
Faltava 15 minutos para acabar o jogo no Olímpico quando o Botafogo conseguiu trocar mais de três passes perto da área do Grêmio.
Faltava 1 minuto para acabar o jogo no Olímpico quando Tony, a mais recente contratação do Botafogo para o ataque, chutou a gol pela primeira vez.
As duas únicas chances concretas do time, ao longo de 90 minutos, vieram de bola parada graças a um zagueiro.
Com o desaparecimento simultâneo de Túlio (ex-Souza), Rodrigo Dantas e Fahel, coube a Alessandro tentar organizar o meio-de-campo.
Não dá mais.
O time não tem saída de bola nem criação ofensiva.
Pior: não consegue acertar a troca de três passes. Não por falha no esquema tático, mas por deficiência técnica.
As apostas da divisão de base – Rodrigo Dantas, Gabriel – ainda não estão prontas para serem titulares do time. É até injusto cobrar deles com muita veemência, mas a verdade é que os dois, novamente, não jogaram nada.
A primeira contratação do fundo de investimentos, Jean Coral, é uma piada ambulante.
Aliás, se fosse no mínimo razoável, já era titular – porque qualquer um com mínimas condições técnicas ganha vaga nesse time tão desprovido de qualidade.
Estamos sem saída.
O Ney fez o que podia na tentativa anunciada de “reestruturar” o time; os seus esforços não deram certo, em grande parte pela mediocridade (Diego, Fahel) dos nomes que ele indicou.
Então, não dá para esperar mais uma série de insucessos dentro de casa para fazer a mudança necessária.
Que não se limita, é bom frisar, na substituição dacomissão técnica.
É necessário reforçar o time e dispensar muitos jogadores em uma balaiada só, para se remontar o grupo visando já uma recuperação a partir do segundo turno.
Porque se não há reservas também não há titulares; por ironia, a única posição na qual temos dois bons jogadores é a de goleiro. No resto, não tem ninguém – é um deserto só.
A cada jogo, o Botafogo se limita a defender, com muita dificuldade. O gol do adversário é apenas uma questão de tempo – e o nosso, uma questão de sorte.
Nessa mesma toada, infelizmente, não haverá muito o que fazer a não ser se preparar para disputar a Série B em 2010.
É preciso que a diretoria, além das homenagens aos ídolos do passado, faça alguma coisa urgentemente.
Antes que seja tarde demais.
Atuações:
Castillo – Sem culpa nos dois gols. Nota 5
Alessandro – Ruim de doer, ainda mais quando tenta o ataque. Nota 3 Deu lugar a Diego, péssimo como sempre. Nota um
Juninho – Nosso atacante mais perigoso. Nota 5
Leandro Guerreiro – Estava bem até dar a pixotada que resultou no primeiro gol gremista. Depois, sumiu. Nota 4
Eduardo – Começou muito bem, depois foi se apagando. No segundo tempo, como ala esquerda, fez 843 cruzamentos, todos inofensivos. Nota 4
Gabriel – Inseguro, não apoiou nem marcou como se esperava. Nota 3 Deu lugar a Wellington, que não fez muita coisa e foi envolvido no segundo gol gremista. Nota 4
Fahel - É sério que vocês preferem esse cara em vez do Lúcio Flávio? Nota um
Túlio (ex-Souza) – Uma nulidade. Para piorar, ainda deu uma de estrela e tirou de Juninho uma cobrança de falta. Nota um
Rodrigo Dantas - Uma decepção. Praticamente não tocou na bola nos 45 minutos em campo. Nota 2 Foi substituído por Jean Coral, outra negação. Nota um
Victor Simões – Isolado e mal tecnicamente, jamais fará algo relevante na partida. Nota 2
Tony – Peladeiro que se esforça, mas não chega a nenhum lugar. Nota 2
Ney Franco – Seu processo de reestruturação não deu certo. Sua meta de sete pontos em nove ruiu. Seu discurso desgastou. Seus jogadores não deram certo. Sua visão de jogo é limitada. Sua hora de ir embora chegou. Nota um
Musiquinhas do Grêmio – Dá uma certa inveja ver uma torcida que incentiva o time o tempo inteiro, ainda mais durante o primeiro tempo, simplesmente horroroso. Mas, como observou o Pereirinha, essas músicas cantadas pela torcida gremista que ficam de fundo na transmissão são enjoadas e desanimadoras – parece uma sucessão de marchas fúnebres. Nota Um