Fogo Eterno

Entradas do Julho 2008

As 2 faces do Botafogo – Fala, Vieira!

22 31UTC 07pmThu, 31 Jul 2008 18:13:23 +0000ç2008, 2008 · 1 Comentário

 Coisa estranha essa que acontece com o Glorioso. Tem hora que joga por música: passes certos, jogadas inteligentes e golaços. Tem outra hora que parece um time de várzea, de chutões a esmo; Parece que a bola é uma melancia, de tão pesada. Ninguém se entende.

Foi assim no jogo contra o goiás (e muitos outras partidas do passado recente). Esse Botafogo eu não quero ver. Seria bom se o nosso honesto e competente Ney Franco passasse o replay do jogo de quarta e indagasse aos atletas profissionais, que ganham mais de R$ 50 mil por mês, por que essa abissal diferença de qualidade? Por que essa dupla personalidade?

Já passa da hora de amadurecermos e impormos por 90 minutos (ou mais) o nosso bom futebol. Se cansou? Pede pra sair…

Vieira

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Botafogo 2 x 0 Goiás: 4 jogos sem levar gol

22 31UTC 07amThu, 31 Jul 2008 10:19:36 +0000ç2008, 2008 · Deixe um comentário

                    

As crônicas do Pereirão – edição extra!

C.Pereira

Tarefa agradável essa que o Pereira me impõe pela segunda quarta-feira consecutiva. Volta-me à alegria (e ousadia) de assistir, por inteiro, aos jogos do meu Botafogo e, também, de retornar ao batente ao escrever sobre um jogo de futebol.
Começo por repetir ainda que possa cansar os leitores: achei que o Fogão ia ganhar do Goiás no momento em que o time entrou em campo – ao ver a camisa listrada, bela e tradicional, disse para os meus botões: esta noite somaremos mais três pontos.
E não deu outra.

De forma mais ou menos tranqüila numa partida em que o Botafogo mandou em campo, principalmente no primeiro tempo. O Goiás, com um técnico que se preocupou muito em reclamar do juiz da marcação (correta) de faltas que os seus defensores faziam, a cada cinco minutos, em Wellington Paulista, entrou para se defender e quem sabe, sair com um empate ou até com um 1 x 0 – como já fizera diante do Cruzeiro, em Belo Horizonte.
Mas o Botafogo de hoje é mais esperto.

A volta de Lúcio Flávio, em bom diálogo com Túlio (o nome do jogo) mais atrás e com Carlos Alberto (mais à frente) fez do time uma equipe compacta na sua defesa onde Renato Silva e André Luís voltaram a jogar bem dando segurança ao goleiro Castillo que só foi chamado a intervir em duas bolas um tanto difíceis e o fez com precisão.
 Lá na frente, Jorge Henrique ainda um tanto dispersivo e Wellington Paulista severamente marcado não produziram o desejado, mesmo que o Paulista tenha desperdiçado uma excelente oportunidade ao final do 1º. tempo quando finalizou tendo Carlos Alberto totalmente livre pela direita, pronto para “fuzilar” (como dizem os narradores) o bom arqueiro Iarley.
 No 2º. Tempo, o Goiás saiu para o jogo o que obrigou o técnico Ney Franco a resguardar mais a defesa com a entrada de Eduardo e, posteriormente de Gil para explorar os contra-ataques. Registre-se que, ainda no 1º. tempo Thiaguinho já havia substituído Alessandro que saiu contundido com uma pancada no ombro.
Foi, enfim mais uma vitória tranqüila do Fogão que, agora sim, está fazendo à risca o seu dever de casa. Ganhou os três últimos jogos no Engenhão e o fez de forma convincente – deu de 4 x 0 no Ipatinga, 4 x 0 no Atlético-MG e, nessa quarta, de 2 x 0 no Goiás. E quando saiu do seu estádio não precisou viajar pois empatou em zero com o flamengo no Maracanã. Ou seja, há quatro partidas o goleiro Castillo não sabe o que é ir buscar a bola nas suas redes. Praza aos céus que essa jornada gloriosa perdure por muito tempo.
No Fogão, destaques merecidos para Renato Silva e André Luís, no mesmo nível, jogando com seriedade, antecipando-se bem nas jogadas e não brincando em serviço – quando é necessário espanam para a arquibancada e jogam pro mato que é jogo de campeonato, como diziam os antigos comentaristas.

Lúcio Flávio, Carlos Alberto e Diguinho bem no meio de campo, onde Túlio- indo e voltando com fôlego invejável – teve uma atuação excepcional e que foi marcada principalmente pelos dois gols que assinalou. Na frente, Wellington Paulista e Jorge Henrique ainda podem melhorar e Gil se apresenta como um bom reserva.
É pena que Alessandro tenha novamente se contundido, ele que estava voltando depois de quase um mês ausente e, agora, vai ter que disputar posição com Thiaguinho que, aliás, já caiu no gosto da torcida. Mas foi bom para o Alessandro (e para nós outros) ouvir essa mesma torcida, em coro, gritando o seu nome, quando da sua substituição.
 Para finalizar, três aspectos a destacar:
 1 – Cada vez mais o Botafogo sobe na tabela e, agora, no final de julho já está entre os dez primeiros.
 2 – O flamengo parou no tempo e, enquanto o Fogão ganhou dez pontos nas 4 últimas rodadas, o rubro-negro fez apenas dois, o que nos leva a crer que está bem próximo o nosso encontro. No dia 16 de julho, antes da 12ª. rodada, o mengo tinha 26 pontos e o Fogão apenas 12, isto é, havia uma diferença de 14, diferença que agora está reduzida a 6. Te cuida, urubu!
  3 – O Botafogo pode dizer agora que tem um técnico, no mínimo, competente e tem um banco apreciável e relativamente sólido o que significa dizer que os tempos do tamborete já eram…

 

C.Pereira é jornalista e alvinegro, não necessariamente nessa ordem, e pé-quente.

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Botafogo 2 x 0 Goiás: Que maravilha, Túlio!

22 30UTC 07pmWed, 30 Jul 2008 23:10:58 +0000ç2008, 2008 · Deixe um comentário

                          

Mais uma vez, não pude acompanhar toda a partida por motivos profissionais. Então, a crônica do jogo ficará por conta do mesmo colunista da semana passada – e, em mais algumas horas, vocês serão brindados com a análise do Pereirão, o comentarista da palavra abalizada.

Mas, pelo pedaço que vi no segundo tempo e, claro, pelos dois golaços, acredito que ninguém vai reclamar se eu me antecipar ao Pereirão e conceder ao Túlio o título de Herói do Jogo.

Primeiro, o registro: fui um dos primeiros a pedir que Túlio deixasse o time titular por uns tempos. Mas, em respeito a tudo que ele representa, o fiz na linha da brincadeira porque JAMAIS desejei que ele saísse do clube – ao contrário de Fábio, Felício, Fabedi e outros Fucking jogadores. Até lancei a campanha ´´Túlio, saia de férias´´. E finalizei aquele comentário com uma frase que repito agora.

Só os bons jogadores vivem má fase. Os pernas-de-pau estão sempre na mesma fase…

Pois é. Da mesma forma que pedi a saída temporária dele, também, depois que o Túlio voltou do fundo do poço, defendi a manutenção dele no time titular, porque era perceptível a melhora no seu desempenho. Ainda que ele seja eventualmente substituído no segundo tempo, ele tem voltado a fazer uma bela dupla com Diguinho – e, por enquanto, quem deve permanecer no banco é Leandro Guerreiro.  

O mais importante, porém, é que os dois gols marcados em cima de seu ex-time e diante da sua torcida vão consolidar a volta da confiança do volante alvinegro. 

Enfim, Túlio voltou a sorrir. E a torcida voltou a sorrir graças ao Túlio. Se está bom para ambas as partes alvinegras, agora só resta cantar: 

“Esse é o Túlio que eu conheço/Esse é o Túlio que eu gosto…”

P.S: Será que os gols de hoje do Engenhão podem entrar na conta do Túlio Maravilha?

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Sessão comédia – Oferecimento do Pereirão

22 29UTC 07pmTue, 29 Jul 2008 19:29:03 +0000ç2008, 2008 · 1 Comentário

 Frases (quase) antológicas
C.Pereira

Recolho, não ao acaso, uma dúzia de  frases que marcaram época na história do futebol brasileiro. Algumas são  bastante conhecidas, outras não tanto. Em  livros elas se encontram registradas e já  fazem parte do reino do  futebol como se fossem lendas.
Destaco, por oportuno, a contribuição que, ao assunto, é dada pelo livro “Vendo o jogo pelo rádio”, do jornalista Bento Soares – um documentário digno de ser consultado pelos que amam o futebol.
Vamos então a essas verdadeiras “pérolas” do palavreado esportivo nacional, algumas delas tão comentadas que viraram verbetes de dicionários e passaram a integrar, definitivamente, o vasto anedotário popular e por isso podem ser  consideradas quase antológicas:
 - O Fábio acaba de cometer a sua 4ª. falta coletiva

 Do bom e experiente locutor Luiz Ceará, no jogo Flamengo x São Paulo, do Torneio Rio-São Paulo, de 1997
- A palavra essencial nessa minha vida para o Corinthians são duas.

Do jogador Paulo Nunes, que queria dizer orgulho e tranqüilidade.

- Eu não sou essa pessoa que eu sou

Do mesmo Paulo Nunes, tentando dizer que fora de campo era um cara tranqüilo.

- A Federação quer fazer xoxota com o flamengo

Do torcedor Servo de Deus, do Flamengo do Piauí, confundindo a palavra chacota.
Clássico é clássico, e vice-versa.

Do jogador Jardel, ex-atacante do vasco e do Futebol Clube do Porto, entre outros clubes que defendeu.
- Na Bahia todo o mundo é simpático. E’ um povo muito hospitalar.

De Zanata, ex-lateral do Bahia e do vasco, ao comentar a hospitalidade do povo baiano.

- Não tenho a menor dúvida de que a Colômbia hoje é a melhor equipe do mundo.

 De Pelé, nas eliminatórias sul-americanas para a Copa de 1994. Como se sabe, a seleção colombiana não passou da primeira fase.
- No México é que é bom.Lá a gente recebe semanalmente, de quinze em quinze dias.

De Ferreira, ponta-esquerda paraibano que jogou no Santos, no tempo de Pelé.
 - O meu clube estava à beira do precipício, mas tomou uma decisão correta: deu um passo à frente.

 Do jogador João Pinto, do Benfica, de Portugal.
 - Tenho o maior orgulho de jogar na terra onde Cristo nasceu.

De Claudiomiro, artilheiro do Internacional de Porto Alegre, entrevistado antes do jogo do seu time contra o Paissandu, de Belém do Pará, pelo campeonato brasileiro de 1972.
 - Apenas três pessoas, com um único gesto, calaram o Maracanã com 200 mil pessoas: Frank Sinatra, o Papa João Paulo II e eu.

Do jogador Alcides Edgardo Ghiggia, autor do gol da vitória do Uruguai sobre o Brasil, na final da Copa de 1950.
Futebol é muito simples. Quem tem a bola ataca, quem não tem, defende.

De Neném Prancha.
 E, para terminar, uma que, embora não seja  de futebol,  não pode ficar fora dessa quase antologia.  A inesquecível frase do Presidente Lula, em Brasília,  numa solenidade de homenagem aos atletas de judô do Brasil:
 - Também vou entrar no tapume.

Evidentemente, o torcedor símbolo do curíntias queria se referir ao tatame, piso onde se desenvolvem as disputas do judô.

C.Pereira é jornalista e alvinegro, mas ao longo da carreira como comentarista esportivo, jamais cometeu uma gafe como qualquer uma dessas acima…

Categorias: Histórias Gloriosas
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Sem comentários

22 29UTC 07pmTue, 29 Jul 2008 15:18:27 +0000ç2008, 2008 · 1 Comentário

 A notícia como ela é, do site do jornal Lance:
Goleiro do Botafogo é assaltado no Maracanã

Renan foi agredido por membros de uma facção do Flamengo, mas não prestou queixa

O goleiro Renan, do Botafogo, foi assaltado por membros de uma facção organizada do flamengo nos arredores do Maracanã, no último domingo, após o clássico contra o rubro-negro, que terminou em 0 x 0.

Renan foi cercado, teve seu celular roubado e recebeu um soco na cabeça, mas o goleiro resolveu não prestar queixa na delegacia. O goleiro participou sem problemas do treino desta segunda, em General Severiano.
                                                        ***

Categorias: fora de campo
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Tire suas mãos dessa camisa alvinegra, Obina. Ela não pertence a você…

22 28UTC 07pmMon, 28 Jul 2008 18:22:44 +0000ç2008, 2008 · 1 Comentário

                      

Obina, a baleia baiana, apareceu com a camisa alvinegra na mão, nessa segunda-feira, na Gávea. Disse que era presente para um torcedor.

Duas pergunta que não querem calar.

Por que um torcedor do Botafogo pediria a camisa alvinegra para logo-quem, e para ser entregue logo-aonde? Ora, pode-se pensar que ele trocou de camisa com algum jogador botafoguense, mas o Devorador de Acarajé saiu antes do fim, inclusive recebeu uma vaia daquelas.

Será que isso não é encomenda para algum despacho de macumba?

Independente da resposta, só tenho certeza de uma coisa.

Não combina, Obina! Larga essa camisa! Essa estrela não te pertence!

E a única camisa XL alvinegra disponível a gente já reservou para o Zárate…

Categorias: fora de campo
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fla 0 x 0 Botafogo: só faltou o nocaute

22 27UTC 07pmSun, 27 Jul 2008 21:48:05 +0000ç2008, 2008 · 2 Comentários

                          

É a famosa situação do copo com água pela metade. Está meio cheio ou meio vazio?

No caso dos clássicos cariocas do Botafogo no Brasileirão, depende de quem encheu o copo.

Ainda com Cuca, o time jogou muito mal contra o vasco e, pior ainda, contra os reservas do fluminense – neste caso, já sob o comando (?) do Geninho. Em ambos os casos, o time não jogou bem e, na verdade, escapou da derrota. Copo vazio.

Nesse domingo foi diferente.

Ney Franco surpreendeu na escalação. Para fechar o time e impedir os avanços dos laterais rubro-negros, teve peito de botar Lúcio Flávio no banco e mostrou, como disse no final da partida, que não vai escalar o time de acordo com o salário de cada jogador. Recado mais claro, impossível. 

A estratégia deu certo, mas apenas parcialmente. Pois, se Léo Moura e Juan não criaram graças à marcação dura de Alessandro, Triguinho e Zé Carlos, no ataque o time pouco criou e, sim, sentiu MUITA falta de Lúcio Flávio na organização das jogadas ofensivas e, especialmente, no passe. Carlos Alberto não assumiu a responsabilidade de criação e o time simplesmente não conseguia criar jogadas. Pior: errava passes de forma contínua – Triguinho, Zé Carlos e Diguinho se “destacaram” nesse quesito. No ataque,  Jorge Henrique pouco criava e Wellington voltava a brigar com a bola, com finalizações horrorosas.

Resultado: o time quase não teve chances e tomou sufoco, mas nada também assustador. O único susto sério teve como protagonista Renato Silva, no finalzinho do primeiro tempo:  depois de falhar bisonhamente, ele conseguiu recuperar o ouro que ele mesmo havia entregue a Obina. Salvou a bola em cima da linha.

Lúcio Flávio entra no lugar de Zé Carlos no intervalo. E, em poucos minutos, a partida muda completamente.

Demonstrando motivação como poucas vezes vimos nessa temporada, Lúcio Flávio não só dá velocidade ao ataque, como deixa Wellington na cara do gol com ótimo passe e investe inclusive no desarme, com eficiência. E o Botafogo estrangula o adversário em seu campo. Aturdido, o flamengo erra muitas saídas de bola, mas se mostra perigoso no contra-ataque graças a erros primários de posicionamento da defesa alvinegra.

Aí foi um festival de chances criadas, que só não foram convertidas em gol por questões de centímetros. Caso da belíssima jogada individual de Túlio, culminada com chute na trave. Além de uma bola salva quase dentro do gol por Fábio Luciano após conclusão de Jorge Henrique e um tirambaço de WP no pé da trave do Diego. Era a hora de Carlos Alberto fazer a diferença, mas, infelizmente, ele não estava em tarde inspirada e não conseguiu decidir a partida.

O Botafogo encurralou o flamengo durante quase todo o segundo tempo. Se fosse no boxe, era a típica situação de levar o adversário às cordas e desferir uma série de golpes – faltou, porém, o upper capaz de derrubar o oponente. Faltou o nocaute. Mas a urubuzada continuava a ameaçar nos contra-ataques e, graças a incompetência de Obina e à segurança de Castillo, escapamos de uma derrota que seria extremamente injusta – Juan também teve uma chance incrível, desperdiçada praticamente de dentro da pequena área.

O placar final ficou no 0 x 0, mas há dois vencedores na partida: Ney Franco, que se impôs perante ao grupo, e a torcida alvinegra que, mesmo confinada, se impôs e calou a nassão rubro-negra. Essa vitória foi de goleada.

Então, o copo alvinegro ficou pela metade: meio cheio, por conta do segundo tempo. Meio vazio, pela incompetência para liquidar a partida e consolidar a supremacia conquistada.

Assim eles atuaram:

Castillo - Segurança no momento certo. Nota 7

Alessandro - Bem na marcação, razoável no apoio, mal na finalização. Nota 6

Renato Silva – Um vacilo incrível, uma recuperação notável. No resto, o de sempre. Nota 5

André Luiz – Um pouco melhor do que RS, especialmente no primeiro tempo. Nota 6,5

Triguinho – Razoável na marcação, mal no apoio. Nota 5

Túlio – Discreto no primeiro tempo, cresceu muito na segunda etapa com a entrada de LFlávio. Pela entrevista do intervalo, fica claro que não gostou da escalação inicial do time. Quase faz um golaço. Nota 6,5 Foi substituído por Gil, que fez ao menos uma jogada perigosíssima e também perdeu duas bolas de forma displicente. Falta muito para ser um diferencial. Nota 5

Diguinho - Bancou a marcação com personalidade, mas a média de passes errados cada vez aumenta mais. Nota 6

Zé Carlos – Muito mal. Errou passes de meio metro, marcou com dificuldades e atravancou os ataques alvinegros no primeiro tempo. Nota 3,5 Foi substituído no intervalo por Lúcio Flávio, que mudou o jogo ao acertar o passe e comandar as ações ofensivas da equipe. Nota 7,5

Carlos Alberto – Um chute perigoso, duas fintas dentro da área, zero gols. É pouco para o salário que ganha, especialmente num clássico. Nota 5

Jorge Henrique – Esparsas jogadas pelas pontas, algumas boas investidas pelo meio. Cresceu com a entrada de LFlávio mas faltou acertar a finalização: a bola dentro da área que preferiu cruzar em vez de chutar direto para o gol mostra toda sua insegurança em momentos decisivos. Nota 5

Wellington Paulista – No primeiro tempo, não acertou nada. Na segunda etapa, produziu bem mais e quase faz um gol antológico ao matar no peito e concluir de primeira – a bola, caprichosamente, bateu na trave. Nota 6

Ney Franco – Mais importante do que saber se ele errou ou não na escalação (acho que ele acertou), é perceber que tem um plano de jogo e faz alterações fundamentadas nesse plano traçado. Tem coerência e tranquilidade. Temos técnico. Nota 7,5

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Dois reforços para o clássico

22 26UTC 07amSat, 26 Jul 2008 04:13:53 +0000ç2008, 2008 · Deixe um comentário

E lá vamos nós contra eles de novo…

Sobre o clássico de amanhã, não pretendo dar uma de Nostradamus e fazer profecias que se auto-destruirão em 48 horas.

Mas chamo atenção para duas diferenças no Botafogo que enfrenta a flamengada no domingo para o time que perdeu três jogos decisivos no início do ano.

                                    

1. Carlos Alberto em campo - Com torcida quase única, a urubuzada vai pegar no pé do Carlos Alberto do início ao fim da partida. E ele, se tiver um pouco de inteligência e não perder a cabeça, pode transformar essa aparente adversidade em virtude e comandar as ações da partida, irritando seus marcadores e cavando faltas – mas sem ser desleal, para não correr o risco de ser expulso. Afinal, o próprio já afirmou que enfrentar o flamengo lhe rende motivação especial. Então, é chegada a hora de usar essa motivação na medida exata.

                                   

2. Ney Franco no banco – Como conhece muito bem o time do flamengo, o técnico alvinegro deve tentar neutralizar as principais jogadas rubro-negras e mostrar o caminho das pedras para o elenco alvinegro. Sua preleção, por motivos óbvios, será bem diferente das que o Cuca fez contra o mesmo adversário. E ele, ao contrário de seu antecessor (Geninho não conta, foi apenas um soluço), tem opções ofensivas à disposição que podem entrar no decorrer da partida e alterar a forma de jogar do time.

No resto, é saber administrar a partida nos primeiros minutos, pois a pressão pela vitória está do outro lado. Um empate no fim da etapa inicial pode ser considerado um bom resultado e assim, teremos tranquilidade para a definição da partida no segundo tempo. 

Palpite otimista: 2 x 0, gols de Wellington e Diguinho.

Ah, sim: Nostradamus apareceu por aqui para garantir que haverá expulsões na partida. Só não quis me dizer pra qual dos lados…

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Fogo amigo – Notícias de ex-alvinegros

22 25UTC 07pmFri, 25 Jul 2008 18:20:11 +0000ç2008, 2008 · Deixe um comentário

Na noite de quinta-feira, pelo Grêmio, Reinaldo marcou três vezes: salvo engano, fez mais gols do que na temporada inteira do ano passado pelo Botafogo. E olha que ele entrou no segundo tempo…

Juninho, em rara oportunidade como titular na zaga do São Paulo voltou a falhar feio contra o Inter na quarta-feira. A torcida tricolor, louca de fúria, pede a sua imediata dispensa.

Cuca conseguiu a proeza de saltar da panela de pressão para a caldeira do inferno.

E a divulgação do resultado do julgamento do Dodô, hein? Era pra junho, se estendeu para pós-Eurocopa… será que ficou para depois das Olimpíadas? Estranho, muito estranho…

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Castelo esburacado: fala, Vieira!

22 24UTC 07pmThu, 24 Jul 2008 23:04:22 +0000ç2008, 2008 · 2 Comentários

                      

Que gramado é esse?

Sim, eu sei que o Botafogo ainda não engrenou e continua errando passes a uma distância de centímetros. Mas a coitada da bola não está rolando no Engenhão, o nosso castelo. Parece que tem cupins na grama sofrida e descuidada. Parece também que contratamos diversos morrinhos artilheiros para fazer o que o Wellington Paulista e o Jorge Henrique não fazem com frequência.

Ah! Continuo confiando no Ney Franco: pelo menos atitude ele tem.

Vieira

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Fogão 4 x 0 Atlético-MG: Vitória com música

22 24UTC 07amThu, 24 Jul 2008 10:25:44 +0000ç2008, 2008 · Deixe um comentário

                          

C.Pereira

“Vestiu uma camisa listrada e saiu por aí…” – a composição de Assis Valente, interpretada por Carmen Miranda, em 1937 (um ano antes do Pereirão abrir os olhos para o mundo) tinha que ser a introdução da crônica. Superstição ou não, o certo é que mais um time mineiro levou de 4 do Fogão vestido de camisa listrada – a tradicional, bela e irresistível, com a estrela solitária no peito.
E não podia ser diferente, numa partida que mal começou já estava 1×0, graças a (proverbial) ajuda do lateral César Prates (lembram-se dele, em 2005, quando abandonou o Botafogo depois de ter feito quatro gols em cinco jogos?) que aos 30 segundos empurrou W.Paulista dentro da área. Lúcio Flávio, sem paradinhas ou frescuras fez a sua parte e meteu mais um de pênalti.

Mas não foi fácil como o placar de 4×0 poderia insinuar. Mesmo porque o Atlético andou rondando a área alvinegra durante boa parte do primeiro tempo, ainda que sem maiores perigos. Basta dizer que Castillo praticamente não fez nenhuma defesa difícil nos primeiros 45 minutos. É certo que o árbitro, atendendo ao bandeirinha, anulou um gol de Gedeão (nome do Antigo Testamento) num lance polêmico: se até o tira-teima da TV deixou dúvidas, imaginem o pobre do assistente que tem segundos para decidir!
Aliás, o Botafogo poderia ter definido o jogo no primeiro tempo, se Carlos Alberto tivesse mais fôlego. Ele puxou dois contra-ataques mas não teve “punch” para concluir com sucesso as jogadas.  No primeiro,  quis ir até o gol mas lhe faltaram pernas e no segundo ele não observou Wellington Paulista ao lado inteiramente livre para receber o passe. Por falar em contra-ataque,  coube a Renato Silva a autoria do melhor deles, quando quase no final do primeiro tempo, levou a bola do meio de campo até quase a área do Atlético em lance aplaudido pela torcida alvinegra.
Deu para notar no primeiro tempo que a zaga do Botafogo estava bem, apesar de algumas indecisões que causa o esquema de três zagueiros (nem sempre um deles sabe exatamente o que fazer!). O meio de campo é que se mostrou atabalhoado (como costuma dizer um velho cronista daqui da PB) com Túlio sem repetir os seus melhores momentos e Lúcio Flávio, meio perdido, sentindo a presença muito próxima de Carlos Alberto. Acho até que um dos dois vai ter que sobrar para a entrada de Jorge Henrique. Sem falar no Zé Carlos, cujo papel no time, o treinador Ney Franco tem que definir, e logo…
No segundo tempo, com o Atlético indo para o tudo ou nada, mais uma vez César Prates ajudou o Fogão com a sua (merecida) expulsão. Com um jogador a menos (depois teve outro expulso), o Atlético ficou muito vulnerável e com a entrada de Jorge Henrique no lugar de Thiaguinho ( Ney Franco mostrou que sabe mexer no time, quando necessário ), o ataque deslanchou e, nos últimos 20 minutos marcou mais três gols, transformando um jogo que, em princípio, parecia difícil numa goleada. Por sinal mais uma, no meio da semana, contra um time mineiro. Cruzeiro, Cruzeiro, bota as barbas de molho que daqui a 3 semanas, teu time vai jogar no Engenhão!
Destaques para André Luiz e Renato Silva (esse um dos melhores), Lúcio Flávio (no segundo tempo), Carlos Alberto (precisa aumentar a resistência física), W. Paulista que aprendeu a jogar sem precisar fazer gol, Jorge Henrique que não pode ficar de fora do time e todo o restante que se houve bem numa partida cujo resultado foi o que mais importou.

Estamos numa posição mais cômoda e, agora sim, fomos promovidos. Já temos um banco, ao invés do “tamborete” do ano passado. E que se cuide o flamengo. Em 2007, nos encontramos, o Fogão descendo e urubu subindo. Quem sabe, este ano, vai haver também o encontro que, aliás, começa domingo – espero que seja exatamente ao contrário…
Para terminar como comecei, isto é, com  música, que tal lembrar a letra do hino mais famoso e adorado do Brasil? “Tu és o Glorioso, não podes perder, perder pra ninguém…”
E, como dizia o inesquecível João Saldanha: É isso aí, meus amigos…

C.Pereira é jornalista e alvinegro, não necessariamente nessa ordem e, mesmo escalado de última hora para a crônica do jogo do Botafogo, correspondeu integralmente às expectativas e mostrou que continua em plena forma…

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Botafogo 4 x 0 Atlético-MG: Isto é o futebol

22 24UTC 07amThu, 24 Jul 2008 00:11:17 +0000ç2008, 2008 · Deixe um comentário

De antemão, aviso: por motivo profissional, não pude ver o jogo; tive que sofrer pelo tempo real da internet. Mas, de acordo com o relato dos Pereirinhas e de amigos, o primeiro tempo foi sofrível e na segunda etapa, o time deslanchou.

Mas vocês não ficarão sem a crônica da partida, em breve aqui no Fogo Eterno, assinada por um nome de categoria. E, claro, com a colaboração de vocês, inclusive na escolha do Herói do Jogo.

Da minha parte, apenas um comentário: em quatro dias, mais uma prova da imprevisibilidade do futebol. 

No domingo, jogamos muito bem e perdemos a partida. Nessa quarta, não fomos tão bem e goleamos: 4 x 0. Claro que os adversários têm qualidade técnica diferente, mas…  

Independente disso, essa vitória veio na hora certa!

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Carlos Alberto ou Lúcio Flávio?

22 22UTC 07pmTue, 22 Jul 2008 22:28:32 +0000ç2008, 2008 · 5 Comentários

                           

 Ney Franco decidiu sacar Jorge Henrique do jogo dessa quarta-feira contra o Atlético-MG.

Será, portanto, uma boa oportunidade para ver o que Carlos Alberto e Lúcio Flávio produzem em conjunto.

Diferentes temperamentos, formas diferentes de jogar, estilos beeeeeem diferentes de levar a vida.

E a mesma função: contribuir decisivamente, com passes ou chutes, para os gols alvinegros. 

Nesse momento, acredito que o Botafogo precisa mais do estilo enérgico e vai-encarar do CA do que do bom-mocismo estóico e conformado do LF. E o segundo tempo contra o São Paulo retratou com exatidão essa necessidade. Quem sabe, porém, os dois não se complementam como no símbolo do taoísmo?

Mas, ao contrário de parte da expressiva torcida alvinegra, não desejo banco eterno, muito menos a dispensa do atual capitão do time. Pelo contrário: acredito que L.Flávio, no segundo tempo, pode desempenhar papel importante na partida.

De toda forma, apesar das incríveis falhas de finalização, preferia que o Jorge Henrique continuasse como titular, pois há pelo menos quatro partidas (desde o anúncio da contratação do Gil…) ele tem se movimentado bastante e se mostrado novamente um atacante capaz de entortar a marcação adversária. Lúcio ou Zé Carlos deveriam ser sacados para a entrada de Carlos Alberto.

 Quanto a Gil entre os titulares, por enquanto…aquele abraço!

 

Acréscimo auto-celebrativo: A nota sobre Carlos Ying Alberto e Lúcio Yang Flávio foi o post de número 300 do Fogo Eterno. E o número de acessos ultrapassou 15 mil. Valeu a todos, leitores e co-autores! Aguardem, em breve, uma mini-retrospectiva do ano alvinegro até agora!

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Crônicas do Pereirão – O Botafogo e Eu (*)

22 22UTC 07pmTue, 22 Jul 2008 17:49:12 +0000ç2008, 2008 · Deixe um comentário

C.Pereira

Que partilhamos defeitos e qualidades comuns, não há dúvida. Nos meus torneios, quando mais preciso manter os números do placar, bobeio num lance, faço gol contra, comprometo, tal qual o Botafogo, numa difícil campanha.

A mim e a ele soem acontecer sumidouros de depressão, dos quais irrompemos eventualmente para a euforia de uma tarde luminosa.

Sou preto e branco também, quero dizer, me destorço para pinçar nas pontas do mesmo compasso os dualismos do mundo, não aceito o maniqueísmo do bem e do mal, antes me obstino em admitir que no branco existe o preto e no preto, o branco.
Sou um menino de rua perdido na dramaticidade existencial da poesia; pois o Botafogo é um menino de rua perdido na poética dramaticidade do futebol.
Há coisas que só acontecem ao Botafogo e a mim. Também a minha cidadela pode ruir ante um chute ridículo do pé direito do Escurinho.
O Botafogo tem uma sede, mas esqueceu a vida social; também eu só abro os meus salões e os meus jardins à noite silenciosa.
O Botafogo é de futebol e regatas; também eu sou de bola e de penosas travessias aquáticas.
O Botafogo é um clube com temperamento amadorístico, mas forçado, a fim de não ser engolido pelas feras, a profissionalizar-se ao máximo; também sou cem por cento um coração amador, compelido a viver a troco de soldo.
Reagimos ambos quando menos se espera; forra-nos, sem dúvida, um estofo neurótico. Se a vida fosse lógica, o Botafogo deixaria de levar o futebol a sério, fechando suas portas; eu, se a vida fosse lógica, deixaria de levar o mundo a sério, fechando os meus olhos.
O Botafogo é capaz de quebrar lanças por um companheiro injustiçado pela Federação; eu aguardo a azagaia de uma justiça geral.
O Botafogo pratica em geral o 4-3-3; como eu, que me distribuo assim em campo: no arco, as mãos, feitas para proteger minha porta; na parede defensiva, meus braços, meu peito aberto, meus joelhos e meus pés; no miolo apoiador, trabalho com os pulmões e o fígado; vou à ofensiva com a cabeça, a loucura e o coração. Falta um, Zagalo. Em mim, essa energia sem colocação definida é a alma, indo e vindo, indistinta, atônita, sarrafeada, desmilingüindo-se até o minuto final.
O Botafogo é capaz de cometer uma injustiça brutal a um filho seu, e rasgar as vestes com as unhas do remorso; como eu.
O Botafogo põe gravata e vai à macumba cuidar de seu destino; eu meto o calção de banho e vou à praia discutir com Deus.
O Botafogo não se dá bem com os limites do sistema tático; tem que ser como eu, dramaticamente inventado na hora.
Miguel Ângelo é botafogo, Leonardo é flamengo, Rafael é fluminense; Stendhal é botafogo, Balzac é flamengo, Flaubert é fluminense; Bach é botafogo, Beethoven é flamengo, Mozart é fluminense. Sem desfazer dos outros, é com eles que eu fico, Miguel, Henrique, João Sebastião. Dostoiévski é Botafogo, Tolstói é flamengo (na literatura russa não há fluminense); Baudelaire é fluminense, Verlaine é flamengo, Rimbaud é Botafogo; Camões não é vasco, é flamengo, Garrett é fluminense, Fernando Pessoa é Botafogo. Sim, Machado de Assis é fluminense, mas no fundo, no fundo, debaixo da capa cética, Machado, um bairrista, morava onde? Laranjeiras!
O Botafogo é paixão, é Brasil, é confusão;  Paulo Mendes Campos é paixão, Brasil, confusão.
O Botafogo conquistou um campeonato esmagando inesperadamente o Fluminense de 6 x 2; uma vez, enfrentei um dragão enorme e entrei no castelo encantado.
O Botafogo, às vezes, se maltrata, como eu; o Botafogo é meio boêmio, como eu; o Botafogo sem Garrincha seria menos Botafogo, como eu; o Botafogo tem um pé em Minas Gerais, como eu; o Botafogo tem um possesso, como eu; o Botafogo é mais surpreendente do que conseqüente, como eu; ultimamente, o Botafogo anda cheio de cobras e lagartos, como eu.
O Botafogo é mais abstrato do que concreto; tem folhas-secas; alterna o fervor com a indolência; às vezes, estranhamente, sai de uma derrota feia mais orgulhoso e mais Botafogo do que se houvesse vencido; tudo isso, eu também.
Enfim, senhoras e senhores, o Botafogo é um tanto tantã (que nem eu). E a insígnia de meu coração é também (literatura) uma estrela solitária.

(*) Gostaria muito de ter escrito essa crônica. Lamento não ter o talento de Paulo Mendes Campos, seu autor, um dos mais famosos cronistas brasileiros e um dos grandes torcedores que já teve o Glorioso, para expressar -  com tanta emoção -   o que milhões de alvinegros sentem quando se trata de Botafogo.

Pela transcrição,

C. Pereira é jornalista e alvinegro, não necessariamente nessa ordem, e presenteou seus filhos com a coleção “Para gostar de ler”, que incluía, no início, crônicas de Rubem Braga, Carlos Drummond e dos alvinegros Fernando Sabino e Paulo Mendes Campos. Quatro craques das letras.

PS: Eu, o Pereira, considero esse o maior texto já escrito sobre o que é ser Botafogo. Nem mais, nem menos. Grande lembrança do Pereirão!

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Sportv ou SPTV? O Mundo de Milton Morumbi

22 21UTC 07pmMon, 21 Jul 2008 17:17:31 +0000ç2008, 2008 · 3 Comentários

                        

Bom, eu já tinha prometido não me aborrecer mais com as transmissões no esquema pay-per-view desde as descaradas torcidas dos comentaristas locais nos jogos contra o náutico e o Vitória – nesse último, o tiozinho com o microfone na mão chegou a dizer que o André Luiz voltava ao time ”depois de ter agredido a polícia pernambucana” (sem comentários).

Nem iria comentar novamente o acinte que representa para um torcedor alvinegro a presença de Júnior, ídolo rubro-negro, como comentarista de flamengo x Botafogo – espero que o fato não se repita no próximo domingo.

Mas ontem, no Morumbi, o Sportv ultrapassou todos os limites do razoável.

 Pra variar, o Milton Leite, jornalista que encara o futebol como times-de-são-paulo-contra-o-resto-do-Brasil, só tinha olhos para o time da casa. Dois exemplos altamente reveladores de como o Milton vê o mundo a partir do Morumbi:

# Bola alçada na área alvinegra, Castillo sai em falso e Milton Leite comenta, com ironia: “O goleiro estava perdidaço”. Ora, jamais você ouviu o locutor em questão chamar Rogério Ceni de “o goleiro”, Muricy de “o técnico” ou Alex Silva de “o zagueiro”. Todos são (bem) tratados pelo nome próprio, o que denuncia não só conhecimento e respeito, mas intimidade. Até porque, num desses Bem Amigos da vida, o Ceni revelou que tinha autografado uma camisa tricolor para a filha do chapa Milton.

# Por três vezes consecutivas, o narrador chamou Jorge Henrique de Jorge Wagner. Ato falho? Freud explica: o São Paulo não sai da cabeça do Milton Morumbi.

Além disso, antes de dar o braço a torcer e reconhecer a superioridade alvinegra nas ações da partida, o comentarista (?) Müller analisava o jogo da seguinte maneira: “O São Paulo tem que estar atento, tem que se cuidar…”.

Sem contar os repórteres de campo revelando cada pedido de Muricy ao longo do primeiro tempo para os jogadores do seu time. Sobre as reações do Ney Franco, silêncio total.

A equipe do SporTV, ao adotar esse comportamento, ignora o óbvio: quem está pagando para ver aquela partida é o torcedor do clube visitante. E ele tem direito a uma narração isenta, ou pelo menos disfarçadamente imparcial. 

Tecla SAP neles!

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