Fogo Eterno

Entradas do Junho 2009

Crônica: A auto-exoneração do Pereirão

22 29UTC 06pmMon, 29 Jun 2009 22:15:01 +0000ç2009, 2008 · 2 Comentários

Primeiro lugar (de cabeça pra baixo!)

C. Pereira

No ano passado, quando Cuca  e Bebeto de Freitas aprontaram tudo a que tinham direito (lembram do espetáculo nos Aflitos, do chororô no vestiário após (mais) uma derrota ante o flamengo?), escrevi aqui no Fogoeterno que me impunha o direito de dar um descanso no futebol.
Mas, como torcedor não tem palavra, voltei quando o time – contrariando todas as expectativas – tomou jeito de equipe e, Maicosuel à frente, conseguiu ganhar uma (modesta) taça – a Guanabara.
Aquilo nos iludiu profundamente, pois o que se viu depois foi, realmente, a beira do caos – sem alusão à discutível (em termos de qualidade) musiquinha do treineiro botafoguense.  Ainda, estando no Rio, tive ímpeto de ir assistir à final do campeonato carioca. Graças a Deus e às dificuldades de chegar ao Maracanã, lá não estive e assim me livrei de pagar mais um mico – dessa vez com direito à decisão nos penaltys, os nossos perdendo todos e o goleiro deles pegando todos…

Hoje comunico  aos que lêem esta (gloriosa) página  que resolvi, mais uma vez e  por uns bons  tempos, exonerar-me do futebol. Afinal já são mais de  60 anos de futebol dedicados ao querido Botafogo  de  Futebol e Regatas  e as decepções ultimamente me desencantam cada vez mais.

Pensei: se em 60 anos não vi totalmente o futebol  é porque nunca tive olhos para vê-lo. Sim, já vi o futebol, mas do que vi, já vivi, sofri, quase morri o futebol. Valeu muito a pena e o prazer, mas não vejo sentido perder os sábados e domingos, com ansiedade, aumento da pressão arterial e falta de coragem para enfrentar os gols que o Botafogo toma no fim  do segundo tempo e as goleadas que vem sofrendo dos adversários. Pois é,  agora virou moda cair de quatro (contra o Vitória e contra o Goiás) e cair de quatro – como já disse Nelson Rodrigues, além de tudo, é simplesmente humilhante!

Eu que já abdicara do sacrifício de ir aos estádios, enfrentando o tráfego, a violência e outros males afins, para assistir do alto da arquibancada ao espetáculo tão visto e revisto, agora renuncio, também,  a acompanhá-lo pela televisão,  pois essa quase obrigação  nos últimos finais de semana só me trouxe dissabor, raiva e tristeza.

Já vi o futebol. Hoje prefiro e só me cabe rever as fitas da lembrança, onde se gravam os melhores lances do meu aturado exercício de espectador. Não me cansei do futebol, mas no momento dele me retiro, para preservar meu patrimônio de memórias, sem desgaste da ansiedade que sei vai continuar ao saber dos resultados do meu clube de coração (perca ou ganhe!).

Mas permaneço, na minha idade quase provecta, a esperar milagres (que já testemunhei) que de vinte em vinte anos soem acontecer. Quem sabe, em 2015, terei vida e alegria para comemorar o título de campeão brasileiro pela segunda vez?

O futebol já me viu. O futebol jogou-me como quis. O que colhi no campo dá perfeitamente para eu viver mais 10 ou 15 anos. No meu elenco de craques há vívidas memórias de Nilton Santos, Garrincha, Didi, Zagalo  e tantos outros que   honraram a famosa e bela camisa alvinegra com a estrela solitária no peito esquerdo. Meu destino era amar o futebol.
 Amei-o. Como se ama a primeira namorada, a mulher mais encantadora, a paisagem mais bonita, a música mais melodiosa, a poesia mais bem construída. E o fiz  com todas as forças que, agora têm menos vigor, estão mais combalidas.
Resta-me, neste momento, um sentimento que não sei se é de decepção, de tristeza, de raiva ou de dor. Talvez seja um misto de tudo isso, acrescentado de uma enorme  dose de vergonha.
É  isso – estou morrendo de vergonha…

Só uma coisa me anima nesta escura segunda-feira de inverno, que tão escura, tornou difícil enxergar a posição do Botafogo na tabela de classificação no atual campeonato brasileiro.

diogenes
Tentei, persisti e finalmente,  resolvi o impasse: virei a tabela de cabeça pra baixo. E consegui descobrir (tal qual Diógenes) de lanterna acesa na mão em plena luz do dia que, pela primeira vez em 2009,  graças aos esforços de Maurício Assunção,  Ney Fra(n)co e alguns outros abnegados botafoguenses, estamos  ocupando com (nenhuma) honra o primeiríssimo  lugar…

 Seria  cômico, se não fosse trágico…

 C.Pereira é jornalista, alvinegro e, antes de tudo, um homem sábio

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Virou repartição: Fala, Vieira!

22 29UTC 06pmMon, 29 Jun 2009 17:01:51 +0000ç2009, 2008 · 3 Comentários

Política pés no chão ou política pés na areia movediça?
 
O torcedor do Botafogo que saiu de casa, pagou ingresso e foi sábado ao Engenhão, deveria receber uma megasena acumulada. Torcer pra quem? Passar raiva por quê?

 Demorou para percebemos que Ney “caos” Franco é uma farsa treinando pelo menos uns oito farsante titulares (os medíocres do banco nem falo).

Para piorar, temos um presidente sem atitude (ele está vendo que a vaca está indo pro brejo e não reage).

Triste Botafogo, que está parecendo uma repartição pública daquelas do Rio, antiga capital federal: ninguém trabalha, só bate o ponto e esperar o fim do dia. Um bom gestor sabe que alguma coisa precisa mudar, e já!

Vieira

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Um presente do Botafogo 2009 pra você

22 29UTC 06amMon, 29 Jun 2009 01:14:24 +0000ç2009, 2008 · 1 Comentário

lanternas

Essas lanternas são um oferecimento para a torcida alvinegra dos senhores Ney Franco, Anderson Barros, André Silva e Maurício Assumpção. Foi o que de melhor eles conseguiram produzir no Campeonato Brasileiro 2009 para a torcida alvinegra.

Deveriam pertencer somente aos quatro cavaleiros do apocalipse.

Mas, infelizmente, vão servir para todos nós.

E para enxergar, lá no fim do túnel, um pedacinho de 2010 -  mais precisamente, a parte que vem depois dos campeonatos estaduais e começa com a letra B.

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Botafogo 1 x 4 Goiás: Não é só o Ney, não…

22 27UTC 06pmSat, 27 Jun 2009 20:52:00 +0000ç2009, 2008 · 5 Comentários

Bem, mesmo que o gerente Anderson Barros tenha aparecido para confirmar a permanência do treinador logo após a partida desse sábado no Engenhão, é óbvio que, se o Botafogo fosse um clube de futebol profissional, o Ney Franco teria que ir embora nas próximas horas. O cara que tem uma semana inteira para treinar um time e, mesmo assim, não consegue fazer seus pupilos terem uma atuação ao menos razoável dentro de casa tem que ser demitido por justa causa. Se tiver vergonha na cara, deveria pedir demissão. Se a diretoria tiver vergonha na cara, tem que demiti-lo.  Mas, a forma que ele vai sair, pouco me interessa.

Ele terá que sair. Só que não pode ser apenas ele, não.

Tem que ir embora também um bando de jogadores – a começar pelo Juninho,  o “nosso capitão”, que nesse sábado deu uma bela cabeceada para o atacante do Goiás abrir o marcador. E, que, desde que voltou ao time, fez o Botafogo cair de quatro por duas vezes consecutivas. O Juninho e o Emerson têm derrubado a nossa defesa, que nunca foi lá essas coisas.

Claro que têm que ir embora também toda a mediocridade simbolizada no citado Emerson, Fahel, Léo Silva e todos os “ipatinga boys” trazidos/indicados pelo Ney e chancelados pela diretoria.

E, claro, o diretor de futebol André Silva tem que ter a hombridade de entregar o seu cargo para assumir a responsabilidade pelo elenco horroroso que montou. Ah, e demitir também o Anderson Barros, esse gerente que só gerencia o caos.

Volto a dizer: não é apenas uma questão de mudança na comissão técnica.

E sim de mudanças profundas para que o novo treinador possa se livrar das panelinhas e trabalhar com tranquilidade para manter o time na Série A, nosso único objetivo até o fim do ano.

Porque agora a situação está tão calamitosa que a ruindade se mostrou contagiosa -as falhas do Leandro Guerreiro no segundo tempo, pelo amor de Deus!

Que o presidente do Botafogo, até agora apenas um esforçado apaixonado pelo clube, mostre ao que veio e faça a faxina necessária para evitar o pior.

Está nas mãos dele o futuro alvinegro para 2010. Se tomar providências agora, há tempo mais do que suficiente para manter um time digno. Se continuar acreditando nessa lenga-lenga de Anderson Barros-Ney Franco, cairá junto com eles.

PS: Ney Franco na coletiva: “Nós temos tudo para contornar a situação”. Disse que ficou feliz pois, já no vestiário, recebeu apoio do André Silva e do presidente; depois já começou a enrolar e falar do próximo jogo, prometendo “algo diferente” contra o Atlético-MG.

Então, eu desisto. E começo a preparar o espírito para o pior. A culpa será sua, Assumpção.

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Olha quem está chegando pra conversar com o Fogo Eterno…

22 27UTC 06pmSat, 27 Jun 2009 12:44:29 +0000ç2009, 2008 · 2 Comentários

26062009157

 

Em breve, aqui no FogoEterno, uma conversa exclusiva com Maurício, direto de General Severiano!

Vocês sabem onde foi parar a camisa 7 que o Maurício usou na conquista do título de 1989?

Essas e outras histórias do fim do jejum, contadas pelo seu principal protagonista.

Não percam!

(Mas antes tem o jogo contra o Goiás, e o recado para os jogadores é o mesmo: não percam!)

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Botafogo na final da Copa das Confederações!

22 25UTC 06amThu, 25 Jun 2009 01:30:34 +0000ç2009, 2008 · 5 Comentários

feilhaber

Benny Feilhaber, carioca que tem cidadania norte-americana, é um meia habilidoso e ofensivo – basta ver a jogada sensacional que ele engendrou no segundo gol ianque em cima dos espanhóis na semifinal dessa quarta-feira.

O bacana é que o jogador, que atua pelos EUA desde as divisões de base, já se declarou alvinegro desde criancinha.

Chegou a lamentar o fato de o Maicosuel ter deixado o clube, mostrando que está atualizado com nosso infortúnio.

Detalhe: Feilhaber joga no futebol dinamarquês,um dos menos badalados e menos inflacionados da Europa. Por que a nossa diretoria não pensa grande e tenta trazer o cara, em vez de “craques” do América-RN e do Bragantino?

Se temos no banco um goleiro da seleção uruguaia, porque não podemos ter no meio de campo um titular da seleção ianque?

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Botafogo 2009, o time do Não

22 24UTC 06amWed, 24 Jun 2009 11:40:55 +0000ç2009, 2008 · 1 Comentário

Confesso um certo desânimo com as últimas não-notícias do Botafogo.

* Michael não sabe mais se vai estrear;

* Marquinhos não vem mais;

* Emerson não foi punido pelo STJD e está livre para jogar na próxima rodada;

* Ney Franco não vai mudar o esquema tático e insistirá no 4-4-2;

* O Fundo de Investimentos não atingiu os R$ 20 milhões que tinha sido anunciado anteriormente;

* Reinaldo não tem ainda condições de voltar aos gramados;

* Botafogo não consegue ganhar fora de casa e não consegue se afastar da zona de rebaixamento;

Essa série interminável de negativas só reforça o pessimismo com os rumos do time em 2009. Mas não vou repetir o óbvio e tentarei, se possível comentar, alguns fatos positivos daqui pra frente – pena que seja tão difícil de localizá-los…

PS: Nessa quarta-feira, no confronto Cruzeiro x Grêmio pela Libertadores, um curioso duelo de ex-alvinegros: Túlio Lustosa x Wellington Paulista!

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Uma noite inesquecível – A Crônica do Pereirão

22 23UTC 06amTue, 23 Jun 2009 01:35:13 +0000ç2009, 2008 · 1 Comentário

A inesquecível noite de 21 de junho de 1989

C. Pereira

 No último domingo, 21 de junho de 2009, a seleção brasileira  comemorou 39 anos da  conquista, no México, do tricampeonato mundial de futebol, ao ganhar  da Itália, por 4×1. Vencer  a mesma Itália , agora por 3×0, na África do Sul, foi um colírio para os olhos dos torcedores brasileiros.
 Mas, a data (21 de junho) tem, também, um significado especial para nós torcedores do Botafogo de Futebol e Regatas, talvez mais importante do que o tri da seleção. E’ que no ano de 1989, a data consagrou o time botafoguense como campeão carioca, em cima de quem? Só podia ser do flamengo.
 E eu, que vi o jogo pela televisão, reconto a história daquela noite inesquecível.
 O último título de campeão carioca do Botafogo havia sido conquistado em junho de 1968,  numa tarde memorável em que enfiamos 4×0 no todo-poderoso Vasco da Gama, com direito a olé e show de bola. Depois disso, foram intermináveis 21 anos de jejum, período em que o clube atravessou crises políticas, financeiras e técnicas.
 Na noite de 21 de junho de 1989, o Maracanã recebeu um numeroso público -  mas  não tão grande quanto o do jogo final de 1968. Era mais uma decisão de campeonato,  o jogo foi contra o flamengo e o Glorioso obteve uma vitória histórica. O placar foi  1 x 0 e o gol foi de Maurício, até hoje lembrado pelos botafoguenses.
  Eu não estava no Maracanã, ao lado dos quase setenta mil espectadores, divididos meio a meio (segundo os estatísticos de plantão), mas assisti ao jogo pela televisão aqui em João Pessoa, na casa do mano Zé Humberto e tendo à minha direita (como nos escritos bíblicos) um dileto amigo, o consagrado jornalista Martinho Moreira Franco,  apaixonado torcedor do flamengo com o qual, aliás, dividi alentadas doses do melhor uísque escocês.
  O gol do título, feito por Maurício – que ainda hoje é homenageado pelo feito – nasceu de uma jogada quase perdida, no  segundo tempo. Mazolinha, que havia entrado no lugar de Gustavo, centrou e Maurício, com a ponta da chuteira, tocou de leve para o arco de Zé Carlos que nada pôde fazer.
 Foi uma noite inesquecível. O jejum foi quebrado, os títulos voltaram a acontecer e, para valorizar ainda mais aquela conquista é bom que se registre: o flamengo tinha, no seu time titular, entre outros, Jorginho, Aldair, Leonardo,  Bebeto e Zinho – todos titulares da seleção de 94, tetracampeã do mundo, além de Zico, o maior ídolo da história do clube.
 O time do Fogão (bem mais  modesto do que o adversário) foi campeão com Ricardo Cruz, Josimar, Wilson Gotardo, Mauro Galvão e Marquinhos; Vitor, Carlos Alberto e Luizinho. Maurício, Paulinho Criciúma e Gustavo (Mazolinha) que, principalmente pelo título obtido, passou a figurar na galeria dos melhores.
 Todos sabem que o Botafogo é reconhecidamente um clube de superstições e sobre aquela partida, Valdir Espinosa que era o técnico,  escreveu o texto que segue:
“Durante todo o campeonato estadual do Rio de Janeiro de 1989, em todas as preleções realizadas antes dos jogos, o Luizinho, meio campo titular daquele time, comparecia vestindo uma camisa do Nápoli que ele tinha ganhado de Maradona. Foi assim do primeiro jogo até o penúltimo. Sim, o penúltimo, pois no dia do jogo final contra o flamengo, antes de iniciar a palestra olhei para todos os jogadores e não encontrei a camisa azul do Nápoli. Não falei nada, olhei para o Luizinho, olhei para o restante do grupo e novamente para o Luizinho. Sorrindo, ele abriu a bolsa, pegou a camisa do Maradona e vestiu. Só aí comecei a preleção.”
É pena que, com o atual elenco e com Nei Fra(n)co no comando, nós botafoguenses, estamos vivendo do passado  – como os museus…

 C.Pereira é jornalista, botafoguense e, acima de tudo, um homem sensato – parou de assistir às partidas do Botafogo no Brasileirão de 2009…

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Incrível: O Beltrami ajudou o time do Bebeto!

22 22UTC 06amMon, 22 Jun 2009 10:08:18 +0000ç2009, 2008 · 3 Comentários

Uma vez eu contei aqui no FogoEterno da minha simpatia pelo Santos, principalmente por conta da semelhança com a trajetória do Botafogo.

E falei que, se fosse necessário torcer por um time em São Paulo, seria pelo Peixe (apesar de o mascote ser uma baleia…).

Mas aí alguns santistas meio mal-humorados não entenderam a comparação, disseram que não queriam ser comparados ao Botafogo, blá-blá-blá.

Certamente o ressentimento tem tudo a ver com o trauma de 1995, quando eles tinham um time incensado pela mídia e que acabou naufragando por conta da soberba diante do limitado, porém valoroso elenco botafoguense.

Mas aqui vai um recado para os santistas.

Conformem-se, meus caros: nossas trajetórias realmente são parecidas em alguns pontos.

E, para comprovar a semelhança, eis que vocês ontem tiveram uma amostra do que é capaz o sr. Djalma Beltrami no comando de uma partida.

Agora, novamente falando com os botafoguenses: Vocês viram o tamanho da lambança que o Beltrami aprontou em plena Vila Belmiro? Primeiro, encerrou o jogo duas vezes – essa nem no estadual do Rio ele tinha conseguido fazer. Depois, anulou um gol legítimo do Santos no último minuto e ainda expulsou um jogador do time prejudicado - essa história nós conhecemos muito bem (remember a final do Carioca de 2007, quando o mesmo Beltrami prejudicou um ex-santista, Dodô, tirando o título das nossas mãos).

Como esse senhor ainda apita jogos de futebol profissional se, a cada partida, ele demonstra total incompatibilidade com seu ofício?

Só as comissões de arbitragem podem explicar essa aberração.

Ah, e duas ironias: o beneficiado pelo Beltrami foi o Atlético-MG, aquele que, mesmo depois de tomar uns cinco sacodes do Botafogo, insiste em lembrar de um pênalti não marcado pelo Simon na Copa do Brasil de 2007… será que eles vão adicionar às memórias esse favorecimento?

E a segunda ironia é que o cartola do Atlético-MG é o ex-presidente do Botafogo. Ou seja, demorou dois anos para o Bebeto ser favorecido pelo Beltrami…

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O dia mais feliz da minha vida de torcedor

22 21UTC 06pmSun, 21 Jun 2009 13:23:24 +0000ç2009, 2008 · 1 Comentário

campeao89

 

Há discordâncias entre os torcedores do Botafogo com menos de 40 anos.

Alguns dizem que a maior emoção que passaram foi fornecida pela conquista do campeonato brasileiro de 1995.

Para mim, contudo, o ponto alto da adrenalina foi proporcionado pelo título conquistado há exatos 20 anos: no dia 21 de junho de 1989.

Eu tinha 19 anos e, depois de atravessara a infância e adolescência no deserto, pela primeira vez vi meu time ser campeão. Um sentimento represado por quase duas décadas explodiu naquela noite no Maracanã e por todo o Brasil.

Obrigado, Maurício. Obrigado, Mazolinha. Obrigado, Ricardo Cruz. Obrigado, Paulinho Criciúma. Obrigado, Espinosa. Obrigado a todos.

Vocês proporcionaram a maior alegria da minha vida de torcedor.

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Vitória 4 x 3 Botafogo: Perdidos no Barradão

22 20UTC 06pmSat, 20 Jun 2009 19:04:55 +0000ç2009, 2008 · 6 Comentários

Sem tempo para análises aprofundadas, vamos só dizer uma coisa: o Renan gastou sua cota de erros nessa tarde ensolarada baiana. Juninho e Emerson também.

Fazia tempo que o Botafogo não sucumbia por conta de falhas tão gritantes de sua defesa – goleiro incluído.

E que, no Brasileirão de 2010, a partida contra o Vitória seja marcada para outro estádio. Esse Barradão só nos traz infortúnios.

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Não me engana que eu não gosto

22 18UTC 06pmThu, 18 Jun 2009 15:10:48 +0000ç2009, 2008 · 4 Comentários

Se o fundo de investimentos tão badalado não consegue contratar um craque de primeiríssima grandeza como o notável Bill, do todo-poderoso Bragantino, vai servir pra quê?

Aliás, se é pra gastar dinheiro (muito dinheiro) com revelação do Bragantino ou terceiro reserva do Corinthians (Otacílio Neto, reserva do Souza, reserva do Ronaldo), é melhor fechar o cofre e parar de alardear um poder de fogo que os tais investidores não têm.

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Fahel barrado no treino dessa quarta

22 17UTC 06pmWed, 17 Jun 2009 18:35:40 +0000ç2009, 2008 · 3 Comentários

ismaiu

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Parabéns, Paulo César Caju

22 16UTC 06pmTue, 16 Jun 2009 16:22:40 +0000ç2009, 2008 · 2 Comentários

pcaju2

 

Paulo César Lima completa hoje 60 anos.

Parabéns para o grande PC Caju –  e para nós, que tivemos o privilégio de tê-lo com a camisa alvinegra na fase mais gloriosa de sua carreira: bicampeão carioca pelo Botafogo e campeão mundial de futebol com a Seleção Brasileira em 1970.

Agradeço ao amigo alvinegro João Martins pela lembrança da data.

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Não tenho nada a ver com isso, mas…

22 16UTC 06amTue, 16 Jun 2009 00:57:43 +0000ç2009, 2008 · 6 Comentários

Toda essa crise rubro-negra,  descontados os problemas de indisciplina e outras coisas típicas lá da gávea, só traz à tona novamente um fato que nós já conhecemos desde 2007:  o Alexis Stival tem dificuldades terríveis para armar uma defesa realmente consistente.

tanto é que, no seu atual clube, Cuca só conseguiu se garantir enquanto jogou a dupla fábio luciano – angelim, já completamente entrosada antes de ele assumir por lá.

 depois que o (esperto, saiu antes do fim da Copa do Brasil…) fábio luciano se aposentou, a casa desmoronou e o Cuca não conseguiu reerguê-la. (e torceremos para que ele não consiga, certo?)

os sistemas defensivos continuam sendo o principal problema dos times do Stival.

ainda mais quando joga com dois laterais que pouco ou nada marcam, deixando imensos buracos nas laterais - remember Joílson 2007.

aliás, salvo engano, desde o desastre monumental de buenos aires do Botafogo contra o River, um time dirigido pelo cuca não tomava mais de três gols numa partida.

 como, no caso do mengãozinho, tudo é superlativo, eles fizeram questão de bater nosso recorde negativo e caíram de cinco no Couto Pereira.

O mesmo estádio onde, ano passado, o Botafogo arrancou uma vitória gloriosa diante do mesmo Coritiba, com um golaço do Thiaguinho e uma partidaça do Lúcio Flávio. Que saudades!

                                                ****

Voltando a General Severiano, vocês não acham que a comemoração da vitória em cima do Santos não está muito exagerada, não?

 Até o Juninho falou que está mais tranquilo depois dos três pontos conquistados.

Pois eu é que não estou tranquilo em saber que ele voltará como titular logo depois da partida mais consistente do Botafogo no Brasileirão: e contra o Vitória, lá no Barradão – nossas recordações desse jogo no ano passado não são das mais agradáveis (pô, mas pelo menos o Geninho foi embora!).

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