Para continuar na Taça Rio e pegar o flu na final, o Botafogo tem hoje a mais difícil das tarefas dos quatro semifinalistas. Salvar um match-point – e no saque do adversário.
Sim, porque é duro reconhecer, mas o flamengo não tem muito o que perder nesse jogo de hoje. Se sair derrotado, ainda pode se dar ao luxo de dar um tapinha nas nossas costas e dizer: vamos ver se vocês nos encontram na final.
Já, para nós, é tudo-ou-nada. Por isso, antes de qualquer coisa, será importante controlar os nervos. Especialmente os de Túlio e Jorge Henrique, dois dos titulares que, por excesso de vontade, acabam se descontrolando em momentos decisivos da partida. E os jogadores do fla, como sabem disso, farão de tudo para provocar os alvinegros.
É importante ter consciência que é um clássico, mas não é o fim do mundo. Nada de reações exageradas – nem em caso de derrota nem de vitória (se bem que, se ganharmos, vai ser difícil deixar de gritar…).
E, repito, não se trata de um jogo em circunstâncias normais: não dá para esquecer os últimos acontecimentos envolvendo os confrontos dos dois times. Até mesmo a decepção de 2007 continua atravessada na garganta alvinegra. E, por enquanto, em vez de motivação, o fator emocional só dificultou a nossa jornada.
Nervos controlados, sou mais Botafogo.
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