fez sair do esconderijo para, mesmo a contra-gosto, procurar saber como andava a partida do Botafogo. Quando ouvi comemorações dignas de gols do flamengo, embora um tanto desconfiado, me animei e soube que o Botafogo estava ganhando.

   Depois, fez-se o silêncio e voltei-me para “Uma questão de fé” mas, já quase às 18 horas (horário não de verão daqui), fui levantado da rede por uma gritaria tão intensa que só poderia ser de gol do flamengo. E, como o jogo da urubuzada só começaria meia hora depois, resolvi dar uma olhadinha discreta na televisão.

   E qual não foi a minha surpresa (agradabilíssima, por sinal) ao ouvir de Cleber Machado que estava terminando um dos melhores jogos deste emocionante campeonato brasileiro. E que o Botafogo, com 9 jogadores, acabara de vencer o líder São Paulo, por 3×2.

   Aí larguei o filme e fui ver a intensa comemoração dos jogadores, comissão técnica e, principalmente, da maré de gente alvinegra que lotou as arquibancadas do Engenhão.

   Que beleza! Até mesmo, ouvir de um locutor paulista chamar, pela Band, Jobson de Robson e do técnico Estevam Soares, quase sem voz afirmar que “esse negrinho de 22 anos ainda vai dar muito o que falar no futebol brasileiro”.

   Alessandro a chorar, Juninho idem, Lúcio Flávio também – enfim uma vitória épica daquelas que há muito não via na história recente do Botafogo.

   Aí, voltei ao meu filme e, contente, pela primeira vez, agradeci a Deus por ter um barzinho perto de casa onde, neste memorável  domingo de novembro, vibrei com os urros de torcedores do flamengo.

  Afinal, tudo ou quase tudo na vida da gente (e do Botafogo) é uma questão de fé…

***

Eis a edição extra da Crônica do Pereirão – ainda hoje, o nome do contemplado.

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O homem que destruiu Jason

22 22UTC 11pmSun, 22 Nov 2009 18:42:38 +0000ç2009, 2008 · 2 Comentários

Daqui a pouco, o resultado da promoção (a alternativa correta foi a letra A) e a crônica da vitória.

Por enquanto, deixo vocês com uma foto de Jobson, o homem que aniquilou Jason, e uma certeza.

Garrincha é maior que Friendenrich. Sempre será.

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40 concorrentes à camisa autografada!

22 21UTC 11pmSat, 21 Nov 2009 14:45:03 +0000ç2009, 2008 · 2 Comentários

Você tem até as 14h de domingo para registrar o seu palpite para os jogos Botafogo x SP e sport x flu e participar da Promoção do Pereirão.

Já temos 30 candidatos ao prêmio oferecido pelo Pereirão – uma camisa alvinegra seminova e autografada pelo Valdir Espinosa, técnico campeão de 1989. Vale lembrar: ganha quem acertar a alternativa, e o desempate será de acordo com o placar sugerido.

Como prêmio de consolação, os perdedores podem optar entre um boné tamanho XXG autografado pelo Alessandro, um pôster do Fahel, um chinelo usado do Reinaldo, uma pantera empalhada do Victor Simões ou um CD do Ney Franco… brincadeirinha! 

Atualização das 14h15: Promoção encerrada. Temos 40 concorrentes à camisa autografada pelo Espinosa!

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Cuca acha botafoguense na torcida grená

22 20UTC 11pmFri, 20 Nov 2009 14:05:18 +0000ç2009, 2008 · 8 Comentários

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Palpites para domingo: A promoção do Pereirão!

22 18UTC 11pmWed, 18 Nov 2009 22:22:44 +0000ç2009, 2008 · 41 Comentários

Conforme prometido, eis a promoção idealizada, produzida e patrocinada pelo Pereirão especialmente para os leitores do FogoEterno:
 
  DÊ O SEU PALPITE E GANHE UMA CAMISA DE CAMPEÃO
 
 Considerando que na próxima rodada, dois jogos serão decisivos para o futuro de Botafogo e fluminense no campeonato brasileiro, o FogoEterno lança  abaixo todas as  alternativas possíveis, das quais apenas uma deverá ser escolhida:
 
A) Botafogo e flu têm resultados iguais: ganham, perdem ou empatam. A situação, portanto, permanece como está – 2 pontos de vantagem para o Botafogo;
 
B) Botafogo ganha e flu empata: a diferença sobe para 4 pontos em favor do Botafogo;
 
C) Botafogo empata e flu perde: a diferença sobe para 3 pontos em favor do Botafogo;
 
E) Botafogo empata e flu ganha: a diferença deixa de existir – os dois ficam com o mesmo número de pontos;
 
F) Botafogo perde e flu ganha: flu passa na frente com um ponto a mais; e
 
G) Botafogo ganha e flu perde: a diferença em favor do Botafogo sobe para cinco pontos.
H) O Botafogo perde e o flu empata: a diferença cairia para um ponto, a favor do Botafogo.
 
Atenção: A escolha das alternativas deve ser acompanhada dos palpites do placar de cada partida, que valerão para critério de desempate.  Então mandem suas escolhas assim:
“Letra G – placares Botafogo 2 x 0 sp, sport 1 x 0 flu”
Em caso de alternativas e placares iguais, o Pereirão fará um sorteio entre os acertadores.
Importante. Os palpites têm que ser enviados para esse post até as 14h de domingo. Não postem em outros comentários pra gente não perder o controle.
E agora, o prêmio:  o vencedor ganhará uma camisa seminova do Botafogo campeão de 1989, devidamente autografada por Valdir Espinosa, técnico do time que encerrou o nosso jejum. O prêmio será enviado pelos correios ao felizardo.
 Quem se habilita?
Valendo!

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Vem aí a promoção do Pereirão!

22 18UTC 11pmWed, 18 Nov 2009 14:35:12 +0000ç2009, 2008 · 1 Comentário

Depois do luto e revolta pela atuação ridícula contra o Barueri, é hora de olhar para frente.

Afinal, temos que ganhar no Engenhão, pouco importa a quem o resultado irá beneficiar!

E o Pereirão teve uma ótima ideia para agitar a semana – uma enquete bem-bolada sobre a rodada do próximo domingo. Mais do que isso: em gesto de generosidade que só se encontra entre os alvinegros, o Pereirão vai abrir mão de valioso item de suas relíquias botafoguenses para o felizardo leitor do FogoEterno.

 Ou seja: vem aí a Promoção do Pereirão!

Nas próximas horas, vão pintar por aqui as opções da enquete, a forma de participar e a descrição do brinde reservado ao vencedor.

Fiquem ligados!

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Esse nosso afeto extremo (post atualizado)

22 17UTC 11amTue, 17 Nov 2009 11:47:34 +0000ç2009, 2008 · 3 Comentários

Do Alexis Stival, no globoesporte.com

“No Botafogo eu tenho relação afetiva extrema. Nunca neguei para ninguém que foi o melhor lugar que trabalhei até hoje. Fiz três montagens de grandes times junto com a diretoria. Todos moram no meu coração. Mas hoje somos adversários…”

Acho que essa “relação afetiva extrema” poderia ter perdurado até hoje, se tivesse havido ao menos um título estadual. Mas tudo o que aconteceu (nunca antes na história desse país tantas coisas ocorreram em tão pouco tempo) e as cobranças recíprocas – da torcida e do técnico – acabaram precipitando o que poderia ter sido uma longa e bem-sucedida história.

No mais, o Cuca menciona a sua principal virtude como treinador, na minha opinião: a montagem de grandes times com pequenos investimentos. Foi o que ele fez no Botafogo (mais em 2007 do que em 2008).  Mesmo agora, no flu, o que ele fez foi manter dois medalhões (Fred, Conca) e apostar num bando de jovens que agarraram a oportunidade – ou seja, Stival montou o time na reta final do campeonato (e isso realmente é uma façanha).

E, por ironia do destino, o técnico que afirma ter esse tipo de vínculo com o Botafogo tem tudo para ser o nosso algoz e mergulhar os torcedores alvinegros na “agonia afetiva extrema”. Culpa dele? Não. A culpa é da nossa diretoria.

PS: Antes que alguém me inteprete mal, eu não quero a volta do Cuca. Não agora muito menos no ano que vem. Só daqui a uns cinco anos, quando o Botafogo e ele já tiverem saciado a ansiedade e angústia que acabaram nos afastando de um caminho glorioso. No mais, fica a certeza que essa história ainda não terminou…

Acréscimo de quarta-feira: Cuca, em entrevista publicada na edição de hoje do caderno Super Esportes, do Correio Braziliense: “Se tem um clube que eu adoro no Rio é o Botafogo. Nunca vou falar mal de lá. Tenho amigos no clube e guardo um carinho especial”. Ele afirma ainda que aceitaria disputar a Série B pelo tricolor ou pelo alvinegro “com muita honra e orgulho” e diz que fica constrangido em ser apontado como o algoz do Botafogo.

A entrevista completa pode ser lida aqui:

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2009/11/18/esportes,i=155366/CONFIRA+ENTREVISTA+EXCLUSIVA+COM+O+TECNICO+CUCA.shtml

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Mais uma crônica (aflita) do Pereirão: A pedidos!

22 17UTC 11amTue, 17 Nov 2009 00:58:11 +0000ç2009, 2008 · 3 Comentários

O Gelson pediu uma crônica do Pereirão e, como aqui no FogoEterno é que nem nas rádios populares – “pediu, tocou!”, eis, da mais bela praia ensolarada nordestina, uma edição especial da crônica escrita pelo Pereirão, o homem que viu Garrincha, Nilton Santos, Jairzinho jogando no Maracanã e sabiamente desliga a televisão quando vê Fahel, Léo Silva e Alessandro usando a mesma camisa alvinegra:

 

Dez razões para a queda (II)

C.Pereira

 

            A (iminente) queda do Botafogo para a série B em 2010 deve ter, no mínimo, umas 30 razões – desacertos, erros, omissões, despropósitos etc e etc..

            Vou, sem ser exercício de paciência, tentar resumir em dez os motivos que provavelmente vão levar o nosso clube a singrar os mares revoltos da segunda divisão no próximo ano.

            Vamos lá, sem preocupação com a cronologia e/ou a importância de cada uma das razões.

1 – O deslumbramento e a ilusão do campeonato carioca – tri vice-campeão, um dos melhores times do Rio, casa cheia no Maracanã. Pura ilusão de um falido campeonato que só tem de bom o número de torcedores. Quando chegam ao Brasileiro, os times do Rio ficam (quase sempre) brigando para não cair.

2 – A ipatinguização do time no começo do Brasileiro, com a contratação, via Ney Franco, de jogadores medíocres tipo Fahel, Lucas Silva e outros.

3 – A substituição de um técnico do interior por outro, também, do interior. A tão reclamada (inclusive por mim) saída de Ney Franco mostrou-se, até agora, como mais um lastimável equívoco.

4 – A NÃO baruerização do time. Esperava-se que a vinda do Estevam fosse acompanhada de alguns jogadores bons do time que ele treinava; exemplo: Fernandinho. Tal não aconteceu e o que é  pior –  os 3×0 de domingo demonstram que Estevam sequer conhece o seu ex-time, principalmente um jogador chamado de Val Baiano…

5 – A incapacidade (da diretoria e do time) de fazer do Engenhão a “casa” do Botafogo. Enquanto Sport, náutico, fluminense (no Maracanã), Coritiba e até o S. André armam verdadeiras guerras nos seus alçapões, o Engenhão continua sendo o campo do adversário. Lembrem-se, a propósito, das derrotas diante do Atlético Paranaense, Santo André e Vitória em pleno estádio alvinegro – verdadeiras catástrofes!

6 – A péssima organização tática dada ao time, tanto por Ney Franco como por Estevam Soares – não se sabe qual o pior. Qualquer treineiro de time de várzea, desmancha os esquemas (?) que eles montam e por isso não é preciso ser nenhum Muricy para ganhar do treinador alvinegro.

7 – A “mania” de empatar que substituiu (talvez para pior) o costume (mau, muito mau) de levar gols nos minutos finais dos jogos. Esse número exagerado de empates (parece-me que 14) nos levou à ruína.

8 – A total incapacidade que tem o time de virar um marcador. Se o Botafogo começa ganhando, ninguém assegura que vá até o fim e se começa perdendo, aí sim, não tem jeito de virar o placar – no máximo consegue um empatezinho e olhe lá.

9 – A falta de visão dos atacantes do time com relação ao gol adversário. Jogam, jogam e jogam – mas o gol não sai. Atacar até que atacam, mas finalizar bem, isso realmente não está nos atributos de André Lima, Victor Simões, Laio e companhia, sem falar, é claro, no Reinaldo – aquele que parece nunca ter saído do Departamento Médico

10 – O número de torcedores que comparecem ao Engenhão.. Não passa nunca de dez mil torcedores que, ao invés de apoiar o time, enrolam a bandeira nos primeiros erros e passam a vaiar e  torcerem contra. Enquanto as torcidas do Sport e náutico lotam seus estádios, embora estejam em situação igual (ou pior) do que o Botafogo, e até o fluminense, mesmo quando era lanterna, levava sempre  mais de 20 mil pagantes ao Maracanã, onde anda a torcida do Botafogo? E por que não mudar o local – é muito melhor jogar no Maracanã onde, por sinal, nos últimos dias as torcidas do vasco, flu e fla têm garantido lotação completa?

 Aí estão dez razões para a provável queda do nosso Glorioso para a série B, porque o Fluminense se recuperou de vez ( milagre de Cuca que só não  conseguiu tal feito no Botafogo!) ,  já ganhou sete vezes no segundo turno, enquanto o Botafogo tem 9 míseras vitórias ao longo de 35 rodadas.

A dura realidade é que, desde o começo  do campeonato,  sofremos muito ao  disputar arduamente com o Santo André, náutico, Sport e fluminense o 16º. lugar – que vexame!

E, agora, apesar dos estatísticos continuarem a dizer que o Fluminense tem  20 por cento a mais de chance de cair do  que o Botafogo, a verdade é que os nossos torcedores (na sua maioria) acham que o flu está mais perto da salvação do que o  alvinegro.

 E que ninguém se iluda:  se a queda for confirmada e o time não melhorar, poderemos passar bem mais tempo da Segundona. Sabem por que? Este ano a série foi uma “baba” para o Vasco porque com ele no ano passado,  desceram  Ipatinga, Juventude e Paraná.

Agora, imaginem o Botafogo disputando uma vaga (das quatro) com  Santo André, Sport e Náutico – além dos sempre aguerridos Bahia,  Ponte Preta, São Caetano e outros menos votados.

Que Deus nos proteja!

 P.S. Caro Gelson, tive, apenas, o trabalho de atualizar a outra crônica (aflita) publicada no dia 29 de setembro passado.

Como se vê, as dez razões – dentre tantas outras – permanecem atualíssimas. O que é profundamente lamentável

P.S.II – Apesar de tudo, enquanto há vida, há esperança – ainda existe uma luzinha no fim do túnel. Quem sabe, domingo, o Sport desbanca o flu e o Fogão, em grande estilo, se reabilita em cima do líder do campeonato! Sonhar é permitido….

 

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