Fogo Eterno

História nada gloriosa: As crônicas do Pereirão

22 17UTC 06amTue, 17 Jun 2008 00:08:17 +0000ç2008, 2008 · Deixe um comentário

Jornada sem glória (da seleção)

C.Pereira
      Meus amigos – como dizia o saudoso João Saldanha, há muito tempo eu não via a seleção brasileira jogar tão mal, ser tão desrespeitada e só causar revolta nos torcedores brasileiros. Não é apenas pelo resultado (normal) diante do fraco time do Paraguai (qualquer time da elite da atual Eurocopa lhe dá uma boa sova!), mas principalmente pela forma como jogou o time que ostenta o pomposo título de pentacampeão mundial.

      Uma seleção medíocre em todos os sentidos – sem salvação pra ninguém. A começar (e se Deus quiser terminar logo) com o técnico (?) Dunga que está muito mais para desenho animado de Branca de Neve e os sete anões do que para treinador de um selecionado brasileiro.

      Um time medroso, com três (ou quatro?) volantes de marcação, que não conseguiu, num chatíssimo e arrastado primeiro tempo, dar sequer um chute a gol. Uma equipe sem personalidade, sem orientação tática – enfim um desastre, aliás, uma tragédia anunciada. Jogadores como Josué, Mineiro e Gilberto Silva são atletas que nunca chegarão a ser craques – mesmo que Dunga queira que eles sejam e, para isso, recorra até a promessa a São Judas Tadeu, aquele das causas impossíveis…

      Um time amalucado no segundo tempo, mudando da água para o vinho (este de péssima safra, já meio avinagrado!). Com dois centroavantes a baterem cabeça, como se altura e peso fossem atributos de bom jogador de futebol (  isso é coisa para halterofilista do interior), a seleçãozinha conseguiu dar dois chutes a gol, por Anderson, de fora da área. Aliás, o Paraguai esteve muito mais perto do terceiro gol do que o timinho de Dunga fazer o chamado tento de honra! E olhe que o time local estava com dez homens desde o começo do segundo tempo.

      Enfim, uma seleção que envergonhou craques (estes sim) como Nilton Santos (deve ter ficado irritado!), Pelé, Amarildo, Zagalo, Gerson, Jairzinho, Zico, Rivaldo, Romário, Sócrates, Falcão, Paulo César – para citar apenas alguns que graças a Deus estão bem vivos para contar a história de jornadas gloriosas de uma seleção que empolgava, emocionava e fazia chorar os brasileiros, de felicidade e orgulho.

      O choro agora é de revolta e é de tristeza – afinal, estamos jogando fora um dos maiores patrimônios já construídos neste país: a figura emblemática da seleção brasileira de futebol, aquela conhecida como seleção-canarinho que, a propósito, não tem nada a ver com  o timeco que jogou domingo em Assunção.

      E as coisas tendem a piorar, pois nem mesmo uma retumbante vitória (?) diante da também fraca seleção da Argentina, fará de Mineiros, Josués e similares craques de futebol. E, muito menos, Dunga técnico de seleção brasileira – este sim o maior blefe dos últimos tempos no futebol pentacampeão do mundo.

      Chega de tanta asneira – como dizia o saudoso João Saldanha…

      P.S. Tem outro time medroso no pedaço. E é pena que seja o meu (o nosso) Botafogo que, fora de casa, não consegue tirar ponto de ninguém…

 

C.Pereira é jornalista e alvinegro, não necessariamente nessa ordem.

Categorias: Histórias Gloriosas
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