Oito da matina no aeroporto, julho de 2007.
A delegação alvinegra espera a chamada para o embarque. Uns jogadores tentam cochilar, outros se isolam com ajuda dos Ipods. Cuca e Montenegro estão encostados no balcão do coffee shop. Olhar distante, pensamento fugidio, o técnico alvinegro parece bem distraído. Uma pergunta, porém, o traz de volta à realidade :
- Cuca, quer jaca?
Ainda com sono, o técnico não entende direito a pergunta.
- Ahn?
Montenegro insiste na oferta inesperada.
- Você quer jaca, Cuca?
- A essa hora da manhã? Tá louco, Montenegro!
- Ainda bem porque aqui só tem café. Rá-rá-rá!
Cuca dá um sorriso amarelo. O dirigente se oferece:
- Jaca não tem, mas deixa que eu pago um café pra você…
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E o que esse pequeno flagrante do cotidiano alvinegro em 2007, testemunhado pelo Fogo Eterno, tem a ver com o Botafogo de 2008? Nada, é claro! Mas, a partir de agora, a frase montenegriana que trouxe Cuca de volta ao Planeta Terra será o título da nova seção do blog. Toda vez que detectarmos devaneios de nosso treinador, jogadores ou de algum outro manda-chuva alvinegro, iremos disparar o alarme, aqui instalado em quatro níveis de segurança, para chamá-los de volta à realidade. Exemplos:
Nível I: Cuca, quer jaca?
Nível II: Montenegro, quer jaca?
Nível III: LÚCIO FLÁVIO, QUER JACA?
Nível IV: RENATO SILVA, QUER JACA?
Chegou a hora, portanto, de enviar o primeiro sinal de alerta. O técnico alvinegro preteriu Edson e Eduardo. Resolveu escalar o recém-chegado Bruno Costa no lugar do contundido André Luiz no jogo de amanhã. Estrear um zagueiro do Boavista, que jamais jogou num time grande, nas quartas-de-final da Copa do Brasil, é gostar de viver perigosamente. Por isso, vale a pena mandar um alarme de nível dois:
- Cuca, quer jaca?


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