Fogo Eterno

Entradas do Novembro 2008

Botafogo 1 x 3 figueirense: Um time solidário

22 30UTC 11pmSun, 30 Nov 2008 19:09:01 +0000ç2008, 2008 · 1 Comentário

                             figzarate

Condoído com o drama dos catarinenses, o Botafogo fez sua parte e, com um péssimo segundo tempo, garantiu 45 minutos de alegria ao torcedor do figueirense.

É ou não é um time solidário?

Fazer sua própria torcida se irritar pela enésima vez é um mal menor diante da sofreguidão na hora de ajudar os outros – e o figueirense não pode reclamar: depois de Ana Paula Oliveira e Júlio César na Copa do Brasil em 2007, foi a vez de Triguinho, André Luis, Alessandro, Emerson e Leandro Guerreiro darem a sua contribuição aos irmãos alvinegros do Sul.

No primeiro tempo, deu até a impressão que o Botafogo ignoraria a vocação para Madre Teresa de Calcutá e dominou amplamente o jogo. Renan não foi acionado nenhuma vez, e a partida limitou-se a um ataque-contra-defesa. Jorge Henrique se movimentou com desenvoltura, comandando as jogadas ofensivas. Deixou Zárate na cara do gol e o argentino perdeu clara oportunidade de abrir o placar. Aliás, se, contra o Atlético-PR, nosso rotundo centroavante se destacou, dessa vez ele não esteve na chamada jornada gloriosa, muito pelo contrário: foi do razoável, no papel de pivô, ao lamentável – na segunda etapa. 

Mas por que o Botafogo não matou o jogo no primeiro tempo? Porque o Lucas Silva simplesmente não entrou em campo, limitando-se a toques laterais, e Lúcio Flávio, bem, foi o de sempre, alternando alguns lampejos com vários sumiços. Apesar do bom desempenho dos volantes, especialmente Diguinho, o time pecou novamente pela falta de objetividade na hora de definir.

Na segunda etapa, assim como já ocorrera contra o Atlético-PR, o Botafogo sentiu (com trocadilhos) o dedo do técnico e o time desandou de vez. Bastou o Figueirense ter postura mais agressiva e partir para cima que nossos alvinegros sentiram o golpe, deixando avenidas abertas – especialmente pelas laterais, quando Alessandro e Triguinho foram facilmente envolvidos pelos atacantes figueirenses. Dois gols em menos de 15 minutos.

Com o ato de caridade já assegurado, o Ney Franco resolveu simular produtividade. Substituiu Triguinho por Alexandro – que, no penúltimo jogo da temporada, ganhou sua primeira chance e, cinco minutos depois, marcou um gol após boa jogada de LF e Zárate. Uma chance, um chute, um gol. Por que não teve mais oportunidades do que o Fábio ao longo do ano? Mi$tério$ alvinegro$.

O golzinho não melhorou em nada o time  – e de quem se esperava alguma coisa, como o Lucas Silva, foi de onde não veio nada.

Resultado: mais um vacilo, mais um gol. E a solidariedade garantida. Parabéns, Ney Franco e a todo o elenco, pelo gesto de compaixão. Que ele se estenda, na última rodada, aos palmeirenses e ao menos o Botafogo ajude o framengo a ficar de fora da Libertadores.

Assim eles se despediram do Engenhão em 2008:

Renan – Sem trabalho no primeiro tempo, sem chances nos três gols. Nota 5

Alessandro - Razoável no começo da partida, foi desaparecendo até os erros graves de marcação na segunda etapa. Nota 3

Emerson - Não pode ser titular do Botafogo, como demonstrou nos dois primeiros gols figueirenses. Nota 3 Foi substituído por Luciano Almeida, que não teve tempo para fazer nada. Sem nota

André Luis – Discreto até demais, falhando na cobertura e sem a vibração que o acompanha. Nota 3

Triguinho – Passes errados, cruzamentos ridículos, faltas lamentáveis. Só falta um jogo! Nota 1 Foi substituído por Alexandro que, em menos de 10 minutos, fez um gol de puro oportunismo e mostrou que não poderia ter sido condenado ao papel de reserva do Fábio. Nota 6

Leandro Guerreiro – Razoável no início, falhas no segundo tempo. Nota 4

Diguinho - Visível empenho no início da partida, visível desinteresse no segundo tempo. Nota 4

Lucas Silva – A grande decepção do jogo. Se a partida era para observá-lo, a impressão foi a pior possível. Se escondeu da responsabilidade e mostrou pouco futebol. Nota 3

Lúcio Flávio – Bem no primeiro tempo, mal na segunda etapa: o vaga-lume de sempre. Nota 4

Jorge Henrique – O melhor do time, por conta do primeiro tempo. Apesar da crônica dificuldade para finalizar (teve uma chance clara), fez bem o papel de garçom e serviu seus companheiros com eficiência. Desapareceu no final. Nota 6

Zárate - Um bom começo, mas, se é centroavante definidor, não pode perder as duas chances que desperdiçou no primeiro tempo. Não falta garra, mas a pouca mobilidade o atrapalha em momentos importantes da partida. Nota 5

Ney Franco – O que dizer de um treinador que, dentro de casa, toma um nó tático do Pintado no intervalo, como já ocorrera com o Geninho na partida anterior? O Botafogo tem jogado pior na segunda etapa do que no início – de quem é a culpa? Nota 3

Alex e Asprilla – Graças a Deus, ostentam uma camisa alvinegra que não é vendida em General Severiano. Nota 1,333… para cada um deles.

E, por fim, respondam minha curiosidade: quanto vocês pagarão pela vestimenta utilizada por esse grupo, no leilão anunciado para ajudar as vítimas das enchentes em SC? Não se preocupem, as camisas, com duas ou três exceções, não terão uma gota de suor – estarão intactas, prontas para usar…

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Força para os botafoguenses de SC

22 28UTC 11pmFri, 28 Nov 2008 12:50:55 +0000ç2008, 2008 · Deixe um comentário

             sul-2007-028

Fora de campo, uma breve mensagem de solidariedade do FogoEterno ao povo catarinense, em especial aos (muitos) torcedores alvinegros de lá e aos integrantes do clube S.E.R. Botafogo, pertinho da bela cidade de Pomerode, um dos municípios mais atingidos pelas tempestades que devastaram o estado.

Mas que os jogadores alvinegros não tenham a mesma solidariedade dentro de campo, nesse domingo, contra o figueirense.

Em tempo: por motivos óbvios, após a Copa do Brasil, em Santa Catarina sou mais o Avaí.

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Que coisa…

22 28UTC 11amFri, 28 Nov 2008 11:40:19 +0000ç2008, 2008 · 2 Comentários

Impressionante.

Até as 12h30 de sexta-feira, o site oficial do Botafogo não havia noticiado a eleição do novo presidente do Botafogo.

No site Botafogo no Coração, a notícia alvinegra de maior destaque era a participação do supervisor Márcio Touson na comissão que supervisionará os estádios do próximo campeonato carioca.

Confiram:

www.botafogonocoracao.com.br

Que coisa, hein?

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Bebeto na ESPN: o que ele (não) disse

22 27UTC 11pmThu, 27 Nov 2008 22:23:55 +0000ç2008, 2008 · Deixe um comentário

                             botabebeto

Nessa quinta-feira, na hora do almoço, enquanto ocorria a eleição de seu sucessor em General Severiano, o presidente do Botafogo estava participando de programa na ESPN Brasil, em São Paulo.

Bebeto dizia estar levando a prestação de contas da sua gestão, que será publicada no site do clube em breve, e também um calhamaço de documentos para mostrar a forma que o Botafogo participou, e ganhou, a licitação para administrar o Engenhão.  

Ficou no estúdio, à disposição dos comentaristas da emissora, acionado para todo e qualquer assunto. Foi convidado até a palpitar sobre a idoneidade do ex-presidente dos urubus, Edmundo Santos Silva – gastou uns três minutos para dizer que não tinha o que falar sobre o ex-cartola.

Aliás, como o Bebeto é prolixo, não? Quando começa a falar sobre um assunto, se estende em demasia. Quer dar as explicações nos mínimos detalhes, levando os seus entrevistadores à loucura, especialmente na televisão, onde o tempo vale ouro.  Resultado: acaba sempre interrompido e frustrado por não ter 12 horas para falar.

Além da prolixidade, eis a análise do FogoEterno do que disse (e, importante, o que não disse) o nosso futuro ex-presidente:

1. O QUE ELE DISSE

Sem Engenhão, não há salvação: Bebeto garantiu que o estádio é a única forma de o Botafogo se tornar um time viável, com fontes de renda que garantam a sobrevivÊncia e a sustentabilidade do clube. Afirmou que fez contratos válidos até o início de 2009, para que o próximo presidente fique à vontade para renegociá-los. Mas não disse o porquê de ter conseguido resultados tão, digamos, modestos no aproveitamento do estádio.

* Mala branca, tudo bem: Após ouvir a declaração de Leandro Guerreiro que seria bom receber uma grana de outro time para ganhar do figueirense, o presidente alvinegro lavou as mãos e indicou o caminho das pedras. Depois de destacar o caráter ilibado do Guerreiro e expor a divergência entre o Cuca e o departamento médico no ano passado que comprometeram a temporada de 2008 do volante, afirmou que não tem como condená-lo pela atitude de aceitar o in$$entivo. E disse que isso deve acontecer por meio dos procuradores dos jogadores, não passará pela presidência nem pela comissão técnica.

2. O que ele NÃO disse:

* Bebeto não deu satisfações sobre previsão de pagamento dos salários atrasados, apenas limitou-se a culpar novamente a crise internacional.

* Não fez qualquer comentário aprofundado sobre as eleições no Botafogo, nem mesmo daquele jeitão protocolar que compete ao presidente do clube. Pior: não desejou nem “boa-sorte” ao novo presidente, sequer citou o seu nome.

* Não revelou o que vai fazer depois de encerrado o mandato. Mas não negou a possibilidade de aceitar o convite para trabalhar no atlético-mg: pelo contrário, destacou sua amizade com o novo presidente do galo. O que o FogoEterno acha? Que o Bebeto estará em Belo Horizonte já nos primeiros dias de janeiro.

3.E o que ele disse e que NÃO precisava ter dito:

* Para Bebeto, foi pênalti do zagueiro do Cruzeiro no urubu Diego Tardelli. Mesmo que todo mundo da mesa da ESPN tenha discordado dele e que as imagens da emissora, em câmera exclusiva,  insistissem em desmenti-lo.

Moral da história: Em uma entrevista longa como essa, a paixão do Bebeto pelo Botafogo e o seu senso de honestidade saltam aos olhos.  E a sua intransigência também.

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Retrospectiva 2008: Os melhores jogos

22 26UTC 11pmWed, 26 Nov 2008 14:55:46 +0000ç2008, 2008 · 5 Comentários

Enquanto os cartolas se engalfinham em General Severiano, o FogoEterno continua com a retrospectiva alvinegra de 2008. Eis, abaixo, os melhores momentos da temporada, para vocês comentarem, discordarem ou simplesmente lembrarem das poucas alegrias desse ano:

1. Botafogo 2 x 0 fluminense – semifinal da Taça Guanabara (16/2)

creujogo

O jogo do desafogo, do desabafo, de lavar a alma. O jogo do créu.

Como o time jogou bem! Aplicado, procurando a vitória o tempo inteiro. O grande jogo do Ferrero e do Renato Silva, que anularam os badalados Thiago Neves, Washington, Leandro Amaral e Dodô (os três tenores, lembram?). Ótimo trabalho do Cuca. O nó na garganta por conta da traição do ex-centroavante alvinegro foi desatado de forma emocionante: “Vou festejar o teu sofrer, o teu penar…” – a maior vaia do ano no Maracanã. Claro que o título da Taça Rio, contra o mesmo adversário, foi igualmente arrebatador, mas, descontada a emoção, o jogo foi muito ruim, ao contrário do primeiro confronto.  

2. Coritiba 0 x 1 Botafogo – Brasileirão (6/9)

Uma partida épica, de altíssimo nível técnico, com o adversário na ponta dos cascos, impulsionado pela torcida. O Botafogo demonstrou uma raça incomum, além de inteligência e vontade de ganhar o tempo inteiro – talvez tenha sido a melhor partida de Lúcio Flávio no ano. E o golaço do Thiaguinho, a la Josimar, é para ver e rever.

3. Botafogo 3 x 0 flamengo – semifinal Taça Rio (13/4)

Porque era importante, naquele momento, tentar superar o trauma da Taça Guanabara com uma vitória expressiva em cima deles. E, como os urubus já estavam na final, só nós tínhamos a perder nessa partida. Ganhamos, e ganhamos jogando bem.

4. Botafogo 1 x 0 Palmeiras (10/8) – Brasileirão

Um grande jogo, que o Botafogo soube usar como poucas vezes a força da torcida e o fator campo, pressionando o adversário e se impondo o tempo inteiro.

5. Atlético-MG 2 x 5 Botafogo (27/8) – Copa do Brasil Sul-Americana

Um jogo aberto, quase um coletivo, bom de assistir pela tevê, que se tornou fácil graças à técnica de nossos jogadores, técnica que insiste em sumir em outras partidas. E um golaço, por cobertura, do Lúcio Flávio.

Menções honrosas:

* Botafogo 1 x 0 fluminense (final da Taça Rio)

* Botafogo 3 x 2 vasco (Taça Guanabara, golaço do Zé Carlos, que ilusão…)

* Botafogo 3 x 2 flamengo (Taça Rio, eles, com os reservas, fim do tabu de 4 anos), 

* Botafogo 7 x 0 Macaé (Wellington Paulista, o grande artilheiro, que ilusão…)

* São Paulo 2 x 1 Botafogo (o jogo do Morumbi, no turno do Brasileirão)

                                                                 ***

Olha o acréscimo do Vieira, gente!

Sejamos realistas. Analisando o post do meu caro Pereira, percebo que tivemos um ano razoável se formos colocar na balança os investimentos de um lado e o retorno do outro. Melhor que a Ferrari, que gastou milhões de dólares e não levou o título (he-he-he). Ah, e a final da Taça Guanabara, conhecida como o jogo do ”chororô”, mas que na verdade foi a decisão do roubo, foi um jogaço!

Vieira

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Ainda o chororô rubro-negro: Que papelão!

22 25UTC 11pmTue, 25 Nov 2008 21:51:52 +0000ç2008, 2008 · 2 Comentários

A maior torcida do mundo, claro, teria que ter o maior chororô do mundo. Mas está demais, não?

 É simplesmente patético o nível atingido por Kleber Leite & corja urubulina desde domingo para tentar detonar o Simon… tô ficando até com pena do juiz gaúcho. E, pior, a imprensa toda vai na onda e só fala em “pênalti clamoroso”, “erro gritante”, quando o lance é, no mínimo, duvidoso.

Muito mais escandaloso, e com repercussão muuuuuuuuuuuuuuuuuuito menor, foi a gatunagem praticada pelo Beltrami na final do Carioca de 2007. Sem contar, claro, o reincidente Marcelo de Lima Henrique.

Mas, enfim, aproveito essa inacreditável demonstração de parcialidade da flapress para abrir espaço ao diretamente envolvido nessa tramóia rubro-negra: o presidente do Cruzeiro, que divulgou hoje uma carta sensacional, com caneladas e ironias na dose certa. Vale a pena ler – eis a íntegra, abaixo.

                                                                  *** 

“Foi com enorme satisfação que acompanhamos domingo a brilhante vitória do Cruzeiro sobre o Flamengo no Mineirão. Nossa fanática torcida mais uma vez esteve presente e apoiou o time durante toda a partida. As manifestações que vieram das cadeiras contagiaram nossos jogadores que, outra vez, foram autênticos guerreiros. Quero agradecer aos 40 mil cruzeirenses que atenderam aos nossos apelos e compareceram ao estádio.

Mas infelizmente, a partida que no domingo era apontada por vários críticos e torcedores com a mais espetacular do ano, acabou tendo uma repercussão distorcida nos últimos dias. Os belos lances de ataque, as grandes defesas dos goleiros e os cinco gols ficaram em segundo plano diante de uma jogada polêmica. Grande parte da crônica nacional se uniu ao choro dos flamenguistas e ainda hoje só comentam um dos pênaltis não marcado pelo árbitro Carlos Eugênio Simon. A dividida do zagueiro Leo Fortunato com o atacante Diego Tardelli deixou muitas dúvidas. 48 horas depois do jogo analistas de arbitragem, jornalistas e comentaristas continuam discutindo se foi falta ou não. Chegamos ao absurdo de ouvir que o Carlos Eugênio Simon deve ser impedido de ir à Copa porque teria prejudicado o Flamengo. Mas por que a mesma veemência dos comentários não é usada para analisar outros lances em que o time carioca pode ter sido favorecido?

A falta desleal de Toró em Ramires merecia apenas o cartão amarelo ou aquela entrada covarde deveria ter sido punida como cartão vermelho? E a falta dentro da área do mesmo Toró no Thiago Ribeiro não foi pênalti? O que muito nos estranhou foi ver em vários programas de televisão esse lance ser mostrado por apenas um ângulo, sem as imagens de detalhe que são gravadas na beira do campo e por câmeras posicionadas atrás das traves.

Erros de arbitragem acontecem em todos os jogos do Campeonato Brasileiro e vão continuar existindo, infelizmente. Em algumas partidas os erros são grosseiros e acabam influindo diretamente no resultado. No primeiro turno, no encontro entre Portuguesa e Flamengo, no Canindé, o árbitro Evandro Rogério Roman validou dois gols rubro-negro ilegais, em jogadas que tiveram toque de mão de atletas cariocas. Mas a repercussão daquele jogo não foi nem de longe do tamanho que estamos vendo agora. Por que?

Os times de Minas Gerais já foram prejudicados em inúmeras competições contra equipes do Rio. Podemos lembrar facilmente de vários exemplos: a perda do Brasileiro de 74 pelo Cruzeiro contra o Vasco e até mesmo as arbitragens favoráveis ao Flamengo contra o Atlético-MG na final de 80 e na Libertadores de 81, mas parece que esses são jogos “esquecidos” no Rio de Janeiro.

Se o Cruzeiro conseguir a classificação para a Libertadores de 2009 vai ser única e exclusivamente por mérito do nosso time. Até aqui, é a equipe que mais venceu no Brasileiro ao lado São Paulo (20) e tem duas vitórias a mais do que o Flamengo. Aliás, justamente as duas contra eles nesse Campeonato.

Um abraço

Alvimar de Oliveira Costa”

                                                         ***

Isso é que saber tirar onda!

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Não que eu esteja com saudades, mas…

22 25UTC 11pmTue, 25 Nov 2008 17:32:59 +0000ç2008, 2008 · 2 Comentários

 Alguém viu o Gil?

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Uma missão para o Túlio

22 24UTC 11pmMon, 24 Nov 2008 15:50:59 +0000ç2008, 2008 · 6 Comentários

Imaginem a situação, cada vez mais concreta, na última rodada do Brasileirão.

Eles precisando desesperadamente de um tropeço do Palmeiras no último jogo para poder disputar a Libertadores.

No placar do Parque Antártica, 0 x 0.

O que fazer?

Perder, claro. Mas tem que saber perder, não precisa fazer gol contra.

Daí a minha petição:

Eu, torcedor do Botafogo há 37 anos, autorizo o jogador e torcedor alvinegro Túlio a derrubar Alex Mineiro na área e cometer pênalti, garantindo assim a vitória do clube paulista e frustrando os sonhos urubus.

Sem violência, Túlio: basta um empurrão bem escandaloso, na frente do juiz (que só não marcará se for o Beltrami ou Marcelo de Lima Henrique). Importante: não repasse essa missão para nenhum companheiro – se for o Triguinho, bem capaz de ele dar um carrinho fora da área. 

E, como nenhum goleiro botafoguense pega um pênalti há pelo menos dois anos, o gol estará garantido. E a vitória, sacramentada.

O resultado adverso na última rodada certamente será compreendido pela nossa torcida. Que terá ao menos um gostinho de vingança no final da temporada.

Pelo amor de Deus, não inventem de jogar bola e ganhar esse jogo – não nos decepcionem novamente. Por este ano, chega.

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Domingo feliz!

22 24UTC 11amMon, 24 Nov 2008 01:47:00 +0000ç2008, 2008 · 1 Comentário

Para o domingo ser mais feliz, só se o fruzinho tivesse perdido no Beira-Rio. Como isso não ocorreu e o vascozinho ganhou a extrema-unção do Muricy, eis algumas reflexões pós-rodada sobre o inimigo que realmente importa:

                                                                      ***

O FogoEterno apurou que, descontrolado emocionalmente com a arbitragem de Carlos Eugênio Simon, Kleber Leite já exigiu e a CBF, prontamente, irá atender: as duas últimas partidas do framengo serão apitadas por Marcelo de Lima Henrique e Djalma Beltrami. A CBF também concordou com o outro pedido do cartola urubu: o último jogo, marcado para a Arena da Baixada contra o Atlético-PR, será transferido para o Maracanã pelo fato de o estádio paranaense não oferecer o mínimo de segurança para abrigar duas torcidas rubro-negras ao mesmo tempo.

                                                                       ***

Quem com apito amigo fere, no início da temporada, com o apito amigo será ferido no final do ano. De novo, com Diego Tardelli. De novo, no último minuto da partida. A praga alvinegra, mais do que nunca, entrou em ação – com requintes de crueldade.

                                                                       ***

Coisas que não têm preço: ver o RMP, Rubro-Mengo Profissional no SporTV, dizendo ”O flamengo jogou hoje pela janela a sua chance de ganhar a vaga da Libertadores”, e, tresloucado, impedir alguém de discordar dele sobre o suposto pênalti não-marcado a favor do framengo e negar, de forma veemente e furiosa, o que a imagem teima em mostrar: a penalidade claríssima cometida pelo chuvisco no Thiago Ribeiro. O que os torcedores do Cruzeiro acharam dessas cenas explícitas de flamengada num canal esportivo que é veiculado em todo o território nacional? 

                                                                            ***

              Agora, cantem comigo:

              “E ninguém cala

                                         esse chororô

              chora Kleber Leite

                                         chora Caio Júnior

              chora o torcedor…”

                                                                ***

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Botafogo 2 x 2 Atlético-PR: Dez minutos para 2009

22 22UTC 11pmSat, 22 Nov 2008 20:31:48 +0000ç2008, 2008 · 4 Comentários

                            zarate4

Do ponto de vista antropológico, foi deveras enriquecedora a experiência de assistir a um jogo do Botafogo ao lado de dois vascaindos que, por conta da tabela, torciam desesperadamente pelo Glorioso. E isso não é figura de linguagem.

- Isso, Lúcio Flávio, capricha na falta! Golaço!

Gritou um deles no primeiro tempo, antes de vibrar com o primeiro gol.

- Valeu, baleia!

Complementou o outro no segundo gol, marcado pelo Zárate. E eu só erguia as sobrancelhas, observando a vibração cruzmaltina com a estrela dos outros. Limitei-me a comentar:

- Vocês estão confiando muito. Eu conheço esse time…

Não deu outra. Logo, eles estavam lamentando:

- Como é que deixa empatar o jogo e tomar gol de escanteio???

Completei:

- É assim, meus caros. Bem-vindo ao clube. Por isso que eu sempre digo: torcer por time ruim, só torço pelo meu. Pelo menos já sei o que esperar e o que NÃO esperar de cada jogador.

Dito e feito. Quando Zé Carlos pegou a bola sozinho na grande área e teve a chance de desempatar pela terceira vez no finzinho do jogo, eles se empolgaram:

- Chuta, chuta, capricha!

E o chute do reserva de estimação do Ney Franco saiu reto, pela lateral… do outro lado do campo.

- Meu Deus, como é que dá um chute desses?

Eu respondi:

- Se fosse só um… Foram muitos outros, durante o ano todo…

Essa experiência foi o que houve de mais divertido na minha observação da partida. Porque só deu para levar a sério o time nos últimos dez minutos do primeiro tempo, quando o Botafogo “encaixou” e fez uma série de jogadas perigosas e bem trabalhadas, com participação efetiva de Zárate (no pivô), Lucas Silva, Lúcio Flávio, Túlio Souza e Alessandro – os gols só não surgiram por conta das boas defesas do goleiro deles.

Esse momento particular da partida, caso continuado no segundo tempo, teria garantido uma vitória tranqüila e mostrou, em uma visão beeeeeeeeeeeeeeeeeeeeem otimista, uma possível mudança de posicionamento dentro de campo, com a volta dos toques rápidos e envolventes em direção à área do adversário, a característica mais marcante do time de 2007 e praticamente sumida em 2008. Se, em 2009, o Ney Franco conseguir que seu time mantenha novamente esse padrão, até que o ano pode trazer alguma alegria. Caso contrário…

Caso contrário, será novamente o deus-nos-acuda observado no início do segundo tempo, com uma defesa desarvorada (tudo bem, eram os reservas), prejudicada pela contusão do Leandro Guerreiro, e um poder nulo de contra-ataque. Mesmo assim, o time conseguiu uma bola na trave (Fábio, nosso homem-quase-gol) antes de ceder o empate e voltar a assistir ao Atlético-PR jogar.

Como eles jogaram? Para mim, foi assim:

Renan – Boas participações, algumas falhas, a mais grave ao errar uma rebatida dentro da área no segundo tempo. Mas demonstra comprometimento o tempo inteiro. Nota 6

Alessandro – Bom retorno na parte ofensiva, mas muitos buracos na marcação. Nota 5

Emerson – Fraquinho esse peixe do Ney Franco. Nota 4

Edson – Melhor do que seu companheiro no primeiro tempo, uma furada histórica no segundo. Nota 4

Triguinho - “Ai, ai, ai, está chegando a hora…” Só faltam dois jogos! Nota 2

Leandro Guerreiro – Bem no primeiro tempo, depois, com a contusão, foi se apagando. Nota 5 Foi substituído por Renato Rodrigo Sá, que não fez nada. Sem nota

Túlio Souza – Partida razoável. Mas as brigas com a bola continuam assustando. Nota 5 Deu lugar ao Zé Carlos.

Eduardo – Depois de um começo ridículo, melhorou bastante, quando resolveu parar de desfilar e jogar futebol. Se jogasse sério o tempo inteiro, seria um jogador muito útil ao time. Mas a cabecinha… Nota 5,5 Saiu para a entrada do Fábio, que se ganhasse salário, teria muito mais dinheiro na conta se fizesse a opção por receber a cada bola que consegue meter na trave. Nota 5

Lucas Silva – Uma boa partida. Dá velocidade ao time e, ao contrário do Eduardo, sempre joga com seriedade. Mas desconfio que nossas expectativas sobre ele sejam muito maiores do que o rapaz possa efetivamente produzir. Nota 6

Lúcio Flávio – Enfim, acertou a cobrança de falta que errou o ano inteiro. Também fez direitinho a jogada ensaiada do segundo gol. No mais, o vaga-lume de sempre. Nota 6

Zárate - Útil ao time, como pivô e nas cabeçadas - duas o goleiro pegou, a outra foi nas redes. Continua a demonstrar comprometimento incomum, ainda mais para quem não ganhou nenhum salário na data certa desde que veio da Argentina. Mas, fora da área, comove mais pelo esforço de disputar uma competição em faixa diferenciada dos outros atletas – tipo, no judô, colocar um meio-leve para enfrentar os pesados. No nosso caso, infelizmente, é o contrário. Nota 7 

Zé Carlos  – Um chute bisonho e uma ótima entrevista ao final da partida. Lúcido e articulado, é meu candidato para substituir a anta do Muller no SporTV – já a partir da próxima rodada, por favor. Nota Zero (como jogador), Nota 8 (como comentarista).

Ney Franco – Acertou o time no primeiro tempo, mas se permitiu tomar um nó tático do Geninho na segunda etapa. Pode? Não pode. Nota 4

Geninho – Só de vê-lo no Engenhão me deu calafrios. Bem, pelo menos, um consolo: havia alguém no Engenhão que era mais pesado que o Zárate. Nota 10 (toneladas).

Pedro Oldoni e Rafael Moura – Olha que nós temos centroavantes ruins, mas esses dois do Atlético-PR, meu Deus, não servem nem para pebolim. Se não fosse por eles, teríamos sido novamente derrotados. Valeu, Geninho!

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Porque o Ney é Fraco – e não falo mais nisso

22 20UTC 11pmThu, 20 Nov 2008 23:18:26 +0000ç2008, 2008 · 5 Comentários

                            neyfranco1

Alguns amigos alvinegros ficaram chocados com o luto explicitado no mais recente post.

Acham que peguei pesado com o Ney Franco (não falaram nada sobre o Fábio Fabuloso, ainda bem). Até mesmo o Vieira saiu da mesinha dele na repartição para protestar contra o luto.

“É muito exagerado, parece coisa da Mancha Verde”, detonou o Vieira.

Aproveito, então, para resumir os motivos que me levam a desejar o Ney fora de General Severiano.

O principal deles, todos percebemos ao longo do Brasileirão, foi a sua falta de coragem para fazer as mudanças necessárias e insistir na escalação de um time que já não existia mais – e, talvez, nunca tenha existido. Qual é o time do Ney Franco? Como ele gosta de armar sua equipe? Não conhecemos – pois ele insistiu com o time do Cuca, um time que já padecia de fadiga crônica e instabilidade emocional. Não fez nenhuma grande alteração tática. Ficou na base do “se colar,colou”.

Mas há outras:

* A extrema cautela, para usar um eufemismo, na hora de fazer substituições, sempre optando pelas troca do 6 pelo meia-dúzia – que, para nossa infelicidade, é quase sempre o Zé Carlos.

* A dificuldade de “ler” o jogo e surpreender o técnico adversário com inversões de posicionamento durante as partidas.

* Algumas decisões tecnicamente equivocadas – a mais visível delas, claro, a inexplicável barração de Ferrero e a contratação do chapa Emerson para a zaga, que provocou a saída do argentino.

Mas há um problema maior, que é perceptível para quem já prestou atenção nas entrevistas do treinador. E pode ser resumido em uma palavra: vaidade.

* O Ney está deslumbrado pelo fato de treinar o Botafogo. Antes de ser chamado para substituir Geninho, estava desempregado – parecia condenado a entrar no circuito do segundo escalão, pulando de Coritiba para Atlético-PR, Vitória, no máximo um Atlético-MG, quem sabe um náuticozinho da vida. No fundo, ele sabe que não tem cabedal para comandar um time ainda capaz de atrair tanta atenção na mídia nacional – a sorte lhe sorriu pela segunda vez: o convite do framengo foi um bilhete de loteria que caiu do céu para quem foi “revelado” pelo Ipatinga. E, na Gávea, só foi campeão estadual por conta do Beltrami.

Falemos a verdade: treinar os quatro grandes clubes cariocas, mais os quatro grandes paulistas e (um pouco menos) os dois gaúchos, é estar nas vitrines mais iluminadas do futebol brasileiro. Tudo que ocorre no Botafogo, mesmo com salários atrasados, vira notícia com maior amplitude do que fatos provenientes de outros clubes com muito mais infra-estrutura e poder financeiro, como, por exemplo, o Cruzeiro. A parte mais influente da mídia esportiva está concentrada no Rio, mais até do que em  São Paulo. E é dessas redações que as notícias se espalham para todo o Brasil. É assim que se constrói uma carreira, mesmo que o trabalho em si não seja lá essas coisas – o seu nome fica permanentemente em evidência.

É por esses motivos, portanto, que considero o Ney fraco para comandar o time alvinegro em 2009. O que ele chama de fascínio, eu chamo de deslumbramento.

E lamento ainda mais a decisão da nova diretoria de sequer cogitar uma conversa com outros técnicos de grande potencial – Mancini, Dorival Júnior, Estevam Soares – e fechar com o primeiro disponível, quase que por uma questão de comodidade e cumplicidade trazida pela dívida (claro, é bem mais fácil enrolar o cara que já está lá dentro do que trazer um de fora para correr o risco de criar um novo Carlos Alberto).

Isto posto, sem nenhuma expectativa para o ano que vem, vamos em frente, de olho na “renovação” prometida pelo Ney.

E, para encerrar, para desespero do Vieira, chuto o balde de vez: se era para apostar na continuidade, eu preferia o Cuca.

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Ney Franco renovou. Fábio também

22 20UTC 11pmThu, 20 Nov 2008 15:13:32 +0000ç2008, 2008 · 3 Comentários

lutoney

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Três argentinos e um uruguaio < Um Argentino

22 20UTC 11pmThu, 20 Nov 2008 13:35:08 +0000ç2008, 2008 · 2 Comentários

Uma rápida constatação.

Ferrero, Escalada, Zárate e Castillo, juntos, não produziram ao longo de 2008 nem metade do que D´Alessandro fez pelo Internacional em menos de seis meses.

Conseqüência direta: o Colorado está nas finais da Sul-Americana.

Nós estamos em frente à televisão.

E dois dos nossos argentinos já foram embora, o que ficou não parece que entrará em forma até 2009.

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Decisão do STJ sobre o Botafogo

22 19UTC 11pmWed, 19 Nov 2008 17:45:59 +0000ç2008, 2008 · Deixe um comentário

Não entendi nada, mas parece que é notícia boa, do site do STJ, repassada generosamente por uma atenta amiga tricolor. Se alguém puder traduzir o juridiquês, eu agradeço.
Botafogo tem penhora sobre mensalidades desconstituída

O ministro Fernando Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), desconstituiu a penhora sobre as mensalidades dos sócios do Botafogo Futebol Clube. Decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro havia permitido a penhora sobre 10% da renda bruta proveniente das mensalidades dos sócios proprietários do clube.

A penhora em dinheiro se deu em detrimento da penhora de três vagas de garagem oferecidas pelo clube. Tal medida ocorreu no curso de uma ação de execução para saldar uma dívida de R$ 39,986,58. O juízo de primeira instância havia fixado em 20% sobre a renda do clube.

O Botafogo Futebol Clube interpôs agravo de instrumento contra a decisão do terceiro vice-presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que indeferia o processamento do recurso especial. De acordo com o relator, muito embora a Corte admita a penhora sobre a renda, não houve nomeação de administrador, apresentação de forma de administração e esquema de pagamento.

De acordo com o ministro, não há como “subsistir a constrição”, ressalvando-se, no entanto, a possibilidade de que tal medida venha a ser futuramente adotada, desde que preenchidos os requisitos legais.

O recurso especial do clube deve ser analisado pela Quarta Turma.”

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Três maneiras de dizer adeus

22 18UTC 11pmTue, 18 Nov 2008 20:12:31 +0000ç2008, 2008 · 1 Comentário

Carlos Alberto foi embora. Previsível.

Ferrero foi embora. Lamentável.

Túlio está na mira do curíntia. É uma pena, mas talvez a transferência faça bem a ele.

Lúcio Flávio, segundo seu empresário, está na mira do Sport, Santos, Palmeiras, Cruzeiro, futebol da Holanda, Coréia, Japão, Milan, Manchester United, Real Madrid, Ferroviária de Araraquara, Tuna Luso e Calouros do Ar – com mais chance, na minha opinião, de fechar com um desses três últimos.

Ney Franco diz que está na mira do Coritiba e do Cruzeiro, mas está louco para ficar.

Triguinho, infelizmente, só está na minha mira.

Aos que vão embora por livre e espontânea vontade, e também aos que ficam inventando propostas para valorizar o passe, o FogoEterno dedica três músicas. Cada uma delas corresponde a um jogador – e vocês saberão muito bem fazer a associação correta…

                                                                   *****

Despedida

(Roberto Carlos – Erasmo Carlos)

Já está chegando a hora de ir
Venho aqui me despedir e dizer
Em qualquer lugar por onde eu andar
Vou lembrar de você

Só me resta agora dizer adeus
E depois o meu caminho seguir
O meu coração aqui vou deixar
Não ligue se acaso eu chorar
Mas agora adeus

                                                        ****

Bilhete

(Ivan Lins)

Quebrei o teu prato, tranquei o meu quarto

Bebi teu licor

Arrumei a sala, já fiz tua mala

Pus no corredor

Eu limpei minha vida, te tirei do meu corpo

Te tirei das entranhas

Fiz um tipo de aborto

E por fim nosso caso acabou-se, está morto

Jogue a cópia da chave por debaixo da porta

Que é pra não ter motivo

De pensar numa volta

Fique junto dos teus

Boa sorte, adeus

                                                            ****

Não Aprendi Dizer Adeus
(Leandro & Leonardo)

Não aprendi dizer adeus
Não sei se vou me acostumar
Olhando assim nos olhos teus
Sei que vai ficar nos meus
A marca desse olhar

Não tenho nada pra dizer
Só o silêncio vai falar por mim
Eu sei guardar a minha dor
Apesar de tanto amor vai ser
Melhor assim
Não aprendi dizer adeus mas
Tenho que aceitar que amores
Vem e vão são aves de verão
Se tens que me deixar que seja
Então feliz
Não aprendi dizer adeus
Mas deixo você ir sem lágrimas
No olhar, se adeus me machucar
O inverno vai passar, e apaga a cicatriz.

                                                     *****

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