Fogo Eterno

Juninho, de zagueirão a zagueirinho

07pmFri, 18 Jul 2008 23:04:45 +0000ço 22, 2008 · 1 Comentário

                       

Em primeiro lugar, a ressalva.

Não acho que o Juninho tenha traído o Botafogo ano passado quando, menos de uma semana depois de jurar que ficaria no clube, a imprensa divulgou que ele tinha sido negociado com o São Paulo. O grupo de investidores que comprou seu passe aproveitou a oportunidade para ganhar dinheiro; simples, assim.

E desconfio que, de todos os jogadores que saíram do Botafogo ano passado, o Juninho deve ser o que mais sente a mudança de endereço - na verdade, talvez ele e o André Lima sejam o únicos, mas deixemos essas mágoas para depois. Tanto é que, como revelou o site Arena Alvinegra, foi ele quem fez a ponte entre o Carlos Alberto e a diretoria botafoguense. 

Juninho deve lembrar com saudade dos tempos de Botafogo pelo simples fato que não conseguiu se firmar no São Paulo, muito longe disso: já virou até chacota na internet por conta de um drible que tomou do Valdivia no Campeonato Paulista. E, pior, com a chegada de mais dois zagueiros essa semana (Rodrigo e Anderson) no Morumbi, sequer será relacionado em algumas partidas.

Juninho: De capitão-xerife-ídolo para ”jogador que compõe o elenco” em menos de seis meses.

Juninho: De zagueirão, coisa que nunca foi mas nós insistíamos em não enxergar, a zagueirinho. 

Só espero que, no próximo domingo, quando Juninho pode fazer uma de suas últimas partidas como titular do time de Muricy, ele não resolva lembrar dos tempos de golaços com a camisa do Botafogo.

                                             

→ 1 CommentCategorias: fora de campo
Tagged: , , ,

Conexão Santa Fé-Mooca

07pmThu, 17 Jul 2008 18:12:35 +0000ço 22, 2008 · 1 Comentário

                      

Ao assistir a partida de ontem no Engenhão, o recém-contratado Zárate mencionou como destaque alvinegro o Jorge Henrique. Por motivos óbvios: o argentino está de olho na camisa 9 e também já quer entrar em sintonia com aquele que pode fazer as jogadas para ele concluir.

Mas acredito que o ex-centroavante do Unión Santa Fé, que terá duas semanas para entrar em forma e estrear no início do mês que vem, terá maiores chances de formar uma boa dupla de ataque com o próprio jogador que ele quer substituir: Wellington Paulista.

Nas três últimas partidas, especialmente contra o Santos, o Wellington desempenhou exatamente o que se pode esperar dele - a função de segundo atacante que atua fora da área e, quando aparece a chance, define o lance. Em relação ao JH, WP perde na habilidade mas, em compensação, corre o tempo todo, sabe chutar e não é fominha - parece se satisfazer tanto com as assistências quanto com os gols. Outra coisa importante: WP parou de cair o tempo todo, de chegar atrasado nas jogadas, de fazer tantas faltas e destroçar os nervos da torcida.

Enfim, Wellington readquiriu confiança. E dois lances no domingo, na Vila Belmiro, mostram sua importância para o setor ofensivo alvinegro;

1) No primeiro tempo, deixou Jorge Henrique na cara do gol e o baixinho não soube fazer o elementar (partir pra cima do Fábio Costa e forçar uma falta ou obter o drible).

2) Com apenas um toque de cabeça, tirou goleiro e zagueiro adversários da jogada, deixando Zé Carlos de frente para o gol  - e ZC desperdiçou ao cabecear pra fora.

Faltará, sempre, ao Wellington a força física para disputar com os zagueiros as bolas dentro da área. E essa parte crucial, a partir de agosto, pode ficar por conta do argentino.

Se o Zárate corresponder à expectativa, pode se entender muito bem com o Wellington, que poderá cair ainda mais pelos lados e puxar a marcação para fora da área, desorganizando as zagas adversárias.

Não se pode é cobrar do WP o estilo “matador” - essa não é sua característica.

E, antes que me perguntem: Não acredito no Gil em forma suficiente para barrar WP ou JH.

→ 1 CommentCategorias: Botafogo 2008
Tagged: , , , ,

Vieira e Ney: Rolou sintonia!

07amThu, 17 Jul 2008 11:31:53 +0000ço 22, 2008 · 2 Comentários

 
IMPRESSÃO ALVINEGRA

Pode ser cisma de torcedor, mas nunca fui com a cara do Geninho comandando o Glorioso. Parecia que ele não estava nem aí. Certamente o Fogão sangraria alguns preciosos pontos por mais rodadas.

Agora com Ney Franco, sinto diferente e pressinto bons momentos para nosso time. É arrojado e quer mostrar serviço (só espero que não seja vítima de alguns dirigentes e/ou empresários que insistem em colocar jogador-afilhado para atuar em detrimento de quem está bem nos treinos).

Liberdade para Ney Franco!!!!

Vieira

→ 2 CommentsCategorias: Botafogo 2008
Tagged: , , , ,

Botafogo 4 x 0 Ipatinga: Alegria, alegria

07amThu, 17 Jul 2008 00:52:02 +0000ço 22, 2008 · 1 Comentário

                   

Sete dias depois de tomar cinco gols numa mesma partida, o mesmo time faz quatro também em 90 minutos. Vai entender o futebol…

Como não pude assistir ao primeiro tempo de Botafogo x Ipatinga e obviamente foi nesses primeiros 45 minutos que o resultado foi construído, ficarei devendo as notas individuais e a crônica da partida dessa quarta-feira. 

Mas, do que vi no segundo tempo com o jogo praticamente definido, destaco o que gostei e recorro à árvore genealógica e aos amigos para comentários pormenorizados sobre essa vitória expressiva e num momento importante do primeiro turno do campeonato. Eis os destaques:

* A raça de Thiaguinho, dividindo pra rachar uma bola aos 35 minutos do segundo tempo com a vitória totalmente assegurada, deu gosto de ver e simboliza o grande jogo que ele fez. Os dois gols do Jorge Henrique têm sua co-autoria. Por falar no motorzinho, a sombra do Gil fez bem - JH se movimentou bastante, mostrou que está incomodado com a concorrência e isso é positivo. E a má fase do Wellington, três gols em três jogos, parece ter ido embora. Que não volte nunca mais a General Severiano.

* Espero que Renato Silva tenha gasto sua cota de desastres pessoais nessa partida. Mesmo vencendo por 4 x 0, conseguiu ser driblado até pelo gramado. É porque os atacantes ipatinguenses (?) não são, digamos, dos mais competentes. Mas se o RS vacilar assim contra o São Paulo…

* Do Pereirinha: “O time criou muitas chances de gol, o Thiaguinho participou da maioria das jogadas, Túlio jogou bem mas perdeu uma grande chance, o time também contou com os vacilos do Ipatinga, Castillo nem trabalhou direito porque a bola nem chegou nele, o árbitro apitou muitas faltinhas. Mas foi muito melhor do que aquela lambança no segundo tempo contra o Santos, que foi de matar!”

* Do Pereirão: “Estou gostando de ver. Com o Geninho não tinha pra onde ir! O Ney já conseguiu mudar o espírito do time. Thiaguinho fez uma partida sensacional, Zé Carlos fez outro golaço e o Wellington também. Agora vamos ver contra o São Paulo”

* O Túlio comprovou que está novamente em ascensão e voltou a jogar bem, bastante acionado e fazendo ótimas ultrapassagens. Por falar no meio-campo, alguém sentiu falta do Carlos Alberto? Não nesse jogo.

* Mesmo que seja por apenas 24 horas, dá um alívio danado ver o Botafogo na parte de cima da tabela…

→ 1 CommentCategorias: Brasileirão 2008
Tagged: , , ,

Ney, O Franco-atirador

07pmWed, 16 Jul 2008 12:49:43 +0000ço 22, 2008 · Não Há Comentários

“Posso afirmar que o resultado contra o Santos seria outro se eu tivesse mais tempo de trabalhar com a equipe”

Ney Franco, em O Globo dessa quarta-feira, em demonstração explícita de auto-confiança…com uma boa dose de marra.

Como eu já disse após a entrevista no intervalo do jogo contra o Santos: Ney acabou de chegar e já sentou na janelinha.

Bom, hoje contra o seu ex-clube Ipatinga, Ney pode então ser integralmente responsabilizado por qualquer resultado.

Que, em caso de adversidade, ele ao menos mantenha a coerência.

→ No CommentsCategorias: Brasileirão 2008
Tagged: , ,

As crônicas do Pereirão - Harry, o goleiro

07pmTue, 15 Jul 2008 20:16:18 +0000ço 22, 2008 · Não Há Comentários

                                   

A maior defesa de Harry Carey

C. Pereira
Harry Carey foi, ao longo da história do futebol da Paraíba, o goleiro mais famoso do Treze Futebol Clube. Por muitos anos, no arco trezeano ou nas traves da seleção paraibana, cuja camisa também envergou, ele se tornou um personagem lendário no nosso futebol.
A começar pelo nome, esquisito para os dias de hoje, mas de  fácil compreensão naquele tempo. Filho de pais índios, nascido em Águas Belas, Pernambuco,  praticamente se criou e se fez conhecido como jogador em Arcoverde. O seu nome de batismo era Sebastião mas o apelido lhe foi dado porque o menino não perdia a  matinê dos domingos do cine Bandeirante da cidade que passava seriados de faroeste cujo principal ator era Harry Carey (foto acima), famoso pelas peripécias que desenvolvia ao longo dos seus filmes de aventuras.
O moreninho Bastião passou a imitar Harry Carey nas peladas que jogava junto com outros meninos do bairro – pulando, voando, dando salto mortal e Arcoverde viu  naquele menino  uma promessa para o futebol local. Treinando sem compromisso no time reserva do Democrático, um diretor do clube o observou e pediu permissão ao pai do garoto para que ele fosse jogar no time principal.
Assim começou a sua carreira que teve momentos de glória, principalmente nas defesas eletrizantes que fazia defendendo o arco do Treze, da seleção da Paraíba e até pela seleção do Ceará, onde jogou algumas vezes.
Eu, ainda garoto, freqüentador assíduo do campinho do Cabo Branco, em João Pessoa, lembro de alguns jogos de que Harry Carey participou. Um deles ficou na minha memória e até hoje parece que o estou vendo: O Botafogo enfiou 4×1 no Treze e, num dos últimos gols botafoguenses, Harry Carey voou tão alto que, não conseguindo evitar que a bola entrasse, ficou com um dos pés presos nas redes – para delírio da torcida do Botafogo.
Recordo também que num dos anos de disputa do campeonato brasileiro de seleções, a Paraíba jogou contra Pernambuco e no primeiro jogo, aqui no Cabo Branco, tomamos uma goleada de 5 x 1. Arnaldo Von Shosten foi o juiz e recordo que, no intervalo, conversando com os torcedores postados junto ao alambrado, Arnaldo (sério, honesto e respeitado) disse claramente que o time local – do jeito que as coisas estavam caminhando – iria perder de muito, até porque o nosso goleiro não era Harry Carey.
Pois bem, no segundo jogo, no Recife, Harry Carey foi escalado e pegou até pensamento e de lá não saímos com uma vitória, porque o juiz achou de marcar um penalty a favor da seleção pernambucana – arrancamos um honroso empate de 1×1 e Harry Carey foi considerado o melhor jogador da partida.
 Essa trajetória brilhante de Harry Carey  não o fez independente  com o que ganhou no futebol. Ao morrer, ele mantinha um modesto bar em Mataraca, às margens da BR-101, quase na divisa da Paraíba com o Rio Grande do Norte.
 A não ser por aqueles que o viram e nunca esqueceram as espetaculares defesas que o transformaram numa verdadeira lenda do futebol nordestino, o que se guarda mais em Harry Carey é a resposta  interessante que deu a um repórter, ao ser indagado de qual a maior defesa que tinha feito na sua carreira de goleiro:
 - Foi uma bola atrasada pelo compadre Urai que ia me pegando desprevenido. Mas consegui voar e, bem no ângulo tirei com a mão e joguei a bola pra escanteio…
Para quem não sabe, Urai era um vigoroso negrão, beque central do Treze que jogou por muito tempo ao lado de Harry Carey e padrinho de um dos filhos do goleiro.
       

C.Pereira é jornalista e alvinegro, não necessariamente nessa ordem

→ No CommentsCategorias: fora de campo
Tagged: , ,

Elogio à loucura

07pmTue, 15 Jul 2008 17:41:31 +0000ço 22, 2008 · Não Há Comentários

             

A disposição do grupo Loucos Pelo Botafogo é de arrepiar.

Pintar por conta própria os muros do Engenhão com as cores e o escudo alvinegro, como mostra a foto acima publicada no blog MCRocha, representa uma demonstração coletiva de amor pelo clube como poucas vezes testemunhei.

Parabéns, loucos!

 

→ No CommentsCategorias: fora de campo
Tagged: , ,

O Strelci de Adrijano Felisio!

07amTue, 15 Jul 2008 00:50:39 +0000ço 22, 2008 · 1 Comentário

 

As imagens acima são do jogo amistoso vencido pelo Botafogo B em Belgrado contra o Partizan, o time que contratou o Juca: 2 x 1, após o vexame do 6 x 0 para o time suíço do Old Boys. Chamo atenção para três coisas:

1. A súmula registra um dos gols para o capitão (!!!) do time, Adrijano Feliisio, mas só acreditarei que o InFelício marcou pela primeira vez com a camisa alvinegra quando ver o lance. Terá sido de cabeça? de pênalti? Após brilhante jogada individual? De canela e com os olhos fechados? A torcida alvinegra precisa ver com os próprios olhos para crer nesse milagre. E não precisa passar no Globo Esporte, serve no YouTube.

2. Para um amistoso de times parceiros, o clima foi um jogo bem disputado, não? Sangue, expulsão, divididas duríssimas… e o golpe de karatê do Fábio na penúltima foto, hein?

3. Carros parados pertinho do gramado? Isso é um estádio ou um campo de treinamento? 

Por fim, que tristeza: as fotos acima foram retiradas do endereço oficial do Partizan na internet. E o site do alvinegro sérvio é muito melhor que o site do alvinegro brasileiro…

Abaixo, a ficha técnica da partida, pela qual deduzi que o anfitrião teve um jogador expulso e que gol, no idioma deles, é strelci. Atenção para as grafias dos nomes dos jogadores alvinegros!

Drugi trening meč na pripremama u Švajcarskoj
Mesto odigravanja: Fussballanlage Wissenhusen, Schötz
Početak u 18:30h

Šulc – Gledalaca: 500.
Sudija: Masimo Busaka (Švajcarska).

Strelci: Diara u 25. za Partizan, a Adrijano Felisio u 23. i Fabio u 45. minutu (jedanaesterac) za Botafogo.
Žuti kartoni: Đorđević, Žuka i Čadikovski (Partizan), Slavio Para (Botafogo).
Crveni karton: Nenad Đorđević u 59. minutu (Partizan).

Partizan: D. Božović, Stevanović (od 65. Sikimić), Đorđević, Ngambi (od 76. Knežević), Obradović, Žuka, Fejsa (od 76. Lazić), Moreira, Tošić, Čadikovski (od 46. Bogunović), Diara (od 80. Paunović).

Botafogo: Luis Žilerne (od 46. Leandro), Žogle (od 70. Edsen), Alan, Rodrigo Fabijano, Romario, Velington Žunior (od 75. Rodriginjo), Flavio Para, Eduardo (od 87. Žoakin), Fabio, Adrijano Felisio (od 86. Dijego), Tijago Marin (od 68. Žunior).

→ 1 CommentCategorias: Uncategorized
Tagged: , , ,

Bem-vindo, Gil: O retorno do Vieira!

07pmMon, 14 Jul 2008 21:21:13 +0000ço 22, 2008 · Não Há Comentários

Um jogador do perfil do atacante Gil é o que o Botafogo precisa. Acertaram (desta vez) os dirigentes. Ele é bom de passe e de finalizações. Com ele, Wellington Paulista (se não ficar caindo como joão-bobo) terá mais opções diante do gol, coisa que, ao lado de Jorge Henrique (nosso enceradeirinha), não vem fazendo.
Bem-vindo, Gil. Bem-vindo, Carlos Alberto. Bem-vindo, Ney Franco.

Vieira

→ No CommentsCategorias: Botafogo 2008
Tagged: , , ,

Lição de profissionalismo

07pmMon, 14 Jul 2008 18:43:35 +0000ço 22, 2008 · Não Há Comentários

Não tem a ver com o Botafogo, mas a cena descrita abaixo ilustra bem o nível de compromisso dos jogadores com seus clubes - e, por tabela, com a torcida.

Um amigo alvinegro cruzou com Thiago Neves na fila de embarque do aeroporto do Galeão, por volta de 21h do último sábado, de malas prontas para ir a Curitiba, 50 minutos depois do encerramento do jogo flu x vitória.

Depois de pedir autógrafo para o filho de amigo tricolor, perguntou:

- Jogou hoje, Thiago?

- Joguei, mas combinei com o Renato de sair mais cedo, porque não podia perder o vôo.

Moral da história: desconfiem sempre das alterações táticas de seus treinadores, independente do clube. Às vezes, o jogador já combinou com o chefe de sair mais cedo do trabalho e a torcida ali, acreditando, que o cara ficou revoltado com a substituição…

→ No CommentsCategorias: fora de campo
Tagged: , ,

Caio fora? Cuca na mira

07pmMon, 14 Jul 2008 17:53:33 +0000ço 22, 2008 · Não Há Comentários

Amigos rubro-negros já avisaram: caso seja consumada a saída de Caio Júnior, o flamengo partirá com armas e bagagens para a Vila Belmiro.

Querem Cuca na Gávea o mais rápido possível.

De preferência, já a partir do próximo domingo.

→ No CommentsCategorias: Uncategorized
Tagged: , ,

Santos 2 x 2 Botafogo: Euforia seguida de frustração - bem no estilo de Cuca

07pmSun, 13 Jul 2008 20:07:01 +0000ço 22, 2008 · 2 Comentários

                                           

Vai ser difícil arrumar nesse campeonato uma chance mais fácil de faturar três pontos fora de casa.

E o que o Botafogo fez com essa oportunidade?

Jogou pela janela. Mas teve que se esforçar muito para conseguir seu objetivo.

Pois, logo quando abriu 2 x 0 antes dos 30 minutos do primeiro tempo, uma série de erros individuais grotescos alvinegros - no ataque e na defesa - só não foram aproveitados para o empate adversário ainda na etapa inicial porque o adversário é de uma incompetência atroz.

(Aliás, não tenho nada com isso, mas, pelo primeiro tempo que o Santos fez, o Alexis Stival poderia ter sido demitido no intervalo - o time que ele comanda demonstrou uma completa desorganização tática e técnica: é um bando, não um time de futebol)

A zaga alvinegra, mais uma vez, totalmente perdida. André Luiz e Renato Silva, lamentáveis; Castillo, inseguro, soltando bolas fáceis. Mas os volantes ainda deram conta do recado, tapando os rombos deixados por conta de roubadas de bola quase infantis. Quando eles caíram de produção, no segundo tempo, o time ficou totalmente exposto e bastou entrar um centroavante um pouquinho mais habilidoso do que o bonde Lima (que perdeu um gol inacreditável no primeiro tempo) para o Santos obter o empate. E, se tivesse cinco minutos, teria conseguido virar o jogo.

Mas o empate veio por méritos deles? Claro que não! Novamente, por incompetência nossa.

A começar pela invencionice de Ney Franco, depois de cogitar o ZAGUEIRO Ferrero e o MEIA Lucas Silva para o lugar de Zé Carlos, optar pelo CENTROAVANTE Vanderlei (!!) quando o time perdia de 2 x 1 e o Cuca deve ter orientado os seus (in)subordinados a avançar pelos lados. O nosso novo treinador, ao tentar um inexplicável ”nó tático” com a entrada de Vanderley, errou feio e não enxergou o óbvio: naquele momento, a urgência era a necessidade de maior marcação nas laterais.

Também contribuíram para o empate-com-sabor-de-derrota a incapacidade do Jorge Henrique de definir mesmo quando tem chances excelentes, o Renato Silva, com erro incrível de marcação no primeiro gol, o bandeirinha (que validou o gol em impedimento, apesar da ressalva de ser um lance difícilimo), a falta de fôlego de Túlio, Diguinho e Zé Carlos, mais a inutilidade que foi a presença em campo de Lúcio Flávio.

O que de bom houve nessa partida? A boa atuação dos volantes no primeiro tempo, quando o time jogou de forma inteligente ao explorar as lambanças do adversário (e não foram poucas), a velocidade do Jorge Henrique, e, acima de tudo, o rendimento do Wellington Paulista: fez um golaço (a la Dodô), deixou JH na cara do gol, e só cometeu a primeira falta aos 10 minutos do segundo tempo.

No final, tristemente para nós, o rendimento alvinegro foi a cara do Botafogo de Cuca: euforia no início, frustração no final. Tal e qual o duelo contra o Ney Franco na final do Campeonato Carioca de 2007.

Assim eles jogaram:

Castillo - Algumas boas antecipações, mas falhas ridículas. Não transmite mais a mesma segurança do início do ano. Irregularidade é o mais grave problema de um goleiro. Nota 4

Renato Silva - Mal, muito mal. Erro bisonho de posicionamento no primeiro gol do Santos. Conseguiu, assim, ajudar a pagar sua eterna dívida de gratidão com o Cuca: amigo é pra essas coisas. Nota 3

André Luiz - Também muito mal. Só não foi mais envolvido porque o ataque do Santos é de uma inoperância incrível. Precisaria ter ao seu lado um zagueiro de seleção para compensar as suas falhas, o que, obviamente, não é o caso de Renato Silva. Nota 3

Triguinho - Não comprometeu na marcação e ainda apoiou com algum perigo. Nota 5

Thiaguinho - Melhoria considerável em relação ao jogo contra o Vitória. Lançamento primoroso para WP no segundo gol alvinegro. Merece ser testado no time titular. Nota 7. Foi substituído por Túlio Souza que, apesar de mais uma proeza (tomou cartão amarelo dois minutos depois de entrar), pelo menos não errou passes. Mas o time caiu muito de rendimento e permitiu a chegada do Santos depois de sua entrada. Nota 5

Túlio - Muito bem no primeiro tempo. Cansou na segunda etapa e não deu conta da marcação, como mostra o replay do segundo gol. Nota 5,5

Diguinho - Praticamente no mesmo nível de Túlio, um pouco melhor nos desarmes - só que quase sempre seguidos de passes errados. Nota 6

Lúcio Flávio - Um problema sério. Esse era o jogo para assumir a responsabilidade, após o 2 x0, e comandar os contra-ataques ou reter a posse de bola no campo adversário. Não fez uma coisa nem outra; aliás, não fez coisa nenhuma.  Nota 2

Zé Carlos - Um golaço de falta, maior segurança na parte defensiva, mas erros de passe de fazer o torcedor arrancar os cabelos. Perdeu duas chances de definir o jogo. Nota 5 Foi substituído por Vanderlei que, claro, não fez nada a não ser um gesto típico de pelada ao errar um chute na grande área, na linha a-bola-me-enganou. Quando o Brasiliense vai levá-lo? Nota 2 

Jorge Henrique - Não dá para ter no time titular um atacante que não sabe finalizar - e não falo apenas do incrível gol perdido cara-a-cara com Fábio Costa, mas também do ridículo corta-luz quase dentro da pequena área (!) para Zé Carlos, quando a opção óbvia era empurrar a bola pra dentro das redes. Mas tem aparecido mais na partida, parece menos chinelinho, menos cai-cai. Nota 5

Wellington Paulista - O nome do jogo. Além do golaço, correu muito, deixou dois na cara do gol e lutou até o fim. Foi vítima de uma entrada criminosa, ignorada pelo árbitro, mas parece que os dias de má fase estão chegando ao fim. Nota 8 Acabou substituído por Alexsandro, que fez apenas uma jogada de algum talento e soube catimbar no último minuto da partida, impedindo a reposição rápida do goleiro do Santos. Nota 3

Ney Franco - O time teve competência e sorte no primeiro tempo, mas, além de não acertar o posicionamento da zaga, errou feio ao colocar Vanderlei no lugar de. Precisa ser mais humilde e menos deslumbrado - no intervalo, estava tirando onda, dizendo que o time tinha obedecido às mudanças que fizera: acabou de chegar e já quer sentar na janelinha. Nota 4

Pra finalizar, foi delírio meu ou havia uma faixa “Santos, Campeão Brasileiro de 1995″ na arquibancada da Vila Belmiro? Esse é o chororô mais longo da história…

→ 2 CommentsCategorias: Brasileirão 2008
Tagged: , , , ,

Defesa mais furada que um queijo suíço…

07amSun, 13 Jul 2008 02:36:56 +0000ço 22, 2008 · 3 Comentários

                       

Quer dizer que o time B do Botafogo foi para a Europa participar de torneio oficial e tomou de 6 x 0 do Young Boys, da Suíça?

Como isso pode ter ocorrido? 

Embaixo das traves, tínhamos a segurança e a agilidade de Marcos Leandro. Na defesa, a seriedade e experiência de Eduardo. No meio-de-campo, a visão de jogo e o talento refinado de Adriano Felício. No ataque, Fábio como o responsável pela definição das jogadas, o nosso homem-gol na Suíça. No banco, a tarimba e competência de Luizinho Rangel.

O que será que deu errado?  Certamente estavam todos numa tarde infeliz…

Como os titulares caíram de cinco diante do Vitória na quarta, o Botafogo conseguiu a proeza de tomar onze gols em dois jogos oficiais na mesma semana.

Time A + Time B = Onze gols contra, dois a favor. Saldo negativo de nove.

Isso não é uma defesa, é um queijo suíço.

→ 3 CommentsCategorias: fora de campo
Tagged: , ,

Não é hora de democracia alvinegra

07pmThu, 10 Jul 2008 23:55:31 +0000ço 22, 2008 · 1 Comentário

Eu iria deixar passar batido, mas uma revelação de Túlio no SporTV na última terça-feira me deixou com (mais) um pé atrás em relação ao atual estado das coisas no Botafogo.

O volante contou que, consumada a saída de Cuca, Bebeto reuniu os jogadores e informou os nomes dos candidatos a substituto.

Fez mais: perguntou qual daqueles nomes era o preferido da galera. E eles responderam: Geninho.

Bebeto disse amém. Foi feita a vontade do grupo e sacramentada a escolha do novo técnico alvinegro.

Um mês depois, deu no que deu…

A pergunta que não quer calar: será que esse grupo de jogadores está tão por cima da carne seca a ponto de interferir diretamente na escolha de seu chefe imediato? Eles merecem esse tipo de consideração?

Alguns dos nomes cogitados dão calafrios. Torço para que a escolha recaia sobre um profissional inteligente, de perfil renovado, enérgico, capaz de cobrar de forma dura, mas que se dedique a cada partida como fazia o atual treinador do Santos (não, não quero o Cuca de volta… ainda não).

Como definiu bem o Pereirão, o Botafogo precisa nesse momento de um Bernardinho. O nome dos sonhos seria o Autuori, mas o time parece não ter mais cacife para bancar o técnico que o próprio Botafogo projetou em 1995.

Sei que não há mais tempo para errar de forma tão grave na escolha do técnico: uma segunda lambança pode ser fatal. 

E só espero que esse protótipo de democracia alvinegra, modelo inovador de gestão compartilhada, não seja novamente utilizado na escolha do sucessor do Geninho.

Porque o elenco alvinegro precisa mostrar muita competência dentro de campo antes de começar a decidir o que acontece fora dele.

→ 1 CommentCategorias: fora de campo
Tagged: , , , , ,

Vitória 5 x 2 Botafogo: Amargo regresso

07pmWed, 09 Jul 2008 23:38:05 +0000ço 22, 2008 · 7 Comentários

 

                              

Depois de lembranças gloriosas do Botafogo 2007, estamos de volta ao Botafogo 2008, que não consegue nem empatar, quanto mais ganhar uma partida fora de casa…

Amargo regresso à realidade.

Agora, vamos tentar identificar os culpados pelo maior vexame alvinegro no Brasileirão até agora.

Não vou culpar o Geninho pelo pênalti  cometido pelo Ferrero no início do jogo (o segundo foi fora da área) e pelo fato de o zagueiro argentino ter ganho o primeiro lance da partida aos 39 minutos do segundo tempo.

Mas vou culpar o Geninho por ter desarmado o que deu certo na partida anterior e entrado com o esquema de três zagueiros, sendo que um deles estava parado há quase dois meses.

Não vou culpar o Geninho pelos erros de passes sucessivos de Diguinho, Zé Carlos, Thiaguinho, Wellington Paulista, até do Castillo.

Mas vou culpar o Geninho por não ter exigido mudança da postura do time no vestiário.

Não vou culpar o Geninho pela diretoria do Botafogo não ter contratado um lateral-direito reserva, e o improvisado Thiaguinho ter feito, por isso, a sua pior partida com a camisa alvinegra.

Mas vou culpar o Geninho por não enxergar a completa inoperância de seus dois volantes, que deixaram a zaga, lenta e totalmente envolvida pela rapidez dos atacantes adversários, totalmente a descoberto.

Não vou culpar o Geninho pelo fato de o Vitória ter sido beneficiado pela ausência de Túlio (que falta ele fez hoje!) e por alguns lances de sorte, como o quinto gol, que matou qualquer chance de reação no segundo tempo, coroando a eficácia do clichê do dia-em-que-tudo-dá-certo. 

Mas vou culpar o Geninho por permitir que o grupo que ele treina não consiga sair da pressão do adversário, quando este ganha por quatro gols de diferença e, aos 20 minutos do segundo tempo, ainda pressiona a saída de bola alvinegra.

Não vou culpar o Geninho pelo fato de o Castillo, não só pelos erros de posicionamento em dois gols mas pela falta de timing e da bisonhice da bola largada na pequena área (salva pelo André Luiz), ter lembrado os piores momentos dos goleiros alvinegros de 2007.

Mas vou culpar o Geninho pela incapacidade de alterar o esquema tático da equipe logo no primeiro tempo, com a entrada de outros jogadores para sanear os rombos deixados para o adversário. Lembram quando o Cuca tirou o Túlio Souza aos 20 minutos do primeiro tempo da final do Carioca e vedou o vazamento no qual o Juan estava deitando e rolando?

Eis, portanto, a grande diferença dos dois treinadores. E, por isso, o time dirigido pelo Cuca, salvo engano, jamais tomou cinco gols numa partida.

Em Salvador, o Geninho assistiu passivamente mais uma derrocada alvinegra, desenhada aos 20 minutos do primeiro tempo - como em Porto Alegre, contra o Inter. O que Geninho fez no intervalo? Cobrou “a diminuição dos espaços”, segundo Lúcio Flávio (sempre lúcido nas entrevistas). O Cuca ao menos teria um plano B. Com Geninho, não temos nem Plano A, visto que o time que ganhou do Grêmio é, basicamente, o mesmo deixado pelo técnico anterior.

Como eles (não) jogaram?

Castillo - Muito mal. Achei que ele conseguiu repetir a proeza de Max em 2007 contra o Náutico e, na segunda cobrança, tomar um frango de pênalti. Pior: deu seguidas mostras de não ser confiável. Nota 2

Alessandro se machucou logo no início. Thiaguinho entrou, improvisado, deixou espaço, permitiu contra-ataques e ainda errou mais passes do que em todas as suas partidas anteriores. Nota 3

Renato Silva - O menos péssimo da zaga. Nota 3

André Luís - Técnica a gente já sabe que ele não tem. Fora de ritmo, lento, sem posicionamento. Nota 2

Ferrero - Totalmente perdido, facilmente envolvido, pesado, enfim, em uma palavra: atarantado. Fez dois pênaltis em 45 minutos, façanha que nem Alex, Scheidt, Asprilla e Rafael Marques conquistaram. Não sabe jogar no esquema de três zagueiros. Nota 1

Leandro Guerreiro - Não cometeu falhas gritantes como os colegas, mas também não executou sua função primordial, de proteger a zaga. Nota 4

Diguinho - A pior partida do ano. Preocupante: vem caindo de produção. Nota 4 CORREÇÃO E ACRÉSCIMO: Foi substituído por Lucas Silva, que praticamente não tocou na bola. Sem nota 

Triguinho entrou no lugar de André Luis, e, mesmo com maior segurança na marcação, também gastou sua cota de erros de passes. Nota 5

 Lúcio Flávio - Muito melhor na entrevista do que em campo. Se continuar excelente apenas nos pênaltis, pode migrar para o futebol americano: ganhará uma nota preta como kicker. Nota 3

Zé Carlos - Nulo, errou passes bisonhos. Nota 3

Jorge Henrique - Cavou um pênalti com inteligência e depois sumiu. Só voltou ao Barradão na metade do segundo tempo, quando armou jogadas perigosas, inclusive a do gol do Wellington. Nota 6

Wellington Paulista - Fez o gol, ok, acabou o jejum, uma alma saiu do purgatório. Mas não dá também para jogar bem, cometer menos faltas no ataque, baixar os braços, etc, etc, etc? Hoje o primeiro tempo foi lamentável. Nota 4

Geninho - Como diria o poeta candango: ele é isso aí que você está vendo, mesmo que você não esteja vendo nada.  Nota 1

→ 7 CommentsCategorias: Brasileirão 2008
Tagged: , , , , ,