Fogo Eterno

Entradas do Fevereiro 2009

Eu vou para o sacrifício…

22 27UTC 02pmFri, 27 Feb 2009 23:32:20 +0000ç2009, 2008 · 13 Comentários

aí eu fiquei bem p*** quando li que o neyfranco tinha decidido tirar um zagueiro para colocar um atacante, mas que o zagueiro que sairia seria o wellington e o atacante que entraria seria o lucazzzilva, aí mesmo ele decidindo depois que iria tirar o léo silva para poder colocar o decizzivo lucazzzilva em campo, eu pensei comigo, cabeça ardendo de raiva: “ney,você realmente não sabe atacar, mas sabe cavar a própria cova, porque vai deixar três zagueiros, dois deles muito lentos, para enfrentar os ligeirinhos do resende e ainda vai colocar aquele lucazzzilva-mosca-tsétsé-mexicana no ataque para fingir que é profissional do futebol diante de 60 mil botafoguenses, isso é que confiar na sorte, dar mole para o azar, gostar de fazer o coração alvinegro sofrer, pqp, pqp, pqp!!!”.

aí eu cansei dos meus resmungos.

e eu decidi fazer uma promessa.

mas teria que ser uma promessa bem difícil de ser cumprida, nada de usar camisa do time na repartição durante uma semana, nada de ficar sem secar o time dos outros durante um mês, nada de prometer não zoar os colegas em caso de conquista do título, nada de rezar uma ave maria e três pais nossos para são carlito rocha todo dia até o fim do ano, nada de deixar de xingar o RMP e o Júnior Capacete até o início do Brasileirão. teria que ser promessa difícilima, quase impossível de cumprir.

aí eu apelei.

eu procurei imaginar a tarefa mais espinhosa, o trabalho mais amargo, o desafio mais inexpugnável, o verdadeiro teste dos limites do ser humano, daqueles que separam os homens das crianças, daqueles que só os fortes sobrevivem, daqueles onde os fracos não têm vez.

e eu encontrei. em formato de canções. 

    1. Ter e Ser
    2. Pelas crianças do brasil
    3. Não podemos ser Mané
    4. Os bossanovistas
    5. O demagogo
    6. País crise
    7. A outra face
    8. Trapaceiros
    9. Hereditariedade
    10. Tava na beira do caos
    11. É o amor
    12. Amizade
    13. O país é nosso

                                            neycd

são treze músicas, sim, e daí, o que há em comum entre elas? são todas assinadas e interpretadas por neyfranco, disponíveis para serem apreciadas e baixadas gratuitamente no site oficial de nosso versátil técnico, o inventor do ferrolho mineiro. sim, meus caros, essa é a minha promessa, esse é meu sacrifício, essa será a minha epopeia, essa é a minha sina, o meu destino nada glorioso. se o juninho levantar a taça guanabara no domingo e o Botafogo der a volta olímpica no maracanã, eu vou baixar e ouvir todas as músicas de “o que queremos nós, os brasileiros”, o primeiro cd do ney franco.

e tem mais.

como desgraça pouca é bobagem e pelo meu time eu faço tudo, eu aperfeiçoei a minha tortura, ops, a minha promessa, porque eu avisei que a minha promessa era difícil mesmo de ser cumprida, quase impossível, lembram que eu avisei?

se o Botafogo ganhar o Carioca 2009, eu vou escrever a crítica do CD do neyfranco aqui no Fogo Eterno.  vou fazer um comentário faixa a faixa, com direito a trecho das letras e tudo o mais, bem caprichado (só não me peçam pra elogiar, já basta ouvir e escrever, aí só se o elogio fosse a garantia da conquista do Brasileirão).

pronto, agora não tem mais volta. o que foi prometido, alguém prometeu – no caso, fui eu e não há como retroceder. promessa feita.

em nome do Botafogo, e tão-somente por causa dele, alguém me acompanha nessa jornada espiritual?

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Uma pergunta que vale uma taça

22 27UTC 02amFri, 27 Feb 2009 01:16:49 +0000ç2009, 2008 · 6 Comentários

neyfranco

- Você sabe atacar, Ney?

Ok, a quinta-feira foi gloriosa para o treinador alvinegro. Todos elogiaram o “nó tático” que ele implementou nos grenás, jogando com três zagueiros e três volantes – um deles, mais adiantado (Fahel), acabou sendo o destaque da partida, concedendo inúmeras entrevistas sem dizer absolutamente nada. Ney Franco e seu time bem armado, Ney Franco e sua capacidade de armar uma retranca, Ney Franco e sua competência para indicar jogadores desconhecidos, Ney Franco é considerado o melhor treinador do Carioca 2009, mas…

- Você sabe atacar, Ney?

Os comentaristas omitiram de suas análises o fato de o Botafogo ter simplesmente abdicado de qualquer tentativa de chegar ao gol adversário na segunda etapa, e se arriscado perigosamente durante 45 minutos. Uma falha individual, estaria tudo perdido. Mas o Ney Franco ganhou a batalha, é um autêntico estrategista, implantou o “ferrolho mineiro”, porém…

- Você sabe atacar, Ney?

Não, meu caro. Não usarei o jogo mais fácil do Botafogo até agora, contra o Bangu no Engenhão, como exemplo. Por dois motivos: o time de Moça Bonita não queria nada com nada e ainda podíamos contar com o Victor Simões. Aliás, por falar nisso…

- Sem o Victor Simões, você sabe atacar, Ney?

De concreto até agora, o que temos para considerar é a partidaça do Maicosuel contra a Friburguense, e os bons momentos coletivos dos primeiros tempos contra os hediondos e contra os grenás. Mas, como bem lembrou o E.Sales em seu comentário, os urubus conseguiram um golzinho no final, não porque tem coisas que só acontecem com o Botafogo e sim porque há coisas que só acontecem com times retranqueiros. Ficar exposto ao acaso é uma dessas coisas. Agora que vamos ter que partir para cima do adversário, e sem o Victor Simões como referência lá na frente…

- Você sabe atacar, Ney?

Porque não faz nenhum sentido entrar com três zagueiros e três volantes contra o Resende. Isso causará um desgaste imenso no Maicosuel e no Reinaldo, ainda mais com o soléu das quatro da tarde – se os caras já pregaram às nove da noite, imagine no calor do verão carioca. E, se a gente não conseguir um gol no primeiro tempo, com o aumento da pressão, quem é que vai decidir – Lucas Silva? Coitado, esse rapaz tomou um elixir do sono eterno e parece habitar outro mundo, não o dos jogadores de futebol. Então, pela enésima vez, para você mostrar que é um técnico de time grande e não apenas o responsável pela ipatinguização do Botafogo, me diga:

- Você sabe atacar, Ney?

Pode me responder no domingo.

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Slow Silva e Sem Lateral: Fala, Vieira!

22 26UTC 02pmThu, 26 Feb 2009 20:06:35 +0000ç2009, 2008 · Deixe um comentário

Estamos no caminho certo, mas nem tanto.
 
Vitória sofrida, muita garra, muita disposição, grupo unido, mas… o Botafogo precisa urgentemente de um lateral esquerdo de ofício.

Thiaguinho joga muito, corre muito, mas o lugar dele é na disputa com Alessandro (que acha que joga) na lateral direita (prefiro o Thiaguinho).

O Glorioso precisa de “peças de reposição”. O bando é uma lástima; quando Lucas “Slow” Silva entrou, aumentei o ritmo da reza. O cara parece que tem 20 quilos em cada chuteira…

O Fogão tem um problema sério com a questão da preparação física, jogadores com cãibras, com estiramento… e a pré-temporada? Estamos no caminho certo. É visível a nossa harmonia, mas para chegarmos longe temos que contratar mais uns dois jogadores…
 
PS: Já pensou se a arbitragem do Carioca fosse sempre assim?

Vieira

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Botafogo 1 x 0 fluminense: Vou festejar…

22 26UTC 02amThu, 26 Feb 2009 02:32:28 +0000ç2009, 2008 · 10 Comentários

botaflu1

Ah, Ney Franco… assim você nos mata do coração!

Tudo bem que a “proposta tática” do Mr. Pão-de-Queijo se mostrou eficiente no primeiro tempo, quando, após os 15 minutos, o Botafogo conseguiu anular Conca e Thiago Neves e, enfim, começar a jogar.

Mas, depois do gol feito (que cobrança do Maicosuel, hein?), por que recuar e praticamente abandonar o ataque, deixando os grenás jogarem em nosso campo por 48 longos, intermináveis minutos?

Bem que eu avisei que esta seria uma partida mais com jeitão de decisão da Taça Rio 2008 do que de semifinal da Taça Guanabara do mesmo ano.

O Botafogo sentiu – e muito! – a falta do Victor Simões, pois o Reinaldo como finalizador solitário tem se mostrado, digamos, ineficiente. E o Maicosuel também não conseguiu encaixar uma sequência de jogadas perigosas. Pior: os dois, mais metade do time, cansaram no segundo tempo e o alvinegro simplesmente não conseguiu fazer mais nenhum ataque perigoso, que dirá chutar a gol.

A sorte é que os grenás estavam em noite especialmente desastrada, com problemas técnicos, táticos e individuais (obrigado, Edcarlos, pela “marcação” no Fahel no lance do gol!). Conca e Thiago Neves praticamente não viram a cor da bola – graças, é bom ressaltar, a marcação cerrada exercida pelo Leandro Guerreiro e Fahel, com o Léo Silva sempre de olho também.

Resultado: a zaga não ficou tão exposta e, se não fosse o atabalhoamento de Alessandro e Thiaguinho na hora de apoiar, o Botafogo teria aberto maior vantagem no segundo tempo.

No mais, agora é tentar entender o motivo da brusca queda de rendimento físico no segundo tempo, fato ainda mais preocupante quando levamos em conta que a final de domingo será às quatro da tarde, num calor desgraçado.

No mais, o René Simões disse que, se o fluzinho tivesse pressionado durante os 90 minutos como fez no segundo tempo, os grenás teriam saído com a vitória no Maracanã.

E ele tem razão. Afinal de contas, o freguês tem sempre razão, não é mesmo?

Assim eles chegaram à final da Taça  Guanabara:

Renan – Duas defesas difíceis, e segurança ao longo dos 90 minutos. Nota 7,5

Alessandro – Continua se achando mais do que ele pode efetivamente jogar. Nota 5

Thiaguinho – Bem na marcação, confuso no apoio. Nota 6

Emerson – Dos três zagueiros, claro, o mais fraco. Começou muito mal, mas se recuperou na segunda etapa. Nota 5

Wellington – Um dos destaques do segundo tempo. Nota 7

Juninho - Com três zagueiros, pôde fazer sua melhor partida na volta ao Botafogo. Vários desarmes e boas antecipações. Nota 7,5

Leandro Guerreiro – De volta à sua posição original, fez um primeiro tempo excelente. Nota 7,5 Sentiu e foi substituído por Túlio Souza que, dessa vez, não comprometeu. Nota 5

Léo Silva – Muita correria, algumas vaciladas, mas já esteve pior. Nota 5,5 Batista entrou no seu lugar, mas não reeditou boas atuações anteriores. Nota 5

Fahel – Além do fôlego e na disposição para anular Thiago Neves sem fazer falta, ainda subiu ao ataque e marcou mais um gol em jogada ensaiada. O nome do jogo. Nota 8

Maicosuel - Muita habilidade, disposição de partir para cima e dificuldade na conclusão. Mas, estranhamente, parece  muito mal fisicamente: no início do segundo tempo, já estava completamente pregado. Nota 7 Foi substituído por Lucas Silva, uma lenta e previsível nulidade: Lúcio Flávio é Valdeir “The Flash” perto do mexican boy. Nem banco esse rapaz merece. Nota 2

Reinaldo - Rapidez e inteligência, ok. Mas centroavante não pode perder dois gols como ele perdeu, um deles cara a  cara. Está na hora de balançar mais as redes. Também pregou no meio do segundo tempo e se arrastou até o fim. Nota 5

Ney Franco – Por conta da dedicação dos jogadores e da mediocridade do Fluminense, seu esquema defensivo, quase camicase, deu certo. Teve sorte, pois errou novamente ao menos uma substituição (Jean Carioca deveria ter entrado, em vez da lerdeza do Lucas Silva). Que a sorte dele continue conosco. Nota 6

Diguinho – Desempenhou papel importantíssimo do ponto de vista motivacional. Enquanto esteve em campo, não nos decepcionou: além de errar todos os passes, contribuiu para incentivar os torcedores alvinegros, que não o esqueceram em nenhum motivo. Então, como animador de torcida, Nota Dez!

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Juninho: “La garantía soy yo!”

22 24UTC 02pmTue, 24 Feb 2009 20:45:57 +0000ç2009, 2008 · Deixe um comentário

A nossa equipe sabe jogar. Dizem que quem joga com três zagueiros ou três volantes entra em campo fechado. Mas não é bem assim. Vamos com uma proposta de marcação já que o fluminense tem seu ponto forte. Vamos marcar firme, mas também chegar à frente com velocidade. Com a bola, vamos jogar.

junindecisao

Palavras de Juninho, garantindo que o Botafogo vai jogar com velocidade e descartando uma retranca na partida dessa quarta-feira contra o Fluminense.

Que o certificado de garantia fornecido pelo capitão alvinegro possa ser comprovado no Maracanã.

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Na base do contra-ataque

22 23UTC 02pmMon, 23 Feb 2009 21:23:51 +0000ç2009, 2008 · 4 Comentários

victorfora

Então, teremos que enfrentar os grenás sem o artilheiro Victor Simões.

Péssima notícia.

Ao menos o Ney viu a luz e desistiu do Lucas Silva, optando por um 3-6-1 para tentar blindar a nossa zaga, congestionando de volantes (Leandro Guerreiro, Fahel, Léo Silva) o meio de campo e tentando, assim, impedir as subidas em velocidade de Thiago Neves e Conca.

Temos, teoricamente, apenas duas chances de balançar as redes do Fernando Henrique: com a rapidez da dupla Maicosuel e Reinaldo, e com os avanços dos alas Thiaguinho e Alessandro.

Ou seja: não teremos muitas chances de marcar. O volume de jogo tende a ser tricolor, com o Botafogo esperando o adversário para jogar nos contra-ataques.

Deve ser, portanto, uma partida mais parecida com a decisão da Taça Rio (Botafogo 1 x 0) do que com a semifinal da Taça Guanabara (Botafogo 2 x 0).

Ganhamos os dois, mas sofremos (muito) mais no primeiro jogo citado. E só levantamos a taça por conta do pênalti desperdiçado pelo Washington e pela noite iluminada do Renato Silva.

Que São Mané Garrincha abençoe a camisa 7 de Reinaldo.

ACRÉSCIMO DO VIEIRA: Perguntar não ofende… será que o estiramento muscular do nosso Victor Simões não foi por incompetência da “preparação” física?

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Ataque contra defesa

22 22UTC 02pmSun, 22 Feb 2009 21:59:08 +0000ç2009, 2008 · 4 Comentários

O carnaval promovido pelo Resende em cima do framengo no sábado eclipsou a única notícia alvinegra do sábado.

E bem preocupante.

Num jogo-treino contra o Boavista, os reservas do Botafogo foram derrotados por 5 x 0!!!

Não se sabe exatamente qual o motivo de o Ney ter decidido observar os suplentes às vésperas do jogo mais importante do ano, mas o fato é que Juninho e Emerson participaram da partida contra o Boavista.

E ambos devem ser escalados contra os grenás.

Gosto da seriedade do Juninho, mas como zagueiro, ele continua tão ou mais lento do que na temporada de 2007. Se o Péssimo Emerson estiver ao seu lado, meu amigo botafoguense, é melhor você preparar uma dose extra de Maracujina.

Pois o confronto será decidido na base da aritmética: quantos gols o ataque (se Victor Simões e Reinaldo jogarem juntos) fará e quantos gols a defesa irá entregar.

Pra mim, será simples assim. Tipo 2 x 1, 3 x 2, 4 x 3…

Vou torcer, claro, para que seja a nosso favor. Mas não será nenhuma surpresa se o placar acabar sendo desforável ao alvinegro.

Com essa zaga lenta e ineficiente, a derrota fica mais próxima de General Severiano.

Abre o olho, Ney!

 

ACRÉSCIMO DO VIEIRA: Perguntar não ofende… será que o estiramento muscular do nosso Vitor Simões não foi por incompetência da “preparação” física?

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Resende 3 x 1 framengo: E ninguém cala…

22 21UTC 02pmSat, 21 Feb 2009 18:16:31 +0000ç2009, 2008 · 6 Comentários

cucamengo

* Quanto maior o salto alto, maior o tombo. E eis que o framengo consegue inaugurar a série “grandes vexames de 2009″ em alto estilo!

* Como bem comentou o Vieira, sobre o primeiro tempo: é isso que dá deixar atrasar os salários do trio de arbitragem…

* Cuca, que decadência – antes ao menos você conseguia chegar na final. Agora cai nas semis, e para o Resende!!! E não consegue esquecer o Botafogo:  já convocou uma reunião para “colocar o preto no branco”. Sorry, Stival, mas essas cores só se juntam em General Severiano, jamais na Gávea…

* A nova marchinha de carnaval é adaptação de uma canção antiga. Vai mais ou menos assim, ó:

E ninguém cala

esse chororô

Chora Kleber Leite,

Fábio Luciano e

o treinador…

* E o Juan, na saída de campo: “O juiz está de parabéns…”. Deixa disso, Juan, vocês são os verdadeiros campeões cariocas!!!

* E o Kleber Leite, tentando invadir o gramado e sendo contido pelo Ibson, para tirar satisfações com o árbitro e se queixar das expulsões: “Esse juiz é um débil mental!”. Simplesmente patético.

* Enfim, o flamengo tinha era que ficar pianinho porque, pela quantidade de gols perdidos pelo Resende, era para ter saído do Maracanã com uma goleada (ainda mais) humilhante. Um baile, e quem dançou foi o torcedor rubro-negro…

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Se liga, Ney! A dica do Pereirão

22 20UTC 02pmFri, 20 Feb 2009 14:30:52 +0000ç2009, 2008 · 1 Comentário

 O Ney Fra(n) co deu entrevista dizendo que ia passar o carnaval pensando como marcar Conca e Tiago Neves na quarta-feira de cinzas.

Se ele tivesse visto o jogo do humilde Nacional de Patos contra o flu, nem precisava perder o carnaval. Um modestíssimo técnico (Marcos Nascimento) que só tem 8 meses de profissão e nunca treinou outro time amarrou os dois e só não empatou o jogo porque o juiz (sempre ele!) anulou um gol legítimo do “canário do sertão”.

É certo que o marcador de Tiago Neves deu-lhe umas três entradas nos dez primeiros minutos que quase o desmancharam. Mas, o Conca bem marcado por uma “cabeça chata” cabra da peste não levou nenhuma bordoada e , além de não fazer nenhum lançamento foi praticamente anulado pelo defensor alviverde que, por sinal, teria ido com ele ao vestiário se, por acaso, Conca lá tivesse ido fazer suas “necessidades”.
Se o técnico do Botafogo não viu o jogo,  pode pedir a fita à ESPN ou a Sportv que transmitiram direto daqui de João Pessoa o jogo inteirinho.

Pra que perder o carnaval, homem? Faça melhor: esfrie a cabeça, vá a Ipatinga rever a sua terra e mande uns Silvas quaisquer marcarem em cima os dois “expoentes” tricolores (sem fazer falta próxima da área, por favor!) que a gente vence o antigo pó-de-arroz, hoje o gatinho cor de rosa…

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Observações sobre a Libertadores

22 19UTC 02pmThu, 19 Feb 2009 23:46:28 +0000ç2009, 2008 · Deixe um comentário

* E o Wellington Paulista? Início de temporada de encher os olhos, lá em terras mineiras. Em sua estreia na Libertadores pelo Cruzeiro, cavou um pênalti daquela forma que conhecemos bem: dobrando as duas pernas para simular uma falta do zagueiro adversário. Dessa vez, deu certo. E o WP ainda participou ativamente dos outros dois gols cruzeirenses, servindo ao Kleber, um centroavante que, ao contrário do WP, sabe fazer gols. É o que eu dizia sempre: como número 2  no ataque, o Wellington poderia ser bem útil ao Botafogo – mas jamais jogando ao lado do Jorge Henrique, outro com incapacidade crônica de finalização.

* E se fosse o Renan no lugar do Marcos no segundo gol da LDU em cima do Palmeiras, hein? O goleiro do Botafogo já estaria crucificado em praça pública, teria sido duramente criticado pela inexperiência, haveria reportagens lembrando todas as lambanças dos arqueiros alvinegros… mas, como Marcos já foi santificado e canonizado pela imprensa paulista, o pessoal minimizou a falha e aceitou a explicação que foi apenas “um probleminha de comunicação” entre o goleiro e o Edmilson - afinal de contas, trata-se de São Marcos, não é mesmo?

Categorias: fogo amigo
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E assim se passaram 20 anos…

22 19UTC 02amThu, 19 Feb 2009 01:27:37 +0000ç2009, 2008 · 3 Comentários

O telefone toca no início da noite e, do outro lado da linha, o Pereirão comenta que acaba de rever no Gol a Gol, apresentado pelo botafoguense Léo Batista no SporTV, os melhores momentos da final do Estadual de 1989. E, novamente, se emocionou com os depoimentos e com os lances decisivos da vitória em cima dos urubus:

- Lembro de tudo daquele dia, como se fosse hoje. Vi o jogo na casa do rmão, também botafoguense, e ao lado de um rubro-negro. Tomei um porre de felicidade como poucas vezes na minha vida.  E ver o Nilton Santos, bem de saúde e no vestiário, falar que o espírito do Mané Garrincha estava presente no Maracanã é de emocionar qualquer um.

O Vieira também assiste um trecho do mesmo programa e dá a sugestão:

- Tem que dar um jeito de passar o compacto desse jogo para o time de 2009. Para eles verem o que representa um título para a torcida do Botafogo.

Ao longo do ano, ainda há muito o que se falar por aqui daquela noite e daquela partida, mas que bom seria se o espírito guerreiro daquele time guiasse os nossos jogadores durante toda a temporada…

Categorias: Botafogo 2009 · Histórias Gloriosas
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Tapete, amigo? É nas Laranjeiras!

22 18UTC 02amWed, 18 Feb 2009 00:52:56 +0000ç2009, 2008 · 1 Comentário

tapete1

Antes de mais nada, quero dizer que tenho grandes amigos entre os grenás. Pessoas estimadas, impolutas e tão corretas que são incapazes de, por exemplo, deixar de recolher os dejetos produzidos por seus cãezinhos em seus passeios matinais.

Mas até eles devem estar envergonhados com mais uma demonstração de obscurantismo, para usar uma palavra suave, praticada pela diretoria de seu clube ao participar ativamente do julgamento do vasco no TJD carioca.

O advogado do flu foi um dos principais acusadores e, na ânsia de condenar os cruzmaltinos, chegou a recitar trechos inteirinhos de O Pequeno Príncipe (sim, o livro favorito das misses!) durante o julgamento.

Sem entrar no mérito se os Bascos estavam certos ou não ao escalar o tal do Jeferson, o que raios fazia um causídico pago pela Unimed no desfecho de um processo que nada mais tinha a ver com o time do Horrorcades?

Isso é que gostar de um tapetão – até quando não é para eles, os caras rolam e se lambuzam… 

Ou seja: na Taça GB, para enfrentar o time do apito amigo na final, teremos que antes passar pelo time do tapete amigo…

           tapete2

 PS: E pensar que, por conta de um vacilo de 15 segundos no fim do clássico, a gente deixou de pegar o Resende na semifinal…

Categorias: fora de campo
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Você já foi mais humilde, Renan

22 17UTC 02amTue, 17 Feb 2009 00:41:31 +0000ç2009, 2008 · 5 Comentários

renaoficial

Eu estava pronto para fazer um comentário em separado sobre a atuação do Renan no clássico contra os hediondos.

Iria dizer que, nos últimos dois anos, o Botafogo teve quatro tipos de goleiro:

- O que faz pênaltis em jogos decisivos (Julio Chester, no início de nossa derrocada em 2007)

- O que toma frango nos pênaltis (Max, contra o Náutico)

- O que não pega pênaltis nos jogos decisivos (Castillo, que errou TODOS os lados dos cobradores do curíntias na semifinal da Copa do Brasil)

- O que defende pênaltis em clássicos (Renan)

Mas o Jovem Obama foi muito mais rápido do que este blogueiro e saiu disparando elogios para o próprio peito:

- Fui perfeito na cobrança, afirmou o Renan nesta segunda-feira.

Tudo bem que o objetivo dele era chamar para si os méritos do lance, uma vez que todos os comentaristas da flapress fizeram questão de destacar o fato de o Obina ter desperdiçado a penalidade.

Mas pega mal o cara ficar se gabando dessa forma.

Não precisa cair na armadilha perigosa do auto-elogio, Renan: se você for bem mesmo, deixa que a gente diz isso por você.

Ah, a vibração do locutor Roby Porto no PPV, ao narrar a defesa espetacular do goleiro alvinegro, é emocionante. Vale a pena ouvir de novo!

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Chevette na Stock-Car: O Vieira voltou!

22 16UTC 02pmMon, 16 Feb 2009 16:29:46 +0000ç2009, 2008 · Deixe um comentário

 
Quem disse que o Alessandro é craque? Cadê o preparador físico do Botafogo? Pois é, estou de volta. E mais chato do que nunca.
Custo a acreditar que o Ney Franco tivesse chegado no ouvido do Alessandro e dito:  “Você é o nosso xerife”. Mermão, nos dois lances mais agudos do flamengo contra o Glorioso, o nosso Alessandro estava lá para entregar. Para piorar o time, a partir dos 20 do segundo tempo, começou a pisar na língua.
Mas o que me tira o sono (como nos anos anteriores) é que o grupo é pequeno, não temos reservas de qualidade e os que estão no banco (há uns três ou quatro adrianos felícios) não são preparados para jogos de peso, como o de ontem.
É a velha história do Chevette correndo stock car: acelera mas não chega…
Vieira
 

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Botafogo 1 x 1 framengo: Quente e frio

22 15UTC 02pmSun, 15 Feb 2009 18:53:26 +0000ç2009, 2008 · 5 Comentários

batista

Imaginem se  o Victor Simões e o Maicosuel também estivessem nessa foto, hein? Não teríamos desperdiçado tantas chances…

 

De cabeça quente, vamos espumar de raiva, querer dar uma coça no Wellington e Leandro Guerreiro por perderem uma disputa no último lance (ainda mais de um chutão para a frente!), tentar esganar o Thiaguinho Alessandro por deixar o Zé Roberto chutar na pequena área e lamentar a enésima vez que saímos frustrados nos últimos minutos da partida, especialmente em clássicos.

Mas, de cabeça fria, vamos voltar ao início da tarde de domingo e repassar a escalação do Botafogo neste clássico contra o favorito a vencer o campeonato: além da ausência de Maicosuel, fomos surpreendidos pelo desfalque do Victor Simões. E o nosso ataque passou a ser Lucas Silva, Diego e Reinaldo, com o Batista de elemento-surpresa. Não é muito, né?

Tanto é que o Lopes, um colega ranzinza da repartição, ao ver a escalação na telinha da tevê, sentenciou:

- Mas que time horroroso, hein?

Especialmente no primeiro tempo, o Botafogo tratou de desmentir o Lopes. Acho que nem o Ney Franco esperava a segura atuação do time em seu primeiro clássico. Recheado de reservas e bastante modificado, o Botafogo fez direitinho o feijão-com-arroz: tocando a bola no campo do adversário e fazendo jogadas rápidas, com tabelinhas envolventes – numa delas, saiu o golaço do Batista. Em outra, o Lucas Silva, após ótimo passe, perdeu o gol que o devolveria ao mundo dos vivos. O fla, perdido, lerdo e desligado, só teve chances nas bolas paradas. Enfim, um primeiro tempo surpreendente. 1 x 0 foi pouco. E, contra eles, é sempre pouco.

Mas, na segunda etapa, o time recuou, especialmente no reinício da partida. Para piorar, Alessandro, que já não fazia grandes coisas, resolveu colaborar ainda mais e fez um pênalti ridículo. A nossa sorte é que o Bobina está carregado de nhaca e o Renan fez uma defesaça – habemos goleiro, é só não queimar o cara.

 O framengo continuou pressionando, e o Renan fez outras duas grandes intervenções – numa delas, que tirou pelo alto, deu até arrepio de pensar se fosse o Castillo no lance…

Mas a verdade é que o time pregou. Wellington Júnior, que tinha entrado bem e perdido um gol na cara do Bruno, foi sumindo. Reinaldo idem. As outras substituições, com as entradas de Jougle e Alex, também se mostraram inócuas. Foi assim, com boa parte dos jogadores já sem pernas, que o Botafogo tomou mais um gol bobo – culpa, em primeiro lugar, do Wellington e do Leandro Guerreiro, que não conseguiram afastar uma bola totalmente previsível. Alessandro Thiaguinho, desatento, deixou Zé Roberto fechar pra cima do Renan e a bola sobrou para Josiel empurrar para dentro. Castigo, mais uma vez, imerecido.

De toda forma, estamos nas semifinais e com alguns jogadores que surprenderam positivamente no primeiro clássico com a camisa alvinegra: Fahel, Batista, Wellington. Reinaldo, enquanto teve pernas, também demonstrou inteligência e rapidez – apesar do gol perdido logo no início do jogo. Com Maicosuel e Victor Simões, o resultado teria sido outro – e, mais do que lamentar esse empate frustrante, é assim que temos que pensar para a próxima partida.

E saudar, claro, a impecável atuação do Renan, o grande nome alvinegro na partida.

E que venha a semifinal, na quarta-feira de cinzas!

PS: É impressão minha ou a zaga ficou bem menos vulnerável com as saídas de Juninho e Emerson?

Categorias: Campeonato Carioca 2009
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