Fogo Eterno

Entradas do Agosto 2008

O Fator Zárate

22 31UTC 08pmSun, 31 Aug 2008 20:24:54 +0000ç2008, 2008 · 1 Comentário

Está iniciada a temporada de malhação ao Zárate?

Não contem comigo.

Ele é o menos culpado pelo empate – se o time tivesse feito a obrigação e resolvido a partida ANTES de sua entrada, a torcida até relevaria o gol feito que ele perdeu (lembram da nossa reação com o pênalti do Gil? Claro, o jogo já estava definido…).

A culpa maior é do Ney Franco, que colocou em campo um jogador sem o menor ritmo de jogo em uma partida ainda por ser decidida. Depois de abrir 2 x 0, tudo bem. Ok, nós estávamos ansiosos pela estréia dele. Mas não nessas circunstâncias…

Lembrem também que ele foi contratado para resolver a parada dentro da área – habilidade nunca foi anunciada como a sua principal característica. Mas alguém cruzou alguma bola na cabeça do cara? Não, nem chegou perto.

É óbvio que ele terá de emagrecer mais, mas é óbvio também que ele não vai perder muito mais peso do que apresenta. E que a adaptação será longa – ao futebol brasileiro, a forma do Botafogo jogar, às cobranças de uma torcida carente de um artilheiro para chamar de seu.

Mas pode dar certo, se não voltarmos todas as baterias contra ele, logo de saída.

Se um jogador com esse porte físico não combina com o Botafogo, a culpa não é dele, que jamais prometeu se tornar anoréxico para jogar no Brasil. Mas de quem o escalou. E de quem o contratou.

E, enquanto isso, que alguma boa alma da diretoria alvinegra providencie na Kappa, com urgência, uma camisa do tamanho apropriado para o atacante, pois a que ele usou nesse sábado estava mais apertada do que os maiôs do Cesar Cielo e do Thiago Pereira.

Por fim, a pergunta-provocação: se era para contratar o goleador da série B argentina, por que não o da série B brasileira? Que continua magrinho e metendo mais gols do que Wellington Paulista, Fábio, Carlos Alberto, Zárate e Jorge Henrique juntos…

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Botafogo 1 x 1 náutico: De novo, o quase

22 30UTC 08pmSat, 30 Aug 2008 21:12:04 +0000ç2008, 2008 · 3 Comentários

                        

Lembram de um post anterior, sob o título ” 1 x 0, 1 x 0, 1 x 1…”? Pois é…

Não vou dizer que foi o segundo empate consecutivo com sabor de derrota. E esse, incomparavelmente mais amargo do que o clássico contra o vasco.

Não vou dizer que um time que tem pretensão de chegar à Libertadores não pode perder dois pontos dessa forma, dentro de casa, aos 39 minutos do segundo tempo, diante de sua torcida.

Não vou dizer que a arbitragem prejudicou o Botafogo ao não marcar um pênalti claro em Jorge Henrique e ao inverter faltas, inclusive perto da área.

Isso a gente sabe.

Mas vou dizer que o jogo tinha que ter sido resolvido nos primeiros 45 minutos. Dois, três gols na virada para o intervalo.

E vou dizer também que a entrada de Zárate afundou o time. Claro, a gente pediu a entrada dele, mas não dessa forma: sem nenhum ritmo de jogo, perdendo um gol exatamente como fez o Escalada ao estrear contra o Cardoso Moreira ou outro time tão pequeno como o náutico. Mas, é importante ressalvar, que ele foi contratado como homem de referência dentro da área – e nenhuma bola chegou na sua cabeça. Esperar que ele emagreça é esperar pela chegada de Papai Noel.

Cabe aqui um parêntese. A culpa é dele de ser pesado? Não! Foi assim que construiu sua sólida carreira. A culpa é de quem o contratou. Agora, detonar o cara vai resolver alguma coisa até o fim do campenato? Também não! Sua adaptação deve ser longa, pois são estilos de futebol totalmente diferentes. Mas convém segurar o fósforo antes de incendiá-lo.

E vou dizer também que a saída de Gil, justo na melhor partida dele com a camisa alvinegra, foi a substituição mais equivocada de Ney Franco desde que assumiu o comando do Botafogo. Aliás, as três mudanças deram errado.

E também vou lembrar que os contra-ataques do Náutico foram sempre perigosos - por pura sorte e competência de Castillo, Triguinho e Diguinho (que salvaram, cada, bolas que iriam para o gol), o Botafogo tinha escapado anteriormente do revés. A defesa, atabalhoada e facilmente envolvida, bateu cabeça como em 2007. E foi assim que tomou um gol ridículo, de bola parada – um escanteio!

  P.S: A jogada do Lúcio Flávio foi a mais bonita do campeonato, lembra o Pereirão. Concordo. Pena que, eu acrescento, ficou no quase e estou com muita raiva nesse momento para apreciá-la e, toda vez que revê-la, lembrarei do que (não) aconteceu  na seqüência – da jogada e da partida.

Assim eles jogaram:

Castillo – Salvou o time em duas oportunidades. Não teve culpa no gol. Mas sua atitude de ir cabecear (!!) pode demonstrar envolvimento e vontade de ganhar, foi de uma irresponsabilidade e desvario que poucas vezes vi no Botafogo. Isso não é pelada. Nota 7

Tiaguinho – Razoável. Perdeu dois gols feitos. Nota 6

Renato Silva – Não pode tomar gol de cabeça de bola levantada em escanteio no final do jogo. Nota 3

André Luis – Não pode tomar gol de cabeça de bola levantada em escanteio no final do jogo. Nota 4

Triguinho – Enfim, bem no apoio, especialmente no primeiro tempo. Nota 6

Diguinho – O melhor do time. Nota 7,5

Túlio – Muito bem no primeiro tempo, quase fez um golaço. Como esse foi o jogo do quase, acabou substituído e o time sentiu falta da sua raça. Nota 7 Deu lugar a Zé Carlos, que pouco pôde fazer. Nota 5

Carlos Alberto – Muito bem, especialmente no primeiro tempo. Depois, foi sumindo. É perseguido pela arbitragem. Nota 7

Lúcio Flávio – Talvez o jogo que seja mais simbólico de suas virtudes e defeitos. Acertou um excelente passe para o gol do Carlos Alberto. Ficou no quase-golaço. Nós ficamos na quase-vitória. Nota 7

Gil – Sua melhor partida pelo Botafogo. Jogou como ponta e meteu uma bola na trave. Azar dele, azar nosso. Nota 7 Foi substituído pelo Zárate, que está sem ritmo de jogo e deveria ter entrado em circunstâncias mais favoráveis. Não vou crucificá-lo e fazer piadinhas com o cara, deixarei essa tarefa para as torcidas adversárias. Ele é pesado, mesmo, o que ajuda sobremaneira na várzea argentina – aqui, é diferente. O erro maior foi tê-lo colocado em campo. Nota 2

 Jorge Henrique – Muito bem na primeira etapa, caiu um pouco na segunda etapa. Nota 6

Ney Franco – Errou nas substituições e não soube fazer seu time resolver a partida, mesmo com um jogador a mais praticamente em todo o segundo tempo. Nota 5

Diretoria, preparador físico e treinador do Botafogo – O Zárate fica um mês treinando e entra em campo nessa (má) forma. Nem uma camisa tamanho XL conseguiram providenciar para o argentino. Francamente: essa frustração é maior do que a do empate, pois revela um amadorismo inadmissível em um time como o Botafogo. Nota Zero

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Silêncio, não espalhem…

22 30UTC 08amSat, 30 Aug 2008 02:24:46 +0000ç2008, 2008 · 1 Comentário

                                             

Faltam menos de 48 horas para a maldita janela de transferência se fechar de vez. E, até agora, o Botafogo não foi atingido por nenhuma ventania proveniente de outros países e já arrastou gente graúda do fluzinho, framengo, bambis, Cruzeiro, Santos e outros menos votados.

Continuem de dedos cruzados…

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Gloriosos x Aflitos

22 29UTC 08amFri, 29 Aug 2008 00:12:14 +0000ç2008, 2008 · 2 Comentários

Não quero vingança contra o náutico.

O time pernambucano não merece tudo isso.

Obviamente, nada de cortesia.

Água quente no vestiário, nem pensar – que comprem uma chaleira ou levem um fogão duas-bocas de camping para tomar banho de cuia.

No Brasileirão, eles é que são os Aflitos.

Quero tão-somente os três pontos.

Uma boa vitória.

De preferência, uma goleada.

Humilhação, só na linha da que foi aplicada no Galo na última quarta-feira no Mineirão.

Mas, depois que eles nos fizeram o desprazer de nos apresentar a Tenente Lúcia Helena, bem que alguém poderia apresentar o Capitão Nascimento para a delegação pernambucana…

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Botafogo 5 x 2 atlético-mg: Viagra alvinegro

22 28UTC 08amThu, 28 Aug 2008 00:44:27 +0000ç2008, 2008 · 7 Comentários

                 

Falta de confiança? Auto-estima em baixa? Dificuldades para motivar a torcida? Seus problemas acabaram! Chamem o atlético-mg que ele levanta o seu astral. 

O Galo é o Viagra botafoguense.

E assim foi de novo, agora na Copa Sul-Americana 2008.

Placar final das duas partidas: Botafogo 8 x 3 atlético-mg.   

Infelizmente, por falta de tempo, fico devendo um comentário extenso sobre a partida, com atribuição das notas individuais e uma análise mais aprofundada do jogo – até porque, depois dos 2 x 0, a partida virou uma grande pelada, concordam?

Mas, para não deixar passar batida essa esquisita e bem-vinda goleada, eis cinco observações:

* O segundo gol do Lúcio Flávio, com a participação efetiva de Diguinho e Jorge Henrique, foi um dos mais bonitos da temporada – talvez o mais bonito desse segundo semestre. É o gol que simboliza o que de melhor o Botafogo pode oferecer a sua torcida. Ah, se o capitão chutasse todas as bolas assim: de primeira, forte, no canto, sem chance para o goleiro… seria o eterno maestro da orquestra… não é, Vieira!

* Jorge Henrique esteve muito bem, fez um belo gol. Quem também se destacou foi o Carlos Alberto: teve uma ótima atuação, não deixou de brigar um só minuto.  

* O que vocês acharam mais bisonho no ImbeGil? A imitação de Nelinho na hora do pênalti edmundesco, chutando a bola para fora do Mineirão ? Ou a tentativa de drible dentro da área que fez o GILmento cair sentado diante do adversário? E, mais importante, por que o juiz não expulsou o GILdículo no finalzinho, quando resolveu bater boca com zagueiro atleticano depois de tomar bordoada? Seria um reforço e tanto para a primeira partida contra o time colombiano que enfrentaremos nas oitavas…

Ô AlerGIL, vai para a ponta que caiu! Você é apenas uma rima, jamais uma solução! Estamos rindo agora, mas, e se houver decisão por pênaltis e esse cara estiver na relação dos batedores?

* Os volantes não protegeram a zaga como deveriam e o time tomou um sufoco desnecessário até o primeiro golaço do Lúcio Flávio, aos 21 minutos. Depois, houve outros momentos de displicência, como a falha de Túlio no segundo gol deles. A sorte é que o Galo queria tanto nos ajudar que o zagueiro atleticano fez questão de devolver o gol que o ImbeGil nos tirou.

* Quando Castillo falhou e rebateu no pé do Lenilson, aos 15 minutos do segundo tempo, e o placar ficou 3 x 1, vocês pensaram o mesmo que eu pensei ou soy uno solo y monumental paranoico?

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Otimismo quintaniano?? Fala, Vieira!

22 27UTC 08pmWed, 27 Aug 2008 17:01:40 +0000ç2008, 2008 · 1 Comentário

 FALTARÁ GÁS?

Essa é a pergunta que faço ao time do Botafogo nessa maratona que se transformou o esforço do glorioso para se manter na zona de classificação para a Libertadores. Afinal, foram sete “decisões” seguidas. Preocupa o problema do banco, das suspensões e das contusões.

Infelizmente, o pessoal que está chegando para “somar” não me inspira confiança (vide Fábio, irc!). Estamos acelerados, competindo de igual com equipe mais turbinadas pelo dinheiro de patrocínio.

 Rezo todos os dias para que Zárate se encaixe na equipe e seja nossa referência no ataque. Desde Ney Franco, um otimismo quintaniano tomou conta deste torcedor que vos escreve. Mas continuo chato…

Vieira

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As crônicas do Pereirão: Os goleiros alvinegros

22 26UTC 08pmTue, 26 Aug 2008 19:40:44 +0000ç2008, 2008 · 2 Comentários

 De Oswaldo a Castillo: os goleiros do Botafogo
C.Pereira

 Começo por dizer que Castilho (com lh) foi um dos melhores goleiros do futebol brasileiro – pena que não jogasse no Botafogo. Foi o arqueiro do fluminense na década de 50 do século passado, e, de tão bom, conseguiu  chegar à seleção brasileira. Mas não pretendo me estender sobre sua carreira, pois o que interessa nesta semana é escrever um pouco sobre os goleiros do Botafogo.

 Oswaldo “baliza” foi o primeiro de que tive notícia, pois jogou no Fogão durante quase 10 anos (de 1943 a 1952), como titular absoluto e defendeu a meta alvinegra em jornadas memoráveis (e gloriosas) – como em 1948 quando formou no time campeão que ainda tinha Gerson e Nilton Santos; Rubinho, Ávila e Juvenal; Paraguaio, Geninho, Pirilo, Otávio e Braguinha. Alto, magro, quase negro, Oswaldo nunca jogou por outro time e, não sei até hoje, não foi convocado para a seleção em  1950 e 1954 – preterido por dois monstros do arco, Barbosa (do vasco) e Castilho, a quem me referi acima.

De 1958 a 1967, reinou absoluto na meta alvinegra aquele que considero ter sido o melhor goleiro botafoguense de todos os tempos, Manga. Grandão, musculoso – um verdadeiro armário -  de uma elasticidade sem limite e de uma coragem de meter medo em qualquer atacante adversário – quando saía do gol para socar a bola se encontrasse alguma cabeça pela frente, Deus que se apiedasse do coitado… Foi campeão carioca em 1967 e titular da seleção brasileira no desastre de 66 na Inglaterra.
 De Manga, conta-se que na festa pela conquista  do campeonato de 1967, no jantar dos campeões cariocas no salão nobre da sede de General Severiano, João Saldanha (que já tomara uns uísques) interpelou Manga que, segundo ele, teria se vendido aos diretores do Bangu (com quem o Botafogo disputara o título). Manga partiu pra cima de Saldanha que, temendo levar uma surra, puxou o revólver do qual não se separava nem em dias de festa e apontou para o goleiro grandalhão que para se livrar da morte certa empreendeu uma corrida que ficou na história. Foram os 20 metros rasos mais rápidos e o salto de quase  três metros do muro (sem vara) registrados fora das pistas de atletismo de que se tem notícia…
Em 1989, o  goleiro alvinegro era Ricardo Cruz que se não chegara a brilhar, terminou por se constituir num dos esteios do time que ganhou o campeonato, depois de 21 anos de jejum. Esse título foi um dos mais comemorados de todos os tempos, também porque foi obtido com um gol do camisa 7 (de Garrincha) Maurício, no finalzinho do jogo e diante de quem? Do flamengo… Até Vila Isabel, tradicional reduto rubro-negro, naquela noite gloriosa vestiu-se de branco e preto e caiu no samba, sob o comando de uma das mais ilustres  botafoguenses, Beth Carvalho.
Em 1995, tivemos o goleiro Wagner que era oito ou oitenta. Ora fechava o arco pegando tudo, ora deixava passar bolas fáceis, de preferência por baixo das pernas (ou da barriga). Mas foi importante na campanha que nos levou ao primeiro (e até agora único) título de campeão brasileiro. Dele, se conta que nos anos seguintes, já desprestigiado e substituído de vez em quando, descobriu-se que sofria da vista, daí porque só conseguia jogar bem quando as partidas eram disputadas à tarde – os refletores ofuscavam seus olhos o que levou um comentarista irônico a propor aos dirigentes botafoguenses uma consulta ao oftalmologista e a compra de providenciais óculos (ou lentes de contacto).
Chegando aos dois últimos anos, recordo que 2007 foi o ano do calvário dos goleiros do Botafogo. Foram frangos e mais frangos e o pior – sempre em jogos decisivos. Não adiantava mudar o nome, podia ser Júlio César (enganou durante algum tempo), Lopes e Max. Aliás, a  netinha alvinegra Bebel,  quando a TV mostrava Max entrando em campo, ela protestava, quase em prantos:

- Não, Max, não, por favor!
Agora, em 2008, até que melhoramos, mas a sina continua: de vez em quando os nossos goleiros teimam em tergiversar – saem mal do gol, rebatem bolas fáceis e se dão ao luxo de fazer golpe de vista que redunda em perigo para o time.
Para terminar como comecei: Castillo (este com dígrafo ll), vira e mexe nos deixa aflitos, ora saindo mal ora (como aconteceu neste domingo) deixando de sair na hora para cortar bolas alçadas sobre a nossa área. Daí porque, no momento em que vivemos com o time em boa fase, se mantendo no G-4, sou mais o jovem Renan que, embora ainda um tanto inexperiente, tem mais arrojo e coragem.
E, para não falar somente de goleiros botafoguenses, como lá em cima registrei o nome de Castilho (com lh), do fluminense, que tal relembrar as lambanças de Clemer, do Internacional, no jogo contra  o vasco e do jovem Bruno, do flamengo, nessa partida de domingo contra o Inter?
Pelo que se vê, ter goleiro que falha na hora H é uma dessas  coisas que felizmente  não  acontecem só com o Botafogo…

C.Pereira é jornalista e alvinegro, não necessariamente nessa ordem.

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1 x 0, 1 x 0, 1 x 1: Um é pouco, rapaziada

22 25UTC 08pmMon, 25 Aug 2008 22:43:53 +0000ç2008, 2008 · 2 Comentários

Há algo em comum entre as vitórias em cima do Cruzeiro e do Palmeiras e o empate desse domingo contra o vasco.

O Botafogo dominou amplamente o adversário. Empurrou-o para as cordas. Mas não teve forças para o nocaute – e, com o placar magro, o time se expõe a um resultado adverso, mesmo com esmagadora superioridade.

Falta poder de finalização.

E isso não se deve apenas a ausência gritante de um cara capaz de empurrar as bolas para as redes, a ausência de um goleador – Wellington é segundo atacante, não se pode cobrar dele uma eficiência que ele não tem (por isso ele mesmo ficou surpreso com o desempenho no Carioca…). Mas também da ineficiência de Lúcio Flávio e Carlos Alberto para, numa jogada diferenciada, matar a partida. O problema atinge especialmente o nosso capitão - porque o segundo, ao menos, tem chute forte, diretamente responsável pelo gol no clássico desse domingo. Já o LF, mesmo quando aparecem chances claras, sempre tenta um toque a mais ou distribui petelecos – pelo menos tem acertado as cobranças de pênalti, o que já nos salvou de grandes encrencas, vale lembrar.

Se o Zárate não tiver a mínima capacidade de definir e o time não recuperar a capacidade de converter chances em gols, o Botafogo não poderá sonhar com nada além de uma briga pela posição que ocupa atualmente.   

Porque o time tem produção muito maior do que o placar acaba refletindo (sendo o jogo contra o Sport a exceção que confirma a regra). Essa característica da Era Cuca, infelizmente, o Ney Franco ainda não conseguiu mudar.

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Botafogo 1 x 1 vasco: Egoísmo custa caro

22 24UTC 08pmSun, 24 Aug 2008 21:13:36 +0000ç2008, 2008 · 3 Comentários

                       

Duas declarações de jogadores alvinegros, ainda no gramado do Maracanã, resumem os dois tempos da partida contra o vasco.

“O Botafogo precisa ter a coragem para arriscar”, de Carlos Alberto, no intervalo, ao comentar o primeiro tempo.

“ O time não soube ser solidário”, de Diguinho, no final da partida.

Eis o resumo das duas etapas. O time não arriscou muito no primeiro tempo, apesar do domínio (após alguma pressão no início da partida). O vasco jogou como time pequeno: na retranca.

E, após o intervalo, quando o time passou a arriscar mais, fez o gol e poderia ter feito mais caso tivesse errado menos finalizações e sido mais solidário na hora da definição – sim, esse é um recado para o Carlos Alberto.

Aliás, deu a impressão que, perto do final o Lúcio Flávio deu uma bronca (LF não dá esporro, dá bronca) no Carlos Alberto, quando ele, acossado por três adversários, insistiu na jogada individual em vez de rolar para o capitão, que entrava livre pelo lado. Chance desperdiçada, castigo a caminho. 

Mas como o Lúcio pode cobrar com tanta veemência se ele mesmo perdeu uma chance clara e, pior, foi inofensivo durante toda a primeira etapa? E, pior, não soube matar a jogada do gol do empate ainda no campo do vasco, que resultou no gol mais bobo que o Botafogo tomou no Brasileirão sob o comando do Ney Franco.

A verdade é que o Botafogo nesse domingo foi regido pelos vícios e virtudes de Carlos Alberto e Lúcio Flávio. Se os dois conseguissem jogar em sintonia, como no passe de LF para a finalização de CA no último minuto, a vitória teria sido obtida com facilidade. Porque os outros não passaram de coadjuvantes nessa partida.

Ainda a lamentar, uma fraca atuação da zaga, especialmente porque o vasco não tinha forças para pressionar. Mas, mesmo assim, quando chegou, ofereceu perigo muito mais por falhas individuais do que por mérito próprio.

O Botafogo sentiu a falta de Jorge Henrique e Renan.

E o Beltrami aprontou mais uma lambança ao não marcar um pênalti claro em Carlos Alberto.

 Assim eles jogaram:

Castillo – Não foi eficiente nas duas vezes que foi acionado: uma delas resultou em gol. Nota 5

Tiaguinho – Tentou apoiar, mas insistiu na individualidade. E ainda cometeu alguns vacilos na marcação. Nota 5

Renato Silva – O mais seguro da zaga. Nota 7

André Luis – Irreconhecível. Uma falha que deixou o vasco na cara do gol e outros maus momentos, como o erro de posicionamento no gol adversário. Nota 4

Triguinho – Sumido na primeira etapa, um pouco melhor no segundo tempo. Mas não sabe cruzar, o que é um grave problema para um lateral. Nota 5

Túlio – Alguns bons desarmes, mas não conseguiu apoiar com a mesma eficiência de outras partidas. Nota 5,5

Diguinho – Um pouco acima de Túlio, mas pode render mais. Nota 6,5

Lúcio Flávio – Cadência demais no primeiro tempo, falta de poder de finalização na segunda etapa. E falta de raça no finzinho da partida. Nota 5

Carlos Alberto – Disparado, o mais perigoso jogador do Botafogo. Procura o gol o tempo todo, mas, quase sempre, não olha para os lados, quer fazer gol de placa – hoje o seu estilo impediu o time de assegurar a vitória. Nota 6

Wellington Paulista – Muita disposição, pouca produtividade mas, enfim, um gol típico de centroavante. Nota 6 Foi substituído por Fábio que se contundiu e deu lugar a Lucas Silva, que quase faz de cabeça mas teve pouco tempo em campo.

Gil – Até acertou algumas jogadas, mas não vou me repetir pra dizer tudo o que me irrita nesse jogador. Não pode ser titular do Botafogo. Nota 4 Foi substituído por Zé Carlos que entrou para garantir a vitória e, se o time não conseguiu os três pontos, sua missão fracassou. Nota 5

Ney Franco – Acertou nas substituições, mas deveria ter cobrado com mais veemência a definição da partida. Nota 5

Júnior nos comentários – Sem o rubro-negro em campo, até que se equilibrou direitinho entre os dois rivais do urubu. Mas chamou o ausente Jorge Henrique de Jorge Luis, prolongando a sina do SporTV que não consegue acertar o nome do atacante alvinegro. Nota 4

Beltrami – Aos 40 minutos do primeiro tempo, não marcou pênalti claro em Carlos Alberto. Somente para nos lembrar do que ele é capaz no Maracanã, remember 2007. Nota 2

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“Vou festejar o teu sofrer, o teu penar…” (Parte XIV)

22 23UTC 08pmSat, 23 Aug 2008 23:05:45 +0000ç2008, 2008 · 1 Comentário

Apenas um registro antes do clássico desse domingo.

Ao ser substituído pelo Alexis Stival no intervalo de fluminense x sport, Dodô  – que tinha perdido um gol feito no primeiro tempo e, por isso, vaiado pelas poucas testemunhas tricoletes que foram ao Maracanã – disse alguns desaforos no vestiário e foi embora. Nem quis saber de acompanhar o sofrimento dos colegas de clube para tentar o empate, obtido apenas no finzinho graças a um pênalti maroto.

Dodô pegou um táxi e deixou o Maracanã - mas teve que mandar o motorista dar meia-volta. Ironia das ironias: tinha sido sorteado para o exame antidoping…

Nem o mais criativo dos botafoguenses poderia ter pensado em um calvário tão prolongado, tão cheio de percalços, para o ex-artilheiro dos gols bonitos.  Ainda mais com requintes de crueldade: imaginem o que ele pensou ao saber que teria novamente de se submeter ao comando do Stival?

E, enquanto isso, na Suíça, a Fifa nada divulga sobre o resultado do julgamento. Tudo bem: a punição já está acontecendo – e bem diante de nossos olhos.

“Você pagou com traição, a quem sempre lhe deu a mão…”

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As Crônicas do Pereirão: Valei-me, Nossa Senhora!

22 22UTC 08amFri, 22 Aug 2008 00:52:15 +0000ç2008, 2008 · 1 Comentário

                         

C.Pereira

Enviado especial do Fogo Eterno a General Severiano!

Carlito Rocha foi, é e sempre será um dos maiores nomes em toda a história do Botafogo de Futebol e Regatas. O seu nome se transformou em lenda e, ainda que a imensa maioria dos torcedores jovens que amam o clube não consiga entender o papel que ele desempenhou, o certo é que o homem se transformou em mito e as histórias que sobre ele são contadas podem formar uma antologia, além de, naturalmente, encher de dúvidas os mais descrentes sobre a veracidade dos atos e fatos, a si atribuídos.

Muitos foram os cronistas de nomeada que escreveram sobre Carlito Rocha. Ao que me lembre, sem consultar os sites de busca, Armando Nogueira, Paulo Mendes Campos, Sandro Moreira, João Saldanha, Odemário Touguinhó, Luiz Mendes, Nelson Rodrigues e  outros que não me ocorrem no momento. Em quase todos pairava o misto da fantasia dos sonhos com a realidade dos resultados. E, em todos, se mostrava a admiração pela figura emblemática do grande presidente, ou como alguém denominou “o grande timoneiro do Botafogo”,  talvez querendo assemelhá-lo a Mao, na condução dos destinos da China.
Tudo isso é dito para relembrar o enorme acervo que Carlito Rocha legou ao Botafogo, em termos de administração, amor e, sobretudo  paixão – quase loucura. Ele se identificou tanto com o clube que ao falar o seu nome, imediatamente se vincula ao alvinegro de General Severiano.

                                         

Pois bem, foi lá na antiga sede do Botafogo, exatamente na rua General Severiano que estive no último final de semana e, interessado em comprar algumas peças alvinegras para a minha coleção e para presentear alguns pequenos seres cujos pais insistem em fazê-los rubro-negros,  dei de cara com uma preciosidade que não conhecia: um oratório com a imagem de Nossa Senhora da Conceição, construído em 1948 por Carlito Rocha e restaurado em 1994 na administração de Carlos Augusto Montenegro.

Eu, que acompanhei pelo rádio o campeonato carioca de 1948, inclusive o jogo final contra o Vasco, quando ganhamos de 3 x 1 e sabia das excentricidades de Carlito – a maior delas a escolha do célebre cachorrinho Biriba, alvinegro tanto quanto as camisetas oficiais do clube, como mascote do time, não conhecia  a religiosidade de Carlito Rocha.

Agora está definitivamente explicado porque “há coisas que só acontecem com o Botafogo” e porque (quase) todo botafoguense é supersticioso. A raiz não está nos idos de 1910, quando o time ganhou o primeiro título. Quem começou tudo mesmo foi o grande, o inolvidável Carlito Rocha – provavelmente o maior botafoguense de todos os tempos que conseguiu juntar símbolos vivos com santos do céu e práticas não muito ortodoxas para um clube de futebol, sem esquecer, é claro, de ter um bom time em campo.
Saí de General Severiano feliz por saber que Carlito também buscou na crença religiosa um apoio para algumas providências que, aqui na terra, seriam necessárias e oportunas para ajudar o trabalho da Santa milagrosa. Como, por exemplo, espalhar uma providencial camada de pó de mico no vestiário do Vasco, no jogo decisivo do campeonato de 1948…

                                            

Bastante satisfeito com a descoberta que acabara de fazer na entrada do belo conjunto arquitetônico que, por muito tempo, abrigou a sede social do clube de coração, ainda tive o deleite de ver, à saída, já no canteiro central da avenida, a estátua do  Manequinho esbanjando saúde e qual fonte histórica, jorrando água pura pelo canal natural, molhando rubro-negros, vascaínos e tricolores indistintamente, como a lembrar:

 - Respeitem essa camisa alvinegra, afinal somos – novamente – os melhores do Rio de Janeiro!

 Para terminar e voltando ao começo, evoco a fé de Carlito Rocha e faço uma simples oração, cheio de esperança:

 - Valei-me minha Nossa Senhora da Conceição! Fazei com que essa fase tão boa do nosso time não acabe nunca. Amém!

C.Pereira é jornalista, alvinegro e devoto de Nossa Senhora da Conceição… e de São Carlito Rocha

Categorias: Histórias Gloriosas
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Botafogo 1 x 0 Cruzeiro: A vitória e a façanha

22 21UTC 08amThu, 21 Aug 2008 00:21:11 +0000ç2008, 2008 · 7 Comentários

                      

Sexta vitória consecutiva no Brasileirão!!!

Será que isso não é motivo de júbilo?

Não sei quanto aos outros, mas acho que tem torcedor alvinegro que não valoriza como deveria essa façanha obtida pelo time de Ney Franco.

Prefere ficar reclamando que a vitória contra o Cruzeiro nessa quarta no Engenhão veio com um pênalti inexistente. E daí? Quantas vezes já estivemos do outro lado dessa história? Alguém viu algum torcedor framenguista se queixando do fato de ter ganho o Estadual de 1997 após a anulação de um gol legítimo e da expulsão de nosso melhor cobrador de pênaltis?

E, mais importante, quem merecia mais ganhar o jogo dessa quarta-feira? Quem buscou mais a vitória? O Botafogo ou o Cruzeiro?  Pelo que pude ver, o time mineiro entrou para jogar feito time pequeno, na retranca, tentando arrancar um empate.  E o Botafogo, mesmo longe de fazer uma boa atuação, pelo menos buscou ameaçar a meta defendida pelo Fábio.

Talvez seja reflexo do fato de não ter visto o jogo por inteiro, por isso fico devendo as notas individuais e a escolha do Herói em Cada Jogo. Mas não me sinto nem um pouco constrangido em comemorar mais uma vitória importante, importantíssima, do Botafogo.

Do que vi, não posso deixar de comentar a incrível segurança de Renan quando acionado em momentos difíceis, a improdutividade de Carlos Alberto e a eficiência de Lúcio Flávio ao bater pênalti – alguém já contabilizou quantos pontos e vitórias o Botafogo amealhou durante a temporada por conta da precisão das cobranças do capitão do time?

E quero dizer que, ao menos até domingo, estamos na terceira colocação em um campeonato que, há menos de dois meses, tínhamos a séria preocupação de não mergulhar na zona de rebaixamento. Isso não é pouco e deve ser valorizado.

E que torço por um empate entre framengo e grêmio nessa quinta-feira apenas pela absoluta impossibilidade de desejar a vitória dos urubus.  

E que deixo o chororô inteirinho sobre a má conduta da arbitragem para o lado dos cruzeirenses.

Em 2008, prefiro estar do lado da alegria.

Categorias: Brasileirão 2008
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20 mil acessos alvinegros

22 19UTC 08pmTue, 19 Aug 2008 21:58:57 +0000ç2008, 2008 · 3 Comentários

O FogoEterno rompeu a barreira dos 20 mil acessos.

 Não é nada, não é nada, para nós é muita coisa.

 Especialmente pela qualidade da audiência. E, claro, dos comentários dos amigos formados ao longo desse tempo, que nos animam a compartilhar vastas emoções e pensamentos imperfeitos a cada rodada.

 Momentaneamente, por fatores extra-campo, a atualização não tem sido tão intensa. Mas, quando entrar setembro e a boa nova chegar aos campos, a gente volta ao ritmo inicial.

Obrigado a todos!

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A estratégia do covarde – Fala, Vieira!

22 19UTC 08pmTue, 19 Aug 2008 16:52:32 +0000ç2008, 2008 · Deixe um comentário

Peço licença para aproveitar este espaço alvinegro para lançar uma campanha contra todos os treinadores covardes do mundo. Contra a Argentina, o Dunga nos deu uma lição: a de como perder e ser covarde. Você pode dizer que ele não teve tempo para treinar, não teve os jogadores que precisava, etc. Não importa. Ele é mostrou sua incompetência e fraqueza (como treinador) ao não dar atitude ao time, ou seja, a clássica frase “combater um bom combate”.

Já estou farto de treinadores, que possuem um elenco razoável, preferirem a retranca, o jogo medíocre. Ney Franco é um exemplo de um maestro moderno, pragmático, mas que dá liberdade de criação e valoriza as características dos seus comandados (sempre em favor do conjunto). Ele não está sozinho, há uma estirpe de treinadores com esse perfil desde Telê Santana. Xô! Para aquele covarde que enche o meio-campo de volantes tristes e torce para sair um golzinho a seu favor. Xô!

Vieira

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Sport 0 x 1 Botafogo: A vitória da consistência

22 17UTC 08pmSun, 17 Aug 2008 23:41:35 +0000ç2008, 2008 · 2 Comentários

                                

Na pior partida do Botafogo pelo Brasileirão sob o comando de Ney Franco, mais uma vitória fora de casa.

Sorte ou competência? Um pouco de ambos. E muito da palavra que designa a atual fase alvinegra: consistência.

Pois, mesmo sentindo muito a ausência de Diguinho e de Lúcio Flávio (aquele que entrou na Ilha do Retiro com a braçadeira é apenas um clone falsificado do ótimo apoiador alvinegro, o verdadeiro continua distribuindo autógrafos na lojinha do Fogão em General Severiano), o Botafogo soube suportar a pressão dos donos da casa por 94 minutos. Por um motivo simples: a consistência do esquema defensivo montado por Ney Franco, que não expõe tanto a zaga, mesmo quando joga com apenas um volante – no caso, nesse domingo, apenas Túlio.

Sobre o primeiro tempo, pouco a comentar. Apenas Carlos Alberto e Jorge Henrique ameaçavam o Sport; Thiaguinho, mais preocupado com a defesa, pouco arriscava no apoio e brilhou apenas nos desarmes. Wellington, totalmente inofensivo, pecado mortal para um centroavante e Lúcio Flávio ainda pior, completamente sumido. Mesmo assim, foram raros os lances de perigo para ambos os lados, sendo que o lance mais perigoso do adversário foi uma cabeçada de Carlinhos Bala, que consegue ser mais baixo que Jorge Henrique – ou seja, tecnicamente, trata-se de um anão. E tomar gol de cabeça de um sujeito verticalmente prejudicado seria ainda mais humilhante que tomar catiripapos da polícia pernambucana.

No segundo tempo, o Botafogo conseguiu entrar ainda pior nos primeiros minutos - encolheu e vacilou até na saída de bola, tomando pressão desnecessária. Depois, passou a alugar o meio-de-campo, conduzir a partida e eis que, numa jogada despretensiosa, Carlos Alberto toca para Wellington que cruza-chuta para o meio da área e JH pressiona o rubro-negro que, apavorado, põe a bola pra dentro das redes.

Gol achado, vantagem no placar. E aí o Botafogo, enfim, começou a jogar com inteligência: as substituições de Ney – com as entradas de Gil, Eduardo e Lucas Silva – visavam prender a bola no ataque e ganhar de vez o meio-de-campo. Pena que os jogadores não corresponderam integralmente ao plano do técnico, cometendo falhas individuais bisonhas que quase jogam fora a tática traçada.

Enfim, mesmo sem jogar bem, o Botafogo demonstrou consistência e eficiência, qualidade que se tornou a grande ausência na Era Cuca. E, agora, está no lugar que persegue desde a chegada de Ney: o G-4. As três vitórias fora de casa contra adversários encarniçados foram decisivas para esse fato – imaginem se a gente tivesse perdido uma ou duas dessas partidas, ficaríamos ali pelo meião da tabela, sem muito poder de reação. Agora, é fazer o dever de casa contra o Cruzeiro, que passou a ser adversário direto, e ficar de olho no que acontece com o Grêmio nas próximas rodadas.

Assim eles jogaram:

Renan - Muito seguro, grandes defesas e apenas um vacilo no final do primeiro tempo. Impressiona como amadureceu em pouco tempo. Nota 7,5

Thiaguinho – Mais preso à marcação , caprichou nos desarmes. É o rei do toco – se tiver olheiro da NBA, pode conseguir uma vaguinha no Lakers. Nota 7,5

Renato Silva – Seguro quase todo o tempo, cresceu bastante na competição. Tomou o terceiro cartão amarelo. Quem diria que eu iria escrever aqui que o Botafogo vai sentir a sua falta no próximo jogo…Nota 7

André Luiz - Chutões na hora certa, quase perfeito na bola aérea, segurança. O melhor em campo. Nota 8

Triguinho  – Parecia em clima de olimpíadas, dando perigosos saltos twist carpados para tentar ludibriar o juiz. Resultado: lances de perigo desnecessariamente concedidos ao adversário – um deles, já nos acréscimos, para nos matar do coração. Acho que o Triguinho joga bem direitinho, mas é meio burrinho. Nota 5

 Túlio - Sem Diguinho, teve que segurar as pontas e sentiu a ausência do companheiro, parecia com dificuldades para encontrar posicionamento. Melhorou na segunda etapa. Nota 6

Zé Carlos – Passou batido  – para o bem e para o mal. Pelo menos ajudou a marcar. Nota 5 Foi substituído por Gil, que, se tivesse feito o que Ney Franco pretendeu com a sua entrada, teria decidido a partida. Nota 4

Lúcio Flávio – A grande decepção. Sumiu da partida, o que não é novidade quando é jogo difícil fora de casa, mas ainda demonstrou displicência e pouca objetividade, o que foi uma péssima novidade. Nota 3

Carlos Alberto – Vamos combinar que ele NÃO é craque. Aí, em patamares mais modestos, a análise se torma menos rigorosa e mais justa. Sabe prender a bola como poucos, e procura o gol adversário em todas as jogadas. Foi o que fez no primeiro tempo, mas de forma voluntariosa, sem causar grandes danos ao Sport. Na segunda etapa, depois do passe na jogada do gol, sumiu e só reapareceu ao tomar cartão amarelo. Nota 5,5  Para não correr o risco de nova expulsão, Ney o substituiu por Eduardo que resolveu fazer gracinhas, se achando o craque que só ele tem certeza que é. Joga sério, rapá! Nota 3

Wellington Paulista – Tem produzido muito pouco para um centroavante. Alô, Zárate, cadê você? Nota 5

Jorge Henrique – O único atacante perigoso do Botafogo durante toda a partida. E ainda mostrou raça na marcação. Nota 7,5

Lucas Silva – Errou dois passes fáceis logo no início, pecado mortal para quem entrou com a missão de fazer a bola rolar no campo do adversário, e aí se intimidou. Mas é boa opção no banco. Nota 5

Ney Franco – Armou bem o time e fez substituições inteligentes. Consegue fazer seu time tomar pressão e não se encolher depois de fazer o gol, como acontecia nos tempos do Cuca. Nota 7,5

Ilha do Retiro – Que gramado horroroso, não? E a iluminação meia-boca é digna de fim de festa em boate de beira de estrada. Nota Zero

PPV da SporTV - Falha no sinal nos últimos minutos da partida, com a interrupção da transmissão, é caso de Procon. Nota Zero

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