Fogo Eterno

Entradas do Setembro 2009

A pergunta que não quer calar

22 30UTC 09pmWed, 30 Sep 2009 16:27:59 +0000ç2009, 2008 · 2 Comentários

- O time inteiro está jogando mal. Por que sou eu que sempre saio?

Jônatas, no início do diálogo que culminou com a briga com o supervisor Márcio Touson no intervalo de Botafogo 0 x 1 Vitória.

Aliás, sobre essa história, por enquanto pouco a acrescentar: a não ser a certeza que, se é para a casa cair, que desabe por inteiro até a próxima segunda-feira. E que se faça, com a máxima urgência, as lavagens de roupa suja amontoadas em General Severiano para acabar com os zunzunzuns, ameaças de “falar a verdade”, versões diferentes para o mesmo fato etc.

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Só faltam dez…

22 29UTC 09pmTue, 29 Sep 2009 20:59:27 +0000ç2009, 2008 · 1 Comentário

tuliomara

Registro alvissareiro: Túlio Maravilha marcou mais dois gols em amistoso disputado na tarde dessa terça-feira pelo Botafogo-DF.

O placar final foi 4 x 1. O adversário: (Conde de?) Montecristo. Agora, só faltam dez gols para o artilheiro atingir a marca prometida até o fim do ano – chegar ao gol 900.

No próximo sábado, o jogo é pra valer: acontece no Mané Garrincha a primeira semifinal da segundona candanga. O Botafogo-DF pega o Brazsat – na primeira fase, nós vencemos por 4 x 2 (e Túlio, claro, balançou as redes).

Já que o Túlio volta para Goiânia logo depois da partida, ele poderia dar uma passadinha no Serra Dourada no domingo e ensinar AL, VS, Reinaldo e outros a fazer o que ele sabe melhor do que ninguém: gols. Muitos gols.

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Agora eu fiquei tranquilo (Parte II)

22 29UTC 09pmTue, 29 Sep 2009 13:24:55 +0000ç2009, 2008 · 2 Comentários

- O Botafogo não vai cair. Os jogadores me garantiram isso, e eu acredito na palavra deles.

Do presidente Maurício Assumpção, já no Equador, onde chefia a delegação alvinegra.

Bem, ele acredita na palavra deles… e nós não acreditamos no futebol deles.

PS: Ao menos uma boa notícia na entrevista do presidente. Jônatas não foi afastado em definitivo, pode ser relacionado para o jogo contra o Goyaz. Independente da confusão que ele tenha aprontado no vestiário, e das reais motivações para o barraco com o supervisor Márcio Touson, a verdade é a seguinte: ruim com o Jônatas, pior sem ele…

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Edição extra: a crônica aflita do Pereirão

22 28UTC 09pmMon, 28 Sep 2009 21:29:09 +0000ç2009, 2008 · 4 Comentários

Dez razões para a queda

C.Pereira

 A (iminente) queda do Botafogo para a série B em 2010 deve ter, no mínimo, umas 30 razões – desacertos, erros, omissões, despropósitos etc e etc..
 Vou, sem ser exercício de paciência, tentar resumir em dez os motivos que vão levar (lamentavelmente) o nosso clube a singrar os mares revoltos da segunda divisão no próximo ano.
 Vamos lá, sem preocupação com a cronologia e/ou a importância de cada uma das razões.

1 – O deslumbramento e a ilusão do campeonato carioca – tri vice-campeão, um dos melhores times do Rio, casa cheia no Maracanã. Pura ilusão de um falido campeonato que só tem de bom o número de torcedores. Quando chegam ao Brasileiro, os times do Rio ficam (quase sempre) brigando para não cair.

2 – A ipatinguização do time no começo do Brasileiro, com a contratação, via Ney Franco, de jogadores medíocres tipo Fahel, Léo Silva e outros.

3 – A substituição de um técnico do interior por outro, também, do interior. A tão reclamada (inclusive por mim) saída de Ney Franco mostrou-se, até agora, como mais um lastimável equívoco.

4 – A NÃO baruerização do time. Esperava-se que a vinda do Estevam fosse acompanhada de alguns jogadores bons do time que ele treinava; exemplo: Fernandinho. Tal não aconteceu.

5 – A incapacidade (da diretoria e do time) de fazer do Engenhão a “casa” do Botafogo. Enquanto Sport, Náutico, Fluminense (no Maracanã), Coritiba e até o S. André armam verdadeiras guerras nos seus alçapões, o Engenhão continua sendo o campo do adversário. Lembrem-se, a propósito, das derrotas diante do Atlético Paranaense, Santo André e Vitória em pleno estádio alvinegro – verdadeiras catástrofes!

6 – A péssima organização tática dada ao time, tanto por Ney Franco como por Estevam Soares – não se sabe qual o pior. Qualquer tecnicozinho de time de várzea, desmancha os esquemas(?) que eles montam e por isso não é preciso ser nenhum Muricy para ganhar do treinador alvinegro.

7 – A “mania” de empatar que substituiu (talvez para pior) o costume (mau, muito mau) de levar gols nos minutos finais dos jogos.

8 – A total incapacidade que tem o time de virar um marcador. Se o Botafogo começa ganhando, ninguém assegura que vá até o fim e se começa perdendo, aí sim, não tem jeito de virar o placar – no máximo consegue um empatezinho e olhe lá.

9 – A falta de visão dos atacantes do time com relação ao gol adversário. Jogam, jogam e jogam – mas o gol não sai. Atacar até que atacam, mas finalizar bem, isso realmente não está nos atributos de André Lima, Victor Simões, Laio e companhia, sem falar, é claro, no Reinaldo – o eterno contundido.

10 – A torcida “chochola” que vai ao Engenhão. Não passa nunca de dez mil torcedores que, ao invés de apoiar o time, enrolam a bandeira nos primeiros erros e passam a vaiar e  torcerem contra. Enquanto as torcidas do Sport e Náutico lotam seus estádios, embora estejam em situação igual (ou pior) do que o Botafogo, e até o fluminense, lanterninha de plantão, leva mais de 20 mil pagantes ao Maracanã, onde anda a torcida do Botafogo? E por que não mudar o local – é melhor jogar no Maracanã ou, quem sabe, ressuscitar Caio Martins…

Aí estão dez razões para a provável queda do nosso Glorioso para a série B, porque Sport e Fluminense estão se recuperando – o rubro-negro da Ilha do Retiro já ganhou três vezes no segundo turno, enquanto o Botafogo tem 4 míseras vitórias ao longo de 26 rodadas. A dura realidade é que, até o fim do campeonato, vamos sofrer muito ao  disputar arduamente com o Santo André, Náutico, Sport e Fluminense o 16º. lugar – que vexame!
 E que ninguém se iluda:  se a queda for confirmada e o time não melhorar, poderemos passar bem mais tempo na Segundona. Sabem por que? Este ano a série é uma “baba” para o Vasco porque com ele, desceram  Ipatinga, Juventude e Paraná.
Agora, imaginem o Botafogo disputando uma vaga (das quatro) com Fluminense, Sport e Náutico – além dos aguerridos Ceará, Ponte Preta, São Caetano e outros menos votados.

Que Deus nos proteja!

Saludos alvinegros antes da jornada “emelecada” no Equador…

 

C.Pereira é jornalista, alvinegro e um homem de bom senso: No final da tarde de domingo, acionou o DVD e assistiu ao drama “Expresso para Bordeaux”, enquanto nós assistíamos ao filme de terror ”Expresso para o Inferno”, direto do Engenhão…

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Retratos de uma crise

22 28UTC 09pmMon, 28 Sep 2009 18:07:43 +0000ç2009, 2008 · 2 Comentários

embarque2

 

embarque1

Cenas do embarque da delegação do Botafogo rumo a Guayaquil, no Equador.

E do presidente Maurício Assumpção.

Motivador, não? Vocês ficaram mais confiantes na classificação depois de ver essas imagens?

Fotos: Lancenet

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Eles passarão. Ele permanecerá

22 27UTC 09pmSun, 27 Sep 2009 23:24:25 +0000ç2009, 2008 · 2 Comentários

vitoria2

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Botafogo 1 x 3 Vitória: Ouro não se mistura com esterco

22 27UTC 09pmSun, 27 Sep 2009 21:06:58 +0000ç2009, 2008 · 4 Comentários

O jogo não acabou para o Botafogo aos 47 minutos do segundo tempo, quando Laio balançou as redes em boa cabeçada.

Não, o resultado já estava decidido há muito tempo. Mais precisamente, logo após o primeiro gol do Vitória, quando Lúcio Flávio rolou uma bola açucarada para Victor Simões e ele, cara a cara com Gleguer (goleiro reserva que, para nossa infelicidade, teve uma noite de fechar o gol), chutou fraquinho e desperdiçou a chance do empate.

Porque, como diria o mesmo Gleguer”, “hoje em dia futebol é concentração – não se pode distrair nem um minuto”. Concentração significa ter atenção e precisão na hora de finalizar – e não dar munição ao inimigo na hora mais perigosa: o contra-ataque, como fez Thiaguinho no lance que gerou a abertura do placar no Engenhão. Aliás, naquele lance Thiaguinho falhou duplamente – ao ser desarmado e ao não acompanhar o desenlace da jogada pelo seu setor.

Quando Victor Simões perdeu o jogo, o time inteiro sentiu o baque e tremeu. Simplesmente desmontou. Poucas vezes vi uma equipe desmoronar por completo, e de forma tão rápida, como ocorreu com o Botafogo depois do gol do Vitória. Até por que, grande ironia, o time estava jogando bem, ditando o ritmo da partida, com confiança. Rodrigo Dantas, que se destacava até então, simplesmente sumiu, desapareceu, escafedeu-se. E Victor Simões, que estava se movimentando com perigo, passou a ser o de sempre: uma nulidade.

Mas o segundo tempo do time foi algo simplesmente tenebroso. A entrada de Laio no lugar de Jônatas, caso não tenha sido provocada por contusão do titular, é um dos maiores equívocos de um treinador à frente do Botafogo.

Porque, meus caros, a verdade é nua e crua: um time que não sabe finalizar não tem nenhuma chance em uma competição como o Brasileirão. Finalizamos 11 vezes apenas no primeiro tempo, mas e daí? Não conseguimos empurrar a bola para as redes, por total incompetência de jogadores experientes – VS, LF (e os gols de falta, cadê?), Jônatas – e dos iniciantes – a tentativa do Laio, no meio da segunda etapa, foi tão ridícula quanto o lance do Fahel pela Sul-Americana.

Mas o que fez o Vitória para ganhar o jogo? Tomou uma providência simples. Seguiu a orientação de seu treinador que, quando viu os espaços deixados pelos flancos por Thiaguinho e Eduardo, mandou seus laterais se posicionarem como alas, ocupando território alvinegro. Deu certo. E muito certo.

No segundo tempo, até a expulsão do Emerson (que achei exagerada, mas no resto o juiz esteve bem), o Botafogo simplesmente não conseguiu criar nada. Nem pelas laterais nem pelo meio. Com dez em campo, e um zagueiro a menos, a zaga ficou exposta como já conhecemos muito bem e tomou um passeio dos velozes jogadores do clube baiano – sim, o Mancini já descobriu há tempos, inclusive foi por isso que barrou LF no Santos, que um dos segredos do futebol competitivo é a velocidade coletiva, não apenas de um ou dois ciscadores lá na frente.

No mais, deu pena ver o Guerreiro, o único que jogou alguma coisa no primeiro tempo, tão pregado ao final da partida, tomando ultrapassagens como se fosse um kart contra um Fórmula-1. E, na zaga totalmente aberta e indefesa, até o Lúcio Flávio correu como um louco para evitar mais um gol do Vitória.

É duro, mas tenho que concordar com a torcida, que gritou “burro” para o Estevam, caso ele tenha tirado o Jônatas para colocar o Laio. Mas é que o time virou um bando, frouxo e inerte, pronto para ser abatido. Como foi. Mas, na boa, quais são as outras opções que ele têm no banco? Eu vi quem estava lá – e, fora os que entraram, a única opção era o Léo Silva. Não dá, certo.

E agora, diretoria? Vão demitir o Estevam? Vão reintegrar o Michael? Vão chamar o Dodô para fazer os gols que VS não sabe fazer? Vão trazer o Joílson? Me poupem… Criem vergonha na cara. Se temos um time sem vergonha, o culpado não é o Estevam mas quem permitiu a montagem de um grupo tão fraco e incompetente para a temporada 2009. Se olhem no espelho que lá vocês encontrarão os verdadeiros culpados por esse vexame indigno de uma data tão importante como a inauguração da estátua do Nilton Santos – que deixarei para comentar em outro post, para não misturar ouro com esterco.

E assim eles deram vexame:

Jefferson – Sem culpa nos gols. Não fosse por ele, tinha sido ainda pior. Nota 6

Thiaguinho – Desastroso na marcação e no apoio. A praga do Alessandro deu certo. Nota 1

Juninho – Além do gol contra por imprudência, deixou seus nervos mandarem e tremeu feio. Nota 2

Wellington – Facilmente envolvido pelos atacantes adversários. Nota 3

Emerson – Era o menos ruim até ser expulso e prejudicar o time de vez. Nota 1

Eduardo – Vulnerável na marcação, nulo no apoio. Tomou sufoco do Abedi. Nota 1

Guerreiro – Tentou ao máximo, mas sozinho não pode fazer milagre. Nota 5,5

Jônatas – Primeiro tempo razoável. Foi substituído no intervalo. Nota 5

Rodrigo Dantas – Estava bem até perder um gol e o time tomar o primeiro. Depois, sumiu. Nota 3

Lúcio Flávio – Pouca criatividade, poder nulo de definição. Ao menos correu na segunda etapa. Nota 3

Victor Simões – Hoje me deu saudades do Wellington Paulista: é sério. Nota 1

Laio – Lamentável durante os 45 minutos. Fez um belo gol de cabeça, mas já não valia mais nada. Nota 1

Marquinho – O cruzamento do gol e nada mais. Nota 3

Jobson – Boa movimentação no pouco tempo. Pode render mais do que Ricardinho – o que é o mínimo que podemos esperar. Nota 5

Estevam Soares - Já não tem material para trabalhar. Para piorar, tomou um nó tático do Vagner Mancini e seu time foi facilmente batido. A barração que fez (Alessandro por Thiaguinho) pareceu uma maldição. E suas substituições não deram em nada. Nota 1

SporTV – Agradeço por ter marcado a partida para as 18h30 de domingo. Pelo menos a raiva por mais uma atuação ridícula do Botafogo só começou quando o fim de semana já estava praticamente encerrado.

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Adnet: “Tem uma regra em todo jogo…”

22 27UTC 09pmSun, 27 Sep 2009 13:30:33 +0000ç2009, 2008 · Deixe um comentário

Simplesmente impagável o programa “15 minutos”, da MTV, comandado pelo melhor humorista do momento da tevê brasileira: Marcelo Adnet.

Adnet, como maioria deve saber, é botafoguense e, além da faixa de campeão que faz parte do cenário de seu programa, de vez em quando dá umas espicaçadas em nossos oponentes.

Mas dessa vez ele se superou: em edição recente, imitou o Faustão narrando um Botafogo x flamengo e ficando horrorizado com o festival de roubalheiras que ocorre durante essa partida. A indignação do “Faustão/Adnet” é tanta que ele chama o Caçulinha, que na hora cria um jingle que todos nós deveríamos cantar nas arquibancadas a cada lambança mal-intencionada dos larárbitros:

- Tem uma regra em todo jogo/ Tem que roubar o Botafogo…

Mais eu não conto. Deixo para vocês curtirem a sagacidade do Adnet e de seu fiel escudeiro, o Kiabo. Basta clicar no endereço abaixo (é no início da segunda parte do programa):

http://mtv.uol.com.br/15minutos/videos/15-minutos-sobre-e-mails-clique-e-veja

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Enquete: Dodô de novo?

22 26UTC 09pmSat, 26 Sep 2009 13:33:30 +0000ç2009, 2008 · 7 Comentários

botafogo 066

Criei vergonha na cara e adicionei uma nova enquete – e essa é bem simplezinha.

Você quer Dodô no Botafogo em 2010?

Não quero influenciar ninguém, até porque a minha resposta não está em nenhuma das alternativas possíveis.

Como assim?

Depois eu explico.

Por enquanto, votem!

PS: Por falar em artilheiros, Túlio Maravilha marcou mais dois na manhã desse sábado em amistoso do Botafogo-DF. O primeiro foi de pênalti contra o Cristalina, time que joga todo de vermelho, como o América-RJ. Todo de branco, meiões pretos, Túlio sofreu a penalidade depois de driblar o zagueiro, logo no início da partida, no estádio do Cave: goleiro para um lado, bola para o outro. Na segunda etapa, marcou cobrando falta. Terça ele volta ao Guará, dessa vez para pegar o time do (conde de?) Monte Cristo e tentar apressar a contagem regressiva. Agora só faltam 12 para o gol 900…

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Ser Botafogo: A crônica foi o melhor do jogo

22 24UTC 09pmThu, 24 Sep 2009 18:36:43 +0000ç2009, 2008 · 13 Comentários

Não vi na hora porque estava no SporTV, mas o Pereirão me alertou a tempo e não tenho dúvidas que o lance mais emocionante do jogo Botafogo 2 x 0 Emelec veio no intervalo, quando o ator Edson Celulari, em camisa clássica (me pareceu a do Nilton Santos), leu a crônica “Ser Botafogo”, do Artur da Távola.

A pedidos, eis a íntegra do texto – abaixo, o link para a gravação, exibida no Show do Intervalo da Globo (aliás, entre outros motivos como a ótima grana, não convém desprezar a Sul-Americana por conta da visibilidade trazida com as transmissões em tevê aberta – quantos milhões de potenciais torcedores, que não têm grana para pagar tevê por assinatura, acompanham esses jogos nas noites de quarta?)

Ser Botafogo

Ser Botafogo é possuir uma espada de fogo e luz para enfrentar, iluminar e desbravar.

É apreciar claras definições e alternativas extremas: a do branco e do negro. É ser súbito, safo, seguro de si.

É saber o que quer e querer o que sabe.

 É ser estrela, solitária ou solidária, é tomar partido, ousar e desbravar.

Ser Botafogo mistura nobreza sem aristocracia com popularidade sem demagogia.

É furar, varar, ultrapassar, chegar, enfrentar pedradas, tormentas e adversidades e sempre conhecer a melhor matéria do próprio sonho.

É insistir e crer onde os fracos desistem. É sobranceira, guerra, gorro, rasgo, Biriba, Carlito Rocha, Macaé e superstição.

É adorar o embate para torrar e moer a emoção. Ser Botafogo é clarão do alto da montanha, é esquina carioca, atrito, vontade de “saldanhar” a opressão, é águia, água-forte, firmeza, mais ciência e fúria que pausa ou vacilação.

Ser Botafogo é “garrinchar” a vida com a elegância de um Nilton Santos e as peraltices de Quarentinha.

É gostar de peleja, vitalidade, capacidade de decidir, autenticidade, batida de limão, filé com fritas, passear na chuva, sanduíche de mortadela, filme de heroísmo, goleiro valente, contrastes intensos; é curar gripe com alho, mel e agrião.

Ser Botafogo é saber discordar da desconfiança. É deprimir-se e recolher-se até voltar a labareda. Aí é bater de frente, olhar firme, detestar receio, medo, pântano, mentira e derrisão.

É conhecer o risco e ousá-lo e tudo fazer com categoria e vontade de viver. É vencer.

Ser Botafogo é não desistir de insistir, de teimar e buscar. É faca, fato, feito, festa, furor. Queimadura.

Ser Botafogo é buscar a forma nobre de competir e saber empunhar a estrela da vitória maior.

É fazer da vida festa e furacão; flor e labareda; esperança e realização.

                                                                  *****

Crônica de Paulo Alberto Monteiro de Barros, o Artur da Távola (1936-2008)

O vídeo, com uma edição sensacional de imagens preciosas dos craques e das glórias alvinegras, pode ser conferido abaixo:

http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Futebol/0,,MUL1315610-9825,00.html

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Botafogo 2 x 0 Emelec: Vitória tranquila – fazia tempo, não?

22 24UTC 09amThu, 24 Sep 2009 01:03:08 +0000ç2009, 2008 · 6 Comentários

rightby

Primeiro tempo de ruim para fraco, 1 x 0.

Segundo tempo de razoável para bom, 2 x 0.

Um meia com fome de bola (Jônatas), um meia oportunista (Renato) e um meia sumido (Lúcio Flávio).

Dois laterais tentando o que os meias não conseguiam: Gabriel, melhor no primeiro tempo; Thiaguinho, melhor na segunda etapa.

Um adversário inofensivo, que parecia conformado com a derrota desde os primeiros minutos.

Duas alterações que só serviram para comprovar que os dois incluídos na segunda etapa, Fahel e Alessandro, devem ficar no banco. No caso do Fahel, pelos dois chutes desmoralizantes (não para ele, mas para o futebol), merecedor de punição exemplar – alô, STJD, requisitem a fita dos dois momentos de pura bizarrice!

Um centroavante que fez um gol de centroavante mas não consegue completar uma tabela.

Um jogador, Gabriel, inexplicavelmente perseguido pelos torcedores que foram ao Engenhão.

Um festival de passes errados, especialmente na primeira etapa. 

Um time que demonstra maior segurança defensiva, apesar da pixotada do Emerson logo no primeiro minuto.

Um time que demonstra insegurança ofensiva. Que chega perto da área do adversário e fica trocando passes laterais, em vez de tentar a conclusão da jogada – e Lúcio Flávio é o rei do toque lateral.

Uma vitória importante pela consistência, persistência e pela tranquilidade que traz até o próximo domingo.

Assim eles jogaram:

Jefferson – Vacilou em uma saída, mas não teve trabalho. Nota 6

Thiaguinho - Errou muito no início, melhorou na segunda etapa. Nota 5,5

Emerson - Depois do susto da pixotada, demonstrou recuperação. Nota 5

Juninho – O lance do segundo gol foi excelente, digno de atacante. Espanou geral lá atrás. Nota 6,5

Wellington – Não teve muito trabalho, mas parece mais inseguro do que antes. Nota 5

Gabriel - Errou por tentar o drible em lances fáceis, mas, mesmo injustamente vaiado, acertou belo cruzamento do primeiro gol e tem potencial para melhorar cada vez mais. Nota 6

Leandro Guerreiro – Boa partida. Até chutou razoavelmente bem. Nota 6,5

Jônatas – O melhor do time, novamente, e olha que ele nem foi tão bem. Se tivesse um Dodô ou um Zé Roberto para complementar as jogadas que cria, renderia ainda mais. Mas tem que tentar tabelar com André Lima, Renato, VSimões.. Nota 7,5

Renato – Oportunismo na cabeçada do primeiro gol, sonolência no resto. Nota 5,5

Lúcio Flávio – Um passe precioso no segundo tempo para Ricardinho acertar a trave, e nada mais. E jogou praticamente sem marcação, hein? Nota 4

André Lima – Fez gol, enfim. Mas cai demais, reclama demais, irrita o árbitro demais. Nota 5,5

Alessandro – Ele se esforça, mas sua briga com a bola adquiriu ares dramáticos. Não dá mais. Nota 2

Fahel - É incompatível com a profissão que exerce. Nota zero

Ricardinho – Sua melhor atuação no Botafogo, o que não quer dizer quase nada. Nota 2

Estevam Soares - O esquema de três zagueiros e três meias deu certo – até porque Renato se mostrou mais efetivo do que Reinaldo. Mas preocupa – e muito – o fato de o time controlar a partida, mas não conseguir agredir o adversário. Mostrou, pelas substituições, que ainda acredita em Alessandro e Fahel. E ainda tenta emplacar Ricardinho a todo custo. Assim fica difícil acreditar em Estevam. Nota 5,5

Uniforme do Emelec – Tem muita camisa feia no futebol mundial, mas essa mistura de cinza e azul que apareceu nessa noite no Engenhão é de lascar: parecia confeccionada às pressas para um torneio de casados contra solteiros no clube de engenharia. Nota ZERO

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Sobre Jobson, o novo reforço

22 22UTC 09pmTue, 22 Sep 2009 17:47:20 +0000ç2009, 2008 · 6 Comentários

jobs

O atacante Jobson, o novo reforço do Botafogo, pode ser um ilustre desconhecido para o resto do Brasil.

Não para quem acompanha o futebol do Distrito Federal – ele foi uma das raras revelações que o Brasiliense produziu nos últimos anos. Estava no futebol coreano, onde não se adaptou e voltou para o Brasil.

Jovem (21 anos), tem uma vantagem: é impetuoso e habilidoso. Costuma partir para cima de seus oponentes, tentando o drible e visando o gol – na linha Zé Roberto 2007.  Importante: foi o o artilheiro do clube candango na Série B do ano passado – sete gols.

Problema: temperamento difícil, cabeça avoada e adepto de farras etílicas.. também na linha Zé Roberto 2007. Em outubro do ano passado, foi acusado de ter chegado bebum ao treinamento e por isso multado em 20% dos salários. Também resolveu rever a família em Conceição do Araguaia (PA) sem avisar à comissão técnica: simplesmente pegou o carro e sumiu, faltando novamente aos treinamentos. Ah, bateu de frente com a estrela do Brasiliense, Iranildo, e brigou também com amigos do Dimba. Mas, para seu treinador na época, Reinaldo Gueldini, Jobson “é um menino que tem que ser ajudado”…

Então, pra quem não tem quase nada, pode ser uma boa aposta – mais promissora, por exemplo, do que Ricardinho e Jean Coral juntos (sei, sei, sei: isso não é um elogio…). Mas convém não criar grandes expectativas, por conta desse histórico recente de turbulências.

Post revisto e ampliado na madrugada de terça para quarta

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Agora eu fiquei tranquilo…

22 21UTC 09pmMon, 21 Sep 2009 22:55:32 +0000ç2009, 2008 · 3 Comentários

leandroguerreiro

- O Botafogo não vai estar na Série B em 2010. Nós confiamos no nosso trabalho e vamos fazer de tudo para sair desta situação o mais rápido possível.

Leandro Guerreiro, demonstrando confiança inabalável. Segundo o volante, o mesmo que considerou o empate contra o Santos “um bom resultado”, o Botafogo só precisa de uma sequência “de duas ou três vitórias” para se afastar de vez do perigo.

Perguntinha que não quer calar: essa sequência de “duas ou três vitórias” ainda virá em 2009 ou eles vão guardar para nos iludir no primeiro turno do carioca de 2010?

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Santos 0 x 0 Botafogo: O telefone tocou

22 21UTC 09amMon, 21 Sep 2009 01:48:23 +0000ç2009, 2008 · 4 Comentários

botasantos

Para a manutenção da sanidade mental e bem-estar, é necessário de tempos em tempos tomar decisões drásticas.

Me permito, uma vez por ano no Brasileirão, deixar de assistir a um jogo do Botafogo sem dor na consciência. Claro que, algumas vezes, não é possível assistir por conta do trabalho ou de compromisso familiar – falo dessa vez de uma decisão, mesmo, de se poupar, deliberadamente, de 90 minutos de tensão.

Decidi que o jogo seria esse contra o Santos.

Saí de casa, fui para um belo show de rock na Esplanada dos Ministérios, não sem antes combinar com o Pereirão: me ligar somente em caso de vitória ou empate, jamais em caso de derrota. Eu não iria nem atender ao celular – só de ver que havia uma ligação entre 20h15 e 20h30 já saberia que ao menos um pontinho a gente teria conquistado.

Claro que, em época de telefone 3g, o acordo só foi parcialmente cumprido. Quando percebi que era hora do intervalo, chequei o placar em tempo real e lá constava um 0 x 0.

- Opa, pelo menos não tomamos gol até agora, pensei.

E continuei curtindo o show do Porão do Rock. Mas eis que, na minha frente, aparece um torcedor alvinegro, de camisa e bandeira, e faz uma cara contrariada ao falar com alguém. Cara feia, mesmo, de quem acaba de receber uma péssima notícia.

- Pronto, o Botafogo está perdendo…, pensei novamente.

O tempo passou e os Paralamas começaram a tocar uma de suas músicas mais conhecidas.

- Eu tô na lanterna dos afogados, eu tô te esperando, vê se não vai demorar…

Na hora, comentei:

- Ih, isso é o fluminense chamando o Botafogo para a série B…

O relógio avançou, deu oito e meia e o telefone não tocou.

- Perdemos mais uma, calculei.

Comecei a cogitar como teria sido a derrota e se a diretoria faria a burrice de demitir o Estevam, como já estava sendo cogitado em caso de insucesso. Claro que o humor foi por água abaixo. Mas…

O telefone tocou às 20h40. Ao ver o celular vibrar, logo me iludi com a possibilidade de uma vitória. Descumpri novamente o acordo e atendi a ligação. Só consegui ouvir, muito ao longe, enquanto o Herbert Vianna cantava “Caleidoscópio”, o Pereirão berrando:

- Acabou zero a zero! zero a zero!

Desliguei o celular. Então, não tinha sido tão ruim assim.

Nesse caleidoscópio sem lógica que é o futebol, só de madrugada pude ver os “melhores” momentos e ver que o Jefferson (foto acima), além de boas defesas, também mostrou que renovou o porte de estrela, pois deu sorte em pelo menos dois lances.

Ah, parece que teve um pênalti não-marcado em cima do André Lima, mas esse lance o GloboEsporte.com fez questão de deixar de fora dos melhores momentos. 

Dito isso, digo que a nossa briga é com Santo André, Náutico e Coritiba. São quatro times para duas vagas – as outras já estão encaminhadas para Sport e fluminense.

A partir de agora, temos que empatar fora de casa e GANHAR no Engenhão. Só essa combinação nos salva, sem depender dos resultados dos outros times.

E, por favor, senhores jogadores e dirigentes: não me venham arrumar drama em caso de desclassificação na Sul-Americana, ok? O objetivo agora é apenas um. Permanecer na Série A.  Esse é o campeonato que nos sobrou para disputar até o fim do ano.

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Na véspera de jogo contra o Santos, Túlio Maravilha volta a marcar!

22 19UTC 09pmSat, 19 Sep 2009 16:10:11 +0000ç2009, 2008 · 2 Comentários

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Depois de duas rodadas em branco, Túlio voltou a marcar pelo Botafogo-DF. Ele fez um dos gols da vitória em cima do Santa Maria, na manhã de sábado, no Mané Garrincha – o outro foi anotado pelo companheiro de ataque, Léo Guerreiro. Os dois gols saíram no segundo tempo.

Vale lembrar que o Botafogo-DF já estava classificado para as semifinais, então a maior atração do jogo era saber se o Túlio voltaria a balançar as redes. E, diante de mais de dois mil pagantes (um ótimo público, ainda mais para uma manhã de sábado), ele fez o que prometeu: com 4 gols, é artilheiro da Segundona Candanga.

Vamos torcer para que o reencontro de Túlio Maravilha com o gol inspire o Botafogo em seu reencontro contra o Santos – amanhã, na Vila Belmiro. Em 1995, o confronto entre os dois times, tendo Túlio como protagonista, nos deu muitos motivos para sorrir…

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Fotos: Valério Ayres/D.A. Press

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