Que pelada esse Brasil x Argentina, hein?
Do lado canarinho, um bando de jogadores desinteressados, no máximo medianos, orientados (?) por um aprendiz de treinador, pateticamente incompetente.
Do lado argentino, apenas um cara queria jogar bola: Messi. E foi justamente aplaudido pela torcida mineira, o que provocou indignação em alguns jogadores brasileiros - numa explícita demonstração de dor-de-cotovelo.
Depois o pessoal reclama quando o torcedor diz que torce mais pelo seu clube do que pela seleção de seu país. Quase sempre, a turma dos reclamões engrossa, de quatro em quatro anos, a maior torcida brasileira, muito maior do que a do framengo-quando-ganha: É a Brasil-em-copa-do-mundo. Aí é um furor coletivo, um transe consumista, uma idiotia generalizada. E muita gente faturando por trás desse surto de nacionalismo. E essa torcida sazonal, de fitinha verde-amarela na cabeça, ainda se acha no direito de criticar o torcedor de verdade que ousa desafinar o coro dos contentes:
“Ah, você não é ser patriota, o Brasil tem que estar acima de tudo, blá-blá-blá…”
O problema, meus caros ufanistas de plantão, é que a Seleção Brasileira há tempos não rima com paixão. E por diversos fatores: o fato de os jogadores terem perdido o contato com o país e se isolado por completo de suas origens, a decisão da CBF de vender TODOS os amistosos internacionais e levá-los para longe do território nacional, os critérios escusos que determinam convocações e exclusões, o longuíssimo tempo entre um jogo e outro em competições oficiais (como as Eliminatórias) no Brasil, etc, etc, etc.
Sem contar os fatores extra-campo que não vou nem levantar porque aqui não é o espaço. Basta ver o que aconteceu semana passada no Rio, quando as Forças Armadas entregaram três caras para os traficantes, dizendo: “Temos um brinquedinho pra vocês”. Fatos que não despertam o menor orgulho no cidadão.
Paixão tem que ser vivenciada: diariamente ou no máximo semanalmente. Ou a cada jogo, a cada gol. Tem que ser cultivada, tem que ser sofrida, tem que ser intensa, tem que ser maior do que a vida. E nada disso entra em campo quando lá estão os mercenários canarinhos.
Para mim, o Botafogo representa o que o Brasil deveria representar – e já representou, de 1950 a 1982, com três conquistas sensacionais nesse intervalo.
Com todos os problemas que enfrenta e já enfrentou, o meu clube consegue provocar o sentimento que o meu país deveria despertar em seus cidadãos.
E, vamos falar sério, essa musiquinha do “Sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor…” também não ajuda. É de lascar, não?

3 respostas Até agora ↓
Rodrigo // 22 19UTC 06pmThu, 19 Jun 2008 14:04:58 +0000ç2008, 2008 às 12:48 p06 |
Marcelo, amigo, estou sendo repetitivo. Perdoe-me, mas outra vez: PERFEITO!
Sou constantemente criticado pelos meus amigos qnd digo que torço contra o Brasil, desde 1998 e o esquisito episódio do Ronaldo, desmaio, Nike, $$, etc…
Ontem, mais uma vez, torci para a Argentina, sim. Pq? Pq eles jogam com vontade, apesar de ricos e morando na Europa. Ao contrário destes mercenários e mascarados fabricados em série do Brasil (repare: tds têm o mesmo brinco, os mesmos colares, o mesmo corte de cabelo…).
Continuarei assim, enquanto estes mascarados e esta comissão técnica jurássico (fora o porco-maior, R.Teixeira) estiverem à frente da seleção.
Cago e ando pra “sou brasileiro com muito orgulho”. Sinceramente, sou brasileiro, PONTO!Legal, é aqui que eu moro e sim, gosto. Mas orgulho? Só de ser honesto e com uma familia maravilhosa e grandes amigos. De ser brasileiro? Tenho minhas dúvidas, amigo.
Reforço que as palmas para o Messi deveriam ser 100x maiores, pois ele mostrou como um milionário joga, qnd defende uma pátria: De forma humilde, eficiente e suando a camisa.
E existem aqueles que exaltam o Robinho..o “rei das pedaladas” …pena que todas improdutivas!
O que é Robinho perto do Messi?
A mesma coisa que o Unimed FC perto do nosso GLORIOSO BOTAFOGO, amigo.
Resumindo: N-A-D-A!
Abs e SA!!!
fágio gomes // 22 19UTC 06pmThu, 19 Jun 2008 17:31:25 +0000ç2008, 2008 às 12:48 p06 |
la pregunta????
hehe
C.Pereira // 22 19UTC 06pmThu, 19 Jun 2008 18:00:15 +0000ç2008, 2008 às 12:48 p06 |
Marcelo, até no hino nacional, a Argentina foi melhor. Aliás, eles cantam o hino todo, sabem a letra e tiveram uma cantora que lembrou os melhores momentos da nossa Maria Betânia. E a Gal? Com os seus quilinhos a mais foi igual à Seleção: meramente burocrática…