Fogo Eterno

2010: Reinaldo, André Lima ou Dodô?

22 09UTC 11pmMon, 09 Nov 2009 15:08:00 +0000ç2009, 2008 · 4 Comentários

 

Ddodo

 

Dodô está liberado oficialmente para voltar aos gramados. A suspensão imposta pela Fifa acabou e, como aquele foi o primeiro de uma série de tombos que o Botafogo tomou ao longo dos dois últimos anos, espera-se que essa maldição esteja quebrada.

O presidente Assumpção, aquele que prometeu brigar pelo título do Brasileiro 2009, já se reuniu com Dodô e deixou as portas abertas para mais uma volta do “artilheiro dos gols bonitos” a General Severiano.

Os leitores do FogoEterno que participaram da enquete concordam com o Presidente – 70% aceita a volta do centroavante para a temporada de 2010 (veja resultado final ao lado).

Mas a verdade é que Dodô tem que jogar sozinho como homem de referência – quando Cuca tentou um esquema com André Lima, não deu certo e ambos se esbarraram lá na frente.

Então, temos três possibilidades concretas de centroavante para a temporada de 2010 – dois deles já estão no clube. Imagino que, se Dodô chegar, Reinaldo será dispensado – pelo alto custo, dificuldade de entrar em forma e idade elevada. O outro é André Lima, agora só disponível para o início do ano que vem.

Qual dos três você gostaria de ter à frente do ataque alvinegro no ano que vem? Ou nenhuma das alternativas?

 

 

→ 4 ComentáriosCategorias: Botafogo 2010
Etiquetado: , ,

Botafogo 2 x 0 Coritiba: Enfim, a tríplice coroa

22 08UTC 11pmSun, 08 Nov 2009 19:58:24 +0000ç2009, 2008 · 3 Comentários

renatocoritiba

E não é que conquistamos a tríplice coroa? Três vitórias consecutivas em cima dos times dos nossos ex-treinadores Geninho,  Mário Sérgio e Ney Franco – nove pontos em três jogos, salvo engano a primeira vez que isso ocorre no Brasileirão.

No primeiro tempo, um cenário preocupantemente parecido com a partida contra o Cerro: o Botafogo dominava a partida, mas não conseguia marcar. A diferença é que o lado esquerdo, com as triangulações de Diego e Renato, se mostrava bem mais efetivo do que a inoperância do lado direito, no qual Lúcio Flávio e Alessandro competiam pelo título de improdutividade. Jobson, no ataque, comprovou o erro da escalação inicial do Estevam na partida contra os paraguayos – em três ou quatro lances, se mostrou mais perigoso do que Reinaldo.

No campo defensivo, havia outra diferença – a solidez de Leandro Guerreiro, que batalhou e impediu qualquer movimentação mais perigosa do time do Ney Franco.

Ao contrário da partida de quarta, porém, dessa vez a bola do Renato não bateu na trave. Entrou no cantinho e garantiu vantagem inicial, aliviando a torcida alvinegra que já temia um intervalo sem gols. E o resultado só não foi mais elástico por conta da lambança do juiz, que anulou gol legítimo do Fahel – e gol do Fahel, por ser fenômeno raríssimo, não pode ser invalidado.

No início do segundo tempo, o Botafogo cochilou e quase paga caro pelo vacilo. Ney tirou um volante (o péssimo Jailton) e colocou um atacante (Marcos Aurélio), e o time paranaense passou a jogar no campo alvinegro, criando seguidas chances de empate. Foi o momento mais tenso da partida.

E, quase que consecutivamente, aconteceram os dois lances que definiram o jogo. Numa falta muito bem cobrada por Marcelinho Paraíba, Jefferson se esticou todo (imaginaram se fosse o Castillo?) e salvou na ponta dos dedos uma bola que tinha endereço certo. Bons goleiros se notam nestes momentos. No contra-ataque, Reinaldo rolou para  Lúcio Flávio. Eu, e tenho certeza que quase todos os torcedores alvinegros, gritamos ao mesmo tempo: “Define o lance! Chuta!” E, enfim, ele fez o que todo camisa 10 alvinegro deveria fazer. Limpou a jogada e bateu forte, quase no ângulo: golaço!  2 x 0 no placar.

Daí em diante foi administrar a vantagem, ainda que seja assustadora a queda de rendimento de jogadores que não conseguem ter fôlego para 90 minutos, como Reinaldo e Renato. O Ney colocou mais um atacante, o Estevam mandou Jônatas e Victor Simões a campo – este último, ao fazer faltas bobas e cair sentado dentro da área numa tentativa de finalização, só nos fez estimar pronta recuperação para André Lima. 

E, no fim das contas, as coisas evoluíram bastante nas duas últimas semanas no Brasileirão. Ganhamos duas partidas que não podíamos sequer pensar em empatar (náuticozinho e coritiba) e ainda arrancamos uma vitória no Beira-Rio em jogo no qual, sonhávamos no máximo com um empate. Como lembrou o Pereirão, que o flu vá se desgastar na sul-americana enquanto a gente se recupera para pegar o Barueri.

No mais, apenas uma observação: parece que a briga pela última vaga na Série B vai se limitar a Ney Franco,  Botafogo e Cuca… que ironia, não?

Eis as notas para atuações individuais dos titulares:

Jefferson – Duas defesas decisivas e apenas um vacilo numa saída de bola. Nota 7,5

Alessandro – A peça que destoa. Sempre. Nota 4

Juninho – O melhor da zaga: dessa vez, esteve atento a partida inteira, ao contrário do outro jogo contra o Coritiba. Nota 7

Wellington – Um vacilo no final, mas no geral uma partida razoável. Nota 5

Diego – Excelente no apoio, muito bem na marcação. Nota 8

Guerreiro – Se tivesse em campo contra o Cerro, o resultado teria sido outro. Muito bem. Nota 7

Fahel - Quando faz gol legítimo, é anulado… Nota 5

Renato – A grande surpresa: eficiência, disposição e capacidade de finalização. Depois cansou. Nota 7,5

LF – Sumido no início, depois um golaço e um bom segundo tempo. Nota 6

Reinaldo – Razoável. Mas vai acabar o ano sem entrar em forma. Nota 6

Jobson – Perigoso, entortou os lentos zagueiros adversários. Alternou bons e maus momentos. Nota 7

Estevam – Dessa vez, sua armação tática com Renato e LF, mais Jobson e Reinaldo na frente, deu certo -  o time teve volume de jogo ao longo dos 90 minutos. Só pelo fato de ter evitado o Ney Franco sair vencedor do Engenhão merece um ponto a mais na avaliação final. Nota 7

Ney Franco – Falou demais durante a semana. O maior culpado pela montagem desse elenco ridículo teve a cara de pau de dizer que já queria a contratação de Jefferson em maio, que deixou o Botafogo bem fisicamente, que se tivesse continuado o Botafogo não estaria brigando para se salvar… sua vaidade (que tenta dissimular, mas não consegue) só não é maior do que a incapacidade profissional. Saiu do Engenhão com o topete rebaixado e ensaiando discursos para enganar a imprensa paranaense enquanto faz continhas para escapar da Série B . Nota ZERO

→ 3 ComentáriosCategorias: Botafogo 2009
Etiquetado:

Ruim com ele? Pior sem ele

22 06UTC 11pmFri, 06 Nov 2009 20:56:16 +0000ç2009, 2008 · 3 Comentários

andrelimafora

A contusão no joelho era mais grave do que se supunha inicialmente e André Lima está fora do Brasileirão.

Como os outros dois centroavantes alvinegros, Reinaldo e Victor Simões, jamais estiveram cem por cento dentro da competição, então o Botafogo entra na reta final do campeonato sem um atacante por inteiro.

André Lima, se não voltou à ótima forma de 2007, pelo menos demonstrou empenho sempre que vestiu a camisa alvinegra. E cumpriu função importante, perturbando zagueiros e cavando faltas posteriormente aproveitadas pelo Juninho. Para mim, AL fará falta.

E a entrada criminosa que ele recebeu no jogo contra o Cerro Porteño, pênalti não marcado e não reclamado, ficará impune.

Que os deuses da bola protejam o Botafogo nessa reta final e nos livrem de novas contusões.

Se o elenco já é ruim completo, imagina desfalcado?

→ 3 ComentáriosCategorias: Botafogo 2009
Etiquetado: ,

A razão da desclassificação

22 05UTC 11pmThu, 05 Nov 2009 21:03:36 +0000ç2009, 2008 · 2 Comentários

 

lulatulio

Descobri no site oficial do Botafogo-DF que Túlio Maravilha, cada vez mais enfronhado na política, presenteou recentemente o presidente Lula com a camisa alvinegra – idêntica à do Botafogo.

Não deu outra: Botafogo eliminado da Copa Sul-Americana.

O presidente é um tremendo pé-frio!

Por falar em sujeitos capazes de nos trazer infortúnios, toca o telefone no fim da tarde dessa quinta. É o Pereirão, ainda inconformado com a derrota de quarta. Ao tentar se distrair assistindo à Liga Europa, o susto.

Júlio César, aquele de 2007, estava como goleiro titular do Benfica!

jcbenfica 

No que o Pereirão contou:

- E o pior foi ver um lance que ele se atrapalhou todo e o narrador lembrou: ih, essa jogada fez até a torcida do Botafogo suar frio…

Em tempo: jogando em Lisboa, o Benfica aplicou goleada de 5 x 0 no Everton. A defesa deles deve ter protegido bem o Júlio Chester…

 

→ 2 ComentáriosCategorias: Botafogo 2009
Etiquetado: , , ,

Botafogo 1 x 3 C. Porteño: A barreira dos sete dias

22 04UTC 11pmWed, 04 Nov 2009 23:19:40 +0000ç2009, 2008 · 8 Comentários

gabriel

Eu queria muito ter errado a minha previsão, mas não foi o que aconteceu – o time montado pelo Estevam, com quatro jogadores no meio sem saber marcar e confiando no Fahel como “homem de referência no sistema defensivo”, naufragou de forma vexatória.

Então, vamos lá tentar entender o que aconteceu:

Aos 24 minutos do primeiro tempo, Lúcio Flávio recebeu a bola na intermediária do Cerro Porteño. Rodopiou para um lado, para o outro e, em vez de partir em direção ao gol, fez a pelota cair nos pés de Alessandro. Que entregou para Reinaldo, que devolveu para Alessandro. Que, certamente temeroso de receber novamente a bola, passou para Diego, que tentou tocar para Gabriel, mas na verdade mandou a bola para fora.

O lance inteiro durou quase um minuto e simbolizou o que foi a primeira etapa da partida. Muito toque de bola, mas nada de perigo de gol.

Situação parecida ocorreu no último minuto do primeiro tempo, quando o Botafogo tinha a bola já perto da área dos paraguaios e foi recuando até Reinaldo ir parar na linha central. O juiz, claro, aproveitou para apitar e mandar todo mundo para o intervalo.

O sistema bolado por Estevam se mostrou um desastre. Tudo porque ficou um amontoado no meio-de-campo: quatro jogadores  sem poder de definição – sendo que o mais perigoso, olha vejam só!, era o Reinaldo.  Foi preciso Jairzinho, convidado especial da transmissão da Globo, rasgar a fantasia da tevê e escancarar:

-   O time não tem ligação da defesa para o meio de campo, nem do meio para o ataque. O time está apático e também não finaliza – só duas finalizações no primeiro tempo, e de bola parada!

Ironia do destino, o que faltou ao Botafogo no primeiro tempo foi exatamente um camisa 7 – obviamente, não temos mais um Jairzinho. Mas não precisava ser um craque: sentimos falta do mínimo, um ponta habilidoso, capaz de ocupar a linha de fundo com objetividade, capaz de criar jogada pelas pontas.

Já no segundo tempo…

o Botafogo fez, nos 10 minutos iniciais, mais do que em toda a primeira etapa: criou chances claríssimas de gol. Mas, infelizmente, nosso centroavante não é do tipo que resolve – teve a bola no pé e chutou para fora. Nosso “maior reforço de 2009″ (Reinaldo) não é do tipo que resolve: tentou um chute colocado, a bola não foi até o canto e o goleiro conseguiu defender sem muita dificuldade. Nosso “homem de referência” não é do tipo que resolve: Renato subiu sozinho e cabeceou na mão do arqueiro.

Aí, meus caros, o futebol voltou a exercer a maior das máximas: quem não faz, leva.

Ainda mais quando se tem Fahel como “homem de referência no sistema defensivo”, como prometeu Estevam Soares no início da partida. E foi nas costas do “homem de referência”, após rápido contra-ataque, que o paraguayo substituto do Ramirez subiu e marcou de cabeça sem chances para Jefferson.

Depois do gol, Estevam colocou em campo Victor Simões e Jobson no lugar, respectivamente, de Gabriel e Renato.

Pouco adiantou. Porque Lúcio Flávio, nosso camisa 10, continuou com seus passes laterais e inofensivos. O grau de irritação da torcida chegou ao ponto máximo quando, após boa jogada de Reinaldo, a bola sobrou na entrada da área para LF que, de frente para o gol, preferiu tocar de lado para Alessandro.

Quando o camisa 10 prefere rolar para o lateral, e o lateral não é o Nelinho mas o Alessandro, está na hora de sacar o camisa 10.

Um breve alento foi dado por Jobson, que deveria ter entrado desde o início. Em um único lance, produziu mais do que Lúcio Flávio-Reinaldo-Jônatas juntos. Partiu para cima do adversário, driblou duas vezes e só rolou para André Lima completar: gol 90% de Jobson, 10% de AL (que nem teve a pachorra de dividir os méritos com o companheiro na hora da comemoração).

Jairzinho, mais uma vez, foi a voz da sabedoria:

- Por que não trabalhar com um jogador como esse desde o início do jogo?

Vocês achavam que daria para reagir? Eu não.

Ainda mais depois que o Alessandro provou, pela enésima vez, que não tem QI e deu uma voadora, sendo justamente expulso.

Assim é o Botafogo 2009: o camisa 10 tem inteligência mas não tem raça; o lateral tem raça mas não tem inteligência. E nenhum dos dois tem a técnica suficiente para vestir a camisa alvinegra.

A defesa ficou completamente desguarnecida e era só questão de tempo para o Cerro aproveitar a vantagem numérica e tática para decretar o fim das esperanças.

Fez o segundo gol, fez o terceiro e só não fez o quarto porque o juiz teve piedade e apitou o fim da partida.

Ah, o Rodrigo Dantas entrou e não fez nada: pelo contrário, errou passes de menos de um metro. Jobson também se apagou, André Lima virou mártir (tomou uma pancada grave e depois ficou se arrastando em campo, para fazer número), Reinaldo errou passes ridículos e a zaga desmoronou.

Mas e o Lúcio Flávio? Por onde andava?

Durante o jogo não sei, mas ele reapareceu na hora da entrevista pós-jogo. Ainda no gramado, falando de forma pausada e lúcida, decretou:

- Agora nós temos que esquecer e nos concentrar no Brasileirão.

Viu como é fácil, rapaziada? Agora é esquecer, simples assim.

Ignorar, por exemplo, o fato de que o Botafogo 2009 não consegue nos presentear com uma semana de tranquilidade. Apenas sete dias – tipo, duas vitórias e um empate em três jogos consecutivos.

Não, nem isso eles são capazes de garantir.

Que belo estímulo para lotar o Engenhão no domingo, hein?

Atuações? Vocês têm certeza? Ok, vamos lá:

Jefferson – Dessa vez, não fez a diferença. Nota 5

Alessandro – Muita vontade de escrever um palavrão pela primeira vez neste blog. Nota ZERO

Juninho – Lentinho, perdidinho, capitãozinho. Nota 3

Diego – Razoável na primeira etapa, depois despencou. Nota 4

Gabriel – Pouco. Nota 2

Fahel – Ridículo. Nota 1

Jônatas – Preciosista e inofensivo. Nota 2

Renato – Errático e inofensivo. Nota 2

Lúcio Flávio – Inofensivo e irritante. Nota 1 (Voltem com a faixa, por favor)

André Lima – Esforçado e limitado. Nota 4

Reinaldo – Alguma coisa no primeiro tempo, depois simplesmente lamentável. Nota 5

Victor Simões – Jogador de rúgbi. Nota 1

Jobson – A única jogada decente do time. Nota 5

Rodrigo Dantas – Decepcionante. Nota 3

Estevam Soares – Errou feio na escalação, errou ainda mais ao demorar para mexer. Nota 1

Jairzinho – Comentários perfeitos, agudos, veementes, contundentes. Deu um baile no Júnior. Nota DEZ

→ 8 ComentáriosCategorias: Botafogo 2009
Etiquetado:

Quem é que corre? Quem é que marca?

22 03UTC 11pmTue, 03 Nov 2009 20:43:57 +0000ç2009, 2008 · 5 Comentários

Jefferson, Alessandro, Juninho, Diego e Gabriel; Fahel, Jônatas, Lucio Flavio e Renato; Reinaldo e André Lima.

Eis a escalação do Botafogo para enfrentar o Cerro Porteño nessa quarta-feira.

Queria ficar mais entusiasmado com esses onze que vão a campo, mas a preocupação é grande. Jônatas, LF e Renato não marcam, Gabriel tem demonstrado vacilos nessa função e Alessandro, já sabemos, costuma deixar avenidas abertas ao longo da partida.

Ou seja: caberá a Fahel, muitas vezes, o primeiro e último combate. E é Fahel solo, sem a companhia de Guerreiro (contundido) e Léo Silva.

Também acredito que, à frente, o time perde muito em mobilidade com a saída de Jobson – o mais veloz dos atacantes alvinegros, mesmo que não tenha produzido grandes coisas nas últimas partidas.

Um ataque lento, um meio-de-campo sem poder de marcação, laterais desatentos: receita ideal para contra-ataques mortíferos.

Que o Botafogo resolva a parada logo no primeiro tempo.

E que São Jefferson me ajude a queimar a língua.

→ 5 ComentáriosCategorias: Botafogo 2009
Etiquetado: ,

Os jogadores cantam o hino…só agora?

22 02UTC 11amMon, 02 Nov 2009 10:02:00 +0000ç2009, 2008 · 8 Comentários

Estevam Soares revelou que os jogadores, já no vestiário do Beira-Rio logo após a partida de domingo, cantaram o Hino do Botafogo.

Segundo o treinador, isso mostra o comprometimento do grupo com o clube.

Fico imaginando que eles devem ter gritado especialmente os versos ”Foste herói em cada jogo” e “Não podes perder, perder pra ninguém”. Porque, com um a menos desde o segundo tempo, todos demonstraram garra e seriedade – mesmo os mais limitados (de futebol e de cérebro).

Como torcedor, gostaria de ver o vídeo com esse registro – alô, diretoria, se alguém filmou, por que não postar no site oficial? É esse tipo de conteúdo que faz a diferença!

Mas também, como torcedor, fico intrigado para entender o porquê de se precisar chegar a extremos como as faixas criticando Lúcio Flávio e Juninho para que os jogadores mostrem que tenham brios (os dois estavam muito mais ligados na partida, e demonstraram acentuada disposição) e comprometimento ao longo de toda uma partida – ou eles não lembram que tomamos um gol do Coritiba nos últimos minutos por conta de uma bola mal dividida pelo mesmo Juninho?

Alguém duvida que a torcida do Botafogo preferiria levar ao estádio faixas enaltecendo seus jogadores do que criticando-os?

Que preferiria aplaudir durante 90 minutos do que vaiar?

E que, toda vez que o time demonstrou UM MÍNIMO de comprometimento e de futebol, a resposta veio de imediato, na partida seguinte, com estádio cheio? E que foram as duas vitórias consecutivas (Goiás e Atlético-MG) que fizeram o Engenhão ficar superlotado contra o Avaí? E que, por esses dois fatores, a perspectiva é de um bom público contra o Cerro Porteño na quarta (acho que não vai dar pra lotar por conta do horário e da transmissão direta para o Rio) e de casa cheia no domingo contra o Coritiba?

Mesmo desgastada com tanto sofrimento e decepções, a torcida do Botafogo ainda é o nosso maior patrimônio.

Se os jogadores souberem valorizá-lo, perceberão (mesmo com atraso) que ficará menos árido o caminho da sobrevivência na Série A.

→ 8 ComentáriosCategorias: Botafogo 2009
Etiquetado: ,

Inter 0 x 1 Botafogo: Tudo ao contrário…ainda bem!

22 01UTC 11pmSun, 01 Nov 2009 20:56:30 +0000ç2009, 2008 · 7 Comentários

fogointer

Quem costuma tomar gol nos primeiros minutos da partida é o Botafogo.

Quem costuma fazer gol nos outros times é o centroavante, não o zagueiro. 

Quem costuma ser expulso por segundo cartão amarelo nos outros times é o zagueiro, não o centroavante.

Quem costuma ser medíocre e mostrou futebol vistoso (!) e inteligente (!!) foi o Léo Silva.

Quem costuma ceder diante da pressão dos atacantes adversários é a defesa do Botafogo. Não no Beira-Rio.

Quem costuma desperdiçar a vantagem de ter um homem a mais durante quase um tempo inteiro é o Botafogo.

Quem costuma(va) falhar em momentos decisivos da partida eram os goleiros do Botafogo. Não com Jefferson.

Quem tropeçou na bola foi o craque D`Alessandro.

Quem escalou errado e mexeu errado no intervalo foi o técnico do adversário.

Quem fez um gol no início da partida e conseguiu segurar o resultado, mais de 90 minutos depois, foi o Botafogo.

Quem demonstrou equilíbrio psicológico, mesmo quando perdeu um jogador por expulsão, foi o Botafogo (viu, Paulo César Vasconcellos?.

Quem, portanto, imaginaria que as coisas acontecessem tão inversamente proporcional às expectativas como o que ocorreu na tarde desse domingo no Beira-Rio?

Quem de nós não temeu, após o primeiro gol, que o time recuasse e tomasse uma virada ainda no primeiro tempo?

E quem de nós não ficou surpreso com a consistência defensiva do Botafogo e com a completa desordem tática e técnica do Inter, com jogadores colorados tropeçando, escorregando, diversas vezes apanhando da bola?

Por tudo isso e muito mais, foi um jogo atípico.

O que não fugiu do padrão foi a segurança do Jefferson – como destacou o Pereirão, a nossa melhor contratação do ano. Quantas vezes ele foi acionado (cruzamentos, chutes à queima-roupa, escanteios), quantas vezes ele correspondeu: e com tranquilidade, sem espalhafato.

Já falei por aqui que a nossa salvação está nos Jotas: Jefferson, Jônatas, Jobson e nos gols do Juninho. Pena que, mais uma vez, o Jobson tenha tido as melhores chances e não as tenha convertido – era para matar a partida, e ele desperdiçou: ou seja, é bom ciscador, mas péssimo finalizador.

No mais, a última pergunta: quem de nós imaginaria que o Botafogo conseguiria vencer uma partida (fora de casa!) tendo no gramado, AO MESMO TEMPO, os seguintes jogadores: Fahel, Léo Silva, Thiaguinho, Emerson e Victor Simões?

É ou não é uma proeza?

Vamos às atuações:

Jefferson – Segurança, sobriedade, senso perfeito de colocação. Sensacional. Nota 10 (a pedidos) Nota 9

Thiaguinho – O de sempre: alguns desarmes, muitos erros de passe. E muito espaço ao adversário. Nota 5

Juninho – Um belíssimo gol, bem nas antecipações e divididas. A faixa valeu a pena! Nota 7

Wellington – Limitado, mas esforçado. Ganhou mais do que perdeu. Nota 6

Diego – Discreto mas seguro, contribuiu na marcação. Nota 5

Guerreiro – Erros bobos de passe, mas muita luta. Nota 5

Emerson – Seriedade. Está melhorando ou é porque passa menos tempo em campo? Nota 5

Fahel – Muito pouco, como sempre. Mas ainda assim alguns lances surpreendentes, que pareciam de quem sabe jogar futebol. Nota 4

Léo Silva – A surpresa do século. Uma bela partida.  Nota 8

Lúcio Flávio – Mais participativo no primeiro tempo, com direito a arrancadas e ótimos passes desperdiçados pelo Jobson . Só que ainda está devendo: poderia ter segurado mais a bola no campo do adversário. Nota 5,5

Jobson – Decepção. Teve duas ou três chances de definir o placar, mas não sabe finalizar. Nota 4

André Lima – Decepção. Sua expulsão (não precisava do chilique, pois foi correta) quase derruba o time – bem, pelo menos vai poder animar a torcida no Engenhão contra o Coritiba sem se preocupar em jogar. Nota 1

Victor Simões – Está melhorando ou é porque passa menos tempo em campo? Nota 5

Rodrigo Dantas – Pouco tempo, nenhum brilho individual. Sem nota

Estevam Soares – Apostou num time cheio de cabeças-de-bagre, digo, cabeças-de-área, e se deu bem porque conseguiu um gol no primeiro minuto. Acertou também nas alterações.  Nota 7

→ 7 ComentáriosCategorias: Brasileirão 2009
Etiquetado: , , , , ,

Direito de resposta

22 30UTC 10pmFri, 30 Oct 2009 21:11:35 +0000ç2009, 2008 · 5 Comentários

lucioflav

Na foto acima, nosso camisa 10 veste o seu uniforme número 1

 

De Lúcio Flávio, sobre a faixa desfraldada no Engenhão na última quarta-feira, que chamou ele e Juninho de amarelões:

- Para mim, quem faz uma coisa dessas não é um torcedor do Botafogo. Acho que é alguém que não está satisfeito com alguma coisa e acaba descontando desta maneira. Mas eu prefiro não deixar isso me atrapalhar…

Os torcedores que tiveram a ideia da faixa, salvo engano o Gil e o Danilo (foi o que vi no Cantinho Botafoguense, do Rodrigo Federman, e no Snoopy em Preto e Branco, do Fábio, que batizou a dupla de “Yellow Flávio e Capitão Penico”), diante de uma declaração tão infeliz, têm todo o direito de responder:

- Para nós, quem desperdiça dois pênaltis decisivos contra o maior rival e ainda se omite das partidas com indesejável frequência não pode ser chamado de jogador do Botafogo.

 

→ 5 ComentáriosCategorias: Botafogo 2009
Etiquetado: ,

Em busca da única tríplice coroa possível

22 30UTC 10amFri, 30 Oct 2009 00:22:37 +0000ç2009, 2008 · 6 Comentários

Quarta-feira passada, enfim, o Botafogo (que não consegue vencer o Cuca) conseguiu bater um time dirigido por um recente ex-treinador: Geninho, aquele que, em seus tempos nada gloriosos, mandava seus auxiliares iniciarem o treino e fugia para cantina de General Severiano para devorar um Chicabon.

Domingo, contra o Inter, será a vez do ciclotímico Mário Sérgio, aquele que conseguiu perder três partidas seguidas e pediu demissão dizendo que não recebeu o que tinha sido prometido pela diretoria  – e abriu espaço para a volta de Cuca, ainda em 2007, em um dos lances mais surreais e desconcertantes daquele ano inesquecível (para o bem e para o mal).

E, mais à frente, será a vez de as criaturas que momentaneamente vestem a camisa alvinegra enfrentarem seu criador, Ney Franco, aquele que prometeu brigar pelo título e nos deixou na beira do caos e ainda congestionados pelos bondes que ele atracou no Engenhão.

Bem que, nas próximas rodadas, o Estevam Soares poderia nos presentear com a tríplice coroa: três vitórias em cima dos três ex-treinadores. E, para completar, mais três pontos fora de casa em cima de seu ex-time, o Barueri. Esses seriam os doze pontos que poderiam nos livrar de vez da ameaça de rebaixamento.

Sonhar é possível… pelo menos até a tarde de domingo.

→ 6 ComentáriosCategorias: Botafogo 2009
Etiquetado: , , , , ,

Esse enche o estádio sozinho…

22 29UTC 10amThu, 29 Oct 2009 01:20:08 +0000ç2009, 2008 · 3 Comentários

Segundo o repórter do SporTV na transmissão do sofrido Botafogo 1 x 0 náutico, a diretoria prometeu para 2010 a contratação de um jogador ”capaz de encher o estádio”.

zazate

Meu Deus, será que eles vão trazer de volta o Zárate?

 

→ 3 ComentáriosCategorias: Uncategorized

Botafogo 1 x 0 náutico: Três pontos essenciais

22 28UTC 10pmWed, 28 Oct 2009 21:07:05 +0000ç2009, 2008 · 2 Comentários

junin

Vocês já pararam pra fazer as contas de como estaria o Botafogo se o Jefferson não tivesse chegado no meio do campeonato? Pelos meus cálculos, abaixo do fluminense.

 Se o Botafogo sobreviver na Série A, Jefferson merece uma estátua ao lado da de Nilton Santos.

A defesa à queima-roupa que nosso goleiro fez no segundo tempo foi simplesmente antológica.

E sua saída nos pés do Carlinhos Bala, ainda na primeira etapa? Precisa e perfeita – imaginem se fosse o Castillo ou mesmo o Renan?

No mais, Juninho fez de tudo para perder o pênalti, mas não conseguiu – o goleiro alvirrubro tomou um frango, da mesma maneira que Max tinha tomado contra o náutico, em 2007, nos Aflitos. E me irritou profundamente seu desânimo na entrevista pós-jogo: pqp, o time consegue uma vitória essencial e o cara fica com aquela cara de b*? Será que ficou magoado com a faixa “Lúcio Flávio e Juninho, não?”, que foi desfraldada no Engenhão?

Mas, voltando ao jogo…

O time jogou bem? Do que eu pude ver, não!

A defesa continua frágil? Muito!

O ataque é inoperante? Quase sempre!

Mas o Botafogo conquistou os três pontos? Sim!

E é isso que importava nessa partida.

O resto é chororô alvirrubro – que eles vão se consolar no colo da tenente Lúcia Helena, da PM pernambucana.

No mais, a arbitragem ainda nos deve – por baixo – uns 9 pontos.

 

→ 2 ComentáriosCategorias: Botafogo 2009
Etiquetado: ,

Você os conhece?

22 27UTC 10pmTue, 27 Oct 2009 20:46:00 +0000ç2009, 2008 · 5 Comentários

BOTAFOGO/TREINO

BOTAFOGO/TREINO

Só uma dica: ambos fazem parte da folha salarial do futebol profissional do Botafogo em 2009. Treinam com os titulares, ganham salário em dia… e não entram em campo.

E aí, você os conhece???

→ 5 ComentáriosCategorias: Botafogo 2009
Etiquetado: , ,

Um livro para Juninho, Guerreiro e Lúcio Flávio

22 26UTC 10pmMon, 26 Oct 2009 17:41:51 +0000ç2009, 2008 · 5 Comentários

postman

A tradução do livro aí de cima é algo como  ”O Carteiro sempre toca duas vezes” . É uma história de suspense bolada por um ótimo escritor, James M. Cain, e foi adaptada duas vezes para o cinema. Chegou às telas como ”O Destino Bate à sua porta”.

O que importa aqui, porém, é pegar a frase original do título para refletir um pouco do que representam Lúcio Flávio, Juninho e Leandro Guerreiro para o Botafogo.

Os três, é forçoso lembrar, participaram de lances cruciais em duas das três decisões contra o flamengo – me refiro às que foram decididas nas penalidades.

Na primeira, de 2007 (do fatídico Beltrami no apito), Lúcio Flávio foi o primeiro cobrador pois Dodô acabara de ser expulso.

LF bateu à meia-altura, no canto direito de Bruno, que adivinhou o canto e nem se esforçou muito pois a bola ficou entre o meio e a trave.

Na sequência do alvinegro, foi a vez de Juninho desperdiçar – dessa vez Bruno contou com a sorte, pois espalmou e a bola bateu na trave antes de sair.

Resultado: como o flamengo tinha convertido suas duas primeiras penalidades, a tarefa de reverter ficou praticamente impossível – ainda mais com o Max no gol…

Aí veio o Túlio ( 0 x 2 no placar…) e pegou a bola. Olhou para Bruno pouco antes de bater e jogou no canto oposto. Um chute seco, rasteiro, nem tão forte assim, mas o suficiente.

Túlio observa, enfim, o que os outros dois não tiveram competência de sacar: que o Bruno, nove entre dez vezes, indica CLARAMENTE qual é o canto que escolhe POUCO ANTES da cobrança. Ou seja, o goleiro urubu se adianta e se joga – com a boa envergadura, quase sempre consegue tapar um canto inteiro.

(Naquela primeira decisão, o Luciano Almeida também converteu, mas de forma saudavelmente irresponsável, dando um chutão no meio do gol, como o Bruno já tinha caído, não pôde voltar)

Pois bem, agora retornemos a 2009.

Vamos primeiro relembrar a segunda decisão por pênaltis – que, ironicamente, acaba no mesmo placar: 4 x 2.

Quem foram os dois alvinegros que conseguiram suplantar Bruno? Léo Silva (primeiro cobrador!) e Gabriel. Como conseguiram? Observando o canto que o goleiro se projeta – e empurrando a bola na outra direção.

Quem perdeu as cobranças? Logo eles, dois expoentes do time de 2007: Leandro Guerreiro (que entrega o canto ao bater à meia-altura no lado que Bruno já estava) e Juninho – que, ao contrário de 2007, resolveu bater no meio do gol. Só que mandou à meia-altura e Bruno afastou a bola com um dos pés.

Agora, enfim, chegamos ao último domingo.

Pênalti é, antes de tudo, uma batalha mental.

Lúcio Flávio deve ter pensado: na primeira decisão, bati no canto direito e o Bruno pegou. Agora, vou fazer o contrário – mandar no canto esquerdo e aí ele não pega.

Bruno antecipou a previsibilidade do raciocínio de nosso camisa 10 e se jogou, ANTES da cobrança, para o canto esquerdo.

Só que o LF simplesmente NÃO OLHOU para o goleiro rubro-negro. Tivesse vislumbrado ao menos o vulto caindo para um dos lados, teria tempo o suficiente para empurrar a bola para as redes no canto oposto que Bruno tinha escolhido.

Resultado: mais uma vitória do flamengo, graças a mais uma vitória particular de Bruno contra um de nossos principais jogadores.

Enfim, retorno ao título desse post para dizer que são raras as vezes que o carteiro (o sr.Destino) bate duas vezes na mesma porta – e nas mesmíssimas circunstâncias.

Se você não aproveitou a primeira, tem que pensar no que fez de errado. E, claro, se a segunda chance aparecer, ela não pode ser desperdiçada.

Leandro Guerreiro, Juninho e Lúcio Flávio foram agraciados com a segunda chance – de ser campeões, no caso dos dois primeiros; de converter um pênalti decisivo, no caso dos dois últimos. E a oportunidade, fato raríssimo, apareceu contra o mesmo adversário, e em circunstâncias extremamente parecidas.

Os três falharam novamente.

E, dessa vez, os três cometeram erros cruciais em uma só partida:  Juninho e Guerreiro, ao não conseguir impedir o gol de Adriano (escudados ainda por um titubeante Wellington, numa espécie de vingança tardia e sacana do Ney Franco, que o indicou); Lúcio Flávio, ao perder o pênalti.

Numa rápida comparação, Maurício só teve uma chance em 1989 – contra o mesmo adversário, e com a bola em movimento, num lance bem mais difícil. Ele não desperdiçou.

Túlio Maravilha teve duas chances em duas das partidas da decisão de 1995 – guardou as duas no fundo das redes.

Eis a diferença dos que nasceram para brilhar e dos que nasceram para se apagar.

E eu não quero mais torcer para quem tem medo de ganhar simplesmente porque tem um medo muito maior de perder.

Não adianta mais tentar se iludir – e olha que faço um mea culpa e admito que sou um dos mais facilmente enganáveis.

Mas a verdade é que o espírito derrotista dos jogadores Juninho, Lúcio Flávio e Leandro Guerreiro faz mal ao Botafogo.

Os três são fracos – tecnicamente (Guerreiro, nem tanto, vale ressalva) e psicologicamente.

Eles não têm mais condições emocionais de vestir a nossa camisa – não são dignos de ter a estrela no peito. 

Fazem mal ao time e fazem mal à torcida.

Que eles sigam seus rumos em 2010.  Longe de General Severiano, que não pode ser lugar de gente que fraqueja em decisões.

ondeosfracos

Caso contrário, até, em caso de desastre no fim do ano, a campanha de volta para a Série A em 2010 será um pesadelo – pois eles correm o risco de ganhar uma terceira chance e novamente desperdiçá-la. Isso sem contar os inevitáveis clássicos e eventuais decisões no Estadual.

E que o destino não nos engane novamente e coloque dessa vez em nosso rumo jogadores capazes de conquistar, dentro de campo, a condição de líderes. Jogadores fortes.

Não precisa nem ser craque nem amar a nossa camisa; basta ter uma imensa vontade de ganhar.

→ 5 ComentáriosCategorias: Botafogo 2009
Etiquetado: , ,

Botafogo 0 x 1 flamengo: Amarga rotina (com acréscimo)

22 25UTC 10pmSun, 25 Oct 2009 21:14:30 +0000ç2009, 2008 · 3 Comentários

Não pude ver o jogo.

Compromissos familiares me afastaram da televisão no início da noite.

Mas, ao ligar o rádio, pouco depois das oito da noite, já de volta para casa, as primeiras palavras que escutei foi de Gerson, o canhotinha de ouro: “O Lúcio Flávio perdeu o pênalti e sumiu do jogo”. O outro comentarista da Globo/CBN, Álvaro Oliveira Filho, analisou: “A partida foi fraca tecnicamente. O Botafogo teve mais chances, maior número de finalizações, maior domínio em boa parte do jogo, mas num lance crucial deixou Adriano fazer a diferença e abrir o marcador. Já Victor Simões conseguiu cobrar um escanteio no pé do Lenon, possibilitando um contra-ataque rubro-negro. Essa diferença de qualidade foi responsável pelo marcador favorável ao flamengo”.

Enquanto ambos falavam, cenas de partidas anteriores me vieram à cabeça.

Virou amarga rotina, nos três últimos anos, perder para o flamengo em ocasiões decisivas – e sempre com um ingrediente a mais, tipo pênalti desperdiçado.

Ao chegar em casa, assisti aos ” melhores momentos” e pude perceber o que os comentaristas do rádio já anunciavam: Botafogo finalizando, mas de forma fraca, sem perigo, quase inofensivo. E o flamengo com três chances claras de gol – uma foi fora, outra Adriano aproveitou (que ridícula a performance de Wellington e Juninho no lance…) e a outra o Gil desperdiçou de forma bisonha.

Sobre o pênalti perdido pelo Lúcio Flávio, nada a declarar. A não ser que, como Bruno se adianta (como, aliás, fez Rogério Ceni no Maracanã e lá a penalidade foi repetida), o canto direito fica inteiramente aberto – e ele cobra no mesmo canto do goleiro rubro-negro. Patético – agora nem a eficiência em penalidades o nosso camisa 10 tem a oferecer. Aliás, o que ele tem a oferecer a não ser sensatas e ponderadas entrevistas após as partidas?

Nos “melhores momentos”, vi o André Lima perder uma ótima chance na cabeça da área e vi também seguidos erros de marcação e posicionamento.

De novo, tudo rotina.

No mais, tudo caminha para se concretizar o sonho dourado de um colega vascaíno da repartição, um cara que odeia o Botafogo por conta dos sapecas que a gente aplicou em partidas decisivas em cima do time dele – e também pela ascensão alvinegra nos últimos anos.

- Tudo que eu quero ver, além do vasco de volta à série A, é o flu e o Botafogo rebaixados, e o flamengo vice-campeão.

E, para encerrar, volto a dizer que jogo decisivo será na quarta-feira, contra o náutico. Essa, sim, é partida que vale a permanência na Série A.

Acréscimo: Vi o replay da partida. Algumas breves considerações:

* Ok, o Estevam falhou feio duas vezes – ambas no segundo tempo. Ao não substituir Lúcio Flávio e ao tirar Reinaldo. Mas, vamos fazer um exame de consciência: a escalação inicial não era a que todos queriam – sem Fahel nem Léo Silva nem Victor Simões, e com Jobson, Diego, Reinaldo e Batista? Tudo bem, Rodrigo Dantas poderia estar no time – mas ele ainda não conseguiu jogar bem durante 90 minutos.  

* O Botafogo demonstrou, ao longo de quase toda a partida, uma qualidade pouco comentada por conta do resultado amargo: volume ofensivo de jogo – mesmo sem contar com Jobson em noite inspirada e com um péssimo Lúcio Flávio. Tudo porque Reinaldo jogou bem e André Lima funcionou com eficiência como pivô – serviu duas bolas para Diego, que infelizmente não conseguiu aproveitar. Faltou capacidade de finalização, e a entrada de Victor Simões derrubou esse item de vez. Mas se jogar com essa aplicação e mantiver a bola no campo do adversário, pode sufocar o náutico ainda no primeiro tempo. Basta caprichar no último toque.

* A zaga rubro-negra, mesmo reserva, se demonstrou mais segura do que a alvinegra. Até porque foi muito mais exigida. E a nossa, quando foi para a hora do vamover, se enrolou e deixou Adriano fazer o que queria dentro da área. O erro duplo do Wellington, mais a lentidão do Juninho, me deu saudade do Emerson – sim, para esses lances ele tem mais malícia e sabe se colocar melhor.  E, em outras duas ocasiões, os zagueiros e Guerreiro permitiram rápidos e perigosos contra-ataques do adversário.

* Jobson melhorou no segundo tempo. Mas, está comprovado, não sabe finalizar.

* Reinaldo foi o melhor em campo.

* Diego, pela esquerda, é muito melhor do que Thiaguinho. Tanto na marcação como no apoio.

* Lúcio Flávio, Guerreiro e Juninho merecerão um post à parte. Nada elogioso, obviamente. 

* Victor Simões é uma piada de mau gosto. O volume ofensivo que elogiei simplesmente murchou nos seus pés – ele não consegue completar sequer uma jogada.

* Outra piada de mau gosto foi a linha agressiva-ressentida dos comentários de Paulo Cesar Vasconcellos, no payperview (e olha que é um cara que eu admiro). Dizem que ele é botafoguense: então, na ânsia de demonstrar isenção, passou a enxergar um domínio esmagador rubro-negro que jamais foi comprovado dentro de campo. Na primeira etapa, enfatizou diversas vezes a dificuldade de o Botafogo ter saída de bola, mas ignorou que o adversário passava pela mesma dificuldade - o gol nasceu de uma bola rebatida de um tiro de meta cobrado pelo Jefferson, que o Guerreiro deixa passar e o Wellington inicia a lambança. E, no segundo tempo, bateu exaustivamente na tecla do “desequilíbrio emocional” alvinegro, quando o problema era deficiência técnica, mesmo, na hora de finalizar. De botafoguenses assim nós realmente não precisamos.

 * No mais, cabeça fria: o time não jogou mal. E desconfio que o cartão amarelo que tirou LF do jogo contra o náutico será uma ótima chance de ver Jônatas (boa notícia sua reintegração e aproveitamento nos últimos minutos da partida), R.Dantas ou mesmo o Renato tentar mais produtividade ofensiva.

→ 3 ComentáriosCategorias: Botafogo 2009
Etiquetado: , , , ,