Fogo Eterno

Entradas do Abril 2009

Um golpe de sorte. Apenas um

22 30UTC 04amThu, 30 Apr 2009 02:52:09 +0000ç2009, 2008 · 7 Comentários

Segundo tempo de partida no último domingo, Botafogo 2 x 1 no placar. Aí a bola sobra para o Alessandro na entrada da área, que mata no peito e chuta. A bola  bate no montinho (quase) artilheiro, engana Bruno e, caprichosamente…

ganha impulso e passa por cima do travessão.

Quantos de vocês pensaram o mesmo que eu?

“Se fosse do nosso lado, essa bola tinha entrado e ainda iriam fazer reportagens com todos os frangos tomados pelos nossos goleiros nos últimos dez anos”.

3 x 1 no placar, seria fatura virtualmente liquidada e entraríamos na segunda partida com larga vantagem.

Mas não aconteceu. E nunca acontece.

Nos últimos dias, em conversas com amigos alvinegros, fiz questão de repetir a pergunta:

- Qual foi o jogo decisivo que o Botafogo ganhou ou conseguiu um empate graças a um lance do acaso? Uma jogada fortuita, um lance de sorte ou de infelicidade atroz de um jogador adversário?

Ninguém conseguiu lembrar.

Alguns citaram o frangaço do Bruno na falta cobrada pelo Lúcio Flávio na decisão de 2008… mas depois os urubus se recuperaram e viraram a partida. Ou seja: a falha não interferiu no resultado final.

Eu lembrei de uma, desse ano, na final da Taça Guanabara, quando goleiro e zagueiro do Resende bateram cabeça e a bola sobrou para o Maicosuel. Mas o placar já era 2 x 0 a nosso favor e, bem, era contra o Resende, né?

Mas ao contrário, meus amigos, não faltam (más) recordações nos últimos anos.

Perder a Taça Rio com gol contra, ceder o empate no último minuto em clássicos por conta de falhas individuais grotescas de goleiros ou zagueiros, gols incrivelmente perdidos que serviriam para matar o jogo (Joílson na final de 2007, Jorge Henrique em Buenos Aires), dois dos principais jogadores do time se contundirem na MESMA jogada, cobranças de penalidades que se tornam ainda mais dramáticas do que o habitual (lembrem-se: tivemos um goleiro, Max, que conseguiu tomar um frango de pênalti, naquele jogo contra o náutico nos aflitos! ). Sem contar claro, as grandes tragédias de 2007: Beltrami, Ana Paula, Júlio César, Max, todas em jogos de matar ou morrer – e as vítimas fomos nós. 

Por todos esses fatos descritos acima, tento não me agarrar a fatores metafísicos e me concentrar na lei das probabilidades matemáticas.

 Se, no próximo domingo, houver novamente um lance decisivo que tenha a contribuição do acaso, que seja a nosso favor.

Então, se não puder ser na base do talento nem da raça, que a vitória venha em um golpe de sorte.

Apenas um definitivo golpe de sorte a favor do Botafogo.

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Não sou eu… mas bem que poderia ter sido!

22 29UTC 04pmWed, 29 Apr 2009 17:05:46 +0000ç2009, 2008 · 1 Comentário

Foi você, Vieira? Terá sido o Snoopy? Só sei que o felizardo deveria ajudar a manter o Maicosuel em General Severiano…

Botafoguense de Brasília fica milionário com a Lotomania
 

Apostador assíduo, brasiliense recebeu quase R$ 3 milhões

(do site da CEF)

 

O apostador de Brasília que ganhou no concurso 926 da Lotomania, sorteado no sábado (25), apareceu em uma agência da Caixa Economica Federal, nesta terça-feira (28), para receber o prêmio de R$ 2.946.820,96. Calmo e feliz com a bolada, o sortudo, torcedor do Botafogo (RJ), disse que sempre aposta nas Loterias.

 

Apostando alto na sorte, o ganhador resolveu investir R$ 310 em bilhetes da Lotomania, mais que o dobro do que é acostumado a gastar na loteria. “Quando fiquei sabendo que o prêmio tinha saído para Brasília, tive certeza de que eu era o ganhador”, conta o confiante apostador. Para confirmar, o botafoguense verificou os números sorteados pela internet: “Quando conferi o bilhete premiado, fiquei espantado, sem saber o que fazer. Hoje já estou mais calmo e só curtindo a felicidade de se tornar milionário”.

 

Todo o dinheiro foi investido na Caixa Econômica Federal. Se aplicado na poupança, pode render R$ 20 mil por mês. E como o ganhador está desempregado, pretende viver sem se preocupar com dinheiro a partir de agora. “Foi muita sorte ter ganhado neste momento difícil. Agora pretendo investir bem o dinheiro e viver com a renda”, finaliza. Vale lembrar que todos os apostadores que ganham na Loteria são atendidos por consultores especializados da Caixa Economica Federal. Segundo eles, se aplicado corretamente, o prêmio pode até dobrar entre três e cinco anos.

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O primeiro vencedor de 2009

22 28UTC 04pmTue, 28 Apr 2009 23:37:40 +0000ç2009, 2008 · 5 Comentários

maike1

Tava demorando…

A Traffic já se aproveitou da projeção nacional alcançada por Sir Michael Swell, especialmente após a publicidade gratuita concedida pelo chilique de Juanita, para “revelar” que clubes da França, Alemanha e Rússia querem levar o craque alvinegro na abertura da próxima janela do mercado europeu.

Tem maior cara de notícia plantada para aumentar pressão por reajuste imediato de salário.

Mas, e se for verdade?

Se vier proposta concreta, meus caros, eu sou a favor que o badalado “fundo de investimentos”,  tão divulgado no início da administração Maurício Assumpção, reveja seus planos.

Em vez de investir em outro Jean Coral, faça uma proposta de gente grande para Michael e seus empresários.

Na seguinte linha: ele renova com o Botafogo até o fim de 2010, fatura uma bolada em luvas, tem reajuste de salário e ainda descola uns contratos publicitários por fora. E, só depois de pelo menos duas temporadas inteiras com a camisa 10 alvinegra, segue para a Europa.

           maike2

Porque, desde a saída de Dodô, o Botafogo precisa de um ídolo.

Nem Reinaldo nem Victor Simões, ambos já caminhando para o fim de carreira, parecem capazes de assumir esse papel. Renan ainda é muito jovem, está em formação. E é mais fácil trabalhar a imagem de um cara capaz de decidir uma partida na base do talento, do drible desconcertante, do resgate do futebol-arte, que parte para cima do adversário com destemor e levantar a torcida.

Maicosuel é ídolo de vender camisa. Dezenas, centenas de camisas.

Espero que a diretoria alvinegra tenha percebido que, independente do resultado de domingo, o campeonato já tem um vencedor. Maicosuel será eleito o craque do Carioca 2009 por larga vantagem.

E  o interesse só tende a aumentar no Brasileirão.

Todos vão querer, por exemplo, dar uma olhadela em um novo confronto juanita chiliquenta x Sir Michael.

Em menos de seis meses, Maicosuel pulou de jogador encostado no Palmeiras para ser visto como craque.

Por isso, insisto: o investimento mais seguro que o Botafogo pode fazer nesse momento para o Brasileirão e para 2010 já está em General Severiano.

Abre o olho, Assumpção!

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Uma enquete sobre Juanita Chiliquenta

22 28UTC 04amTue, 28 Apr 2009 01:12:50 +0000ç2009, 2008 · 7 Comentários

Todos já devem saber que Juanita Chiliquenta, mesmo 24 horas depois de sua agressão a Sir Michael Swell, considerou “normal” a sua reação, caracterizando-a como “reação de jogo” por conta das “firulas” do destemido cavaleiro alvinegro.

E se fosse o contrário, hein? Diriam que o Botafogo não tem controle emocional, mandariam o time alvinegro para o psicólogo, culpariam até o Bebeto e o Montenegro.

Pedir desculpas? Que nada! Essa palavra não existe no dicionário utilizado na Gávea (a edição que circula por lá tem muitas ilustrações, para facilitar a compreensão dos menos acostumados ao convívio com as palavras).

Mas, falem a verdade, vocês esperavam algum outro tipo de atitude da Chiliquenta?

Então, pela última vez (a não ser que ela apronte de novo), vou perder meu tempo e o de vocês com essa tresloucada criatura. Aí vai uma enquete-relâmpago, tão rápida que nem precisa clicar do lado para responder…

                                                  ***

Por ter recebido dois dribles consecutivos, um deles desmoralizante, de Sir Michael Swell, Juanita Chiliquenta desferiu um pontapé, deu uma montada  nas costas, enfiou o dedo na cara e ainda fez um monte de ameaças (“vou fazer de novo…”) ao craque alvinegro.

Foi punida com um cartão amarelo.

 O que seria preciso para que o juiz mostrasse o cartão vermelho à criatura descontrolada?

a) dar um tiro de AR-15 em Sir Michael Swell com parte do arsenal emprestado por seus amigos de arquibancada 

b) pisotear, mesmo por engano, o mantussagrado

c) nada. esse é o espírito de luta que a nassão cobra de seus jogadores: “aqui é o flamengo, p***!

d) aconteça o que acontecer, a regra é clara. Artigo 171 do regulamento da Federação Estadual: jogadores do flamengo jamais são expulsos no primeiro jogo de uma decisão. E nem na segunda partida…

Enquete encerrada. A vencedora foi a opção D.

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A bela e trágica história do encontro do Cavaleiro Negro com a Princesa Juanita Chiliquenta, La Loca

22 27UTC 04pmMon, 27 Apr 2009 12:31:44 +0000ç2009, 2008 · 14 Comentários

maicavaleiro

Era uma vez um cavaleiro negro, que veio de longe, da terra das palmeiras. Ninguém o conhecia muito bem, e os poucos que o conheciam não levavam muita fé no seu talento. Seu nome: Swell, Michael Swell.

Pela série de proezas surpreendentes & façanhas primorosas obtidas em nome dos alvinegros habitantes de sua nova terra, em pouco tempo foi agraciado com o título de Sir.

Sir Michael Swell. Ousado, destemido, arrojado. Glorioso.

Em outro reino, havia uma princesa mimada, esquentadinha, cheia de não-me-toques, que jamais podia ser contrariada.

Mesmo assim, os seus numerosos súditos a adoravam e encorajavam seus gestos mais destemperados.  Para agravar, os tutores, temerosos da reação da turba de séquitos de Juanita, jamais a puniam com justeza – no máximo, a advertiam com um cartão amarelo.

juanita

Princesa Juanita Chiliquenta, La Loca.

Num belo dia de sol no Reino de São Sebastião do Rio de Janeiro, Sir Michael Swell e Princesa Juanita Chiliquenta se encontraram.

Sir Michael, evocando a nobre estirpe de seus antepassados (sendo o maior deles um lorde genial e maldito chamado Mané Garrincha), chamou Juanita para dançar.

Mas não foi um simples convite. Cavalheiresco, Sir Michael fez mesuras com uma classe e uma fidalguia que jamais Juanita tinha visto de perto. O convite à dança que La Loca recebeu foi uma verdadeira obra de arte, uma pintura luminosa, digna de ser eternizada por Rembrandt, Caravaggio, Da Vinci e outros mestres da luz. 

Juanita, porém, ficou furiosa. Até porque estava mal acostumada: no seu reino, com a proteção dos trovadores encarregados de espalhar as notícias, La Loca  jamais tinha sido convidada a bailar sem que ela escolhesse o seu par.

Juanita justificou, então, a alcunha de Chiliquenta e partiu para cima de Sir Michael.

Levantou as barras do vestido longo que chamava de manto e desferiu um pontapé desleal.

Sem a armadura necessária para enfrentar um inimigo tão torpe, Sir Michael Swell foi ao chão. Aí Juanita mostrou a todos os habitantes de todas as nações a sua verdadeira face – montou em cima do Cavaleiro Negro, dedo em riste, agredindo-o com palavras de baixo calão que aprendera com os súditos residentes do Reino do Macaco Molhado.

O gesto de La Loca, mais uma vez, não foi punido com o rigor necessário. O tutor daquele encontro passou a mão na cabeça de Juanita. E ela, considerando-se cheia de razão, ainda foi aplaudida e teve o nome gritado pelos seus súditos.

Graças a uma atitude marcada pela torpeza, pura vilania, saiu consagrada como a nova deusa da raça de sua nassão.

É trágico o desfecho dessa história, mas, infelizmente, muito coerente.

Porque a Princesa Juanita Chiliquenta é a cara da maioria de seus súditos.

Eles se merecem.

Assim como Sir Michael Swell e seus súditos alvinegros.

Eles também se merecem.

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A Globo calou a torcida do Botafogo

22 26UTC 04pmSun, 26 Apr 2009 22:53:32 +0000ç2009, 2008 · 12 Comentários

Tinha ficado intrigado durante a transmissão da Globo.

Ué, por que toda vez que o Botafogo ataca, o som desaparece?

E mais: será que ninguém nas arquibancadas alvinegras reagiu com o empate e após a virada? Será que a torcida ficou calada o tempo inteiro, mesmo com a boa atuação do time?

Nada disso, meus caros.

A prova dos nove veio com a reprise no SporTV.

A torcida do Botafogo, mesmo em menor número (fato compreensível por conta da atuação ridícula na final da Taça Rio), se esgoelou de cantar o “Fogo, olê, olê, olê”, o “Ninguém cala” (entre o primeiro e segundo gol alvinegros) e o arrepiante Bó-tá-fooooo-go. Mas o fato é que…

A REDE GLOBO SIMPLESMENTE EMUDECEU A TORCIDA DO BOTAFOGO.

Isso já tinha sido feito outras vezes, mas com maior sutileza – eles deixavam um som ambiente baixinho, para não ficar tão discrepante.

Nesse domingo, não: o som ambiente, quando a favor do alvinegro, simplesmente ficava mudo – só se ouviam os locutores e comentaristas.

E, na reprise do SporTV, nos mesmos lances em que não havia som na transmissão da Globo, os gritos da torcida alvinegram eram perfeitamente audíveis.

Maior prova de parcialidade, de favorecimento de uma torcida, e de manipulação de uma transmissão de futebol, eu confesso que nunca vi.

Sem contar os comentários do J.R. Wrong, SEMPRE a favor do flamengo.

Por exemplo: no primeiro tempo,  a insistência em afirmar que o Ibson não cometeu pênalti no Léo Silva, MESMO COM A IMAGEM MOSTRANDO O TOQUE CLARÍSSIMO DO JOGADOR RUBRO-NEGRO NO PÉ ESQUERDO DO JOGADOR DO BOTAFOGO.

Não vou nem falar das seguidas inversões de faltas marcadas contra o Victor Simões.

Mas quero, ao final, deixar registrado outro lance grave que passou batido – pelo juiz e pela transmissão globalmente rubronegra. A falta recebida pelo Maicosuel que provocou sua saída de campo. Quero chamar atenção para a expressão aturdida do zagueiro flamenguista Wellinton. Ele se entrega legal. Tá na cara que ele estava na dúvida se levaria amarelo ou cartão vermelho (era o último homem). Não levou nenhum dos dois, até porque nem falta o juiz marcou.

E foi assim, com seguidas demonstrações de favorecimento ao flamengo dentro e fora de campo, que se desenrolou mais uma partida da final do Campeonato Carioca.

Nós podemos ficar indignados, p***, revoltados. Mas jamais podemos dizer que fomos surpreendidos.

Acréscimo: A flamengada global continua na edição impressa de O Globo dessa segunda-feira. Maicosuel ganhou nota 7,5, a mesma de… Bruno, aquele que quase toma um frangaço no segundo tempo. E o melhor em campo para O Globo, com nota 8, foi Williams. Leandro Guerreiro teve nota 7! Já sobre o juiz, a maior crítica é que ”poderia ter sido mais enérgico na parte disciplinar”…

Ainda sobre Williams, eis o comentário de O Globo: “Um guerreiro. Foi recompensado com o gol que empatou a partida”. Só que toda a edição, da capa do jornal à capa do caderno de Esportes (“Um raio não cai duas vezes no mesmo lugar… caiu!”), atribui o gol ao Emerson. Faltou combinar a tabelinha na hora de flamengar…

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Botafogo 2 x 2 flamengo: Um grande Botafogo

22 26UTC 04pmSun, 26 Apr 2009 19:25:06 +0000ç2009, 2008 · 7 Comentários

fogaovoltou

Alvíssaras!

Depois da mediocridade generalizada da final da Taça Rio, o Botafogo de Futebol e Regatas entrou em campo no primeiro jogo da decisão do campeonato carioca.

E isso fez toda a diferença.

Sim, a sorte novamente esteve a favor dos urubus, que conseguiram empatar no final da partida graças ao desvio preciso de nosso zagueiro-artilheiro.

Mas, sério, vocês já viram o Botafogo ganhar e/ou empatar uma partida graças a um lance de sorte? Vão tentando lembrar aí que vou lançar um desafio sobre esse aspecto no meio da semana.

Por enquanto, quero – pela ordem – parabenizar e criticar o Ney Franco. Porque ele fez uma substituição ousada ao ressuscitar o Eduardo – o jovem baiano voltou ao noticiário que nem aqueles personagens de série tipo 24 Horas, que são dados como mortos nos primeiros capítulos e retornam inesperadamente para o desfecho da temporada.

Foi uma opção arriscadíssima – ainda mais levando em conta o papelão que o Eduardo fez ano passado, também contra o flamengo, também em jogo decisivo.

Mas a entrada do Eduardo foi fundamental para que o Botafogo recuperasse o que entregou de bandeja na primeira partida: a posse de bola. Mesmo exagerando nas firulas (nenhuma novidade), ele conseguiu ajudar na articulação entre defesa e ataque, retirando dos ombros do Maicosuel a tarefa de organizar solitariamente as jogadas ofensivas.

A entrada do Eduardo, a melhora do Reinaldo e Léo Silva, a regularidade do Guerreiro (outra partida irrepreensível) e do Juninho, a boa partida do Emerson (dessa vez ele não pode ser culpado pelo gol contra, essa de hoje foi pura infelicidade) e, mais uma vez, um inspiradíssimo Maicosuel fizeram toda a diferença.

Com exceção dos minutos entre o lance discutível do pênalti do Alessandro (tem rubro-negro que acha que não foi, eu acho que foi) e a defesa decisiva do Renan no chute do léo moura quando os urubus poderiam ter feito vantagem de 2 x 0 ainda no primeiro tempo, o Botafogo fez o que nós esperávamos que fizesse: comandar as ações da partida.

Grande Botafogo.

E o alvinegro só não manteve a vantagem até o final por conta da dupla contusão do Maicosuel e do Reinaldo (no mesmo lance!), e a aposta equivocada do Ney no Renato.

Ora, se na entrevista coletiva ele mesmo falou que o Renato ainda se ressente de falta de ritmo de jogo, como é que põe o cara em campo? Se o Renato tivesse feito um terço do que o Ney planejou para ele, tínhamos ganho a partida. Pois ele não conseguiu armar, puxar contra-ataques nem dar o primeiro combate. Pelo contrário, se arrastou em campo – e, assim, o Botafogo jogou com dez homens durante quase todo o segundo tempo.

E jogou com raça, seriedade, dedicação total. Sangue nos olhos.

Não vou comentar agora o ridículo lance do juanzito em cima de Michael Swell – esse assunto merece post à parte.

Vamos às notas individuais.

Mas já deixo registrado que o ânimo está maior ao final da partida do que no início dela.

Renan – Uma ótima intervenção que impediu o gol de Léo Moura ainda no primeiro tempo, algumas saídas apavorantes no segundo tempo. Nota 5

Alessandro – Melhor do que o habitual, inclusive com duas enfiadas de bola para os atacantes alvinegros. Dessa vez, ganhou mais do que perdeu com o Juan, com exceção do… lance do pênalti no qual foi, no mínimo, imprudente. Nota 5

Juninho – Um belo gol e uma sólida atuação. Nota 7

Emerson – Estava em sua melhor jornada na Taça Rio, com ótimas antecipações… até o lance do segundo gol. Precisa pegar um pouco da água benta de São Carlito Rocha lá em General Severiano. Nota 5,5

Eduardo – Uma boa surpresa, principalmente no primeiro tempo. Nota 6 Como o juiz avisou que iria expulsá-lo, foi substituído por Gabriel, que deu azar no lance do segundo gol rubro-negro. Nota 5

Léo Silva – Para o que pode fazer, teve uma atuação consistente e surpreendente. Sofreu um pênalti cometido pelo Ibson, ignorado pelo juiz e pela televisão. Nota 6,5

Fahel – Um degrau abaixo de seu companheiro. Nota 5

Leandro Guerreiro – O grande nome da Taça Rio. Anulou Zé Roberto na primeira etapa e ainda demonstrou visão de jogo para armar contra-ataques. Nota 8,5

Maicosuel – Mais uma vez, o nome do jogo. Impressiona pelo fato de não sentir a pressão e, em jogos decisivos, partir pra cima de seus adversários. Ele é o cara. Temos que segurá-lo para o resto da temporada. Nota 8 Contundiu-se e foi substituído por Renato, que errou tudo o que tentou. E olha que ele tentou pouco. Nota ZERO

Reinaldo – Se redimiu da ridícula atuação da Taça Rio com um gol em cabeceio preciso, mais participação efetiva inclusive na marcação. Nota 7,5 Sentiu e deu lugar a Jean Carioca, que teve ao menos uma chance de liquidar a partida, mas faltou competência. Nota 4

Victor Simões – Muita vontade, mas ainda está muito discreto. Falta poder de definição, ainda mais quando as chances aparecem – e elas têm aparecido. Espero que tenha guardado para a última partida. Nota 5

Ney Franco – Dessa vez cumpriu o que prometeu e mandou a campo um time diferente da partida anterior. Ousou ao escalar o Eduardo e acertou o posicionamento do time. Errou feio na escolha de Renato – tanto para o banco quanto para o jogo: esse cara não tem a menor condição de disputar uma partida, ainda mais em uma decisão. Nota 6

Transmissão da Rede Globo – Foi tão absurda, parcial e ofensiva à torcida alvinegra que merecerá um post em separado. Falarei, particularmente, da edição de imagens e dos “comentaristas”, especialmente de arbitragem. Já antecipo, porém, a avaliação: NOTA ZERO

foto: portal Terra

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Agora é com vocês

22 25UTC 04pmSat, 25 Apr 2009 20:43:31 +0000ç2009, 2008 · 1 Comentário

maicos2

reinaldo21

vsimoes1

juninleandro

Bom trabalho pra vocês.

Boa sorte pra gente.

Bom domingo para todos.

E uma boa vitória para nós.

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A feijoada do Vieira

22 25UTC 04pmSat, 25 Apr 2009 13:27:34 +0000ç2009, 2008 · Deixe um comentário

Enquanto traço uma feijoada, vou comentando a semana do Botafogo com amigos.

O assunto principal é o treino secreto feito por Ney Franco. Rezo para que ele tenha ensaiado jogadas ofensivas e tenha dito ao Alessandro para ficar quietinho na lateral direita e não se achar o Carlos Alberto Torres.

E que o Emerson se restrinja à sua mediocridade e faça o feijão com arroz.
 
Pedi mais uma cerveja e destaquei meu otimismo. É como o meu amigo Sérgio disse: se o juiz não complicar e o Fogão jogar pelo menos metade da goleada contra o Vasco, a gente vence essa primeira partida com folga.

O que não pode é fazer um a zero e recuar covardemente. Teremos chances de matar o jogo e partir para o segundo jogo com folga. Quem viver, verá…

Vieira

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Nós Contra Eles (Parte III). E o fator Jorge Henrique

22 24UTC 04amFri, 24 Apr 2009 00:22:42 +0000ç2009, 2008 · 7 Comentários

Foram quatro jogos decisivos em dois anos consecutivos na final do Campeonato Carioca.

Em 2007, empatamos as duas partidas: 2 x2 e 2 x 2.

Em 2008, perdemos as duas partidas: 0 x 1 e 1 x 3.

Em três das quatro vezes, tivemos a vantagem do placar e permitimos o empate ou a derrota.

Em pelo menos um dos jogos (a segunda decisão de 2007), fomos clamorosamente prejudicados pela arbitragem. O impedimento erroneamente marcado, e a consequente expulsão do Dodô no último minuto da partida, até hoje estão atravessados na garganta. Até hoje queremos ser justiçados, indenizados pelo prejuízo moral. Mesmo sabendo que futebol não tem nada a ver com justiça. Longe, muito longe disso.

Tive a pachorra de me submeter ao sacrifício de rever os “melhores” momentos das quatro partidas e, além de algumas constatações pueris (como era feia a camisa do Botafogo em 2007! Mangas brancas, nunca mais!), ficaram algumas certezas.

O nosso ano de campeão foi mesmo 2007. E só não o fomos por uma série de erros individuais - Júlio César, Max, Joílson (na marcação do Juan, no segundo gol urubu), e, claro, Beltrame. Porque o time, meus caros, aquele time do Cuca jogava muito! Revejam o volume de jogo no primeiro tempo da primeira partida, que culmina com o golaço do Lúcio Flávio, e o segundo tempo do segundo jogo. Um Botafogo frágil defensivamente? Sim. Com goleiros longe de inspirar confiança? Também? Com um técnico instável emocionalmente? É verdade!

Mas um Botafogo de empolgar, de arrepiar, de emocionar.

Grande Botafogo.

valeufogo

Um time que detinha a posse de bola como deve ser exercida em decisões, não se acovardando defensivamente ou trocando passes laterais inócuos. Mas utilizando a intermediária adversária até se aproximar com frequência da área rubro-negra, esperando a chance aparecer, envolvendo o sistema defensivo urubu, com jogadores (Zé Roberto, Túlio, Lúcio Flávio, Dodô, até Joílson) capazes de, num lance individual, fazer a diferença.

Resultado? Muitas chances de gol criadas em 45 minutos, só não inteiramente aproveitadas por conta do Bruno e da incompetência na hora da conclusão (os gols que o Joílson e Lúcio Flávio perdem quando o Botafogo já tem 2 x 1 no placar, na segunda partida, são particularmente inadmissíveis).

Já em 2008, penso agora que até fomos longe demais.

Porque, ao rever o replay e dar de cara com a imagem do Zé Carlos, não é necessário mais nenhuma explicação. E, na sequência, ver o Fábio Fabuloso levando as mãos à cabeça ao perder um gol também não ajuda muito.

A qualidade individual caiu drasticamente. Pior: a defesa continuou mais fraca do que a do adversário (Angelim e F. Luciano são superiores às três duplas armadas pelo Botafogo nesses três anos) e o time já não tinha mais centroavante com capacidade de finalizar – Wellington Paulista como substituto de Dodô? Essa piada não tem graça. Dependia dos lampejos (raros) de Lúcio Flávio e poucos outros.

Mas sabe quem realmente fez diferença nas decisões e, de todos do elenco 2007/2008 é o que fará maior falta nos jogos de 2009?

jh1001

Sim, porque o Jorge Henrique desempenhava dupla função no Botafogo 07/08: além de provocar o desequilíbrio com fintas rápidas e cavar faltas com maestria (até hoje ele é odiado pelos rubro-negros por isso), também segurava as arrancadas do Juan – de longe, a jogada mais perigosa do flamengo nesses três anos. Pela constância e pela crônica inoperância de nossos marcadores.

Como observou o Mano Menezes do curíntia, o JH “taticamente é perfeito”. Porque ele inicia a marcação lá na frente, infernizando a saída de bola do adversário. E, quando está com a bola no pé e está inspirado, também aumenta a chance de conseguir o elemento-surpresa tão necessário em um clássico naturalmente equilibrado.

Então, meus caros, está explicado um dos motivos de o Juan ter tanta liberdade no último domingo e partir direto para o mano-a-mano com Alessandro. Falta combate lá na frente – nem Victor Simões nem o vetusto Reinaldo são capazes de fazer a função que já foi do Jorge.

Se nada for mudado por nosso cognitivo treinador e o Botafogo não tomar a iniciativa de comandar a partida desde os primeiros minutos nos próximos domingos, correremos o risco de cair pela terceira vez consecutiva. E, dessa vez, com uma trajetória mais próxima de 2008 do que de 2007.

Tripla humilhação.

Por fim, permitam-me um desabafo: se é para perder novamente para os urubus, mas agora de forma apequenada e sem ímpeto de vencer, eu preferia perder com o Cuca no banco de reservas.

Pelo menos seríamos derrotados como Botafogo, jamais como Ipatinga.

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Cala a boca, Emerson!

22 23UTC 04amThu, 23 Apr 2009 00:22:40 +0000ç2009, 2008 · 4 Comentários

“Faltou ousadia ao nosso time”.

Asssim o zagueiro-artilheiro Emerson definiu o motivo da derrota do Botafogo para o flamengo no último domingo.

Perdeu uma belíssima oportunidade de ficar calado. Aliás, besteira fez também quem escalou o jogador pra dar entrevistas menos de quatro dias depois da lambança histórica.

Para arrematar a sandice, o pupilo de Ney Franco, escolhido para continuar no alvinegro em detrimento do argentino Ferrero, ainda mandou outra canelada. Disse que já superou a pixotada e prometeu retribuir com gol na decisão.

Ora, faça-me o favor de se esforçar para conseguir ser apenas medíocre, Emerson. Porque você já ganhou um destaque totalmente inapropriado: entrou para a história recente do Botafogo pela porta dos fundos. Agora dê um jeito de sair de fininho, sem pixotadas, caneladas ou qualquer outro tipo de vacilo.

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Velha enquete, nova enquete

22 21UTC 04pmTue, 21 Apr 2009 22:09:04 +0000ç2009, 2008 · 2 Comentários

Pessoal,
sei que a enquete anterior quase criou teia de aranha de tanto tempo que ficou à disposição dos fiéis frequentadores do FogoEterno. Mas, antes tarde do que nunca. Eis o resultado.
A pergunta, para quem não lembra mais, era – “qual o jogador do Botafogo que você mais idolatra?”.

Com 30% dos votos, venceu a opção que mais nos orgulha, por ser o retrato de uma trajetória gloriosa: “impossível escolher… o Botafogo tem ídolos demais!”. É, meus caros, digam o que quiserem, a flapress e seu comandante RMP podem espernear, mas ainda não inventaram nenhum Beltrame capaz de roubar a nossa história.

Na segunda colocação, com 24% de escolhas,ficou Mané Garrincha – ou seja, nosso eterno camisa 7 foi o vencedor da enquete. Nilton Santos (que contou com o meu voto, por toda a sua conduta irretocável dentro e fora de campo) teve 21% da votação.

Bem mais atrás, mas à frente de grandes nomes do passado, ficou Túlio Maravilha, com 12% dos sufrágios virtuais – certamente, a geração campeã brasileira em 1995 deve ter contribuído para esse percentual. Fechando a lista dos mais votados, empatados, Jairzinho e Dodô, com 4%.

Agora, para entrar de vez no clima da decisão do estadual, uma nova pergunta já pode ser respondida pelos leitores do FogoEterno.

Para vocês, quem é o maior destaque alvinegro no Carioca 2009 até agora? Desconfio que a eleição ficará concentrada entre dois nomes. E também desconfio que muita gente vai deixar para votar após os dois jogos da decisão…

Categorias: Histórias Gloriosas
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Tirem as crianças da sala: RMP protagoniza cenas de flamengada explícita no SporTV!

22 20UTC 04pmMon, 20 Apr 2009 23:15:31 +0000ç2009, 2008 · 7 Comentários

A expressão debochada e esfuziante do Rubro Mengo Profissional (RMP) logo após o jogo de domingo, no ”Troca de Passe” do SporTV, já era um acinte a qualquer torcedor alvinegro.

Ele simplesmente não conseguia esconder sua felicidade. Foi que nem o beijinho do Ibson na orelha do Josiel ao ver o seu companheiro entrar em campo no segundo tempo; o sentimento bate mais forte do que a razão. 

Mas nessa segunda-feira, no Bem Amigos, o RMP, certamente com a faixa de campeão da Taça Rio escondida por baixo do casaco, se superou.

Primeiro, emocionado, conseguiu fazer a insanidade de comparar a trajetória clandestina do Emerson (o centroavante deles) com a do Ronaldo Fenômeno até decretar:

- O Emerson, ao contrário do Ronaldo, resolveu realizar seu sonho de jogar no flamengo.

Quando os convidados comentaram o lance do gol do Emerson (infelizmente, o nosso), ficaram 37 minutos dissecando cada segundo da jogada… até o RMP escancarar sua paixão, como se estivesse na geral do Maraca, cercado de urubus:

- O importante é que a bola entrou!

 Na sequência, mais cenas de flamengada explícita: quando PC Vasconcellos resolveu atribuir a uma ausência de “convicção na hora da decisão” o fato de o Botafogo ter perdido as duas últimas finais (ignorando as claríssimas convicções dos senhores Djalma Beltrame e Marcelo Henrique), o RMP arreganhou os dentes e deu seu diagnóstico sobre o Botafogo:

- Se o time mudou quase todo, se o técnico mudou, se até a diretoria mudou, então deve ser carma do clube!

Aí coube ao Luis Roberto, diante de tantos disparates naquele mar de mengos, ter um momento de iluminação para lembrar o que toda a torcida alvinegra está cansada de saber:

-  Ô, gente, será que, em vez de convicção, o problema não é de limitação técnica, não? Porque a bola do Botafogo não chegava ao ataque, o Léo Silva não conseguia municiar o pessoal lá da frente. O Ney vai ter que mexer nisso, colocar o Wellington, mudar o posicionamento do Fahel…

Enfim, fez-se a luz. Mas logo a análise correta do Luis Roberto foi interrompida e a insensatez reacendeu mesmo quando a discussão da decisão da Taça Rio já tinha se esgotado.

Insaciável, ao comentar o fim do campeonato gaúcho, o RMP voltou a incluir seu clube do coração na conversa:

- Quando o Internacional pegar o flamengo na Copa do Brasil…

Esse torcedor disfarçado de jornalista merece ou não merece um busto na Gávea?

Categorias: Campeonato Carioca 2009

O recado do Vieira

22 20UTC 04pmMon, 20 Apr 2009 17:08:24 +0000ç2009, 2008 · 1 Comentário

CHEGOU A HORA
 
 O que passou, passou.

É o momento de recuperar as energias, pagar as contas com as rendas extras do Maracanã e encarar o nosso grande desafio. Continuo confiante.

Temos um grupo bom, que não se intimidou (é claro que ainda temos alessandro com dengue, e sem nenhuma condição de passar em teste psicotécnico…).

 A cada ano o Botafogo ganha mais musculatura e torcida. Isso é importante. Mesmo sem dinheiro, conseguimos montar uma boa equipe (só falta um pouco mais de ousadia no Ney).

Vamos partir pra cima, somos fortes e alvinegros…

Vieira

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Botafogo 0 x 1 flamengo: Um time acovardado

22 19UTC 04pmSun, 19 Apr 2009 18:51:00 +0000ç2009, 2008 · 14 Comentários

botafla

Lembram quando eu contei aqui a tese de um colega de repartição, que jogador ruim não pode ficar no clube, porque uma hora ele entra e faz lambança quando a gente menos espera?

Pois é, ficamos vigiando o Alessandro e esquecemos do Emerson.

Deu no que deu.

Mas a culpa é dele pela derrota? Não! A culpa é de quem o indicou, que acha que ele joga mais bola que o Ferrero, recentemente convocado pelo Maradona para jogar pela Argentina.

A culpa da derrota é do senhor Ney Franco.

Foi ele que insistiu em repetir a estratégia (?) que deu certo na semifinal contra o flu na Taça GB: jogar acovardado, oferecendo o campo ao adversário, à espera de um milagre do nosso trio ofensivo.

E, quando um deles está bem abaixo da média, sem pique e sem vontade (logo Reinaldo, o mais caro e apontado como a “melhor contratação de um time carioca na temporada”, quá quá quá), não tem São Nilton Nantos que dê jeito.

Porque os contra-ataques dependem da capacidade de estabelecer ligação rápida com passes precisos. Foi tudo o que Reinaldo NÃO fez na partida desse domingo.

No mais, a surpresa – e a decepção – foi perceber que o Botafogo fez um segundo tempo muito pior do que a primeira etapa. O gol rubro-negro era uma questão de tempo, e não fosse na pixotada do Emerson, seria em outro lance pela lateral do Juan, que mais uma vez desequilibrou a favor dos urubus.

De nada adiantou o esforço gigantesco do Guerreiro, já que a bola batia e voltava o tempo inteiro para o campo do Botafogo, como observou o comentarista rubro-negro Júnior, aquele que não esquece do Mendonça até hoje.

A verdade, meus caros, é o que o Pereirão falou logo após o encerramento do cotejo: um time sem meio-de-campo não pode ser um time vencedor. Que outro motivo haveria para o fato de o Botafogo conseguir o seu primeiro escanteio aos 30 minutos do segundo tempo? Ou ter apenas três, no máximo quatro finalizações ao longo de toda a partida?

Limitação técnica, ok, mas essa já é conhecida. O outro fator é incompetência tática, limitada, entre o mediano e medíocre. Por que o Ney não conseguiu mudar o panorama da partida nenhuma vez - mesmo suas substituições (Gabriel, Renato, Túlio Souza no último minuto) não surtiram o mínimo efeito.

No mais, o flamengo tem mais possibilidades no elenco, melhor qualidade na comissão técnica e mais sorte. E, por isso, a partir de agora, passa a ser o favorito para a conquista do Estadual.

(em tempo: por motivos que nada têm a ver com o que observei no jogo, ainda acho que o Botafogo será campeão)

É tempo de o presidente Maurício Assumpção, até agora de desempenho impecável, abrir o olho e se tocar que não será com esse time defensivo, limitadíssimo, que o Botafogo conseguirá alguma coisa relevante no Brasileirão.

Ah, e o juiz, hein? Depois de cinco substituições e três paralisações, deu três minutos de acréscimo e encerrou a partida aos 47min30. Francamente…

Renan – Sem culpa no gol, sem grandes intervenções. Precisa melhorar a qualidade da saída de bola. Nota 6

Alessandro – Não foi tão mal, especialmente no primeiro tempo. Mas foi num lance nas suas costas (a meu ver, numa falta inexistente) que nasceu o gol do Emerson. Nota 6

Juninho – Foi bem, acima do que eu esperava. Nota 6

Emerson - Uma pixotada decisiva que mostrou a cara do seu verdadeiro futebol. Insisto: a culpa não é dele, mas de quem o indicou e de quem o contratou. Nota Zero

Thiaguinho – Apagado e irregular, não conseguiu uma grande jogada no ataque e ainda foi expulso no final. Nota 4

Fahel – Discreto até demais, novamente. Nota 4

Leandro Guerreiro – O melhor jogador do time. Nota 7

Léo Silva – Muitas faltas desnecessárias, alguns bons desarmes. Nota 5

Maicosuel – Jogando sozinho, fez um bom primeiro tempo. Depois cansou e nossa estrela solitária foi se apagando até sumir. Nota 6,5

Victor Simões – Perdeu um gol que mudaria o jogo. No mais, não teve chances. Nota 5

Reinaldo – A grande decepção do clássico. Atravancou todas as jogadas e foi facilmente desarmado. Se tivesse jogado metade do que diz saber, teríamos saído com a taça na mão. Nota 2

Ney Franco – Errou na estratégia de jogo, demorou para mexer e ainda mexeu mal. É isso o que queremos para o Brasileirão? Nota 2

Luiz Roberto e transmissão da Globo – Dessa vez se superaram: ficaram medindo o batimento cardíaco dos massagistas dos dois clubes e “suas mãos mágicas”. Depois, insistiram em mostrar dentro de campo com os repórteres as maravilhas de uma minitevê portátil, divulgando a “portabilidade” com os jogadores como garotos-propaganda. Constrangedor e inoportuno. Nota ZERO

Foto: Terra

Categorias: Campeonato Carioca 2009
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