Sem Alessandro e Triguinho nas laterais para surpreender com as subidas ao ataque, as chances alvinegras se concentram nas chuteiras de Túlio, Diguinho, Lúcio Flávio e Zé Carlos.
Se o meio-de-campo funcionar a contento, conseguiremos destruir as jogadas rubro-negras ainda no campo do adversário, impedindo os avanços de Léo Moura e Juan. E ainda, de quebra, roubar a bola e armar as jogadas para finalizações de Wellington Paulista ou Fábio. Ou para os chutes de longa distância de Túlio e LF.
Vale lembrar que o Botafogo saiu na frente no placar em todos os clássicos que disputou. E isso não aconteceu porque estava escrito nas estrelas ou nas cartas do tarô, mas como decorrência lógica da conquista de maior domínio no meio-de-campo.
Como no futebol americano, avançamos no território inimigo até obter o touchdown.
Se a marcação recuar e ceder campo para o Império do Mal, será um deus-nos-acuda. Porque nossa zaga é lenta e também tem dificuldades em fazer a linha de impedimento. E, como não haverá laterais de ofício do nosso lado, os que estarão por ali improvisados terão maiores dificuldades para se impor em relação a alguns jogadores rápidos como L.Moura, Juan e Marcinho.
Pelas razões expostas acima, a partida de domingo será, antes de mais nada, o jogo da superação.
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