Diguinho afirmou na quarta-feira que não deseja jogar pelo flamengo.
Folgo em saber.
Agora, que tal se ele voltar a jogar pelo Botafogo?
Diguinho afirmou na quarta-feira que não deseja jogar pelo flamengo.
Folgo em saber.
Agora, que tal se ele voltar a jogar pelo Botafogo?
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Etiquetado: Diguinho, Diguinho no Flamengo
De Leandro Guerreiro, ao voltar para o segundo tempo do jogo contra o Engenhão na fatídica noite dessa quarta-feira:
- O time do São Paulo tem enorme qualidade…
De Leandro Guerreiro, depois da derrota para o Estudiantes, ainda na Argentina:
- O Verón é um craque, é impossível marcá-lo durante 90 minutos.
Apenas dois exemplos recentes, vindos de um mesmo jogador, de como o Botafogo ainda se apequena nas partidas decisivas. Os próprios jogadores assumem posição de inferioridade e demonstram isso dentro e fora de campo.
Ainda mais quando respaldados pelas atitudes do presidente do clube. Tomemos o caso dessa quarta-feira como exemplo: em vez de “costurar por dentro” e arrancar uma punição exemplar ao árbitro (apenas para que outros tenham medo, no futuro, de cometer falhas tão graves), assume posição de torcedor e sai de sua posição de presidente para gritar na orelha do bandeirinha, um ato inócuo e, falemos a verdade, patético.
Complexo de vira-lata, eis o grande desafio a ser vencido pela próxima diretoria.
Os elogios do Rogério Ceni ao Renan, no final da partida, também são exemplo disso. As palavras de incentivo (“é um grande goleiro, poucos têm a qualidade de reposição de bola que ele tem, falhou mas isso acontece”) parecem sinceras, mas na verdade estabelecem de forma clara uma posição de superioridade do adversário em relação ao time alvinegro.
E não há nada pior do que entrar em uma competição, mesmo com uma bela história e tradições até maiores do que os supostos grandes times, sendo tratado como café-com-leite.
Inclusive, involuntariamente, pelos seus próprios dirigentes e jogadores.
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O destino pode ser caprichosamente cruel.
Quem diria que, no final de 2008, o Botafogo perderia um jogo importante pelos mesmos fatores que derrubaram o time em 2007:
- Falha grosseira do goleiro
- Erro grosseiro da arbitragem
- Vulnerabilidade defensiva no contra-ataque
- Descontrole emocional (sim, essa é para você, Bebeto)
Somados a esses três itens, o principal deles, mas que infelizmente ficará encoberto pelos problemas mais visíveis do jogo e que renderão dias de discussão desgastante e inútil: a incompetência do técnico do time na hora de escalar os onze titulares.
E é sobre isso que prefiro falar por aqui: o maior responsável pela derrota do Botafogo para o São Paulo chama-se Ney Franco.
Escalar três zagueiros e três volantes para jogar em casa, quando o time precisava da vitória, é de uma sandice inominável. E, além desses seis, ainda entregar a camisa 10 para Zé Carlos representa uma piada sem-graça, amarga.
Porque o Botafogo, com essa escalação, já entrou derrotado. Confiar todo o “poder de ofensividade” a Wellington Paulista e Jorge Henrique chega a ser um crime de lesa-torcedor.
Se eu tivesse ido ao Engenhão, pediria o dinheiro de volta assim que a escalação foi divulgada.
Resultado dessa covardia defensiva? Um passeio do time tricolor, com domínio total do meio-de-campo e o Botafogo pressionado, encolhido, assistindo de forma atabalhoada e perplexa, o desfile dos bambis: São Paulo Fashion Week em pleno Engenhão.
Ao perceber a linha de três zagueiros, o tricolor paulista alugou o meio-de-campo e desandou a chutar de fora da área, com Hernanes e Jorge Wagner – este último acertou um tiro no canto, que o Renan conseguiu salvar na ponta dos dedos, talvez a sua defesa mais difícil com a camisa alvinegra.
E o Botafogo? Sem ninguém para armar e nem acertar três passes consecutivos, o time só escapou da derrota parcial por um milagre. Apenas aos 31 minutos, o time conseguiu encadear quatro passes certos no ataque… e Alessandro escorregar e cair sentado, diante de seu marcador. Esse lance foi o retrato do primeiro tempo.
Jogadas perigosas? Só dois chutes desgovernados do Zé Carlos e um ataque aos 40 minutos, graças ao primeiro passe certo do Camisa 10, que resultou em escanteio.
E o que o Ney Franco achou dos primeiros 45 minutos? Ele gostou! “O jogo está equilibrado, as duas equipes estão jogando bem”, disse o nosso treinador. Fiquei com mais pena ainda de quem pagou ingresso.
Começa a segunda etapa e o Ney continua com o mesmo time, apesar da incrível dificuldade do Edson e do Leandro Guerreiro em conter o veloz ataque do time paulista. Somente aos 10 minutos, Ney Franco resolveu agir e fez duas mudanças: Fábio no lugar de Zé Carlos; Luciano Almeida substituindo Edson. O time melhorou instantaneamente e já tinha maior domínio quando…
Não, não vou culpar o Renan pela falha na reposição de bola que gerou o primeiro gol do São Paulo. Claro que foi o erro típico de um goleiro inexperiente, que está amadurecendo em público, passando por testes de fogo a cada partida. Mas, francamente, vocês acham que o Castillo teria resistido ao bombardeio são-paulino do início do jogo? Claro que não!
É uma falha terrível, mas que ficará como lição para o jovem goleiro alvinegro. É uma cicatriz a ser carregada – e lembrada, de tempos em tempos, para que ele não cometa mais esse erro.
(E não podemos também tirar o mérito do são-paulino Jean, que se aproveitou da falha e fez um golaço, num chute de rara categoria e precisão)
Na base da raça, e chegando ao ataque pela primeira vez com quatro jogadores, o Botafogo conseguiu empatar graças á esperteza do Wellington Paulista, após uma trombada de Fábio com Rogério Ceni. O time novamente dominava o jogo quando cometeu outra falha por displicência: Diguinho perdeu a bola, Leandro Guerreiro saiu correndo feito desesperado, mas a cena já estava escrita desde o início, com um gol de Hernanes.
Duas falhas individuais, dois gols do São Paulo.
A entrada de Lucas Silva deu maior volume e mobilidade ao time. Jorge Henrique passou a se movimentar com mais perigo e os ataques eram feitos em bloco – como deveria ter sido, desde o início. Foi assim que o Botafogo chegou ao gol de empate, erradamente anulado pelo bandeirinha, que enxergou um corta-luz no chute de Lucas. Okay, o Wellington levantou o pé, mas DEPOIS que a bola passou por ele – e nem próxima ao centroavante a bola passou. Um erro crasso, talvez o maior já sofrido pelo Botafogo dentro de seu estádio. E uma nova cicatriz na nossa pele.
Ao meu ver, porém, isso não justifica a atitude do Bebeto de ir até o campo e, totalmente descontrolado e aos berros, xingar o bandeirinha. Porque invadir o próprio estádio é um ato desesperado que desperta, imediatamente, a antipatia da mídia e não resolve absolutamente nada. Se o Bebeto precisa desabafar, que o faça em seu camarote ou no vestiário – jamais dentro de campo.
A verdade, meus caros, é que, sem Carlos Alberto nem Lúcio Flávio, e um treinador que não dá chance de verdade aos seus reservas, as chances do Botafogo nessa partida eram bem reduzidas. E o empate, que teria sido obtido com o gol anulado, não faria grandes diferenças para a classificação.
Vamos à Sul-Americana 2008 e 2009. É o que nos resta torcer.
E que o G-4 siga assim, com esses integrantes, até o final da competição.
Como eles atuaram?
Renan – Ótimo primeiro tempo, falha terrível na segunda etapa. Nota 5
Alessandro – Lerdo e sem poder ofensivo. Nota 4
Renato Silva – Esforçou-se, mas sem muito foco. Nota 4
André Luis – O melhor da zaga, ainda quase fez um golaço de falta. Nota 6
Edson – Lento e mal posicionado. Três zagueiros para quê? Nota 3 Deu lugar a Luciano Almeida, que não acrescentou quase nada. Nota 4
Túlio – O melhor volante no primeiro tempo. Só não conseguiu apoiar com eficiÊncia de outrora. Nota 5 Foi substituído por Lucas Silva, que deu velocidade e fez o gol anulado. Nota 6
Leandro Guerreiro – Voltou a ser o LG de 2008. Pena. Nota 4
Diguinho – Uma das piores atuações do ano. Nota 4,5
Zé Carlos – Camisa 10, a que já foi do Mendonça? Que heresia. Nota 3 Saiu para a entrada de Fábio, que soube fazer o jogo de centroavante que WP não conseguiu em todo o primeiro tempo e participou do primeiro gol. Nota 6
Jorge Henrique – Primeiro tempo simplesmente lamentável e irritante. Quando o time passou a ter atacantes, melhorou – tarde demais. Nota 4
Wellington Paulista – Nulo no primeiro tempo, bem na segunda etapa. Raça premiada com o gol. Nota 5
Ney Franco - Não culpem o Renan nem o bandeirinha: ele é o responsável pela derrota. Nota 1
Bebeto de Freitas – Poderia ter encerrado o seu mandato poupando a torcida de mais uma demonstração pública de descontrole emocional, que acaba contaminando os jogadores e ofuscando as principais deficiências do grupo e da comissão técnica que contratou. Nota Zero
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O André Lima afirmou que não vai comemorar se fizer gol contra o Botafogo nessa quarta-feira no Engenhão. E ainda revelou a esperança de ouvir a torcida botafoguense gritando o seu nome antes da partida.
Bacana o teor das palavras do centroavante que faltou ao Botafogo durante toda a temporada 2008. Mas não concordo com elas.
Até porque, na verdade, ela depende da circunstância do jogador em seus respectivos clubes. Ou vocês duvidam que, caso o André Lima já tivesse caído nas graças da torcida bambi e os fizesse esquecer o Adriano por conta das dezenas de gols marcados, ele não comemoraria em alto e bom som?
O gol significa, antes de mais nada, a realização de um objetivo pessoal de curtíssimo prazo: você planejou, você realizou – mesmo que em alguns instantes de segundo. Então, extravasar a alegria pela meta alcançada, caso seja feito sem exageros, não representa desrespeito a nenhum torcedor.
Pelo contrário: a demonstração de euforia representa até uma declaração de profissionalismo e de respeito a quem, naquele momento, paga os salários do jogador. Ou, no caso do Botafogo, de quem não paga os salários.
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O FogoEterno chegou, com muito orgulho e graças exclusivamente a vocês, aos 30 mil acessos nesse início de semana. Obrigado, pessoal! Aos amigos dos blogs, aos comentaristas que sempre comparecem e aos leitores anônimos, valeu de verdade! Vocês são Gloriosos!
E, já que o presente encomendado não veio esse ano (a taça de campeão brasileiro), fiquem com dois singelos recuerdos de General Severiano. O primeiro deles, assinado acima, é do jogador que o curíntia já colocou olho-grande para 2009. Então, como parece que a transferência é apenas uma questão de tempo, aproveite as últimas rodadas do Brasileirão para gritar:
- Ah, é Jorge Henrique! Ah, é Jorge Henrique!
Que o baixinho marrento seja a nossa esperança de gols contra o São Paulo… enquanto ele não se muda para o Parque São Jorge (Henrique??)!
(Não, não há ninguém da diretoria do Fogo Eterno na foto, mas o flagrante mostra o assédio aos jogadores em General Severiano após um dia rotineiro de treinamento, mesmo com salários atrasados e campanha pra lá de irregular - imaginem se o time fosse confiável…)
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Na coluna publicada no último domingo em O Globo, o Renato Maurício Prado (também conhecido como RMP: Rubro Mengo Profissional) abre espaço para o Montenegro tentar explicar o motivo de ter tornado público o seu novo ataque de nervos.
Em versão light, o presidente do Ibope conta que “é no futebol, como torcedor, que descarrega a pressão do dia-a-dia”.
Está errado. A imprensa não é, e jamais será, o local certo para ele descarregar a pressão. E o Montenegro não é simplesmente torcedor – mas um dirigente do clube (apesar de não ter esse status formal) e ex-presidente do Botafogo. Logo, sua opinião sempre será amplificada, ainda mais quando se volta contra os jogadores alvinegros.
Na entrevista, Montenegro prometeu se afastar do futebol por tempo indeterminado. Não tenho condições de avaliar se o Botafogo terá mais perdas ou ganhos com essa decisão. Só sei que uma revelação, no final da carta, me deixou estarrecido.
Ao esclarecer a lambança feita pelo RMP em sua última coluna, quando afirmou que o Triguinho estava sem dinheiro até para a passagem de ônibus, Montenegro desfez a confusão e revelou que o jogador que passa por dificuldades financeiras é o Thiaguinho.
Tudo porque, ainda segundo o cartola, Thiaguinho recebe R$ 10 mil. Já o Triguinho não teria tantas dificuldades – afinal seus salários são de R$ 70 mil.
Vou repetir, agora bem devagar, em apenas uma frase, e em negrito:
Triguinho recebe, por mês, R$ 70 mil!!!
(quando recebe, claro, mas isso é outra história…)
Como o Botafogo assina contrato nesse valor com um jogador que tinha mostrado, ao longo da carreira, apenas a oscilação entre o mediano e o medíocre? E, pior, demonstrou, na temporada, uma inaceitável incapacidade técnica e desequilíbrio emocional?
Nessas horas, não seria melhor ficar apenas com o Luciano Almeida, que deve receber metade desse valor, e promover um lateral dos juniores – falam bem do Joaquim – para ser o seu reserva imediato? Só nessa dispensa, já economizaríamos mais de R$ 30 mil, valor suficiente para pagar um mês de atrasados de uns 30 funcionários de General Severiano.
A diferença entre o Triguinho e o Luciano Almeida é tão grande assim? Não acredito. Pelo contrário: nesse momento, pelas péssimas atuações consecutivas do titular, acho até que o L.A. merecia uma nova chance.
Já não há dinheiro, e ainda se gasta, mensalmente, fortunas com jogadores que não merecem vestir nem o colete de treinos para completar o coletivo-apronto…
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Depois de longo e tenebroso inverno (não que a gente não quisesse, mas as performances sofríveis não permitiram), eis o retorno da escolha do Herói em Cada Jogo, sempre após uma vitória alvinegra testemunhada pelo FogoEterno.
Pelo golaço que abriu a porteira (imaginem se a gente vira para o intervalo em 0 x 0 naquele calor de três da tarde, a 50graus à sombra…) e pela boa partida, Leandro Guerreiro ganha o nosso MotoRádio virtual.
Que ele continue se recuperando e acertando o pé na direção do gol - porque, se depender do ataque, o Botafogo continuará no jejum por muito mais tempo…
E, na quarta-feira contra o São Paulo, sem Carlos Alberto nem Lúcio Flávio, os volantes terão que trabalhar dobrado – no ataque e na defesa – para garantir um bom resultado.
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Túlio e Diguinho na comemoração do segundo gol: essa foto vai dar o maior Ibope
Sai, nhaca!
Sai, nhaca!
Sai, nhaca!
Pronto: depois do descarrego triplo (um para cada gol), vamos a alguns comentários sobre a vitória em cima do Ipatinga.
Ah, ao ganhar do lanterna do campeonato, o Botafogo não fez nada mais do que a obrigação? Eles são pagos para isso?
Não, meus caros, infelizmente, os jogadores não estão sendo pagos para isso nem para nada – por isso, o Zárate se recusou a viajar para Ipatinga, desesperado com a ausência de salário. Não vou tirar a razão dele, pois não sabemos as circunstâncias dessa decisão, que certamente envolveu também a família do centroavante argentino.
E, quando você deixa de receber salários e só é contemplado com promessas vazias, além de claros sinais de falta de comando, suas obrigações trabalhistas também caem por terra.
Felizmente, dentro de campo, essa inaceitável situação não se refletiu – todos os jogadores mostraram o de sempre, mesmo quando estavam com os salários em dia: muita vontade (e também muita limitação…), alguma técnica e espírito de união, ao menos na comemoração dos gols (e, no segundo gol, marcado por Diguinho, os abraços efusivos de Túlio e de Ney Franco foram sintomáticos dessa tentativa de sanar a crise deflagrada pelo Carlos Augusto Montenegro).
Num jogo de baixo nível técnico, por conta do calor e do limitadíssimo time do Ipatinga, o Botafogo teve a sorte de contar com os três volantes em tarde inspirada – e foram eles que, literalmente, fizeram o placar. Pois, quando a mediocridade imperava de ambos os lados, Leandro Guerreiro fez uma bela jogada, avançou sem marcação e disparou um chute forte, abrindo o marcador – salvo engano, foi o primeiro gol do Guerreiro nesse ano.
Menos de 20 minutos depois, após escanteio e Wellington perder um gol dentro da pequena área (eu sei que isso é pleonasmo) ao escorar de barriga, a bola sobrou na entrada da área para Diguinho que, com muita categoria, deu um drible seco e conseguiu colocar lá dentro, mesmo com 487 jogadores na sua frente: Botafogo 2 x 0.
E foram esses gols que deram tranquilidade para o time tocar a bola e, mesmo relativamente pressionado, conseguir controlar a partida até o final do primeiro tempo. Para isso, porém, foram fundamentais as participações de Renan (cada vez mais seguro, com saídas precisas) e Renato Silva. Até lá, o Botafogo teve mais duas chances concretas – uma com Wellington, outra com CAlberto – ambas desperdiçadas.
Na segunda etapa, o setor ofensivo, que tinha obrigação de puxar os contra-ataques, não conseguia acertar nada: Carlos Alberto e Jorge Henrique, apesar do esforço na marcação, não estavam bem na partida e não conseguiram emplacar uma sequência de passes em direção à área. Resultado: o Ipatinga teve maior posse de bola e passou a jogar no campo do Botafogo. E dá-lhe chuveirinho e escanteios, rechaçados por Leandro Guerreiro e, novamente, Renan.
Ney Franco fez suas alterações costumeiras, com as entradas de Thiaguinho e do Zé Carlos. Também mandou a campo um de sua patota, Emerson, que não comprometeu. E, no finalzinho, para reforçar a certeza que essa era a tarde dos volantes, Thiaguinho (que entrou em sua posição original, dessa vez) complementou com eficiência a única jogada perigosa criada pelo Botafogo nos últimos 30 minutos. Um gol para devolver a confiança não só dele, mas de toda a equipe – ao menos até o próximo jogo.
Ah, então eu acredito numa reação? Nem tanto, nem tanto, ainda mais quando se lembra a extrema fragilidade do adversário desse sábado – mas já tínhamos nos complicado contra outras equipes igualmente fracas, como Portuguesa e náutico. Mas é uma vitória para trazer um pouco de tranquilidade, porque qualquer outro resultado seria atribuído à crise que viceja em General Severiano.
Agora que os jogadores fizeram a sua parte, é hora de a diretoria também fazer sua obrigação e pagar os salários (ou parte deles, ou ao menos o vale-transporte) até a próxima quarta-feira, quando a parada é bem mais complicada: São Paulo, no Engenhão.
Eles jogaram assim:
Renan – Muito exigido, esteve muito bem. Seguro pelo alto, também fez uma defesa dificílima com os pés quando o jogo estava 0 x 0. Titular absoluto. Nota 8
Alessandro – Limitou-se á marcação, sem comprometer nem apoiar. Nota 4
Renato Silva – Uma partidaça (para ele, claro). Antecipações, cortes precisos, ligado o tempo inteiro. Nota 7
Edson – Mesmo lento, não chegou a comprometer. Nota 5
Triguinho – O pior do sistema defensivo, disparado. Noventa por cento das jogadas do Ipatinga surgiram nas suas costas. Melhorou um pouco no segundo tempo. Nota 3 Saiu para a entrada de Zé Carlos, que fez uma falta ridícula e participou da jogada do terceiro gol. Nota 4
Leandro Guerreiro – Sua melhor partida desde a volta da contusão. E ainda fez um golaço. Será que, se o Diguinho for realmente negociado, poderemos contar com ele em 2009? Nota 7,5
Túlio – Com a ausência de Lúcio Flávio e o isolamento de Carlos Alberto no ataque, comandou o meio-de-campo com bom posicionamento e muita raça. Nota 6 Foi substituído por Thiaguinho, que, após início vacilante, se recuperou e acertou o pé no último gol. Nota 6
Diguinho – Se foi para se exibir para empresários, melhor para o Botafogo. Jogou muito bem, não fez corpo mole, muito pelo contrário: marcou em cima, tentou apoiar e ainda fez um gol com inteligência e categoria, que o Wellington jamais faria. Nota 7 Foi substituído por Emerson, que não teve tempo de mostrar porque pertence a patota do Ney.
Acréscimo: Wellington Paulista – O Breno alertou para o esquecimento da nota para o WP: bom, foi o de sempre. Muita luta, pouco domínio de bola, algumas boas jogadas pelas laterais e finalizações inofensivas. Pelas laterais, rende bem. Pelo meio, uma tristeza. Nota 4
Carlos Alberto – Se esforçou, voltou para marcar, mas no ataque foi peça quase nula. Errou passes de meio-metro, escanteios, cobranças de falta, desperdiçou duas chances claríssimas de gol e não conseguiu prender a bola no campo do Ipatinga, especialmente no segundo tempo E, para piorar, ainda tomou mais um cartão amarelo, por conta de (surpresa!), reclamação da arbitragem. Está fora do jogo contra o São Paulo. Nota 5
Jorge Henrique – Mesmas virtudes e problemas da atuação de Carlos Alberto. Nota 5
Ney Franco – Teve sorte que os volantes estavam em tarde inspirada e resolveram a partida, pois o seu setor ofensivo não produziu nada de especial – ninguém viu nenhum resultado prático do tal “treino secreto” no Engenhão. Se a sorte dele for a nossa sorte, que seja assim, pelo menos até o fim do ano. Nota 5
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Categorias: fora de campo
Enquanto a próxima crise não vem, um teste para relaxar:
Quando a próxima nave espacial desembarcar em nosso estádio, quem deve ser o primeiro passageiro?
A) A língua do Montenegro
B) As filosofadas-de-boteco do Ney Franco
C) Triguinho, Fábio, Felício, Gil (opção cancelada: trata-se de um disco voador, não de uma lotação)
D) A torcida e o time do flamengo no dia do clássico
E) O procurador do Diguinho, que parece estar negociando o Zidane com o Real Madrid
F) Todas as alternativas acima
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Homenagem aos 75 anos de Garrincha no último sábado, no Engenhão…
…preparada pelo pessoal da Fúria, que depois foi saudar a galera da Superior Leste…
… e um detalhe do molde com os pés do Garrincha, recentemente incorporados à calçada da Fama, do Maracanã – aliás, lá o Botafogo ganha de goleada: Nilton Santos, Didi, Gerson, Mendonça…
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Prevaleceu o bom senso (ou seria o instinto de sobrevivência?) e os dois grupos que disputam-e-compartilham o poder no Botafogo se uniram para registrar chapa única, encabeçada por Maurício Assunção e tendo como vice Marcos Portella, do Movimento Carlito Rocha, e atual ocupante da função.
Como Assunção, além de diretor de esportes de praia, é conceituado cirurgião-dentista e inclusive já atendeu profissionalmente alguns jogadores do elenco alvinegro, peço a ele uma primeira providência, antes mesmo da eleição em seu posse.
Que ele descubra, em seu consultório, algum artefato capaz de calar a boca do Montenegro – que, incontrolável toda vez que é provocado pela fla-press, continua vomitando desaforos contra o time. Agora resolveu mirar especialmente em Túlio que, para o ex-presidente, se comporta como chefe de torcida, e não como jogador – como se esse tipo de declaração contribuísse de alguma forma com o fim da crise instalada em General Severiano. E como se a conduta do Montenegro também não fosse a de um chefe de torcida, jamais de um dirigente.
Se o Assunção não encontrar nenhuma substância anestésica, pode recorrer a um aparelho ortodôntico fixo, que impeça temporariamente o Montenegro de abrir a boca e fazer a festa da fla-press, babando de prazer com as frases detonadoras do manda-chuva do Ibope, declarações que só têm o poder de auto-implosão e amplificar uma crise nascida em Buenos Aires e instalada em General Severiano.
Como se faz necessário uma providência urgente, uma mordaça também serve.
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Com atraso, mas com afeto, o FogoEterno compartilha algumas cenas do cotidiano alvinegro. As fotos foram feitas na semana passada, em General Severiano, três dias antes do Botafogo x Santos. Na primeira imagem, o grupo aquece antes de iniciar um coletivo usando quatro traves e quatro goleiros, com reposição instantânea de bola, tipo showbol.
Na imagem acima, alguém consegue reconhecer o primeiro jogador à direita? Ele participou do coletivo como se fosse do grupo, mas nunca o vi mais calvo – não, não é o Túlio Souza.
Os argentinos em ação: Ferrero, por duas vezes no treino, desarmou Zárate com uma facilidade impressionante. E o zagueiro não consegue nem ser relacionado para as partidas do Brasileirão… Já o centroavante pega na bola e já se posiciona para bater – e não tem bola perdida, todas ele manda em direção ao gol.
Wellington Paulista pede bola durante todo o treino. E, justiça seja feita, seu rendimento é coerente: nos treinos, ele perde gols tão inacreditáveis quanto nas partidas…
Aos poucos, vou incluindo por aqui mais algumas fotos e vídeos da última semana alvinegra antes do vendaval que começou no Engenhão e ganhou força na Argentina, impulsionado por ventos montenegrinos…
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O Pereirão, como sempre muito mais sábio do que eu, chamou atenção para um fato que merece maior espaço do que as diatribes inconseqüentes de Montenegro e as respostas de Túlio, Diguinho e outros.
O Botafogo, sua história e suas conquistas, foi o destaque do site oficial da Fifa nessa quarta-feira.
A reportagem, muito bem escrita e cheia de curiosas traduções (o clássico Vovô virou o Grandfather Derby), conta o nascimento do time, a contribuição inigualável para a Seleção Brasileira, o celeiro de craques, etc.
E o FogoEterno, humildemente, agradece pela quase-propaganda do blog por conta do título: “Fogão flames burn eternal – As chamas do Fogão são eternas”.
É o que eu digo: o Botafogo tem história, tem torcida e tem estádio. Só que não sabe tirar partido dessas três condições diferenciadas, raras no futebol brasileiro: prefere se vitimizar no gramado e se imolar em público.
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Isso é hora de afirmar que o Botafogo esta´dividido entre os grupos de Lúcio Flávio e Carlos Alberto?
Será que isso não acontece também com os outros times, até por questão de afinidades extra-campo? E não só em times, mas como em qualquer ambiente de trabalho? Precisa fazer um drama e novamente expor as vísceras do clube em hora tão delicada?
Mais importante: alguém pode calar o Montenegro?
Cadê a presidência para impor lei do silÊncio por 48 horas entre diretores, colaboradores e jogadores até pôr ordem na casa?
Não, esse post não é de 2007.
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