Vieira: Na crônica do jogo, você esqueceu de dar a nota para o Geninho!
Pereira: É verdade, eu nem lembrei que ele estava lá. Aliás, nem lembrei que tinha um técnico no banco do Botafogo. O cara fica quieto durante o jogo, não faz nada, é o treinador do tanto-faz. Tinha obrigação de ter acertado o time para continuar pressionando no segundo tempo, mas nem isso elel conseguiu…
Vieira: Geninho é um treinador aposentado ainda em atividade. Tô pegando fama de chato, mas para ser técnico do Botafogo tem que ter um algo a mais. Ele não tem, vive de um título que ganhou com o Atlético-PR há uns dez anos, e só.
Pereira: Pois é, ele também me dá a impressão que, quando está de folga no domingão, fica cochilando no sofá em vez de observar os adversários. Envolvimento zero. Aí realmente dá saudade do Cuca.
Vieira: E agora esse papo do Carlos Alberto ir embora…
Pereira: É, mas ele não jogou nada no sábado, Vieira.
Vieira: Sim, mas é o único jogador de verdade que a gente tem! Eu acho que devia começar tudo de novo. E com tudo novo. O estádio não é novo? Então, monta um time novo, com gente com garra, que chegue disposta a brigar. E, claro, com um técnico novo também: novo nas idéias, não só de idade. Se é para brigar apenas pra escapar do rebaixamento, vamos brigar com garra, sem cai-cai, com vontade.
Pereira: Se é essa a nossa única pretensão, você tem toda razão.
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