Um time saiu vencedor nesse domingo no Couto Pereira. E, para nossa glória, foi o Botafogo de Futebol e Regatas.
Porém há outros vencedores na partida: o primeiro deles, claro, chama-se Lucas; dois gols, um em cada tempo. Justo ele, tão associado esse ano ao número dois – os cartões vermelhos que tomou na Copa do Brasil e na final do ano. E, permitam-me dizer, não foram gols fáceis, mas que demonstraram frieza e precisão na hora da conclusão. Fora que o pique no tento da vitória, após um lançamento espetacular do Elkeson, foi igualmente redentor.
Também foi vencedor o time que entrou em campo, inexperiente e desfalcadíssimo, por não ter se intimidado com a pressão de jogar no Couto Pereira – ainda mais depois de tomar um gol com menos de um minuto. O espírito coletivo de jogadores como Marcio Azevedo, Herrera e Jadson, que jogaram com seriedade o tempo inteiro, fez a diferença e foi igualmente premiada com a vitória.
É um vencedor também o jovem zagueiro Dória, arremessado numa fogueira imensa pela incompetência da diretoria na montagem do elenco. Sim, o estreante andou falhando algumas vezes, mas jamais esmoreceu – e também mereceu sair de campo com a certeza do dever cumprido.
Por fim, o outro grande vencedor do jogo foi Victor Júnior, ao lado do Lucas, o nome do jogo. Sua habilidade e vocação ofensiva fizeram a diferença, em especial no primeiro tempo. Não tem medo de chutar nem de partir pra cima – e o Botafogo estava precisando de um jogador com essas características.
Ah, o time então fez uma ótima partida? Não, muito longe disso. Mas o Coritiba também não – e a obrigação da vitória era do time paranaense, ainda mais depois de 28 jogos sem perder em casa. E, tenho certeza, outros times vão penar para conseguir arrancar ao menos um ponto no Couto Pereira.
Enfim, um resultado importante não só pelo que foi, mas pelo que representou.
Aplausos para todos os que participaram dessa partida – menos para o Maicosuel, que fez um jogo para ser esquecido.
Foto: Botafogo Oficial/AGIF




