Fogo Eterno

Entradas do Abril 2008

Exclusivo: Crônica do Chororô Anunciado

22 30UTC 04amWed, 30 Apr 2008 00:21:54 +0000ç2008, 2008 · 4 Comentários

Bem, Amigos da Rede Mengo!

Quero começar meu programa de hoje dizendo que eu estou muito preocupado. Preocupado e indignado! Como é que o meu time do coração vai jogar no México, a menos de uma semana da final do Campeonato Carioca? Ora, o desgaste de uma viagem de avião dessa magnitude é incalculável! Ficamos sentados durante doze horas, sem cair na farra, isso a mais de 10 mil metros de altitude! Está na hora de nosso presidente Márcio Brega entrar com recurso na Fifa e exigir que as aeronaves com a delegação rubro-negra só voem na altitude de urubu, a 30 metros do solo… Sobre esse assunto, eu quero ouvir logo na abertura o Rubro-Mengo Profissional. Você concorda comigo, RMP?

- Claro, Rubrueno! E digo mais! Já falei com meu amigo Kleber Dente-de-Leite…

- RMP, eu sei que esse assunto faz seu coração Rubro-Mengo Profissional bater mais forte, mas se controle! O programa é meu. Mas como sou um cara legal, vou deixar todos vocês falarem daqui a pouquinho: cada um terá 17 segundos para concordar comigo!

- Mas Rubrueno, eu não resisto! Inclusive eu tenho uma informação privilegiada, que me foi passada em segredo por um conselheiro anônimo alvinegro, o Charles Borer: o Cuca vai deixar o Botafogo na véspera da final para treinar a Seleção de Andorra, que tentará uma vaga nas eliminatórias da Eurocopa. É proposta irrecusável, hein?

- Se segura, Rubro-Mengo! Depois a gente fala do adversário! Agora temos que nos unir para conseguir o adiamento da decisão de domingo para o dia 23 de outubro de 2047, quando os nossos guerreiros estarão, enfim, plenamente recuperados do desgaste dessa viagem tão cansativa! E o risco de uma contusão no Free Shop? Aquelas sacolas são perigosíssimas, ainda mais cheias de perfumes! E alô, Dente-de-Leite: Alguém tem que vigiar o Obina, senão ele vai se empanturrar de acarajé com guacamole! Isso é sério, gente! Afinal, é o Brasil na Libertadores, gente! E o Brasil é todinho rubro-negro…

(Silêncio no estúdio. Voz embargada, Rubrueno respira fundo)

- É, não adianta. A emoção fala mais alto nessas horas… Daqui a pouco tem atração musical, só que eu esqueci quem é… (consulta as fichas). Zeca Pagodinho e Beth Carvalho juntos cantando o “Ninguém Cala”? Ah, que pena, não vai dar, nosso tempo está estourado hoje. Produção, manda uma van levá-los até o Engenhão…  

- Agora, sim! Vamos falar da decisão do Estadual do Rio de Janeiro. Todo mundo vai poder comentar, mas os rubro-negros falam primeiro; se sobrar tempo, os outros dizem qualquer coisa.  Mas antes eu queria pedir para passar as imagens do primeiro jogo…
(De olho no monitor, acompanha atentamente os lances da partida)

- O Zé Roberto fez uma partidaça, não? Ah, desculpa, é o Zé Carlos! Claro, o Zé Roberto ficou de fora, tomou o terceiro cartão, não foi, José Roberto Wrong?…

- Foi, sim. Suspensão justíssima, inclusive passível de punição com cartão vermelho, ele e os outros dez jogadores botafoguenses… nesse momento! Não, recua um pouco a imagem… Agora, sim, nesse momento! Ops, também não foi agora…

- Muito bem, Wrong! Depois a gente aciona o tira-teima. Agora eu quero ouvir o canto das torcidas no Maracanã, que fazem um espetáculo bonito, o espetáculo das famílias…

Tu és time de travecão
Vai pra motel fuleirão
Que papelão…

Eu nunca me esquecerei
Onde estiver gritarei
Seu boiolão…

- Essa música tá diferente…

(presta atenção na letra).

- Não, essa eu não gostei, não! Não era essa música combinada, Mário Jorge, era para colocar a do chororô! Assim vocês querem me derrubar, seus traíras! Rubro-Mengo Profissional, faz alguma coisa!

- Olha, Rubrueno, fiquei sabendo também que o Botafogo terá um outro desfalque para domingo: Wellington Paulista recebeu uma proposta irrecusável para retornar ao Juventus. Vai trocar General Severiano pela Rua Javari antes mesmo da final. E quero ver a diretoria alvinegra desmentir! 

- Enfim, uma boa notícia! Obrigado, Rubro-Mengo, por isso que você não pode faltar aqui no nosso programa! Agora eu quero ouvir a opinião isenta de um outro comentarista… É você mesmo, meu amigo Sênior Capacete! Um dos maiores jogadores brasileiros de todos os tempos, ganhou duas Copas do Mundo!

- Não, Rubrueno, eu nunca ganhei nem uma, quanto mais duas Copas… 

- Desculpa, Sênior, te confundi com o Nilton Santos! E vou dizer uma coisa: realmente, o Nilton ganhou dois Mundiais, mas você ganhou muito mais!  Você ganhou a simpatia do Brasil inteiro quando resolveu virar cantor! “Voa, urubuzinho, voa…” 

- Não, Rubrueno: era “Voa, canarinho, voa…”

- Tanto faz, Sênior! Deixa esse negócio de Copa do Mundo de lado e vamos falar de coisa mais importante. Você não acha que essas invenções, digo, informações do RMP, da saída do Cuca para a Seleção de Andorra e do Wellington Paulista para o Juventus, podem causar um sério desequilíbrio emocional no Botafogo?

- Sim, Rubrueno, vou te falar uma coisa que eu andei pensando…

(suspense)

- Além de ser um time instável emocionalmente e só saber jogar no contra-ataque, o Botafogo não tem peças de reposição. 

- Eles não têm peças de reposição?!

(mais suspense)

- Sim, então a vantagem é toda nossa, Rubrueno!

-  É verdade, Sênior! Como é que eu não pensei nisso antes? Que análise brilhante! Só peço quando você se referir ao flamengo não falar “nós”. Porque senão o pessoal pode achar que a gente tem alguma preferência e isso não é verdade: aqui somos todos profissionais…

(muda de câmera)

- Vamos fazer o seguinte? Daqui a pouco, a gente volta a falar de futebol. Futebol, não, que isso não tem nada a ver com o futebol. Isso é crime! Não tem outra palavra para definir essa situação dramááááááática do flamengo no México! É um ab-sur-do! Atenção, senhores parlamentares da Comissão de Direitos Humanos do Congresso Nacional! São cidadãos ilibados, profissionais exemplares, gente de caráter, esqueci alguém? Ah, o Souza e o Toró… bem, esses autênticos heróis brasileiros estão sendo submetidos a todo tipo de infortúnio, dor e sofrimento longe de sua terra natal! 

(pensativo)

- Presidente Lula, não seria a hora de acionar o Alto Comissariado das Nações Unidas? 

(Expressão desanuviada depois do desabafo, Rubrueno deixa escapar um sorriso orgulhoso)

 - Agora eu quero falar de um outro esporte que está mobilizando todo o povo brasileiro. É isso mesmo, amigo, a temporada 2008 da Stock Car está de arrepiar! Que festa bonita! Inclusive tem um piloto diferenciado, não é, Reginaldo? O garoto tem talento no sangue…

 

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Jogo II: O Reencontro

22 29UTC 04pmTue, 29 Apr 2008 15:58:37 +0000ç2008, 2008 · 1 Comentário

                                                                                                    

Lúcio Flávio declarou hoje que sentiu falta da torcida alvinegra no primeiro jogo da final.

A recíproca é verdadeira. A torcida alvinegra também sentiu a falta de Lúcio Flávio na decisão. 

Vamos matar a saudade no próximo domingo, no Maracanã.

 

Categorias: Decisão Campeonato Carioca

Histórias Gloriosas: As Crônicas do Pereirão (VI) – Botafogo e framengo de mãos dadas? Pois é…

22 29UTC 04amTue, 29 Apr 2008 00:48:18 +0000ç2008, 2008 · Deixe um comentário

De volta a 1957

C.Pereira

Essa rivalidade que existe hoje entre torcedores do Botafogo e do flamengo, aguçada principalmente nos últimos anos, era bem mais amena no século passado. Em alguns casos, e não foram poucos, os dois clubes se deram as mãos para enfrentar o inimigo comum – o todo-poderoso vasco da gama, de Eurico Miranda, sobretudo quando Caixa D’Água reinou na Federação.
Repasso, de memória, a história da vinda do Honved, da Hungria ao Brasil, no começo de 1957, que bem demonstra a união que existia, à época, entre o Fogão e o mengo.
O Honved, então considerado o melhor time de futebol do mundo, era a  base da seleção da Hungria, cujo futebol encantou o planeta naquela década.  Na Olimpíada de Helsinki, em  1952,  foi campeã e na Copa de 1954 , depois de vencer a Alemanha por 8×3 na fase inicial, se viu derrotada por 3 x 2 na final pelo time germânico, mas saiu da competição como a  seleção que se apresentou melhor. 
Pois bem, o Honved estava a disputar a Copa dos Campeões da Europa quando, na Espanha, recebeu a notícia de que o exército soviético tinha invadido Budapest, com o propósito de sufocar a resistência húngara à ocupação do seu território pelas tropas do Pacto de Varsóvia.  O novo governo húngaro, sob as ordens de Moscou, ordenou que o Honved retornasse a Budapest e fez com que a FIFA (sempre política) proibisse de o clube continuar seus jogos já programados, inclusive uma excursão ao Brasil.
Enfrentando a FIFA e a então CBD, flamengo e Botafogo, responsáveis pelo convite ao Honved, resolveram topar o desafio e trouxeram o time magiar que jogou, no Brasil, cinco partidas: três contra os rubro-negros, uma contra os alvinegros e a última contra um combinado flamengo-Botafogo.

Na sua estréia, no Maracanã, perante 113 mil pessoas, o Honved foi goleado pelo flamengo por 6×4, placar que devolveu ao rubro-negro, cinco dias depois jogando no Pacaembu, em S. Paulo. Voltando ao Rio , jogou contra o Botafogo no Maracanã e venceu por 4 x 2. Enfrentou o Flamengo na chamada “negra”, a quem venceu por 3 x 2.
O último jogo do Honved, no Brasil, foi no dia 7 de fevereiro de 1957, contra o combinado Botafogo/flamengo. Lá estive, no Maracanã com mais de 60 mil torcedores que vibraram com a goleada que os brasileiros impuseram aos húngaros – 6 x 2, com um show particular de Garrincha que, apesar de só ter marcado um gol, deu uma aula de futebol.
Nesse dia, Botafogo e flamengo se deram as mãos e, se não falha a memória, jogaram cada tempo com a camisa diferente (ou todo o jogo com a camisa da seleção carioca). Para se ter idéia do poderio do time húngaro, basta citar alguns dos seus integrantes: o extraordinário goleiro Grosics, o zagueiro Baniay, o meio de campo Boszik, os dianteiros Kocsis e Czibor, o ponta-esquerda Lanthos, além do lendário Ferenc Puskas  considerado, á época, o melhor jogador de futebol do mundo.
O Combinado Bota-fla atuou com Amaury (B), Bob (B), Pavão (f) e Nilton Santos (B); Pampolini (B) e Bauer (B) ; Garrincha (B), Didi (B) Evaristo (f), Dida (f) e Paulinho (f).Os gols foram de Dida (2), Didi (2), Evaristo e Garrincha.
Desse combinado, um ano depois, Nilton Santos, Garrincha, Didi e Dida foram titulares da seleção brasileira, campeã do mundo, na Suécia.
Eis aí, um tempo em que flamengo e Botafogo andaram de mãos dadas…

C.Pereira é jornalista e alvinegro, não necessariamente nessa ordem

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Jogo II: O Fator Alessandro

22 28UTC 04pmMon, 28 Apr 2008 23:42:16 +0000ç2008, 2008 · Deixe um comentário

   

Assim como Adriano Felício no meio-de-campo, o futebol dá voltas e voltas…mas pelo menos chega a um outro lugar.

Voltemos ao início do ano:

Alguém apostaria que Renato Silva faria o gol do título da Taça Rio, e logo em cima do clube que o chutou?

E alguém apostaria que a torcida alvinegra estaria se sentindo aliviada com a volta de Alessandro ao time titular para o segundo jogo da decisão?

Pois é, meus caros. Os dois jogadores mais contestados do início da temporada, que só ficaram pela insistência de Cuca, superaram a má fase e agora são peças imprescindíveis na engrenagem alvinegra. Especialmente o lateral.

Vale-a-pena-lembrar-de-novo: Semifinal da Taça Rio. Com o meio congestionado, Alessandro foi o fator surpresa da partida. Ao aparecer no ataque, teve três chances claras de gol: na terceira, acertou o pé e consolidou a vitória em cima do framengo.  

Dos desfalques alvinegros no último domingo, a ausência de Alessandro foi a mais sentida: o time ficou manco. Nenhum dos dois Túlios foi capaz de fazer a função que ele tem feito: marcar e apoiar, chegando com perigo ao gol adversário. E, acredito, o deslocamento de Túlio acabou comprometendo o funcionamento do meio-campo alvinegro. Perdemos qualidade de passe e poder de destruição.

E pensar que ele ficou de fora da final por conta de uma punição injusta, num lance que nem falta foi…

 

 

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Jogo II: Vieira otimista!

22 28UTC 04pmMon, 28 Apr 2008 17:18:22 +0000ç2008, 2008 · 3 Comentários

MISTÃO DO FOGÃO PERDEU NOS DETALHES

Sou chato mesmo… Quem disse que Adriano Felício merece vestir a camisa do Botafogo? Jogamos taticamente muito bem, mesmo sem quatro titulares e o Zé Carlos só passeando no gramado.

Mantenho o otimismo, desde que o (in)Felício não fique nem no banco. Fique em casa, com o seu PlayStation 3.

Depois do jogo de domingo, estou confiante para o Brasileirão. Por que?

Torcida potente + Treinador bom + Time unido = Vitórias…

Vieira

 

 

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Jogo I: fla 1 x 0 Bota – Ah, semeadores…

22 28UTC 04pmMon, 28 Apr 2008 15:59:44 +0000ç2008, 2008 · 1 Comentário

Os Semeadores do Óbvio, aqueles especialistas em generalidades que não conseguem elaborar uma frase sobre o Botafogo sem mencionar as expressões ”toque de bola envolvente” e “instabilidade emocional”, estavam ontem com a corda toda. Dois singelos exemplos: 

CENA I

Sérgio Noronha, analisando o primeiro tempo alvinegro: “O Botafogo marca muito, chega muito ao gol”.

Túlio, no intervalo: “Nosso time não está bem: o nosso jogo não está encaixando, estamos deixando o flamengo jogar”

Pano rápido.

CENA II

Júnior Capacete: “Com essa vantagem do flamengo, o Botafogo terá que mudar sua forma de jogar na próxima partida. Terá que partir para cima. Não vai poder ficar esperando o adversário e jogar no contra-ataque…”

Fogo Eterno: Em 99,7% das partidas de 2008, o Botafogo jogou da mesmíssima maneira: marcou no campo adversário, garantiu o domínio territorial ao ganhar o meio-de-campo e teve maior posse de bola. Por isso, quase sempre chegou ao gol ainda no primeiro tempo. Ou seja: tomou a iniciativa da partida. Só passou a jogar no contra-ataque depois de abrir o marcador.

E eles são pagos para isso…

 

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Jogo I: fla 1 x 0 Bota – Banco ganha jogo

22 28UTC 04amMon, 28 Apr 2008 00:40:55 +0000ç2008, 2008 · 2 Comentários

                                

Mais uma vez, o desnível das “peças de reposição” fez a diferença em um jogo decisivo entre framengo e Botafogo. Eis o que fizeram, neste domingo, duas opções ofensivas lançadas pelos dois treinadores:

 * Tardelli, ex-São Paulo, deu um passe preciso para Mobyna Dick completar para as redes. E ainda se deu ao luxo de desperdiçar outro contra-ataque que seria fatal para o jogo do próximo domingo. 

* Felício, ex-Volta Redonda, deu raiva.

Como disse o sábio Pereirão ao final do jogo, o que o Botafogo tem à disposição jamais pode ser chamado de banco; é, no máximo, um tamborete.

 

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Jogo 1: fla 1 x 0 Bota – Agora, as boas notícias

22 27UTC 04pmSun, 27 Apr 2008 19:23:26 +0000ç2008, 2008 · 5 Comentários

                           

 

Sim, elas existem!

* A mais importante delas: Renan arrebentou. Corrijam-me se eu estiver errado, mas tenho 99,9% de certeza que foi o primeiro clássico profissional da vida do nosso goleiro. E a estréia veio numa decisão… mas ele não se intimidou, muito pelo contrário. Demonstrou segurança toda vez que foi exigido – e foram várias vezes, nos dois tempos. Fez ao menos duas defesas dificílimas, uma delas impressionante no chute à queima-roupa de Souza-o-Lixeiro. Se Castillo não voltar a tempo, não precisaremos arrancar os cabelos.

* André Luiz, absoluto, cada vez mais titular. Sabe descomplicar lances perigosos dentro da área e bloqueou as jogadas aéreas do adversário. Teremos uma boa zaga para o Brasileirão. 

* Com exceção de Fábio, não tivemos baixas para o próximo jogo. Com a volta automática de Jorge Henrique, os zagueiros rubro-negros terão que se dividir, não poderão se dedicar inteiramente a Wellington Paulista. Mesmo em má fase, JH é infinitamente mais perigoso do que Fábio.

* Não haverá oba-oba durante a semana.

foto: site oficial Botafogo no Coração

 

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Jogo I: fla 1 x 0 bota – Joílson em campo

22 27UTC 04pmSun, 27 Apr 2008 18:57:32 +0000ç2008, 2008 · 1 Comentário

Você, torcedor alvinegro, estava com saudades de Joílson? Seus problemas acabaram!

Eduardo se revelou hoje um legítimo sucessor do atual jogador do São Paulo. 

Confiante na própria habilidade, quase fez um golaço em grande jogada individual. Na conclusão, contudo,  fez a opção errada: se rolasse a bola para a pequena área, Túlio estava absolutamente sozinho, pronto para meter para dentro. Mas, egoísta, preferiu o chute. A bola explodiu na trave.

O espírito de Joílson baixou novamente em Eduardo – e em hora decisiva. De salto alto, errou um passe de menos de três metros e armou o mortal contra-ataque rubronegro, no único momento em que a zaga alvinegra estava completamente dessarrumada. 

Como disse Diguinho, “em clássico não se pode errar”.

Lição aprendida, Eduardo?

 

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Jogo I: fla 1 x 0 Bota – Pecado Capital

22 27UTC 04pmSun, 27 Apr 2008 18:43:12 +0000ç2008, 2008 · Deixe um comentário

                  

Aconteceu o que era esperado: com dois times tão equilibrados e que se conhecem a fundo, os desfalques fizeram a diferença no resultado final. Especialmente as ausências de Jorge Henrique (que permitiu que os zagueiros rubro-negros se concentrassem em anular Wellington Paulista) e Alessandro, este último o fator de desequilíbrio no 3 x 0 na semifinal da Taça Rio. E da péssima participação de seu substituto.

Esse desnível já era perceptível nos primeiros minutos, quando ficou evidente a total incapacidade de Túlio Souza em marcar e/ou passar a bola. E foi novamente errando um passe, que T.Souza teve que cometer uma falta violenta e tomou cartão amarelo. Havia uma avenida aberta para evoluções constantes dos jogadores rubro-negros; o gol era questão de tempo. Aí Cuca acertou.

O técnico agiu como torneiro mecânico e vedou o vazamento. Sacou Túlio Souza e colocou Eduardo. O jogo ficou novamente equilibrado, mas sempre com predomínio rubro-negro. Nosso meio-de-campo simplesmente não funcionou: sem tabelinhas, sem criatividade, sem produtividade. Lúcio Flávio, missing in action: mesmo sumido, no único lance de categoria, cavou uma falta perto da área. Diguinho fez seu pior clássico e Túlio, deslocado, pelo menos ofereceu raça e disposição. E, importante, Renan demonstrou segurança e fez ótimas defesas, uma antológica em chute à queima-roupa do “lixeiro” Souza. Ao lado de André Luiz, foi o melhor do time. 

Mas…

No segundo tempo, Cuca quis mais do que o empate. Tentou ganhar o jogo. Percebeu que Eduardo tinha entrado bem na partida e decidiu avançá-lo, como um meia, colocando Edson na zaga. E dessa segunda alteração tática veio o pecado capital: Eduardo, cheio de confiança (e marra, após a bola na trave), errou um passe num lugar em que não poderia errar. Armou o contra-ataque adversário, rápido e mortal: Léo Moura fez um lançamento perfeito para Tardelli, que, também com categoria, rolou para Obina completar.  

E, falando friamente, 1 x 0 foi o placar justo para a partida. Especialmente pelo primeiro tempo.

foto:Lancenet

 

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Páginas alvinegras – O nosso Buster Keaton

22 26UTC 04pmSat, 26 Apr 2008 21:28:37 +0000ç2008, 2008 · Deixe um comentário

“Quando cheguei ao Brasil pela primeira vez, as conversas com amigos, conhecidos e estranhos inevitavelmente acabavam em futebo. A primeira vez que escutei menção a Garrincha, ouvi alguém dizer que tinha sido o melhor jogador que o Brasil havia produzido. E Pelé? Perplexo, e suspeitando que estavam me dando uma volta, comecei a perguntar a todo mundo quem eles achavam o melhor jogador brasileiro da história. A resposta, invariavelmente, era Garrincha (…).”

“Um dos aspectos mais notáveis na leitura de livros e artigos sobre a vida de Garrincha é que praticamente não há entrevistas com ele. Raramente expressava uma opinião. Aparece como homem sem voz própria. Nesse sentido, era como um astro do cinema mudo. Vendo novamente as poucas filmagens dele, você realmente se lembra de Buster Keaton. Para começar, as imagens são em preto-e-branco e, na passagem do filme para a tevê, ligeiramente aceleradas. Garrincha dá suas arrancadas, balançando o corpo num jeito quase de comédia. É bem cômica a maneira pela qual repete o mesmo movimento várias vezes – como uma criança determinada que nunca aprende (…).

“Se os brasileiros põem Pelé sobre um pedestal, não o amam do mesmo modo que amam Garrincha. É mais do que fato de as figuras trágicas têm maior apelo. Mas é também porque Pelé simboliza a vitória. Garrincha simboliza jogar pelo prazer do jogo. E o Brasil não é um país de vencedores. É um país de gente que gosta de se divertir”

Trechos do livro Futebol: O Brasil em campo (Jorge Zahar editora, 2002), do perspicaz jornalista inglês Alex Bellos, correspondente dos jornais ingleses Guardian e Observer, que morou quatro anos no Brasil.

A descrição de Bellos para o episódio da queda do alambrado em São Januário, na final do Brasileirão de 2000 entre vasco e São Caetano (especialmente por conta do comportamento tresloucado de Eurico Miranda),  é um primor de ironia.

 

 

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Túlio-Torcedor ou Túlio-Jogador?

22 26UTC 04pmSat, 26 Apr 2008 12:52:49 +0000ç2008, 2008 · Deixe um comentário

                       

 Nesse sábado, mais uma vez instado a comentar o fato de ser jogador e torcedor do Botafogo (como se bom gosto pudesse ser explicado), Túlio mencionou como manteve o fogo aceso, mesmo do outro lado do mundo:   

“Foi a torcida que me tornou botafoguense, é claro. Em 2003, o Caio Martins estava sempre lotado, o torcedor nos deu um apoio incondicional. Quando fui para o Japão, acordava às 4h para assistir aos jogos do Botafogo. Sabia que a volta era questão de tempo. Encontrei o meu lugar aqui”, declarou ao Lancenet!.

Também, indiretamente, admitiu que o lado emocional pode prejudicar o seu desempenho em campo:

“ Dentro de campo, tenho de ser profissional, mas às vezes, bate emoção de torcedor, como na falta que fiz em Leandro, do São Paulo, no ano passado”

Para amanhã e para o próximo domingo, precisamos do futebol diferenciado do Túlio jogador (que, por sinal, fez uma partidaça contra a Lusa).

O Túlio-Torcedor pode explodir de alegria depois do segundo jogo. E comemorar com a gente que será muito bem-vindo.

E, se quiser voltar a pé do Maracanã até General Severiano, como fez Didi numa comemoração antológica após a conquista de um título, nós o seguiremos.

foto:blogjorge.eduardo.zip.net

 

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Bota x fla, Jogo I: o segredo do sucesso

22 25UTC 04pmFri, 25 Apr 2008 17:20:07 +0000ç2008, 2008 · Deixe um comentário

Sem Alessandro e Triguinho nas laterais para surpreender com as subidas ao ataque, as chances alvinegras se concentram nas chuteiras de Túlio, Diguinho, Lúcio Flávio e Zé Carlos. 

Se o meio-de-campo funcionar a contento, conseguiremos destruir as jogadas rubro-negras ainda no campo do adversário, impedindo os avanços de Léo Moura e Juan. E ainda, de quebra, roubar a bola e armar as jogadas para finalizações de Wellington Paulista ou Fábio. Ou para os chutes de longa distância de Túlio e LF.

Vale lembrar que o Botafogo saiu na frente no placar em todos os clássicos que disputou. E isso não aconteceu porque estava escrito nas estrelas ou nas cartas do tarô, mas como decorrência lógica da conquista de maior domínio  no meio-de-campo.

Como no futebol americano, avançamos no território inimigo até obter o touchdown. 

Se a marcação recuar e ceder campo para o Império do Mal, será um deus-nos-acuda. Porque nossa zaga é lenta e também tem dificuldades em fazer a linha de impedimento. E, como não haverá laterais de ofício do nosso lado, os que estarão por ali improvisados terão maiores dificuldades para se impor em relação a alguns jogadores rápidos como L.Moura, Juan e Marcinho.

Pelas razões expostas acima, a partida de domingo será, antes de mais nada, o jogo da superação.

 

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Um gesto de solidariedade

22 25UTC 04amFri, 25 Apr 2008 01:33:49 +0000ç2008, 2008 · 1 Comentário

Como todo alvinegro é solidário com o ócio forçado dos adversários, aqui vão algumas dicas para o jejum futebolístico de torcedores vascaínos e tricolores, privados de ver seus times em ação por dois domingos consecutivos:

Aos grenás

* Assista, nesta ordem, aos DVDs “Os Três Tenores” e “Em algum lugar do passado”

* Ligue para o 0800 da Unimed e peça a dica do fornecedor da munhequeira cor-de-rosa usada pelo Thiago Neves contra o Botafogo. Vai ficar di-vi-no!

* Curta o “Domingo Legal”, do SBT, ou outro programa de auditório igualmente imperdível

* Aproveite que não haverá nenhum botafoguense por perto e faça uma visita ao Engenhão só para sentir, por alguns minutos, o gostinho de ter um estádio

 

 Aos cruzmaltinos

* Assista a um DVD com uma coletânea de todas as previsões furadas de Eurico Miranda. Na sequência, emende com “Tropa de Elite”, especialmente a parte do “Você é um fanfarrão!”

* Estenda o horário da bacalhoada até às seis da tarde

* Descubra onde comprar o pay-per-view do Campeonato Alagoano para esmiuçar o esquema tático do provável próximo adversário na Copa do Brasil, o temível Corinthians de Arapiraca

* Vá até São Januário para cumprimentar Leandro Amaral por ter retornado, por livre e espontânea vontade, a defender o clube de seu coração. Você se emocionará ao perceber a cara de satisfação do ídolo por estar de volta ao time que o projetou

* E, finalmente, o mais importante: resista à tentação de ligar a tevê para secar o Botafogo. Afinal, ao fazer isso, você só estará dando mais força ao Império do Mal! Se o vício em futebol é incontrolável, uma idéia: sintonize a final do Campeonato Paulista e abaixe o volume da televisão. Ao ver aquele time com uma listra preta em diagonal enfrentando o Palmeiras, você vai entrar em transe e começar a cantar: “Vou torcer para a Ponte ser campeã… Moisés Lucarelli, meu Caldeirão…”

 

Categorias: fora de campo

A inveja é uma m…

22 24UTC 04pmThu, 24 Apr 2008 21:51:16 +0000ç2008, 2008 · Deixe um comentário

Palmeiras e Botafogo têm sido apontados pelos Semeadores do Óbvio como os dois melhores times do futebol brasileiro da atualidade.

Há apenas uma diferença: $$$$$$$$

Por exemplo: dê uma olhada no banco de reservas do time paulista, aquele que agora tomou gosto de se fantasiar de marca-texto.

Quem está lá, escanteado, desde a volta do “São Marcos” ? Diego Cavallieri. Na minha opinião, um dos três melhores goleiros do Brasil (os outros são Felipe, do Corinthians, e o Bruno, do Dragão da Maldade).

Agora, pense na nossa situação: com a contusão de Castillo, teremos que colocar em campo o promissor-porém-inexperiente Renan. Que, salvo engano, nunca jogou um clássico pelo time principal – vai estrear numa decisão e logo contra o Império do Mal.

Ou isso, ou a lentidão paquidérmica de Roger, contando os meses para a aposentadoria.

Taí um baita problema que um técnico, por mais inventivo que seja, é incapaz de resolver.

 

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