Fogo Eterno

Botafogo 1 x 1 vasco: Egoísmo custa caro

22 24UTC 08pmSun, 24 Aug 2008 21:13:36 +0000ç2008, 2008 · 3 Comentários

                       

Duas declarações de jogadores alvinegros, ainda no gramado do Maracanã, resumem os dois tempos da partida contra o vasco.

“O Botafogo precisa ter a coragem para arriscar”, de Carlos Alberto, no intervalo, ao comentar o primeiro tempo.

“ O time não soube ser solidário”, de Diguinho, no final da partida.

Eis o resumo das duas etapas. O time não arriscou muito no primeiro tempo, apesar do domínio (após alguma pressão no início da partida). O vasco jogou como time pequeno: na retranca.

E, após o intervalo, quando o time passou a arriscar mais, fez o gol e poderia ter feito mais caso tivesse errado menos finalizações e sido mais solidário na hora da definição – sim, esse é um recado para o Carlos Alberto.

Aliás, deu a impressão que, perto do final o Lúcio Flávio deu uma bronca (LF não dá esporro, dá bronca) no Carlos Alberto, quando ele, acossado por três adversários, insistiu na jogada individual em vez de rolar para o capitão, que entrava livre pelo lado. Chance desperdiçada, castigo a caminho. 

Mas como o Lúcio pode cobrar com tanta veemência se ele mesmo perdeu uma chance clara e, pior, foi inofensivo durante toda a primeira etapa? E, pior, não soube matar a jogada do gol do empate ainda no campo do vasco, que resultou no gol mais bobo que o Botafogo tomou no Brasileirão sob o comando do Ney Franco.

A verdade é que o Botafogo nesse domingo foi regido pelos vícios e virtudes de Carlos Alberto e Lúcio Flávio. Se os dois conseguissem jogar em sintonia, como no passe de LF para a finalização de CA no último minuto, a vitória teria sido obtida com facilidade. Porque os outros não passaram de coadjuvantes nessa partida.

Ainda a lamentar, uma fraca atuação da zaga, especialmente porque o vasco não tinha forças para pressionar. Mas, mesmo assim, quando chegou, ofereceu perigo muito mais por falhas individuais do que por mérito próprio.

O Botafogo sentiu a falta de Jorge Henrique e Renan.

E o Beltrami aprontou mais uma lambança ao não marcar um pênalti claro em Carlos Alberto.

 Assim eles jogaram:

Castillo – Não foi eficiente nas duas vezes que foi acionado: uma delas resultou em gol. Nota 5

Tiaguinho – Tentou apoiar, mas insistiu na individualidade. E ainda cometeu alguns vacilos na marcação. Nota 5

Renato Silva – O mais seguro da zaga. Nota 7

André Luis – Irreconhecível. Uma falha que deixou o vasco na cara do gol e outros maus momentos, como o erro de posicionamento no gol adversário. Nota 4

Triguinho – Sumido na primeira etapa, um pouco melhor no segundo tempo. Mas não sabe cruzar, o que é um grave problema para um lateral. Nota 5

Túlio – Alguns bons desarmes, mas não conseguiu apoiar com a mesma eficiência de outras partidas. Nota 5,5

Diguinho – Um pouco acima de Túlio, mas pode render mais. Nota 6,5

Lúcio Flávio – Cadência demais no primeiro tempo, falta de poder de finalização na segunda etapa. E falta de raça no finzinho da partida. Nota 5

Carlos Alberto – Disparado, o mais perigoso jogador do Botafogo. Procura o gol o tempo todo, mas, quase sempre, não olha para os lados, quer fazer gol de placa – hoje o seu estilo impediu o time de assegurar a vitória. Nota 6

Wellington Paulista – Muita disposição, pouca produtividade mas, enfim, um gol típico de centroavante. Nota 6 Foi substituído por Fábio que se contundiu e deu lugar a Lucas Silva, que quase faz de cabeça mas teve pouco tempo em campo.

Gil – Até acertou algumas jogadas, mas não vou me repetir pra dizer tudo o que me irrita nesse jogador. Não pode ser titular do Botafogo. Nota 4 Foi substituído por Zé Carlos que entrou para garantir a vitória e, se o time não conseguiu os três pontos, sua missão fracassou. Nota 5

Ney Franco – Acertou nas substituições, mas deveria ter cobrado com mais veemência a definição da partida. Nota 5

Júnior nos comentários – Sem o rubro-negro em campo, até que se equilibrou direitinho entre os dois rivais do urubu. Mas chamou o ausente Jorge Henrique de Jorge Luis, prolongando a sina do SporTV que não consegue acertar o nome do atacante alvinegro. Nota 4

Beltrami – Aos 40 minutos do primeiro tempo, não marcou pênalti claro em Carlos Alberto. Somente para nos lembrar do que ele é capaz no Maracanã, remember 2007. Nota 2

Categorias: Brasileirão 2008
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3 respostas Até agora ↓

  • rodrigo federman // 22 25UTC 08amMon, 25 Aug 2008 09:04:25 +0000ç2008, 2008 às 12:48 p08 | Responder

    Marcelão, a única coisa que não concordo da sua ótima análise é em relação ao Castillo.
    Aquela bola, rápida e deviada à queima roupa é impossível de cobrarmos defesa, até pela distância (menos de dois metros) e velocidade. Se ele defendesse, sensacional, mas não creio que houve falha. Falha sim, houve do LF que teve 400 cobranças idênticas e em nenhuma colocou com o mesmo perigo na área vascaína!

    Abs e SA!!!

  • fábio gomes // 22 25UTC 08pmMon, 25 Aug 2008 14:10:04 +0000ç2008, 2008 às 12:48 p08 | Responder

    discordo do rodrigo quanto ao castillo.
    e eu não daria nunca nota 5,0 para o triguinho.
    um jogador experiente como ele não pode fazer tantas burradas!!!

    abraço!

  • firepereira // 22 25UTC 08pmMon, 25 Aug 2008 15:40:41 +0000ç2008, 2008 às 12:48 p08 | Responder

    Rodrigo,
    acho que o Castillo vacilou não só no gol, pois dava para ter ao menos tentar se antecipado, mas ao não acertar o posicionamento da zaga – aliás, revendo o lance, percebi que a falha foi do Renato Silva, não do André. A bola veio à meia-altura, alguém tinha que ter colocado a cabeça e espanar da área! É um erro infantil, numa jogada de bola parada. E, antes, o Castillo também falhou ao não interceptar um cruzamento pela esquerda – ficou dentro do gol e o Edmundo só não marcou porque estava cochilando.
    Mas, no geral, confio nele: é um bom goleiro – se juntassem as virtudes dele com as do Renan, teríamos o melhor goleiro do país!

    Fábio: Você tem razão, dá para abaixar um pouco a nota do Triguinho. Até porque lembrei que ele já tinha feito coisa até pior nos últimos minutos contra o Sport, simulando uma falta e agarrando a bola, o que quase nos custa a vitória na Ilha do Retiro.
    É o que eu já falei: O Triguinho é bem burrinho. E isso nos custou dois valiosos pontinhos…
    Abraços alvinegros!

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