Fogo Eterno

Um filme para rir e para chorar

22 09UTC 05pmFri, 09 May 2008 15:45:39 +0000ç2008, 2008 · Deixe um comentário

Amarelo-Mengo
Comédia dramática, 90 minutos, Co-produção Brasil/México, 2008.
 
Sinopse: Festa familiar se transforma, devido à insurgência de personagens coadjuvantes revoltados com a condição subalterna imposta pelo diretor, em uma jornada sem volta rumo ao desespero e à escuridão.
 
Crítica: Inteiramente filmado em única locação, Amarelo-Mengo manipula com maestria as emoções do espectador, em evidente sintonia com o cinema de Michael Haneke, Lars Von Trier e Monique Gardenberg (um dos atores principais, Obina Shok, foi recrutado enquanto comia acarajé no intervalo das filmagens de Ó-paí-ó).

O roteiro apresenta situações inverossímeis, como o fato de um dos protagonistas, justamente o mais experiente, aceitar a organização de uma festa de despedida antes de um momento de decisão, situação impensável na vida real. Há também cenas desagradáveis de violência, especialmente na segunda parte da fita. Mas o resultado final pode ser considerado envolvente, eletrizante e surpreendente. E já é sucesso de público: 50 mil espectadores logo na estréia.
 
Preste atenção: As cenas finais, de altíssima voltagem emocional, têm provocado controvérsia. Na primeira sessão, o público se dividiu: muitos caíram em prantos, como se assistissem a um dramalhão mexicano. Outros, mais distanciados, caíram na gargalhada devido ao desempenho patético dos protagonistas.
 
Curiosidade: Mal estreou no Brasil, o filme ganhará remake nos EUA com direção de David Lynch e título de Funny Game. “Quero enfatizar o aspecto surrealista da trama original, como se fosse um interminável pesadelo”, antecipa o cultuado cineasta.
 


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