Fogo Eterno

Entradas do Setembro 2008

Mandou bem, Bebeto!

22 29UTC 09pmMon, 29 Sep 2008 17:02:24 +0000ç2008, 2008 · 5 Comentários

“O fluminense faz coisas por trás, às escuras”, disparou Bebeto, sobre o patético comportamento do presidente das flores, Horrorcades, que relativizou a destruição promovida no Engenhão pelos torcedores profissionais de seu time, que ele ajuda a financiar com a distribuição de ingressos gratuitos para as organizadas grenás. Esse, vale lembrar, é o mesmo senhor ridículo e gabola, travestido de dirigente, que distribuía autógrafos na véspera da decisão contra a LDU, pela Libertadores, como se fosse entrar em campo e fazer o gol do título.

Claro que não há novidade na frase – pois alguém tinha dúvidas que a especialidade das flores é fazer as coisas por trás?

Aliás, tão criminosa quanto a ação dos invejosos-recalcados-ressentidos-ressentados tricolores, é a omissão da imprensa que não concedeu, até agora, qualquer destaque às barbaridades promovidas por aquele bando. Nada no Globo Esporte, nada no jornal O Globo, nada nos noticiários – como se fosse normal o comportamento dos meliantes.

E, por falar nisso, essa ira contra as cadeiras alvinegras é perfeitamente explicável por qualquer psicólogo.

Eles, os grenás, não gostam de sentar em lugares confortáveis. Preferem outro tipo de acomodação, mais rústica.

Se é que vocês me entendem…

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Botafogo 1 x 1 fluminense: Fogo Fátuo

22 28UTC 09pmSun, 28 Sep 2008 20:22:36 +0000ç2008, 2008 · 5 Comentários

Eis um trecho do dicionário Aurélio:

Fogo fátuo. Brilho efêmero; prazer ou glória de pouca duração.

No início do ano, o fogo fátuo, esse brilho enganador, durava campeonatos quase inteiros (Carioca e Copa do Brasil). Depois, apareceu apenas em rodadas (Brasileiro). 

Agora, não dura nem uma partida.

Porque não adianta trocar de técnico: a verdade é que esse time não sabe vencer.

Não pode chegar muito longe. Só que, pelo menos, poderia deixar de nos iludir tantas e tantas vezes.

Que pelo menos não passe outro vexame na próxima quarta-feira.

Me perdoem, mas as notas individuais e os comentários mais aprofundados ficam para depois.

Vou esfriar a cabeça e sugiro a vocês que façam o mesmo. Esse grupo de jogadores, que não consegue segurar uma vitória por 1 x 0 nos últimos minutos do jogo, não merece a nossa paixão, nem a nossa indignação.

Eles passam, o Botafogo fica.

Graças a Deus, eles não são o Botafogo.

Que 2009 nos seja menos amargo.

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Ainda 2008 ou Feliz 2009?

22 27UTC 09amSat, 27 Sep 2008 02:26:57 +0000ç2008, 2008 · 1 Comentário

Esse clássico meia-bomba de domingo dirá muito sobre o que o Botafogo ainda pretende em 2008.

Uma vitória convincente em cima das flores será suficiente para motivar a torcida a voltar a comparecer e apoiar o time contra o América de Cáli e, depois, tentar engatar outra boa sequência no Brasileirão.

Mas, em caso de novo revés, ainda mais se o time voltar a jogar tão mal como nas três últimas partidas, desconfio que até a Sul-Americana irá para o brejo e só nos restará começar a pensar em 2009 – e com eleições atravessadas no meio do caminho.

Pois, se nem os jogadores demonstram interesse e se permitem momentos de inteiro relaxamento e acovardamento contra times reconhecidamente inferiores, como ficou bem claro contra a Portuguesa e o América, por que a torcida irá se motivar novamente, ainda mais quando virão adversários bem mais fortes?

Portanto, a hora da verdade começa nesse domingo.

Perder ou empatar com o flu do Stival é escrever uma carta com o seguinte cabeçalho:

2008, O Ano que Já Terminou.

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Os Intocáveis: Mensagem Para Vocês

22 25UTC 09pmThu, 25 Sep 2008 23:06:42 +0000ç2008, 2008 · 2 Comentários

                    

No comentário sobre o jogo contra o América, já espinafrei o suficiente Wellington Paulista, André Luiz, Zé Carlos e outros pernas-de-pau que me causaram engulhos com suas atuações ridículas na noite de quarta-feira.

Agora, o desabafo mira outro alvo – e vai atingir até o meu jogador predileto desse grupo do Botafogo. É hora de criticar as cabeças coroadas, justo os que dizem ter maior comprometimento com o clube: Os Intocáveis.

É inadmissível que Túlio, Jorge Henrique e Lúcio Flávio tenham atuado de forma tão apática na Colômbia. Por um motivo simples: os três, mais Renato Silva, estavam entre os titulares que entraram em campo no desastre monumental contra o River Plate, em Buenos Aires, no ano passado.

Eles sabem  – ou melhor, deveriam saber – o que representou para o torcedor alvinegro aquele jogo. E o que eles próprios sofreram nos dias seguintes à eliminação: calcinhas, pipocas, ironias, o desmantelamento precoce de um sonho alimentado durante todo o ano.  E, por isso mesmo e por serem sujeitos inteligentes, tinham consciência que haveria uma expectativa de redenção por parte da torcida quando surgisse novamente a oportunidade de disputar uma partida no exterior.

E aí, o que eles (não) fazem? Simplesmente desaparecem em campo na Colômbia. Somem da partida, cometem erros primários, têm dificuldades até de encontrar posicionamento. Em resumo: se omitem.

O time pode se classificar para a próxima fase da Sul-Americana, ainda mais depois que ficamos sabendo nessa quinta-feira que os salários dos jogadores do América de Cali estão atrasados.

Mas a segunda participação no exterior de Jorge Henrique, Túlio e Lúcio Flávio foi tão lastimável como a de 2007.

Nesse momento, não quero ouvir declarações de amor nem entrevistas ponderadas e inteligentes. Nem quero que nenhum dos três seja barrado – não, eles têm que começar jogando, sim, pois não há melhores opções no banco. Quero agora que os três façam o seu trabalho e classifiquem o Botafogo para a terceira fase da Sul-Americana. E aí, em outro jogo fora do território nacional, consigam enfim se redimir do papelão que desempenharam em dois anos consecutivos.

É pedir muito ou o máximo de ambição que esse grupo tem condição de oferecer à torcida é o tricampeonato da Taça Rio?

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Uma dúvida pertinente – Fala, Vieira!

22 25UTC 09pmThu, 25 Sep 2008 17:04:46 +0000ç2008, 2008 · 4 Comentários

Para que serve um capitão?
Depois das últimas três derrotas, percebi mais uma vez que Lúcio Flávio sai de campo como entrou:  sem um pingo de suor na testa e o cabelo penteadíssimo.
Esse é o espelho de um Botafogo apático, omisso e preguiçoso. Para piorar, acho que o nosso camisa 10 e ninguém da comissão técnica e da diretoria sabem para que serve um capitão.
Não é só para o cara ou coroa ou tirar foto com o trio de arbitragem. Serve, isso sim, para “cobrar” dos jogadores em campo, arrumar a casa dentro das quatro linhas. Chega de passividade!!!!!!!!
Sou chato mesmo…
Vieira

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América 1 x 0 Botafogo: Um time inofensivo

22 25UTC 09amThu, 25 Sep 2008 00:52:54 +0000ç2008, 2008 · 8 Comentários

                            

Os comentaristas costumam dizer que o Botafogo é um dos times mais ofensivos da temporada.

Quá, quá, quá.

Pelo que tem demonstrado nas últimas partidas, o Botafogo é um dos times mais inofensivos da temporada.

Vamos ao elementar: para fazer gols, é preciso criar oportunidades, certo? Então, se o time não cria chances, jamais poderá convertê-las. Eis o Botafogo em setembro de 2008.

Foi esse o time que prometeu jogar na Colômbia com o mesmo espírito da partida contra o Coritiba? E nós acreditamos? Palermas, é isso o que somos!

Pois o time jogou igualzinho como no último domingo contra a Portuguesa: desinteressado, disperso, permitindo ser acossado por um adversário fraco. E, inaceitável, o Botafogo jogou sem ofensividade – em todos os sentidos: tática, técnica, espiritual. Sem vigor, sem tesão. 

Pior não foi perder para o limitadíssimo América de Cali, que me lembrou o brioso Auto Esporte jogando no Estádio da Graça, em João Pessoa (Alô, Pereirão! ). Mas sim, perder sem se importar em reverter dentro de campo o resultado adverso. Como se fosse rotina perder: uma coisa banal, tipo ir à padaria, trocar uma lâmpada ou tirar um cochilo no sofá depois da macarronada.

A nossa sorte, que nos fez escapar de um resultado pior, foi o longo tempo de respeito que o América nos concedeu – graças, obviamente, à história do clube, não a esse time brocha que entrou em campo. Se eles apertassem mais (e tivessem maior qualidade técnica), fariam mais, pois o André Luiz estava tentando entregar desde o início da partida – até que conseguiu quando, de forma desastrada, cortou uma jogada na área na cabeça de Túlio e a bola sobrou limpa para o atacante americano fuzilar e marcar o único gol do péssimo jogo.

De resto, mais do mesmo: Lúcio Flávio sumido, Jorge Henrique idem, Carlos Alberto tentando alguma coisa sem conseguir grande coisa, nenhuma armação de jogadas. Para piorar, Thiaguinho estava numa noite horrorosa, Túlio idem.

E Wellington Paulista, meu deus, o que é o Wellington Paulista? Ou melhor, o que não é o WP? Não consegue matar uma bola, completar uma jogada, chutar a gol; nada, nada, nada. Um atacante com o pior dos defeitos no seu ofício: inofensivo. Antes eu sentia solidariedade por ele, depois um pouco de pena. Agora, só raiva. Muita raiva.

Foi sempre assim? Não, o time até jogou de forma razoável nos primeiros 15 minutos do segundo tempo. Mas depois recuou para garantir o empate. Deu no que deu. De novo.

Se é para continuar assim na Sul-Americana e depois pegar adversários fortes, na boa: é melhor sair na próxima semana, para evitar um novo tombo monumental como o contra o River Plate em 2007.

Assim eles jogaram:

Castillo – O melhor em campo. Ao menos, demonstrou raça e espírito de competição ao longo dos 90 minutos. Uma lambacinha que não rendeu nada, algumas boas saídas, tentativa de armar jogadas, e sem culpa no gol. Nota 6

Thiaguinho - Tinha uma avenida para evoluir no setor direito do América, mas errou tudo que tentou. De novo. Será que o feitiço acabou? Nota 2. Foi substituído por Alessandro, um ótimo cruzamento e pouco a acrescentar. Nota 3,5

Renato Silva – Por conhecer suas limitações, não inventou e não comprometeu muito. Mas também perde todas nos escanteios, que coisa. Nota 5

André Luiz – Uma partida tenebrosa. Perdeu todas as disputas por cima, quase todas por baixo, e apelou para a violência, fazendo faltas desnecessárias e perigosas – como a que resultou em uma bomba no travessão. É essa a raça que a gente precisa? Não, obrigado. Nota 2

Triguinho – Furadas, chutões e nada de apoio. Nota 3 Deu vez a Zé Carlos, que me impressiona pela capacidade de irritar mesmo com pouquíssimo tempo em campo: sempre faz uma lambança ridícula, e pede desculpas com as mãos estendidas. Trata-se de um fenômeno. Nota 1 

Diguinho – Razoável. Bons desarmes, muitos passes errados. Nota 5

Túlio -  Estranhamente perdido no combate, como se estivesse desentrosado, out of time Ainda tentou armar as jogadas do ataque, já que o cara que deveria fazer isso (usa braçadeira, não é difícil de adivinhar) tinha sumido. Mas simplesmente não se encontrou dentro de campo: pena que o André Luiz o achou logo no lance do gol colombiano. Nota 3

Carlos Alberto  – Repetindo o comentário da Portuguesa: razoável no primeiro tempo, sumido na segunda etapa. Mas é o único que tenta o tempo inteiro. Quando ele for embora, as coisas ficarão ainda piores pra gente. Nota 5

Lúcio Flávio – Entrou em campo… nos primeiros 15 minutos do segundo tempo, quando até voltou para marcar, tentou tabelas e chegar na área colombiana. Depois, sumiu novamente. Na única falta perigosa a nosso favor, não conseguiu fazer a bola passar nem por cima da barreira. Escanteios inúteis, passes laterais improdutivos, o de sempre: empolgação, só na hora de trocar camisa com um adversário para levar para a família. Nota 1

 Jorge Henrique – Como no jogo contra a Portuguesa, parecia disperso e contribuiu para a falta de ofensividade do time. Nota 2 Deu lugar a Lucas Silva aos 31 minutos do segundo tempo que, quase não tocou na bola, mas ao menos imprimiu velocidade no exíguo tempo que lhe sobrou. Merece entrar, pelo menos, no intervalo. Nota 5

Wellington Paulista – Não tenho mais o que dizer, a não ser lamentar que não tenha sido negociado no meio do ano: teria deixado alguma saudade por conta do Carioca e escaparia das toneladas de palavrões que despejo em cima dele a cada jogada ridiculamente perdida. Nota 1

Ney Franco – O que conquistou ao chegar, já desmoronou. Três derrotas consecutivas e, pior, um time vacilante na defesa e sem nenhum poder de criação nem de finalização.  Chegou a hora de mostrar que é técnico de verdade, não distribuidor de camisa. É hora de mexer. Nota 4

Categorias: Copa Sul-Americana
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América 0 x 0 Botafogo: 1o Tempo – O Chamado

22 24UTC 09pmWed, 24 Sep 2008 22:57:26 +0000ç2008, 2008 · Deixe um comentário

Dá para alguém dar um pulinho no sistema de alto-falante do estádio Pascual Guerrero, em Cali, e pedir para o locutor repetir, insistentemente, a seguinte urgente:

- Señor Lúcio Flávio dos Santos, favor comparecer ao gramado!

Muchas gracias.

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As Crônicas do Pereirão: Uma difícil decisão

22 23UTC 09pmTue, 23 Sep 2008 21:52:07 +0000ç2008, 2008 · 7 Comentários

 
Descanso de futebol (*)
C.Pereira

 Neste final de semana, após a catástrofe do Canindé onde o meu Botafogo, tão amado, conseguiu (?) perder de 3 para o lanterninha do campeonato, repetindo aliás, a tragédia do primeiro turno quando também perdeu para a Lusa, em pleno Engenhão, resolvi, por uns tempos, tomar uma medida drástica, mas lúcida: exonerei-me do futebol.

Descobri que já somava quase 50 anos de futebol, todos dedicados ao querido Botafogo de Futebol e Regatas e que podia (e devia) muito bem fazer outras coisas nos fins de semana. Pensei: se em 50 anos não vi totalmente o futebol é porque nunca tive olhos para vê-lo.

Sim, já vi o futebol, mas do que vi, já vivi, sofri, quase morri o futebol. Valeu muito a pena e o prazer, mas não vejo sentido perder os sábados e domingos, com ansiedade, aumento da pressão arterial e falta de coragem para enfrentar os gols que o Botafogo toma no fim do segundo tempo e as viradas que sofre dos adversários.
Eu que já abdicara do sacrifício de ir aos estádios, enfrentando o tráfego, a violência e outros males afins, para assistir do alto da arquibancada ao espetáculo tão visto e revisto, agora resolvo também renunciar voluntariamente (pelo menos por enquanto) a acompanhá-lo pela televisão,  pois essa quase obrigação nos últimos finais de semana só me trouxe dissabor, raiva e tristeza.
Afinal, deixar o vasco empatar um jogo ganho, nos últimos minutos com gol de um jogador com um metro e meio, deixar o náutico empatar um jogo ganho (o mesmo náutico que nos impôs aquela vergonha do 1º. turno), se deixar vencer pelo Internacional (cheio de crises internas e externas)  em nossa casa e agora, o vexame de perder para um time que veio da segunda divisão (e para lá vai voltar) e que ganhou pela primeira vez neste segundo turno – é dose cavalar que o meu coração quase setentão já não aceita.
Aliás, do jeito que o nosso time vai, talvez seja interessante colocar um cartaz na entrada do Engenhão: “Quem deseja se recuperar? Quem está no desespero e precisa de ajuda? Quem precisa de uma injeção de esperança? “ Apareça e jogue contra o Botafogo – é tiro e queda, a graça será alcançada… O fluminense, de Cuca, está aí mesmo na fila!
Pois é, meus amigos, botafoguenses ou não, que fiquem irritados com esse meu raciocínio, que o considerem um desvio de entendimento, ou coisa que o valha e que venham a considerar essa minha retirada uma apostasia!
Já vi o futebol. Hoje prefiro e só me cabe rever as fitas da lembrança, onde se gravam os melhores lances do meu aturado exercício de espectador. Não me cansei do futebol, mas no momento dele me retiro, para preservar meu patrimônio de memórias, sem desgaste da ansiedade que sei vai continuar ao saber dos resultados do meu clube de coração (perca ou ganhe!).
Prefiro, na minha idade quase provecta, a esperar os milagres (que já testemunhei) que de vinte em vinte anos acontecem. Quem sabe, em 2015, terei vida e alegria para comemorar o título de campeão brasileiro pela segunda vez?
O futebol já me viu. O futebol jogou-me como quis. O que colhi no campo dá perfeitamente para eu viver mais 10 ou 15 anos. No meu elenco de craques há vívidas memórias de Nilton Santos, Garrincha, Didi, Zagalo, Manga, Marinho Chagas,  Gerson,  Paulo Valentim, Afonsinho, Jairzinho, Paulo César, Túlio Maravilha  e tantos outros que envergaram e honraram a famosa e bela camisa alvinegra com a estrela solitária no peito esquerdo.
Meu destino era amar o futebol. Amei-o. Desde pequeno, jogando peladas com bola de meia no campinho do terreno baldio em frente à venda do meu pai. Depois assistindo aos jogos no acanhado estádio do Cabo Branco, aqui em João Pessoa e mais tarde não perdendo um jogo do Botafogo pelo rádio ou os vendo ao vivo no Maracanã, em General Severiano e até no estádio da rua Bariri.
Agora, preciso de um descanso de futebol. E só não me exonero por inteiro (embora minha carta de demissão esteja pronta) porque quero acreditar que o meu Botafogo, meu querido Botafogo, ainda vai me causar surpresas agradáveis e me dar algumas alegrias.
Fico “stand by”. Estou à espera. Até…

C. Pereira é jornalista e alvinegro, não necessariamente nessa ordem.

(*) O pensamento é meu. E do grande botafoguense Paulo Mendes Campos pedi emprestadas algumas frases e o título da crônica escrita  há muitos anos, quando tomou idêntica decisão.

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Argentinos? Só no Brasil… e olhe lá!

22 23UTC 09amTue, 23 Sep 2008 00:37:37 +0000ç2008, 2008 · 5 Comentários

Ainda sobre a primeira viagem internacional alvinegra do ano: só mesmo o Botafogo para contratar um gringo para a zaga e, quando começa a Sul-Americana, decide deixá-lo no Rio de Janeiro.

Pois é: Edson, depois de demonstrar todo o seu tá-lento contra a Portuguesa e com toda a experiência adquirida em 2007 no campeonato alagoano pelo CRB, foi para a Colômbia e estará, todo pimpão, à disposição de Ney Franco. Já o argentino Ferrero, acostumado a confrontos internacionais, ficou vigiando carro no estacionamento de General Severiano. Não vou nem dizer que ele merece uma nova chance entre os titulares, porque seria pedir demais: mas nem banco o cara consegue emplacar mais.

Já o seu compatriota, Zárate, continua sem condições de jogo, quase três meses depois da contratação.

Ou seja: graças à avaliação da comissão técnica e às lambanças da diretoria, os argentinos alvinegros não conseguem compor elenco em jogos internacionais. Mas não eram eles que, no início do ano, tinham sido procurados por ter a fibra necessária para disputar competições mata-mata como a Sul-Americana?

Então, se não eram eles, por que foram contratados? Ah, dinheiro está sobrando, deve ser por isso.

Tem coisas que só acontecem com o Botafogo…porque o Botafogo procura por elas.

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Exclusivo: Thiaguinho no segundo gol da Lusa

22 23UTC 09amTue, 23 Sep 2008 00:32:04 +0000ç2008, 2008 · 2 Comentários

                            

Só o FogoEterno tem a imagem, por outro ângulo, do posicionamento do lateral-direito do Botafogo na hora do gol da virada da Portuguesa, no Canindé.

ACORDA, THIAGUINHO! O EDNO VAI ROUBAR A BOLA…

Tarde demais.

Vamos ver se o rapaz consegue abrir os olhos na Colômbia.

Categorias: Copa Sul-Americana
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Portuguesa 3 x 1 Botafogo: Coragem de mudar

22 21UTC 09pmSun, 21 Sep 2008 21:50:30 +0000ç2008, 2008 · 5 Comentários

Wellington Paulista jogou bem por apenas um minuto – nos outros 89 minutos, a mesma improdutividade de sempre

 

Um time que tem alguma pretensão no campeonato não pode perder duas vezes, na mesma competição, para um adversário que veio da Série B e está na zona de rebaixamento.

Um time que tem alguma pretensão no campeonato não pode tomar três gols em 45 minutos de um time que veio da Série B e está na zona de rebaixamento.

Isto posto, vamos em frente, sem perda de tempo – já bastam os 90 minutos gastos em frente à tevê para acompanhar uma das partidas mais fracas tecnicamente de todo o campeonato.

O desempenho ridículo de boa parte do time titular – Lúcio Flávio e Jorge Henrique nos 90 minutos, Wellington Paulista em 89 minutos, Carlos Alberto no segundo tempo – nesse domingo não pode ser debitado ao péssimo estado do gramado ou a vontade de vencer do adversário.

Nada disso.

Um time que faz um primeiro tempo fraco, sem jogadas pelas laterais nem criatividade no meio-de-campo, e consegue piorar drasticamente na segunda etapa (não criou UMA chance de gol!) mostra que Ney Franco tem culpa no cartório.

Demorou para mexer – e, quando fez as alterações, mexeu errado.

Pois ele deixou em campo os dois piores jogadores alvinegros desse domingo – pela ordem: Lúcio Flávio e Jorge Henrique. E ainda colocou o inútil Zé Carlos para, mais uma vez, não fazer coisa nenhuma.

Faltou coragem para o Ney mexer certo e mandar Lúcio Flávio sair de jogo, ir direto para Cumbica. Sair é força de expressão, porque o “maestro” simplesmente não entrou em campo – sem brincadeira, se ele tocou dez vezes na bola durante toda a partida, foi muito. E Carlos Alberto, provavelmente com inveja da incrível capacidade de invisibilidade do companheiro, fez a mesma coisa no segundo tempo. Como Wellington Paulista fez um gol e nada mais, e Jorge Henrique só era visto por conta da bandana alvinegra e das ocasionais tentativas de ajudar na marcação, o Botafogo conseguiu perder terreno para o timeco da Portuguesa e entregar três pontos mais do que fáceis de conquistar.

Jogou o segundo tempo de salto alto, achando que o gol bem construído no primeiro tempo seria suficiente. Não foi – deu no que deu. Saiu de campo com postura de derrotado, sem criar QUALQUER chance real de gol nem esboçar QUALQUER reação.

A Lusa venceu o Loser.  

E, já que os caras parecem preferir disputar a Sul-Americana do que a Libertadores, então que honrem seus salários na próxima quarta-feira.

Como eles jogaram?

Castillo – Uma boa defesa, uma rebatida nos pés do adversário no gol de empate. A cada jogo, seu saldo devedor aumenta mais. Nota 4. Foi substituído por Renan, que não teve culpa nos dois gols que tomou. Nota 6

Thiaguinho – Nulo no apoio, marcou com dificuldades e sumiu no segundo tempo. Uma das piores partidas pelo Botafogo. A falta que ele fez, e que gerou a jogada do primeiro gol do adversário, foi desnecessária e possibilitou a única jogada que a Portuguesa poderia ameaçar o Botafogo: a bola parada. E ainda falhou ridiculamente no segundo gol. Nota 2

Renato Silva – Quando Renato Silva é o melhorzinho do sistema defensivo, há algo de muito errado com esse sistema. Nota 4

Edson – Muito lento, ficou tonto com a velocidade dos atacantes lusos no segundo tempo. Falhou no terceiro gol. Nota 3

Triguinho – Acertou um belo cruzamento no primeiro gol, tentou apoiar, mas na segunda etapa o seu futebol, que já não é tudo isso, simplesmente implodiu. Nota 4

Diguinho – Apenas razoável. Tomou um cartão amarelo bisonho. Nota 4

Túlio – Apenas razoável. Perdeu contra-ataque que poderia ter definido o jogo. Nota 4

Lúcio Flávio – Uma partida que justifica todas as críticas que recebe: desligado, apático, fora de posicionamento. Onde ele estava, a bola não estava – e vice-versa. Mas deu uma bela entrevista depois do jogo. Nota 1 (pela entrevista)

Carlos Alberto – Um primeiro tempo de muita briga e de algum brilho. Um segundo tempo de total omissão. Agora resolveu cobrar as faltas da mesma maneira inofensiva do “maestro”. Estamos bem servidos de maus cobradores de falta. Nota 4

Jorge Henrique – Muito mal no ataque. Alguma ajuda na marcação, mas parecia desligado. Nota 3

Wellington Paulista – OK, enfim, fez um gol de centroavante. Mas é impressionante como as jogadas param nos seus pés – não consegue dar prosseguimento e ainda é facilmente desarmado. Nota 4

Ah, Zé Carlos e Alessandro entraram, mas nada acrescentaram. Nota 4 para os dois (dois pra cada um).

Ney Franco – Consolida-se a impressão que demora para fazer as alterações e ainda mexe mal. O jogo de hoje pedia a entrada do Lucas Silva no lugar do Lúcio Flávio, até mesmo do GIl no do JH (vejam a que ponto chegamos…). Preferiu colocar Zé Carlos no lugar de Diguinho. Tem que ter coragem de mudar, senão o time voltará para a mesma pasmaceira e ficará ali na zona intermediária da tabela, sem muito o que fazer até o fim do ano. Nota 3

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As desventuras do Stival (capítulo XVIII)

22 20UTC 09pmSat, 20 Sep 2008 21:13:00 +0000ç2008, 2008 · 1 Comentário

E o Alexis Stival, hein?

Conseguiu nesse sábado, na derrota de virada do fluzinho para o Coritiba, fazer o que era a outrora defesa mais badalada do Brasil tomar três gols dentro de casa…

Que coisa!

Desse jeito, ele irá conseguir com o flu em 2009 o primeiro título de sua carreira: o de campeão… da série B.

Solta esse grito da garganta, Stival!

Nessa conquista nós te apoiamos!

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Ele aposta no Zárate – Fala, Vieira!

22 18UTC 09pmThu, 18 Sep 2008 16:56:51 +0000ç2008, 2008 · 2 Comentários

 
PELO MENOS COMO PIVÔ

Tá certo, tá certo. O Zárate não jogou nada nos 20 minutos que ficou em campo. Mas o campeonato está acabando e precisamos URGENTEMENTE de um atacante dentro da área trombando, brigando com os zagueiros.

Por que não deixá-lo no banco contra a Portuguesa? Por que não treinar com ele enfiado e recebendo assistências de Lúcio Flávio, Carlos Alberto e Jorge Henrique? Craque a gente sabe que ele não é, mas segurando dois zagueiros na área, ele abrirá mais espaço para nosso meio de campo trabalhar e chutar de fora da área.

Tenho R$ 1 e aposto todo esse dinheiro em Zárate…

Vieira

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Recuerdos de 2007 (que fiquem por lá)

22 17UTC 09pmWed, 17 Sep 2008 16:51:25 +0000ç2008, 2008 · 3 Comentários

 Da série “2007, o ano que não terminou”:

* Do locutor do SporTv ao final da transmissão de mais uma vitória do Vila Nova pela Série B, dessa vez em cima do Avaí, após o goleiro do time goiano fechar o gol e até pegar pênalti: “Max operou milaaaaaaaaaaaagres na noite de hoje!”.

Esse é o problema do cirurgião Max, “o operador de milagres”: na mesma intervenção cirúrgica, consegue remover tumor do cérebro, suturar pontos em pálpebras, faz o diabo…. mas na hora de fazer coisas simples, tipo remover uma unha encravada, ele se enrola todo e leva o paciente direto para a UTI! Remember o que ele aprontou em Buenos Aires, depois de fechar o gol durante quase toda a partida contra o River Plate… Ou o inacreditável gol que tomou do náutico nos Aflitos, um dos primeiros registros de um frango em pênalti da história do futebol mundial.

* Alex vai vestir novamente a camisa alvinegra! Calma, não precisa saltar da arquibancada do Engenhão. Ocorre que o zagueiro, um dos titulares do ano passado, um verdadeiro primor de tá-lento, foi dispensado pelo São Paulo para assinar com o Figueirense, onde será orientado pelo Mário Sérgio.

Pensando bem, eles se merecem, não?

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CBF = Como Beneficiar Framenguistas

22 16UTC 09pmTue, 16 Sep 2008 21:37:47 +0000ç2008, 2008 · 3 Comentários

Parece que a CBF bateu pé e exigiu que o clássico Botafogo x framengo seja realizado no Maracanã.

Ora, ora, ora, vejam só…

Botafogo x vascaindo foi disputado no Engenhão. Sem problemas.

Botafogo x fluzinho foi disputado no Engenhão. Sem tumultos.

Brasil x Bolívia foi disputado no Engenhão. Sem confusões (e sem público, mas a culpa não é nossa…)

Mas eis que…

O que muda no jogo que mereceu a interferência direta da CBF? A presença da torcida burro-negra, claro. E, ao decidir que o framengo não pode ir como visitante ao Engenhão, a CBF não só assume oficialmente que são maiores os riscos de confusão quando os urubus estão em campo e nas arquibancadas.

Também passa um atestado cabal de incompetência. Se uma torcida que contém elementos de alto nível de periculosidade não pode freqüentar o estádio mais moderno da América Latina, então muda-se o estádio em vez de desenvolver mecanismos de segurança capazes de coibir a ação dos baderneiros? Francamente!

Poucas vezes vi uma decisão tão escancaradamente parcial a favor de um clube. No caso, adivinhem qual? O que é SEMPRE beneficiado pela arbitragem e pela cartolagem…

Por isso que, para mim, o significado da sigla CBF é outro:

Confederação Brasileira de Futebol = Como Beneficiar o flamengo

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