Fogo Eterno

Entradas do Outubro 2009

Direito de resposta

22 30UTC 10pmFri, 30 Oct 2009 21:11:35 +0000ç2009, 2008 · 5 Comentários

lucioflav

Na foto acima, nosso camisa 10 veste o seu uniforme número 1

 

De Lúcio Flávio, sobre a faixa desfraldada no Engenhão na última quarta-feira, que chamou ele e Juninho de amarelões:

- Para mim, quem faz uma coisa dessas não é um torcedor do Botafogo. Acho que é alguém que não está satisfeito com alguma coisa e acaba descontando desta maneira. Mas eu prefiro não deixar isso me atrapalhar…

Os torcedores que tiveram a ideia da faixa, salvo engano o Gil e o Danilo (foi o que vi no Cantinho Botafoguense, do Rodrigo Federman, e no Snoopy em Preto e Branco, do Fábio, que batizou a dupla de “Yellow Flávio e Capitão Penico”), diante de uma declaração tão infeliz, têm todo o direito de responder:

- Para nós, quem desperdiça dois pênaltis decisivos contra o maior rival e ainda se omite das partidas com indesejável frequência não pode ser chamado de jogador do Botafogo.

 

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Em busca da única tríplice coroa possível

22 30UTC 10amFri, 30 Oct 2009 00:22:37 +0000ç2009, 2008 · 6 Comentários

Quarta-feira passada, enfim, o Botafogo (que não consegue vencer o Cuca) conseguiu bater um time dirigido por um recente ex-treinador: Geninho, aquele que, em seus tempos nada gloriosos, mandava seus auxiliares iniciarem o treino e fugia para cantina de General Severiano para devorar um Chicabon.

Domingo, contra o Inter, será a vez do ciclotímico Mário Sérgio, aquele que conseguiu perder três partidas seguidas e pediu demissão dizendo que não recebeu o que tinha sido prometido pela diretoria  – e abriu espaço para a volta de Cuca, ainda em 2007, em um dos lances mais surreais e desconcertantes daquele ano inesquecível (para o bem e para o mal).

E, mais à frente, será a vez de as criaturas que momentaneamente vestem a camisa alvinegra enfrentarem seu criador, Ney Franco, aquele que prometeu brigar pelo título e nos deixou na beira do caos e ainda congestionados pelos bondes que ele atracou no Engenhão.

Bem que, nas próximas rodadas, o Estevam Soares poderia nos presentear com a tríplice coroa: três vitórias em cima dos três ex-treinadores. E, para completar, mais três pontos fora de casa em cima de seu ex-time, o Barueri. Esses seriam os doze pontos que poderiam nos livrar de vez da ameaça de rebaixamento.

Sonhar é possível… pelo menos até a tarde de domingo.

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Esse enche o estádio sozinho…

22 29UTC 10amThu, 29 Oct 2009 01:20:08 +0000ç2009, 2008 · 3 Comentários

Segundo o repórter do SporTV na transmissão do sofrido Botafogo 1 x 0 náutico, a diretoria prometeu para 2010 a contratação de um jogador ”capaz de encher o estádio”.

zazate

Meu Deus, será que eles vão trazer de volta o Zárate?

 

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Botafogo 1 x 0 náutico: Três pontos essenciais

22 28UTC 10pmWed, 28 Oct 2009 21:07:05 +0000ç2009, 2008 · 2 Comentários

junin

Vocês já pararam pra fazer as contas de como estaria o Botafogo se o Jefferson não tivesse chegado no meio do campeonato? Pelos meus cálculos, abaixo do fluminense.

 Se o Botafogo sobreviver na Série A, Jefferson merece uma estátua ao lado da de Nilton Santos.

A defesa à queima-roupa que nosso goleiro fez no segundo tempo foi simplesmente antológica.

E sua saída nos pés do Carlinhos Bala, ainda na primeira etapa? Precisa e perfeita – imaginem se fosse o Castillo ou mesmo o Renan?

No mais, Juninho fez de tudo para perder o pênalti, mas não conseguiu – o goleiro alvirrubro tomou um frango, da mesma maneira que Max tinha tomado contra o náutico, em 2007, nos Aflitos. E me irritou profundamente seu desânimo na entrevista pós-jogo: pqp, o time consegue uma vitória essencial e o cara fica com aquela cara de b*? Será que ficou magoado com a faixa “Lúcio Flávio e Juninho, não?”, que foi desfraldada no Engenhão?

Mas, voltando ao jogo…

O time jogou bem? Do que eu pude ver, não!

A defesa continua frágil? Muito!

O ataque é inoperante? Quase sempre!

Mas o Botafogo conquistou os três pontos? Sim!

E é isso que importava nessa partida.

O resto é chororô alvirrubro – que eles vão se consolar no colo da tenente Lúcia Helena, da PM pernambucana.

No mais, a arbitragem ainda nos deve – por baixo – uns 9 pontos.

 

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Você os conhece?

22 27UTC 10pmTue, 27 Oct 2009 20:46:00 +0000ç2009, 2008 · 5 Comentários

BOTAFOGO/TREINO

BOTAFOGO/TREINO

Só uma dica: ambos fazem parte da folha salarial do futebol profissional do Botafogo em 2009. Treinam com os titulares, ganham salário em dia… e não entram em campo.

E aí, você os conhece???

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Um livro para Juninho, Guerreiro e Lúcio Flávio

22 26UTC 10pmMon, 26 Oct 2009 17:41:51 +0000ç2009, 2008 · 5 Comentários

postman

A tradução do livro aí de cima é algo como  ”O Carteiro sempre toca duas vezes” . É uma história de suspense bolada por um ótimo escritor, James M. Cain, e foi adaptada duas vezes para o cinema. Chegou às telas como ”O Destino Bate à sua porta”.

O que importa aqui, porém, é pegar a frase original do título para refletir um pouco do que representam Lúcio Flávio, Juninho e Leandro Guerreiro para o Botafogo.

Os três, é forçoso lembrar, participaram de lances cruciais em duas das três decisões contra o flamengo – me refiro às que foram decididas nas penalidades.

Na primeira, de 2007 (do fatídico Beltrami no apito), Lúcio Flávio foi o primeiro cobrador pois Dodô acabara de ser expulso.

LF bateu à meia-altura, no canto direito de Bruno, que adivinhou o canto e nem se esforçou muito pois a bola ficou entre o meio e a trave.

Na sequência do alvinegro, foi a vez de Juninho desperdiçar – dessa vez Bruno contou com a sorte, pois espalmou e a bola bateu na trave antes de sair.

Resultado: como o flamengo tinha convertido suas duas primeiras penalidades, a tarefa de reverter ficou praticamente impossível – ainda mais com o Max no gol…

Aí veio o Túlio ( 0 x 2 no placar…) e pegou a bola. Olhou para Bruno pouco antes de bater e jogou no canto oposto. Um chute seco, rasteiro, nem tão forte assim, mas o suficiente.

Túlio observa, enfim, o que os outros dois não tiveram competência de sacar: que o Bruno, nove entre dez vezes, indica CLARAMENTE qual é o canto que escolhe POUCO ANTES da cobrança. Ou seja, o goleiro urubu se adianta e se joga – com a boa envergadura, quase sempre consegue tapar um canto inteiro.

(Naquela primeira decisão, o Luciano Almeida também converteu, mas de forma saudavelmente irresponsável, dando um chutão no meio do gol, como o Bruno já tinha caído, não pôde voltar)

Pois bem, agora retornemos a 2009.

Vamos primeiro relembrar a segunda decisão por pênaltis – que, ironicamente, acaba no mesmo placar: 4 x 2.

Quem foram os dois alvinegros que conseguiram suplantar Bruno? Léo Silva (primeiro cobrador!) e Gabriel. Como conseguiram? Observando o canto que o goleiro se projeta – e empurrando a bola na outra direção.

Quem perdeu as cobranças? Logo eles, dois expoentes do time de 2007: Leandro Guerreiro (que entrega o canto ao bater à meia-altura no lado que Bruno já estava) e Juninho – que, ao contrário de 2007, resolveu bater no meio do gol. Só que mandou à meia-altura e Bruno afastou a bola com um dos pés.

Agora, enfim, chegamos ao último domingo.

Pênalti é, antes de tudo, uma batalha mental.

Lúcio Flávio deve ter pensado: na primeira decisão, bati no canto direito e o Bruno pegou. Agora, vou fazer o contrário – mandar no canto esquerdo e aí ele não pega.

Bruno antecipou a previsibilidade do raciocínio de nosso camisa 10 e se jogou, ANTES da cobrança, para o canto esquerdo.

Só que o LF simplesmente NÃO OLHOU para o goleiro rubro-negro. Tivesse vislumbrado ao menos o vulto caindo para um dos lados, teria tempo o suficiente para empurrar a bola para as redes no canto oposto que Bruno tinha escolhido.

Resultado: mais uma vitória do flamengo, graças a mais uma vitória particular de Bruno contra um de nossos principais jogadores.

Enfim, retorno ao título desse post para dizer que são raras as vezes que o carteiro (o sr.Destino) bate duas vezes na mesma porta – e nas mesmíssimas circunstâncias.

Se você não aproveitou a primeira, tem que pensar no que fez de errado. E, claro, se a segunda chance aparecer, ela não pode ser desperdiçada.

Leandro Guerreiro, Juninho e Lúcio Flávio foram agraciados com a segunda chance – de ser campeões, no caso dos dois primeiros; de converter um pênalti decisivo, no caso dos dois últimos. E a oportunidade, fato raríssimo, apareceu contra o mesmo adversário, e em circunstâncias extremamente parecidas.

Os três falharam novamente.

E, dessa vez, os três cometeram erros cruciais em uma só partida:  Juninho e Guerreiro, ao não conseguir impedir o gol de Adriano (escudados ainda por um titubeante Wellington, numa espécie de vingança tardia e sacana do Ney Franco, que o indicou); Lúcio Flávio, ao perder o pênalti.

Numa rápida comparação, Maurício só teve uma chance em 1989 – contra o mesmo adversário, e com a bola em movimento, num lance bem mais difícil. Ele não desperdiçou.

Túlio Maravilha teve duas chances em duas das partidas da decisão de 1995 – guardou as duas no fundo das redes.

Eis a diferença dos que nasceram para brilhar e dos que nasceram para se apagar.

E eu não quero mais torcer para quem tem medo de ganhar simplesmente porque tem um medo muito maior de perder.

Não adianta mais tentar se iludir – e olha que faço um mea culpa e admito que sou um dos mais facilmente enganáveis.

Mas a verdade é que o espírito derrotista dos jogadores Juninho, Lúcio Flávio e Leandro Guerreiro faz mal ao Botafogo.

Os três são fracos – tecnicamente (Guerreiro, nem tanto, vale ressalva) e psicologicamente.

Eles não têm mais condições emocionais de vestir a nossa camisa – não são dignos de ter a estrela no peito. 

Fazem mal ao time e fazem mal à torcida.

Que eles sigam seus rumos em 2010.  Longe de General Severiano, que não pode ser lugar de gente que fraqueja em decisões.

ondeosfracos

Caso contrário, até, em caso de desastre no fim do ano, a campanha de volta para a Série A em 2010 será um pesadelo – pois eles correm o risco de ganhar uma terceira chance e novamente desperdiçá-la. Isso sem contar os inevitáveis clássicos e eventuais decisões no Estadual.

E que o destino não nos engane novamente e coloque dessa vez em nosso rumo jogadores capazes de conquistar, dentro de campo, a condição de líderes. Jogadores fortes.

Não precisa nem ser craque nem amar a nossa camisa; basta ter uma imensa vontade de ganhar.

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Botafogo 0 x 1 flamengo: Amarga rotina (com acréscimo)

22 25UTC 10pmSun, 25 Oct 2009 21:14:30 +0000ç2009, 2008 · 3 Comentários

Não pude ver o jogo.

Compromissos familiares me afastaram da televisão no início da noite.

Mas, ao ligar o rádio, pouco depois das oito da noite, já de volta para casa, as primeiras palavras que escutei foi de Gerson, o canhotinha de ouro: “O Lúcio Flávio perdeu o pênalti e sumiu do jogo”. O outro comentarista da Globo/CBN, Álvaro Oliveira Filho, analisou: “A partida foi fraca tecnicamente. O Botafogo teve mais chances, maior número de finalizações, maior domínio em boa parte do jogo, mas num lance crucial deixou Adriano fazer a diferença e abrir o marcador. Já Victor Simões conseguiu cobrar um escanteio no pé do Lenon, possibilitando um contra-ataque rubro-negro. Essa diferença de qualidade foi responsável pelo marcador favorável ao flamengo”.

Enquanto ambos falavam, cenas de partidas anteriores me vieram à cabeça.

Virou amarga rotina, nos três últimos anos, perder para o flamengo em ocasiões decisivas – e sempre com um ingrediente a mais, tipo pênalti desperdiçado.

Ao chegar em casa, assisti aos ” melhores momentos” e pude perceber o que os comentaristas do rádio já anunciavam: Botafogo finalizando, mas de forma fraca, sem perigo, quase inofensivo. E o flamengo com três chances claras de gol – uma foi fora, outra Adriano aproveitou (que ridícula a performance de Wellington e Juninho no lance…) e a outra o Gil desperdiçou de forma bisonha.

Sobre o pênalti perdido pelo Lúcio Flávio, nada a declarar. A não ser que, como Bruno se adianta (como, aliás, fez Rogério Ceni no Maracanã e lá a penalidade foi repetida), o canto direito fica inteiramente aberto – e ele cobra no mesmo canto do goleiro rubro-negro. Patético – agora nem a eficiência em penalidades o nosso camisa 10 tem a oferecer. Aliás, o que ele tem a oferecer a não ser sensatas e ponderadas entrevistas após as partidas?

Nos “melhores momentos”, vi o André Lima perder uma ótima chance na cabeça da área e vi também seguidos erros de marcação e posicionamento.

De novo, tudo rotina.

No mais, tudo caminha para se concretizar o sonho dourado de um colega vascaíno da repartição, um cara que odeia o Botafogo por conta dos sapecas que a gente aplicou em partidas decisivas em cima do time dele – e também pela ascensão alvinegra nos últimos anos.

- Tudo que eu quero ver, além do vasco de volta à série A, é o flu e o Botafogo rebaixados, e o flamengo vice-campeão.

E, para encerrar, volto a dizer que jogo decisivo será na quarta-feira, contra o náutico. Essa, sim, é partida que vale a permanência na Série A.

Acréscimo: Vi o replay da partida. Algumas breves considerações:

* Ok, o Estevam falhou feio duas vezes – ambas no segundo tempo. Ao não substituir Lúcio Flávio e ao tirar Reinaldo. Mas, vamos fazer um exame de consciência: a escalação inicial não era a que todos queriam – sem Fahel nem Léo Silva nem Victor Simões, e com Jobson, Diego, Reinaldo e Batista? Tudo bem, Rodrigo Dantas poderia estar no time – mas ele ainda não conseguiu jogar bem durante 90 minutos.  

* O Botafogo demonstrou, ao longo de quase toda a partida, uma qualidade pouco comentada por conta do resultado amargo: volume ofensivo de jogo – mesmo sem contar com Jobson em noite inspirada e com um péssimo Lúcio Flávio. Tudo porque Reinaldo jogou bem e André Lima funcionou com eficiência como pivô – serviu duas bolas para Diego, que infelizmente não conseguiu aproveitar. Faltou capacidade de finalização, e a entrada de Victor Simões derrubou esse item de vez. Mas se jogar com essa aplicação e mantiver a bola no campo do adversário, pode sufocar o náutico ainda no primeiro tempo. Basta caprichar no último toque.

* A zaga rubro-negra, mesmo reserva, se demonstrou mais segura do que a alvinegra. Até porque foi muito mais exigida. E a nossa, quando foi para a hora do vamover, se enrolou e deixou Adriano fazer o que queria dentro da área. O erro duplo do Wellington, mais a lentidão do Juninho, me deu saudade do Emerson – sim, para esses lances ele tem mais malícia e sabe se colocar melhor.  E, em outras duas ocasiões, os zagueiros e Guerreiro permitiram rápidos e perigosos contra-ataques do adversário.

* Jobson melhorou no segundo tempo. Mas, está comprovado, não sabe finalizar.

* Reinaldo foi o melhor em campo.

* Diego, pela esquerda, é muito melhor do que Thiaguinho. Tanto na marcação como no apoio.

* Lúcio Flávio, Guerreiro e Juninho merecerão um post à parte. Nada elogioso, obviamente. 

* Victor Simões é uma piada de mau gosto. O volume ofensivo que elogiei simplesmente murchou nos seus pés – ele não consegue completar sequer uma jogada.

* Outra piada de mau gosto foi a linha agressiva-ressentida dos comentários de Paulo Cesar Vasconcellos, no payperview (e olha que é um cara que eu admiro). Dizem que ele é botafoguense: então, na ânsia de demonstrar isenção, passou a enxergar um domínio esmagador rubro-negro que jamais foi comprovado dentro de campo. Na primeira etapa, enfatizou diversas vezes a dificuldade de o Botafogo ter saída de bola, mas ignorou que o adversário passava pela mesma dificuldade - o gol nasceu de uma bola rebatida de um tiro de meta cobrado pelo Jefferson, que o Guerreiro deixa passar e o Wellington inicia a lambança. E, no segundo tempo, bateu exaustivamente na tecla do “desequilíbrio emocional” alvinegro, quando o problema era deficiência técnica, mesmo, na hora de finalizar. De botafoguenses assim nós realmente não precisamos.

 * No mais, cabeça fria: o time não jogou mal. E desconfio que o cartão amarelo que tirou LF do jogo contra o náutico será uma ótima chance de ver Jônatas (boa notícia sua reintegração e aproveitamento nos últimos minutos da partida), R.Dantas ou mesmo o Renato tentar mais produtividade ofensiva.

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Vem aí uma batalha. E não é hoje…

22 25UTC 10amSun, 25 Oct 2009 10:37:00 +0000ç2009, 2008 · Deixe um comentário

E o Náutico ganhou do Barueri…

volto a dizer que, obviamente, será muito importante vencer o clássico desse domingo.

Mas a batalha dos seis pontos será travada na próxima quarta-feira, às 19h30, no Engenhão, contra o time do Geninho.

E não será nada fácil: o Vitória, em casa, teve que recorrer ao Leandrão para garantir os três pontos.

Então, se o clássico mergulhar o time em euforia ou depressão, o sentimento tem que durar no máximo três dias.

Depois a luta continua – e cada vez mais encarniçada.

PS: Por motivos operacionais, o post sobre o clássico vai demorar um pouquinho mais do que o habitual. Mas, mesmo assim, fiquem ligados e um bom jogo para o Botafogo!

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De volta para o futuro

22 23UTC 10pmFri, 23 Oct 2009 22:41:11 +0000ç2009, 2008 · 3 Comentários

Pela Série B do Brasileirão, o Bragantino aplicou uma sonora goleada no Fortaleza: 4 x 1, em Bragança Paulista.

E o que nós temos a ver com isso?

Temos que o primeiro gol surgiu por meio de uma belíssima e surpreendente cobrança de falta – todo mundo esperava um cruzamento, o cobrador bateu direto e encobriu o goleiro.

E adivinhem quem bateu?

Sérgio Manoel!

Sim, aos 37 anos, ele continua em plena forma.

sergioman

Se o Ramon ressuscitou no Vitória e o Pet ressuscitou no fla, por que o Sérgio Manoel não pode ressuscitar no Glorioso?

Ele já falou que deseja encerrar a carreira no Fogão. Se não der certo o retorno a General Severiano, por que não uma esticadinha para o Planalto e assim reforçar o Botafogo-DF na disputa pelo título da primeirona candanga?

Já pensou no gol 900 do Túlio Maravilha, com passe do Sérgio Manoel?! Não seria uma boa?

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E o Diguinho, hein?

22 23UTC 10amFri, 23 Oct 2009 00:52:40 +0000ç2009, 2008 · Deixe um comentário

Que lambança no segundo gol do Universidad do Chile no empate do flu no Maraca nessa quinta-feira…

Eu não creio em praga alvinegra, mas elas insistem em provar que existem. Ainda mais em cima dos rivais.

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Fogo Eterno no Twitter!

22 23UTC 10amFri, 23 Oct 2009 00:49:28 +0000ç2009, 2008 · 2 Comentários

Demorou, mas alguma hora tinha que chegar.

Ainda estou aprendendo a brincadeira, mas quem quiser seguir o Fogo Eterno por lá é só dar um clique no endereço abaixo:

www.twitter.com/fogoeterno

Estou seguindo o Twitter oficial do Botafogo, do Estevam Soares e do André Lima… mas alguém por aí tem o Twitter do Léo Silva???

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Decisão no domingo? Não, é na quarta!

22 22UTC 10pmThu, 22 Oct 2009 21:09:34 +0000ç2009, 2008 · Deixe um comentário

Eis a parte que nos resta nesse Brasileirão 2009:

Botafogo x flamengo

Botafogo x náutico

Inter x Botafogo

Botafogo x Coritiba

Barueri x Botafogo

Botafogo x São Paulo

Atlético-PR x Botafogo

Botafogo x Palmeiras

Destaquei na relação os quatro jogos nos quais o time têm obrigação de marcar ao menos dez pontos para tentar escapar da degola. Desses dez, seis pontos têm que ser conquistados dentro de casa – e o primeiro desafio será na próxima quarta-feira, contra o náutico do geninho (coincidência ou não, a outra partida que o Botafogo tem que ganhar de todo jeito é contra o time de um outro ex-técnico, o senhor Ney “Na beira do caos” Franco, responsável por boa parte da herança maldita que atracou e grudou em General Severiano). Na minha opinião, esses são os jogos que valem seis milhões de pontos – pelo motivo simples de serem disputados contra adversários diretos na luta pelo rebaixamento.

É o princípio da gangorra: nossa vitória os empurrará ainda mais para baixo.

Incluí na lista dois jogos fora de casa nos quais o Botafogo tem que obter ao menos quatro pontos: Barueri e Atlético-PR. Entre nós, devido à irregularidade de ambas as equipes, talvez seja até menos espinhoso bater o Inter no Beira-Rio, mas, como essa é uma análise conservadora, decidi seguir a campanha dos times nesse Brasileirão.

Quanto às outras partidas (São Paulo, Palmeiras e flamengo), tudo pode acontecer: o fato de serem todas em casa, hoje em dia, não faz muita diferença – não por conta de alguma “maldição do Engenhão”, bobajada da imprensa, mas pelo fato de o time do Estevam Soares ter se apresentado com mais consistência quando esteve por conta do contra-ataque (com exceção, claro,  da vitória maiúscula em cima do Atlético-mg).

Tudo isso para dizer que o clássico de domingo está sendo tratado como jogo decisivo por conta da rivalidade dos dois clubes, a polêmica envolvendo a utilização do Engenhão, a ascensão roubo-negra, o retorno alvinegro à zona de rebaixamento, etc etc.

A vitória vai cair bem? Claro! Mas de nada adiantará, por exemplo, conseguir os três pontos em cima do maior rival e depois vacilar diante do náutico, quando até o empate será um desastre.

E que, na última rodada, a gente já esteja a salvo para não ter a obrigação de vencer um Palmeiras ainda em busca do título…

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C.Porteño 2 x 1 Botafogo: Operação Paraguai

22 21UTC 10pmWed, 21 Oct 2009 23:27:54 +0000ç2009, 2008 · 5 Comentários

fogocerro

Se a gente conseguir jogar um futebol alegre, é possível ganhar o clássico contra o flamengo. A responsabilidade é muito grande, ainda mais agora que entramos de novo na zona de rebaixamento, mas é um grupo experiente que, com certeza, vai sair dessa”

Reinaldo, logo após a partida contra o Cerro Porteño.

O centroavante foi o autor do gol fora de casa, que pode fazer diferença na hora da decisão da vaga no Engenhão (vitória por 1 x 0 classifica o Botafogo) – e, diga-se de passagem, Reinaldo correu o tempo inteiro e fez uma boa partida em Assumpção.

Mas é difícil, caro Reinaldo, acreditar na promessa de “um futebol alegre” depois de tanta frustração e revolta do torcedor alvinegro com o que ocorreu no Paraguai. Não vou me estender para falar sobre a arbitragem – todos viram o que aconteceu, e o juiz argentino (com seu bandeirinha) conseguiu promover uma reviravolta no placar que foi de envergonhar Djalma Beltrami e Marcelo de Lima Henrique juntos.  Resumindo, foi assim:

Resultado operado pelo juiz: Cerro Porteño 2 x 1.

Resultado real da partida: Botafogo 1 x 0 (e olha que estou anulando o gol do Reinaldo por conta da bola que tocou na mão dele)

E o que isso vai mudar? Nada, porque o placar válido é o primeiro. No máximo, uma advertência para os larárbitros, o que não fará nenhuma diferença para o noso time.

Um colega da repartição, que torce para o Inter, ficou horrorizado e deixou escapar: “Como o Botafogo é roubado pela arbitragem!”.

Outro reproduziu comentário que ouviu na CBN: “Se o Botafogo entrar em campo para enfrentar o Botafogo, ainda assim o time vai ser roubado”.

Enfim, não há muito o que comentar. A não ser lamentar que o Estevam tenha promovido, na escalação que poupou três titulares, o maior encontro de cabeças-de-vento já reunidos sob a camisa do Botafogo: Fahel, Léo Silva, Emerson, Thiaguinho e Victor Simões jogando juntos é uma provocação ao torcedor. Se a gente sabia que pelo menos um deles faria m* ao longo dos 90 minutos, por que o técnico não sabe?

No mais, algumas pílulas:

* O corta-luz do Victor Simões no gol do Reinaldo foi a primeira vez que o lance individual funcionou desde o lance de Dodô e Lúcio Flávio, no Mané Garrincha, no segundo gol em cima do Atlético-PR, em 2007.

* Narrador do SporTV no lance da expulsão do Leo Silva: “Ih, olha lá o que aconteceu…”

* A suspensão do Léo Silva não pode ser estendida ao Brasileirão?

* A praga do Alessandro em cima do Thiaguinho continua coroada de êxito.

* Vocês preferem o Renato no lugar do Lúcio Flávio? Eu, não.

* Gabriel não rendeu o esperado.

* Jefferson, Jefferson, Jefferson – não fosse por ele, novamente, seria goleada. E ele quase pegou o pênalti…

* Pela primeira vez, eu acreditei no Emerson quando ele jurou que não fez lambança.

* André Lima jogando água para refrescar o cocoruto do Reinaldo foi uma cena comovente. Deve ter sido porque foi a primeira vez que ele viu suor no companheiro…

* Quando até o Arnaldo Cezar Coelho fica revoltado com a arbitragem tendenciosa, é hora de ficar preocupado.

* Time brasileiro sendo roubado por argentino no Paraguai: o presidente Assumpção mostrou que é fraco até em Assunção.

* Vamos ganhar do flamengo.

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Botafogo-DF: A torcida e o futuro

22 19UTC 10pmMon, 19 Oct 2009 13:47:18 +0000ç2009, 2008 · 1 Comentário

Tem acréscimo de texto e fotos no post sobre o jogo do Botafogo-DF contra o Ceilandense no último sábado.

Independente do resultado da decisão e passada a frustração pela ausência da conquista (ainda mais depois de comprovado pelo replay da tevê que o gol 900 do Túlio foi legal, não havia impedimento na jogada), a verdade é que o mais importante foi alcançado: a classificação para a primeira divisão local. A força da torcida alvinegra do Planalto Central foi mais uma vez confirmada: quase oito mil pagantes no estádio do Cave.

E isso só vai aumentar no ano que vem, especialmente nos confrontos contra Gama, Brasiliense e o próprio ceilandense.

Aliás, a torcida verde do Gama que costuma reforçar as organizadas alvinegras aqui em Brasília vai ter que escolher onde se posicionar a partir de 2010…

No mais, parabéns à torcida alvinegra do DF! Mais até do que o time, vocês é que deram um show de bola!

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Cruzeiro 1 x 0 Botafogo: Demorou, Estevam…

22 18UTC 10pmSun, 18 Oct 2009 20:38:09 +0000ç2009, 2008 · 3 Comentários

 

Dessa vez não deu certo a estratégia de Estevam Soares de jogar com três atacantes fora de casa.

Por motivo simples: dos três, apenas um deles correspondeu às expectativas do técnico e conseguiu jogar – mas apenas por 45minutos: Jobson.

Victor Simões deu dois chutes e nada mais.

André Lima teve mais chances, mas errou tudo – e de forma lastimável. No início, já deu sinal que não estava bem: ficou impedido três vezes em menos de 20 minutos. E, no final, no único lançamento certeiro do Lúcio Flávio, ele tropeçou na bola. Uma atuação horrorosa.

Com três zagueiros e três atacantes, diz um dos mandamentos do futebol, o meio-de-campo é que sai prejudicado. Ainda mais quando esse meio é integrado por Fahel e Lúcio Flávio -  novamente, com desempenho ridículo. O Cruzeiro alugou a intermediária alvinegra durante quase toda a partida – só perdeu o domínio do jogo nos últimos 15 minutos, quando ficou com dez jogadores após a contusão séria do Soares, que chegou a ser removido de ambulância (o veículo poderia ter levado também meio time do Botafogo para fazer tomografia e verificar a presença ou não de massa encefálica na parte do corpo que fica acima do pescoço).

Por isso, o Cruzeiro chegava por todos os lados, obrigando Jefferson a fazer excelentes intervenções e de todos os tipos. Aliás, não fosse pelo goleiro, o alvinegro teria sido impiedosamente goleado no Mineirão.

Quis o destino, porém, que o lance do gol tenha surgido pelo meio – e com duas falhas individuais consecutivas (e bisonhas) de Teco e Diego, que permitiram que a bola chegasse livre para Thiago Ribeiro arrematar sem chances para Jefferson. E, para acentuar a crueldade, o lance nasceu de um contra-ataque após um erro grosseiro do bandeirinha, que assinalou um impedimento inexistente de Jobson – ele entrava sozinho, cara a cara, e tinha a chance de fazer o primeiro gol alvinegro (alguma surpresa com erro de arbitragem contra o Botafogo em lance decisivo da partida?).

Estevam, que demorou para mexer na equipe, tentou então uma reação. Mas aí mexeu mal: acertou ao colocar Rodrigo Dantas, que deu mais consistência ao meio (mas ainda demonstra muita irregularidade na finalização), e errou feio ao colocar Reinaldo, novamente inofensivo, sem brio, sem postura de centroavante. Na verdade, esse era um jogo para o Jônatas, mas até mesmo o cambaleante Renato teria sido mais útil do que ”a maior contratação do futebol carioca de 2009″ (quá, quá, quá…).

De forma desordenada, baseado quase que exclusivamente nos cruzamentos de Batista, o time despejou chuveirinhos na área cruzeirense – as tentativas de triangulação foram breves e ineficazes, esbarrando na canela de André Lima.

Foi pouco.

Cruzeiro 1 x 0.

Mas podia ter sido pior:  por sorte, após um início de domingo preocupante com a vitória do Sport em cima do curíntia, nossos adversários diretos na luta pelo rebaixamento também perderam fora de casa. E, no caso do náutico, graças a Leandrão, que fez dois gols e virou o jogo para o Vitória no Barradão.

No mais, sem grandes expectativas, vamos ao clássico, torcendo para que Jefferson continue em ótima forma e Jobson dê uma canseira no Juan e no Léo Moura durante toda a partida. Nos outros jogadores, confesso que não nutro grandes esperanças. Muito pelo contrário.

Como eles jogaram?

Jefferson – Testado de todas as formas; além de duas defesas à queima-roupa, ainda mostrou que está atento com saídas precisas (já pensou se fosse o Castillo?). A melhor contratação para o Brasileirão. Nota 8

Alessandro – Tomou diversas bolas nas costas no primeiro tempo. Até apoiou, mas sem eficiência. Nota 4

Teco – Uma falha capital e algumas demonstrações inequívocas que continua sem ritmo de jogo. Nota 3

Emerson – O menos ruim dos zagueiros, por conta da seriedade. Nota 5

Diego – Mal na marcação, dessa vez também não contribuiu no apoio. Nota 4

Guerreiro – Briga solitária, algumas boas antecipações, mas sem brilhantismo. Nota 5,5

Fahel – Não marca bem, não apoia, não faz nada de produtivo. Nota 3

Lúcio Flávio – Eis um jogo para justificar todas as críticas que recebe: lento, dispersivo e pouco objetivo. Nota 1

André Lima – Se fosse na pelada, teria sido expulso pelos companheiros do próprio time. Mas como é jogador de empresário, ganha em euro e é animador de torcida, permaneceu 90 minutos em campo. Nota ZERO

Reinaldo – Deveria passar num posto do INSS para requisitar a aposentadoria, ficar em casa e mostrar aos netinhos o DVD com o golaço que marcou contra o Galo. Nota 1

Victor Simões – Duas conclusões, dedicação tática (ajudou a fechar o lado esquerdo) e correria. Como já falei, no rúgbi, seria craque. Mas, como é futebol jogado com os pés… Nota 3

Batista – Entrou no lugar de Fahel e, com a omissão de Lúcio Flávio, ficou responsável por toda a criação ofensiva do time. Não poderia dar certo. Nota 4  

Jobson – Início arrasador, infernizando a zaga cruzeirense. Depois foi se apagando e, no segundo tempo, simplesmente não acertou nada. Queda preocupante. Nota 5,5

Rodrigo Dantas – Objetividade na busca da conclusão, mas ainda tem muito a aprimorar. Nota 5 

Estevam Soares – Na teoria, tudo bem: tentar ganhar o jogo na casa do adversário. Mas demorou demais para perceber que, por conta de uma série de atuações pífias, seu esquema tinha ido para o vinagre. Deveria ter mexido já no intervalo. Quando terá coragem de substituir André Lima e Lúcio Flávio? Nota 4

Leandrão – O mais eficiente centroavante alvinegro da rodada. Com seus gols, salvou o Fogão de voltar à zona de rebaixamento. Nota DEZ

Categorias: Brasileirão 2009