Fogo Eterno

Ney fala, eu comento

22 04UTC 07amSat, 04 Jul 2009 01:11:37 +0000ç2009, 2008 · 5 Comentários

Palavra de Ney:  “O problema não sou eu, não é o treinador”

Meu comentário: Ney, o problema é você, sim, meu caro. Por um motivo elementar: apesar de ter tido meses e meses para treinar, você não conseguiu armar um time com o grupo que você indicou – nem um esquema tático minimamente eficiente você conseguiu implantar. Eu chamaria isso de um exemplo lapidar de incompetência gerencial.  Que, em qualquer empresa, seria motivo para demissão. Ora, se o gerente indicou sua equipe de funcionários e formulou a estratégia de negócio mas não consegue resultados, quem deve ser responsabilizado e dispensado antes que a empresa afunde de vez?

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Palavra de Ney: “Meu trabalho no Botafogo é mais amplo do que comandar o time principal. Estamos desenvolvendo um projeto nas categorias de base e o Maurício (Assumpção) sabe disso”

Meu comentário: Isto sim, é uma ameaça – ele não só faz questão de nos levar para a Série B, mas ainda quer permanecer para concluir o processo de ipatiguinzação nos transformando num time do tamanho do futebol do Fahel. Detalhe revelador da frase: a intimidade demonstrada pelo treinador ao chamar o presidente do clube, o seu chefe, pelo primeiro nome. Sinal de cumplicidade e de falta de profissionalismo.

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Palavra de Ney: “Torcedores do Botafogo me dão força, dizem que estão comigo, e de outros clubes do Rio torcem para que um dia eu dirija seus respectivos times…”

Meu comentário: Ney, meu querido, você precisa apurar os ouvidos – os botafoguenses que te encontram na rua certamente querem é te dar uma forca pra você usar como achar melhor, jamais “uma força” – a não ser que seja de 3mil volts, sem sola de borracha. E quanto aos torcedores dos outros clubes, releve-os: os cariocas são sempre irreverentes, humoristas natos. Adoram fazer pegadinhas com gente de fora. E, cá entre nós, não é momento de você querer tirar onda, certo?

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Palavra de Ney: “Não quero ser um treinador de muitos times no currículo, e sim ficar marcado por desenvolver projetos importantes

Meu comentário: Aqui o treinador se mostra um mestre na arte do ilusionismo. Nessa frase, por exemplo, o mais revelador é o que foi dito logo no início. Ney, no íntimo, sabe que não terá condições de ter muitos times no currículo porque será um fracasso atrás do outro. Então ele resolve bancar o gerente e formular a teoria que seu trabalho, para ser desenvolvido, tem que ser a longo prazo. Caia na real, Ney e aprenda a montar um time. Se você quer desenvolver projetos, procure estágio em um escritório de arquitetura. Mas deixe o Botafogo em paz.

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Meu comentário final: É, meus caros. A situação é grave – o Ney tem o dom de iludir e, com seu papo manso, conquistou a diretoria: virou chapa do amigão “Maurício” e de toda a turma que comanda General Severiano. Vamos nos preparar para o pior – e não só para 2009.

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